FOTO RARA DO CAMPEÃO DA TAÇA EVANDRO AYRES DE MOURA EM 1976

Ferrão campeão do Torneio Evandro Ayres de Moura – Em pé: Giordano, Arimatéia, Jocecir, Marcus, Júlio e Hélio; Agachados: Vanderley, Cláudio Silva, Alzir, Carlos Alberto e Babá

Evandro Ayres de Moura foi prefeito de Fortaleza em meados dos anos 1970. Em sua homenagem, foi organizada uma competição de segundo semestre, na temporada de 1976, que contava com a participação das equipes cearenses, com exceção de Ceará e Fortaleza, que estavam no campeonato brasileiro. O retrato acima é o time coral exatamente na final dessa competição, mais precisamente no dia 10 de novembro, antes de bater o Tiradentes por 4×2 e conquistar o título sob o comando de Lucídio Pontes, seu primeiro título pelo Tubarão da Barra. Foram 11 jogos no total. O Ferrão caiu na chave A com Calouros do Ar e Guarany de Sobral em jogos de ida e volta. O Tiradentes, campeão da Chave B, venceu o 1º turno nos pênaltis contra o Ferroviário, vencedor da Chave A. Os dois times também fizeram a final do 2º turno, vencida pelo time coral por 3×2. Na grande decisão, dia do registro da foto em questão, o Ferroviário aplicou 4×2 em cima do Tigre e levou a taça para sua galeria de troféus na Barra do Ceará. Na onzena que entrou em campo no dia da final, no PV, o lateral direito Marcus era irmão do conhecido narrador de futebol Carlos Fred, falecido em 2016.

VITÓRIA CONTRA O CALOUROS DO AR COM DOIS GOLS DE BETO ANDRADE

O vídeo acima é mais um regaste de imagens históricas promovido pelo Almanaque do Ferrão. Encontramos uma vitória coral por 2×0 em cima do saudoso Calouros do Ar. As imagens são da TV Verdes Mares e a narração é de Aderbal Bezerra. O jogo é do campeonato cearense de 1988, ano de glórias para o Tubarão da Barra, e foi válido pelo 2º turno da competição. O ponta esquerda Beto Andrade marcou os dois tentos da partida, que teve um público de 3.036 pagantes numa quarta à noite, mais precisamente no dia 11 de maio. Treinado por Ramon Ramos, o Ferrão bateu o Calouros com o futebol de Serginho, Laércio, Arimatéia, Djalma e Marcelo Veiga; Toninho Barrote, Arnaldo e Denô (Alves); Mazinho Loyola, Guina e Beto Andrade (Carlos Antônio). O Tremendão da Aerolândia jogou com Malafaia, Braga Júnior, Marcelo, André e Alencar; Dendê (Marquinhos), Gildo e Maninho; Joãozinho, Frank (Márcio) e Luís Alberto. O técnico foi o ex-lateral coral Paulo Maurício. Do time adversário, o goleiro Malafaia atuou depois no Ferrão, na temporada de 1993. Na sequência do campeonato, o Ferrão teve um clássico memorável contra o Ceará, já apresentado aqui no blog. Beto Andrade foi um dos bons nomes corais naquele ano.

NARRAÇÃO DOS GOLS DE UM JOGO CONTRA O GUARANY EM 1982 NO PV

Em agosto de 1982, o Ferroviário recebia o Guarany de Sobral, no PV, para mais um jogo válido pelo 2º turno do campeonato cearense daquele ano. Era uma quarta-feira à noite e somente 982 pagantes resolveram ir ao velho estádio do Benfica, bucólico bairro da capital cearense. Quase quarenta anos depois, o Almanaque do Ferrão revive em áudio a emoção daquela partida, que terminou com a vitória coral por 2×1, gols de Paulo César Cascavel, na foto ao lado, e Almir. O lendário Teco Teco descontou para o time sobralense. Treinado por Wilson Couto, o Ferrão jogou com Giordano, Nonato Ayres, Darci Munique, Nilo (Zé Carlos) e Jorge Henrique; Augusto, Meinha e Almir; Getúlio, Paulo César Cascavel e Evaldo (Doca). Como se nota, a dupla diabólica Betinho e Jorge Veras, que marcou época a partir daquele campeonato, ainda não estava em campo, fato este só iniciado no final do mês de agosto. O Guarany, treinado por Nagibe Marques, perdeu com Dalmir, Ney, Nanam, Perivaldo e Marcelino; Reinaldo (Rosquinha), Tangerina e Teco Teco; Valdir, Toninho e Badu (Chiquinho Viana). A partida teve Joaquim Gregório no apito e todos os gols saíram ainda no primeiro tempo. Abaixo, destacamos a narração da Rádio Verdes Mares 810 AM de Fortaleza, com Tom Barros e Cleiton Monte. Mate a saudade daquela cobertura.

O GOL DO ÚNICO JOGO DO FERRÃO CONTRA O SÃO PAULO GAÚCHO

O vídeo acima é mais uma grande raridade resgatada pelo pesquisador Zidney Marinho. Trata-se do gol do meia Nilsinho, marcado no PV, após jogada do atacante Almir, na única vez na história que o Ferroviário enfrentou o Sport Clube São Paulo, time gaúcho da cidade de Rio Grande, que fica a 318 quilômetros de Porto Alegre. A partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro de 1980 e aconteceu no dia 16 de março daquele ano. A vitória em cima da equipe gaúcha credenciou o Ferrão a passar para a segunda fase da competição duas rodadas depois. Nilsinho foi considerado o melhor jogador em campo, não apenas pelo gol da vitória, mas também pela desenvoltura dentro das quatro linhas. Treinado por Aristóbulo Mesquita, o time coral venceu com Salvino, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Artur, Bibi (Doca) e Nilsinho; Ari (Hélio Sururu), Almir e Babá. O São Paulo/RS jogou com Sérgio, Marinho, Carlão, Tadeu e Radar; Zé Augusto, Motor e Paulo César; João Carlos (Romário), Néia e Almir (Astronauta). O treinador era Laoni Luz. O público foi de 7.655 pagantes e a partida teve o potiguar César Virgílio na arbitragem. As duas equipes tinham Náutico/PE, Ponte Preta/SP, Flamengo/RJ, Itabaiana/SE, entre outros, como adversários na mesma chave. Abaixo, a matéria publicada no Jornal O Povo sobre o jogo, já apresentada aqui no blog em postagens anteriores.

Cobertura do Jornal O Povo criticando a inoperância do ataque coral contra o São Paulo gaúcho

FOTO DO FERRÃO EM JOGO DECISIVO NO 1º TURNO DO ESTADUAL DE 1996

Ferroviário Atlético Clube na temporada de 1996 – Em pé: Celso, Dilino, Wálter, Sílvio César e Batista; Agachados: Marquinhos, Odair, Reginaldo, João Marcelo, Cantareli e Clayton

O registro fotográfico acima tem sua dose de raridade. Mostra a onzena do Ferroviário que entrou em campo para um jogo de quartas de final no 1º turno do campeonato cearense de 1996. O jogo foi contra o Ceará e aconteceu no PV. A imagem traz o time coral escalado com o goleiro Celso, que fez apenas dez partidas pelo Tubarão da Barra. Ele chegou procedente do futebol maranhense e participou como titular dos dois primeiros turnos da competição. Depois, ele foi embora e cedeu seu lugar para o bicampeão Jorge Luiz. Depois de um 0x0 no tempo normal e na prorrogação, o Ceará teve mais sorte na disputas de pênalti e venceu por 8×7. O zagueiro Dilino chutou a bola na trave em sua cobrança. O destaque da equipe era o meia Clayton, que veio para o Ferroviário como contrapartida da negociação de venda do volante Ricardo Lima para o Mogi Mirim/SP. Esse time tinha o famoso Mirandinha em seu primeiro trabalho na função de treinador, ele que começou a temporada como jogador. Ao final do certame, as duas equipes decidiram o título e o alvinegro tirou o sonhado tricampeonato do Ferroviário em mais uma decisão eletrizante no futebol cearense.

O DIA QUE O PONTA ESQUERDA DO FERRÃO TERMINOU JOGANDO NO GOL

Marco Antônio virou goleiro

Ferrão e Fortaleza faziam mais um Clássico das Cores pelo campeonato cearense de 1980, quando o árbitro Emanuel Gurgel observou o goleiro Salvino retardando o jogo, aos 42 minutos finais, e o expulsou do gramado. Como o treinador Lanzoninho já tinha efetuado as duas substituições permitidas, coube ao ponta esquerda Marco Antônio, ex-Corinthians/SP, colocar a camisa de goleiro e as luvas, ir para as traves e defender a meta coral nos minutos restantes. Esse jogo aconteceu, no PV, há exatos quarenta anos. O jogo foi 1×1. Ricardo Fogueira marcou para o Tubarão da Barra e Odilon empatou para o Fortaleza. Após a reclamação pelo expulsão do arqueiro coral, todo o banco de reservas terminou expulso. O Ferroviário sustentou o empate, apesar da pressão do Fortaleza, e faturou um ponto no hexagonal decisivo do 1º turno. Além de Corinthians e Ferrão, Marco Antônio defendeu o Londrina/PR e Atlético/GO. Depois que parou de jogar, o ex-atacante infelizmente teve envolvimento com drogas e acabou assassinado em 2 de outubro de 1994, aos 43 anos de idade, chegando a ser enterrado com indigente. Segundo o site Terceiro Tempo, do jornalista Milton Neves, foi graças à amiga Célia Maria Martins, que ele teve o corpo reconhecido posteriormente e pôde ser sepultado com dignidade no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo.

LEGENDÁRIO ARTILHEIRO PAULO CÉSAR FAZIA SUA ESTREIA HÁ 42 ANOS

Artilheiro Paulo César estreava pelo Ferroviário e marcava três gols num 20 de junho como hoje

Foi num 20 de junho como hoje, só que em 1978. Há exatos 42 anos, estreava com a camisa do Ferroviário, um dos maiores goleadores de sua história, o pernambucano Paulo César, contratado junto ao Moto Clube/MA. O primeiro jogo do artilheiro com a camisa coral ocorreu contra o extinto Ferroviário no Maranhão, num amistoso realizado no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Logo em seu primeiro jogo, ele marcou três gols na goleada de 4×0 em cima do adversário homônimo. O placar foi completado pelo atacante Luizinho, o peito de aço. Treinado por Nojosa, o Ferrão jogou com Paulinho (Giordano), Jorge Henrique, Júlio, Cândido e Ayala; Jodecir, Doca e Jacinto; Manuelzinho (Sérgio Luís), Paulo César (Tadeu) e Jeová (Babá)(Luizinho). Trazido do Maranhão por conta dos vínculos da equipe com a RRFSA, o Ferroviário de lá, treinado por Baezinho, jogou com Maciel, Ivan, Alcimar, Reginaldo e Luisinho (Dicol); Jorge Santos, Riba e Gojobinha (Zenon); Zequinha, Mendes e Pelé. Pouco dias antes do amistoso que apresentou o legendário Paulo César, o Ferrão comemorou a conquista do título da Taça Waldemar Alcântara, uma espécie de Taça Fares Lopes da época. A partir de sua estreia, Paulo César participou de 137 jogos e marcou 88 gols.

REGISTRO DO FERROVIÁRIO NO CAMPEONATO CEARENSE DE 2001

Ferroviário Atlético Clube em 2001 – Em pé: Aderson, Hilton, Rogério Carioca, Alencar, Paulo Adriano e Adão; Agachados: Maradona, Zé Carlos Vampeta, Buiú, Dino e Roberto Juazeiro

Mais uma registro do Ferroviário perfilado, dessa vez o time de 2001, antes de um confronto contra o Fortaleza, no PV, em maio daquele ano. Foto diretamente do acervo do preparador físico Fábio Monte, que aparece ao lado do centroavante Adão na imagem. Outros integrantes do clube aparecem também, como o preparador de goleiros Pepe, o roupeiro Aldir, o massagista Fran, agachado, e o diretor de futebol Oliveira, todos situados à esquerda na fotografia. Do lado direito, é possível ver ainda o preparador físico Clovandi Costa. Trata-se de um registro de uma época bastante complicada para estes profissionais, que conviviam com atrasos de salários constantes, greves e falta de uma melhor estrutura para disputar as competições. A prova disso é que o Tubarão da Barra terminou o campeonato cearense de 2001 apenas na sexta colocação, com 23 pontos conquistados. Na temporada anterior, o Ferrão havia lutado contra o rebaixamento no Estadual pela primeira vez em sua história, fato este que se repetiu algumas vezes pelos próximos treze anos.

GOLAÇO DE BRANCO NA FINAL DE TURNO CONTRA O FORTALEZA

Assista o vídeo acima com atenção. Há um quarto de século, ele estava guardado no baú do Almanaque do Ferrão e agora chega ao blog após insistentes pedidos. Trata-se da matéria da TV Verdes Mares do jogo final do 3º turno do campeonato cearense de 1995. Ferroviário e Fortaleza faziam a decisão. Aos 32 minutos da etapa final, o lateral  esquerdo Branco chutou de fora da área e fez o gol do título. Branco foi titular nos Estaduais de 1993 e 1994, mas perdeu a posição para João Marcelo em 1995. Na partida decisiva contra o Fortaleza, Branco havia acabado de entrar em campo, substituindo justamente o lateral titular. O gol de Branco eliminou o Tricolor do Pici do campeonato e garantiu ao Ferrão a chance de jogar por um simples empate contra o Icasa na final do certame, que valeu ao Tubarão da Barra o inédito bicampeonato. Naquela quinta-feira à noite, véspera de feriado, 12.166 pagantes foram ao PV. As duas torcidas dividiram o estádio meio a meio. O treinador Ramon Ramos lançou o Ferrão com Jorge Luiz, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo (Branco); Paulo Adriano, Hílton (Piti), Acássio e Esquerdinha; Robério (Nasa) e Reginaldo. O Fortaleza, do técnico Danilo Augusto, perdeu com Souza, Gaúcho (Luciano Melado), Rau, Eduardo e Adriano; Odair, Marquinhos e Darley; Vivinho, Mirandinha (Zé Raimundo) e Serrinha. Dacildo Mourão foi o árbitro da partida. Ao final do jogo, Paulo Adriano levantou o troféu, já que o capitão Ricardo Lima estava suspenso. Na matéria acima, vemos também o atacante Piti, que foi bastante útil naquela campanha. Sem dúvida alguma, um jogo marcante na gloriosa história coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão.

CRÔNICA SOBRE O FERROVIÁRIO NA ESPORTE ILUSTRADO EM 1946

A revista Esporte Ilustrado foi uma importante publicação no Brasil entre 1920 e 1956. Dez anos antes de ser extinta, uma crônica escrita por Índio do Jaguaribe figurou nas páginas da revista versando sobre dois títulos recentes da equipe que representava a Rede de Viação Cearense, a saudosa RVC. Em meio ao texto, o registro fotográfico das formações campeãs do campeonato cearense de 1945 e do Torneio Início de 1946, quando o Ferroviário recebeu a taça que levava o nome do médico, ex-deputado estadual e constituinte Honório Correia Pinto. Na final do Estadual de 1945, a vítima foi o Maguari, que acabou desativando sua equipe de futebol depois da derrota inesperada. Por sua vez, o Fortaleza foi o adversário na final do Torneio Início de 1946. As decisões aconteceram no gramado do PV. Vale a pena conferir a matéria acima e recordar nomes grandiosos dos primórdios da história coral. Muito embora a revista falasse em bicampeonato estadual para o Ferroviário, ele só veio meio século depois.