FERRÃO CONQUISTA A TAÇA FARES LOPES DE FORMA INVICTA

Registro de Lenílson Santos com os atletas corais, legítimos campeões da Taça Fares Lopes 2020

Vinte e cinco anos depois de protagonizarem a final do Campeonato Cearense de 1995, Ferroviário e Icasa voltaram a fazer um jogo decisivo numa competição estadual. Ontem, as duas equipes fizeram a final da Taça Fares Lopes 2020. O Tubarão da Barra levou a melhor e venceu por 1×0, gol de Berguinho. Este foi o segundo título do Ferrão na Fares Lopes, dessa vez conquistado de forma invicta. Em 2018, o time coral venceu o Caucaia no jogo final. Esta foi a quarta taça conquistada pelo time profissional do Ferroviário Atlético Clube desde a quebra de um longo jejum de títulos, que começou com a brilhante conquista, em 2018, da Série D do campeonato brasileiro. Curiosamente, cada uma das quatro conquistas se deu em quatro estádios diferentes. Ontem, o Ferrão utilizou o padrão de camisas lançado no ano passado em homenagem ao famoso uniforme utilizado na década de 1960. Uma outra curiosidade cercou o confronto contra o Icasa. Em 1995, o árbitro da final, no PV, foi Luís Vieira Vila Nova. Ontem, no Domingão, a partida foi arbitrada por César Magalhães. Ex-jogador do próprio Ferroviário no início dos anos 1970, Vila Nova é padrasto de César Magalhães. Treinado por Francisco Diá, o Ferrão campeão formou ontem com Jonathan, Roni, Vitão, Richardson (Yuri) e Emerson; Wesley Dias, Diego Viana, André Mensalão (Caxito) e Berguinho (Madson); Cesinha (Luiz Henrique) e Adilson Bahia (Sousa Tibiri). Já o Icasa jogou com Mauro, Wesley (Zoppi), Regineldo, Max Oliveira (Assisinho) e Mattheus Silva (Talisson); Carlão (Alemão), Lincoln, Esquerdinha e Thiaguinho; Nael e Junior Juazeiro (Romário). Agora, o belíssimo memorial de conquistas do Ferroviário na Barra do Ceará ganhou mais um belo troféu!

JUAREZ, O ZAGUEIRO SANTISTA QUE FOI CAMPEÃO NO FERROVIÁRIO

Ex-zagueiro Juarez vestindo a camisa de treinos do Ferroviário Atlético Clube em 1988 e 1989

Ele foi um dos principais nomes do título estadual de 1988. O zagueiro Juarez, conhecido na intimidade dos familiares e amigos como Guega, ganhou o apelido de “Senegal” em seus tempos de Ferroviário. Sucesso na época da banda Reflexus, a música “Canto para o Senegal” influenciou a alcunha do defensor coral. Tendo iniciado a carreira nas categorias de base do Santos/SP, Juarez vestiu a camisa profissional de equipes como Mixto/MT, Palmeiras/SP e Coritiba. Dois anos antes de vestir o uniforme coral, foi campeão paulista com a Inter de Limeira. Na Barra do Ceará, Juarez fez 41 jogos e marcou 2 gols. O registro acima mostra o ex-zagueiro coral utilizando a camisa de treinos do Ferroviário no final dos anos 1980, trazendo a estampa da famosa marca Pepsi, patrocinadora do time coral naqueles anos. Juarez vinha de uma família composta de jogadores de futebol. Seu irmão Adilson, atacante, jogou no Santos com Pelé, e o zagueiro Osmar, também seu irmão, atuou no Palmeiras e no Sport/PE. Juarez trabalhava em Santos como mecânico numa retífica de motores quando sofreu um acidente de moto e faleceu em 21 de maio de 1997. Para sempre na história!

BODAS DE OURO DA CONQUISTA DO CAMPEONATO CEARENSE DE 1970

Uma das formações na reta final de 1970 – Em pé: Louro, Hamilton Ayres, Gomes, Aloísio Linhares, Eldo e Coca Cola; Agachados: Mano, Paulo Velozo, Amilton Melo, Edmar e Alísio

O ano de 1970 começou cheio de expectativas para o Ferrão. Pela primeira vez, logo em janeiro, o time coral recebia um time de outro estado para uma partida no Elzir Cabral, ainda em fase de construção. O amistoso contra o Alecrim/RN terminou em grande confusão, com brigas dentro de campo, assim que uma legião de torcedores corais invadiram o campo para agredir o árbitro Roberto Kaúla. Antes do fim do mês, o Ferroviário conquistou o título da II Copa Estado do Ceará, iniciada ainda em 1969, numa disputa de pênaltis contra o Ceará que envolveu o duelo Simplício x Gojoba nas cobranças. Além desse amistoso histórico e do primeiro troféu no ano, a direção coral não abria mão do título estadual e realizou contrações importantes para reforçar o time, como o lateral Esteves, os atacantes Zé Luís e Paulo Velozo, além da chegada do craque Amilton Melo, seguramente o maior jogador do futebol cearense da história, que se consagrou a partir daquele momento e durante toda a década de 1970. 

Jornal O Povo há exatos 50 anos

O campeonato cearense começou para o time coral no dia 8 de março e terminou num 7 de outubro como hoje. Foram sete meses de disputas. O Guarany de Sobral talvez tenha montado o seu melhor time em todos os tempos e venceu o 1º turno. No returno, o Ferrão bateu o Fortaleza por 1×0, golaço de peixinho de Paulo Velozo, e ficou com o título. O Ceará levou o 3º turno, ganhando por 3×1 do próprio Ferroviário, e os três vencedores foram realizar o chamado “Super Turno” em três jogos no PV. Na primeira partida do triangular simples, o Tubarão da Barra envolveu o Ceará por completo, com grande atuação do volante Edmar, mas o placar ficou no 0x0. Três dias depois, o próprio Ceará empatou com o Guarany, também em 0x0, o que facilitou a vida dos adversários, já que a decisão do título ficou justamente para o jogo do Ferroviário contra o excelente time sobralense. Com uma foto dos principais jogadores de cada time, o Jornal O Povo amanhecia nas bancas com os dizeres: “Pode surgir hoje o Super-Campeão” e “O grande duelo da peleja decisiva”.

Carnaval da torcida coral no PV

Diante de 13.028 pagantes, os dois times fizeram um jogo polêmico e difícil, em que o primeiro tempo terminou 2×1 para o time coral, gols de Amilton Melo, aproveitando uma rebatida do goleiro Ademir, e Alísio, numa virada com a perna esquerda. Edmilson diminuiu o placar com um gol para o Guarany antes do fim da etapa inicial. No intervalo, a primeira confusão: o reserva Jaldemir foi expulso do banco sobralense ao tentar subornar, com 1000 Cruzeiros, o árbitro Lourálber Monteiro, para que ele marcasse um pênalti para o Guarany. Na etapa final, o juiz ainda expulsou o atacante Wilson do Ferroviário, além de Teco Teco e Valdir pelo lado do adversário. O terceiro gol coral, marcado por Alísio novamente, já saiu no apagar das luzes e causou a invasão dos jogadores reservas na comemoração e, posteriormente, a invasão da torcida coral para comemorar junto com os atletas, num autêntico carnaval em pleno mês de outubro, a partir das 22h30 daquela quarta-feira.

Paulo Velozo: artilheiro

Treinado por Alexandre Nepomuceno, o Ferroviário jogou a finalíssima e foi campeão com Aloísio Linhares, Esteves, Hamilton Ayres, Gomes e Louro (Eldo); Edmar, Simplício e Coca Cola; Amilton Melo (Wilson), Paulo Velozo e Alísio. O Guarany de Sobral, treinado pelo experiente Ivonísio Mosca de Carvalho, perdeu com Ademir, Wellington, Ivan Limeira, Valdir e Barbosa; Teco Teco e Marivaldo; Dedeu (Gilvan)(Zezinho), Carrete, Edmilson e Paraíba. Além do técnico, o Guarany reunia três jogadores campeões invictos pelo próprio Ferroviário apenas dois anos antes: Wellington, Barbosa e Paraíba. O Ferrão, chamado na ocasião pela crônica esportiva e desportistas em geral como “Timão”, teve a defesa menos vazada e o ataque mais positivo do campeonato, consolidando o pernambucano Paulo Velozo como o artilheiro da equipe com 12 gols, seguido de Amilton Melo com 10 tentos. O artilheiro maior do certame foi justamente o ex-coral Paraíba, do Guarany, com 15 gols assinalados. Nas bodas de ouro daquela brilhante conquista, a nossa homenagem aos heróis de 1970!

FOTO RARA DO CAMPEÃO DA TAÇA EVANDRO AYRES DE MOURA EM 1976

Ferrão campeão do Torneio Evandro Ayres de Moura – Em pé: Giordano, Arimatéia, Jocecir, Marcus, Júlio e Hélio; Agachados: Vanderley, Cláudio Silva, Alzir, Carlos Alberto e Babá

Evandro Ayres de Moura foi prefeito de Fortaleza em meados dos anos 1970. Em sua homenagem, foi organizada uma competição de segundo semestre, na temporada de 1976, que contava com a participação das equipes cearenses, com exceção de Ceará e Fortaleza, que estavam no campeonato brasileiro. O retrato acima é o time coral exatamente na final dessa competição, mais precisamente no dia 10 de novembro, antes de bater o Tiradentes por 4×2 e conquistar o título sob o comando de Lucídio Pontes, seu primeiro título pelo Tubarão da Barra. Foram 11 jogos no total. O Ferrão caiu na chave A com Calouros do Ar e Guarany de Sobral em jogos de ida e volta. O Tiradentes, campeão da Chave B, venceu o 1º turno nos pênaltis contra o Ferroviário, vencedor da Chave A. Os dois times também fizeram a final do 2º turno, vencida pelo time coral por 3×2. Na grande decisão, dia do registro da foto em questão, o Ferroviário aplicou 4×2 em cima do Tigre e levou a taça para sua galeria de troféus na Barra do Ceará. Na onzena que entrou em campo no dia da final, no PV, o lateral direito Marcus era irmão do conhecido narrador de futebol Carlos Fred, falecido em 2016.

POR ONDE ANDA O AUTOR DO GOL QUE GARANTIU O TÍTULO DE 1968?

Aos 84 anos de idade, esse senhor da imagem ao lado tem muitas histórias pra contar, segurando a foto histórica do campeão estadual de 1968 na moldura e vestindo a camisa de 2020 que recebeu de presente de seus familiares. Semana passada, comemoramos mais um aniversário daquela brilhante conquista invicta, até hoje não repetida por nenhuma outra equipe ganhadora das mais de cinquenta edições do campeonato cearense desde então. Residindo há vários anos na cidade de Mauá, interior de São Paulo, nosso ex-jogador lembra até hoje do gol que marcou contra o Fortaleza, no PV, no dia da inesquecível conquista. João Carlos é seu nome, parte bonita da nossa história. Pelo Ferroviário, foram 97 partidas disputadas entre 1967 e 1969, além de 45 gols marcados com a camisa coral no total.

João Carlos em foto de  1968

No título invicto de 1968, João Carlos Pinto, seu nome completo, figurou na onzena principal ao lado de nomes eternamente emblemáticos como Cavalheiro, Luiz Paes, Gomes, Edmar, Coca Cola, Mano, Paraíba, Raimundinho, entre outros. Antes de vestir o manto do Ferrão, o meia atacante João Carlos já havia defendido a dupla Fortaleza e Ceará em temporadas anteriores. Depois que deixou o futebol cearense, nosso ex-jogador mudou para Pernambuco e depois foi parar no Rio de Janeiro, onde longe do futebol, trabalhou por dez anos na Kibon, famosa fabricante de sorvetes. Só depois que saiu desse emprego é que João Carlos mudou para São Paulo, levando oito filhos a tiracolo. No dia 12 de outubro, o aposentado João Carlos vai comemorar mais um aniversário junto de sua família, ainda mais numerosa com a presença de inúmeros netos. Apesar da completa deficiência visual no olho esquerdo, João Carlos se emocionou bastante ao ver a moldura com a velha foto de 1968, além  de ganhar de presente o modelo 2020 da camisa do Ferrão, que ele tanto honrou. Vida ainda mais longa para João Carlos Pinto é o que deseja a família coral.

PARABÉNS! MAIS UM ANIVERSÁRIO DO TÍTULO DE CAMPEÃO BRASILEIRO

Hoje, o Ferroviário comemora o segundo aniversário do título de campeão brasileiro de 2018. Em dois jogos decisivos contra o Treze/PB, o segundo jogo ocorreu há exatos dois anos, no estádio Amigão, em Campina Grande, ocasião em que a torcida coral testemunhou a maior conquista da história coral, representada atualmente com uma estrela amarela na parte superior do escudo oficial do clube. E para comemorar, você pode conferir, acima, um mini-documentário produzido na ocasião pela Confederação Brasileira de Futebol, reunindo nomes e personagens diretamente envolvidos naquela brilhante conquista. Feliz aniversário pra você, torcedor coral, que tem Nacional.

SIMPLÍCIO, O CANHÃO DA BARRA NA LIVE DO ALMANAQUE DO FERRÃO

Ele foi um dos principais nomes do Ferroviário na primeira metade dos anos 1970. O meio campista Simplício ficou conhecido pela sua constância e excelente performance em campo, mas sobretudo pela potência de seu chute desferido em cobranças de falta, pênaltis ou arremates de fora da área, por essa razão recebeu a alcunha de ´Canhão da Barra“. No próximo domingo, dia 2 de agosto, no horário especial das 19 horas, a Live do Almanaque do Ferrão no Instagram chega à sua edição de número nove batendo um papo  exatamente com Simplício, diretamente da Paraíba. As recordações de mais de cinquenta anos prometem ser a tônica da entrevista com nosso ex-jogador, onde ele terá a oportunidade de falar sobre seu período no Ferroviário, notadamente na brilhante conquista do campeonato cearense de 1970, além de falar sobre sua carreira nas equipes paraibanas e também no rumo que sua vida tomou depois que pendurou as chuteiras, ficando tantos anos distante dos holofotes do futebol cearense. O ex-craque coral vai se incorporar à galeria dos já entrevistados Tiago Gasparetto, Arnaldo, Giancarlo, Ramirez, Acássio, Mazinho Loyola, Ricardo Lima e Leanderson, totalizando nove gravações até o momento, que ficarão para a posteridade coral e memorabilia histórica do futebol cearense. Todos convidados para conhecer a história do nosso eterno craque Simplício, dono de um dos chutes mais fortes do futebol nordestino.

LIVE NA ÍNTEGRA DIRETAMENTE DO INSTAGRAM COM LEANDERSON

Você confere acima mais uma Live do Almanaque do Ferrão realizada no Instagram, dessa vez com o nosso ex-volante Leanderson, campeão brasileiro com a camisa do Ferroviário na temporada de 2018. O ex-capitão coral compartilhou suas principais memórias daquela conquista, falando sobre os principais jogos, os momentos mais emblemáticos, alguns de seus gols e também sobre as duas outras vezes que levantou troféus pelo Ferrão, na Taça Fares Lopes em 2018 e na Taça dos Campeões em 2019. Foi mais um bate-papo para a posteridade da memória coral com aquele que foi o nosso capitão em três conquistas inéditas ocorridas no intervalo de apenas cinco meses. Aos domingos, às 21h30, no Instagram, a nossa Live recebe sempre um jogador do passado para resgatar resenhas e boas lembranças da trajetória coral em cada época. Não deixe de conferir, pois serão apenas dez episódios por temporada.

CAPITÃO DE TRÊS TÍTULOS NA LIVE DO ALMANAQUE DO FERRÃO

Leanderson na Live do Almanaque do Ferrão

Depois de passagens por equipes importantes como Grêmio/RS, Sport/PE e Juventude/RS, o volante Leanderson chegou para o Ferroviário vendendo experiência, no auge de seus 35 anos de idade. Ao chegar na Barra do Ceará, efetivou-se como titular e teve grande importância no título brasileiro da Série D de 2018. Entre agosto daquele ano e janeiro de 2019, levantou três troféus com a camisa coral. Além de campeão nacional, conquistou também com seus companheiros o título da Taça Fares Lopes e a Taça dos Campeões. Foram duas temporadas no Ferroviário, totalizando 65 jogos e 4 gols marcados com a camisa coral. Pra falar das conquistas corais e de sua longeva carreira no futebol brasileiro, Leanderson é mais um convidado da primeira temporada de Lives do Almanaque do Ferrão no Instagram, no próximo domingo, dia 26 de julho. O ex-volante coral vai se incorporar à galeria dos já entrevistados Tiago Gasparetto, Arnaldo, Giancarlo, Ramirez, Acássio, Mazinho Loyola e Ricardo Lima, totalizando oito gravações que ficarão para a posteridade coral e memorabilia histórica do futebol cearense. Estão todos convidados, portanto, para conversar com o atleta que, em três títulos, ergueu a taça mais valiosa de nossas conquistas, que rendeu a inesquecível cena abaixo.

LIVE NA ÍNTEGRA DIRETAMENTE DO INSTAGRAM COM MAZINHO LOYOLA

Você confere acima mais uma Live do Almanaque do Ferrão realizada no Instagram, dessa vez com o ex-jogador e eterno ídolo coral Mazinho Loyola, revelação da Barra do Ceará e campeão cearense com a camisa do Ferroviário na temporada de 1988. Foi mais um bate-papo recheado de emoção, quando o craque coral compartilhou suas lembranças no futebol e expressou bastante um belo sentimento de gratidão em torno das pessoas que cruzaram com ele em sua trajetória no futebol, seja no próprio Ferroviário, mas também em suas passagens vitoriosas no Santa Cruz/PE, São Paulo/SP e Internacional/RS. Tivemos mais uma bela resenha para a posteridade da memória coral com aquele que foi uma das maiores revelações surgidas no celeiro de craques da Barra do Ceará. Não deixe de conferir a Live com Mazinho Loyola.