AMISTOSO PARA QUITAR A CONTRATAÇÃO DE UM NOVO GOLEIRO

Chegada de Ubirajara

Aconteceu em junho de 1976. O experiente goleiro Ubirajara foi contratado pelo Ferroviário para as disputas do campeonato cearense daquele ano. Carioca de nascimento, Ubirajara Dias Ribeiro tinha 29 anos quando desembarcou na Barra do Ceará, trazendo na bagagem boas passagens pela Portuguesa/RJ, Moto Clube/MA, e Paysandu/PA. Ele vinha do América de Natal, onde em quatro temporadas, o novo arqueiro coral virou ídolo por ter sido bicampeão potiguar e disputado três campeonatos nacionais. Há exatos 44 anos, o Ferrão foi até a capital potiguar para realizar um amistoso como parte do pagamento pela liberação do arqueiro. O jogo, realizado no antigo Castelão, terminou 1×1, com gols de Oliveira para o Ferrão e David para o América. Treinado por César Moraes, o time coral jogou com Ubirajara, César, Pogito, Arimatéia e Ivanildo; Jodecir e Aucélio; Vanderley, Erandy (Pinto), Lula e Fernando Canguru (Oliveira). A equipe potiguar jogou com Batista (Otávio), Ivan, Alberto, Queiro e Telino (Olímpio); Garopa (Romualdo) e Washington; David, Zeca, Pedrão e Ivonildo. O Ferrão poderia ter saído com a vitória, mas o árbitro Luís Meireles anulou um gol do garoto Vanderley no segundo tempo. Ao todo, o goleiro Ubirajara fez apenas sete jogos defendendo a meta coral, isso porque o Ferroviário foi eliminado precocemente do campeonato de 1976 e seu contrato foi rescindido. Depois do Ferrão, o experiente arqueiro seguiu sua carreira até meados dos anos 1980, passando ainda por clubes como Fluminense/BA, Mixto/MT, Goiás e Vila Nova/GO.

RARIDADE EM VÍDEO E FOTOGRAFIA NA RETOMADA DO ESTADUAL DE 1991

Pouca gente lembra, mas o 1º turno do campeonato cearense de 1991 foi disputado entre agosto e dezembro de 1990. Quando o ano novo começou, o calendário da CBF inverteu o campeonato brasileiro para o primeiro semestre e, somente em junho, o campeonato estadual foi retomado em seu 2º turno, Acima, resgatamos o vídeo que mostra os preparativos do Ferroviário para essa retomada. O time coral tinha alguns reforços, entre eles, o goleiro Banana, o lateral esquerdo Valdemir, o ponta Paulinho Piauí e o centroavante Frank, ex-seleção brasileira Sub-20 e que tinha defendido o Fortaleza entre 1987 e 1988. No vídeo recuperado, é possível ver as entrevistas com o treinador Djalma Linhares e também com os jogadores Valdecy, Evilásio, Valdemir e o próprio Frank, que marcou o gol contra o Ceará, no reinício da competição em junho. Uma semana antes, o Ferrão fez uma excursão pelo interior do estado, passando por Juazeiro do Norte e Brejo Santo, de onde foi tirada a fotografia abaixo, com a formação base daquele período, exatamente o mesmo time que entrou em campo contra o Ceará. O campeonato teve quatro turnos no total e o Ferrão terminou em terceiro lugar.

Ferroviário em 1991 atuando em Brejo Santo – Em pé: Jaime, Toninho Barrote, Valdecy, Valdemir, Guará e Evilásio; Agachados: Paulinho Piauí, Júnior Piripiri, Frank, Basílio e Cantareli

LEGENDÁRIO ARTILHEIRO PAULO CÉSAR FAZIA SUA ESTREIA HÁ 42 ANOS

Artilheiro Paulo César estreava pelo Ferroviário e marcava três gols num 20 de junho como hoje

Foi num 20 de junho como hoje, só que em 1978. Há exatos 42 anos, estreava com a camisa do Ferroviário, um dos maiores goleadores de sua história, o pernambucano Paulo César, contratado junto ao Moto Clube/MA. O primeiro jogo do artilheiro com a camisa coral ocorreu contra o extinto Ferroviário no Maranhão, num amistoso realizado no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Logo em seu primeiro jogo, ele marcou três gols na goleada de 4×0 em cima do adversário homônimo. O placar foi completado pelo atacante Luizinho, o peito de aço. Treinado por Nojosa, o Ferrão jogou com Paulinho (Giordano), Jorge Henrique, Júlio, Cândido e Ayala; Jodecir, Doca e Jacinto; Manuelzinho (Sérgio Luís), Paulo César (Tadeu) e Jeová (Babá)(Luizinho). Trazido do Maranhão por conta dos vínculos da equipe com a RRFSA, o Ferroviário de lá, treinado por Baezinho, jogou com Maciel, Ivan, Alcimar, Reginaldo e Luisinho (Dicol); Jorge Santos, Riba e Gojobinha (Zenon); Zequinha, Mendes e Pelé. Pouco dias antes do amistoso que apresentou o legendário Paulo César, o Ferrão comemorou a conquista do título da Taça Waldemar Alcântara, uma espécie de Taça Fares Lopes da época. A partir de sua estreia, Paulo César participou de 137 jogos e marcou 88 gols.

ENTREVISTAS EM AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO PARA O CERTAME DE 1988

O vídeo acima é mais uma raridade resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Ele mostra a cobertura da TV Verdes Mares em torno de dois amistosos preparatórios do Ferroviário para o campeonato cearense de 1988. O primeiro foi contra o Barcelona do Quintino Cunha e o segundo contra o Leão das Tintas, ambos realizados no Elzir Cabral. Além de lances dos jogos, a gravação traz uma série de nomes recém contratados para o Tubarão da Barra e que foram importantes durante aquela temporada vitoriosa, ficando para sempre na história do clube. Aproveite e mate a saudade do treinador José Oliveira e do dirigente Vicente Monteiro, que anuncia no vídeo, em primeira mão, a contratação do excelente volante Toninho Barrote, além de entrevistas em campo com os jogadores Djalma, Arnaldo, Marcelo Veiga, Da Silva, Carlos Antônio, Alves e até do centroavante Roberto Granada, que acabou não ficando no elenco coral. A gravação desse material ocorreu nos dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro, respectivamente. A ficha técnica desses amistosos, você encontra na publicação impressa do Almanaque do Ferrão. Destaque também no vídeo para a opinião dos torcedores ouvidos!

EX-GOLEIRO CORAL SOFREU SÉRIA CONTUSÃO HÁ EXATOS 40 ANOS

Procópio em 3×4

O amazonense José das Graças Procópio da Silveira tem seus motivos para não recordar o dia 10 de junho como hoje. Há exatos 40 anos, quando enfrentava o Tiradentes, no PV, o goleiro coral chocou-se com o zagueiro Arimatéia e sofreu uma fratura dupla na mandíbula. Foi o último jogo do veterano Procópio com a camisa coral. Ele começou a carreira em seu estado natal, onde defendeu o Olímpico/AM e o Nacional/AM. Na segunda metade dos anos 1970, Procópio veio para o futebol cearense, defender as cores do Ceará. Chegou ao Ferroviário no início de 1981 para assumir o posto deixado pelo consagrado Ado e brigar pela titularidade com Salvino. Quando fazia sua oitava partida como titular na meta coral, nos jogos do campeonato cearense daquele ano, o arqueiro sofreu a fatídica contusão. Como o Tubarão da Barra já tinha feito as duas substituições permitidas por jogo, o treinador uruguaio Juan Alvarez se viu obrigado a mandar o jovem artilheiro Roberto Cearense atuar como goleiro no restante da partida. Naquela quarta-feira, o time coral atuou com Procópio, Laércio, Paulo César Piauí, Nilo e Maurício; Baltazar, Almir (Sima) e Meinha; Haroldo (Paulo César Cascavel), Roberto Cearense e Paulinho. O Tigre, do treinador Francisco Castro, perdeu com Gilmar, Carlito, Arimatéia, Luís Augusto e Adão; Jodecir, Bosco e Nilsinho; Chico Alves (Eci), Ivan e Eli. Desses, sete jogadores passaram antes pela Barra do Ceará, entre eles o próprio zagueiro Arimatéia, campeão em 1979 e já falecido, que participou do lance que ocasionou o lance infeliz com o goleiro Procópio. Ao todo, foram 10 jogos do arqueiro Procópio com a camisa do Ferrão.

O ESCUDO DE 1940 QUE DESPERTA CURIOSIDADES, DÚVIDAS E PAIXÕES

Uniforme e escudo diferentes do Ferroviário Atlético Clube no campeonato cearense de 1940

Essa foto circulou as redes sociais nos últimos dias por conta da notícia de que o Ferroviário registrou oficialmente sua marca, além do atual escudo e também esse antigo brasão. Apesar de algumas publicações trazerem no passado essa mesma imagem se referindo ao elenco de 1941, o registro se trata verdadeiramente dos jogadores que defenderam o Ferroviário no campeonato cearense de 1940. Portanto, foi no Estadual daquele ano que o clube utilizou o escudo com uma roda de ferro e barras de trilho, simbolizando uma asa. Referido escudo foi utilizado de forma semelhante por outros times de origem ferroviária naquela década, não representando nenhum tipo de criação exclusiva do Ferroviário para aquela temporada. Ele é, inclusive, muito parecido com o símbolo interno presente no escudo do Moto Clube/MA, fundado três anos antes. A imagem da camisa com esse símbolo é nítida e, entre os jogadores, é fácil perceber o craque Zuza, ex-Great Western/PE, que ficou no Ferroviário até o encerramento do campeonato cearense de 1940, que se deu somente no início de 1941. Especificamente em 1941, ele disputou o certame local pelo Ceará. O artilheiro Jombrega é outro que não ficou no time coral para o Estadual daquele ano. Aliás, 1941 é exatamente o ano em que Valdemar Caracas mandou buscar os uniformes do São Paulo/SP diretamente da capital paulista e inaugurou a identidade visual que o Ferroviário mantém até hoje nas cores, no escudo e também muitas vezes no uniforme ao longo dos anos. Essa referência completará 80 anos em 2021 e desperta até hoje curiosidades, dúvidas e paixões. Há quem defenda radicalizar e criar um estilo próprio. Tem que ter muita coragem pra romper com a tradição de oito décadas de uma homenagem proposital promovida pelo principal fundador do clube.

ENTREVISTAS RARAS DENTRO DE CAMPO COM O ABC CORAL DE 1994

Recuperamos o vídeo acima para a posteridade. Trata-se da cobertura da TVC, afiliada da TV Cultura em Fortaleza, mostrando os momentos finais do jogo decisivo contra o Ceará no Castelão em 1994. A narração é de Luciano Vieira de Moraes, que por sinal era irmão do treinador campeão César Moraes. É possível ouvir também na transmissão a voz do comentarista Lima Júnior. Após o apito final do árbitro Dacildo Mourão, a matéria apresenta entrevistas até então desconhecidas da torcida coral, contemplando cinco jogadores ainda dentro de campo: o goleiro Roberval, o craque Acássio, o volante Lima e os atacantes Batistinha e Cícero Ramalho. Na ocasião, o famoso ABC Coral, termo criado em referência às iniciais de Acássio, Batistinha e Cícero Ramalho, terminou justamente apontando os três jogadores que mais fizeram gols na competição, na qual o somatório de tentos assinalados pelo trio registrava mais gols que o elenco inteiro do vice-campeão Ceará. Batistinha foi o principal artilheiro do certame com 21 gols, Acássio com 18 gols foi o segundo maior goleador e Cícero Ramalho com 14 gols, o terceiro, totalizando 53 gols para o ABC Coral, que ficou responsável por 67% da artilharia coral no certame. Ao todo, o Tubarão da Barra marcou 79 tentos no campeonato cearense de 1994. Vale o destaque também para a apresentadora do Jornal da TVC, Ana Villa Real, que parabenizou o Ferrão pelo título.

CRÔNICA SOBRE O FERROVIÁRIO NA ESPORTE ILUSTRADO EM 1946

A revista Esporte Ilustrado foi uma importante publicação no Brasil entre 1920 e 1956. Dez anos antes de ser extinta, uma crônica escrita por Índio do Jaguaribe figurou nas páginas da revista versando sobre dois títulos recentes da equipe que representava a Rede de Viação Cearense, a saudosa RVC. Em meio ao texto, o registro fotográfico das formações campeãs do campeonato cearense de 1945 e do Torneio Início de 1946, quando o Ferroviário recebeu a taça que levava o nome do médico, ex-deputado estadual e constituinte Honório Correia Pinto. Na final do Estadual de 1945, a vítima foi o Maguari, que acabou desativando sua equipe de futebol depois da derrota inesperada. Por sua vez, o Fortaleza foi o adversário na final do Torneio Início de 1946. As decisões aconteceram no gramado do PV. Vale a pena conferir a matéria acima e recordar nomes grandiosos dos primórdios da história coral. Muito embora a revista falasse em bicampeonato estadual para o Ferroviário, ele só veio meio século depois.

ALMANAQUE AGORA COM CONTEÚDO EXCLUSIVO TAMBÉM NO INSTAGRAM

Almanaque do Ferrão no Instagram com conteúdo transmídia, unindo-se ao Facebook, livro e blog

Cinco anos depois de inaugurar uma página exclusiva para distribuição de conteúdo no Facebook, o Almanaque do Ferrão chegou no Instagram no último mês de abril. Além da versão impressa lançada em 2013 e do próprio blog com histórias vivas da trajetória coral, a intenção é apostar numa comunicação transmídia através de mais uma rede social e promover ainda mais o processo de transmissão de conteúdos exclusivos ou as próprias linhas de história para o grande público a partir do uso planejado e integrado de múltiplas plataformas de mídia. O procedimento é ao mesmo tempo uma técnica e uma filosofia contemporânea da comunicação e propicia a extensão da marca ´Almanaque do Ferrão`, enriquecendo o ciclo de vida de conteúdos criativos. Aguardamos você agora também no Instagram! É só seguir e curtir as postagens!

NUM 2 DE MARÇO COMO HOJE, FERRÃO APRESENTAVA CAVALHEIRO

Cavalheiro com Joseoly Moreira

Foi no dia 2 de março de 1968. Há 52 anos, o Ferroviário Atlético Clube apresentava no Elzir Cabral, ainda em estágio de construção, o seu novo goleiro para a temporada estadual. Tratava-se de Cavalheiro, ex-arqueiro do Internacional/RS e do Vasco da Gama/RJ, que vinha de uma passagem internacional pelo tradicional Deportivo Lara da Venezuela. Indicado pelo diretor Joseoly Moreira, que o trouxe do Rio de Janeiro, e chancelado pelo ídolo Pacoti, que o conhecia das categorias de base da equipe carioca, o novo guarda-valas do clube estreou num amistoso contra a equipe do Sonda, campeã da segunda divisão cearense. Treinado por Ivonísio Mosca de Carvalho, o Ferrão atuou naquela tarde com o futebol de Edilson José (Cavalheiro), Capturas, Jurandir, Gomes e Barbosa; Coca Cola (João Carlos) e Edmar; Paraíba (Lucinho), Mano, Ademir e Raimundinho. O Sonda jogou com Martini, Cabeleira, Dedé, Azul e Pedro; Luizinho (Zé Maria) e Zé Nilton; Edilson, Eliézer, Adão e Louro. O jogo foi 1×1. O pernambucano Ademir marcou o gol coral. Louro empatou para o Sonda. Aquele grupo coral sagrou-se, ao final da competição, o grande campeão cearense invicto. Cavalheiro reside atualmente no Rio Grande do Sul. Há seis anos, esteve em Fortaleza depois de muitas décadas e reencontrou alguns de seus ex-companheiros numa noite de muita emoção.