NARRAÇÃO DE UMA VIRADA DO FERRÃO EM CIMA DO FORTALEZA

Jangada empata para o Ferrão logo após a marcação do primeiro gol coral no Clássico das Cores

Esse jogo já mereceu destaque aqui no blog com o resgate do vídeo da época. Estamos falando de uma virada histórica do Ferroviário, em 1981, em cima do Fortaleza. O jogo foi válido pelo Hexagonal decisivo do 2º turno do Estadual daquele ano. O Tricolor do Pici abriu 2×0 no placar, logo aos 16 minutos de jogo, mas o Tubarão da Barra se impôs na partida e conquistou a vitória de forma sensacional. Abaixo, você confere o áudio com a narração histórica e vibrante de Gomes Farias, pela Rádio Verdes Mares de Fortaleza, com a participação dos repórteres de campo Bezerra de Menezes e Cleiton Monte. Os atacantes Mazolinha e Evilásio marcaram para o Leão, enquanto Meinha, Jangada e o craque Sima assinalaram para o time coral. O jogo aconteceu no Castelão e teve um público de 10.101 pagantes. A partida foi dirigida por Luis Vieira Vila Nova. Aperte o Play e volte quarenta anos no tempo.

CELSO GAVIÃO E SUAS MEMÓRIAS NO FERROVIÁRIO E NO PORTO

O vídeo acima foi editado a partir de uma entrevista concedida pelo ex-zagueiro Celso Gavião à jornalista Denise Santiago. Veiculado no programa Jogo Certo da TV Diário, em 2018, o ex-atleta coral falou de algumas recordações vitoriosas no futebol, entre elas, o título estadual no Tubarão da Barra, em 1979, e o título mundial no Porto, de Portugal, em 1987. Quando perguntado sobre ter marcado o gol do título pelo Ferrão em cima do Ceará, Celso não titubeou: “foi o gol do título“. Na prática, é verdade que não foi, visto que o título só foi confirmado após uma vitória por 3×0 em cima do Fortaleza, na rodada seguinte. Porém, o gol do Gavião foi de uma importância tamanha que é comumente referido como o ´gol do título`, dado o contexto de uma vitória maiúscula, histórica e totalmente improvável em termos de prognósticos naquele momento. Referida curiosidade é, inclusive, relatava no texto intitulado “Petardo do Gavião e Milagres do Capacete“, no recém-lançado livro `Crônicas Corais´, em alusão às atuações individuais do zagueiro Celso e do goleiro Cícero Capacete naquele memorável jogo contra o alvinegro, em setembro de 1979. Fica a dica de leitura.

REGISTRO DO FERROVIÁRIO NO SEGUNDO SEMESTRE DE 1990

Ferrão no segundo semestre de 1990 – Em pé: Robinson, Valdecy, Gilmar Furtado, Basílio, Junior Piripiri e Jaime. Agachados: Toninho Barrote, Ademir Patrício, Cantareli, Magno e Jorge Veras

O campeonato cearense de 1991 começou em agosto de 1990 e o seu 1º turno foi disputado até dezembro daquele ano, quando o Ferroviário perdeu a disputa final para o Fortaleza. Posteriormente, a competição foi retomada somente em junho de 1991 com mais três turnos na disputa. O registro histórico acima é do time base do Ferrão que ficou com a  segunda colocação no 1º turno do Estadual de 1991, há exatos trinta anos. Aquela formação contava com o retorno do goleiro Robinson, que após ser campeão pelo Ferrão em 1988, voltava ao time coral depois de boa passagem pelo futebol baiano. Para a temporada de 1991, ele acabou não permanecendo na Barra do Ceará e o piauiense Guará foi contratado para seu lugar. Robinson e Toninho Barrote eram os dois únicos remanescentes do brilhante título estadual de 1988. No dia 22 de dezembro de 1990, após um 0x0 contra o Fortaleza, no Castelão, o goleiro Robinson, um dos melhores da nossa história, fazia sua última partida com a camisa do Ferrão.

FERROVIÁRIO SE DESPEDE DO ÍDOLO ETERNO MARCELO VEIGA

Existem dias que a gente espera que nunca cheguem. Hoje foi apenas mais um deles. O Ferroviário recebeu a notícia do falecimento de seu ex-lateral esquerdo Marcelo Veiga. Depois de quase um mês lutando contra a Covid-19, o eterno ídolo coral faleceu na tarde de hoje na Santa Casa de Bragança Paulista, cidade onde fixou residência há vários anos. O vídeo acima é simbólico e registra um breve momento de sua passagem no ano passado, como treinador, durante a Série C do campeonato brasileiro. Nessa função, com trabalhos em 2004 e 2019, foram 24 partidas à frente do Ferrão. Como jogador, em 1988 e 1989, Marcelo Veiga disputou 79 partidas e marcou 13 gols, entre eles o gol do título, em cima do Fortaleza, na grande final do campeonato de 1988. Consolidou-se naquele ano como um jogador de muita raça, espírito de luta e chute certeiro, rapidamente se tornando capitão da equipe e xodó da torcida coral, principalmente entre as crianças. Em janeiro de 1990, teve seu passe negociado com o Santos/SP, equipe tradicional do futebol brasileiro, onde também viveu grande fase. Em 1996, Marcelo quase retornou ao Ferrão, mas o clube estava bem servido de lateral esquerdo e a oportunidade acabou não vingando. Ao longo dos seis anos desse blog, muito conteúdo já foi postado e recordado em termos de áudios raros, entrevista exclusiva, vídeos e fotografias do maior lateral esquerdo da história do Ferroviário Atlético Clube. Basca clicar na marcação com o nome “Marcelo Veiga” abaixo e reviver alguns de seus grandes momentos no Tubarão da Barra. Vai com Deus, capitão.

GOL DE JORGE VERAS QUE ADIOU O DESFECHO DO ESTADUAL DE 1982

O Fortaleza jogava pelo empate para ser campeão cearense em 1982. Era um domingo, dia 5 de dezembro daquele ano. No segundo tempo, o ponta esquerda Edmar errou um passe no meio campo e o Ferrão se aproveitou para marcar 1×0 com o artilheiro Jorge Veras. Resgatamos acima o vídeo desse lance histórico no Castelão. O adversário coral ainda perdeu um pênalti no jogo. Na sequência, os dois clubes, que rivalizaram grandes jogos em 1982, partiram para uma melhor de 4 pontos. Após dois empates, o Fortaleza venceu o terceiro jogo e acumulou a pontuação necessária do regulamento – a vitória valia 2 pontos no passado – sagrando-se campeão cearense. No jogo do vídeo em destaque, o técnico Jálber Carvalho escalou o time coral com Hélio Show, Jorge Henrique (Meinha), Goes, Nilo e Luisinho; Doca, Edson e Betinho; Paulo César Cascavel, Ivan (Getúlio) e Jorge Veras. Moésio Gomes, técnico do tricolor do Pici, escalou seu time com Salvino, Alexandre, Pedro Basílio, Chagas e Clésio; Nélson (Romário), Zé Eduardo e Assis Paraíba; Adilton, Beijoca e Edmar (Miltão). A arbitragem foi do paulista Emídio Marques de Mesquita e 28.794 pessoas pagaram ingresso para esse grande jogo no Castelão. O vídeo é mais uma raridade descoberta pelo Almanaque do Ferrão e que fica para a posteridade.

JORGE VERAS E IVAN DECRETAM VITÓRIA EM CLÁSSICO DE 1982

A raridade acima mostram os gols de um Clássico das Cores disputado em 1982, exatamente num 14 de Novembro como hoje. O jogo foi válido pelo 3º turno do campeonato cearense daquele ano, selando a terceira vitória consecutiva por 2×1 em cima do Fortaleza dentro da competição. As imagens do acervo do pesquisador Zidney Marinho mostram um verdadeiro golaço do artilheiro Jorge Veras no primeiro tempo, e um gol do atacante Ivan, emprestado pelo Santa Cruz/PE, que foi decisivo para a vitória na etapa final e comemorou seu gol tal qual Pelé, com socos no ar. O experiente volante Nélson descontou para o tricolor. Treinado por Jálber Carvalho, o Tubarão da Barra formou naquele domingo de muita chuva pelo Brasil com o futebol de Hélio Show, Jorge Henrique, Goes, Artur e Luisinho; Augusto (Alberto), Edson e Betinho; Paulo César Cascavel, Ivan e Jorge Veras (Doca). Moésio Gomes escalou o time perdedor com Salvino, Alexandre, Pedro Basílio, Chagas e Clésio; Nélson (Romário), Assis Paraíba e Zé Eduardo; Geraldinho, Miltão (Beijoca) e Edmar. O Fortaleza tinha uma equipe muito experiente e terminou conquistando o título estadual no mês seguinte, após uma série de jogos decisivos contra o próprio Ferroviário, que sentiu muito um problema de contusão do craque Betinho, ele que passou a atuar nos jogos finais na base do sacrifício e longe da condição física ideal.

FERROVIÁRIO: O PATINHO FEIO DO POBRE E VELHO FUTEBOL CEARENSE

O papo hoje é sobre treta! O Canal do Nicola no YouTube disse, nacionalmente, o que muita gente em terras alencarinas já tinha certeza. Gostem ou não, o Ferroviário é tratado como “Patinho Feio” do pobre e velho futebol cearense, em seus mais de cem anos de disputas. “É mania de perseguição“, dirão os simplistas em seus argumentos, invariavelmente, simplórios. Ocorre que contra fatos não há argumentos e inúmeros acontecimentos, por vezes deixados de lado, enfileiram uma alta dosagem de artimanhas e histórias mal contadas através do tempo. No mais recente episódio, o Ferrão acabou punido e perdeu o direito de mando de campo em sua própria cidade, simplesmente porque o Castelão, estádio público onde o Ferrão manda jogos desde 1974, está reservado apenas para jogos da dupla Ceará e Fortaleza. Tudo isso em plena disputa de um campeonato brasileiro de futebol, quando todas as instituições envolvidas, inclusive o Governo, deveriam trabalhar a favor da garantia dos interesses corais, como legítimo representante do Estado na competição. Assim, o importante choque de líderes contra o Santa Cruz/PE será no Domingão, no município de Horizonte. Entre omissões, mentiras e atos sórdidos verificados longe da grande mídia, mas relatados à boca miúda nas últimas semanas, o vídeo acima do jornalista Jorge Nicola dá o tom da mais nova treta em que o Ferrão acabou metido gratuitamente.

Chicão: testemunha ocular da história

É fácil recordar inúmeros absurdos afins ocorridos no passado, até porque alguns são impossíveis de esquecer, como o fato – até pitoresco – de um time inteiro ser preso na final do campeonato cearense de 1947, depois de estar sendo vergonhosamente roubado pela arbitragem. Talvez, o cúmulo dos cúmulos. Zé Limeira, eterno torcedor-símbolo do Ferrão, morreu contando detalhes de várias finais de campeonato em que o time coral acabou prejudicado contra Ceará e Fortaleza, terminando como vice-campeão. Estelita Aguirre, outro ferrenho torcedor já falecido, foi para o céu bradando nas arquibancadas, e no rádio, que a sigla da Federação Cearense de Futebol, conhecida como FCF, na verdade, deveria significar “Federação do Ceará e do Fortaleza“. Lembram? O saudoso Chicão, supervisor coral por quase três décadas, morreu relatando histórias dos bastidores que tramaram contra o tricampeonato estadual coral em 1996. “Se o Ferroviário for Tri, o futebol cearense se acaba“, dizia ter ouvido tal pérola nos corredores da FCF, saído da boca de um dirigente do alto escalão da mentora. Histórias e depoimentos que ficam para trás, caem no esquecimento ou simplesmente viram lendas urbanas do futebol alencarino.

Luizinho e o gol anulado

É muito comum pessoas nas arquibancadas com suas histórias e tretas testemunhadas. Mais de trinta anos depois, até hoje se fala do gol mal anulado de Luizinho das Arábias contra o Fortaleza, que garantiu o adversário no triangular final do campeonato de 1985. O melhor entre os três, o Ferrão, com um verdadeiro timaço, foi o prejudicado. O presidente Caetano Bayma está vivo até hoje pra contar, com riqueza de detalhes, essa história, num dos campeonatos mais escandalosamente surrupiados em todos os tempos. Já repararam que torcedores de Ceará e Fortaleza dificilmente recordam ou relatam terem perdido uma final de campeonato cearense por causa de um erro de arbitragem? Falam pontualmente de um jogo ou outro, principalmente em partidas de campeonato brasileiro, quando são tratados como “time pequeno”, mas quase nunca falam de uma final de Estadual. É fácil ser torcedor do Ceará e do Fortaleza em âmbito local quando reina a hipocrisia. Todos os esforços convergem em favor dos dois. Alguém duvida? Quando disputam uma final entre si, a primeira providência é anunciar logo um árbitro de outra região, fato quase nunca providenciado quando o adversário da final é o Ferroviário ou outra equipe qualquer. A história está aí para provar. Referidas práticas e acontecimentos fazem parte do futebol cearense e, o pior, nos acostumamos com isso.

Panfleto da torcida coral em 2006

E o que dizer do episódio quase esquecido de 1973, quando o futebol cearense ganhou definitivamente uma segunda vaga para o campeonato brasileiro, dominado pelos interesses da ditadura militar? Quem foi o indicado pela Federação? Apesar da retrospectiva coral em campo ser superior por conta do título estadual em 1970 e das campanhas de 1971 e 1972, e não obstante o Ferroviário ter ficado com a segunda vaga provisória criada na primeira edição da disputa nacional, em 1971, depois de vencer uma seletiva local, o agraciado político com a vaga definitiva, em 1973, foi o Fortaleza, para ira dos dirigentes corais da RFFSA que só faltaram esmurrar o presidente da Federação na ocasião. O lendário Ruy do Ceará está aí para contar e os arquivos dos jornais não o deixam mentir na hora de recordar os fatos. Decisões e favorecimentos que mudam o curso da história e engradecem ou enfraquecem seus atores diretamente envolvidos. O que falar da Copa João Havelange, em 2000, que catapultou gratuitamente o Fortaleza dos vexatórios caminhos da Série C para uma nova e charmosa segunda divisão, reunindo vários times que estavam na Série B? Acesso bom é o acesso fácil. E o episódio da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2006? Mesmo como campeão da categoria Sub-20, o Ferrão foi alijado da vaga prevista em regulamento após uma série de “mal-entendidos” envolvendo a FCF, a Secretaria Estadual da Juventude e, claro, o beneficiado Fortaleza, que viajou pra capital paulista como representante do futebol cearense. Nariz de palhaço foi pouco. Mais recentemente, em 2008, o quase nunca lembrado Caso Piva, que evitaria o “rebaixamento” do Ferrão para a Série D do Brasileiro, devidamente arquivado e sepultado. Em 2016, o episódio nefasto de um campeonato cheio de WO´s, a maioria a favor da mesma equipe. Como esses fatos, existem dezenas de outros. O problema é que as pessoas se acostumaram a esquecer.

Clóvis Dias: bicampeão e deposto

Quando o Ferroviário engrossou o pescoço na metade dos anos 1990, articulando inclusive a criação da Copa do Nordeste, negociando jogadores para times importantes do país, fazendo caixa e disputando, pau a pau, os títulos estaduais com os preferidos da audiência, deixando muitas vezes o próprio Fortaleza comendo poeira em situações pra lá de vexaminosas, partiu de dentro da cúpula maior do futebol cearense, um movimento para derrubar politicamente a presidência coral, que preparava e idealizava o clube para as mudanças que a Lei Pelé, posteriormente, acabou exigindo de todos. Até hoje, o Ferroviário paga muito caro pela forma como o presidente quase tricampeão Clóvis Dias foi deposto. Foram mais de duas décadas perdidas a partir daquela sequência de episódios que vergonhosamente envolveu até registros policiais. Ninguém pode afirmar o que seria do futuro do clube se aquele trabalho tivesse tido continuidade, mas todo mundo sabe bem o que aconteceu depois daquela sequência de fatos tramada entre o alto escalão do futebol cearense e pessoas ligadas aos intestinos corais.

Presidente Vargas em missão de salvar vidas

Na prática, todo mundo diz que gosta do Ferrão. É muito fácil dizer. É o texto preferido dos políticos e dos politiqueiros. Não se trata de pessoas em particular, muito menos de instituições, sejam elas públicas ou privadas, mas quando alguém cala diante do extravio do lícito direito do clube em mandar seus jogos  no Castelão – e a omissão é um pecado que jamais merece ser esquecido -, pactua-se sordidamente com o ´mainstream` que alicerça e faz com que as coisas sejam como sempre foram, mantendo aquele velho modelo viciado, onde todos os interesses convergem para apenas dois clubes, que se retroalimentam, inclusive financeiramente, a partir de uma respeitável rivalidade, mas que estão pouco se lixando para a realidade de que a festa recebe outros convidados e estes têm também o direito de compartilhar o mesmo espaço, principalmente quando este é público e foi construído, também, com dinheiro do contribuinte coral. Com a ausência do PV, outra casa querida e histórica, reservado para a nobre missão de salvar vidas na pandemia de Covid-19, as instituições e as pessoas que fazem o futebol cearense jamais poderiam ter dado as costas para o Ferroviário e agir como, infelizmente, procederam, sobretudo diante do simples fato do clube precisar usar o  Castelão por – apenas e meros – 180 minutos mensais. É muito? Tamanha mesquinhez deveria encher de vergonha os responsáveis, inclusive no âmbito político do Estado, pois a omissão é a pior forma de covardia. Chega a ser engraçado saber que a referida treta ficará nos arquivos e na memória apenas como mais um item perdido na galeria de relatos afins que se avolumaram com o tempo. Mais um pra conta, pode registrar. E como tantos outros, jamais será esquecido.

LUISINHO E BETINHO DECISIVOS NUM CLÁSSICO DAS CORES EM 1982

Luisinho e Betinho foram duas ótimas contratações para o campeonato cearense de 1982. Os dois vieram do futebol pernambucano, mais precisamente do América e do Sport, respectivamente. O primeiro era um eficiente lateral esquerdo, já o segundo foi um meio campista de mão cheia, craque na verdadeira acepção da palavra. Experientes, ambos contribuíram bastante dentro de campo naquele ano e também na temporada seguinte. No vídeo acima, vemos os gols desses dois jogadores  contra o Fortaleza, num 19 de setembro como hoje, que terminou com a vitória coral por 2×1 no Castelão. No gol da vitória, Betinho acertou uma cabeçada certeira e decretou o resultado. Treinado pelo experiente Jálber Carvalho, o Tubarão da Barra formou com Hélio Show, Jorge Henrique, Artur, Goes e Luisinho; Doca, Meinha, Cacau e Betinho; Getúlio (Paulo César Cascavel) e Evaldo (Nilo). O adversário, treinado por Moésio Gomes, perdeu com Sérgio Monte, Roner, Lineu, Chagas e Clésio; Assis Paraíba, Romário (Miltão) e Zé Eduardo; Geraldinho, Adilton e Edmar (Viegas). Hoje em dia, o inesquecível ídolo Betinho mora em Recife e enfrenta problemas de saúde. Por sua vez, Luisinho trabalhou nas categorias de base do Ferrão há pouco mais de dez anos. São dois nomes pernambucanos para sempre na história do Ferroviário Atlético Clube.

DIA DE COMEMORAR MAIS UM ANIVERSÁRIO DO TÍTULO DE 1979

Capa do Correio do Ceará em 1979

Em 1979, num inesquecível domingo, dia 16 de setembro, o Ferroviário bateu o Fortaleza por 3×0 e conquistou o seu sexto título estadual na história. Os gols da peleja já mereceram postagens anteriores aqui no blog, tanto na rara recuperação do vídeo, como no resgaste do áudio histórico durante a transmissão da Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Em mais um aniversário daquela conquista, quarenta e um anos depois, destacamos hoje a capa do extinto Correio do Ceará, um dos jornais mais tradicionais do estado até aquela década. Com o título “Campeão Merecidamente“, o famoso periódico estampou a foto da formação que entrou em campo naquela decisão, com o goleiro Edmundo substituindo Cícero Capacete, suspenso, e Jorge Henrique no posto do lateral esquerdo Ricardo Fogueira, expulso no jogo anterior. Em 1979, o Ceará tentava o propalado e inédito pentacampeonato, mas acabou encontrando o Ferrão no caminho e o teve como verdadeiro algoz, sobretudo no histórico confronto realizado quatro dias antes da partida decisiva contra o Fortaleza, confronto este que até hoje é lembrado nos estádios do futebol cearense. Vale lembrar que o Ferrão teve quatro treinadores naquela campanha: Pedrinho Rodrigues, 15 jogos, José Oliveira, 6 partidas, Urubatão Nunes, 23 jogos e César Moraes nos 8 últimos jogos da competição, terminando como o grande campeão. Dos 52 jogos no campeonato cearense, os atacantes Paulo César e Dedé, ambos com 46 apresentações, foram os que mais entraram em campo com a camisa coral. Os jovens Edson e Haroldo foram os que jogaram menos. Cada um entrou em campo uma única vez naquela competição. O legendário Paulo César foi o grande artilheiro do certame com 29 gols.

CLICK NO TIME QUE DEU UM VAREIO DE BOLA NO FORTALEZA EM 1988

Ferrão em 1988: Em pé: Laércio, Djalma, Serginho, Arimatéia, Toninho Barrote e Marcelo Veiga; Agachados: Mazinho Loyola, Denô, Guina, Arnaldo e Beto Andrade

O registro fotográfico acima mostra o momento em que o Ferroviário perfilou em campo para jogar contra o Fortaleza em mais um clássico do campeonato cearense de 1988. Quando a bola rolou, essa onzena deu um autêntico vareio de bola no adversário, enfiando 3×0 ainda no primeiro tempo. Na etapa final, o Fortaleza esboçou uma reação, mas o Ferrão deu novamente as cartas e marcou o quarto gol, de bela feitura, fechando o placar em 4×2. Era a estreia do centroavante Guina, campeão sul matogrossense pelo Operário nas duas temporadas anteriores, e cedido ao Tubarão da Barra, por empréstimo, pelo Palmeiras/SP. Em seu primeiro jogo, o atacante paulista deixou sua marca na meta tricolor. O meio campista Denô esbanjou futebol nessa partida, comandando com Arnaldo a distribuição das jogadas para o ataque coral. O ponta esquerda Beto Andrade foi outro destaque no jogo. Mazinho Loyola fez um belo gol, de peixinho. Mais de três décadas depois, o velho retrato disponibilizado eterniza uma das maiores apresentações corais no Castelão. Justamente por isso, vale a pena postar abaixo, mais uma vez, o vídeo com os melhores momentos daquele jogo.