PONTA ESQUERDA BABÁ EM ENTREVISTA NO YOUTUBE

O vídeo acima tem 22 minutos de duração. O entrevistado em destaque jogava com a camisa 11. Campeão Cearense pelo Ferroviário em 1979, o ponta esquerda Babá esteve afastado dos holofotes esportivos durante muitos anos, mas foi recentemente homenageado com uma entrevista no canal Maestros da Bola, conduzida pelo radialista João Paulo Quintela. Cria da base do Ceará, Babá foi de graça para o Ferrão após ser dispensado do alvinegro. Na Barra do Ceará, o atacante permaneceu durante o período compreendido entre 1976 e 1981. Foram 250 jogos e 31 gols marcados com a camisa coral, o que o coloca como o 14º jogador a mais vezes defender o clube na história. No vídeo acima, o carismático e querido Babá recorda o título estadual pelo Tubarão da Barra em 1979 e o gol que marcou no jogo decisivo contra o Fortaleza, além de uma série de outros detalhes sobre sua carreira e passagem em outros clubes do futebol nordestino. Atualmente, Francisco das Chagas Martins Viana, o ponta esquerda Babá, é aposentado, mora em Fortaleza e tem 67 anos de idade.

REGISTRO DE UM FERROVIÁRIO QUE LUTOU CONTRA O REBAIXAMENTO

Ferroviário Atlético Clube em Abril do ano 2000 – Em pé: Gilberto, Santos, Cláudio, Erivan, Júnior e Borges; Agachados: Chiquinho, Rogério, João Paulo, Assis e Marcelo Rocha

O ano 2000 foi extremamente difícil para o Ferroviário. O registro fotográfico acima mostra uma das formações da equipe coral naquela temporada, quando o Tubarão da Barra fez uma péssima campanha e lutou, pela primeira vez na história, contra o rebaixamento estadual. O clube só se salvou na última partida do campeonato ao vencer o Crato por 1×0, gol de Borges, e contar com o empate em 2×2 entre Quixadá e Guarany de Sobral. A temporada do ano 2000 foi repleta de insucessos, crises, troca de presidentes e uma autêntica devastação na boa reputação construída nos áureos anos 1990. Na foto acima, vê-se que o treinador Newton Albuquerque teve que contar nas últimas rodadas com a participação de jovens da base coral, como o zagueiro Erivan, o lateral esquerdo Júnior e o atacante João Paulo. Ainda na imagem, é possível ver o volante Rogério, ex-Sport/PE, e o experiente goleiro Gilberto, que pela última vez vestia a camisa do Ferrão. Quem terminou jogando a competição no arco coral foram os jovens Wágner e Zenga, que foi titular no jogo contra o Crato no final de abril daquele ano. O elenco tinha ainda o zagueiro Cláudio, Marcelo Rocha, atacante que vestiu a camisa do Santa Cruz/PE, e os cearenses Chiquinho, Santos e Assis.

RECORDE O BORDÃO: “SOBROU PRO JOÃO É BOLA NO CORDÃO”

Caiu mais um vídeo raro do Ferroviário no YouTube. Ele foi gravado originalmente em 1989 e mostra uma vitória do Ferrão em cima do Ceará por 2×1. O artilheiro Cacau marcou o primeiro gol do time coral e o tento da vitória saiu dos pés do centroavante Joãozinho Paulista, famoso ex-jogador de grandes times do futebol brasileiro, contratado naquela temporada como um grande reforço para o Tubarão da Barra. Aquela era apenas a segunda partida de Joãozinho Paulista no Ferrão e ele comemorou seu gol de forma inusitada. Após a vitória, ele falou às emissoras de rádio: “Sobrou pro João é bola no cordão”, que acabou virando bordão para o narrador Ivan Bezerra, da TV Verdes Mares, na narração dos outros gols que o centroavante marcou na competição. Treinador por Erandy Montenegro, o Tubarão venceu com Albertino, Caetano, Arimatéia, Juarez e Marcelo Veiga; Evilásio, Alves e Jacinto (Luís Carlos Gaúcho); Cacau, Joãozinho Paulista (Silmar) e Paulinho. Comandado por Lula Pereira, o alvinegro perdeu com Washington, Mário, Belterra, Edson Barros e Paulo César; Beto Cruz (Magno), Gerson Sodré e Carlos Alberto Borges; Márcio, Celso Mendes e Santos. O jogo aconteceu no dia 9 de Abril de 1989 no Castelão.

GUAYAQUIL SE DESPEDIU DO ETERNO ÍDOLO CORAL PAULO CÉSAR

A notícia circulou somente ontem no Brasil por intermédio do Sindicato dos Atletas Profissionais do Maranhão, mas o fato aconteceu na madrugada do último dia 4 de outubro. Apesar da bravura conhecida dentro dos gramados, Paulo César, ídolo coral e artilheiro do Campeonato Cearense de 1979, perdeu o jogo da vida depois de uma dura batalha contra o câncer. A cidade de Guayaquil, no Equador, chorou a morte de um dos brasileiros de maior sucesso no futebol equatoriano em toda a história. Conhecido por lá como La Bruja, Paulo César marcou mais de 100 gols na primeira divisão daquele país, se destacando principalmente pelo Barcelona, entre outras equipes tradicionais. Os torcedores equatorianos chegaram a ser convidados a colaborar com a família do ex-atleta para custear os altos gastos financeiros do tratamento e também de seu sepultamento, sendo realizado até uma rifa de uma camisa do Barcelona, autografada pelos principais ídolos do clube. Ele tinha 70 anos de idade e havia descoberto o câncer em meados desse ano.

Paulo César foi um dos maiores artilheiros que o futebol cearense conheceu. Foram 137 partidas com a camisa do Ferrão e 88 gols marcados entre 1978 e 1981. Após deixar o time coral, o eterno goleador foi jogar no Equador e não mais residiu no Brasil. Depois de vivenciar a tragédia de repentinamente ficar viúvo da cearense Fátima Santiago, seguiu a carreira para sustentar a filha Cristiane, de apenas 2 anos de idade, vindo depois a constituir uma nova família no exterior, porém perdendo completamente o contato com os familiares que deixou em Pernambuco que, por sua vez, chegaram a achar que ele havia falecido. Através de uma matéria do Almanaque do Ferrão, sua família tomou conhecimento do paradeiro de Paulo César e conseguiu retomar o contato num momento de grande emoção para todos os envolvidos. Na qualidade de um dos maiores goleadores da história coral, Paulo César mereceu postagens especiais aqui no blog diversas vezes e, na temporada de 2019, estampou um dos copos colecionáveis da série “Legendários” durante os jogos da Série C nacional. Conforme mostra o vídeo abaixo em sua memória, Paulo César foi o jogador mais querido do Barcelona de Guayaquil nos anos 1980. Seu nome estará sempre entre os grandes jogadores no Equador e, como não poderia deixar de ser, será sempre reverenciado pela extraordinária passagem pelo Ferroviário Atlético Clube.

DIA DE SAUDAR A MEMÓRIA DO AUTOR DO HINO OFICIAL

Eis uma bela fotografia de um nome muito importante na história do Ferroviário Atlético Clube. Trata-se de José Cecílio do Vale, conhecido na sociedade cearense como Zezé do Vale. Autor do hino oficial do Tubarão da Barra, ele nasceu na cidade de Ipu, em 22 de novembro de 1900, e faleceu em 29 de março de 1996. A reprodução da foto acima foi enviada pela neta Aliny, que nutre muita saudade e eterno amor pelo avô de raízes corais. Há cerca de dois anos, postamos aqui no blog uma versão “perdida” da primeira gravação do hino oficial do Ferrão, a qual reproduzimos novamente abaixo em homenagem ao grande Zezé do Vale. Referida versão foi gravada na segunda metade dos anos 1960, na voz de Wilson Lopes, com a participação do próprio Zezé do Vale e seu conjunto nos instrumentos. A buzina do trem e o som das rodas da locomotiva dão um charme especial à versão do hino em questão. Salve o Ferrão e viva Zezé do Vale.

ADEMIR PATRÍCIO RECORDA SUA PASSAGEM PELO FUTEBOL

Na semana passada, o podcast “Mano a Mano” no YouTube entrevistou o ex-jogador Ademir Patrício diretamente de Santa Catarina. Entre 1990 e 1991, ele atuou no Ferroviário no total de 54 partidas. Foram 15 gols com a camisa coral no período. No bate-papo com os irmãos Daniel Sylvio e David Barboza, Ademir Patrício recorda sua passagem pelo futebol brasileiro, e em especial, seu período no futebol cearense onde defendeu também Ceará, Fortaleza e Tiradentes. O catarinense recorda o trio de sucesso que fez com os atacantes Magno e Jorge Veras no Ferrão, além de destacar na memória uma vitória contra o Fortaleza em que ele marcou o primeiro gol do jogo. Ademir Patrício conta também sobre o difícil momento que foi encontrar o corpo do ex-goleador Luizinho das Arábias em maio de 1989, quando ambos atuavam pelo Remo/PA. A conversa com ex-jogador do futebol cearense durou cerca de 90 minutos e vale a pena ser conferida pelo torcedor coral.

RECORDISTA MARCELINO FOI DESTAQUE NO CANAL DO FERRÃO

Em 2023, o recorde histórico do ex-goleiro Marcelino completa meio século. Referida marca já mereceu diversas postagens aqui no Almanaque do Ferrão, desde o recente absurdo equívoco proporcionado pela revista Placar, até entrevistas passadas de Marcelino na Internet ou no rádio. Dessa vez, ele foi destaque no Canal do Ferrão e prestou uma boa entrevista para o comunicador Wladimir Lenine. Acima, o leitor do blog pode conferir o espontâneo bate-papo com o ex-goleiro ocorrido na semana passada. Marcelino é uma lenda viva da história coral e deve merecer todas as homenagens possíveis, não apenas do Ferrão, mas também do futebol cearense.

ÍDOLO DO BOTAFOGO/RJ JOGOU NO FERROVIÁRIO EM 1992

Ponta direita Helinho em entrevista para o Globo Esporte de Fortaleza na temporada de 1992

Ele foi um dos ídolos do Botafogo/RJ nos anos 1980. Há 30 anos, o ponta direita Helinho fazia sua estreia com a camisa do Ferroviário Atlético Clube. Foi no dia 24 de setembro de 1992, no PV, contra o Fortaleza. O atleta foi contratado apenas para os últimos dois meses do Campeonato Cearense daquele ano. Inicialmente, Helinho chegou para defender justamente o Fortaleza, mas acabou não aprovado nos exames médicos. Do Pici, o rumo do jogador foi a Barra do Ceará, levado pelo dirigente Clóvis Dias, que exercia o cargo de diretor de futebol na ocasião. Curiosamente, ao fazer sua estreia no Clássico das Cores, o jogador deixou a sua marca em cima do time que o rejeitou. Foi dele o gol coral no empate de 1×1 com o Fortaleza. Três dias depois, mais um clássico, dessa vez contra o Ceará, no Castelão, e Helinho marcou outro gol com a camisa do Ferrão. No decorrer da competição, assinalou seu terceiro e último gol contra o Icasa, no Elzir Cabral. Ao todo foram apenas 7 jogos pelo Ferroviário na carreira do carioca Hélio Ricardo Dias da Conceição, o Helinho. Dois anos depois de sua passagem pelo futebol cearense, ele pendurou as chuteiras atuando no estado do Espírito Santo. Grêmio/RS e Bangu/RJ foram outras equipes em seu currículo.

VITÓRIA EM QUIXADÁ QUE GARANTIU O 3º TURNO EM 1996

Vale a pena conferir o vídeo acima. O material resgata imagens raras da TVC com os gols e a comemoração coral após uma vitória no Estádio Abilhão em Quixadá. A narração é de Luiz Carlos Amaral. O time da casa tinha uma boa onzena e chegou à final do 3º turno do Campeonato Cearense contra o Ferrão. No primeiro jogo, vitória coral por 2×1 no PV. Na segunda partida, fora de casa, o Tubarão da Barra fez 3×1 no placar e carimbou o passaporte para disputar a final da competição contra o Ceará, equipe vencedora dos dois primeiros turnos. Treinado por Danilo Augusto, o Ferrão venceu com Jorge Luiz, Biriba, Batista, Santos e João Marcelo; Alencar, Paulo Adriano, Sílvio César e Clayton (Gibi); Robério (Borges) e Cantareli (Esquerdinha). A equipe da terra da galinha choca perdeu com Ivan, Aírton, André, Eudes (Neto) e Astênio; Robertinho, Cabal, Toninho (Igor) e Maurim; Chico Pita e Somar (Régis). O técnico adversário era Argeu dos Santos. Luis Vieira Vilanova apitou a partida diante de 2.904 pessoas no Abilhão. Robério, André (contra) e Borges fizeram para o Ferrão, enquanto Cabal descontou para o Quixadá. No jogo seguinte, o time coral batia o Ceará por 1×0 e alimentava o sonho do tricampeonato estadual, forçando a realização de dois jogos extras contra o alvinegro. Por muito pouco, o tri não chegou para a Barra do Ceará. Os acontecimentos extra-campo nas duas semanas seguintes selaram a ida da taça para Porangabuçu, mas isso é assunto para outra postagem qualquer dia desses.

FOTO DO GOL DE JORGE VERAS CONTRA O FORTALEZA EM 1982

ídolo Jorge Veras chuta e vence o goleiro Salvino em jogo decisivo do Campeonato Cearense de 1982

O gol do registro fotográfico acima já mereceu postagem aqui no blog com a recuperação histórica da imagem em vídeo do referido lance. Corria o dia 5 de dezembro de 1982 e o Fortaleza precisava só de um empate para ser campeão estadual naquele domingo. Na etapa final, o atacante Jorge Veras aproveitou um vacilo do atacante Edmar e roubou-lhe a bola, avançando para marcar o gol da grande vitória coral no Castelão. O adversário ainda perdeu um pênalti na partida. O resultado forçou a realização de uma “melhor de quatro pontos” para apontar o grande campeão da temporada. A bela imagem acima foi devidamente publicada no dia seguinte nos jornais da capital cearense que estamparam o triunfo coral.