PELA QUARTA VEZ NA HISTÓRIA, FERRÃO FAZ 7 GOLS NA SÉRIE C

Bela foto de Camila Lima, do Sistema Verdes Mares: Willian Lira no centro da comemoração

Responda rápido: o que Corisabbá/PI, Tocantins/MA, Bahia/BA e Imperatriz/MA têm em comum? Além do fato de serem equipes nordestinas, os quatro times levaram goleadas de 7 gols em jogos da Série C do campeonato Brasileiro contra o Ferrão! O Imperatriz é o mais recente frequentador dessa seleta lista, já que na noite de hoje, a equipe maranhense perdeu de 7×0 para o Tubarão da Barra, no Castelão, com quatro gols de Willian Lira e os outros gols de Lucas Hulk, Caíque e Vitor Xavier. Recordando fatos do passado, a primeira vez que o time coral marcou 7 gols num mesmo jogo da Série C foi em 28/09/1998, contra o Corisabbá, no Elzir Cabral, gols Bertoldo (2), Junior Pipoca (2), Fabinho Vassalo, Rutênio e Acássio. Em 2002, no dia 09 de outubro, no PV, outra vitória por 7×0, dessa vez contra o Tocantins do Maranhão, com gols de Danilo (2), Reginaldo França (2), Ricardo Baiano, Arildo e Guedinho. Já em 2006, no feriado de 15 de novembro, quem não lembra da famosa goleada de 7×2 em cima do Bahia? Sérgio Alves marcou 3 gols e Junior Cearense, Everton, Fernandinho e Marcos Pimentel completaram o placar. Quem será o próximo a entrar na lista?

NICOLAS SE CONSOLIDA COMO O MELHOR GOLEIRO DESDE JÉFFERSON

Com 1,92m de altura e 34 anos de idade, Nicolas tem se firmado como importante goleiro coral

Titular absoluto nas traves do Ferroviário Atlético Clube desde o Campeonato Brasileiro de 2019, o gaúcho Nicolas tem se consolidado como o melhor goleiro que vestiu a camisa coral desde a última passagem do arqueiro cearense Jéfferson, na já distante temporada de 2009. Portanto, dez anos depois, finalmente o clube conseguiu um titular que pudesse se firmar, disputando jogos importantes e apresentando boa performance. Em média, durante essa década de intervalo, foram praticamente dois goleiros por temporada que se revezaram na meta coral, alguns até de difícil lembrança por parte da torcida do Ferrão, a saber: Dionantan, Witalo, Tarciano, Célio, Ari, Handerson, Nilson, Caíque, Fernando Júnior, Rafael Muralha, Camilo, Alisson, Alex, Adson, Roger, Mauro, Oliveira, Léo, Bruno Colaço, Mailson, Gleibson e Remerson. Depois de defender equipes gaúchas como São Paulo/RS e Novo Hamburgo/RS, Nicolas veio para o futebol cearense em abril de 2019 e já conta com mais de 60 partidas, entre jogos oficiais e amistosos, com a camisa do Ferrão. No último sábado, contra o Manaus, na Arena da Amazônia, Nicolas foi decisivo para o Ferrão com, pelo menos, duas defesas muito difíceis, que garantiram o empate em 1×1 no placar. Mesmo com as bruscas mudanças no elenco coral de 2019 para 2020, o goleiro Nicolas foi um dos poucos jogadores que renovaram contrato e permaneceram na Barra do Ceará.

GOLAÇO DE REGINALDO FRANÇA CONTRA O RIVER AOS 49 MINUTOS

Matéria de jornal sobre a grande vitória do Ferroviário no Campeonato Brasileiro de 2002

Lembra do golaço do Reginaldo França contra o River/PI aos 49 minutos do segundo tempo? Apelidado pelo treinador Danilo Augusto como “Gol de Deus“, o lance, acontecido há exatos 18 anos, foi de uma beleza plástica indescritível. O jogo valia pelas oitavas de final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2002. Depois de perder o primeiro confronto por 3×2 em Teresina, o Ferroviário precisava vencer por dois gols de diferença para obter a classificação. O time coral vencia por 1×0, gol de Danilo, e a decisão da vaga ia para os pênaltis, quando o árbitro Alberto Batista Carvalho anunciou cinco minutos de acréscimos. Praticamente no último lance da partida, realizada no PV diante de 2.624 pagantes, o Tubarão da Barra teve um escanteio a seu favor, cobrado por Arildo. Na sequência do lance, o ex-coral Jorge Luiz rebateu a bola pra fora da área e ela caiu nos pés de Reginaldo França, que marcou o tento da classificação. Após o golaço, os torcedores corais foram ao delírio e o jogo logo acabou. Naquele domingo, o time coral formou com Ivanoé, Aírton (Arildo), Marcos Aurélio (Cícero César), Puma e Helinho; Édio, Ricardo Baiano, Danilo e Reginaldo França; Serrinha (Gil Bala) e Guedinho. O time piauiense jogou com Jorge Luiz, Niel, Rauli, Venício e Buiú (Matoso); Jó, Garrinchinha, Esquerdinha (Rondineli) e Lira; Wágner e Mairan (Joniel). Na continuidade da competição, o Ferroviário enfrentou o Nacional de Manaus e foi eliminado nas quartas de final. Abaixo, o próprio Reginaldo França recorda aquele golaço sensacional em áudio especialmente gravado para o Almanaque do Ferrão, falando do lance propriamente dito e das curiosas orientações que recebeu do treinador e do diretor Emanuel Brasileiro na borda do campo antes do lance decisivo.

FERROVIÁRIO: O PATINHO FEIO DO POBRE E VELHO FUTEBOL CEARENSE

O papo hoje é sobre treta! O Canal do Nicola no YouTube disse, nacionalmente, o que muita gente em terras alencarinas já tinha certeza. Gostem ou não, o Ferroviário é tratado como “Patinho Feio” do pobre e velho futebol cearense, em seus mais de cem anos de disputas. “É mania de perseguição“, dirão os simplistas em seus argumentos, invariavelmente, simplórios. Ocorre que contra fatos não há argumentos e inúmeros acontecimentos, por vezes deixados de lado, enfileiram uma alta dosagem de artimanhas e histórias mal contadas através do tempo. No mais recente episódio, o Ferrão acabou punido e perdeu o direito de mando de campo em sua própria cidade, simplesmente porque o Castelão, estádio público onde o Ferrão manda jogos desde 1974, está reservado apenas para jogos da dupla Ceará e Fortaleza. Tudo isso em plena disputa de um campeonato brasileiro de futebol, quando todas as instituições envolvidas, inclusive o Governo, deveriam trabalhar a favor da garantia dos interesses corais, como legítimo representante do Estado na competição. Assim, o importante choque de líderes contra o Santa Cruz/PE será no Domingão, no município de Horizonte. Entre omissões, mentiras e atos sórdidos verificados longe da grande mídia, mas relatados à boca miúda nas últimas semanas, o vídeo acima do jornalista Jorge Nicola dá o tom da mais nova treta em que o Ferrão acabou metido gratuitamente.

Chicão: testemunha ocular da história

É fácil recordar inúmeros absurdos afins ocorridos no passado, até porque alguns são impossíveis de esquecer, como o fato – até pitoresco – de um time inteiro ser preso na final do campeonato cearense de 1947, depois de estar sendo vergonhosamente roubado pela arbitragem. Talvez, o cúmulo dos cúmulos. Zé Limeira, eterno torcedor-símbolo do Ferrão, morreu contando detalhes de várias finais de campeonato em que o time coral acabou prejudicado contra Ceará e Fortaleza, terminando como vice-campeão. Estelita Aguirre, outro ferrenho torcedor já falecido, foi para o céu bradando nas arquibancadas, e no rádio, que a sigla da Federação Cearense de Futebol, conhecida como FCF, na verdade, deveria significar “Federação do Ceará e do Fortaleza“. Lembram? O saudoso Chicão, supervisor coral por quase três décadas, morreu relatando histórias dos bastidores que tramaram contra o tricampeonato estadual coral em 1996. “Se o Ferroviário for Tri, o futebol cearense se acaba“, dizia ter ouvido tal pérola nos corredores da FCF, saído da boca de um dirigente do alto escalão da mentora. Histórias e depoimentos que ficam para trás, caem no esquecimento ou simplesmente viram lendas urbanas do futebol alencarino.

Luizinho e o gol anulado

É muito comum pessoas nas arquibancadas com suas histórias e tretas testemunhadas. Mais de trinta anos depois, até hoje se fala do gol mal anulado de Luizinho das Arábias contra o Fortaleza, que garantiu o adversário no triangular final do campeonato de 1985. O melhor entre os três, o Ferrão, com um verdadeiro timaço, foi o prejudicado. O presidente Caetano Bayma está vivo até hoje pra contar, com riqueza de detalhes, essa história, num dos campeonatos mais escandalosamente surrupiados em todos os tempos. Já repararam que torcedores de Ceará e Fortaleza dificilmente recordam ou relatam terem perdido uma final de campeonato cearense por causa de um erro de arbitragem? Falam pontualmente de um jogo ou outro, principalmente em partidas de campeonato brasileiro, quando são tratados como “time pequeno”, mas quase nunca falam de uma final de Estadual. É fácil ser torcedor do Ceará e do Fortaleza em âmbito local quando reina a hipocrisia. Todos os esforços convergem em favor dos dois. Alguém duvida? Quando disputam uma final entre si, a primeira providência é anunciar logo um árbitro de outra região, fato quase nunca providenciado quando o adversário da final é o Ferroviário ou outra equipe qualquer. A história está aí para provar. Referidas práticas e acontecimentos fazem parte do futebol cearense e, o pior, nos acostumamos com isso.

Panfleto da torcida coral em 2006

E o que dizer do episódio quase esquecido de 1973, quando o futebol cearense ganhou definitivamente uma segunda vaga para o campeonato brasileiro, dominado pelos interesses da ditadura militar? Quem foi o indicado pela Federação? Apesar da retrospectiva coral em campo ser superior por conta do título estadual em 1970 e das campanhas de 1971 e 1972, e não obstante o Ferroviário ter ficado com a segunda vaga provisória criada na primeira edição da disputa nacional, em 1971, depois de vencer uma seletiva local, o agraciado político com a vaga definitiva, em 1973, foi o Fortaleza, para ira dos dirigentes corais da RFFSA que só faltaram esmurrar o presidente da Federação na ocasião. O lendário Ruy do Ceará está aí para contar e os arquivos dos jornais não o deixam mentir na hora de recordar os fatos. Decisões e favorecimentos que mudam o curso da história e engradecem ou enfraquecem seus atores diretamente envolvidos. O que falar da Copa João Havelange, em 2000, que catapultou gratuitamente o Fortaleza dos vexatórios caminhos da Série C para uma nova e charmosa segunda divisão, reunindo vários times que estavam na Série B? Acesso bom é o acesso fácil. E o episódio da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2006? Mesmo como campeão da categoria Sub-20, o Ferrão foi alijado da vaga prevista em regulamento após uma série de “mal-entendidos” envolvendo a FCF, a Secretaria Estadual da Juventude e, claro, o beneficiado Fortaleza, que viajou pra capital paulista como representante do futebol cearense. Nariz de palhaço foi pouco. Mais recentemente, em 2008, o quase nunca lembrado Caso Piva, que evitaria o “rebaixamento” do Ferrão para a Série D do Brasileiro, devidamente arquivado e sepultado. Em 2016, o episódio nefasto de um campeonato cheio de WO´s, a maioria a favor da mesma equipe. Como esses fatos, existem dezenas de outros. O problema é que as pessoas se acostumaram a esquecer.

Clóvis Dias: bicampeão e deposto

Quando o Ferroviário engrossou o pescoço na metade dos anos 1990, articulando inclusive a criação da Copa do Nordeste, negociando jogadores para times importantes do país, fazendo caixa e disputando, pau a pau, os títulos estaduais com os preferidos da audiência, deixando muitas vezes o próprio Fortaleza comendo poeira em situações pra lá de vexaminosas, partiu de dentro da cúpula maior do futebol cearense, um movimento para derrubar politicamente a presidência coral, que preparava e idealizava o clube para as mudanças que a Lei Pelé, posteriormente, acabou exigindo de todos. Até hoje, o Ferroviário paga muito caro pela forma como o presidente quase tricampeão Clóvis Dias foi deposto. Foram mais de duas décadas perdidas a partir daquela sequência de episódios que vergonhosamente envolveu até registros policiais. Ninguém pode afirmar o que seria do futuro do clube se aquele trabalho tivesse tido continuidade, mas todo mundo sabe bem o que aconteceu depois daquela sequência de fatos tramada entre o alto escalão do futebol cearense e pessoas ligadas aos intestinos corais.

Presidente Vargas em missão de salvar vidas

Na prática, todo mundo diz que gosta do Ferrão. É muito fácil dizer. É o texto preferido dos políticos e dos politiqueiros. Não se trata de pessoas em particular, muito menos de instituições, sejam elas públicas ou privadas, mas quando alguém cala diante do extravio do lícito direito do clube em mandar seus jogos  no Castelão – e a omissão é um pecado que jamais merece ser esquecido -, pactua-se sordidamente com o ´mainstream` que alicerça e faz com que as coisas sejam como sempre foram, mantendo aquele velho modelo viciado, onde todos os interesses convergem para apenas dois clubes, que se retroalimentam, inclusive financeiramente, a partir de uma respeitável rivalidade, mas que estão pouco se lixando para a realidade de que a festa recebe outros convidados e estes têm também o direito de compartilhar o mesmo espaço, principalmente quando este é público e foi construído, também, com dinheiro do contribuinte coral. Com a ausência do PV, outra casa querida e histórica, reservado para a nobre missão de salvar vidas na pandemia de Covid-19, as instituições e as pessoas que fazem o futebol cearense jamais poderiam ter dado as costas para o Ferroviário e agir como, infelizmente, procederam, sobretudo diante do simples fato do clube precisar usar o  Castelão por – apenas e meros – 180 minutos mensais. É muito? Tamanha mesquinhez deveria encher de vergonha os responsáveis, inclusive no âmbito político do Estado, pois a omissão é a pior forma de covardia. Chega a ser engraçado saber que a referida treta ficará nos arquivos e na memória apenas como mais um item perdido na galeria de relatos afins que se avolumaram com o tempo. Mais um pra conta, pode registrar. E como tantos outros, jamais será esquecido.

FERRÃO E PAYSANDU SE ENFRENTAM PELA QUARTA VEZ NA HISTÓRIA

Holanda: goleiro contra o Paysandu em 1971

Os famosos Tubarão da Barra e Papão da Curuzu jogam nesse domingo, em Fortaleza, pela Série C do campeonato brasileiro de 2020. Os dois têm muita história em suas respectivas praças, porém poucas vezes se enfrentaram no decorrer dos anos, ainda assim, somente em pelejas amistosas, em 1946, 1955 e a última em razão de uma excursão coral à Região Norte do país, na já distante temporada de 1971. Nesse terceiro encontro entre ambos, o Ferroviário se apresentava com a fama de fabulosa equipe, o `Timão` como era chamado na qualidade de campeão cearense do ano anterior, conquista esta sacramentada apenas cinco meses antes. Depois de disputar o chamado Torneio Amazonense, em Manaus, contra Rio Negro/AM, Rodoviário/AM e Nacional/AM, a delegação coral desceu até Belém e bateu o Remo/PA por 2×0 em seu primeiro amistoso na capital paraense. Na sequência, jogou contra o Paysandu. O amistoso foi disputado no estádio do Remo e terminou empatado em 1×1. O ponta esquerda Alísio marcou para o Ferrão e Benê empatou, aos 42 minutos finais, para o Papão da Curuzu. Estamos falando do dia 5 de Fevereiro de 1971. Treinado por Alexandre Nepomuceno, o time coral jogou com Holanda, Wellington, Esteves, Gomes e Eldo; Zé Maria Paiva (Simplício) e Coca Cola; Simão, Amilton Melo, Odacir (Facó) e Alísio (Nei). A equipe paraense formou com Arlindo, Paulo Tavares, Osmani, João Tavares e Carlinhos; Beto e Alfredinho; Edilson Freitas (Vila), Jorge Costa (Mário), Benê e Antônio Maria. Dessa formação, Paulo Tavares e Jorge Costa jogariam ainda no Ferroviário naquela década. Dois dias depois desse amistoso, Remo e Paysandu juntaram seus melhores jogadores num combinado, uma espécie de selecionado paraense, para finalmente tentar bater o Ferrão. Não conseguiram. Tentativa em vão, pois foi registrado mais um empate, dessa vez por 2×2, e assim encerrava-se a excelente performance coral no Norte do país.

VÍDEO DA PRIMEIRA VITÓRIA CONTRA O TREZE EM CAMPINA GRANDE

Resgatamos mais um vídeo raro em nossos arquivos, motivados pela vitória do Ferroviário em cima do Treze/PB, dentro de Campina Grande, no último domingo. A vitória por 3×0 frente ao Galo da Borborema foi apenas a segunda na história verificada dentro da bela cidade paraibana. A primeira ocorreu no já distante ano de 1992, no domingo de páscoa, dia 19 de abril, e as imagens acima apresentam os melhores momentos daquele jogo, válido também pela Série C do campeonato brasileiro. A disputa ocorreu no estádio Presidente Vargas e o Ferrão era treinado pelo ex-zagueiro Djalma Linhares, que utilizou a seguinte formação: Joel, Caetano, Evilásio, Hermes e Roberto; Ednardo, Júnior Piripiri e Gilson; Cantareli (Jó), Jorge Veras (Aloísio) e Arnaldo. Treinado por Zé Lima, o Treze jogou com Luciano, Airton, Lima, John e Humberto; Porto, Warison e Beto; Betinho, Tobi e Washington. O público foi de apenas 771 pagantes e o árbitro potiguar Charles Elliot, mal colocado, marcou um pênalti inexistente para o Ferroviário, convertido pelo ídolo Jorge Veras. O lateral direito Caetano marcou o gol da virada coral, após pela assistência do meia Júnior Piripiri. Warison fez o gol do Treze. Favor não confundir na escalação o ponta esquerda Arnaldo, ex-Tiradentes/PI, com o meia Arnaldo que foi campeão cearense pelo Ferroviário em 1988. Naquela temporada de 1992, pela primeira vez na história, o Ferroviário fez o artilheiro maior de uma competição nacional. Jorge Veras foi o artilheiro da Série C com 9 jogos, fato este só repetido por Edson Cariús, que marcou 11 gols na Série D de 2018 e ainda sagrou-se campeão brasileiro pelo Ferrão.

FERRÃO QUEBRA MAIS UM TABU DISPUTANDO A SÉRIE C DESSE ANO

A Série C do campeonato brasileiro desse ano continua rendendo frutos para o Ferrão. Depois de quebrar um tabu de 65 anos contra o Botafogo/PB na primeira rodada, mais um time paraibano sofreu nas mãos do Tubarão da Barra dentro do campeonato e outro tabu foi quebrado. No jogo de ontem, depois de 28 anos, o time coral voltou a bater o Treze/PB dentro de Campina Grande. A última vez que isso tinha acontecido havia sido em 19 de abril de 1992, também pela Série C da mesma competição nacional, quando o Ferroviário fez 2×1, com gols de Jorge Veras e Caetano, o que era também até ontem, a única vez que o Ferrão havia batido o Galo da Borborema dentro de seus domínios em toda a história. Mesmo quando o Ferrão sagrou-se campeão brasileiro da Série D, justamente contra o Treze em Campina Grande, o placar final não havia sido favorável ao time coral. No jogo de ontem à noite, o Ferrão fez um implacável 3×0, tentos de Willian Lira, Diego Lorenzi e Wesley, quebrando o tabu e marcando a segunda vitória coral contra o Treze dentro de Campina Grande, num total de 13 jogos. Vale a pena conferir abaixo os gols do time coral na edição da TV Artilheiro, com narração de Irismar França, pela rádio Joven Pan News de Fortaleza.

ESTREIA, RETORNO DE CAMISA E QUEBRA DE TABU DE 65 ANOS

E depois de um atraso de três meses por conta da pandemia mundial de Coronavírus, que continua a ameaçar fortemente a população nacional, a Série C do campeonato brasileiro de 2020 finalmente começou. O Ferrão bateu o Botafogo/PB por 2×0, gols de Lucas Hulk e Wellington Rato, na Arena Castelão. Além da estreia coral na competição, dois outros fatores merecem grande destaque no dia de hoje: o retorno modernizado de um design de camisa utilizado pelo Ferrão no final dos anos 1960 e a quebra de um grande tabu sem vitórias contra o adversário paraibano. Curioso pra saber os detalhes dessas duas curiosidades? Pois saiba que depois de utilizar com bastante ênfase esse padrão de uniforme entre 1967 e 1972, referido modelo ensaiou um retorno, sem nenhuma repercussão positiva, no final de 1998, sendo a ideia logo abandonada após a confecção de um modelo um tanto quanto descaracterizado em relação aos padrões originais. E sim, a última vez – e única – que o time coral tinha derrotado o Botafogo/PB havia sido no dia 19 de novembro de 1959, por 5×1, em jogo amistoso no PV. Portanto, ontem foi quebrado um tabu de longos 65 anos na história, além de ser a primeira vitória em cima do Belo numa partida oficial! Parabéns Ferrão!

O GOL DO ÚNICO JOGO DO FERRÃO CONTRA O SÃO PAULO GAÚCHO

O vídeo acima é mais uma grande raridade resgatada pelo pesquisador Zidney Marinho. Trata-se do gol do meia Nilsinho, marcado no PV, após jogada do atacante Almir, na única vez na história que o Ferroviário enfrentou o Sport Clube São Paulo, time gaúcho da cidade de Rio Grande, que fica a 318 quilômetros de Porto Alegre. A partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro de 1980 e aconteceu no dia 16 de março daquele ano. A vitória em cima da equipe gaúcha credenciou o Ferrão a passar para a segunda fase da competição duas rodadas depois. Nilsinho foi considerado o melhor jogador em campo, não apenas pelo gol da vitória, mas também pela desenvoltura dentro das quatro linhas. Treinado por Aristóbulo Mesquita, o time coral venceu com Salvino, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Artur, Bibi (Doca) e Nilsinho; Ari (Hélio Sururu), Almir e Babá. O São Paulo/RS jogou com Sérgio, Marinho, Carlão, Tadeu e Radar; Zé Augusto, Motor e Paulo César; João Carlos (Romário), Néia e Almir (Astronauta). O treinador era Laoni Luz. O público foi de 7.655 pagantes e a partida teve o potiguar César Virgílio na arbitragem. As duas equipes tinham Náutico/PE, Ponte Preta/SP, Flamengo/RJ, Itabaiana/SE, entre outros, como adversários na mesma chave. Abaixo, a matéria publicada no Jornal O Povo sobre o jogo, já apresentada aqui no blog em postagens anteriores.

Cobertura do Jornal O Povo criticando a inoperância do ataque coral contra o São Paulo gaúcho

PARABÉNS! MAIS UM ANIVERSÁRIO DO TÍTULO DE CAMPEÃO BRASILEIRO

Hoje, o Ferroviário comemora o segundo aniversário do título de campeão brasileiro de 2018. Em dois jogos decisivos contra o Treze/PB, o segundo jogo ocorreu há exatos dois anos, no estádio Amigão, em Campina Grande, ocasião em que a torcida coral testemunhou a maior conquista da história coral, representada atualmente com uma estrela amarela na parte superior do escudo oficial do clube. E para comemorar, você pode conferir, acima, um mini-documentário produzido na ocasião pela Confederação Brasileira de Futebol, reunindo nomes e personagens diretamente envolvidos naquela brilhante conquista. Feliz aniversário pra você, torcedor coral, que tem Nacional.