EDSON CARIÚS ULTRAPASSOU MARCA DE LUIZINHO DAS ARÁBIAS

Edson Cariús comemorando um de seus 47 gols pelo Ferrão no click do fotógrafo Pedro Chaves

Depois de 63 jogos com a camisa do Ferroviário, o atacante Edson Cariús deixou o clube e foi jogar pelo CRB de Alagoas na Série B do campeonato brasileiro. No entanto, antes de arrumar as malas, pouca gente percebeu que o goleador coral havia conquistado mais uma marca histórica em sua passagem pela Barra do Ceará. Não bastasse ter sido campeão brasileiro e, ao mesmo tempo, artilheiro de uma divisão nacional com a camisa coral, algo absolutamente inédito na história do clube, Edson Cariús ultrapassou a histórica média de gols do também ídolo Luizinho das Arábias, alcançada nas três passagens do grande artilheiro do passado nas temporadas de 1985, 1986 e 1988, até então a maior da história coral com 0,72 gols por jogo. Cariús assinalou 47 gols em  uma única passagem que durou pouco mais de um ano, o que lhe garante uma média de 0,75 gols por partida. Sem dúvida, trata-se da quebra de um recorde histórico que durava mais de trinta anos e que consolida definitivamente Edson Cariús no rol dos maiores goleadores que já vestiram a camisa do Ferrão.

ARTILHEIRO JORGE VERAS ESTAMPA O SÉTIMO COPO DOS LEGENDÁRIOS

Jorge Veras estampa o sétimo copo da coleção Legendários à venda nos jogos do Ferroviário

Ele foi artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série C de 1992 pelo Ferroviário! Mais que isso, foi o primeiro atleta do clube a conquistar algo dessa natureza em se tratando de uma competição de nível nacional. Agora, o ex-atacante Jorge Veras estampa a sétima edição dos copos colecionáveis da série Legendários, à venda de forma exclusiva no jogo de hoje contra o Sampaio Corrêa/MA na Arena Castelão, válido pela mesma Série C do Brasileirão. A marca legendária foi alcançada já no fim da carreira de Jorge Veras como jogador, que teve passagens entre 1982 e 1984, quando saiu para atuar em clubes como Criciúma/SC, Grêmio/RS e Sport/PE. Depois, teve outra boa performance entre 1990 e 1992, ano em que conquistou o feito de artilheiro de uma série nacional. Ao todo, foram 155 jogos e 65 gols marcados com a camisa do Ferrão. Sem dúvidas, um ídolo eterno na história coral, um verdadeiro legendário!

ATACANTE LENDÁRIO RECEBE HOMENAGEM EM COLEÇÃO DE COPOS

Ex-atacante Pacoti estampa o segundo número da série de copos colecionáveis ´Legendários`

Depois de homenagear o ex-goleiro Marcelino no lançamento da primeira edição de copos colecionáveis de sua história, a coleção chega nessa semana ao exemplar de número dois e o ex-atacante Pacoti estampa o inédito mimo coral. Intitulada de ´Legendários`, a série de copos presta homenagem a ex-jogadores que tenham alcançado feitos inéditos ou pioneiros em suas carreiras. No caso do novo homenageado, Pacoti foi o primeiro jogador coral a atuar profissionalmente no futebol europeu, onde defendeu a camisa do Sporting de Lisboa no início da década de 1960, chegando inclusive a defender o clube português em uma edição da hoje famosa Champions League, constituindo-se como uma verdadeiro pioneiro nesse aspecto e abrindo o caminho para outros atletas que trilharam o mesmo caminho nas décadas seguintes como Mirandinha e Jardel. Simpático e carismático, Pacoti é muito querido pela torcida do Ferroviário e já serviu até de garoto propaganda em campanha do Governo do Estado do Ceará, conforme anúncio abaixo veiculado em outdoors na cidade de Fortaleza e em outras mídias publicitárias no início dos anos 2000. Homenagem mais do que merecida ao grande Pacoti, agora como Legendário em copos comercializados exclusivamente no estádio durante as partidas do Ferrão pela Série C do Brasileirão desse ano. Esse é contra o Globo/RN amanhã no Castelão.

Pacoti em campanha promocional do Governo do Estado do Ceará no início dos anos 2000

ARTILHEIRO CACAU INFORMA QUE SEUS GOLS ESTÃO NO YOUTUBE

Em julho do ano passado, ele mereceu uma postagem especial no Almanaque do Ferrão quando descobrimos o paradeiro do artilheiro Cacau, goleador do Ferroviário na edição do campeonato cearense há exatos trinta anos. Agora, ele avisa que seus gols caíram no YouTube e vale a pena dar uma conferida no vídeo acima. A partir do terceiro minuto da compilação, só há gols pelo Ferroviário! São memoráveis gols nas temporadas de 1989 e 1990, inclusive os quatro que ele marcou na partida que representou a inauguração do estádio Elzir Cabral para jogos oficiais, no dia 19 de março de 1989, contra o Guarani de Juazeiro. Aquele jogo é até hoje a maior lotação do estádio coral em todos os tempos, com torcedores postados até mesmo em cima dos alojamentos da base atrás do gol. Não perca tempo! Aperte o play e deleite-se com onze minutos de muitos dos 35 gols que Cacau marcou com a camisa coral.

EDSON CARIÚS: ENFIM UM ÍDOLO DEPOIS DE DIFÍCEIS LONGOS ANOS

Artilheiro da Série D do Brasileiro em 2018

O centroavante Edson Cariús conseguiu entrar para a história do Ferroviário no mesmo patamar de nomes como Jorge Veras, Luizinho das Arábias, Paulo César, Pacoti, Batistinha, Roberto Cearense e Robério, para não mencionar também grandes jogadores de outras posições e ressaltar apenas ex-atacantes eternos na memória do clube. A lista é seleta e eterna. Nas últimas duas décadas, parecia que nela nenhum novato fosse mais entrar. Agora, não há dúvidas entre a torcida coral que Cariús está nesse rol. Aos 30 anos de idade e há menos de um ano na Barra do Ceará, ele foi importantíssimo na inédita conquista da Série D do Brasileiro, marcou gols decisivos em jogos complicados, foi artilheiro de competição nacional, levantou três taças com o Ferrão, chamou a atenção do país deixando sua marca duas vezes contra o Corinthians/SP, além de uma série de outros aspectos que definem um ídolo na verdadeira acepção da palavra relacionados a carisma, liderança e, acima de tudo, respeito e carinho sempre que se refere publicamente ao Ferrão e sua torcida. Em tempos onde o vínculo entre atletas e clubes é quase sempre frágil e efêmero, Edson Cariús ensina a todos a real importância de se respeitar contratos e valorizar a palavra empenhada mesmo com o assédio de clubes pelo Brasil afora. Coisa que só os verdadeiros ídolos conseguem cumprir.

Edson Cariús e a medalha de campeão brasileiro

Em apenas 10 meses no clube, Edson Cariús entrou em campo 39 vezes com a camisa coral entre jogos oficiais e amistosos. Foram 36 gols nas partidas, o que dá até a data de hoje uma espetacular média de 0,92 gol por jogo, ultrapassando na história a média de nomes lendários como Luizinho das Arábias, Pepê, Mirandinha, Jombrega, Macaco, Zé de Melo, Robério, Cacau e Acássio, para citar apenas alguns de excelentes índices quando o assunto era enfiar a bola na rede adversária. Jogando contra o Ferrão, Edson Cariús marcou três gols vestindo as camisas do Uniclinic e do Floresta, mas esses a gente faz questão de não lembrar. O que pouca gente sabe é que Edson Cariús poderia ter vestido a camisa coral bem antes. Em dezembro de 2013, ao chegar para treinar o Ferroviário, o técnico cearense Washington Luiz fez a solicitação de três nomes para contratação: o zagueiro Regineldo, o atacante Leilson e o centroavante Edson Cariús, então destaque do Iguatu na segunda divisão cearense. Os dois primeiros foram contratados. Cariús, não. Na ocasião, a presidência do clube preferiu bancar na lista de reforços o nome de dois centroavantes que acabaram não deixando nenhuma memória agradável: o carioca Cláudio Maradona e o maranhense Elson Obina. Cariús perdeu a vaga. Sorte dele que pulou uma fogueira numa das temporadas mais nefastas para o clube e que culminou com um rebaixamento estadual. Anos depois, Cariús chegou na plenitude de um bom momento, mostrando a que veio e caindo nas graças da torcida que o tem como ídolo. E ídolos são eternos pelo que fazem dentro e fora do campo.

AQUILO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER: POR ONDE ANDA CACAU?

José Carlos de Souza nasceu no dia 5/12/1963 em Sergipe. Somente em janeiro de 1989, aos 25 anos de idade, ele foi apresentado como novo reforço do Ferroviário para a temporada que se iniciava. Seu apelido: Cacau. Oriundo do Guarany de Sobral e com breve passagem pelo Ceará no ano anterior, ele chegou para ser meio campista, mas terminou se destacando na Barra do Ceará como atacante. Foram 62 jogos com a camisa coral e 35 gols marcados até 1991. Foi campeão do Torneio Ciro Gomes pelo Ferrão logo de cara, marcou 4 gols no jogo de inauguração do estádio Elzir Cabral para jogos oficias e sagrou-se artilheiro do campeonato cearense, logo em sua primeira temporada no Tubarão da Barra, com 21 gols no total. Antes de você saber por onde anda o inesquecível ex-goleador coral, vale a pena recordar o vídeo abaixo com a matéria de apresentação do então novo reforço naquele início de 1989, quando o Ferrão era treinado por Erandy Montenegro e tinha Vicente Monteiro como dirigente.

Essa semana, antes de viajar para Porto Alegre, o elenco do Ferroviário fez um treino no campo de grama sintética localizado no bairro Conjunto Esperança. Um senhor de 55 anos apareceu por lá e ficou conversando com os diretores do clube. Era Cacau, o eterno goleador coral, um dos nomes mais requisitados pelos internautas que procuram o nosso blog em busca de informações sobre craques do passado. Pois hoje ele é merecedor dessa homenagem. Cacau apareceu no treino coral pois ele atua no conselho gestor da chamada ´Areninha` situada no Conjunto Esperança, local onde o Ferroviário se adaptou ao tipo de solo sintético que enfrentará no Rio Grande do Sul. Reconhecido por dirigentes corais, Cacau recordou os bons momentos em que vestiu a camisa do Ferrão, posou para fotos e conheceu os atuais jogadores do elenco. Ele é pai de um casal de filhos e já é avô. Sua netinha Paola chegou ao mundo não faz muito tempo. Confira abaixo a foto atual do ex-goleador ao lado de sua bela família.

Ex-atacante Cacau em foto recente ao lado de sua família estabelecida na cidade de Fortaleza

Cacau em 1989

Cacau parou de jogar em 1995 quando atuava no Maranhão/MA em razão de uma grave lesão no joelho. Em sua época de Ferroviário, chegou a ser emprestado para o futebol paulista e teve algumas idas e vindas, sempre comemoradas pela torcida coral, que o tinha como um jogador que sabia deixar sua marca de artilheiro. Desde que parou de jogar profissionalmente, Cacau trabalhou na Unimed e depois foi aprovado em concurso público como técnico em imagem e radiologia, função que atua hoje em dia. Seu primeiro jogo com a camisa coral foi contra o Tiradentes/CE em janeiro de 1989 e fez sua última partida com o glorioso uniforme do Ferrão contra o Ceará, no dia 31/03/1991, um domingo de páscoa com gosto de despedida. Curiosamente, o primeiro e o último jogo pelo Ferrão tiveram o mesmo placar: 0x0. Quase três décadas depois de ser contratado para jogar no Ferroviário, Cacau lembra sempre de seus dias pela Barra do Ceará. Em breve áudio enviado ao blog, o ex-artilheiro coral agradece o carinho dos atuais diretores do clube, a lembrança da matéria e a certeza de que seu nome está gravado na história coral, além de comentar outras curiosidades sobre sua trajetória profissional que fazem valer a pena escutar a mensagem de Cacau durante a semana.

FAMÍLIA FINALMENTE CONSEGUE FALAR COM EX-ATLETA NO EQUADOR

Ex-artilheiro Paulo César e seu genro em foto tirada recentemente em Guayaquil no Equador

Trinta dias depois da nossa matéria sobre as três décadas que separaram um dos maiores artilheiros corais de sua família, uma excelente notícia chegou no apagar das luzes de 2017. No último dia 30 de dezembro, por intermédio do aplicativo Whatsapp, os familiares do ex-atacante Paulo César, diretamente de Recife, finalmente conseguiram contato com ele em Guayaquil, no Equador. Paulo César conversou através de vídeo com suas irmãs que, até antes da matéria produzida aqui no blog, achavam que ele já havia falecido. A família do ex-jogador do Ferroviário relatou que foi impossível conter as lágrimas e o encontro virtual foi regado de muita emoção e grandes recordações. Desde o dia em que teve sua carteira extraviada com todos os seus documentos, contendo inclusive o número do telefone da vizinha de sua mãe em Recife, Paulo César nunca mais havia conseguido conversar com seus irmãos. Na semana passada, ele agradeceu a Deus o excelente presente de fim de ano.

Paulo César com um de seus netos

Através do bate-papo virtual, os familiares de Paulo César tomaram conhecimento que ele casou novamente no Equador nos anos 1980, quando deixou o Brasil para jogar no futebol equatoriano. Hoje, Paulo César tem três filhos, sendo uma brasileira fruto de seu primeiro casamento e um casal de equatorianos, além de doze netos. Ele mora com uma das filhas e seu passatempo favorito é brincar com seus netos. Nas horas vagas, ainda gosta de jogar futebol. O jornalista equatoriano Diego Arcos foi fundamental para esse reencontro de Paulo César com sua família no Brasil. Foi ele quem localizou uma das filhas do ex-jogador e passou o contato dos parentes brasileiros que buscavam notícias do ente querido. Na conversa, Paulo César mostrou-se bastante lúcido e lembrava de detalhes da sua infância em Recife, de todos os irmãos e até do nome da rua em quem moravam. Seus filhos equatorianos também se emocionaram bastante com a satisfação do pai.

Com a camisa do Barcelona de Guayaquil

Perguntado sobre o Ferroviário Atlético Clube, Paulo César comentou com bastante carinho sobre seu ex-clube para a família. O Tubarão da Barra foi o time em que o ex-atleta obteve mais destaque atuando no futebol brasileiro, onde vestiu também as camisas do Moto Clube/MA e do Santa Cruz/PE. Na Barra do Ceará, foram 137 partidas e 88 gols marcados com o uniforme do Ferroviário, o que o coloca como o quarto maior goleador da história do clube, atrás apenas de Macaco, Fernando e Zé de Melo. Quando se despediu do Ferrão em 1981, passou a defender a Liga de Quito no Equador, foi vice-campeão nacional, marcou 25 gols e conduziu sua equipe à Copa Libertadores. Diante do sucesso de sua primeira temporada em terras equatorianas, foi contratado pelo famoso Barcelona de Guayaquil, onde se tornou astro nas três temporadas seguintes e se transformou numa verdadeira lenda na história da equipe, marcando 6 gols em jogos da Libertadores e 55 gols no campeonato nacional entre 1982 a 1984. O Almanaque do Ferrão encerra sua primeira matéria em 2018 com um vídeo mostrando um golaço de Paulo César vestindo a camisa do Barcelona de Guayaquil em jogo da Libertadores de 1982. E que agora Paulo César e sua família celebrem o dom do grande reencontro!