CAMPEÃO DE 1988 PELO FERROVIÁRIO ACOMPANHOU JOGO DA FARES LOPES

Evilásio entre duas gerações

Lembra do ex-zagueiro Evilásio? Cria do Quixadá/CE, ele foi contratado para defender o Ferrão no início da temporada de 1988 e permaneceu no clube até 1993. Ontem, ele esteve no estádio Presidente Vargas acompanhando o segundo jogo da semifinal da Taça Fares Lopes entre Ferrão e Horizonte. Bastante simpático, conversou e tirou fotos com torcedores que o viram jogar. Evilásio garantiu que vai torcer muito pelo Ferroviário na final da competição contra o Caucaia e não poderia ser diferente, afinal o ex-zagueiro coral está na lista histórica de jogadores que ultrapassaram a marca de uma centena de jogos com a camisa do Tubarão da Barra. Evilásio, no total, entrou em campo 122 vezes com o uniforme coral e marcou três gols, sendo o primeiro assinalado no Castelão, num clássico à noite contra o Ceará, que terminou com a vitória alvinegra por 3×1. Na ocasião, no dia 17 de Agosto de 1989, o treinador Moésio Gomes lançou Evilásio no decorrer da partida no posto do zagueiro Juarez e ele marcou o gol de honra do Ferrão. Para homenagear o ex-zagueiro, o Almanaque do Ferrão buscou nos arquivos o áudio desse gol na narração de Gomes Farias pela Rádio Verdes Mares AM de Fortaleza. Abaixo, você pode escutá-lo. Em tempo: na foto, Evilásio aparece entre duas importantes gerações de torcedores corais, o ex-presidente Chateaubriand Arrais e sua cria, Chatô Filho.

ENTREVISTA HISTÓRICA COM O CAPITÃO CORAL NO TÍTULO DE 1988

Final de 1988 com Silmar, Robinson, Barrote, Alves, Arimatéia, Marcelo Veiga e Juarez na foto

A torcida coral comemora hoje os 30 anos do inesquecível título estadual de 1988. As disputas daquela edição do campeonato cearense foram uma das mais acirradas em todos os tempos já que Ceará, Fortaleza, Tiradentes e Guarany de Sobral montaram grandes times. A competição durou pouco mais de seis meses e, ao final, premiou a equipe mais regular e vibrante desde o início com um título mais que merecido, conquistado exatamente no feriado de 7 de setembro quando o Ferrão jogava pelo empate, mas mesmo assim bateu o Fortaleza por 1×0 com um gol histórico do lateral esquerdo Marcelo Veiga em cobrança de pênalti. Na ocasião, Marcelo Veiga era um jovem de muita personalidade, de apenas 23 anos de idade, que assumiu a braçadeira de capitão quando o técnico Lucídio Pontes assumiu a equipe já no 3º turno da competição num time que tinha nomes experientes como Juarez, Silmar e Djalma.

Marcelo Veiga fuzila o gol defendido pelo arqueiro Cláudio e marca o gol do título de 1988

Quando voltou a Vila Olímpica Elzir Cabral para treinar o Ferroviário na temporada de 2004, Marcelo Veiga gravou uma entrevista em áudio relatando detalhes daquela memorável conquista. Esse material ficou guardando por quase quinze anos e agora, em publicação extraordinária e histórica no aniversário de 30 anos do título de 1988, o Almanaque do Ferrão divulga na íntegra a conversa com o eterno ídolo coral. Nela, Marcelo Veiga recorda momentos importantes nos bastidores daquela temporada, faz um balanço de sua vitoriosa passagem pelo Tubarão da Barra, afirma ter marcado o gol mais bonito de sua carreira justamente com a camisa coral, comenta sobre a alegria de ser considerado um dos maiores nomes da nossa história, exalta a participação decisiva para aquela conquista de nomes como Chicão, Martins Monteiro e Vicente Monteiro, compara Lucídio Pontes ao famoso treinador Pepe, além de revelar um drama familiar que viveu poucas horas depois de ter marcado o gol do título. A gravação tem uma hora de duração e vale a pena ouvir com atenção. Trata-se de um testemunho sobre um dos momentos mais gloriosos da história do Ferroviário Atlético Clube, agora eternizado aqui no blog, na própria voz de um ex-jogador que é simplesmente a cara daquela conquista para sempre marcada no coração da torcida.

RONALDINHO JOGOU NO FERRÃO E NO TREZE/PB: E AGORA COMO FICA?

Ronaldinho em 1987

Cria das categorias de base do Ferroviário Atlético Clube, o ex-ponta esquerda Ronaldinho estava com o coração um pouco dividido para a grande final da Série D do campeonato brasileiro de 2018. Como atleta, Francisco Ronaldo Rodrigues Sales atuou tanto pelo Ferrão quanto pelo Treze/PB. Como desportista, ele é amigo pessoal de Flávio Araújo e Marcelo Vilar, os dois treinadores envolvidos na grande decisão desse ano. Entretanto, Ronaldinho não fica em cima do muro. Basta escutar o áudio dessa postagem que ele fez questão de gravar exclusivamente para o Almanaque do Ferrão e teremos a resposta sobre qual o lado que Ronaldinho está na final da Série D. Em seu tempo na Barra do Ceará, o ex-atacante da base coral foi promovido para o profissional juntamente com uma turma de bons atletas, na qual o ponta direita Mardônio acabou tendo maior destaque nas formações principais do período. Entre 1986 e 1987, Ronaldinho entrou em campo 45 vezes pelo time principal do Ferrão, marcando 5 gols. Ele era o ponta esquerda do time cheio de jovens jogadores que foi vice-campeão do Torneio Otávio Pinto Guimarães, competição organizada para dar calendário a vários times nordestinos e que reuniu o Campinense/PB, Fortaleza, América/RN, Botafogo/PB e Alecrim/RN.

Foto de 1991

No início de 1988, o Ferrão mudou de diretoria e transformou o perfil de seu elenco para tentar ser campeão depois de 9 anos, passando a contratar jogadores mais experientes. Alguns jovens egressos da base foram emprestados e Ronaldinho seguiu para o 4 de Julho/PI, treinado na época pelo eterno ídolo coral Coca Cola. O sucesso de Ronaldinho no futebol piauiense foi grande e ele seguiu carreira sem nunca mais voltar a atuar pelo time profissional do Ferroviário. Na temporada de 1991, ele foi contratado pelo Treze/PB, que tinha Erandy Pereira Montenegro como treinador, o mesmo que o lançou no time principal do Ferrão cinco anos antes. Na equipe paraibana, Ronaldinho também deixou registrada sua passagem. Certa vez, atuando contra o Ceará em jogo válido pelo campeonato brasileiro, foi o autor dos gols que sacramentaram a vitória do Treze/PB em cima do alvinegro cearense. Na verdade, ninguém melhor que o próprio Ronaldinho para recordar sua passagem pelos dois finalistas da Série D desse ano, comentando um pouco sobre sua carreira e mandando um recado para a torcida coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão em forma do áudio abaixo. Aproveite!

AQUILO QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER: POR ONDE ANDA CACAU?

José Carlos de Souza nasceu no dia 5/12/1963 em Sergipe. Somente em janeiro de 1989, aos 25 anos de idade, ele foi apresentado como novo reforço do Ferroviário para a temporada que se iniciava. Seu apelido: Cacau. Oriundo do Guarany de Sobral e com breve passagem pelo Ceará no ano anterior, ele chegou para ser meio campista, mas terminou se destacando na Barra do Ceará como atacante. Foram 62 jogos com a camisa coral e 35 gols marcados até 1991. Foi campeão do Torneio Ciro Gomes pelo Ferrão logo de cara, marcou 4 gols no jogo de inauguração do estádio Elzir Cabral para jogos oficias e sagrou-se artilheiro do campeonato cearense, logo em sua primeira temporada no Tubarão da Barra, com 21 gols no total. Antes de você saber por onde anda o inesquecível ex-goleador coral, vale a pena recordar o vídeo abaixo com a matéria de apresentação do então novo reforço naquele início de 1989, quando o Ferrão era treinado por Erandy Montenegro e tinha Vicente Monteiro como dirigente.

Essa semana, antes de viajar para Porto Alegre, o elenco do Ferroviário fez um treino no campo de grama sintética localizado no bairro Conjunto Esperança. Um senhor de 55 anos apareceu por lá e ficou conversando com os diretores do clube. Era Cacau, o eterno goleador coral, um dos nomes mais requisitados pelos internautas que procuram o nosso blog em busca de informações sobre craques do passado. Pois hoje ele é merecedor dessa homenagem. Cacau apareceu no treino coral pois ele atua no conselho gestor da chamada ´Areninha` situada no Conjunto Esperança, local onde o Ferroviário se adaptou ao tipo de solo sintético que enfrentará no Rio Grande do Sul. Reconhecido por dirigentes corais, Cacau recordou os bons momentos em que vestiu a camisa do Ferrão, posou para fotos e conheceu os atuais jogadores do elenco. Ele é pai de um casal de filhos e já é avô. Sua netinha Paola chegou ao mundo não faz muito tempo. Confira abaixo a foto atual do ex-goleador ao lado de sua bela família.

Ex-atacante Cacau em foto recente ao lado de sua família estabelecida na cidade de Fortaleza

Cacau em 1989

Cacau parou de jogar em 1995 quando atuava no Maranhão/MA em razão de uma grave lesão no joelho. Em sua época de Ferroviário, chegou a ser emprestado para o futebol paulista e teve algumas idas e vindas, sempre comemoradas pela torcida coral, que o tinha como um jogador que sabia deixar sua marca de artilheiro. Desde que parou de jogar profissionalmente, Cacau trabalhou na Unimed e depois foi aprovado em concurso público como técnico em imagem e radiologia, função que atua hoje em dia. Seu primeiro jogo com a camisa coral foi contra o Tiradentes/CE em janeiro de 1989 e fez sua última partida com o glorioso uniforme do Ferrão contra o Ceará, no dia 31/03/1991, um domingo de páscoa com gosto de despedida. Curiosamente, o primeiro e o último jogo pelo Ferrão tiveram o mesmo placar: 0x0. Quase três décadas depois de ser contratado para jogar no Ferroviário, Cacau lembra sempre de seus dias pela Barra do Ceará. Em breve áudio enviado ao blog, o ex-artilheiro coral agradece o carinho dos atuais diretores do clube, a lembrança da matéria e a certeza de que seu nome está gravado na história coral, além de comentar outras curiosidades sobre sua trajetória profissional que fazem valer a pena escutar a mensagem de Cacau durante a semana.

ANIVERSÁRIO DO FERRÃO MERECE MATÉRIA DA RÁDIO BANDEIRANTES

Rádio Bandeirantes de São Paulo abriu espaço em 2008 para uma conversa sobre a história coral

Hoje, o Ferroviário Atlético Clube completa 85 anos de existência e o aniversário coral já rendeu algumas homenagens aqui no blog em anos anteriores, entre eles um documentário sobre o nosso fundador Valdemar Caracas. Agora, o Almanaque do Ferrão resgata uma entrevista em áudio, de dez anos atrás, envolvendo a história do Ferrão. Ela aconteceu em 2008 e manteve-se desconhecida da imensa maioria dos torcedores corais por ter sido veiculada apenas na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Na época, a tradicional emissora paulista mantinha um programa diário noturno, denominado “Fanáticos por Futebol“, no qual o apresentador Marcelo Duarte conversava com pessoas relacionadas ao futebol espalhadas por todo o território brasileiro. Há dez anos, foi a vez na programação do autor do Almanaque do Ferrão, que estava ainda em fase de pesquisa. Somente cinco anos depois da matéria na rádio é que a mais importante publicação da história coral foi lançada em evento realizado em Fortaleza. Escute a entrevista abaixo e deleite-se com a narrativa de alguns momentos importantes da gloriosa história do Ferroviário. Feliz aniversário, Ferrão!

ÁUDIO DO PRIMEIRO GOL DO FERRÃO NO CAMPEONATO CEARENSE DE 1988

Da Silva marcou na estreia em 1988

O título estadual do Ferroviário em 1988 já originou algumas postagens aqui no blog. Vários detalhes, vídeos, áudios e personalidades importantes naquela conquista mereceram destaque em recordações anteriores. Porém, vale a pena escutar abaixo mais um áudio recuperado em nossos arquivos. Trata-se do primeiro gol do Ferrão naquele campeonato, marcado logo na estreia vitoriosa por 1×0 em cima do Quixadá, em jogo que aconteceu no então denominado Estádio dos Imigrantes, exatamente na casa da Galinha Choca, no dia 28 de fevereiro. O gol foi do centroavante Da Silva. Ele havia sido artilheiro da temporada anterior defendendo o Fortaleza, mas havia trocado o Leão pelo Ferrão no inicio de 1988. Da Silva fez apenas 12 jogos com a camisa coral e acabou perdendo espaço no campeonato para nomes como Luizinho das Arábias, Mazinho Loyola e Guina. Treinado por José Oliveira, o Ferrão estreou no Estadual 88 com Wálter, Kléber, Arimatéia, Djalma e Marcelo Veiga; Toninho Barrote, Wiltinho e Jacinto; Mardônio (Edson), Da Silva e Carlos Antônio. O Quixadá do técnico José Leudo perdeu com Adriano, Cici, Ivan, Newton e Roberto (Bibi); Batista, Ernando e Pedro (Biro Biro); Rivando, Cícero Ramalho e Toinho. Bastante motivada com as contratações para a temporada, a torcida coral invadiu Quixadá naquele domingo, proporcionando com os moradores locais uma boa renda para um público pagante de 2.238 pessoas. Hilton Alcântara foi o árbitro da partida, que teve como destaque negativo a grave contusão do ponta direita Mardônio, destaque coral na temporada de 1987, que lesionou o joelho e ficou afastado do restante da competição, retornando apenas na finalíssima contra o Fortaleza sete meses depois. Aproveite e recorde o áudio abaixo na narração de Vilar Marques e comentários de Chico Rocha, ambos da excelente equipe esportiva da extinta Rádio Uirapuru de Fortaleza.

VOCÊ SABE POR ONDE ANDA O CRAQUE PARANAENSE DENÔ?

Ex-craque Denô, com seus cabelos brancos, ensina uma nova geração de jogadores numa escolinha

Ele entrou em campo 63 vezes com a camisa do Ferroviário e era um craque na verdadeira acepção da palavra. Marcou 23 gols no total e está na lista dos campeões estaduais de 1988, assinalando inclusive 4 gols no campeonato cearense, durante os seis meses que permaneceu na Barra do Ceará naquela temporada. Estamos falando de Lindenor Barbosa de Araújo, o Denô, ex-jogador paranaense, nascido em Curitiba, que despontou no futebol pernambucano e vestiu camisas importantes do futebol brasileiro. Ele mora em Recife desde que pendurou as chuteiras. Aos 56 anos de idade, Denô tem uma escolinha de futebol na capital pernambucana, enveredou pela carreira de empresário de atletas e ainda bate uma bolinha entre seus veteranos amigos do futebol.

Craque Denô com a meninada coral

Denô surgiu no Sport/PE no final da década de 70. Em 1982, a categoria do jogador chamou a atenção do Internacional/RS e ele foi negociado numa transação que foi comentada em todos os noticiários esportivos do país. Sem reeditar o mesmo brilho em Porto Alegre, acabou retornando para Pernambuco em 1984, onde defendeu o Náutico/PE. Em outubro de 1985, Denô foi contratado em definitivo pelo Ferroviário, numa negociação que abalou as estruturas do futebol cearense em razão da enorme qualidade técnica do jogador. A dupla Caetano Bayma e Vicente Monteiro adquiriu o passe do atleta pela quantia de 200 mil cruzeiros e Denô fez sua estreia pelo Ferrão na noite de 31 de outubro, contra o Fortaleza, no PV. Três dias depois, num domingo à tarde, já deixava sua marca, assinalando seu primeiro gol com a camisa coral contra o Calouros do Ar. Denô encaixou como uma luva no grande time comandado pelo experiente treinador Caiçara. Ele permaneceu para a temporada de 1986, foi emprestado para o Fortaleza no segundo semestre daquele ano para as disputas do campeonato brasileiro, esteve no ASA/AL no ano seguinte e retornou para o Ferrão no início de 1988, de onde saiu no final de junho para defender o Bragança de Portugal. Foram vários anos atuando no futebol português por sete equipes diferentes, com uma passagem ainda pelo futebol chinês em meados dos anos 90, antes de encerrar definitivamente a carreira na temporada europeia de 1999/2000.

Denô em foto recente no Recife

Recentemente, o ex-jogador do Ferroviário Atlético Clube esteve na Arena Pernambuco para uma partida com amigos de Recife e ex-atletas. Apesar de ter parado profissionalmente, o futebol continua no sangue de Denô. O ex-craque coral tem um filho que joga futebol na Europa e segue os passos do pai. Para matar a saudade da passagem de Denô pelo futebol cearense, o Almanaque do Ferrão vasculhou os arquivos e encontrou um áudio raro da temporada de 1985 em que o ex-jogador é entrevistado pelo repórter Bosco Farias, da Rádio Verdes Mares de Fortaleza, em dezembro daquele ano, antes de uma partida do campeonato cearense. Na ocasião, a torcida coral gritava o nome do jogador, fato este destacado na própria entrevista que você pode ouvir abaixo. A titulo de curiosidade, o áudio abaixo chegou a ser veiculado, há alguns anos, no programa Rádio Ferrão, onde o locutor Saulo Tavares desafiava os torcedores corais a responderem, por telefone, o quadro ´De quem é essa voz?`. Aproveite o áudio raro e volte mais de 30 anos no tempo para recordar a voz e conferir um depoimento de Denô antes de entrar em campo com a gloriosa camisa coral.