OS GOLS DE UMA VITÓRIA POR 3X1 NO CLÁSSICO DAS CORES EM 1975

Goleiro Pedrinho puxa a fila no treinamento do preparador Wilson Couto para pegar o Fortaleza

Hoje abrimos os arquivos sonoros do Almanaque do Ferrão e voltamos 45 anos no tempo para resgatar os gols de uma vitória do Tubarão da Barra por 3×1 em cima do Fortaleza no estádio Castelão. O jogo foi válido pelo 3º turno do campeonato cearense de 1975 e teve na arbitragem o carioca Arnaldo César Coelho. O grande nome do jogo foi o experiente atacante Erandy, embora os gols tenham saído dos pés de Jeová e duas vezes de Lula, artilheiro da competição naquela temporada. O quarto zagueiro Cândido, cria da base coral, estava emprestado e descontou para o Fortaleza. Treinado por William Pontes, o Tubarão da Barra venceu com Pedrinho, Paulo Tavares, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Eldo; Vicente, Aucélio e Danilo Baratinha; Lula, Erandy (Chicó) e Jeová. O Fortaleza de Móesio Gomes perdeu com Lulinha, Alexandre, Hamilton Ayres (Ozires), Cândido e Roner; Chinesinho e Zé Carlos; Zé Raimundo, Amilton Melo, Reinaldo (Luizinho) e Geraldino. A brilhante narração abaixo é de Gomes Farias e os comentários de José Tosta, ambos em transmissão ao vivo pela Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Ao final do campeonato estadual, Erandy já pensava na aposentadoria e passou a acumular também a função de treinador da equipe e levou um jovem time coral à conquista do Taça Bayma Kerth, uma espécie de Taça Fares Lopes da ocasião. Nascia naquele episódio o treinador Erandy Pereira Montenegro.

UM CLÁSSICO DAS CORES ANTOLÓGICO PRA NUNCA ESQUECER

Clássico das Cores antológico do campeonato cearense de 1978 terminou em disputa de pênaltis

Houve um tempo em que o campeonato cearense arrebatava multidões. Disputado em apenas quatro meses – algo muito semelhante com o tempo de duração dos estaduais hoje em dia – o certame alencarino de 1978 foi um sucesso de bilheteria. Não à toa, aquela temporada registra até hoje a maior média de público da história coral. O futebol local vivia uma época de ouro e clássico era sempre disputado no melhor estádio disponível. Ferrão e Fortaleza protagonizaram, no Castelão, a final do 2º turno do Estadual de 1978 e 30.407 pagantes compareceram ao jogo naquela tarde/noite de 29 de outubro. A partida foi arbitrada pelo carioca Luís Carlos Félix. Depois de um 0x0 nos noventa minutos, as duas equipes disputaram mais trinta minutos de prorrogação e o placar eletrônico do Castelão teimou em não se movimentar. Pelo regulamento da competição, a decisão foi para o pênaltis e o Clássico das Cores, ou o “Ferrofort“, como era também chamado na ocasião, escrevia nas páginas da história um de seus momentos mais antológicos. O Fortaleza levou a melhor vencendo por 5×4 e comemorou com muita emoção. O Tubarão da Barra, que já tinha vencido o 1º turno, lamentou o desfecho da grande final do returno e seguiu em frente na competição. O Ceará ganhou o último turno e as três equipes foram para o ´Super Turno`, ficando o alvinegro com o histórico tetracampeonato estadual, aquele do gol do Tiquinho.

Veterano goleiro Gilberto, ex-Santa Cruz/PE, foi o goleiro coral naquela disputa de pênaltis

Toda vez que um Clássico das Cores se realiza, como o de hoje pelo campeonato estadual de 2020, os comandantes do futebol cearense deveriam lembrar dos grandes jogos na história e organizar a competição com mais atrativos e menos aberrações. Mas isso aí é outro assunto. Vale mais o registro histórico de um clássico inesquecível para quem estava no Castelão naquele domingo de 1978, como o Prof. Valdinar Custódio, falecido já há muito tempo, mas que sempre comentava sobre essa derrota dolorosa em suas memórias orais durante saudosos bate papos na roda de jovens amigos de seus filhos, entre eles, este blogueiro, sempre presente e atento a tudo que ele contava. Talvez, lá no céu, ele já tenha perdoado o lateral Ricardo Fogueira por perder a segunda cobrança. Treinado por Lucídio Pontes, o Ferrão jogou com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Jodecir, Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos (Luizinho), Paulo César e Babá. O tricolor, do técnico Moacyr Menezes, ganhou com Lulinha, Pepeta, Chevrolet, Celso Gavião e Dudé; Otávio Souto, Lucinho (Batista) e Bibi; Haroldo (Delmo), Geraldino e Da Costa. O Ferrão iniciou os penais com Jorge Bonga. Ricardo Fogueira perdeu a segunda cobrança e, em seguida, Doca, Babá e Paulo Maurício converteram suas finalizações. O Fortaleza acertou todos os chutes na seguinte ordem: Bibi, Da Costa, Delmo, Dudé e Celso Gavião. Por ironia do destino, o zagueiro Celso, três meses depois, foi contratado pelo Ferrão e tornou-se um dos grandes ídolos da história coral. Reviva  aquele momento mágico na memória dos Clássicos das Cores escutando o áudio abaixo. Resgatamos a histórica transmissão dos gols na disputa de pênaltis na voz de Gomes Farias, Bezerra de Menezes e Edvaldo Pereira, durante a transmissão da Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Um registro antológico de um clássico antológico.

ÁUDIO RARO PARA LEMBRAR DOIS DOS DESTAQUES DO FERRÃO EM 1974

Anúncio na imprensa da chegada dos ex-alvinegros Jorge Costa e Samuel para o Ferrão em 1974

Na temporada de 1974, o Ferroviário tinha um político na presidência. O deputado estadual Aquiles Peres Mota era ligado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido político que dava sustentação à ditadura militar no Brasil. Apesar de grave crise financeira, o time coral acertou a contratação de dois jogadores consagrados no Ceará em temporadas anteriores: o meia Samuel e o atacante Jorge Costa. Mesmo diante das muitas dificuldades econômicas e estruturais, os dois fizeram relativo sucesso no Tubarão da Barra. Resgatamos abaixo o áudio com o gol da vitória do Ferrão contra o Maguari pelo campeonato cearense daquele ano. A narração é de Gomes Farias e o repórter volante é o ex-árbitro José Tosta, que trabalhavam na Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Treinado pelo ex-goleiro Gilvan Dias, o Ferrão venceu com Marcelino, Perivaldo, Joel Copacabana, Cândido e Grilo; Luciano Oliveira (Edilson Lopes) e Oliveira; Marcos (Lula), Jeová, Jorge Costa e Gaspar. Samuel estava contundido nesse jogo e não enfrentou o Maguari, comandado pelo técnico Zé Gerardo, e que formou com Jorge Hipólito, Reizinho, Hamilton Ayres, Alvy e Valdecir; Zezinho e Nilsinho; Chico Alves (Adão), Dedé (Simplício), Facó e Zequinha. Perceba nomes corais históricos como Hamilton Ayres, Facó e Simplício atuando pelo adversário. O jogo foi no Castelão e teve um público de 2095 pagantes. Jorge Costa fez 29 jogos e marcou 15 gols pelo Ferrão. Samuel, por sua vez, atuou em 18 jogos e marcou 7 tentos. Jorge voltou para o Ceará na temporada seguinte e depois ainda atuou no Fortaleza. Samuel foi para o ABC/RN na temporada seguinte e teve sucesso, até que um belo dia deixou uma carta e se mandou de Natal para nunca mais jogar futebol, mas isso ai é uma outra história que um dia contaremos por aqui. Abaixo, o gol de Jorge Costa, de pênalti, contra o Maguari em 1974, com a camisa do Ferrão. Certamente, uma raridade.

ÁUDIO RARO COM OS GOLS DO TÍTULO DO FERRÃO NO ESTADUAL DE 1979

Uma das formações do Ferroviário em 1979 – Em pé: Paulo Maurício, Edmundo, Lúcio Sabiá, Celso Gavião, Jeová e Ricardo Fogueira; Agachados: Terto, Jacinto, Paulo César, Doca e Babá

Exatamente na temporada que completa 40 anos da grande conquista do campeonato cearense de 1979 por parte do Ferroviário, dois materiais importantes surgiram para a alegria dos torcedores mais curiosos e para deleite dos que viveram aquele momento e  que podem agora recordá-lo de forma mais íntima. Em fevereiro desse ano, o vídeo raro dos gols do jogo final contra o Fortaleza apareceu no YouTube e registramos rapidamente em postagem aqui no blog. Agora, pouco mais de um mês do aniversário daquela conquista, o Almanaque do Ferrão eterniza o áudio dos três gols do jogo na narração de Peter Soares e comentários de pista do repórter Océlio Pereira, durante a cobertura da Rádio Verdes Mares naquela longínqua tarde de domingo. Foram dois gols do artilheiro Paulo César e um do ponta esquerda Babá. O áudio, parte de uma coletânea de outras gravações, foi um presente do jovem torcedor Francisco Victor, que é estudante de jornalismo e acompanha com atenção as postagem do blog. Obrigado pela contribuição! Escute o áudio abaixo e volte no tempo até o ano de 1979.

MARCELO VEIGA E A MISSÃO DE FAZER O FUTURO REENCONTRAR O PASSADO

Além de excelente futebol, o lateral Marcelo Veiga conquistou a torcida pela sua raça e carisma

Quando o técnico Pepe deu o aval para a contratação de Marcelo Veiga para o Santos/SP no início de 1990, o Ferroviário se ressentiu de um jogador vibrante, carismático, capitão da equipe e inteiramente identificado com a torcida coral. Dono de um futebol moderno para os padrões da época no futebol cearense, foram 79 jogos e 13 gols pelo Ferrão entre janeiro de 1988 e dezembro de 1989. O gol do título estadual em sua primeira temporada veio de seu pé direito. Apesar de destro, Marcelo Veiga jogava na lateral esquerda. A vida seguiu para o Ferroviário e a década de 1990 proporcionou momentos gloriosos para o Tubarão da Barra. A mesma trajetória de sucesso ocorreu com o ex-lateral esquerdo coral, que figurou como titular do Santos/SP por quase três temporadas, vestindo depois ainda as camisas do Internacional/RS, Portuguesa/SP, Goiás/GO, Bahia/BA, Atlético/GO e até – algo que pouca gente lembra – do Fortaleza, já no ocaso de sua carreira. Mesmo longe da Barra do Ceará, Marcelo Veiga nunca esqueceu seu momento glorioso no Ferroviário e manteve contatos sempre que possível com amigos que ficaram, entre eles o saudoso supervisor Chicão. Há cerca de vinte anos quando pendurou as chuteiras, Marcelo Veiga assumiu a condição de técnico e passou a dirigir clubes no interior de São Paulo. A Matonense/SP era um dos seus trabalhos mais sólidos no início da nova carreira, quando foi lembrado, em 2004, para voltar ao Ferroviário na função de treinador.

Em 2004, como técnico, em entrevista para o atual diretor de marketing Chateaubriand Filho

No final de maio daquele ano, depois do quase rebaixamento no campeonato cearense, Marcelo Veiga chegou e começou a preparar um novo time para as disputas da Série C do campeonato brasileiro. Virou técnico de Mazinho Loyola, seu companheiro de equipe em 1988, que estava se despedindo do futebol no time que o projetou. A falta de estrutura e o pouco nível de investimento fizeram o Ferroviário patinar na competição nacional, à exemplo das temporadas seguintes, sempre flertando contra o rebaixamento estadual. Entre amistosos e jogos oficiais, Marcelo Veiga dirigiu a equipe em 15 jogos, sendo 8 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Saiu do Ferroviário em setembro daquele ano já com um novo projeto em mente. O Bragantino/SP, equipe também da Série C nacional, queria Marcelo Veiga como técnico para tentar resgatar a fase áurea do clube deixada para trás nos anos 1990. Em Bragança Paulista, Marcelo Veiga fez história. Comandou o Bragantino em mais de 500 jogos. Com um trabalho de três anos, Marcelo Veiga conseguiu seu primeiro triunfo expressivo como treinador: campeão brasileiro da Série C de 2007. Título e acesso!

Treinador Marcelo Veiga comandou o Bragantino em mais de 500 jogos nos últimos quinze anos

Os anos seguintes apresentaram um treinador maduro com bons resultados no campeonato paulista e, principalmente, na manutenção do Bragantino na Série B nacional por muitos anos. Em 2011, aproveitando um jogo do time paulista em Juazeiro do Norte, esteve rapidamente em Fortaleza para colocar seus pés na ´Calçada da Fama` do estádio Presidente Vargas. Entre idas e vindas, treinou também o Guarani/SP, Portuguesa/SP, São Caetano/SP, América/RN, Remo/PA, Mogi Mirim/SP e Botafogo/SP, onde foi novamente campeão brasileiro, dessa vez da Série D, conquistando mais um acesso no Brasileirão. Em 2018, levou o Bragantino/SP a mais um acesso nacional, saindo da Série C e resgatando a condição de time da Série B, tal qual havia feito em 2007. Agora, quinze anos depois de sua primeira passagem como técnico ainda em início de carreira e, trinta anos depois de ter deixado o clube na condição de ídolo eterno como jogador, Marcelo Veiga reencontra o Ferroviário numa boa condição de lutar por mais um acesso nacional, apesar da brutal queda de rendimento na equipe que disputa a Série C desse ano, fruto de escolhas arriscadas que já se apresentavam aparentemente perigosas logo quando tomadas.

Notícia no site oficial do Ferroviário comunicando oficialmente a contratação do novo treinador

Marcelo Veiga fechou com a diretoria coral, por telefone, exatamente às 22h51min do dia 25 de julho, pouco mais de uma hora depois do vexame coral contra o Sampaio Corrêa/MA, em casa, que selou a saída do técnico Leandro Campos após pífia passagem pela Barra do Ceará. Marcelo chegou hoje em Fortaleza e tem nove dias de trabalho até sua estreia contra o ABC/RN, no mesmo estádio Castelão que marcou o gol do título cearense em 1988. Antes de embarcar, conversou com Marcelo Vilar, mentor do excelente trabalho no Ferrão nos últimos tempos, quando colheu informações sobre o elenco coral. Que o Ferroviário possa representar a chance de mais um acesso nacional no seu currículo como treinador. E que Marcelo Veiga seja novamente uma espécie de benção para o Ferroviário, exatamente como foi no final dos anos 1980. Quando a bola rolar contra o ABC, apesar dos últimos resultados, muita gente estará no estádio só para testemunhar a volta de um ídolo eterno. Dúvidas e insatisfações com a queda de rendimento na Série C serão deixadas de lado e nascerá um novo espírito simbolizado pelo que Marcelo Veiga representa para história coral, a do passado e, agora, também a do futuro. Abaixo, o áudio de sua primeira entrevista concedida ontem à jornalista Denise Santiago. Algo para registrar e guardar.

CAMPEÃO DE 1988 PELO FERROVIÁRIO ACOMPANHOU JOGO DA FARES LOPES

Evilásio entre duas gerações

Lembra do ex-zagueiro Evilásio? Cria do Quixadá/CE, ele foi contratado para defender o Ferrão no início da temporada de 1988 e permaneceu no clube até 1993. Ontem, ele esteve no estádio Presidente Vargas acompanhando o segundo jogo da semifinal da Taça Fares Lopes entre Ferrão e Horizonte. Bastante simpático, conversou e tirou fotos com torcedores que o viram jogar. Evilásio garantiu que vai torcer muito pelo Ferroviário na final da competição contra o Caucaia e não poderia ser diferente, afinal o ex-zagueiro coral está na lista histórica de jogadores que ultrapassaram a marca de uma centena de jogos com a camisa do Tubarão da Barra. Evilásio, no total, entrou em campo 122 vezes com o uniforme coral e marcou três gols, sendo o primeiro assinalado no Castelão, num clássico à noite contra o Ceará, que terminou com a vitória alvinegra por 3×1. Na ocasião, no dia 17 de Agosto de 1989, o treinador Moésio Gomes lançou Evilásio no decorrer da partida no posto do zagueiro Juarez e ele marcou o gol de honra do Ferrão. Para homenagear o ex-zagueiro, o Almanaque do Ferrão buscou nos arquivos o áudio desse gol na narração de Gomes Farias pela Rádio Verdes Mares AM de Fortaleza. Abaixo, você pode escutá-lo. Em tempo: na foto, Evilásio aparece entre duas importantes gerações de torcedores corais, o ex-presidente Chateaubriand Arrais e sua cria, Chatô Filho.

ENTREVISTA HISTÓRICA COM O CAPITÃO CORAL NO TÍTULO DE 1988

Final de 1988 com Silmar, Robinson, Barrote, Alves, Arimatéia, Marcelo Veiga e Juarez na foto

A torcida coral comemora hoje os 30 anos do inesquecível título estadual de 1988. As disputas daquela edição do campeonato cearense foram uma das mais acirradas em todos os tempos já que Ceará, Fortaleza, Tiradentes e Guarany de Sobral montaram grandes times. A competição durou pouco mais de seis meses e, ao final, premiou a equipe mais regular e vibrante desde o início com um título mais que merecido, conquistado exatamente no feriado de 7 de setembro quando o Ferrão jogava pelo empate, mas mesmo assim bateu o Fortaleza por 1×0 com um gol histórico do lateral esquerdo Marcelo Veiga em cobrança de pênalti. Na ocasião, Marcelo Veiga era um jovem de muita personalidade, de apenas 23 anos de idade, que assumiu a braçadeira de capitão quando o técnico Lucídio Pontes assumiu a equipe já no 3º turno da competição num time que tinha nomes experientes como Juarez, Silmar e Djalma.

Marcelo Veiga fuzila o gol defendido pelo arqueiro Cláudio e marca o gol do título de 1988

Quando voltou a Vila Olímpica Elzir Cabral para treinar o Ferroviário na temporada de 2004, Marcelo Veiga gravou uma entrevista em áudio relatando detalhes daquela memorável conquista. Esse material ficou guardando por quase quinze anos e agora, em publicação extraordinária e histórica no aniversário de 30 anos do título de 1988, o Almanaque do Ferrão divulga na íntegra a conversa com o eterno ídolo coral. Nela, Marcelo Veiga recorda momentos importantes nos bastidores daquela temporada, faz um balanço de sua vitoriosa passagem pelo Tubarão da Barra, afirma ter marcado o gol mais bonito de sua carreira justamente com a camisa coral, comenta sobre a alegria de ser considerado um dos maiores nomes da nossa história, exalta a participação decisiva para aquela conquista de nomes como Chicão, Martins Monteiro e Vicente Monteiro, compara Lucídio Pontes ao famoso treinador Pepe, além de revelar um drama familiar que viveu poucas horas depois de ter marcado o gol do título. A gravação tem uma hora de duração e vale a pena ouvir com atenção. Trata-se de um testemunho sobre um dos momentos mais gloriosos da história do Ferroviário Atlético Clube, agora eternizado aqui no blog, na própria voz de um ex-jogador que é simplesmente a cara daquela conquista para sempre marcada no coração da torcida.