LEGENDÁRIO ARTILHEIRO PAULO CÉSAR FAZIA SUA ESTREIA HÁ 42 ANOS

Artilheiro Paulo César estreava pelo Ferroviário e marcava três gols num 20 de junho como hoje

Foi num 20 de junho como hoje, só que em 1978. Há exatos 42 anos, estreava com a camisa do Ferroviário, um dos maiores goleadores de sua história, o pernambucano Paulo César, contratado junto ao Moto Clube/MA. O primeiro jogo do artilheiro com a camisa coral ocorreu contra o extinto Ferroviário no Maranhão, num amistoso realizado no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Logo em seu primeiro jogo, ele marcou três gols na goleada de 4×0 em cima do adversário homônimo. O placar foi completado pelo atacante Luizinho, o peito de aço. Treinado por Nojosa, o Ferrão jogou com Paulinho (Giordano), Jorge Henrique, Júlio, Cândido e Ayala; Jodecir, Doca e Jacinto; Manuelzinho (Sérgio Luís), Paulo César (Tadeu) e Jeová (Babá)(Luizinho). Trazido do Maranhão por conta dos vínculos da equipe com a RRFSA, o Ferroviário de lá, treinado por Baezinho, jogou com Maciel, Ivan, Alcimar, Reginaldo e Luisinho (Dicol); Jorge Santos, Riba e Gojobinha (Zenon); Zequinha, Mendes e Pelé. Pouco dias antes do amistoso que apresentou o legendário Paulo César, o Ferrão comemorou a conquista do título da Taça Waldemar Alcântara, uma espécie de Taça Fares Lopes da época. A partir de sua estreia, Paulo César participou de 137 jogos e marcou 88 gols.

REGISTRO DO FERROVIÁRIO NO CAMPEONATO CEARENSE DE 2001

Ferroviário Atlético Clube em 2001 – Em pé: Aderson, Hilton, Rogério Carioca, Alencar, Paulo Adriano e Adão; Agachados: Maradona, Zé Carlos Vampeta, Buiú, Dino e Roberto Juazeiro

Mais uma registro do Ferroviário perfilado, dessa vez o time de 2001, antes de um confronto contra o Fortaleza, no PV, em maio daquele ano. Foto diretamente do acervo do preparador físico Fábio Monte, que aparece ao lado do centroavante Adão na imagem. Outros integrantes do clube aparecem também, como o preparador de goleiros Pepe, o roupeiro Aldir, o massagista Fran, agachado, e o diretor de futebol Oliveira, todos situados à esquerda na fotografia. Do lado direito, é possível ver ainda o preparador físico Clovandi Costa. Trata-se de um registro de uma época bastante complicada para estes profissionais, que conviviam com atrasos de salários constantes, greves e falta de uma melhor estrutura para disputar as competições. A prova disso é que o Tubarão da Barra terminou o campeonato cearense de 2001 apenas na sexta colocação, com 23 pontos conquistados. Na temporada anterior, o Ferrão havia lutado contra o rebaixamento no Estadual pela primeira vez em sua história, fato este que se repetiu algumas vezes pelos próximos treze anos.

GOLAÇO DE BRANCO NA FINAL DE TURNO CONTRA O FORTALEZA

Assista o vídeo acima com atenção. Há um quarto de século, ele estava guardado no baú do Almanaque do Ferrão e agora chega ao blog após insistentes pedidos. Trata-se da matéria da TV Verdes Mares do jogo final do 3º turno do campeonato cearense de 1995. Ferroviário e Fortaleza faziam a decisão. Aos 32 minutos da etapa final, o lateral  esquerdo Branco chutou de fora da área e fez o gol do título. Branco foi titular nos Estaduais de 1993 e 1994, mas perdeu a posição para João Marcelo em 1995. Na partida decisiva contra o Fortaleza, Branco havia acabado de entrar em campo, substituindo justamente o lateral titular. O gol de Branco eliminou o Tricolor do Pici do campeonato e garantiu ao Ferrão a chance de jogar por um simples empate contra o Icasa na final do certame, que valeu ao Tubarão da Barra o inédito bicampeonato. Naquela quinta-feira à noite, véspera de feriado, 12.166 pagantes foram ao PV. As duas torcidas dividiram o estádio meio a meio. O treinador Ramon Ramos lançou o Ferrão com Jorge Luiz, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo (Branco); Paulo Adriano, Hílton (Piti), Acássio e Esquerdinha; Robério (Nasa) e Reginaldo. O Fortaleza, do técnico Danilo Augusto, perdeu com Souza, Gaúcho (Luciano Melado), Rau, Eduardo e Adriano; Odair, Marquinhos e Darley; Vivinho, Mirandinha (Zé Raimundo) e Serrinha. Dacildo Mourão foi o árbitro da partida. Ao final do jogo, Paulo Adriano levantou o troféu, já que o capitão Ricardo Lima estava suspenso. Na matéria acima, vemos também o atacante Piti, que foi bastante útil naquela campanha. Sem dúvida alguma, um jogo marcante na gloriosa história coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão.

CRÔNICA SOBRE O FERROVIÁRIO NA ESPORTE ILUSTRADO EM 1946

A revista Esporte Ilustrado foi uma importante publicação no Brasil entre 1920 e 1956. Dez anos antes de ser extinta, uma crônica escrita por Índio do Jaguaribe figurou nas páginas da revista versando sobre dois títulos recentes da equipe que representava a Rede de Viação Cearense, a saudosa RVC. Em meio ao texto, o registro fotográfico das formações campeãs do campeonato cearense de 1945 e do Torneio Início de 1946, quando o Ferroviário recebeu a taça que levava o nome do médico, ex-deputado estadual e constituinte Honório Correia Pinto. Na final do Estadual de 1945, a vítima foi o Maguari, que acabou desativando sua equipe de futebol depois da derrota inesperada. Por sua vez, o Fortaleza foi o adversário na final do Torneio Início de 1946. As decisões aconteceram no gramado do PV. Vale a pena conferir a matéria acima e recordar nomes grandiosos dos primórdios da história coral. Muito embora a revista falasse em bicampeonato estadual para o Ferroviário, ele só veio meio século depois.

A MAIOR GOLEADA CORAL EM CIMA DO GUARANY-S FAZ ANIVERSÁRIO

Time base do Ferrão no campeonato de 1969

Ferroviário e Guarany de Sobral sempre fizeram jogos bastante duros e equilibrados. Raramente é verificado uma goleada a favor de um ou de outro. Porém, no campeonato cearense de 1969, exatamente num 7 de maio como hoje, o Tubarão da Barra humilhou o Cacique do Vale com uma sonora goleada por 8×0. O jogo foi no PV e teve a arbitragem de Adélson Julião, perante 1.395 expectadores. Foi um show de gala coral já no primeiro tempo da partida, que terminou com seis gols marcados. Era a estreia oficial do técnico Luís Veras, substituto em definitivo de um irritado Moésio Gomes, expulso na rodada anterior contra o Quixadá por agredir o bandeirinha Assis Furtado. O novo treinador lançou o Ferrão com o futebol de George, Ribeiro (Breno), Gomes (Wilson Cruz), Luiz Paes e Roberto Barra-Limpa; Edmar e Coca Cola; Mano, João Carlos, Alcy e Paraíba. Treinado por Aracati, o Guarany foi humilhado com Maximino (Pinto), Zé Carlos, Pelado, Zé Quinto e Cabo Dulce; Dajuana e Moisés; Nagibe, Teco Teco, Cabeção e Garrincha. Esse é até hoje o maior vexame do time sobralense diante do Ferrão. O goleador João Carlos foi o goleador da peleja com 3 tentos, acompanhado de Paraíba, que marcou 2 gols. Os outros tentos foram anotados por Alcy, Mano e Coca Cola. O ponto negativo ocorrido depois da goleada foi o protesto dos torcedores do Ferroviário junto à diretoria contra a negociação do atacante João Carlos para o Bahia/BA. Na sequência dos acontecimentos, a direção coral deu uma resposta à altura e investiu pesado. Em seu lugar, foi contratado o atacante Uriel, um dos maiores jogadores do futebol pernambucano. Mas ai já é outra história.

VITÓRIA SENSACIONAL DE VIRADA CONTRA O GUARANI-J EM 1988

O Guarani de Juazeiro tinha um bom time em 1988. No dia 7 de abril daquele ano, encarou o forte time do Ferroviário dentro do PV e abriu o placar com um gol de Ossilon. O vídeo acima merece ser visto com atenção, apesar do áudio desgastado pelo tempo de mais de três décadas. Os 2.950 corais presentes ao jogo lembram dessa virada sensacional, construída nos últimos sete minutos de jogo. Aos 38 minutos do 2º tempo, Jacinto faz um lançamento primoroso para Denô, que mostra toda sua maestria ao dividir o lance com o goleiro Jorge Pinheiro para fazer 1×1. O ídolo Luizinho das Arábias vai buscar a bola no fundo do gol do Guarani para reiniciar logo o jogo, pois o Ferrão queria a virada. Aos 44 minutos finais, Carlos Antônio faz boa jogada e passa a bola para Marcelo Veiga. O lateral chuta mascado, mas a bola sobra para Luizinho das Arábias, que conclui para o gol. Jorge Pinheiro salva com o pé, mas a redondinha volta nos pés do craque Jacinto, que fuzila para marcar o gol da vitória.

Denô em foto antes da grande virada

Repare na grande emoção que tomou conta dos jogadores em campo e da torcida coral nas arquibancadas do PV. A partida foi arbitrada por José Camelo. Treinado por Ramon Ramos, o Tubarão da Barra venceu com Serginho, Láercio, Arimatéia, Djalma e Marcelo Veiga; Toninho Barrote, Arnaldo (Jacinto) e Denô; Mazinho Loyola, Luizinho das Arábias e Beto Andrade (Carlos Antônio). O Guarani, do técnico Zé Carlos, perdeu com Jorge Pinheiro, Hélio, Hélio Silva, Jeová e Zim; Muller, Ossilon (Hamilton) e Zé Carlos Paranaense; Caçote, Ailton (Esquerdinha) e Reginaldo Barbalha. Foi realmente uma vitória magistral, mais um grande resultado conquistado por uma equipe que, exatos cinco meses depois, conquistaria o título estadual de forma incontestável em cima do Fortaleza no Castelão. Sem dúvidas, o campeonato estadual de 1988 foi uma das disputas mais acirradas já vistas no futebol cearense em seus mais de 100 anos de existência.

HÁ EXATOS 45 ANOS, O ÚLTIMO JOGO CONTRA O FAMOSO MAGUARI

Erandy: autor do gol coral

Foi num feriado de 1º de maio como hoje, mais precisamente na temporada de 1975, que o Ferroviário enfrentou oficialmente o Maguari pela última vez na história. Completam-se exatos 45 anos desde aquele empate em 1×1 em que Erandy marcou para o Ferrão e Danilo Baratinha empatou. Confrontos contra a tradicional equipe cearense foram comuns entre 1937 e 1946. Depois de um intervalo de 25 anos, o Maguari voltou a disputar o campeonato cearense da primeira divisão em 1972, abandonando para sempre a divisão de elite da competição em 1975. No último confronto contra o Clube dos Príncipes, o Tubarão da Barra era treinado por William Campos e foi a campo com Pedrinho, Nonato Ayres (Marinho), Lúcio Sabiá, Cândido e Eldo; Aucélio e Oliveira; Vanderley, Erandy, Lula e Jeová (Almir). Nota-se uma equipe bastante jovem, com vários jogadores egressos das categorias de base. Já o adversário, treinado pelo ex-goleiro coral Gilvan Dias, jogou com Mundinho, Ademir Feitosa, Luiz Paes, Wilkson e Valdecir; Zé Augusto (Dedé) e Nilsinho; Carlinhos (Cláudio), Danilo Baratinha, Navarro e Piçarra. Percebe-se um time experiente, com alguns garotos como o meia Danilo, emprestado pelo próprio Ferroviário. O jogo aconteceu no PV e, sem saberem, 1.415 pagantes prestigiaram aquele momento histórico. O falecido Cid Júnior foi o árbitro do jogo. 33 anos depois daquele feriado com cheiro de despedida, aproveitando o espólio histórico do tradicional Maguari, a equipe cintanegrina retomou suas atividade com a escrita de Maguary em 2008. Desde então, o Ferroviário fez 3 amistosos contra a renovada equipe: 10×0 em 2009, 2×1 em 2010 e 11×0 em 2013. Melhor lembrarem dos confrontos do passado, então.

FOTOGRAFIA DE 1971 REGISTROU TRÊS JOGADORES COM BREVE PASSAGEM

Ferroviário Atlético Clube em 1971 – Em pé: Esteves, Marcelino, Ivan Limeira, Hamilton Ayres, Eldo e Zé Maria Paiva; Agachados: Zezinho Fumaça, Odacir, Simplício, Amilton Melo e Alísio

A fotografia acima foi tirada no campeonato cearense de 1971 antes de um clássico contra o Ceará no PV. Nela, é possível identificar alguns atletas que tiveram curta passagem na Barra do Ceará e que só atuaram naquela temporada. Estamos falando do zagueiro Ivan Limeira, irmão do eterno e folclórico torcedor coral Zé Limeira, do atacante Zezinho Fumaça, ex-Ceará, além do atacante Odacir, que chegou com fama de goleador oriundo do Flamengo do Piauí e marcou 14 gols em 22 jogos em sua trajetória no Tubarão da Barra. A presença desses três ex-jogadores na mesma imagem, ao lado de nomes históricos como Eldo, Marcelino, Simplício e Amilton Melo, entre outros, fazem desse retrato algo simplesmente raro e digno de menção.

DOIS JOGOS ELETRIZANTES COM 8 GOLS ENTRE FERRÃO E TREZE/PB

Base coral que jogou contra o Treze/PB em 1956

Ferroviário e Treze/PB sempre fizeram jogos duros entre si. Na imensa maioria das vezes, um vencia o outro pela diferença de um ou dois gols e placares como 1×0, 2×0 e 2×1 se tornaram comum entre ambos. Entretanto, duas únicas vezes o Tubarão da Barra e o Galo da Borborema fizeram jogos com oito gols na partida, o número máximo já atingido em campo pelos dois adversários. A primeira vez ocorreu em 25/03/1956 em Fortaleza. O jogo foi válido pela Taça Paulo Sarasate, um quadrangular que reunia ainda Fortaleza e Ceará, que ficou com o título. A partida entre Ferroviário e Treze foi disputada debaixo de forte chuva, o que afastou bastante o público daquele que foi apenas o jogo de número 513 da história coral. Com 3 gols de Fernando e um de Zé de Melo para o Ferroviário, e Marinho, Josias e dois gols de Mário II marcando para o time paraibano, o placar de 4×4 evidenciou dois times com muita vontade de ganhar. Treinado por Babá, o Ferrão alinhou com Zé Dias (Adir), Lolô e Antônio Limeiro; Manoelzinho (Rui Leite), Macaúba e Eudócio; Kitt, Zé de Melo, Pacoti (Macaco) e Fernando. Já o Treze jogou com Harry Carrey (Cícero), Geliz e Urai; Marinho, Filgueiras e Milton (Lamparina); Mário II, Mário I, Josias, Ruivo e Renê (Pitota). Depois desse jogo de oito gols, somente 36 anos depois tivemos um Ferroviário x Treze repetindo o número de tentos nos 90 minutos.

Júnior Piripiri: 1 gol

Em 01/04/1992, Ferrão e Treze estavam na Série C do campeonato brasileiro na mesma chave de CRB/AL, Auto Esporte/PB e Vitória de Santo Antão/PE. Naquela noite contra o time paraibano, novamente no PV, o time coral aplicou 5×3 no Galo da Borborema com 4 tentos de Jorge Veras e um de Júnior Piripiri. John, Dário e Tobi marcaram para o Treze. A partida foi a de número 2.423 da nossa história e contou com um público diminuto de apenas 483 pagantes. O jogo foi duro e o placar chegou a ficar 2×1, 3×2 e 4×3 para o time coral, que só marcou seu quinto gol no apagar das luzes. Treinado por Djalma Linhares, ex-zagueiro coral no título cearense de 1988, o Ferrão venceu com Joel, Caetano, Aldo, Evilásio e Paulo Adriano; Fernando, Gilson (Jó) e Júnior Piripiri; Cantareli, Aloísio e Jorge Veras. O Treze, do técnico Zé Lima, perdeu com Ednaldo, Porto, Lima (Aírton), Railson e Lelo; Dário, Warison e John; Betinho, Tobi e Beto (Humberto). Vasculhamos os arquivos do Almanaque do Ferrão e achamos o vídeo com os cinco gols do time coral naquele 5×3 de 1992. Vale a pena você se deliciar com os gols e principalmente com a agilidade do ídolo eterno Jorge Veras na hora de mandar a bola para o fundo do gol adversário. É só conferir abaixo.

ESTREIA CORAL NO ESTADUAL DE 1966 NO FERIADO DO DIA DO TRABALHO

Ferroviário no Campeonato Cearense de 1966 – Em pé: Roberto Barra-Limpa, Zé do Mário, Carlinhos, Nilton, Albano e Vadinho; Agachados: Jarbas, Mozart, Marcos, Peu e Sabará

O Ferroviário já jogou 33 vezes na data festiva do dia 1º de maio, porém isso aconteceu pela última vez na distante temporada de 2003. Já são 15 anos sem jogos no feriado do Dia do Trabalho. Porém, vamos acionar o túnel do tempo do blog e ir até a temporada de 1966, quando o Ferrão amargava 14 anos de jejum sem o título de campeão cearense. Naquele 1º de maio, o time coral fazia sua estreia no Estadual justamente enfrentando o Fortaleza, que era treinado por um César Moraes ainda em início de carreira. O Ferroviário, do treinador carioca Jair Santana, apresentava uma série de novidades, entre elas o goleiro Carlinhos, ex-Vasco/RJ, o craque cearense Mozart e um pacote de reforços oriundo do Sampaio Corrêa: os zagueiros Vadinho e Valfredo, o volante Peu e os atacantes Jarbas e Sabará. Desses, Valfredo foi o único que não participou do primeiro jogo do campeonato de 1966. Além desses nomes, o time coral ainda tinha o meia Nilton, que chegou precedido de grande cartaz vindo do Botafogo/RJ. A foto acima foi tirada exatamente no jogo do dia 1º de maio e mostra bem a base da equipe na disputa em que o Ferroviário amargou apenas um quinto lugar, a frente apenas do Nacional. Sim, a competição tinha apenas seis participantes.

Jair Santana: técnico em 1966

O jogo de estreia do Ferroviário no campeonato cearense de 1966 teve Adélson Julião como árbitro e foi realizado no Estádio Presidente Vargas diante de um público de 12.000 expectadores. Foi o jogo de número 968 da história coral que já acumula mais de 3.600 partidas em 85 anos de trajetória. O jogo contra o Fortaleza terminou 0x0 graças às defesas dos dois goleiros, que brilharam naquele feriado. Ressalte-se que o Ferrão ficou com um jogador a menos no segundo tempo porque o lateral Roberto Barra-Limpa foi expulso por jogo violento. O Tubarão da Barra alinhou com Carlinhos, Zé do Mário, Vadinho, Albano e Roberto Barra-Limpa; Peu e Nilton; Jarbas, Marcos, Mozart e Sabará. Já o Fortaleza empatou com o futebol de Pedrinho, Português, Zé Paulo, Renato e Carneiro; Luis Martins e Joãozinho; Birungueta, Facó, Croinha e Zé Augusto. O técnico Jair Santana, um ex-jogador consagrado do Fluminense/RJ, permaneceu 23 jogos à frente do comando coral naquela temporada. O campeão de 1966 também não foi o Fortaleza. Foi o América, aliás o último título estadual daquela gloriosa equipe que há décadas anda sumida do cenário esportivo cearense.