ÁUDIO RARO COM OS GOLS DO TÍTULO DO FERRÃO NO ESTADUAL DE 1979

Uma das formações do Ferroviário em 1979 – Em pé: Paulo Maurício, Edmundo, Lúcio Sabiá, Celso Gavião, Jeová e Ricardo Fogueira; Agachados: Terto, Jacinto, Paulo César, Doca e Babá

Exatamente na temporada que completa 40 anos da grande conquista do campeonato cearense de 1979 por parte do Ferroviário, dois materiais importantes surgiram para a alegria dos torcedores mais curiosos e para deleite dos que viveram aquele momento e  que podem agora recordá-lo de forma mais íntima. Em fevereiro desse ano, o vídeo raro dos gols do jogo final contra o Fortaleza apareceu no YouTube e registramos rapidamente em postagem aqui no blog. Agora, pouco mais de um mês do aniversário daquela conquista, o Almanaque do Ferrão eterniza o áudio dos três gols do jogo na narração de Peter Soares e comentários de pista do repórter Océlio Pereira, durante a cobertura da Rádio Verdes Mares naquela longínqua tarde de domingo. Foram dois gols do artilheiro Paulo César e um do ponta esquerda Babá. O áudio, parte de uma coletânea de outras gravações, foi um presente do jovem torcedor Francisco Victor, que é estudante de jornalismo e acompanha com atenção as postagem do blog. Obrigado pela contribuição! Escute o áudio abaixo e volte no tempo até o ano de 1979.

EDSON CARIÚS ULTRAPASSOU MARCA DE LUIZINHO DAS ARÁBIAS

Edson Cariús comemorando um de seus 47 gols pelo Ferrão no click do fotógrafo Pedro Chaves

Depois de 63 jogos com a camisa do Ferroviário, o atacante Edson Cariús deixou o clube e foi jogar pelo CRB de Alagoas na Série B do campeonato brasileiro. No entanto, antes de arrumar as malas, pouca gente percebeu que o goleador coral havia conquistado mais uma marca histórica em sua passagem pela Barra do Ceará. Não bastasse ter sido campeão brasileiro e, ao mesmo tempo, artilheiro de uma divisão nacional com a camisa coral, algo absolutamente inédito na história do clube, Edson Cariús ultrapassou a histórica média de gols do também ídolo Luizinho das Arábias, alcançada nas três passagens do grande artilheiro do passado nas temporadas de 1985, 1986 e 1988, até então a maior da história coral com 0,72 gols por jogo. Cariús assinalou 47 gols em  uma única passagem que durou pouco mais de um ano, o que lhe garante uma média de 0,75 gols por partida. Sem dúvida, trata-se da quebra de um recorde histórico que durava mais de trinta anos e que consolida definitivamente Edson Cariús no rol dos maiores goleadores que já vestiram a camisa do Ferrão.

BLOG DO ALMANAQUE DO FERRÃO COMPLETA SEU QUINTO ANIVERSÁRIO

Além da versão impressa histórica de 2013, o Almanaque do Ferrão ganhou um blog em 2014

Há cinco anos, esse blog entrava no ar pela primeira vez. Desde então, o Almanaque do Ferrão na web recebeu mais de 75 mil visitantes espalhados por todos os continentes, obtendo acessos numerosos em países como os Estados Unidos, Equador, Canadá, Portugal e Alemanha, pra ficarmos apenas nos cinco que originam o maior número de visitas, além do Brasil, obviamente. Foram publicadas 470 postagens nesse período, o que garante um média de 94 posts por ano, praticamente uma postagem a cada quatro dias. Nas matérias, muitas curiosidades, resgate de áudios, vídeos e fotos raras, lembrança de nomes históricos e algumas críticas. O tempo passou e já se foi metade de uma década. Que possa seguir mantendo sua missão.

JOGAR NA BARRA PRA QUE? PRA QUE MESMO JOGAR NA BARRA DO CEARÁ?

Jogo do Ferroviário na temporada de 2003

Depois de sete anos sem jogos oficiais no seu estádio particular, o Ferroviário voltou a utilizar a velha praça esportiva da Barra do Ceará como mandante na Taça Fares Lopes de 2019. E o resultado foi rigorosamente o mesmo de sempre: um baixíssimo índice de aproveitamento dos pontos disputados, reclamações contra o vento – que é fortíssimo nessa época do ano – gramado duro e um desconforto sem igual em relação ao torcedor que é, antes de qualquer coisa, um consumidor. De positivo, a economia financeira. E só. Quase sempre um barato que sai caro no final das contas, dadas as frustrações quase certas dos resultados. Muita gente comemorou a volta do clube para o Elzir Cabral. Será que há mesmo o que se comemorar? E a velha ideia de transformar aquele espaço em campos para treinamento iniciando uma visão moderna de Centro de Treinamento? Não seria pedir muito para um time que está na Série C nacional. Seria o mais lógico.

Estádio Elzir Cabral pouco antes de sua inauguração para jogos oficiais no final da década de 1980

Que a atual estrutura do Elzir Cabral fique apenas na memória de quem um dia idealizou um estádio próprio para o clube. Ideia sábia, porém que não se aplica para os dias atuais. Como dizem Simon Kuper e Stefan Szymanski na conceituada obra ´Soccernomics`, não conhecemos nenhum supermercado que funcione montado em uma estrutura arcaica e velha do século passado. Todos se modernizam e evoluem para atender bem seus clientes. É o que obriga a competição do mercado. No futebol, essa realidade parece passar longe. Desde que conseguiu inaugurar seu estádio para jogos oficiais há longínquos 30 anos, a Barra do Ceará só passou pelo chamado ´banho de loja`. Na época, o gramado da Barra era equivalente ao gramado do Castelão em termos de qualidade. Hoje, apesar de todas as melhoras, tem muito campo de subúrbio que é superior. Argumentos de que o estádio coral é um ´caldeirão` simplesmente não se sustentam. Que caldeirão é esse que proporciona apenas 58% de vitórias quando o Ferrão atua lá em jogos oficiais? O percentual de empates é de 23% e 19% são de derrotas. Números para se pensar. Jogar na Barra pra que mesmo?

COLEÇÃO LEGENDÁRIOS ENCERROU COM O COPO DO GOLEADOR MACACO

Copo estampando o maior goleador da história do Ferroviário encerrou a coleção Legendários

Simplesmente o maior goleador em mais de 86 anos de história do Ferroviário Atlético Clube. Estamos falando de José Maria de Araújo, o famoso Macaco, atacante piauiense que por oito temporadas brilhou com a camisa coral. Foram nada mais, nada menos, do que 115 gols em 194 jogos e um total de 5 títulos com o Ferrão, entre eles o de campeão cearense em 1952. Ele era o ícone de artilharia de uma geração de enorme talento e fez parte do “Clube das Temporadas”, alcunha dada ao Ferrão por sempre ter sucesso diante de times que excursionavam pelo país. Macaco chegou a formar um trio com Fernando e Zé de Melo, exatamente o segundo e o terceiro entre os maiores goleadores corais. Manoelzinho e Pacoti, dois dos Legendários já homenageados na coleção de copos de 2019, foram outros de seus importantes companheiros. O copo com a estampa de Macaco selou o último número da coleção ´Legendários` comercializada em 2019 durante os jogos da Série C do campeonato brasileiro em Fortaleza. Com a eliminação coral na primeira fase da competição, a coleção de copos colecionáveis foi encerrada com nove números lançados como sucesso e vendas de até 10% a 13% do público presente nos estádios.

FUTEBOL CEARENSE E FERRÃO SE DESPEDEM DO PONTA DIREITA MANO

Mesmo com a saúde já debilitada, ex-jogador Mano esteve no Ferroviário em novembro de 2018

Essa semana, o ex-ponta direita Mano faleceu em Fortaleza depois de uma dura batalha contra o câncer. Cria das categorias de base do Fortaleza, quando foi descoberto pelo ex-treinador Moésio Gomes, Mano chegou ao Ferroviário em 1968 para fazer parte de um elenco que, de tão vitorioso, tornou-se histórico. Os títulos estaduais de 1968 e 1970 foram sua maior façanha no time coral, além da conquista da Taça Estado do Ceará em 1969. Em síntese, três temporadas e três títulos. Em 2014, Mano se reencontrou com alguns dos ex-campões invictos de 1968 e, no ano passado, esteve na Barra do Ceará, apesar da saúde já debilitada, para doar suas faixas de campeão cearense para o memorial coral que está sendo montado nas instalações da sede do clube. Mano, que se chamava Dionísio Muniz Trajano, era filho de Vicente Trajano, lendário atleta do Ferroviário na década de 1950. No cômputo geral, Mano defendeu o Ferrão em 99 jogos e marcou 19 gols. Para sempre na memória coral.

JARDEL É LEGENDÁRIO DO FERRÃO E LEGENDÁRIO DO FUTEBOL EUROPEU

Ex-atacante Mário Jardel estampa o oitavo copo da série ´Legendários` do Ferroviário em 2019

A direção de marketing do Ferrão anunciou o nome do ex-atacante Jardel como novo ´Legendário` na série de copos distribuídos nos jogos do clube na Série C nacional desse ano. Apesar de ter feitos poucas partidas com a camisa do nosso time profissional, o ex-centroavante é a cria das bases do estádio Elzir Cabral que mais sucesso alcançou no futebol mundial em todos os tempos, imortalizado na Europa por ter recebido duas vezes a ´Chuteira de Ouro`, troféu atribuído ao maior artilheiro da temporada no velho continente. No Ferrão, Jardel foi lançado no time profissional pelo treinador José Maria Paiva, no dia 25/8/1990, quando ainda não havia completado 17 anos de idade. No ano seguinte, após grande performance numa competição nacional de base, foi negociado com o Vasco/RJ e ganhou o mundo de forma espetacular depois de brilhar no Grêmio/RS, onde até hoje é lembrados por seu faro de artilheiro.

A série de copos colecionáveis do Ferroviário já chega a seu oitavo número e traz Mário Jardel

Dez anos atrás, antes de pendurar as chuteiras, Jardel voltou ao Ferroviário gerando muita empolgação na ocasião. De forma completamente inédita, a apresentação do filho pródigo aconteceu em rede de televisão para todo o Estado do Ceará, ao vivo, durante a transmissão pela TV Verdes Mares do jogo Icasa 3×4 Ferroviário, no dia 1° de fevereiro de 2009. Jardel vestiu a camisa coral no ar e anunciou seu retorno, convocando o torcedor coral para sua volta triunfal de helicóptero, três dias depois, no Elzir Cabral, num dos momentos mais emblemáticos do futebol cearense em todos os tempos. Cerca de um mês depois, após intensiva preparação física, em um Estádio Elzir Cabral completamente lotado, Jardel entrou aos 28 minutos do segundo tempo e voltou a vestir a camisa coral depois de 18 anos. Aos 37 minutos, após cruzamento da direita, a bola chegou no peito do centroavante, que tirou a marcação do zagueiro e, com uma facilidade impressionante, chutou por cobertura, marcando um golaço, naquele que foi o seu primeiro gol no profissional do Ferrão. A volta de Jardel ao time que o projetou teve repercussão mundial, principalmente em Portugal, onde foi ídolo das torcidas do Porto e do Sporting de Lisboa. Pra rememorar a grandeza daquele momento, o Almanaque do Ferrão reproduz abaixo o vídeo daquele belo gol e toda emoção do momento em matéria do Globo Esporte nacional no dia seguinte.