O TÍTULO CORAL NA COPA NORDESTE DE FUTEBOL JÚNIOR EM 1998

Matéria de jornal anunciando homenagem aos campeões nordestinos de futebol júnior em 1998

Você sabia que o Ferroviário foi campeão da I Copa Nordeste de Futebol Júnior? O título regional acaba de completar 25 anos e merece a lembrança dos corais. A competição foi realizada de forma pioneira no Estado da Paraíba e contou com a participação de equipes como Vitória/BA, ABC/RN, Galícia/BA, Santos/PB, Estudantes/PB, CSA/AL, CRB/AL, Botafogo/PB, entre outras. Comandado pelo treinador Francisco Aíres, os jovens atletas corais bateram o Botafogo/PB por 2×0 na estreia, gols de Guedinho. No segundo jogo, realizado no Campo do Bayeux em João Pessoa, outra vitória coral, dessa vez por 3×1 em cima do CSA/AL, gols de Reginaldo, Guedinho e Tales. Na ocasião, o Sub-20 do Tubarão da Barra jogou com Eduardo, Dodô (Fabiano), Cléber, Erivan (Sérgio Edson) e Júnior; Reginaldo, Daniel, Tales e Gaspar (Berg); Guedinho e William (Leonardo). Classificado com duas vitórias, o Ferroviário pegou o Estudantes da Paraíba na semifinal. O adversário havia derrotado o CRB de Alagoas e tinha uma onzena muito competitiva. O jogo foi duro e terminou 0x0 no tempo normal e na prorrogação. A decisão da vaga para a final teve que ser disputada nos pênaltis e a meninada coral levou a melhor fazendo 6×5 no placar.

Guedinho foi o artilheiro do Ferroviário na I Copa Nordeste de Futebol Júnior realizado em 1998

O ABC de Natal foi o adversário do Ferrão na grande final em jogo realizado no Estádio da Graça em João Pessoa. Novamente, a partida foi dura e terminou empatada em 0x0. Os dois times foram para a prorrogação e, aos 14 minutos finais do 2º tempo, o meio campista Tales fez o gol do título coral, de cabeça, após cobrança de escanteio: 1×0 para o Ferrão! Aíres comandou na final a seguinte formação: Eduardo, Dodô (Emanuel), Erivan, Cléber e Júnior; Reginaldo (Serginho), Daniel, Tales e Gaspar (Berg); Leonardo (Fabiano) e Guedinho. Os meninos da base foram campeões invictos e o atacante Guedinho foi o artilheiro da equipe com 3 gols e 4 jogos. Os atletas Jean e Durango também participaram da vitoriosa campanha. No retorno pra casa, no sábado do carnaval de 1998, os campeões nordestinos participaram do jogo de entrega de faixas contra o Santos Nordeste, que era sediado em Fortaleza. Do elenco campeão, os atletas Dodô, Erivan, Cléber, Reginaldo, Daniel, Júnior, Tales, Serginho, Leonardo e Guedinho tiveram participação em jogos oficiais ou amistosos da equipe profissional nos meses e anos subsequentes. Deles, o atacante Guedinho foi o que teve maior destaque, totalizando 180 jogos e 68 gols marcados com a camisa coral principal, figurando como o 9º maior artilheiro da história coral.

CRAQUE JACINTO RECORDA JOGO CONTRA O ASA-AL EM 1979

Logo após o título de Campeão Cearense de 1979, o Ferroviário iniciou as disputas do Campeonato Brasileiro daquele ano. Numa chave que tinha equipes como o Potiguar/RN, Fortaleza, CSA/AL, ABC/RN, entre outros, o Tubarão da Barra foi até Arapiraca enfrentar o bom time do Asa. Acima, o craque Jacinto, autor de um dos gols naquela memorável vitória coral por 2×0, recorda em áudio o grupo de atletas que conquistou aquele excelente resultado fora de casa. Jacinto aproveita ainda para desejar um Feliz 2023 para os torcedores corais, quando o Ferrão coincidentemente volta a enfrentar a equipe alagoana depois de 43 anos.

CRAQUE AMILTON MELO GANHA FILME SOBRE SUA CARREIRA

Amilton Melo fez 126 partidas e marcou 47 gols pelo Ferroviário Atlético Clube entre 1970 e 1973

A trajetória do craque Amilton Melo vai virar documentário muito em breve. No início de 2023 estará finalizada mais uma obra cinebiográfica envolvendo o futebol cearense. Dirigido pelo jornalista Ciro Câmara, o filme vai contar a vida e a trajetória de um dos maiores jogadores da história do futebol nordestino. Amilton Melo jogou no América/CE e nos juvenis do Fluminense/RJ antes de desembarcar para o Ferroviário no início de 1970, ano em que foi protagonista do título estadual do Tubarão da Barra, formando uma dupla memorável com o goleador pernambucano Paulo Velozo. Depois de quatro temporadas com a camisa coral, o jogador brilhou ainda com as camisas de Fortaleza e Ceará. Amilton Melo encerrou a carreira muito cedo e virou comentarista da Rádio Uirapuru de Fortaleza. Nesse período, lançou um livro contando suas memórias no futebol. Ele enveredou pela música e ensaiou uma breve volta ao futebol em 1990, atuando alguns jogos pelo Calouros do Ar. O eterno craque faleceu em julho de 1997. Mais de um quarto de século depois, recebe justa homenagem em um documentário que promete eternizar sua carreira no futebol. A obra conta com depoimentos de familiares, ex-companheiros de profissão e cronistas esportivos, além da participação de nomes consagrados no país como o ex-jogador Zico e o cantor Fagner. O Almanaque do Ferrão, através do autor Evandro Ferreira Gomes, também prestou depoimento ao filme, que deve estar pronto no início de fevereiro para uma primeira exibição entre convidados e, em seguida, buscar distribuição no mercado e participar dos melhores festivais do ramo no Brasil e no exterior.

GUAYAQUIL SE DESPEDIU DO ETERNO ÍDOLO CORAL PAULO CÉSAR

A notícia circulou somente ontem no Brasil por intermédio do Sindicato dos Atletas Profissionais do Maranhão, mas o fato aconteceu na madrugada do último dia 4 de outubro. Apesar da bravura conhecida dentro dos gramados, Paulo César, ídolo coral e artilheiro do Campeonato Cearense de 1979, perdeu o jogo da vida depois de uma dura batalha contra o câncer. A cidade de Guayaquil, no Equador, chorou a morte de um dos brasileiros de maior sucesso no futebol equatoriano em toda a história. Conhecido por lá como La Bruja, Paulo César marcou mais de 100 gols na primeira divisão daquele país, se destacando principalmente pelo Barcelona, entre outras equipes tradicionais. Os torcedores equatorianos chegaram a ser convidados a colaborar com a família do ex-atleta para custear os altos gastos financeiros do tratamento e também de seu sepultamento, sendo realizado até uma rifa de uma camisa do Barcelona, autografada pelos principais ídolos do clube. Ele tinha 70 anos de idade e havia descoberto o câncer em meados desse ano.

Paulo César foi um dos maiores artilheiros que o futebol cearense conheceu. Foram 137 partidas com a camisa do Ferrão e 88 gols marcados entre 1978 e 1981. Após deixar o time coral, o eterno goleador foi jogar no Equador e não mais residiu no Brasil. Depois de vivenciar a tragédia de repentinamente ficar viúvo da cearense Fátima Santiago, seguiu a carreira para sustentar a filha Cristiane, de apenas 2 anos de idade, vindo depois a constituir uma nova família no exterior, porém perdendo completamente o contato com os familiares que deixou em Pernambuco que, por sua vez, chegaram a achar que ele havia falecido. Através de uma matéria do Almanaque do Ferrão, sua família tomou conhecimento do paradeiro de Paulo César e conseguiu retomar o contato num momento de grande emoção para todos os envolvidos. Na qualidade de um dos maiores goleadores da história coral, Paulo César mereceu postagens especiais aqui no blog diversas vezes e, na temporada de 2019, estampou um dos copos colecionáveis da série “Legendários” durante os jogos da Série C nacional. Conforme mostra o vídeo abaixo em sua memória, Paulo César foi o jogador mais querido do Barcelona de Guayaquil nos anos 1980. Seu nome estará sempre entre os grandes jogadores no Equador e, como não poderia deixar de ser, será sempre reverenciado pela extraordinária passagem pelo Ferroviário Atlético Clube.

ÁUDIO RARO COM GOLEADA CORAL E VOZ DO GOLEADOR PAULO CÉSAR

Eis mais uma raridade em áudio para posteridade aqui no blog. Na narração de Júlio Sales, pela Rádio Verdes Mares, o Ferrão meteu 5×0 no Fortaleza e conquistou o título do 2º turno do Campeonato Cearense de 1979. Em um dos gols, o repórter de campo coloca o microfone na boca do artilheiro Paulo César e capta a voz do ídolo coral, definida pelo experiente narrador como a “voz romântica” do futebol cearense. Ainda na cobertura radiofônica, o ex-árbitro Gilberto Ferreira fala o seu bordão “bota no centro que a bola foi dentro“. É possível ouvir ainda a voz dos setoristas Luiz Antônio e Bezerra de Menezes, além do comentarista José Santana. O nome do saudoso Blanchard Girão também é citado no áudio acima. Além de Paulo César, os gols do Tubarão da Barra foram marcados pelo zagueiro Celso Gavião e pelo atacante Raulino. O ídolo Paulo César reside no Equador desde os anos 1980 e Celso Gavião, apesar de paulista, fixou residência em Fortaleza após pendurar as chuteiras. Por sua vez, o amazonense Raulino faleceu em 2010, aos 55 anos de idade, vítima de problemas cardíacos. Ao final daquela temporada, o Ferrão conquistou brilhantemente o título estadual de 1979 e tirou o sonhado pentacampeonato do Ceará. Essa postagem é dedicada a José Rego Filho e Ruy do Ceará, que comandaram aquela conquista em termos diretivos e que atualmente enfrentam problemas de saúde.

MEIO CAMPISTA DOCA EM ENTREVISTA NO VESTIÁRIO CORAL

Meio campista Doca em entrevista no vestiário coral ladeado pelo ex-presidente Chateaubriand Arrais

O registro acima aconteceu após algum jogo do Ferroviário na temporada de 1979. O meio campista Doca, famoso jogador do elenco coral na ocasião, concedia entrevista para um repórter que vestia literalmente a camisa do próprio Ferroviário. Ao lado do jogador, vê-se o dirigente Chateaubriand Arrais, que havia sido presidente entre 1975 e 1977. Doca é o terceiro jogador que mais vezes defendeu a camisa coral, totalizando 338 partidas e 17 gols marcados. Seu nome de batismo é Pedro Assis de Souza, nascido em 10 de março de 1953. Doca chegou para o Ferrão na temporada de 1978 e permaneceu até 1985, atuando em todas as posições do meio campo, notadamente como volante na maior parte dos jogos. Oriundo do Quixadá/CE, o jogador fez sua primeira partida com a camisa do Tubarão da Barra no dia 06/04/1978 contra o América/CE, no Castelão, em jogo válido pelo 1º turno da Taça Waldemar Alcântara. Sua partida de despedida ocorreu no PV, no dia 20/12/1985, contra o Fortaleza, pelo Campeonato Cearense daquele ano. Doca conquistou um título estadual pelo Ferrão, em 1979, quando atuou em 42 jogos e marcou 2 gols.

A VIDA POLÍTICA EM CICLOS E A VAIDADE DOS MEDÍOCRES

Nosso time vinha de cinco temporadas em ascensão. Conquistas esportivas e patrimoniais no currículo de seus dirigentes, que driblaram uma crise que parecia sem fim, quando os pessimistas bradavam: “o Ferroviário vai se acabar”. Apesar da sensação de evolução, pairava algo de estranho nos bastidores corais. No rádio, pretensos candidatos à diretoria subornavam o espaço comercializado por figuras desprovidas de ética e destilavam ódio, disparando a artilharia na direção de um nome específico. Ressaltavam, porém, a importância do investidor – também conhecido como dinheiro – cuja presença era primordial para a sobrevivência do clube, ao mesmo tempo que cumpriam bem a missão de jogar lama na imagem do presidente, taxando-o de ditador, centralizador, arrogante, prepotente e uma série de outros adjetivos de fazer vergonha. Aí vieram reuniões e mais reuniões, sempre intermináveis. Encontros e desencontros. Por força estatutária, o presidente e sua diretoria gozavam do direito de mais um mandato. Uma divergência entre o mandatário maior e um mero dissidente, vaidoso por natureza, apimentou o processo político. Virou a luta do bem contra o mal. E o mal, fizeram crer, seria uma figura específica, o presidente vilão. Afinal, são sempre tantos os mocinhos irremediavelmente vaidosos.

Não, você não está lendo sobre 1997. E nem o presidente em questão é Clóvis Dias, muito menos o investidor chama-se Douglas Albuquerque. São 25 anos na frente do tempo e a história se repete em ciclos que vão e vêm. Dessa vez, tratou de trazer até um inédito título brasileiro no tal processo de ascensão. E é porque diziam que o Ferroviário ia se acabar. Os avanços patrimoniais foram evidentes, o regresso ao cenário nacional também, mas quem se importa? Pagar folha salarial em dia há vários anos é obrigação, dizem aqueles que nunca gerenciaram um time de subúrbio no futebol. Diferente do passado, hoje existem os boquirrotos raivosos das redes sociais e o ritual prevê a disseminação de notícias contraditórias, vazamento de documentos institucionais e interpretações nebulosas. A luta do bem contra o mal, lembra? Os fatos políticos do passado e do presente são rigorosamente – e vergonhosamente – semelhantes. E é possível ver o futuro repetir o passado, se for pra citar o poeta. E se for pra manter a leveza da sabedoria do campo artístico, vale lembrar o ex-goleiro Albert Camus, que você deve conhecer como escritor: “O que eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem, eu devo ao futebol”. Não, amigo. Essa bela lógica pode valer – e sabemos que vale mesmo – na irmandade dos jogadores que dão o sangue em campo em busca de objetivos comuns, mas ela não se sustenta na sordidez do meio político do futebol, onde o estrangeiro se traveste de mocinho e a vaidade é moeda de troca. É só voltar para 1997. Está tudo lá para ensinar.

Qual desfecho você aposta para 2022? A sensação de filme repetido é nauseante. E por ironia do destino, alguns atores – canastrões, por sinal – são exatamente os mesmos do roteiro plagiado do passado. Será que os agentes políticos que hoje fazem o clube não aprenderam nada com a própria história? Deixar a vaidade de lado seria um bom passo para que o Ferroviário siga seu ciclo democrático, seja em qualquer tempo, mas sem a exclusão deliberada e explícita de nomes que estatutariamente podem – e devem – não abrir mão de suas prerrogativas políticas. Quem apaga incêndio com gasolina deveria sair de cena e deixar os diplomatas corais – sim, eles existem – trabalharem no intuito de aparar as arestas. Aqueles que sabem muito bem bajular o investidor – também conhecido como dinheiro, lembra? – mas pedem a exclusão do presidente em específico, deveriam ter vergonha de seus próprios atos parciais. Em 1997, faltou isso em muitos dos mocinhos, que terminaram como vilões. Certa vez, pra finalizar o assunto, um ex-dirigente daquele remoto passado, testemunha ocular da história, taxou aquele nefasto episódio de “A Vaidade dos Medíocres”. Parece que resolveram finalmente investir na produção da continuidade desse filme em 2022. Em breve, nos melhores cinemas.

ÍDOLO EDSON CARIÚS CRAVA MAIS UM MARCO NA HISTÓRIA

Foto de Samuel Andrade registra o carinho da torcida do Ferroviário pelo ídolo Edson Cariús

Todo mundo sabe que Edson Cariús foi brilhante na conquista do inédito título de Campeão Brasileiro em 2018. Além de artilheiro da Série D nacional com 11 gols naquele ano, o centroavante foi artilheiro do Campeonato Cearense, na temporada seguinte, com 10 gols. Naquele momento, ele entrava para a ilustre galeria de jogadores corais que conquistaram o feito de maiores goleadores na primeira divisão da referida competição, ao lado de Mário Negrin (8 gols em 1943), Manuel de Ferro (12 gols em 1947), Pacoti (24 gols em 1957), Zé de Melo (21 gols em 1958), Lula (8 gols em 1975), Paulo César (29 gols em 1979), Luizinho das Arábias (24 gols em 1985), Cacau (21 gols em 1989), Batistinha (20 gols em 1994), Robério (26 gols em 1995), Rômulo (15 gols em 1998), Maurício Pantera (12 gols em 2004) e Giancarlo (19 gols em 2013). No Campeonato Cearense de 2022, Edson Cariús sacramentou novamente o título de artilheiro máximo da competição, dessa vez com 9 gols. O feito o coloca como o primeiro jogador na história do Ferroviário a repetir tal façanha! Lembrando ainda que no título da Taça Fares Lopes, em 2018, Cariús também foi decisivo e artilheiro da competição com 5 tentos. A foto acima, registrada no Castelão no último sábado, após a derrota coral num Clássico das Cores, evidencia bem o respeito e carinho que a torcida coral tem por seu ídolo, que em termos de números está prestes a alcançar a marca de 100 jogos pelo Ferroviário e ainda pode buscar a hegemonia de maior média de gols da história de uma equipe de quase 90 anos de existência. O tempo dirá o que Edson Cariús ainda será capaz de fazer pelo clube e pela sua própria biografia no futebol. A torcida coral agradecerá e aplaudirá de pé.

EX-MEIA ARNALDO VISITA A BARRA DO CEARÁ TRINTA ANOS DEPOIS

Campeão Cearense em 1988, o ex-meio campista Arnaldo visitou o memorial do clube na Barra

Arnaldo foi um dos principais nomes do Ferroviário Atlético Clube na brilhante conquista do título estadual de 1988. Era a sua segunda passagem pela Barra do Ceará. Na primeira, em 1985, compôs um time extraordinário que acabou não sendo campeão. Na terceira e última, em 1991, estava já quase no fim de sua carreira. Ano passado, o jogador relembrou suas histórias no time coral numa Live em plena pandemia de Coronavírus. Agora, em 2021, visitando novamente a cidade de Fortaleza para jogar uma competição entre veteranos, Arnaldo fez questão de passar nas dependências da Barra do Ceará, relembrar os velhos espaços e conhecer o memorial do clube entre troféus e imagens históricas. Nos trinta anos desde que vestiu a camisa coral pela última vez, Arnaldo trabalhou com futebol durante 14 anos no Japão, atuou nas categorias de base do Santo André/SP, clube onde é ídolo da torcida e um dos principais nomes da história, e mais recentemente tem trabalhado na gestão de espaços esportivos na prefeitura da cidade. Ontem, na Barra do Ceará, o ex-meia coral reencontrou por acaso o também ex-atleta Danilo Augusto, conhecido como Danilo Baratinha no futebol cearense da década de 1970. Ambos atuaram juntos no Fortaleza em 1980 e recordaram velhas e engraçadas histórias do folclórico treinador João Avelino, entre outras lembranças. Arnaldo também foi reconhecido pelo ex-goleiro Birigui, que apesar de mais jovem, recordou sua passagem: “eu era da base, mas sempre via ele jogando demais na turma do Toninho Barrote e do Evilásio“. Ao lado do gramado, Arnaldo assistiu a vitória de 3×1 do Ferrão em cima do União/CE em partida amistosa. Depois do jogo, quando o sol se pôs na Barra do Ceará, o ex-meia coral foi embora com a certeza de que teve uma tarde de muitas emoções, reconhecimento e mais recordações na memória.

OS 20 HERÓIS DO FERROVIÁRIO NO TÍTULO INVICTO DE 1968

Matéria do Correio do Ceará fazendo um balanço dos atletas e número de partidas no título de 1968

Ontem completou mais um aniversário do título invicto de 1968, conquistado após um empate em 1×1 contra o Fortaleza, no PV, com o atacante João Carlos assinalando o tento que ficou marcado na história como o ´gol do título`. Abrimos o nosso baú e você pode conferir acima um recorte do Jornal Correio do Ceará, trazendo um balanço dos vinte jogadores que participaram daquela memorável campanha. Alguns nomes precisam de pequenos esclarecimentos: O Luís no texto é o zagueiro Luiz Paes, o goleiro Cavalheiro foi identificado como ´Cavaleiro` e o Aberlado em questão é o nome do craque Coca Cola. Cada jogador ganhou uma premiação de 150 Cruzeiros Novos pelo empate com o Fortaleza, além de uma outra premiação pelo título estadual. Naquele ano, o Ferrão jogou 14 partidas para conquistar o título e todos os jogos tiveram o sagaz Ivonísio Mosca de Carvalho como comandante técnico. Além de tradicionais adversários domésticos como Ceará, Fortaleza, Calouros do Ar, Quixadá, Guarany de Sobral e América, o Tubarão da Barra enfrentou o extinto Messejana na competição, em dois jogos realizados no PV. Cada equipe fez 14 jogos no certame em jogos de ida e volta. Após o empate com o Fortaleza, a torcida coral ainda teve que esperar o resultado final de Quixadá x Guarany para comemorar, pois o Cacique do Vale nutria chances de ficar com o título. Após o anúncio de um eletrizante 4×4 no placar, o campo do PV virou um mar de torcedores corais eufóricos na comemoração da brilhante conquista invicta e vinte jogadores foram eternizados como heróis.