FOTOGRAFIA DOS JOGADORES QUE BATERAM O FLUMINENSE EM 1949

Ferrão em 1º de Janeiro de 1949 contra o Fluminense do Rio de Janeiro: Vicente Trajano, Toinho II, Nozinho, Manoelzinho, Benedito, Zé Dias, Manuel de Ferro, Purunga, Arrupiado, Pipi e Decolher

Lembra do histórico jogo do Ferroviário contra o Fluminense/RJ realizado no primeiro dia de 1949? Trata-se de uma das vitórias mais emblemáticas da história coral, que já mereceu postagem especial aqui no blog. A fotografia acima pertence ao Arquivo Nirez e apresenta a onzena principal que começou a partida contra o tricolor carioca. O resultado improvável com vitória parcial para o time coral pegou a todos de surpresa e, no intervalo do jogo, quando a notícia que o Ferroviário estava batendo a equipe pó de arroz se espalhou, muitas pessoas saíram de suas casas, nas redondezas do Presidente Vargas, para tentar acompanhar a etapa final. O placar final apontou 2×0 para o famoso “Clube das Temporadas“. A imagem em destaque apresenta jogadores históricos do Ferroviário, entre eles o atacante Decolher, que se chamava José Paulo da Silva, e que quatro anos depois desse famoso jogo acabou tendo uma morte trágica, afogado, ao cair numa cacimba durante uma crise de epilepsia. Decolher tinha apenas 30 anos de idade.

PELÉ FOI ADVERSÁRIO CORAL POR DUAS VEZES EM NOVE MESES

Matéria do Correio do Ceará em novembro de 1967 após a vitória por 5×0 do Santos do PV

Morreu o Rei do Futebol. Pelé faleceu ontem em São Paulo, aos 82 anos de idade. O melhor jogador do mundo enfrentou equipes cearenses em nove oportunidades e duas delas foram contra o Ferroviário. A primeira vez aconteceu no dia 7 de novembro de 1967, no PV. Na ocasião, o Santos/SP enfiou 5×0 no placar com gols de Silva (2), Zito, Coutinho e Pelé. A matéria do Correio do Ceará qualificou o gol de Pelé como algo que ficaria na memória dos torcedores por muito tempo, dada a plástica da tabelinha com Coutinho. Aquele foi o único gol do maior jogador do mundo em cima do Ferrão, que formou naquele dia com o futebol de Miltão (Pedrinho), Veto (Vadinho), Luiz Paes, Gomes e Carlindo (Barbosa); Edmar e Coca Cola; Ademir, Marcos do Boi (Peu), Facó (Paraíba) e Alísio (Piçarra). Comandado por Antonino, a equipe santista venceu com Laércio, Carlos Alberto Torres (Turcão), Joel (Osvaldo), Orlando e Geraldinho; Zito (Negreiros) e Lima; Orlandinho (Edu), Silva (Coutinho), Pelé e Abel. Coube a João Batista dos Santos arbitrar o amistoso, que lotou o Presidente Vargas. Esse jogo já mereceu postagem anterior aqui no blog, inclusive com uma fotografia da equipe que enfrentou Pelé. O que pouca gente poderia prever na ocasião é que uma segunda partida entre as duas equipes aconteceria em menos de um ano. Após a brilhante conquista do título invicto de 1968, a diretoria coral empreendeu uma grande campanha na imprensa esportiva e bancou o cachê da famosa equipe paulista para voltar a jogar em Fortaleza a fim de entregar a faixa aos campeões.

Matéria do Correio do Ceará anunciando o Santos completo para entregar as faixas aos campeões

No domingo, dia 4 de agosto de 1968, o PV novamente ficou pequeno com o público cearense pagando ingresso para ver o Santos de Pelé entregar as faixas ao Ferrão. O amistoso foi arbitrado dessa vez pelo paulista Manuel Joaquim Ramos e novamente o Tubarão da Barra tinha Ivonísio Mosca de Carvalho como treinador. Ele formou o Ferrão com o futebol de Douglas (Cavalheiro), Wellington, Luiz Paes, Gomes e Barbosa; Edmar e Coca Cola; Mano (Deim), Lucinho (Raimundinho), Ademir (João Carlos) e Sanêga (Paraíba). Já o Santos jogou com Cláudio (Gilmar), Wilson, Ramos Delgado, Joel e Turcão; Clodoaldo e Lima; Amauri (Manoel Maria), Douglas, Pelé (Vernek) e Pepe. Novamente, o consagrado Antonino era o técnico santista. Pepe perdeu um pênalti no 1º tempo, mas esse não foi o fato principal do jogo. A partida consagrou o zagueiro Luiz Paes que fez uma grande atuação no empate em 0x0 e, como já publicado aqui no blog, por muito pouco ele não ficou com a camisa de um generoso Pelé. Além desse fato, o legendário Coca Cola aplicou um “chapéu” no maior jogador do mundo, o que lhe valeu os parabéns do Rei do Futebol dentro do gramado, logo após a bela jogada. Realizadas dentro do intervalo de nove meses, essas foram as duas únicas vezes que a torcida coral teve a chance de ver Edson Arantes do Nascimento em campo contra o Ferroviário. Ontem, Edson se foi para a eternidade, porém o mito Pelé continuará vivo entre os futebolistas e nas lembranças nos estádios.

REGISTRO DA ONZENA QUE ENTROU EM CAMPO CONTRA TIME URUGUAIO

Ferroviário Atlético Clube em 1957 contra o Wanderers do Uruguai – Em pé: Macaco, Pacoti, Zé de Melo, Aldo e Fernando; Agachados: Renato, Macaúba, Eudócio, Manoelzinho, Jairo e Nozinho

O jogo histórico contra o Montevideo Wanderers mereceu uma postagem especial aqui no blog anos atrás. Diretamente do Arquivo Nirez, o registro de hoje mostra a onzena que começou a partida, formada por jogadores históricos do Ferrão, mas também por um atleta de outra equipe especialmente cedido para a ocasião, algo comum no futebol daquela época. Além dos recordistas Manoelzinho e Macaco, o maior em número de jogos e o maior em número de gols na história respectivamente, é possível vermos o eterno ídolo Pacoti, falecido no ano passado. Vemos também o implacável Zé de Melo, primeiro jogador da nossa história a vestir a camisa da seleção brasileira. Aldo, Fernando e Eudócio também são nomes lendários da história do Ferroviário. O goleiro Jairo na imagem pertencia ao Calouros do Ar e foi cedido ao Ferrão em algumas partidas amistosas naquela década. Nessa partida contra a equipe uruguaia, ele ganhou a vaga de Valdir, Juju e Sieta, arqueiros do elenco coral nas disputas do Campeonato Cearense de 1957. O amistoso contra o Wanderers terminou 0x0 e o Ferrão foi bastante elogiado pela atuação. Vivia-se o auge do chamado “Clube das Temporadas“, período em que o time coral sempre se dava bem nos jogos contra times importantes que excursionavam na cidade de Fortaleza.

FOTO CURIOSA COM ELENCO CORAL VESTINDO AGASALHO NO PV

Ferroviário em amistoso contra o América/RN em 1978. Em pé: Gilberto, Marcos, Júlio, Arimatéia, Lúcio Sabiá, Ricardo Fogueira, Cândido, Edmundo e Paulo Maurício; Agachados: Louro (Massagista), Luizinho, Jacinto, Paulo César, Doca, Manuelzinho, Jodecir, Jorge Bonga, Babá e Chico Alves

O registro acima é de uma raridade peculiar. Ele mostra o elenco coral de 1978 vestido, no PV, com um curioso agasalho vermelho. O Ferrão era o campeão do 1º turno do Campeonato Cearense de 1978 e recebia o América/RN para um amistoso comemorativo. O treinador Lucídio Pontes relacionou os atletas que aparecem na imagem do dia 13 de setembro, agora colorizada depois de tantos anos. Um público de 3.360 pagantes compareceu à tradicional praça esportiva no bairro do Benfica. O Tubarão da Barra ganhou o jogo por 4×2, com dois gols de Babá e dois gols de Jacinto. Aloísio Guerreiro marcou para a equipe potiguar, também com dois gols. O Ferrão venceu com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá (Júlio), Arimatéia e Ricardo Fogueira (Cândido); Jodecir, Doca (Jorge Bonga) e Jacinto; Marcos (Chico Alves), Paulo César (Luizinho) e Babá. O América/RN perdeu com Cícero, Ivan, Joel Santana, Joel Copacabana e Sérgio; Ubirani, Dotto (David) e Marinho; Ronaldo Cruz, Aloísio Guerreiro e Erasmo (Ronaldo Alves). A forte equipe potiguar chegou a fazer 2×0 no placar, mas tomou a virada. Como era um amistoso, o Ferroviário processou cinco substituições, o que é normal no futebol atual, porém na época apenas duas alterações eram permitidas nos jogos oficiais. No América/RN, o goleiro Cícero foi campeão pelo Ferrão no ano seguinte. Na zaga potiguar, o ex-coral Joel Copacabana jogava ao lado de Joel Santana, que transformou-se depois num vitorioso treinador do futebol brasileiro.

O FERRÃO DE DOIS AMISTOSOS HISTÓRICOS CONTRA O SÃO PAULO

Ferroviário em janeiro de 1958 – Em pé: Antônio Limoeiro, Jaime, Nozinho, Manoelzinho, Macaúba e Eudócio; Agachados: Durval Cunha (Treinador), Macaco, Pacoti, Doca, Kitt e Zé de Melo

Em janeiro de 1958, o futebol cearense aguardava ansiosamente a excursão do São Paulo/SP por terras alencarinas. No dia 19 daquele mês, o tricolor paulista entrou em campo, no PV, para enfrentar o Ferroviário. A fotografia acima registra a equipe coral que começou a partida, diante de uma multidão presente nas arquibancadas do velho estádio. O ídolo Pacoti atuava pelo Sport/PE e foi cedido por empréstimo somente para esse grande confronto. A mesma coisa ocorreu com o atacante Doca, cedido pelo Usina Ceará. Treinado por Durval Cunha, o Ferroviário tinha nomes como o goleiro Jaime, ex-Botafogo/BA, os famosos Macaúba e Macaco, além do excelente Kitt. O time coral perdia por 2×1 e alcançou o empate no último minuto do jogo através de Pacoti. O craque Zé de Melo havia marcado o primeiro gol. Amaury e Gino assinalaram para a equipe paulista, treinada pelo húngaro Bela Gutman, e que formou com Paulo, De Sordi (Clélio) e Mauro; Sarará, Vitor e Ribeiro; Rubino, Amaury, Gino, Canhoteiro e Maurinho (Celso). O gol de empate no final do jogo motivou o São Paulo a pedir uma revanche e ela aconteceu quatro dias depois mediante grande expectativa na cidade. A nova partida reservaria momentos de violência, agressões, prisão e muito confusão no PV, mas isso é assunto para uma futura postagem.

DANILO E VÁLBER: DOIS IRMÃOS QUE JOGARAM JUNTOS NO FERRÃO

Recorte da seção “Museu da Chuteira” enviada para publicação por um torcedor do Ferroviário

Vários irmãos chegaram ao time profissional do Ferroviário. Na lembrança do torcedor mais jovem, os gêmeos Dedé e Danúbio foram o caso mais recente. Na década de 1970, os irmãos Danilo e Válber vestiram a camisa coral. Nascido em 1956, o meio campista Válber fez sua primeira partida pelo time profissional em 1975. Seu irmão Danilo, nascido em 1953, chegou à equipe principal dois anos antes e teve uma carreira mais duradoura no futebol e no próprio Ferroviário. Fez 124 jogos com a camisa do Tubarão da Barra entre 1973 e 1977. Por sua vez, Válber figurou em apenas 6 partidas do profissional entre 1975 e 1976. Danilo virou “Danilo Baratinha” e chegou a jogar em vários outros clubes no decorrer de sua carreira, como Ceará, Fortaleza e Guarani de Campinas. Certa vez, mais precisamente no dia 1 de Novembro de 1975, Válber chegou a substituir Danilo no decorrer de um amistoso do Ferroviário contra a Seleção Sindical, no Elzir Cabral. Mais de duas décadas depois desse fato, já como treinador de futebol, Danilo por muito pouco não foi tricampeão estadual pelo Ferrão, em 1996. Acima, confira uma resenha sobre os dois irmãos, publicada num jornal cearense do passado. Em pleno 2022, Danilo é um colaborador efetivo das categorias de base do clube na região da Barra do Ceará.

REGISTRO DO CARRO DE BOMBEIROS NA CARREATA DO TÍTULO DE 1988

Imagem dos Arquivos Ferroviários Camocim Ribeiro com jogadores corais no carro dos bombeiros

O registro fotográfico acima foi tirado na manhã do dia 18 de setembro de 1988. Naquele domingo pela manhã, o Ferroviário Atlético Clube comemorou o título de campeão cearense daquele ano numa carreata pelas ruas da cidade. Boa parte do elenco coral subiu no carro do Corpo de Bombeiros e desfilou com o troféu pela capital cearense. Na imagem acima, é possível identificar o terceiro goleiro Júnior Lemos, segurando a taça e o polivalente Edson, sentado. Atrás, o goleiro reserva Osvaldo aparece de perfil. Posteriormente, outros jogadores subiram no carro, entre eles os ídolos Arnaldo, Mazinho Loyola e Marcelo Veiga. A comemoração coral durou o domingo inteiro, com direito a festa no Clube de Regatas da Barra do Ceará, ao meio-dia, e terminou com um amistoso de entrega de faixas, contra o Ceará, à tarde, no Estádio Presidente Vargas. O Tubarão da Barra bateu o alvinegro por 2×1, com gols de Wiltinho e Beto Andrade para o time coral, descontando Basílio para o Ceará. Dos atletas titulares no jogo decisivo contra o Fortaleza, os zagueiros Arimateia e Juarez, o goleiro Robinson e os meias Alves e Jacinto não atuaram no jogo festivo.

FERRÃO NO ROMEIRÃO EM MAIS UMA CIRCUNSTÂNCIA HISTÓRICA

Estádio Romeirão no ano da inauguração em foto do acervo de Renato Casimiro e Daniel Walker

Quando o velho Estádio Romeirão foi inaugurado em maio de 1970, o celebrado time do Cruzeiro/MG foi o convidado para duas partidas amistosas, uma contra o Fortaleza e outra contra o Ferroviário. Após vencer o Tricolor do Pici por 3×0 no primeiro embate, o famoso time mineiro repetiu o placar no dia seguinte contra o Tubarão da Barra. Com gols de Gilberto, duas vezes, e Rodrigues, a equipe comandada por Gerson Santos venceu o Ferrão com o futebol de Raul (Nêgo), Lauro (Pedro Paulo), Mário Tito, Darcy Menezes (Morais) e Vanderley (Neco); Toninho e Spencer; Natal (Gil), Gilberto, Evaldo (João Ribeiro) e Rodrigues (Ademir). O Ferroviário perdeu no jogo festivo de inauguração do Romeirão com Neném (Jairo), Esteves, Hamilton Ayres, Gomes e Louro; Simplício e Edmar (Simão); Zezinho (Wilson), Amilton Melo, Paulo Velozo e Alísio (Eldo). O técnico coral era o ex-jogador Fernando Cônsul. Em 2022, exatos 52 anos depois daquele episódio, o destino colocou novamente o time coral na história do velho estádio da terra de Padre Cícero que, após grande reforma, volta modernizado sob à denominação de Arena Romeirão.

Após um longo período de modernização, a cidade de Juazeiro do Norte agora tem a Arena Romeirão

Com a Arena Castelão irresponsavelmente “privatizada” para servir aos interesses exclusivos de Ceará e Fortaleza, sob às bençãos do Governo do Estado do Ceará e de seus gestores públicos, e ainda com o bucólico estádio municipal Presidente Vargas em fase final de reformas, o Ferrão teve que abrir mão, mais uma vez, de seu mando de campo e ir jogar longe de sua torcida. Com péssimos estádios disponíveis na região metropolitana e com o Elzir Cabral sem iluminação, a opção recaiu em atuar na nova Arena Romeirão. O jogo é contra o ABC de Natal, válido pela segunda rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Apesar da cerimônia de inauguração do novo estádio ter ocorrido recentemente com uma partida indigna de resgatar o mesmo simbolismo verificado em 1970, envolvendo uma seleção montada com jogadores que atuam nos times do Cariri a enfrentarem um combinado de jogadores das equipes Sub-20 e Sub-23 de Ceará e Fortaleza, coube ao destino colocar novamente o Ferroviário na vida de Juazeiro do Norte e do Romeirão. Assim, o time coral realizará contra o ABC o primeiro jogo oficial na nova e bela praça esportiva. Obrigado, Padre Cícero.

FERROVIÁRIO PARA 2022 ATUOU AMISTOSAMENTE EM REDENÇÃO

Ferrão na cidade de Redenção – Em pé: Jonathan, Madson, André Baumer, Diney, Emerson Souza e Edson Cariús. Agachados: Mauri, Valderrama, Gabriel Silva, Marquinho Carioca e Clisman

Eis o Ferroviário Atlético Clube que se prepara para a Temporada 2022. Essa onzena coral entrou em campo durante a semana para inaugurar o novo estádio de Redenção, que estranhamente mudou de nome para Vereador Juvenal do Vale. O adversário foi a equipe Sub-20 do Fortaleza. Redenção é conhecida na história como a primeira cidade que libertou os escravos no Brasil, quatro anos anos da assinatura da Lei Áurea por parte da Princesa Isabel. Essa foi apenas a segunda vez que o Tubarão da Barra se apresentou na histórica cidade. A primeira, em junho de 2000, quando aquela mesma praça esportiva levava o nome de Estádio Otacílio de Azevedo, o Ferrão empatou em 0x0 com o selecionado local, exatamente o mesmo placar do amistoso dessa semana. Esperamos e desejamos uma grande temporada em 2022. De preferência, com um número de gols muito superior ao retrospecto histórico já apresentado em Redenção, onde definitivamente o time coral infelizmente nunca marcou gols.

O FERROVIÁRIO QUE ENFRENTOU O REI PELÉ PELA PRIMEIRA VEZ

Confira o retrato acima. Em pé: goleiro Pedrinho, Gomes, Luiz Paes, Veto, Carlindo, Edmar e o também goleiro Miltão. Agachados estão Marcos do Boi, Ademir, Facó, Coca Cola e Alísio. O registro aconteceu no dia 5 de novembro de 1967, quando o time coral empatou em 0x0 com um time misto que reunia atletas de Ceará e Fortaleza. O objetivo era preparar a equipe que dois dias depois enfrentaria o Santos de Pelé. Era comum as equipes cearenses se reforçarem quando encaravam times importantes do futebol brasileiro. Foi por isso que Pedrinho, Carlindo e Marcos do Boi aparecem com a camisa coral nessa fotografia de 1967. O primeiro, pernambucano nascido em Olinda, foi cedido pelo Fortaleza e os outros dois pelo Ceará. O amistoso no PV contra o time da Vila Belmiro terminou 5×0. Pelé anotou um gol. O time que começou o jogo foi exatamente a onzena da foto, com o goleiro Miltão de titular. No decorrer da partida, o técnico Ivonísio Mosca de Carvalho processou algumas alterações e a equipe coral formou com o futebol de Miltão (Pedrinho), Veto (Vadinho), Luiz Paes, Gomes e Carlindo (Barbosa); Coca Cola e Edmar; Ademir, Marcos do Boi (Peu), Facó (Paraíba) e Alísio (Piçarra). No ano seguinte, os dois times se enfrentaram novamente e, dessa vez, a zaga coral conseguiu parar o Rei Pelé num jogo histórico. Dessa equipe, Ademir e Coca Cola chegaram a jogar em Portugal. O primeiro, atacante pernambucano de Recife, construiu uma longa carreira de onze temporadas em terras lusitanas e conquistou a cidadania portuguesa. Ambos já são falecidos.