CLICK NO TIME QUE DEU UM VAREIO DE BOLA NO FORTALEZA EM 1988

Ferroviário Atlético Clube em 1988 – Em pé: Laércio, Djalma, Serginho, Arimatéia, Toninho Barrote e Marcelo Veiga; Agachados: Mazinho Loyola, Denô, Guina, Arnaldo e Beto Andrade

O registro fotográfico acima mostra o momento em que o Ferroviário perfilou em campo para jogar contra o Fortaleza em mais um clássico do campeonato cearense de 1988. Quando a bola rolou, essa onzena deu um autêntico vareio de bola no adversário, enfiando 3×0 ainda no primeiro tempo. Na etapa final, o Fortaleza esboçou uma reação, mas o Ferrão deu novamente as cartas e marcou o quarto gol, de bela feitura, fechando o placar em 4×2. Era a estreia do centroavante Guina, campeão sul matogrossense pelo Operário nas duas temporadas anteriores, e cedido ao Tubarão da Barra, por empréstimo, pelo Palmeiras/SP. Em seu primeiro jogo, o atacante paulista deixou sua marca na meta tricolor. O meio campista Denô esbanjou futebol nessa partida, comandando com Arnaldo a distribuição das jogadas para o ataque coral. O ponta esquerda Beto Andrade foi outro destaque no jogo. Mazinho Loyola fez um belo gol, de peixinho. Mais de três décadas depois, o velho retrato disponibilizado eterniza uma das maiores apresentações corais no Castelão. Justamente por isso, vale a pena postar abaixo, mais uma vez, o vídeo com os melhores momentos daquele jogo.

WALTER DEFENDE PÊNALTI E FERRÃO VENCE COM GOL CONTRA EM 1987

As imagens acima completam aniversário no dia de hoje. Foi no dia 12 de julho de 1987, quando Ferroviário e Ceará fizeram mais um clássico pelo campeonato daquele ano. A narração é de Ivan Bezerra na cobertura da TV Verdes Mares. O Tubarão da Barra escapou de tomar um gol no primeiro tempo, quando o centroavante Mauro Portaluppi cobrou e o goleiro Walter defendeu um pênalti. O atacante alvinegro vinha a ser o irmão mais novo do consagrado atacante, e hoje treinador, Renato Gaúcho. O Ferrão tinha uma equipe mesclada com jogadores experientes e outros egressos da base. Treinado por Erandy Montenegro, o time coral ganhou com Walter, Laércio, Arimatéia, Léo e Ramos; Zé Alberto, Edson e Mardoni (Renato); Mardônio, Narcélio (Cardosinho) e Carlos Antônio. Treinado pelo ex-zagueiro Moisés Matias, o Ceará perdeu com Washington, Reidene, Djalma, Argeu e Bezerra; Oliveira, Flávio (Douglas Neves) e Erasmo; Hílton (Victor), Mauro Portaluppi e Wanks. O gol da vitória saiu aos 30 segundos da etapa final. O Ferroviário bateu o centro e a jogada começou com o paraibano Ramos, que tocou para a progressão rápida entre o experiente Carlos Antônio e o jovem Mardônio. A bola bateu na trave e Bezerra, na ânsia de evitar a jogada, acabou marcando contra, perante um público pagante de 8.860 pessoas. Do time alvinegro, três jogadores passariam depois em campanhas de título do Ferroviário: o zagueiro Djalma, o meia Hílton e o ponta esquerda Wanks. Além deles, o zagueiro Argeu integrou o elenco coral no início do campeonato cearense de 1993.

VÍDEO DOS GOLS DE UMA TARDE ARRASADORA DO FERRÃO EM 1989

Mardônio: golaço

Cinco anos atrás, publicamos sobre o jogo em 1989 que o ataque coral conseguiu ser mais arrasador que a performance da Alemanha contra o Brasil, na Copa de 2014. Lembra? Na ocasião, destacamos o resgate do áudio dos cinco gols do Ferrão na cobertura da Rádio Assunção de Fortaleza, durante aquela tarde de sábado na Barra do Ceará. Hoje, 8 de julho, temos mais um aniversário daquele momento arrasador do ataque coral e do massacre alemão, coincidentemente ambos na mesma data, com a diferença de 25 anos entre os fatos. Foram quatro gols  em apenas cinco minutos contra o Quixadá. Depois de um primeiro tempo em branco, o Ferrão voltou para o segundo tempo em ritmo impulsivo e conseguiu o feito de já vencer por 4×0 aos cinco minutos da etapa final. Aos 9 minutos, mais um gol, o último da goleada de 5×1. Abaixo, resgatamos o vídeo com os gols do Ferroviário naquele jogo. A narração é de Ivan Bezerra da TV Verdes Mares. O destaque principal ficou para o centroavante Cacau, artilheiro maior do campeonato cearense daquele ano. Porém, a beleza plástica do golaço do ponta direita Mardônio também merece o devido reconhecimento no último gol coral. Deleite-se com as imagens daquela partida realizada no próprio estádio do Ferroviário Atlético Clube há mais de trinta anos.

ENTREVISTAS EM AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO PARA O CERTAME DE 1988

O vídeo acima é mais uma raridade resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Ele mostra a cobertura da TV Verdes Mares em torno de dois amistosos preparatórios do Ferroviário para o campeonato cearense de 1988. O primeiro foi contra o Barcelona do Quintino Cunha e o segundo contra o Leão das Tintas, ambos realizados no Elzir Cabral. Além de lances dos jogos, a gravação traz uma série de nomes recém contratados para o Tubarão da Barra e que foram importantes durante aquela temporada vitoriosa, ficando para sempre na história do clube. Aproveite e mate a saudade do treinador José Oliveira e do dirigente Vicente Monteiro, que anuncia no vídeo, em primeira mão, a contratação do excelente volante Toninho Barrote, além de entrevistas em campo com os jogadores Djalma, Arnaldo, Marcelo Veiga, Da Silva, Carlos Antônio, Alves e até do centroavante Roberto Granada, que acabou não ficando no elenco coral. A gravação desse material ocorreu nos dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro, respectivamente. A ficha técnica desses amistosos, você encontra na publicação impressa do Almanaque do Ferrão. Destaque também no vídeo para a opinião dos torcedores ouvidos!

GOLAÇO DE BRANCO NA FINAL DE TURNO CONTRA O FORTALEZA

Assista o vídeo acima com atenção. Há um quarto de século, ele estava guardado no baú do Almanaque do Ferrão e agora chega ao blog após insistentes pedidos. Trata-se da matéria da TV Verdes Mares do jogo final do 3º turno do campeonato cearense de 1995. Ferroviário e Fortaleza faziam a decisão. Aos 32 minutos da etapa final, o lateral  esquerdo Branco chutou de fora da área e fez o gol do título. Branco foi titular nos Estaduais de 1993 e 1994, mas perdeu a posição para João Marcelo em 1995. Na partida decisiva contra o Fortaleza, Branco havia acabado de entrar em campo, substituindo justamente o lateral titular. O gol de Branco eliminou o Tricolor do Pici do campeonato e garantiu ao Ferrão a chance de jogar por um simples empate contra o Icasa na final do certame, que valeu ao Tubarão da Barra o inédito bicampeonato. Naquela quinta-feira à noite, véspera de feriado, 12.166 pagantes foram ao PV. As duas torcidas dividiram o estádio meio a meio. O treinador Ramon Ramos lançou o Ferrão com Jorge Luiz, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo (Branco); Paulo Adriano, Hílton (Piti), Acássio e Esquerdinha; Robério (Nasa) e Reginaldo. O Fortaleza, do técnico Danilo Augusto, perdeu com Souza, Gaúcho (Luciano Melado), Rau, Eduardo e Adriano; Odair, Marquinhos e Darley; Vivinho, Mirandinha (Zé Raimundo) e Serrinha. Dacildo Mourão foi o árbitro da partida. Ao final do jogo, Paulo Adriano levantou o troféu, já que o capitão Ricardo Lima estava suspenso. Na matéria acima, vemos também o atacante Piti, que foi bastante útil naquela campanha. Sem dúvida alguma, um jogo marcante na gloriosa história coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão.

ANIVERSÁRIO DA FINAL INÉDITA DE TURNO CONTRA O ITAPIPOCA

Confira o vídeo acima. É da época que o Itapipoca surpreendeu a todos no campeonato cearense de 1994 e chegou à final do 1º turno, justamente no ano em que estreava na divisão de elite da competição. O time da terra dos três climas enfrentou a famosa equipe do Ferroviário que ficou conhecida como a “Máquina Coral” e, após um empate em 2×2 no Perilo Teixeira, o Tubarão da Barra fez 4×0 no Castelão, conquistando o turno. As imagens recuperadas das duas partidas são da TV Verdes Mares e da extinta TV Manchete. Os dois jogos ficaram marcados pelo ineditismo, mas também em razão do dilúvio que abateu a cidade de Fortaleza no domingo do segundo jogo. Antes, na quarta-feira, dia 11 de maio, o ídolo Batistinha fez os dois gols do Ferrão, enquanto Bareta e Carlinhos marcaram para o adversário. Confira as escalações daquele jogo: Luís Sérgio, Caetano (Edgar), Batista, Haroldo (Edinho) e Branco; Lima, Nasa, Acássio e Basílio; Cícero Ramalho e Batistinha foi o time coral. O Itapipoca jogou com Jorge Luiz, Euritônio, Ernande, Martônio e Carlinhos; Juvemar, Henrique (Bocar) e Marinho; Roquinho (Samuel), Bareta e Júnior Umirim. Foi um jogo tenso, o Ferrão fez 1×0, porém sofreu a virada na etapa final quando ficou só com dez jogadores em campo, já que o craque Acássio foi expulso. Aí apareceu Batistinha empatando o jogo no momento em que tudo apontava para a vitória do time da casa.

Batistinha: o cara

No segundo jogo, dia 15 de maio, diante de 6.982 pagantes em dia de chuva torrencial desde a madrugada daquele domingo, o técnico José Dultra escalou o Ferrão com o futebol de Luís Sérgio, Nasa, Batista, Santos e Branco; Lima, Edgar, Eron e Basílio; Cícero Ramalho (Rodinei) e Batistinha (Edinho). O Itapipoca, treinado pelo ex-coral José Oliveira, perdeu com Jorge Luiz, Euritônio, Ernande, Cláudio e Carlinhos; Juvemar, Henrique (Roquinho) e Marinho (Samuel); Bareta, Júnior das Arábias e Júnior Umirim. Se no primeiro jogo da decisão, Batistinha foi o melhor em campo, o lateral esquerdo Branco foi considerado o grande destaque na segunda partida, não apenas pelos dois gols que marcou, mas pela grande desenvoltura nos noventa minutos. Nasa também marcou um gol. O outro tento do jogo foi contra, marcado pelo zagueiro do Itapipoca. O Ferrão comemorou bastante a vitória, conquistada de forma massacrante ainda no primeiro tempo. O título do 1º turno foi bastante comemorado, pois garantia o time coral na final do campeonato, conquistado de forma retumbante no final do ano numa decisão contra o Ceará. Ainda no vídeo, podemos matar as saudades de Zé Limeira, presente aos estúdios da TV Manchete para comemorar a conquista coral ao lado do apresentador Sebastião Belmino.

DEFESA MILAGROSA DE CLEMER E GOL DE PÊNALTI NO ÚLTIMO MINUTO

O vídeo acima é um primor. Mostra o apronto coral para enfrentar o Ceará no campeonato cearense de 1993 sob o comando de Lula Pereira e, depois, os melhores momentos da vitória do Ferrão por 1×0, gol de Basílio, cobrando pênalti no último minuto da partida. Nunca é demais lembrar que, meses antes, o adversário bateu o time coral por 9×1 e o Tubarão da Barra teve que ser totalmente reconstruído dentro da competição com a chegada de Clóvis Dias como novo presidente. Destaque para uma defesa milagrosa do goleiro Clemer após arremate forte de Sérgio Alves, lance em que a torcida do Ceará gritou gol na hora do chute e foi obrigada a ver a bola nas mãos do arqueiro coral. Depois, o craque Acássio fez boa jogada pelo lado direito e sofreu o pênalti marcado pelo árbitro Dacildo Mourão. Basílio, ex-jogador do próprio Ceará, cobrou e fez o gol da vitória coral. Naquele domingo, o Ferrão jogou com Clemer, Itamar, Róbson, Batista e Branco; Reginaldo Souza (Paulo Adriano), Ronaldo Salviano, Acássio e Basílio; Batistinha e Márcio (Lima). O alvinegro, do falecido técnico Mário Juliato, perdeu com Ferreira, Jaime, Vitor Hugo, Biluca e Júnior Guimarães; Aírton (Júnior Piripiri), Mastrillo e Osmar; Ney (Mirandinha), Ronaldo e Sérgio Alves. A vitória foi ainda mais valorizada porque o Ferroviário estava com apenas dez jogadores após a expulsão do lateral Branco. Sete dos jogadores em campo nesse jogo estiveram no elenco histórico do bicampeonato estadual 1994/1995: Batista, Branco, Paulo Adriano, Acássio, Basílio, Lima e Batistinha. O goleiro Clemer foi o que alçou vôos mais altos, defendendo Remo/PA, Goiás/GO, Portuguesa/SP, Flamengo/RJ e Internacional/RS na sequência de sua vitoriosa carreira. As imagens são da TV Verdes Mares com reportagem de Victor Hannover e narração de Ivan Bezerra.

A ÚLTIMA VEZ QUE FERROVIÁRIO E AMÉRICA JOGARAM NA 1ª DIVISÃO

Faz tempo e pouca gente lembra. O América, campeão cearense de 1966, há muitos anos deixou de frequentar a primeira divisão do futebol alencarino. A última vez que o Ferrão nela enfrentou a tradicional equipe da Av. Dom Manuel foi em 10/06/1997 e você pode conferir acima os gols da partida em mais um raro resgate do Almanaque do Ferrão com imagens da TV Verdes Mares. Depois desse confronto, os dois só jogaram 7 vezes até a presente data, sendo quatro amistosos, uma partida válida pela Taça Fares Lopes de 2013 e dois jogos pela segunda divisão cearense na fatídica temporada de 2015, quando o time coral terminou vergonhosamente na sexta colocação geral e o América foi um dos rebaixados. Nessa partida de 1997, último ano do vitorioso presidente Clóvis Dias à frente das rédeas corais, o Tubarão da Barra era treinado pelo carismático César Moraes e formou com o futebol de Naílton, Biriba, Aldo, Dedé e Branco; Dino (Basílio), Paulo Adriano, Eliézer e Otávio (Marcelo); Nílton e Silvas (Wellington). O América  foi goleado com Parreira, Expedito, Marcelo, Roberto e Cleiton; Carneiro, João Climarques e Luciano Melado (Miúdo); Amaral (Júnior), Batista e Daírton (Messias). Um diminuto público de apenas 344 pagantes viu a última partida entre ambos na primeira divisão cearense. O meia Eliézer, ex-Fortaleza, anotou dois gols, enquanto Otávio e Nílton completaram o placar. Batista descontou para o América em jogo arbitrado por Márcio Torres no Estádio Presidente Vargas. Antes do fim daquele mês, César Moraes deixava o comando técnico coral e era substituído pelo catarinense Luiz Carlos Cruz, que pela primeira vez trabalhava no futebol cearense.

AGAMENON DA FROTA LEITÃO, DINDÔ, DJALMA LINHARES E JORGE VERAS

A temporada de 1992 foi muito boa para o ídolo coral Jorge Veras. Foi nessa época que ele entrou para a galeria dos legendários do Ferroviário, já que pela primeira vez na história, o clube teve um artilheiro principal em uma das divisões do campeonato brasileiro. A matéria acima ilustra parte daquele momento. Nela, é possível ver a cobertura da TV Verdes Mares na semana que antecedeu a estreia coral na competição, com imagens do saudoso Agamenon da Frota Leitão, diretor jurídico na ocasião, assim como do técnico Djalma Linhares e do atacante Dindô, além de Jorge Veras, que já veterano, voltava a defender a camisa da equipe que o consagrou no futebol cearense entre os anos de 1982 e 1984. A estreia coral foi contra o Auto Esporte/PB, no Elzir Cabral, vitória por 1×0 e, em seguida, as imagens mostram alguns gols da derrota coral por 4×2, em Alagoas, para o CRB. Dois jogos e três gols de Jorge Veras, que assinalou 9 tentos na Série C nacional daquele ano. Vale a pena reparar bem nas imagens. Nelas, o também ídolo Coca Cola aparece, sem camisa, como auxiliar técnico do clube, no exato momento da fala de Agamenon da Frota Leitão.

ENTREVISTAS E DOIS JOGOS DECISIVOS CONTRA O CEARÁ EM 1994

O vídeo acima traz dois jogos decisivos contra o Ceará realizados no intervalo de uma semana na reta final do campeonato cearense de 1994. No dia 27 de novembro, vitória coral por 2×0 em cima do alvinegro e título do 3º turno para o time coral, com gols de Ricardo Lima e Batistinha, este último eternizado na narração lendária de Vilar Marques, sempre lembrada pela torcida do Ferrão. Após os melhores momentos do jogo, confira no vídeo uma entrevista com o volante Lima na TV Verdes Mares, além da cobertura da extinta TV Manchete, com os comentários de Sérgio Redes e entrevistas com o lateral esquerdo Branco, Lima novamente e o treinador César Moraes. O material apresenta também os comentários de Wilton Bezerra na TVC, emissora afiliada à TV Cultura no Ceará. Por fim, os melhores momentos do jogo do dia 4 de dezembro, onde os dois times empataram em 0x0 e o Ferrão conquistou o título de campeão cearense, já abordado aqui no blog com áudios raros da época em postagem anterior. Destaque também para uma defesa sensacional do goleiro Roberval após cobrança de falta do alvinegro, no segundo tempo do jogo, quando só a vitória interessava para o Ceará, além de uma carraca de gols perdidos pelo ataque coral. Recordar é viver. Deleite-se acima com dois grandes jogos envolvendo a Máquina Coral, como ficou conhecido o time que foi bicampeão estadual em 1994 e 1995.