GOLS DA FINAL DE 1979 FINALMENTE APARECEM NO YOUTUBE

Onzena que entrou em campo contra o Fortaleza

Faz apenas três dias que os gols do jogo final do campeonato cearense de 1979 caíram no YouTube! As imagens que antes estavam apenas na retina dos torcedores que foram ao Castelão ou que assistiram aos melhores momentos na televisão no dia seguinte, agora estão ao alcance de todos exatamente quarenta anos depois! Na ocasião, o Ferrão fez 3×0 no Fortaleza e comemorou o título estadual. As imagens abaixo, extraídas do programa “Gols do Fantástico“, apresentado por Léo Batista naquele domingo, 16 de setembro de 1979, trazem ainda a volta olímpica dos jogadores corais, além do hino oficial do Ferroviário em sua versão original, um verdadeiro deleite para a memória coral. Treinado por César Moraes, o Ferrão venceu com o futebol de Edmundo, Jorge Luis, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Jorge Henrique; Celso Gavião, Jeová (Jacinto) e Terto; Raulino, Paulo César e Babá (Dedé). Treinado por Martins Monteiro, o Fortaleza jogou com Sérgio Monte, Pepeta, Totô, Levy (Renato) e Geraldo; Batista, Joel Maneca e Da Costa; Osvaldino, Geraldão e Dudé (Paulinho). Foi o jogo 1.710 da história coral, acontecido diante de um público de 11.312 pagantes. Paulo César, artilheiro do campeonato daquele ano, marcou duas vezes e Babá complementou o placar! Assista a raridade abaixo e prepare seu coração para forte emoção!

UM LATERAL E UM ATACANTE EM FOTO QUE A HISTÓRIA NÃO APAGA

Atacante Mazinho Loyola e lateral esquerdo Marcelo Veiga: juntos no Ferrão em 1988 e 2004

Os dois foram campeões pelo Ferroviário em 1988. O da esquerda fez 11 gols e o da direita balançou a rede adversária 7 vezes no campeonato cearense daquele ano, sendo o último simplesmente o gol do título. Mazinho Loyola e Marcelo Veiga em retrato na época da pochete, como se vê. O primeiro saiu do Ferrão para o São Paulo/SP. O segundo foi para o Santos/SP. Mazinho jogou 55 partidas pelo time coral. Marcelo Veiga atuou em 79 jogos. Em 2004, estiveram novamente juntos na Barra do Ceará. Marcelo Veiga foi técnico de Mazinho Loyola que logo depois pendurou as chuteiras. Aquela Série C do Brasileiro de 2004 reuniu os dois novamente no Ferrão depois de longos 16 anos. Além da imagem acima, vale a pena ver as entrevistas no final do vídeo abaixo. Mazinho e Marcelo, então jovens. Hoje com histórias pra contar.

EDSON CARIÚS: ENFIM UM ÍDOLO DEPOIS DE DIFÍCEIS LONGOS ANOS

Artilheiro da Série D do Brasileiro em 2018

O centroavante Edson Cariús conseguiu entrar para a história do Ferroviário no mesmo patamar de nomes como Jorge Veras, Luizinho das Arábias, Paulo César, Pacoti, Batistinha, Roberto Cearense e Robério, para não mencionar também grandes jogadores de outras posições e ressaltar apenas ex-atacantes eternos na memória do clube. A lista é seleta e eterna. Nas últimas duas décadas, parecia que nela nenhum novato fosse mais entrar. Agora, não há dúvidas entre a torcida coral que Cariús está nesse rol. Aos 30 anos de idade e há menos de um ano na Barra do Ceará, ele foi importantíssimo na inédita conquista da Série D do Brasileiro, marcou gols decisivos em jogos complicados, foi artilheiro de competição nacional, levantou três taças com o Ferrão, chamou a atenção do país deixando sua marca duas vezes contra o Corinthians/SP, além de uma série de outros aspectos que definem um ídolo na verdadeira acepção da palavra relacionados a carisma, liderança e, acima de tudo, respeito e carinho sempre que se refere publicamente ao Ferrão e sua torcida. Em tempos onde o vínculo entre atletas e clubes é quase sempre frágil e efêmero, Edson Cariús ensina a todos a real importância de se respeitar contratos e valorizar a palavra empenhada mesmo com o assédio de clubes pelo Brasil afora. Coisa que só os verdadeiros ídolos conseguem cumprir.

Edson Cariús e a medalha de campeão brasileiro

Em apenas 10 meses no clube, Edson Cariús entrou em campo 39 vezes com a camisa coral entre jogos oficiais e amistosos. Foram 36 gols nas partidas, o que dá até a data de hoje uma espetacular média de 0,92 gol por jogo, ultrapassando na história a média de nomes lendários como Luizinho das Arábias, Pepê, Mirandinha, Jombrega, Macaco, Zé de Melo, Robério, Cacau e Acássio, para citar apenas alguns de excelentes índices quando o assunto era enfiar a bola na rede adversária. Jogando contra o Ferrão, Edson Cariús marcou três gols vestindo as camisas do Uniclinic e do Floresta, mas esses a gente faz questão de não lembrar. O que pouca gente sabe é que Edson Cariús poderia ter vestido a camisa coral bem antes. Em dezembro de 2013, ao chegar para treinar o Ferroviário, o técnico cearense Washington Luiz fez a solicitação de três nomes para contratação: o zagueiro Regineldo, o atacante Leilson e o centroavante Edson Cariús, então destaque do Iguatu na segunda divisão cearense. Os dois primeiros foram contratados. Cariús, não. Na ocasião, a presidência do clube preferiu bancar na lista de reforços o nome de dois centroavantes que acabaram não deixando nenhuma memória agradável: o carioca Cláudio Maradona e o maranhense Elson Obina. Cariús perdeu a vaga. Sorte dele que pulou uma fogueira numa das temporadas mais nefastas para o clube e que culminou com um rebaixamento estadual. Anos depois, Cariús chegou na plenitude de um bom momento, mostrando a que veio e caindo nas graças da torcida que o tem como ídolo. E ídolos são eternos pelo que fazem dentro e fora do campo.

MOMENTO DE CRISE QUE ORIGINOU A CONQUISTA DE UM TÍTULO ESTADUAL

Jornal O Povo destacava saída de Célio Pamplona da presidência do Ferroviário em 1979

O Jornal O Povo recordou na semana passada uma matéria de 1979 destacando uma crise interna no Ferroviário que culminou com a saída do presidente Célio Pamplona. O clube vinha de uma boa campanha na temporada anterior, quando quase chegou a vencer um turno, perdendo-o apenas numa memorável disputa de pênaltis com o Fortaleza. Ressalta-se ainda que 1978 é até hoje a temporada que registra a maior média de público nos 85 anos de história do Ferrão. A média foi de 3.974 pagantes por jogo. Por motivos diversos, o presidente Célio Pamplona não permaneceu para 1979 e José Rego Filho assumiu a presidência numa diretoria formada por Ruy do Ceará, Chateaubriand Arrais, entre outros. O resto da história todo mundo sabe. Em setembro daquele ano, o Ferroviário sagrou-se campeão estadual depois de nove anos.

DEPOIS DE 24 ANOS, FERRÃO VOLTA A LEVANTAR UMA TAÇA NO CASTELÃO

Depois de um início complicado em 2019, o Ferroviário engatou duas vitórias no campeonato cearense e levantou a moral na temporada. Domingo passado, o time coral enfrentou o Ceará pela Taça dos Campeões e, mesmo com a folha salarial milionária do adversário, o Ferrão fez 1×0 e voltou a levantar uma taça no Castelão depois de 24 anos. A última vez havia sido em dezembro de 1994. O vídeo acima com as imagens da TV Verdes Mares eterniza mais uma conquista do Tubarão da Barra. Aos 41 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Da Silva, de cabeça, marcou o gol que garantiu mais um troféu para o memorial que está sendo construído na Barra do Ceará. Depois de conquistar um campeonato brasileiro em agosto e uma copa estadual em novembro, esse foi o terceiro título coral em apenas cinco meses. Nada mal para quem vivia um jejum de mais de duas décadas. O momento é coral! E que esse momento seja bem aproveitado para uma consolidação do novo patamar no cenário nacional.

EX-ATACANTE MANO VOLTA AO FERRÃO EM DIA DE MUITA EMOÇÃO

O ex-atacante coral Mano, campeão pelo Ferrão nas temporadas de 1968 e 1970, além de filho do ex-craque Vicente Trajano, que foi um dos maiores atletas que vestiram a camisa do Tubarão da Barra em todos os tempos, esteve na semana passada na Barra do Ceará. A visita foi um pedido do próprio Mano, que vem lutando bravamente contra problemas de saúde. Coube à repórter Cristiane Araújo, uma das colaboradoras aqui do blog, realizar o desejo do ex-ponta direita coral e organizar uma matéria de vinte minutos em seu canal no YouTube. Vale a pena conferir o emocionante material acima, que contou com a participação de ilustres torcedores corais que se deslocaram até a Barra do Ceará especialmente para a homenagem.

Mano entre as feras corais do vitorioso elenco de 1970: Amilton Melo, Paulo Velozo e Alísio

Ao todo, Mano entrou em campo 99 vezes com a camisa do Ferrão e marcou 19 gols. Foram 13 participações do ponta direita em jogos do título invicto de 1968, que completou aniversário de 50 anos em 2018. Na temporada de 1970, Mano participou de 7 jogos na vitoriosa campanha coral ao lado de nomes consagrados como o craque Amilton Melo, o goleador Paulo Velozo e o ponta esquerda Alísio. Além de dois títulos estaduais, o ex-ponta também conquistou uma terceira competição com a camisa do Ferrão, a Taça Estado do Ceará disputada em 1969, quando entrou em 8 jogos e marcou 2 gols. Foram, portanto, três títulos na memorável passagem de Dionísio Muniz Trajano pelo Ferroviário Atlético Clube. Na visita da última semana, ele fez duas doações importantíssimas para o clube: as faixas de campeão estadual de 1968 e de 1970, a primeira inclusive assinada por Pelé, que o enfrentou quando o Santos/SP foi convidado para o jogo comemorativo de entrega de faixas no estádio Presidente Vargas naquele ano. Por ocasião da doação feita diretamente ao presidente Walmir Araújo, Mano teve o privilégio de visitar em primeira mão as obras do futuro memorial de conquistas do Ferrão que está sendo brilhantemente construído pelo departamento de patrimônio do clube e que será inaugurado no começo de 2019. Foram momentos muito marcantes para o ex-atacante coral na visita ao Elzir Cabral. E que sejam eternos na lembrança de Mano, assim como ele é na história do Ferroviário.

FERRÃO GANHA A TAÇA FARES LOPES PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA

Ferroviário Atlético Clube campeão da Taça Fares Lopes de 2018: Siloé, Valdeci, Afonso, André Lima, Jean, Mazinho, Lucas Mendes, Janeudo, Edson Cariús, Gleibson e Leanderson

Exatos três meses depois de quebrar um jejum de 23 anos sem títulos com a conquista monumental e inédita da Série D do campeonato brasileiro, o Ferrão volta a fazer história em 2018 e sagra-se novamente campeão, também de maneira inédita, da Taça Fares Lopes. Em outras palavras, no dia 4 de novembro, o torcedor coral voltou a sorrir como no dia 4 de agosto! Jogando contra o Caucaia no PV e precisando vencer por dois gols de diferença, o Ferrão fez 3×1 no jogo decisivo com gols de Siloé, Edson Cariús e Kel Baiano, este marcando o gol do título aos 41 minutos do segundo tempo. Logo ele, uma espécie de predestinado coral, já que havia jogado somente 19 minutos em toda a competição e, lançado por Marcelo Vilar na finalíssima, entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo para assinalar o gol consagrador exatamente 8 minutos depois, selando seu nome na história coral e nos anais do futebol cearense. Vale a pena conferir os lances do jogo no vídeo abaixo e conferir os golaços do jogo.

Apitado por Avelar Rodrigo e diante de um público de 2.174 pessoas, este foi o jogo de número 3.647 da história do Ferroviário, que atuou com o futebol de Gleibson, Lucas Mendes, Afonso, André Lima (Da Silva) e Jean; Mazinho, Leanderson, Janeudo e Valdeci (Róbson Simplício); Siloé (Kel Baiano) e Edson Cariús, mais uma vez artilheiro de uma competição com a camisa coral, agora com 5 gols na Taça Fares Lopes. O Caucaia, do ex-treinador coral Washington Luiz, jogou com Rafael, Talisson, Luiz Gustavo (Cléo), Olávio e Elves; Lincoln, Diego Silva, Vanderlan e Netinho (Moré); Ciel e Thiaguinho (Tininho). Desses, o meia Cléo, os volantes Lincoln e Diego Silva, além do atacante Moré, jogaram no Ferroviário em temporadas anteriores. Mas o bom da festa da conquista de mais um título coral e da vaga assegurada para a Copa do Brasil de 2019 é a vibração e a emoção dos torcedores e dos jogadores em campo, por isso vale a pena conferir abaixo mais um vídeo da TV Artilheiro com as entrevistas durante a comemoração de mais um campeonato conquistado pelo Ferroviário Atlético Clube.