UMA VITÓRIA APERTADA DO FERRÃO NO ANO DO BICAMPEONATO

O vídeo acima é uma raridade da extinta TV Manchete de Fortaleza e estaria fadado ao desaparecimento não fosse o resgate das imagens por parte do Almanaque do Ferrão. Trata-se de uma vitória coral em cima do Tiradentes no ano do bicampeonato estadual, mais precisamente no dia 1º de abril, em jogo realizado no Estádio Elzir Cabral. Diante de um público de apenas 880 pagantes, o Tubarão da Barra venceu por 3×2, gols de Piti, Acássio e João Marcelo. Jacinto e Assis marcaram para o Tigre, que ainda chutou um pênalti na trave quando o jogo estava 0x0. A partida fez parte do 1º turno do Estadual, que seria brilhantemente conquistado pelo Ferrão oito meses depois. Treinado por Ramon Ramos, a máquina coral formou com Roberval, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo; Alencar, Ricardo Lima, Paulo Adriano e Acássio; Hilton (Esquerdinha) e Piti. Por sua vez, o Tiradentes perdeu com Fábio, Valderi, Abílio, Toni e Helinho (César Loiola); Assis, Alex e Marcelo (Wanks); Alonso, Jacinto e Gilson. Mesmo com uma boa campanha, o Ferroviário não conquistou aquele turno, que ficou na mão do Icasa, justamente o grande adversário coral na finalíssima do Campeonato Cearense, que aconteceu em dezembro de 1995. Ao todo, o Tubarão da Barra realizou 47 jogos para conquistar o inédito bicampeonato, bem diferente dos Estaduais atualmente quando, por exemplo, o Fortaleza realizou menos de 10 jogos para conquistar o título cearense. Outra época, outros tempos do futebol.

REPÓRTER TROCANDO IDEIAS COM O BICAMPEÃO CEARENSE NASA

O vídeo acima é de uma grande importância histórica. Diretamente de Juazeiro do Norte, o repórter Tony Sousa entrevista, em seu canal no YouTube, o ex-jogador coral Nasa. Vale a pena conferir as recordações do bicampeão cearense pelo Ferrão na década de 1990. Durante pouco mais de meia hora, o ex-jogador relembra a origem de seu apelido e histórias de quando chegou a ser goleiro no início de sua carreira em Pernambuco, além da chegada ao futebol cearense e sua transferência para o Ferroviário. Nasa fala ainda de sua trajetória no Vasco/RJ e no futebol japonês. Na Barra do Ceará, Nasa chegou como volante, mas fixou-se na lateral direita na temporada de 1994. No bicampeonato no ano seguinte, alternou partidas como volante e lateral. Em 2013, na eleição do Time dos Sonhos do Ferroviário, a torcida coral o apontou como o melhor lateral direito entre todos os que vestiram a camisa do Tubarão da Barra. Em três temporadas, Gesiel José de Lima entrou em campo 76 vezes e marcou 7 gols com a camisa coral. Não deixe de conferir esse belo registro histórico.

VITÓRIA DA MÁQUINA CORAL EM CIMA DO TIRADENTES NO PV

Que tal recordar nesse fim de ano mais um jogo da Máquina Coral? Há um quarto de século, o Ferroviário dominava o futebol cearense com um time azeitado e repleto de grandes jogadores, embora pouco conhecidos quando contratados. O jogo acima aconteceu no dia do aniversário do Ferrão, em 1995. O Tubarão da Barra fez 2×0 em cima do Tiradentes, no PV. O volante Ricardo Lima marcou um golaço de falta e o artilheiro Robério decretou a vitória coral, marcando de cabeça. Aquele jogo recebeu 2.844 pagantes e teve a arbitragem de César Augusto. Treinado por Ramon Ramos, o Ferrão formou com Roberval, Alex, Batista, Santos e Paulo Adriano; Ricardo Lima, Hilton e Borges; Piti, Robério (Márcio Sales) e Reginaldo. O time coral estava desfalcado do lateral João Marcelo e do craque Acássio. O Tiradentes perdeu com Fábio, Valderi, Ernane, Toni e Helinho; Alex (Ivan), Assis e Marcelo; Alonso, Jacinto (Nonato) e Gilson. O treinador era Humberto Maia. Recentemente, no livro “Crônicas Corais“, o time bicampeão estadual de 1994 e 1995 foi eternizado através de um texto especial intitulado ´Máquina Coral de Futebol`. Vale a pena a leitura.

UM QUARTO DE SÉCULO DO BICAMPEONATO ESTADUAL 94/95

Foto do Jornal Diário do Nordeste registrando a saudação da onzena coral na grande final

Hoje completa um quarto de século que o Ferroviário conquistou de forma brilhante o bicampeonato 1994/1995. O time que ficou conhecido como a “Máquina Coral” precisou de 37 jogos no primeiro ano e 47 partidas no segundo para escrever seu nome nos anais do futebol cearense. Há cinco anos, a TV Verdes Mares produziu uma excelente matéria reunindo alguns dos principais nomes daquela conquista. Ricardo Lima, volante e capitão do bicampeonato, participou, em julho desse ano, de uma Live no Instagram do Almanaque do Ferrão, compartilhando algumas de suas lembranças, sem falar das imagens históricas veiculadas na época e recuperadas da extinta TV Manchete, com a ampla cobertura da conquista coral. Em meio a nomes como Batistinha, Reginaldo, Robério, entre outros, o craque Acássio é sempre o mais lembrado e celebrado como o grande ícone daquela geração. Ele também participou de uma Live recentemente comentando suas memórias. Em 2018, os bicampeões estaduais se reuniram com o elenco campeão brasileiro em um domingo muito emocionante. Já foram várias as menções no blog à partidas e momentos marcantes daquele período áureo do time coral, que se encerrou com a deposição do presidente Clóvis Dias, apenas dois anos depois. O torcedor coral pode celebrar a memória dos 25 anos do nosso bicampeonato, recordando as matérias já apresentadas e se deleitando com memórias ainda hoje vivas na mente de quem acompanhou a época, como as imagens abaixo, veiculadas na TV Verdes Mares na ocasião, a partir da cobertura do gol do lateral esquerdo Branco, que deu o título ao Ferrão do 3º turno do Estadual de 1995 contra o Fortaleza, credenciando a equipe coral a jogar apenas pelo empate contra o Icasa, no domingo seguinte, para garantir o inédito bicampeonato.

RECORDE OS GOLEIROS DO FERRÃO NO INÍCIO DA TEMPORADA DE 1995

Resgatamos o vídeo acima para matar as saudades dos nossos goleiros na vitoriosa temporada de 1995. No início do ano, o arqueiro campeão Roberval, titular na conquista do campeonato cearense de 1994, ainda não havia renovado contrato e três goleiros disputavam a camisa de número 1 na Barra do Ceará, sob o comando do preparador Edmundo Silveira. Com a experiência de quem havia sido campeão como goleiro do próprio Ferroviário em 1979, Edmundo treinava nomes como Birigui e Miguel, ambos egressos da base coral, além do piauiense Jorge Luiz, que voltava de empréstimo ao Itapipoca/CE. Como era de se esperar, o alagoano Roberval renovou contrato e iniciou a temporada como titular, permanecendo assim até meados de setembro, quando Jorge Luiz passou a ser mais utilizado e acabou figurando na meta coral nos jogos mais decisivos da reta final do campeonato cearense, inclusive na grande decisão contra o Icasa, quando o Tubarão da Barra sagrou-se bicampeão estadual. No cômputo geral, Roberval jogou 30 partidas na campanha, Jorge Luiz foi utilizado em 18 jogos e Miguel entrou em duas partidas. Por sua vez, o jovem Birigui acabou não jogando nenhuma partida oficial em 1995, mas obteve uma sequência como titular do Ferroviário, mais maduro, na temporada de 2002. As imagens acima foram veiculadas pela TVC de Fortaleza com reportagem de André Beltrão.

LIVE NA ÍNTEGRA DIRETAMENTE DO INSTAGRAM COM RICARDO LIMA

Você confere acima mais uma Live do Almanaque do Ferrão realizada no Instagram, dessa vez com o ex-volante Ricardo Lima, bicampeão estadual com a camisa do Ferroviário nas temporadas de 1994 e 1995. O ex-capitão coral compartilhou suas principais memórias daquelas conquistas, falando sobre os principais jogos, os momentos mais emblemáticos, alguns de seus gols e também sobre sua passagem em outras equipes do futebol brasileiro, além de Portugal e Espanha, onde também atuou por vários anos. Foi mais um bate-papo para a posteridade da memória coral com aquele que foi uma das principais crias da nossa base na década de 1990. Aos domingos, às 21h30, no Instagram, a nossa Live recebe sempre um jogador do passado para resgatar resenhas e boas lembranças da trajetória coral em cada época. Não deixe de conferir, pois serão apenas dez episódios por temporada. Aproveite!

GOLAÇO DE BRANCO NA FINAL DE TURNO CONTRA O FORTALEZA

Assista o vídeo acima com atenção. Há um quarto de século, ele estava guardado no baú do Almanaque do Ferrão e agora chega ao blog após insistentes pedidos. Trata-se da matéria da TV Verdes Mares do jogo final do 3º turno do campeonato cearense de 1995. Ferroviário e Fortaleza faziam a decisão. Aos 32 minutos da etapa final, o lateral  esquerdo Branco chutou de fora da área e fez o gol do título. Branco foi titular nos Estaduais de 1993 e 1994, mas perdeu a posição para João Marcelo em 1995. Na partida decisiva contra o Fortaleza, Branco havia acabado de entrar em campo, substituindo justamente o lateral titular. O gol de Branco eliminou o Tricolor do Pici do campeonato e garantiu ao Ferrão a chance de jogar por um simples empate contra o Icasa na final do certame, que valeu ao Tubarão da Barra o inédito bicampeonato. Naquela quinta-feira à noite, véspera de feriado, 12.166 pagantes foram ao PV. As duas torcidas dividiram o estádio meio a meio. O treinador Ramon Ramos lançou o Ferrão com Jorge Luiz, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo (Branco); Paulo Adriano, Hílton (Piti), Acássio e Esquerdinha; Robério (Nasa) e Reginaldo. O Fortaleza, do técnico Danilo Augusto, perdeu com Souza, Gaúcho (Luciano Melado), Rau, Eduardo e Adriano; Odair, Marquinhos e Darley; Vivinho, Mirandinha (Zé Raimundo) e Serrinha. Dacildo Mourão foi o árbitro da partida. Ao final do jogo, Paulo Adriano levantou o troféu, já que o capitão Ricardo Lima estava suspenso. Na matéria acima, vemos também o atacante Piti, que foi bastante útil naquela campanha. Sem dúvida alguma, um jogo marcante na gloriosa história coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão.

ENTREVISTAS E DOIS JOGOS DECISIVOS CONTRA O CEARÁ EM 1994

O vídeo acima traz dois jogos decisivos contra o Ceará realizados no intervalo de uma semana na reta final do campeonato cearense de 1994. No dia 27 de novembro, vitória coral por 2×0 em cima do alvinegro e título do 3º turno para o time coral, com gols de Ricardo Lima e Batistinha, este último eternizado na narração lendária de Vilar Marques, sempre lembrada pela torcida do Ferrão. Após os melhores momentos do jogo, confira no vídeo uma entrevista com o volante Lima na TV Verdes Mares, além da cobertura da extinta TV Manchete, com os comentários de Sérgio Redes e entrevistas com o lateral esquerdo Branco, Lima novamente e o treinador César Moraes. O material apresenta também os comentários de Wilton Bezerra na TVC, emissora afiliada à TV Cultura no Ceará. Por fim, os melhores momentos do jogo do dia 4 de dezembro, onde os dois times empataram em 0x0 e o Ferrão conquistou o título de campeão cearense, já abordado aqui no blog com áudios raros da época em postagem anterior. Destaque também para uma defesa sensacional do goleiro Roberval após cobrança de falta do alvinegro, no segundo tempo do jogo, quando só a vitória interessava para o Ceará, além de uma carraca de gols perdidos pelo ataque coral. Recordar é viver. Deleite-se acima com dois grandes jogos envolvendo a Máquina Coral, como ficou conhecido o time que foi bicampeão estadual em 1994 e 1995.

O INESQUECÍVEL FERROVIÁRIO QUE DESBANCOU CEARÁ E FORTALEZA

A ´Máquina Coral` dos anos 1990 já foi motivo de algumas postagens aqui no blog. Como dizia o saudoso Antônio Estelita Aguirre, diretor de comunicação do Ferroviário naquele período: “Antes quando o jogo era contra o Ceará ou Fortaleza, a gente ia pro estádio com medo, hoje a gente vai com pena“. A frase emblemática reproduz bem a supremacia coral absoluta no futebol cearense entre 1994 e 1995. O vídeo acima é do canal Última Divisão e faz um ótimo apanhado estatístico daquela época. Aplausos para a pesquisa, riqueza de detalhes e de informações passadas por profissionais que observam um feito ocorrido já há quase um quarto de século e, mesmo à distância, são capazes de valorizar com detalhes algo que, na maioria das vezes, passa  diariamente despercebido para a própria imprensa cearense, tão afeita apenas aos “feitos” de Ceará e Fortaleza. O bicampeonato coral representou a última vez que um “intruso” resolveu quebrar a hegemonia da dupla local na galeria dos campeões estaduais. Vale, portanto, eternizar ainda mais aquele feito em cada um dos 13 minutos do vídeo acima.

HOMENAGEM CORAL AO MAIOR CRAQUE DO FERRÃO NOS ANOS 1990

Terceiro copo da coleção Legendários será vendido no jogo contra o Treze/PB na Arena Castelão

Que o ex-jogador Acássio teve uma passagem magistral pelo Ferroviário Atlético Clube na década de 1990, todo o futebol cearense sabe. O que ninguém sabia é motivo, agora, de reconhecimento por parte do clube e coloca o ex-craque na condição de ´Legendário` na série de copos colecionáveis lançados pela direção de marketing durante a atual temporada. O baiano bom de bola é simplesmente o ex-atleta coral que mais gols marcou na dupla Ceará e Fortaleza, contabilizados todos os clássicos estaduais da história. Foram 26 gols anotados na rede dos dois tradicionais rivais, superando a marca de grandes artilheiros e nomes históricos do Ferrão como Amilton Melo (7 gols), Pacoti (9 gols), Luizinho das Arábias (10 gols), Batistinha (9 gols), Macaco (21 gols), Fernando (22 gols), Zé de Melo (19 gols), Paulo César (12 gols), Jorge Veras (14 gols), Betinho (14 gols), Pipi (20 gols), entre outros. Ninguém fez mais gols que Acássio em clássicos estaduais vestindo a camisa coral, numa passagem que durou de 1993 a 1998, sendo 132 jogos e 74 gols marcados no total. Estamos falando simplesmente do maior craque do futebol cearense na década de 1990.

Imagem de divulgação do novo copo do Ferrão

Para fins de comparação, peguemos os dois maiores jogadores dos rivais, mais ou menos, no mesmo período: Sérgio Alves e Clodoaldo. Sérgio Alves foi cantado em prosa e verso como o “carrasco” do Fortaleza vestindo a camisa do Ceará. Ele marcou 30 gols em clássicos estaduais, sendo 22 contra o Leão e 8 contra o Ferrão. Já Clodoaldo, ídolo do Fortaleza, marcou 32 gols em clássicos, sendo 14 contra o Ferrão e 18 contra o Ceará. Dos 26 gols de Acássio em clássicos, 6 foram contra o Ceará e, simplesmente, 20 foram contra o Fortaleza. Acássio é igualmente carrasco do Fortaleza, segundo os números. Leve-se ainda em consideração que Acássio, entre os três, é o que tem menos jogos pelo seu clube, pois no período de cinco anos que esteve no Ferrão, sempre despertou o interesse de equipes de outros estados, acumulando saídas por empréstimo para o Sport de Recife, Vasco da Gama e até para o futebol da Tunísia. Sérgio Alves também teve destaque em outros times do futebol brasileiro onde foi ídolo, jogou na Europa e também no Ferrão, numa memorável equipe na temporada de 2006. Já o Fortaleza foi o único time brasileiro onde Clodoaldo obteve destaque, onde será tratado eternamente como ídolo. Vale lembrar que ele jogou no Ferrão no final da carreira.

Acássio dando entrevista no PV

Por fim, os números descobertos sobre a excelente performance do craque Acássio contra Ceará e Fortaleza o qualificam para a coleção ´Legendários` da primeira edição de copos colecionáveis do Ferrão na história. Todo mundo sabia que o meia atacante baiano teve uma passagem simplesmente genial, ele já até mereceu postagem aqui no blog, só não se sabia o peso dos números incontestáveis que o qualificam para estampar o terceiro número dos copos do Ferrão à venda, no próximo dia 10, contra o Treze/PB, em jogo válido pela Série C do campeonato brasileiro desse ano. Quer matar a saudade de Acássio e seus gols? Vale a pena reprisar o vídeo abaixo. É cada golaço que raramente se vê hoje no futebol brasileiro. Acássio foi craque e é legendário! Quem duvidar disso não entende nada de futebol.