REGISTRO DA PRIMEIRA FORMAÇÃO QUE SE DESTACOU NA SÉRIE C DE 2006

Ferroviário em 2006 – Em pé: Jéfferson, Nemézio, Tales, Tiago Gasparetto, Marcelo Mendes e Marcelo Sá. Agachados: Marcos Pimentel, Glaydstone, Ernandes, Fernandinho e Cristiano

Esse é o Ferrão de 2006 no retrato! Naquela temporada, o time coral quase conseguiu o acesso para a Série B do Brasileiro. Foi por um triz. Depois de um período de três meses de inatividade, acontecida entre o fim do campeonato cearense e o início da Série C nacional, o Ferroviário voltava aos gramados com essa formação no primeiro amistoso preparatório para a nova competição. Era a estreia de nomes como o zagueiro Tiago Gasparetto, do famoso atacante Fernandinho e dos meias Tales e Marcelo Sá. A base dessa equipe seguiu firme no campeonato nacional e por muito pouco não subiu de divisão. O registro fotográfico foi feito antes de um amistoso contra o Ceará no estádio Presidente Vargas. O alvinegro venceu por 2×1 com gols de Luís Fernando e Léo Gago. Tales marcou para o Ferrão. A maioria desses atletas já pendurou as chuteiras. O eficiente volante Marcelo Mendes trabalha atualmente no Sampaio Corrêa. Tiago Gasparetto é instrutor de escolinhas no interior de São Paulo e o goleiro Jéfferson trabalha com esportes na prefeitura de Fortaleza. Grande time!

ENTREVISTAS RARAS DENTRO DE CAMPO COM O ABC CORAL DE 1994

Recuperamos o vídeo acima para a posteridade. Trata-se da cobertura da TVC, afiliada da TV Cultura em Fortaleza, mostrando os momentos finais do jogo decisivo contra o Ceará no Castelão em 1994. A narração é de Luciano Vieira de Moraes, que por sinal era irmão do treinador campeão César Moraes. É possível ouvir também na transmissão a voz do comentarista Lima Júnior. Após o apito final do árbitro Dacildo Mourão, a matéria apresenta entrevistas até então desconhecidas da torcida coral, contemplando cinco jogadores ainda dentro de campo: o goleiro Roberval, o craque Acássio, o volante Lima e os atacantes Batistinha e Cícero Ramalho. Na ocasião, o famoso ABC Coral, termo criado em referência às iniciais de Acássio, Batistinha e Cícero Ramalho, terminou justamente apontando os três jogadores que mais fizeram gols na competição, na qual o somatório de tentos assinalados pelo trio registrava mais gols que o elenco inteiro do vice-campeão Ceará. Batistinha foi o principal artilheiro do certame com 21 gols, Acássio com 18 gols foi o segundo maior goleador e Cícero Ramalho com 14 gols, o terceiro, totalizando 53 gols para o ABC Coral, que ficou responsável por 67% da artilharia coral no certame. Ao todo, o Tubarão da Barra marcou 79 tentos no campeonato cearense de 1994. Vale o destaque também para a apresentadora do Jornal da TVC, Ana Villa Real, que parabenizou o Ferrão pelo título.

GOLS DE UMA GRANDE VITÓRIA DO FERROVIÁRIO EM CIMA DO CEARÁ

Artilheiro Paulo César marca o primeiro gol do jogo contra o Ceará aos 7 minutos do 1º tempo

A imagem acima é mais um gol de Paulo César no campeonato cearense de 1979. Foi marcado na goleada de 4×2 em cima do Ceará, no dia 10 de junho daquele ano. Os 19.414 pagantes testemunharam, no Castelão, uma atuação de gala do Ferrão contra o time que era o tetracampeão estadual. O treinador Urubatão Calvo Nunes promovia a estreia oficial do goleiro Cícero Capacete, do lateral Jorge Luís e do atacante Raulino, que marcou logo dois gols em seu primeiro jogo. O baixinho Babá anotou o outro tento coral no jogo. Coube a Aloísio Guerreiro e Geraldino Saravá marcarem para o alvinegro, que era treinado por Moésio Gomes. Repare na bela escalação coral naquele domingo: Cícero, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Jeová, Jacinto (Dedé) e Nilsinho (Terto); Raulino, Paulo César e Babá. O Ceará perdeu com Sérgio Gomes, Tércio, Pedro Basílio, Artur e Bezerra; Serginho e Erasmo (Jangada); Ivanir, Aloísio Guerreiro, Geraldino e Tiquinho. Aquele 4×2 deu muita moral ao Ferrão, que conquistou o 2º turno duas semanas depois. Raulino, estreante e autor de dois gols no jogo, foi também peça fundamental no título estadual daquele ano. Mês passado, completou dez anos de sua morte, na cidade de Manaus, em decorrência de problemas cardíacos. Com a narração de Gomes Farias, além da participação do ex-árbitro Gilberto Ferreira e dos setoristas Luiz Antônio e Itamar Monteiro, você confere abaixo o resgate histórico em sete minutos de áudio com os seis gols daquela memorável partida transmitida pela Rádio Verdes Mares de Fortaleza.

VITÓRIA FORA DE CASA CONTRA O AMÉRICA/RN NO BRASILEIRO DE 1988

Hoje é dia de recuperar as imagens raras da TV Cabugi de Natal e recordar uma grande vitória do Ferrão fora de casa. Foi no dia 30 de outubro de 1988. O campeão cearense foi ao Rio Grande do Norte para enfrentar o campeão potiguar e se deu bem, fazendo 3×2 no placar. Numa tarde infeliz do goleiro Sérgio Maria, o Tubarão da Barra se aproveitou e venceu o jogo com gols de Silmar, Cícero Ramalho e Arnaldo. Era a estreia de Erandy Montenegro como técnico da equipe coral. Do outro lado, Ferdinando Teixeira era o comandante do América. O jogo foi disputado no antigo estádio Castelão de Natal, que depois passou-se a chamar Machadão e hoje é onde se localiza a Arena das Dunas. O Ferroviário teve em sua formação algumas novidades em relação à equipe que foi campeã estadual cerca de cinquenta dias antes: Zé Luís, Silmar, Arimatéia, Kléber e Osmanir; Toninho Barrote, Alves, Arnaldo e Jacinto (Lane); Teninha (Edson) e Cícero Ramalho. Na defesa, o carioca Zé Luís veio do Fortaleza, Kléber era da base e Osmanir estava no Tiradentes/CE. Do meio pra frente, as novidades eram Lane e Teninha, egressos das categorias de basel, além de Cícero Ramalho, que fora artilheiro do campeonato cearense com a camisa do Quixadá. O América de Natal jogou com Sérgio Maria, Adailton (Gito), Edson, Belchior e Soares; Baltazar, Dedé de Dora (Luizinho) e Valério; Baíca, Oliveira e Elmo Casquinha. Os gols do adversário foram de Oliveira e Belchior. Wilson da Conceição Araújo foi o árbitro do jogo.

EMPATE COM O ATLÉTICO MINEIRO NO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1981

Recuperamos acima do vídeo dos gols do primeiro jogo na história entre Ferroviário e Atlético/MG. Ele foi realizado no dia 25 de janeiro de 1981 e foi válido pelo campeonato brasileiro daquele ano. A equipe mineira havia sido a vice-campeã no ano anterior e tinha o desfalque de nomes como o goleiro João Leite, o zagueiro Luisinho e o consagrado atacante Reinaldo. Por sua vez, o Tubarão da Barra contava com o ímpeto de Roberto Cearense, um jovem destaque no ataque coral revelado naquele certame. A sorte não sorriu para o Ferroviário. Apesar de apresentar um melhor padrão de jogo, o Ferrão fez 1×0 com o craque Jacinto, mas sofreu o empate na etapa final com um gol contra do lateral direito Jorge Luís, que atuou naquela tarde como zagueiro improvisado. O time coral ainda perdeu um pênalti no segundo tempo. Jangada chutou a bola no travessão do goleiro Celso. O lance gerou descontentamento no técnico Lucídio Pontes porque o volante potiguar Baltazar era o cobrador oficial da equipe.

Num lance de infelicidade, a bola bate no lateral Jorge Luís e vai morrer dentro do gol do Ferrão

Naquele domingo, o Ferroviário atuou com o futebol de Salvino, Ramirez (Zé Carlos), Lúcio Sabiá, Jorge Luís e Jorge Henrique; Baltazar, Jeová e Jacinto (Doca); Jangada, Roberto Cearense e Marco Antônio. Por sua vez, o Atlético Mineiro, treinado por Procópio Cardoso, jogou com Celso, Orlando, Osmar, Silvestre e Jorge Valença; Heleno, Renato e Palhinha; Pedrinho, Fernando Roberto e Chico Spina. O jogo teve o carioca José Roberto Wright na arbitragem e contou com a presença de 3.479 pagantes. Além do Atlético/MG, o Tubarão da Barra tinha os seguintes adversários no Grupo C do campeonato brasileiro: Campinense/PB, Sport/PE, Fluminense/RJ, América/RN, São Paulo/SP, CSA/AL, Mixto/MT e River/PI. Apesar de times fortes e tradicionais disputando vagas na mesma chave, ao final da primeira fase, o Ferrão galgou a sua classificação para a segunda fase da competição.

A GAROTADA DA BASE QUE VIROU TITULAR NO CAMPEONATO DE 1973

Ferroviário Atlético Clube em abril de 1973 – Em pé: Carlito, Marcelino, Vicente, Luciano Amorim, Cândido e Grilo – Agachados: Paulo César Feio, Luizinho, Carlinhos, Edílson Lopes e Jeová

Mais um registro fotográfico de uma onzena coral, dessa vez pelo campeonato cearense de 1973. Time treinado por Vicente Trajano com boa parte dos seus jogadores egressos das categorias de base, como o lateral direito Carlito, os zagueiros Cândido e Luciano Amorim, o lateral esquerdo Grilo, o meia Edílson Lopes e o ponta esquerda Jeová. Por sua vez, o meia Carlinhos e o perigoso atacante Paulo César Feio vieram do Madureira/RJ. O destaque do time era o atacante Luizinho, conhecido como ´peito de aço`, oriundo do Sport Belém/PA e que estava no clube desde a temporada de 1971. O goleiro Marcelino era o nome mais conhecido daquela formação. Ele vivia o auge de sua forma técnica e já acumulava vários minutos sem sofrer gols na competição, o que posteriormente lhe valeu um recorde que tem tudo para ser eterno no futebol cearense. O volante Vicente era egresso do Quixadá e mostrava-se bastante eficiente, perfazendo o total de 130 jogos com a camisa coral entre 1972 e 1976. A opção por lançar os garotos da base em pleno Estadual foi forçada pela crise econômica que assolava o mundo em 1973, complicada ainda mais pela disparada dos preços do petróleo meses depois e o consequente desabastecimento de produtos no comércio. Foi um momento muito difícil vivido em meio à ditadura militar no Brasil.

GOLEADA CONTRA O ITAPIPOCA E VAGA NA FINAL DE TURNO EM 2003

O início do século XXI foi bem complicado para o Ferroviário. Atraso de salários, rotatividade no elenco, greve de jogadores, luta contra o rebaixamento, entre outras mazelas. Porém, a temporada de 2003 em nível estadual foi um ponto fora da curva. Impulsionados pela dinâmica do treinador Roberto Palmiéri, ex-goleiro do Bangu/RJ e do Botafogo/RJ, o time coral chegou a uma decisão de turno contra o Fortaleza. Porém, para carimbar o passaporte para essa final, precisou correr atrás do resultado na semifinal contra o Itapipoca diante de 2.416 pagantes no Elzir Cabral. O vídeo acima mostra bem o ritmo de jogo. Depois de abrir 2×0 no início da etapa final com gols de Danilo e Guedinho, o Tubarão da Barra relaxou e sofreu o empate. Porém, conseguiu a vitória com mais dois gols. Adriano Silva e Renatinho marcaram. Esse último era cria da base coral e fez um golaço que já garantia, pelo menos, o vice-campeonato estadual para o Ferrão. Naquele feriado de 19 de março, padroeiro do próprio Ferroviário, o time formou com Zezinho, Arildo, Marcos Aurélio, Aldemir e Adriano Silva (Pastor); Cícero César, Édio, Júnior Cearense e Adriano Cearense; Danilo (Renatinho) e Guedinho (Júnior Juazeiro). Treinado por Danilo Augusto, o Itapipoca foi eliminado do campeonato com Eufrásio, George (Luizão), Lopes, Júnior Umirim (Juvemar) e Célio; Ivair, Renato Frota, Júnior Moura e Zé Carlos; Ednardo (Dida) e Stênio. Na final contra o Fortaleza, o Leão levou a melhor. O Ferrão garantiu uma vaga na Copa do Brasil de 2004, quando enfrentou o Corinthians/SP, porém voltou a lutar contra o rebaixamento em nível estadual. Naquele início dos anos 2000, a temporada de 2003, mesmo com um time modesto, foi definitivamente uma exceção.