REGISTRO DA PRIMEIRA FORMAÇÃO QUE SE DESTACOU NA SÉRIE C DE 2006

Ferroviário em 2006 – Em pé: Jéfferson, Nemézio, Tales, Tiago Gasparetto, Marcelo Mendes e Marcelo Sá. Agachados: Marcos Pimentel, Glaydstone, Ernandes, Fernandinho e Cristiano

Esse é o Ferrão de 2006 no retrato! Naquela temporada, o time coral quase conseguiu o acesso para a Série B do Brasileiro. Foi por um triz. Depois de um período de três meses de inatividade, acontecida entre o fim do campeonato cearense e o início da Série C nacional, o Ferroviário voltava aos gramados com essa formação no primeiro amistoso preparatório para a nova competição. Era a estreia de nomes como o zagueiro Tiago Gasparetto, do famoso atacante Fernandinho e dos meias Tales e Marcelo Sá. A base dessa equipe seguiu firme no campeonato nacional e por muito pouco não subiu de divisão. O registro fotográfico foi feito antes de um amistoso contra o Ceará no estádio Presidente Vargas. O alvinegro venceu por 2×1 com gols de Luís Fernando e Léo Gago. Tales marcou para o Ferrão. A maioria desses atletas já pendurou as chuteiras. O eficiente volante Marcelo Mendes trabalha atualmente no Sampaio Corrêa. Tiago Gasparetto é instrutor de escolinhas no interior de São Paulo e o goleiro Jéfferson trabalha com esportes na prefeitura de Fortaleza. Grande time!

A GAROTADA DA BASE QUE VIROU TITULAR NO CAMPEONATO DE 1973

Ferroviário Atlético Clube em abril de 1973 – Em pé: Carlito, Marcelino, Vicente, Luciano Amorim, Cândido e Grilo – Agachados: Paulo César Feio, Luizinho, Carlinhos, Edílson Lopes e Jeová

Mais um registro fotográfico de uma onzena coral, dessa vez pelo campeonato cearense de 1973. Time treinado por Vicente Trajano com boa parte dos seus jogadores egressos das categorias de base, como o lateral direito Carlito, os zagueiros Cândido e Luciano Amorim, o lateral esquerdo Grilo, o meia Edílson Lopes e o ponta esquerda Jeová. Por sua vez, o meia Carlinhos e o perigoso atacante Paulo César Feio vieram do Madureira/RJ. O destaque do time era o atacante Luizinho, conhecido como ´peito de aço`, oriundo do Sport Belém/PA e que estava no clube desde a temporada de 1971. O goleiro Marcelino era o nome mais conhecido daquela formação. Ele vivia o auge de sua forma técnica e já acumulava vários minutos sem sofrer gols na competição, o que posteriormente lhe valeu um recorde que tem tudo para ser eterno no futebol cearense. O volante Vicente era egresso do Quixadá e mostrava-se bastante eficiente, perfazendo o total de 130 jogos com a camisa coral entre 1972 e 1976. A opção por lançar os garotos da base em pleno Estadual foi forçada pela crise econômica que assolava o mundo em 1973, complicada ainda mais pela disparada dos preços do petróleo meses depois e o consequente desabastecimento de produtos no comércio. Foi um momento muito difícil vivido em meio à ditadura militar no Brasil.

FOTO HISTÓRICA PUBLICADA NO INSTAGRAM OFICIAL DO CRAQUE ZICO

Zico sobe pra cabecear acossado pelo zagueiro Júlio e sob o olhar atento do lateral Paulo Maurício

Zico foi um dos maiores jogadores que o futebol brasileiro já produziu. Vestindo a camisa do Flamengo/RJ, ele enfrentou o Ferroviário em 3 jogos oficiais, deixando uma marca expressiva de cinco gols marcados nas redes corais. Foram dois confrontos pelo campeonato brasileiro de 1982 e, antes, um jogo pelo brasileirão de 1980. Ontem, o ídolo brasileiro publicou em sua conta oficial no Instagram a foto acima, registrada no Maracanã em janeiro de 1982. Nela, podemos observar dois jogadores corais na partida: o zagueiro Júlio e o lateral direito Paulo Maurício. Os 3 jogos do Ferrão contra o Flamengo na história já renderam algumas postagens aqui no blog. A vitória rubro-negra por 2×1, no Rio de Janeiro, em 1980, já mereceu postagem especial e o VT completo da vitória por 3×0, também no Maracanã, em 1982, já apareceu por aqui há mais de 5 anos, assim como o vídeo da vitória do Flamengo por 2×1 no Castelão, no jogo da volta de 1982. Temos também em nosso acervo o áudio dos três gols desse jogo em Fortaleza. Qualquer dia a gente publica essa raridade também. Dos atletas corais na fotografia, os dois passaram pelo Tubarão da Barra também como treinador em temporadas posteriores. Paulo Maurício trabalhou como o técnico coral em 2001 e Júlio Araújo atuou entre o fim de 2011 e o começo de 2012, ambos sem sucesso.

O BANCO DE RESERVAS NO PRIMEIRO JOGO OFICIAL NO ELZIR CABRAL

Reservas no primeiro jogo oficial na Barra do Ceará: Teninha, Fahel, Nilton, Olavo e Evilásio

Vejam que foto maravilhosa. O estádio Elzir Cabral lotado em seu primeiro jogo de campeonato cearense na história. Ela pertence ao acervo do ex-ponta esquerda Ronaldinho. O dia foi 19 de março de 1989 e o Ferrão goleou o Guarani de Juazeiro por 6×0 com 4 gols do artilheiro Cacau e 2 gols do craque Jacinto. Mais de oito mil pessoas estiveram presentes naquele domingo na inauguração do estádio coral para partidas oficiais. Na imagem do banco de reservas é possível identificar o preparador físico José Maria Paixa, o técnico Erandy Montenegro e dois dirigentes, um deles era o diretor de futebol Vicente Monteiro. Os jogadores são, da esquerda para a direita, o atacante Teninha, o goleiro Fahel, o lateral esquerdo Nilton, o meia atacante Olavo e o zagueiro Evilásio. Na época, a legislação permitia apenas duas substituições durante o jogo. Fahel e Olavo entraram no lugar de Albertino e Zé Carlos Parananense respectivamente. Depois que pendurou as luvas, Fahel passou a atuar como treinador de futebol com passagens em vários times do futebol brasileiro. Ao entrar no segundo tempo contra o Guarani, Fahel fez sua única apresentação com a camisa do Ferrão.

O FERRÃO BAILARINO QUE PERDEU UM TÍTULO EM TRÊS MINUTOS

Ferroviário na final do Estadual de 1963 – Em pé: Nélson, Ribamar, Pedrinho, Zezinho, Gavillan e Clóvis. Agachados: Macrino, Wellington, Milton Bailarino, Oliveira Bodega e Edílson Araújo

A foto acima com PV lotado foi tirado no dia 1º de dezembro de 1963. Foi na final do campeonato cearense daquele ano contra o Ceará. O Ferroviário tinha o craque Milton Bailarino e o veloz Macrino, contratados junto ao Santa Cruz/PE, além de uma série de outros bons jogadores. O goleiro Ribamar, por exemplo, chegara com grande destaque oriundo do ABC de Natal. Edílson Araújo era bom de bola e vinha a ser o irmão mais velho de Edmar, campeão invicto pelo Ferrão cinco anos depois. Esse time fez uma bela campanha no Estadual daquele ano e chegou à finalíssima contra o Ceará, que ainda não tinha perdido nenhum jogo na competição. O time coral vencia por 2×1 até os 42 minutos do segundo tempo, gols de Edílson Araújo e Milton Bailarino. A torcida erreveceana estava na expectativa do título depois de 11 anos, quando em três minutos, o Ceará fez dois gols e virou o jogo em cima do time comandado pelo técnico Dengoso. Registro histórico de um grande time que acabou não sendo campeão.

FOTO RARA COM MIRANDINHA NO TIME PROFISSIONAL DO FERRÃO

Ferroviário Atlético Clube em fevereiro de 1979 – Em pé: Paulo Maurício, Edmundo, Jeová, Júlio, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Agachados: Dedé, Jacinto, Mirandinha, Nilsinho e Babá

Nesse período de isolamento social, o ex-goleiro Edmundo abriu o seu arquivo de fotos nas redes sociais. Veja a raridade acima que ele postou. Trata-se de uma foto especial no estádio Elzir Cabral. Foi tirada antes do início de um amistoso preparatório contra o Tiradentes/CE. Era o dia 17 de fevereiro de 1979 e o Tubarão da Barra venceu o jogo por 1×0, gol do ponta esquerda Babá. A foto não é nada convencional já que apresenta o famoso atacante Mirandinha, ainda garoto, atuando pela equipe profissional do Ferroviário, depois de retornar de uma transferência polêmica para a Ponte Preta/SP. Ele participou de  apenas quatro amistosos na pré-temporada para o Estadual daquele ano, porém acabou não ficando no grupo, pois retornou para o futebol paulista após acertos diretivos. A foto acima é justamente o último registro de Mirandinha no Ferroviário naquela temporada. Depois disso, ele só voltou em 1996 para encerrar a carreira de jogador e iniciar a de treinador. Treinado por Pedrinho Rodrigues, o Ferrão venceu com Edmundo, Paulo Maurício, Júlio, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Jeová, Jacinto e Nilsinho; Dedé, Mirandinha e Babá. O Tiradentes perdeu com uma formação conhecida do futebol cearense: Tarcísio Abelha, Carlito, Nilo, Cândido e Luís Augusto (Califa); Aucélio (Da Silva), Dudé e Zezinho (Marcos Décio); Vanderley, Luizinho e Lula (Messias). Oito desses nomes jogaram ou jogariam depois no time coral. Ao final do campeonato cearense, essa mesma base conquistou o título máximo de 1979.

ARTILHEIRO DO FUTEBOL EUROPEU FOI TAMBÉM MASCOTE DO FERRÃO

O retrato de hoje é especial. Voltamos à década de 1980, mais precisamente na temporada de 1984. Na imagem ao lado, vê-se o goleiro Dário ladeado por mascotes corais antes de uma partida no Castelão. Você consegue reconhecer algum desses garotos? Ao lado esquerdo do arqueiro coral, de camisa listrada, vemos um jovem mascote que se consagrou na década seguinte como um dos maiores artilheiros do futebol europeu. Trata-se de Jardel, que algumas vezes já mereceu postagens aqui no Almanaque do Ferrão. Filho de uma família que torcia pelo Ferroviário Atlético Clube, o então garoto Jardel, com apenas 11 anos de idade, entrou no gramado com o time profissional do Ferrão. Sete anos depois, o esguio atacante Jardel chamou a atenção do Vasco da Gama numa competição de base em que o Tubarão da Barra foi um dos destaques. O resto da trajetória de Mário Jardel todo mundo sabe, inclusive o desfecho de sua vitoriosa carreira, quando voltou ao Ferroviário descendo de helicóptero no gramado onde deu os primeiros passos no futebol brasileiro. A imagem acima é o início de tudo, uma verdadeira raridade.