UM LATERAL E UM ATACANTE EM FOTO QUE A HISTÓRIA NÃO APAGA

Atacante Mazinho Loyola e lateral esquerdo Marcelo Veiga: juntos no Ferrão em 1988 e 2004

Os dois foram campeões pelo Ferroviário em 1988. O da esquerda fez 11 gols e o da direita balançou a rede adversária 7 vezes no campeonato cearense daquele ano, sendo o último simplesmente o gol do título. Mazinho Loyola e Marcelo Veiga em retrato na época da pochete, como se vê. O primeiro saiu do Ferrão para o São Paulo/SP. O segundo foi para o Santos/SP. Mazinho jogou 55 partidas pelo time coral. Marcelo Veiga atuou em 79 jogos. Em 2004, estiveram novamente juntos na Barra do Ceará. Marcelo Veiga foi técnico de Mazinho Loyola que logo depois pendurou as chuteiras. Aquela Série C do Brasileiro de 2004 reuniu os dois novamente no Ferrão depois de longos 16 anos. Além da imagem acima, vale a pena ver as entrevistas no final do vídeo abaixo. Mazinho e Marcelo, então jovens. Hoje com histórias pra contar.

APÓS MAIS DE TRÊS DÉCADAS, FERRÃO PODE VOLTAR A JOGAR EM LONDRINA

Ferroviário Atlético Clube só atuou uma única vez até hoje no Estádio do Café em Londrina

Pela disputa do Campeonato Brasileiro de 1983, o Ferroviário foi até a cidade de Londrina, no interior do Paraná, para enfrentar o time homônimo no famoso Estádio do Café. O jogo terminou com a vitória dos paranaenses por 3×1, resultado que eliminou o Tubarão da Barra da competição naquela tarde de domingo. Agora, quase quatro décadas depois, o Ferrão pode voltar a atuar no mesmo local e estádio. A direção coral negocia a mudança de mando de campo do jogo contra o Corinthians/SP pela Copa do Brasil para aquela localidade. O argumento é a entrada de recursos financeiros em proporções muito superiores a se o jogo fosse realizado em Fortaleza. Parece algo condenável sob o ponto de vista do futebol romântico, porém algo perfeitamente compreensível para um time que necessita de recursos visando talvez uma das competições mais importantes nas últimas décadas, a Série C do Campeonato Brasileiro a partir de abril, quando o time coral não pode nem pensar em descenso. O fato é que o clube deseja transferir o mando de campo para Londrina, um verdadeiro reduto de torcedores de times paulistas no norte do Paraná. Polêmicas à parte, vamos aguardar o desfecho e conferir se o Ferrão voltará a Londrina tanto tempo depois.

EM NOVEMBRO DE 1993, O FERRÃO EMPATAVA COM O CORINTHIANS/RN

Há 25 anos, o Ferroviário disputava a Série C do campeonato brasileiro e recebia o Corinthians de Caicó em seus domínios. No primeiro confronto entre ambos, empate em 0x0 no estádio Marizão no Rio Grande do Norte. No jogo da volta, no PV, outro empate em 1×1 no mês de novembro de 1993. O blog recuperou os melhores momentos em vídeo do jogo em Fortaleza e apresenta acima para o torcedor coral. O meia Basílio perdeu um pênalti no primeiro tempo. No segundo tempo, outro pênalti, dessa vez batido e convertido pelo artilheiro Batistinha. Infelizmente, o Corinthians/RN empatou no finalzinho daquela que foi a partida de número 2.504 da história coral. Treinado pelo falecido José Oliveira, ex-atacante coral da década de 1970, o Ferrão empatou com Guanair, Itamar, Airton, Santos e Johnson; Nasa, Cantareli e Basílio; Batistinha, Gaúcho (Silas) e Claudemir (Zelito). O time potiguar, do técnico Francisco Bezerra, jogou com Sérgio Maria, Baeca, Jailson, Erivan e Sabiá; Erivando, Concone (Nêgo) e Silvinho (Paulo Peixe); Lato, Oliveira e Neira. Um público de 1.083 pagantes foi ao jogo, que teve a arbitragem do piauiense Emílio Porto. Ferrão e Corinthians de Caicó só voltaram a se enfrentar uma única vez depois dessa partida. Foi em 2001, novamente no estádio Marizão, em amistoso que também terminou empatado em 0x0.

ARGEU DOS SANTOS SE FOI MAS DEIXOU UMA MARCA HISTÓRICA

Treinador Argeu dos Santos em foto comandando o Ferroviário no campeonato cearense de 1998

Não poderíamos deixar de registrar as condolências pelo falecimento do ex-treinador Argeu dos Santos. Na imagem acima é possível ver o então técnico coral no comando da equipe vice-campeã cearense de 1998. Argeu faleceu nesse mês de outubro depois de lutar muito tempo contra um câncer de próstata. Depois de passagens gloriosas como zagueiro de Ceará e Fortaleza, Argeu chegou pela primeira vez no Ferroviário como jogador para disputar o campeonato cearense de 1993. Já veterano, fez parte de um elenco fraco e esteve na zaga coral, ao lado de Evilásio, na vexatória derrota por 9×1 para o Ceará em fevereiro daquele ano. Foram apenas 11 jogos com a camisa coral em três meses de clube. Cinco anos depois, retornou como técnico do Ferrão e levou sua equipe ao vice campeonato estadual de 1998, tendo ainda uma polêmica passagem na temporada de 2002 durante apenas dois jogos no campeonato brasileiro da Série C. Após vencer River/PI e Maranhão/MA, ambos fora de casa, foi demitido da equipe por problemas na viagem de retorno de São Luis para Fortaleza. Comandou o Ferrão em 49 partidas, sendo 31 vitórias, 9 empates e 9 derrotas, o que lhe valeu a expressiva performance histórica de 63% de resultados vitoriosos enquanto esteve à beira do gramado no comando coral. Sem dúvida, um percentual bastante positivo, poucas vezes visto no esporte, que só evidencia as qualidades que Argeu dos Santos teve enquanto treinador de futebol. Que sua alma possa descansar eternamente.

BICAMPEÕES ESTADUAIS NA FESTA DOS CAMPEÕES BRASILEIROS

Duas gerações corais na foto – Em pé: Johnny, Túlio, André Lima, Edson Cariús, Alex, Janeudo, Mazinho, Paulo Adriano, Afonso, Miguel, Gleibson e Acássio; Agachados: Marcelo Bispo, Robério, Esquerdinha, Esquerdinha, Ricardo Lima, Lucas Mendes, Reginaldo, Valdeci, Nasa e Leanderson

Ontem o Ferroviário Atlético Clube viveu um domingo mágico: duas gerações vitoriosas se encontraram no Estádio Elzir Cabral para comemorar o título de campeão brasileiro do Tubarão da Barra. A geração bicampeã cearense em 1994 e 1995 foi convidada para o jogo de entrega de faixa dos campeões nacionais. Grandes nomes como Ricardo Lima, Paulo Adriano, Nasa, Batistinha, Alex, Esquerdinha, Robério, Borges, Jorge Luiz, Miguel, Cícero Ramalho, Reginaldo e Acássio, representantes do vitorioso grupo dos anos 1990, entraram novamente em campo para atuarem contra a geração vitoriosa de Edson Cariús, Janeudo e companhia. Nos discursos dos próprios ex-atletas, a palavra ´gratidão` era a mais pronunciada. Curiosamente, inclusive lado a lado na foto, dois Esquerdinhas, o de 2018 e o de 1995. Abaixo, você confere um vídeo produzido pelo torcedor Wladimir Lenine, que desenvolve um ótimo trabalho como documentarista dos fatos corais em seu canal no YouTube. Nele, o internauta bate um papo na festa com alguns dos principais nomes da história do Ferroviário. Aproveite!

IMAGENS DO TÍTULO BRASILEIRO EM CAMPINA GRANDE E EM FORTALEZA

Vale a pena conferir no vídeo acima o ótimo trabalho da TV Artilheiro com imagens gravadas antes e depois do jogo que deu ao Ferroviário o inédito título de campeão brasileiro da Série D. O material começa com a chegada de torcedores corais ao estádio Amigão em Campina Grande. Estima-se que cerca de 1200 corais saíram de Fortaleza para conferir a final nacional na Paraíba, seja de avião, ônibus de linha interestadual, carros particulares e mais de quinze ônibus alugados por torcedores. No placar agregado, o Ferroviário bateu o Treze/PB por 3×1 nos dois jogos decisivos e conquistou um campeonato inédito para a capital cearense. Nem Fortaleza, nem Ceará, possuem um título de envergadura nacional. Na sequência, no vídeo abaixo, não deixe de conferir também a homenagem montada pela torcedora Isabel Muniz. Ela registra a carreata que levou o vitorioso elenco coral em carro do corpo de bombeiros do Castelão à Vila Olímpica Elzir Cabral no dia seguinte, num trajeto festivo que durou pouco mais de uma hora e que cativou a atenção de vários fortalezenses pelo caminho num inesquecível domingo ensolarado na capital cearense. Ai é Ferrão, meu filho!

ACABOU O JEJUM DE 23 ANOS E O FERRÃO É CAMPEÃO BRASILEIRO

O Ferroviário Atlético Clube faz história e sagra-se campeão brasileiro da Série D de 2018

Ontem vimos a história ser feita, mais uma vez. Foi o fim do maior jejum de títulos da vida do Ferroviário Atlético Clube: vinte e três longos anos encerrados em grande estilo com um título de abrangência nacional. Talvez nem o mais otimista torcedor coral pudesse imaginar a quebra do jejum com tamanha grandeza! Hoje, o dia é de comemorações na volta da comitiva coral que viajou até Campina Grande para conquistar esse feito mais que merecido e sofrido, como tudo na vida desse time  que recentemente completou 85 anos de existência. Que nunca saia da memória de nenhum fiel torcedor as imagens abaixo. Que esse título seja apenas um recomeço!