FALTOU UM JOGADOR NA FOTO DO TIME QUE PEGOU O CORINTHIANS/SP

Contra o Corinthians/SP – Em pé: dois membros da comissão, Aderson, Carlinhos, Cícero César e Maurício Pantera; Agachados: Pastor, Stênio, Arildo, Glaydstone, Marcelo e Júnior Cearense.

Esse foi o time que entrou em campo contra o Corinthians/SP na Copa do Brasil de 2004. Como dá pra perceber, falta um jogador na imagem. Trata-se justamente do zagueiro Cláudio, que já foi destaque aqui no blog em uma postagem de 2015. Ele dava entrevista para uma emissora de rádio na hora da foto e deixou de aparecer numa imagem histórica. Era a primeira vez que o Ferrão enfrentava o time paulista em toda a história. Na ocasião, como o jogo foi transmitido pela TV Globo para todo o Brasil, o Ferroviário recebeu o patrocínio pontual da marca de refrescos Camp. No primeiro tempo, o jogo foi de igual pra igual. O time coral poderia ter saído vencedor e chegou a colocar até bola na trave. Na etapa final, o Tubarão da Barra ficou meio atordoado após as modificações e o Corinthians aproveitou bem, eliminando o Ferrão da competição. Maurício Pantera e Júnior Cearense eram os destaques da equipe.

ADVERSÁRIO CORAL NA COPA DO BRASIL DE 2019 É O CORINTHIANS/SP

Ferroviário Atlético Clube participará pela sexta vez na história da Copa do Brasil em 2019

Saiu o resultado do sorteio na CBF e o Corinthians/SP é o primeiro adversário do Ferroviário na Copa do Brasil de 2019. As duas equipes poderão reeditar a única vez que estiveram frente a frente na história, coincidentemente pela mesma Copa do Brasil, só que na temporada de 2004. Apesar da derrota por 2×0 no antigo Castelão na ocasião, resultado que dispensou a necessidade do jogo da volta na capital paulista, a torcida do Ferroviário fez uma bela festa e compareceu em número de 9.857 presentes. Wilson e Jô marcaram para o Corinthians. Comandado pelo ex-goleiro Palmiéri, o time coral perdeu para o Timão com o futebol de Aderson, Arildo, Cícero César, Carlinhos e Marcelo; Cláudio, Glaydstone, Júnior Cearense e Pastor (Clemílson); Maurício Pantera (Rosivaldo) e Stênio (Gil Bala). O Corinthians venceu com Rubinho, Rogério, Anderson, Váldson e Vinícius (Moreno); Fabinho, Fabrício, Rincón e Gil;  Bobô (Wilson) e Jô (Pingo). O primeiro tempo do Ferroviário foi primoroso naquela oportunidade. Chances de gols não faltaram. No intervalo da partida, animados com a boa atuação e o 0x0 no placar, tinha torcedor no Castelão combinando a viagem a São Paulo para o segundo jogo. Na etapa complementar, Palmiéri mexeu mal na equipe e o ritmo caiu vertiginosamente de produção. O Corinthians se aproveitou e achou a vitória. Prepare-se para 2019 recordando os lances abaixo do jogo de 2004. Quinze anos depois, tem vingança sendo preparada?

DE UM PALPITE PARA A COPA DE 1974 ATÉ O ARCO DO FERROVIÁRIO EM 1977

Renato em foto no Ferrão

Ele foi um dos goleiros do Ferroviário no campeonato cearense de 1977. Talvez nem o torcedor coral de melhor memória na ocasião consiga recordar. Estamos falando do paraibano Renato Acácio de Morais, nascido em 1º de maio de 1947 e que, prestes a completar 30 anos de idade, foi contratado pelo time coral junto ao Treze/PB, onde teve status de ídolo. No Tubarão da Barra foram apenas 11 partidas do arqueiro Renato, a primeira em 27/02/1977, no Junco, na vitória fora de casa por 3×2 em cima do Guarany de Sobral. A última foi contra o Fortaleza, no Castelão, derrota por 2×0, num jogo polêmico acontecido em 08/05/1977 em que o árbitro Lourálber Monteiro expulsou cinco jogadores corais aos 17 minutos do 2º tempo, inviabilizando o confronto. Renato começou a carreira no Cotinguiba/SE, mas foi no Bahia que teve maior destaque com o  bicampeonato estadual de 70/71 depois de uma passagem inclusive pelo Flamengo/RJ. Foi no futebol baiano que surgiu o apelido que marcou o goleiro no futebol: “Renato 74” quando o empolgado cronista baiano França Teixeira apostava publicamente em Renato como futuro goleiro da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1974.  Ledo engano. A carreira de Renato não decolou e ele foi parar no ABC/RN e no Treze/PB entre 1974 e 1976. Jogou ainda no Sampaio Corrêa/MA, Moto Clube/MA, Volta Redonda/RJ e Campinense/PB. Em 1982, teve seu nome envolvido como um dos delatores do escândalo da Máfia da Loteria Esportiva, um dos temas nacionais mais comentados na época. O mercado se fechou para Renato daí em diante. Foram vários anos mergulhado no álcool e com sintomas de senilidade precoce até falecer de cirrose hepática, em Campina Grande, no dia 15/06/1986 como mostra a matéria do jornal Diário da Borborema relatando a morte do ex-goleiro do Ferrão na temporada de 1977.

Matéria do jornal Diário da Borborema, de Campina Grande, sobre a morte do ex-goleiro Renato

PRIMEIRO ÍDOLO DO FERROVIÁRIO SERÁ LEMBRADO EM MEMORIAL

Craque Zuza em foto de 1940

No próximo mês, o Ferroviário Atlético Clube vai inaugurar o seu memorial no complexo interno do Estádio Elzir Cabral e nomes que foram importantes na trajetória de 85 anos do Tubarão da Barra serão lembrados entre fotografias, troféus e diversos outros itens que comporão o acervo do memorial. A iniciativa deve-se notadamente ao árduo trabalho de Airton Oliveira, atual diretor de patrimônio do Ferrão, que cuida da casa coral como se estivesse cuidando de seu próprio lar. Será uma ótima oportunidade para os visitantes conhecerem nomes cruciais para a consolidação da grandeza do Ferrão, entre eles a imagem do meio campista Zuza, craque de bola, revelado como o primeiro ídolo do Ferroviário e tão poucas vezes lembrado na história coral. O Almanaque do Ferrão resgatou a imagem de Zuza e, entre outros itens do nosso material, a sua fotografia estará exposta num dos painéis de imagens do futuro memorial. Você já ouviu falar de Zuza? Seu nome verdadeiro era José Ferreira Filho e foi contratado em 1939 junto ao Great Western de Pernambuco. Permaneceu no Ferroviário até 1941, atuando em 56 partidas e marcando 24 gols. Foi campeão com a camisa coral do Torneio Início de 1940 e da Taça General Mascarenhas no mesmo ano. Zuza foi um dos primeiros jogadores profissionais a serem contratados pelo futebol cearense, evidenciando a primazia coral de ter sido o grande responsável pela inicialização do profissionalismo na terra de José de Alencar. Que não se perca pelo nome na memória do futebol alencarino: Zuza.

EX-ATACANTE MANO VOLTA AO FERRÃO EM DIA DE MUITA EMOÇÃO

O ex-atacante coral Mano, campeão pelo Ferrão nas temporadas de 1968 e 1970, além de filho do ex-craque Vicente Trajano, que foi um dos maiores atletas que vestiram a camisa do Tubarão da Barra em todos os tempos, esteve na semana passada na Barra do Ceará. A visita foi um pedido do próprio Mano, que vem lutando bravamente contra problemas de saúde. Coube à repórter Cristiane Araújo, uma das colaboradoras aqui do blog, realizar o desejo do ex-ponta direita coral e organizar uma matéria de vinte minutos em seu canal no YouTube. Vale a pena conferir o emocionante material acima, que contou com a participação de ilustres torcedores corais que se deslocaram até a Barra do Ceará especialmente para a homenagem.

Mano entre as feras corais do vitorioso elenco de 1970: Amilton Melo, Paulo Velozo e Alísio

Ao todo, Mano entrou em campo 99 vezes com a camisa do Ferrão e marcou 19 gols. Foram 13 participações do ponta direita em jogos do título invicto de 1968, que completou aniversário de 50 anos em 2018. Na temporada de 1970, Mano participou de 7 jogos na vitoriosa campanha coral ao lado de nomes consagrados como o craque Amilton Melo, o goleador Paulo Velozo e o ponta esquerda Alísio. Além de dois títulos estaduais, o ex-ponta também conquistou uma terceira competição com a camisa do Ferrão, a Taça Estado do Ceará disputada em 1969, quando entrou em 8 jogos e marcou 2 gols. Foram, portanto, três títulos na memorável passagem de Dionísio Muniz Trajano pelo Ferroviário Atlético Clube. Na visita da última semana, ele fez duas doações importantíssimas para o clube: as faixas de campeão estadual de 1968 e de 1970, a primeira inclusive assinada por Pelé, que o enfrentou quando o Santos/SP foi convidado para o jogo comemorativo de entrega de faixas no estádio Presidente Vargas naquele ano. Por ocasião da doação feita diretamente ao presidente Walmir Araújo, Mano teve o privilégio de visitar em primeira mão as obras do futuro memorial de conquistas do Ferrão que está sendo brilhantemente construído pelo departamento de patrimônio do clube e que será inaugurado no começo de 2019. Foram momentos muito marcantes para o ex-atacante coral na visita ao Elzir Cabral. E que sejam eternos na lembrança de Mano, assim como ele é na história do Ferroviário.

MEIA VALDECI ALCANÇA A MARCA DE 100 JOGOS COM A CAMISA DO FERRÃO

Valdeci chega aos 100 jogos pelo Ferroviário

O fato não acontecia desde a década passada com Arildo, Cícero César, Junior Cearense, Stênio, Zezinho, Glaydstone, Marcos Aurélio, Édio e Jéfferson. Porém, por ocasião do último jogo do Ferroviário na Taça Fares Lopes, ele voltou a acontecer. O meia Valdeci, cria das bases corais, atingiu a marca de 100 jogos com a camisa do Tubarão da Barra. O feito coloca o atleta no encerramento de 2018 na 97ª posição entre os jogadores que mais vezes entraram em campo pelo time coral em toda a história, ultrapassando os números do zagueiro Léo entre 1985 e 1987 e do atacante Mano entre 1968 e 1970. A trajetória de Valdeci no time principal do Ferrão começou no dia 20/07/2013 quando foi lançado pelo treinador Julinho Camargo num amistoso contra o Sindicato dos Atletas no Elzir Cabral. A partir da Taça Fares Lopes de 2014 passou a jogar com mais frequência e atingiu grande destaque na campanha do Ferrão na Série B cearense de 2016 quando foi um dos principais jogadores do time. Em 2018, Valdeci marcou, entre 25 no total, um dos gols mais importantes de sua carreira no Ferroviário, o de empate contra o Sport/PE na Ilha do Retiro depois do time coral estar em desvantagem por 3×0 até os 30 minutos do segundo tempo. Ao final dos 90 minutos, ainda converteu um dos pênaltis na decisão  contra a equipe pernambucana que levou o Ferroviário para a terceira fase da Copa do Brasil. Que a marca de Valdeci sirva de inspiração para os demais atletas corais, jovens ou experientes, no objetivo de construírem uma carreira marcante no Ferrão.

GOL DE BETINHO QUEBRAVA A INVENCIBILIDADE DO FORTALEZA

Quem conhece a história do futebol cearense já ouviu falar do timaço que o Fortaleza montou para o campeonato cearense de 1983. Aquele elenco é considerado até hoje um dos mais fortes em toda a história do futebol alencarino e a equipe tricolor teve poucas derrotas no certame, que começou no mês de abril. Há exatos 35 anos, somente no mês de novembro, o Fortaleza perdia seu primeiro clássico no Estadual justamente para o Ferroviário, que um mês depois acabou ficando com o vice-campeonato. Depois de revirar nossos arquivos, achamos em vídeo o gol do craque Betinho que garantiu a vitória para o Ferrão por 1×0, que naquela tarde formou com o futebol de Dário, Laércio, Israel, Nilo e Fraga (Luisinho); Doca, Edson e Betinho; Foguinho, Jorge Veras e Paulinho Lamparina (Paulo César Cascavel). O treinador coral era Newton Albuquerque. O Fortaleza, do técnico Paulo Emílio, perdeu com Salvino, Caetano, Pedro Basílio, Tadeu e Clésio; Serginho, Wescley e Marquinho; Edson (Geraldinho), Luizinho das Arábias e Edmar (Hamilton). Desses, Caetano, Clésio e Luizinho das Arábias jogaram depois no Ferroviário. Era o jogo 1.985 da história coral, realizado no Castelão e que contou com um público de 9.971 pagantes. Joaquim Gregório foi o árbitro naquela tarde. Além da vitória, de quebra, o Ferroviário ganhou uma bela taça em homenagem ao aniversário de 10 anos do estádio Castelão.