TEM ÍDOLO ETERNO NA ÁREA SÓ PARA PRESTIGIAR A GRANDE FINAL

Ex-lateral esquerdo Marcelo Veiga segura a camisa coral em meio aos jogadores do Ferroviário

Marcelo Veiga já foi tema de várias postagens aqui no blog. O maior lateral esquerdo que vestiu a camisa do Ferroviário segundo a campanha ´Time dos Sonhos`, autor do gol do título na conquista do campeonato cearense de 1988, está novamente em Fortaleza e por um motivo muito especial: veio prestigiar o Tubarão da Barra na finalíssima do campeonato estadual contra o Ceará. Na noite de ontem, ele esteve na concentração do Ferroviário dando uma palavra de apoio para os jogadores corais. Depois, participou de um jantar aberto à conselheiros e torcedores. Tirou muitas fotos, conversou sobre fatos de sua época no clube e mostrou-se simpático e atencioso com todos aqueles que o tem como ídolo eterno do Ferrão. Em conversa com o blog durante a semifinal contra o Fortaleza, Marcelo Veiga pregou aviso: ´Se o Ferrão for pra final, eu pego um avião e vou pro estádio torcer´. Cumpriu o prometido. Independente do resultado, a presença especial de um ídolo do passado nesse momento reforça o elo coral com a grandeza histórica do clube no contexto do próprio futebol cearense. E, convenhamos, ter ídolos vitoriosos que continuam ligados à instituição tantos anos depois, não é pra qualquer torcida. Marcelo Veiga defendeu o Ferrão entre 1988 e 1989, atuando em 79 jogos e marcando 13 gols. Além do Estadual de 88, foi campeão do Torneio Ciro Gomes no ano seguinte. Em homenagem à chegada do eterno ídolo coral, o Almanaque do Ferrão revirou o baú e buscou uma raridade em vídeo: um gol, de falta, do ex-lateral, marcado na decisão do 2º turno contra o Tiradentes, no Castelão, em 1988. E lá se vão quase 30 anos no tempo.

CEARÁ X FERROVIÁRIO É NA PRÁTICA O GRANDE CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

1939: Ceará x Ferroviário no Campo do Prado

A novidade surgiu num simples debate de rede social. Intitulado há menos de duas décadas de ´Clássico da Paz`, o confronto histórico entre Ceará x Ferroviário pode e deve mudar de nomenclatura. Por que não chamá-lo de ´Clássico dos Clássicos´? Na prática, o raciocínio é simples: o confronto entre ambos, justamente os dois finalistas do campeonato cearense de 2017, completará 80 anos daqui a dois anos. Na época, no final da década de 30, eram Ceará e Ferroviário os times que levavam o maior público aos estádios cearenses, razão pela qual até o início da década de 70 o confronto entre ambos era adequadamente intitulado de ´Clássico das Multidões`. Até o final da década de 60, o famoso ´Clássico Rei`, confronto lendário entre Ceará e Fortaleza, ficava atrás em prestígio quando comparado ao ´Clássico das Multidões`, fato este somente suplantado em termos de importância a partir dos anos 70 com o crescimento vertiginoso do Fortaleza em termos de torcida e uma perigosa lentidão do Ferroviário na renovação de seu público, fruto de períodos sem títulos, aliás um dos principais traços dos times de origem ferroviária. Muitos já fecharam as portas, mas o Ferrão provou ser imortal.

1975: Ceará x Ferrão no Castelão em construção

No início da atual temporada, havia quem falasse que Ceará x Ferroviário não era mais clássico, um grande absurdo e ignorância histórica até pelo significado técnico da palavra ´clássico´, utilizado para designar aquilo que resiste ao tempo e perdura ao longo dos anos. Os dois voltam a se enfrentar numa grande final e todo processo histórico de quase 80 anos de confrontos volta inevitavelmente à baila. Grandes jogos são rememorados, eternos jogadores são lembrados, ricas épocas voltam às pautas dos jornais e programas esportivos. Isso é ou não uma prova cabal do que é um clássico? Só que o dito ´Clássico das Multidões` minguou a partir dos anos 70. Ceará e Fortaleza passaram a levar suas multidões, estes sim com suas torcidas de massa. A torcida coral sempre foi numerosa sem nunca ser de massa, sempre foi formada a partir de um público seleto, com suas características próprias e uma vocação de paixão que se passa de pai pra filho. É só olhar nas arquibancadas. Nos anos 80, enquanto Ferroviário x Fortaleza era o ´Clássico das Cores´ ou o ultrapassado `Ferro-Fort´, o clássico Ceará x Ferroviário não recebia mais nenhuma denominação elogiosa. Era apenas mais um clássico. Até que a violência chegou aos estádios e, no final da década de 90, os dois times resolveram entrar em campo com seus representantes segurando um a bandeira do outro para homenagear e simbolizar uma pretensa paz em comparação a outros jogos pelo Brasil, prato feito para que rapidamente surgisse a nomenclatura ´Clássico da Paz` para ambos.

1981: Ferroviário x Ceará no Castelão lotado

A lógica para o título `Clássico dos Clássicos´ é muito óbvia: se temos quase 80 anos de confrontos, se um dia foram Ceará e Ferroviário os preliantes que arrebatavam multidões por quase quatro décadas muito antes do ´Clássico Rei´ ter sua importância, se o confronto até já mudou de nome se adaptando a uma nova realidade e dando origem ao ensosso título de `Clássico da Paz`, algo questionável em se tratando de uma rivalidade histórica que, até os anos 90, figurava com o torcedor do Ferroviário “odiando” mais o Ceará do que o próprio Fortaleza, razão pela qual as duas torcidas protagonizaram, num passado não muito distante, confrontos e brigas até hoje lembradas, e considerando ainda que Ceará e Ferrão voltam a fazer uma final estadual depois de 19 anos, por que não aproveitar o momento de ressurreição e retomada do grande clássico para lançar uma nova denominação para ele? O título ´Clássico dos Clássicos` é mais que pertinente. Está dada a dica. Uma boa campanha publicitária com marca, slogan e ativações envolvendo os dois times é plenamente capaz de segurar a onda e emplacar a novidade, que seria de interesse estratégico até para o próprio futebol cearense como um todo. Do contrário, será apenas motivo de chacota ou acusação de devaneio. Em síntese, Ceará x Ferroviário foi, na prática, o clássico mais badalado do futebol cearense muito antes dele conhecer outros clássicos, sobreviveu ao tempo depois que o Maguari sucumbiu, continuou com grande importância depois que o Fortaleza com todos os méritos ascendeu, perdeu sua nomenclatura original que deixou de fazer sentido, ganhou outra alcunha apenas simpática de uma maneira não muito original e está ainda ai posto à prova do tempo. E já que estamos em num novo tempo, que seja chamado de ´Clássico dos Clássicos´ por motivos mais que óbvios.

VITÓRIA, TAÇA, MINISTROS, LAMBADA E TUDO MAIS NO ESTÁDIO CASTELÃO

Recentemente, o estádio Castelão completou 43 anos de inauguração, porém isso pouco foi falado na mídia cearense. Em homenagem ao principal estádio de Fortaleza, batizado de Arena Castelão após grande reforma para a Copa do Mundo no Brasil, o Almanaque do Ferrão recupera acima as imagens de uma vitória coral que lhe valeu uma taça alusiva ao aniversário de 17 anos daquele equipamento esportivo. Aconteceu no dia 11 de novembro de 1990 e o adversário foi o Ceará pelo campeonato cearense do ano seguinte, que começou adiantado ainda em 1990, em razão da falta de calendário nacional para as equipes locais. Os gols do Ferrão foram de Gilmar Furtado, Ademir Patrício e Magno. Era a época da lambada como febre nacional e o centroavante coral arriscou uns passos com o lateral direito Jaime após a marcação do terceiro gol do Tubarão da Barra.

Zélia Cardoso de Mello e Bernardo Cabral: o que essa foto tem a ver com os gols do Ferroviário?

O jogo teve a arbitragem de Dacildo Mourão, que expulsou o meio campista Lira após falta em Toninho Barrote. Apenas 5.495 pagantes prestigiaram a partida no Castelão naquela tarde de domingo. Confira a escalação ofensiva do Ferroviário sob o comando do técnico Humberto Maia: Robinson, Jaime, Valdecy, Gilmar Furtado e Soares (Evilásio); Toninho Barrote, Cantareli e Basílio; Magno, Ademir Patrício (Jacinto) e Jorge Veras. O Ceará, do treinador Walmir Louruz, perdeu com Sérgio Monte, Caetano, Aírton, Oliveira Canindé e Paulo César; Carlos Alberto Borges, Gilmar Paggoto (Gerson Sodré) e Lira; Aloísio (Dadinho), Hélio e Claudemir. Aloísio foi o autor do gol alvinegro logo no início da partida. A vitória coral foi de virada e os três gols do Ferrão saíram ainda no primeiro tempo. Ao final do vídeo, assista entrevistas ainda no gramado com o jogadores Cantareli, Jorge Veras, Magno e Gilmar Furtado, que recebeu a taça como capitão. Na entrevista de Magno após o jogo, o polêmico atacante dedicou seu gol ao casal ´Bernardo Cabral e Zélia Cardoso de Mello`, ambos ministros do então governo do presidente Collor, que viviam um caso amoroso apesar dele ser casado, fato amplamente explorado pela imprensa na ocasião. Anos depois, ela tornou-se a esposa do saudoso simpatizante coral e consagrado humorista Chico Anysio. Tempo de um futebol nada politicamente correto.

MARCELO VEIGA GRAVA VÍDEO E DESEJA BOA SORTE AO FERROVIÁRIO

Capitão do time e autor do gol que deu o título cearense de 1988 ao Ferroviário, o ex-jogador Marcelo Veiga gravou ontem um vídeo em Fortaleza, agradecendo o recebimento da nova camisa coral, confeccionada pela empresa Uniex, e desejando boa sorte a nova diretoria executiva encabeçada pelo presidente Nilton Ramos. O ídolo coral encontra-se na cidade para comandar o Bragantino/SP em partida contra o  Ceará, pela Série B do campeonato brasileiro. O vídeo foi publicado as redes sociais do Ferrão e gerou um bom engajamento por parte dos torcedores, principalmente entre aqueles que recordam as atuações do ex-lateral esquerdo com a camisa do Tubarão da Barra, entre 1988 e 1989. Há dois anos, o Almanaque do Ferrão recuperou a primeira entrevista de Marcelo Veiga assim que se apresentou ao clube em janeiro de 1988, reproduzida também logo abaixo.

No vídeo atual, Marcelo manda também um abraço para o treinador Lula Pereira, que continuará no Ferroviário na próxima temporada na função de coordenador técnico. Lula foi um dos principais incentivadores na vinda do paulista Nilton Ramos para a presidência coral com o intuito de tentar recuperar o prestígio do clube no cenário nacional. Curiosamente, Lula Pereira e Marcelo Veiga foram adversários no final da década de 80 no futebol cearense. Lula era o técnico do Ceará na partida histórica que o alvinegro marcou 5×1 em cima do Ferroviário no tempo normal, mas que perdeu na prorrogação por 2×0 com uma apresentação brilhante de Marcelo Veiga dentro de campo. Desejando que as palavras de Marcelo Veiga se concretizem na nova fase coral, resgatamos abaixo os dois gols do Ferrão na prorrogação daquela grande partida em 1988, na narração de Vilar Marques e Júlio Sales, ambos da então equipe esportiva da Rádio Uirapuru de Fortaleza. Vilar narrou o primeiro tempo da prorrogação e Júlio narrou o segundo tempo. Recorde.

A NOITE MÁGICA DAS DEFESAS MILAGROSAS DE CÍCERO CAPACETE

Cicero Capacete em 12/09/1979: uma das maiores atuações de um goleiro no futebol cearense

Todo torcedor do Ferroviário já ouviu falar da noite histórica que um ex-goleiro coral pegou até pensamento no Castelão e garantiu a vitória do Tubarão da Barra, por 1×0, em cima do Ceará. Foi em 12 de setembro de 1979. Portanto, aquele jogo memorável acaba de completar mais um aniversário. Foi exatamente aquela vitória mágica que abriu as portas para o Tubarão da Barra conquistar mais um título estadual, apenas quatro dias depois, ao vencer por 3×0 o Fortaleza, seu conhecido freguês na temporada. Mas por que foi uma vitória mágica? Porque foi algo totalmente improvável em razão do rolo compressor que era o time alvinegro em busca de um inédito pentacampeonato. Diante de 30.801 expectadores, Jangada e Ricardo Fogueira foram expulsos logo no início do jogo. Aos 29 minutos, gol de Celso Gavião para o Ferrão. A partir daí, o Ceará impôs um massacre dentro de campo e o time coral heroicamente suportou a pressão. Vitória épica com a consagração de vários heróis na nossa história, principalmente o goleiro Cícero.

O troféu do Grande Lance Antarctica até hoje guardado pelo ex-goleiro Cícero em sua residência

Antes do grande jogo contra o Ceará, espalhou-se um boato de que Cícero estaria “na gaveta” de dirigentes alvinegros. A diretoria coral entrou em parafuso. A leviandade se espalhou rapidamente como todas as mazelas que circundam o sub-mundo do futebol cearense. Houve quem sugerisse a exclusão do goleiro da meta coral. Cícero Capacete foi a campo e deu a resposta com defesas consagradoras e milagrosas. As bolas que ele não defendeu ou iam pra fora ou batiam na trave. Numa delas, a bola chocou-se no travessão e voltou para os braços do goleiro coral. No lance mais sensacional da partida, Cícero defendeu uma cabeçada à queima roupa do atacante Ivanir, o que lhe valeu o famoso troféu com o pinguim do ´Grande Lance Antarctica`, uma das principais honrarias patrocinadas pelas famosa cervejaria destinadas aos jogadores de futebol nas décadas de 70 e 80. Cícero Capacete guarda até hoje seu troféu em sua residência em Fortaleza.

Manchete do Caderno 2 do Jornal O Povo documentando os detalhes de uma vitória histórica

Quem esteve presente no Castelão naquela noite de quarta-feira lembra da intensa alegria e comemoração dos jogadores corais com o apito final do árbitro Leandro Serpa. Quase que por encanto, o título cearense – que não vinha desde 1970 – estava quase nas mãos do Ferroviário. Num dos momentos mais marcantes, Cícero Capacete agradece a Deus caminhando de joelhos de uma área a outra do gramado, tendo lado a lado a companhia do lateral esquerdo Ricardo Fogueira, também de joelhos, e de vários outros curiosos que acompanhavam aquela cena histórica. A vitória histórica do Ferrão veio do futebol de Cícero Capacete, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Celso Gavião, Jeová (Doca) e Terto; Raulino (Dedé), Paulo César e Babá. O Ceará foi derrotado com Dalmir, Tércio, Pedro Basílio, Darci (Geraldino Saravá) e Bezerra (Beto); Edmar, Artur e Aloísio Guerreiro; Jangada, Ivanir e Tiquinho. A importância desse jogo na história coral é tamanha que muitas vezes o gol de Celso Gavião é usualmente citado como o ´gol do título` de 1979. Na verdade, não foi. Mas é como se fosse por razões óbvias. Aconteceu no jogo 1.709 da história coral. Improvável, eterno, mágico e para sempre lembrado.

ATACANTE FOGUINHO ESTREAVA COM GOL HÁ 33 ANOS NO CASTELÃO

Há 33 anos, num domingo, dia 31 de Julho de 1983, Ferroviário e Ceará fizeram mais um grande jogo na história do futebol cearense. Após abrir 2×0 no placar logo aos 18 minutos iniciais, o time alvinegro não suportou o ímpeto do arrasador ataque coral e cedeu o empate ainda no primeiro tempo. Era o primeiro jogo oficial do ponta Foguinho com a camisa coral, ele que havia sido contratado recentemente junto ao Mixto de Cuiabá. Foi ele o autor do primeiro gol do Ferrão, que teve ainda uma grande arrancada do goleador implacável Jorge Veras na jogada que definiu o belo gol de empate. Tempo bom de um Ferroviário dirigido pelo experiente Lula, ex-ponta esquerda do Internacional/RS e do Fluminense/RJ. O blog apresenta acima os gols do jogo na narração de Fernando Vannucci, apresentador do semanário ´Gols do Fantástico`. Repare nas redes amarelas das traves do antigo estádio Castelão, elas que certamente marcaram época.

Foguinho e Jorge Veras marcaram

Foi o jogo 1.965 da história coral, com 13.363 pagantes. Joaquim Gregório foi o árbitro e o Tubarão da Barra formou com Giordano, Laércio, Paulo Alves, Nilo e Luisinho; Doca, Carioca e Betinho; Foguinho (Edson), Chicão (Zé Luís) e Jorge Veras. Era também a estreia oficial do atacante Zé Luís, ex-Ceará. Treinado por Moésio Gomes, o alvinegro jogou com Paulo Goulart, Everaldo, Djalma, Eraldo e Valdemir; Jorge Luís (Alves), Aloisio Guerreiro e Jacinto (Vicente Cruz); Katinha, Marciano e Zezé. Observe o adversário com os ex-corais Jorge Luís, Jacinto e Vicente Cruz, e ainda com o goleiro Paulo Goulart e o ponta Zezé, titulares no título de campeão carioca do Fluminense/RJ menos de 3 anos antes. A partida teve de tudo, inclusive uma falta de energia no segundo tempo que deixou o jogo encerrado mais cedo do que deveria. Jogo histórico, há 33 anos.

NARRAÇÃO DOS GOLS DO FERRÃO NO 4X3 CONTRA O CEARÁ HÁ 30 ANOS

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Wendell: técnico coral no 4×3

O acervo do Almanaque do Ferrão resgata mais uma raridade exatamente de 30 anos atrás. Disponibilizamos abaixo o áudio dos 4 gols do time coral na vitória surpreendente em cima do Ceará, por 4×3, em 27 de julho de 1986, na reta final do campeonato cearense. Oportunidade para ouvir a narração de Vilar Marques e Júlio Sales na equipe esportiva da extinta Rádio Uirapuru de Fortaleza. De quebra, a participação sensata em um dos lances do eterno craque coral Amilton Melo, que integrou por vários anos a imprensa cearense como comentarista depois que pendurou as chuteiras. Chance também para ouvir lances maravilhosos saídos dos autores dos gols Jaiminho, Luizinho das Arábias, Denô, Edinho e ainda um desabafo de felicidade no vestiário coral por parte do famoso ex-goleiro Wendell, que veio para ser o camisa Nº 1 do Ferroviário Atlético Clube no campeonato cearense, mas acabou como treinador da equipe nos últimos jogos.

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Experiente Edinho fez seu gol

A vitória foi totalmente surpreendente porque o Ferrão não aspirava mais chances na competição. Duas semanas depois, o Ceará sagrava-se campeão estadual com uma das maiores formações de sua história, formada por nomes como Rubens Feijão, Petróleo, Everaldo, entre outros. Foi o jogo 2.130 da história coral, que teve Leandro Serpa na arbitragem e o Ferroviário formando com o futebol de Serginho, Alexandre, Nilo, Léo e Vassil (Edson); Zé Alberto, Alex, Denô (Lupercínio) e Jaiminho; Edinho e Luizinho das Arábias. Preste atenção na escalação do Ceará: Salvino, Everaldo, Djalma, Argeu e Milton Lima (Bezerra); Serginho, Lira e Rubens Feijão; Amilton Rocha, Petróleo (Gerson Sodré) e Bebeto. Desses, Everaldo, Djalma, Argeu, Lira, Amilton Rocha e Bebeto jogaram no Ferrão em temporadas seguintes. Escute e volte 30 anos no tempo.