FOTO DO GOL DE JORGE VERAS CONTRA O FORTALEZA EM 1982

ídolo Jorge Veras chuta e vence o goleiro Salvino em jogo decisivo do Campeonato Cearense de 1982

O gol do registro fotográfico acima já mereceu postagem aqui no blog com a recuperação histórica da imagem em vídeo do referido lance. Corria o dia 5 de dezembro de 1982 e o Fortaleza precisava só de um empate para ser campeão estadual naquele domingo. Na etapa final, o atacante Jorge Veras aproveitou um vacilo do atacante Edmar e roubou-lhe a bola, avançando para marcar o gol da grande vitória coral no Castelão. O adversário ainda perdeu um pênalti na partida. O resultado forçou a realização de uma “melhor de quatro pontos” para apontar o grande campeão da temporada. A bela imagem acima foi devidamente publicada no dia seguinte nos jornais da capital cearense que estamparam o triunfo coral.

FOTO CURIOSA COM ELENCO CORAL VESTINDO AGASALHO NO PV

Ferroviário em amistoso contra o América/RN em 1978. Em pé: Gilberto, Marcos, Júlio, Arimatéia, Lúcio Sabiá, Ricardo Fogueira, Cândido, Edmundo e Paulo Maurício; Agachados: Louro (Massagista), Luizinho, Jacinto, Paulo César, Doca, Manuelzinho, Jodecir, Jorge Bonga, Babá e Chico Alves

O registro acima é de uma raridade peculiar. Ele mostra o elenco coral de 1978 vestido, no PV, com um curioso agasalho vermelho. O Ferrão era o campeão do 1º turno do Campeonato Cearense de 1978 e recebia o América/RN para um amistoso comemorativo. O treinador Lucídio Pontes relacionou os atletas que aparecem na imagem do dia 13 de setembro, agora colorizada depois de tantos anos. Um público de 3.360 pagantes compareceu à tradicional praça esportiva no bairro do Benfica. O Tubarão da Barra ganhou o jogo por 4×2, com dois gols de Babá e dois gols de Jacinto. Aloísio Guerreiro marcou para a equipe potiguar, também com dois gols. O Ferrão venceu com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá (Júlio), Arimatéia e Ricardo Fogueira (Cândido); Jodecir, Doca (Jorge Bonga) e Jacinto; Marcos (Chico Alves), Paulo César (Luizinho) e Babá. O América/RN perdeu com Cícero, Ivan, Joel Santana, Joel Copacabana e Sérgio; Ubirani, Dotto (David) e Marinho; Ronaldo Cruz, Aloísio Guerreiro e Erasmo (Ronaldo Alves). A forte equipe potiguar chegou a fazer 2×0 no placar, mas tomou a virada. Como era um amistoso, o Ferroviário processou cinco substituições, o que é normal no futebol atual, porém na época apenas duas alterações eram permitidas nos jogos oficiais. No América/RN, o goleiro Cícero foi campeão pelo Ferrão no ano seguinte. Na zaga potiguar, o ex-coral Joel Copacabana jogava ao lado de Joel Santana, que transformou-se depois num vitorioso treinador do futebol brasileiro.

O FERRÃO DE DOIS AMISTOSOS HISTÓRICOS CONTRA O SÃO PAULO

Ferroviário em janeiro de 1958 – Em pé: Antônio Limoeiro, Jaime, Nozinho, Manoelzinho, Macaúba e Eudócio; Agachados: Durval Cunha (Treinador), Macaco, Pacoti, Doca, Kitt e Zé de Melo

Em janeiro de 1958, o futebol cearense aguardava ansiosamente a excursão do São Paulo/SP por terras alencarinas. No dia 19 daquele mês, o tricolor paulista entrou em campo, no PV, para enfrentar o Ferroviário. A fotografia acima registra a equipe coral que começou a partida, diante de uma multidão presente nas arquibancadas do velho estádio. O ídolo Pacoti atuava pelo Sport/PE e foi cedido por empréstimo somente para esse grande confronto. A mesma coisa ocorreu com o atacante Doca, cedido pelo Usina Ceará. Treinado por Durval Cunha, o Ferroviário tinha nomes como o goleiro Jaime, ex-Botafogo/BA, os famosos Macaúba e Macaco, além do excelente Kitt. O time coral perdia por 2×1 e alcançou o empate no último minuto do jogo através de Pacoti. O craque Zé de Melo havia marcado o primeiro gol. Amaury e Gino assinalaram para a equipe paulista, treinada pelo húngaro Bela Gutman, e que formou com Paulo, De Sordi (Clélio) e Mauro; Sarará, Vitor e Ribeiro; Rubino, Amaury, Gino, Canhoteiro e Maurinho (Celso). O gol de empate no final do jogo motivou o São Paulo a pedir uma revanche e ela aconteceu quatro dias depois mediante grande expectativa na cidade. A nova partida reservaria momentos de violência, agressões, prisão e muito confusão no PV, mas isso é assunto para uma futura postagem.

FOTO DO PRIMEIRO TIME TREINADO NA BASE POR EDMUNDO SILVEIRA

Sub-20 do Ferroviário em 1989 – Em pé: Edmundo Silveira, Castilho, Ernandes, Biriba, Zé Carlos, Ednardo, Claudemésio e Piauí. Agachados: Indio, Alonso, Cícero Júnior, Borges e Lêca.

O registro fotográfico acima mostra a primeira equipe Sub-20 do Ferroviário treinada pelo professor Edmundo Silveira, que revelou muitos atletas para o futebol cearense. Corria a temporada de 1989 e nomes como o lateral direito Biriba e o meio campista Borges figuravam na base coral. Após passagens por outros times, os dois foram bicampeões estaduais pela equipe profissional do Ferrão, seis anos depois. O goleiro Castilho chegou a sentar no banco de reservas em alguns jogos do Tubarão da Barra no início dos anos 1990, bem como o lateral Zé Carlos e o volante Ednardo, que chegaram a ser utilizados no decorrer das partidas. Claudemésio foi vice-campeão da Copa do Brasil pelo Ceará, seu maior feito. Por sua vez, o atacante Cícero Júnior era um dos nomes mais promissores da base coral, figurando entre os profissionais desde a temporada anterior. Ele era filho do ex-zagueiro Cícero, que defendeu o Usina Ceará e o próprio Ferroviário no início da década de 1960. O último agachado é Lêca, que teve poucas oportunidades na equipe de cima do Ferrão.

REGISTRO DO CARRO DE BOMBEIROS NA CARREATA DO TÍTULO DE 1988

Imagem dos Arquivos Ferroviários Camocim Ribeiro com jogadores corais no carro dos bombeiros

O registro fotográfico acima foi tirado na manhã do dia 18 de setembro de 1988. Naquele domingo pela manhã, o Ferroviário Atlético Clube comemorou o título de campeão cearense daquele ano numa carreata pelas ruas da cidade. Boa parte do elenco coral subiu no carro do Corpo de Bombeiros e desfilou com o troféu pela capital cearense. Na imagem acima, é possível identificar o terceiro goleiro Júnior Lemos, segurando a taça e o polivalente Edson, sentado. Atrás, o goleiro reserva Osvaldo aparece de perfil. Posteriormente, outros jogadores subiram no carro, entre eles os ídolos Arnaldo, Mazinho Loyola e Marcelo Veiga. A comemoração coral durou o domingo inteiro, com direito a festa no Clube de Regatas da Barra do Ceará, ao meio-dia, e terminou com um amistoso de entrega de faixas, contra o Ceará, à tarde, no Estádio Presidente Vargas. O Tubarão da Barra bateu o alvinegro por 2×1, com gols de Wiltinho e Beto Andrade para o time coral, descontando Basílio para o Ceará. Dos atletas titulares no jogo decisivo contra o Fortaleza, os zagueiros Arimateia e Juarez, o goleiro Robinson e os meias Alves e Jacinto não atuaram no jogo festivo.

FOTO RARÍSSIMA: O JUVENIL DO FERRÃO NA TEMPORADA DE 1977

Equipe Sub-15 do Ferroviário A. C. durante as disputas do Campeonato Cearense de 1977 – Em pé: Laércio, Helder, Gilvan, Dedé, Sales e Maurício. Agachados: Gabriel, Assis, Osmar, Nena e Bosco

A fotografia acima é de 1977 e merece demais a postagem. Eis a equipe juvenil do Ferroviário nas disputas do Campeonato Cearense da categoria, o que seria hoje equivalente ao Sub-15. Nela, podemos ver o lateral direito Laércio com apenas 13 anos de idade. Ele foi o jogador mais jovem a vestir a camisa da equipe principal do Tubarão da Barra. O grande fato ocorreu em julho de 1978, quando Laércio, com apenas 14 anos, 5 meses e 3 dias de idade, entrou num amistoso contra o Calouros do Ar, no PV, lançado pelo treinador Lucídio Pontes, em substituição ao lateral Ayala. Menos de um mês depois, Laércio já disputava uma partida oficial pelo time profissional, dessa vez contra o Guarany de Sobral, também no PV, entrando no lugar do lateral direito Jorge Henrique. O protagonismo do atleta, justamente no ano do nascimento da primeira bebê de proveta no mundo, levou o narrador Júlio Sales a apelidá-lo de “provetinha” ou “bebê de proveta” na verve das narrações esportivas. Laércio passou 10 anos figurando nas escalações corais, totalizando 244 jogos e 4 gols marcados pelo Ferrão. Em 1984, ele foi emprestado ao Flamengo/RJ e retornou no ano seguinte para figurar numa das melhores equipes que o Ferroviário já formou em todos os tempos. No início de 1989, após sagrar-se campeão cearense no ano anterior, Laércio foi envolvido numa troca com o lateral direito Caetano e foi jogar no Fortaleza. A negociação envolveu também a ida do lateral esquerdo Edson para o Pici. Da equipe Sub-15 de 1977, o zagueiro Dedé, o lateral esquerdo Maurício, o atacante Bosco e o meia Osmar figuraram também em alguns jogos da equipe principal no decorrer das temporadas. Dedé foi o que acabou tendo mais oportunidades no início dos anos 1980.

REGISTRO DE UM FERRÃO QUE FAZIA A ESTREIA DO GOLEIRO UBIRAJARA

Ferroviário em jogo contra o Ceará no dia 16 de Maio de 1976 – Em pé: Pogito, Ubirajara, Arimatéia, Lúcio Sabiá, Pinto e Grilo; Agachados: Santos, Fernando Canguru, Lula, Danilo e Oliveira

A fotografia acima foi tirada no Castelão, antes de um clássico contra o Ceará pelo Campeonato Cearense de 1976. Era a estreia do goleiro Ubirajara, falecido no ano passado de Covid. Com a bagagem de uma boa passagem pelo América de Natal, o novo goleiro coral ficou menos tempo que o esperado em campo, pois se contundiu e teve que ser substituído pelo reserva Beto. O lateral esquerdo Grilo também saiu contundido e Ivanildo entrou em seu lugar. O treinador dessa equipe era o consagrado Vavá, que brilhou com a camisa da Seleção Brasileira enquanto jogador. O Ceará venceu o jogo por 1×0, gol de Marcos. Na equipe coral, nomes que passaram pouco tempo no elenco como o atacante Santos, ex-São Cristovão/RJ, e o também atacante Fernando Canguru, paraibano indicado pelo eterno ídolo Simplício, que o conhecia do Treze/PB. O zagueiro Pogito, que também atuava como lateral direito, chegou naquela temporada emprestado pelo Fluminense/RJ. O centroavante Lula era um dos destaques da equipe e terminara o Estadual do ano anterior como artilheiro da competição com 8 gols. Ex-atleta do Calouros do Ar, Lula chegou para o Ferrão em janeiro de 1974, quando o diretor Dirceu Pupe foi contratá-lo na cidade de Mossoró.

FOTO RARA COM ALEXANDRE PAVÃO E EDINHO NA FORMAÇÃO CORAL

Foto do Ferroviário antes de uma partida contra o Limoeiro pelo Campeonato Cearense de 2004

A fotografia acima traz dois jogadores que só atuaram uma única vez com a camisa do Ferroviário. Nesse dia, em 28 de fevereiro de 2004, o time coral fazia a estreia do goleiro Alexandre Pavão e do zagueiro Edinho. Ambos tiveram atuação desastrosa e só realizaram esse jogo pelo Ferrão, que foi goleado pelo Limoeiro por 4×1 no PV. Acima, perfilados em pé, da esquerda para a direita temos os seguintes jogadores: Anderson, Edinho, Alexandre Pavão, Junior Cearense e Damião. Por sua vez, agachados, vemos Marcelo, Édio, Andrezinho, Glaydstone, Stênio e Maurício Pantera. O treinador dessa equipe era o ex-goleiro Jorge Pinheiro, que vestiu a camisa do próprio Ferroviário nos anos 1990. O pernambucano Maurício Pantera acabou sendo o artilheiro do Campeonato Cearense daquele ano com 12 gols, apesar de ter ficado fora dos jogos por um mês, em razão de uma atrapalhada e mal sucedida transferência para o futebol russo. Atualmente, Maurício Pantera reside em Recife, atua como porteiro em condomínios residenciais e é torcedor do Santa Cruz/PE.

ROBERTO CEARENSE MARCAVA EM CIMA DE MARCELINO HÁ 40 ANOS

Atacante Roberto Cearense cabeceia e marca mais um gol do Ferroviário em jogo do Estadual de 1981

O registro fotográfico acima completou quarenta anos. Foi o primeiro gol do centroavante Roberto Cearense contra o América/CE, no PV, num domingo de manhã. O tento foi assinalado em cima do histórico goleiro Marcelino, que estava em final de carreira. O Ferrão venceu o jogo por 3×1 e Roberto Cearense teve a oportunidade ainda de marcar o gol mais bonito do “Fantástico”, fato este já destacado aqui no blog em 2016. Treinado por Moésio Gomes, o Tubarão da Barra jogou com o futebol de Salvino, Paulo Maurício, Paulo César Piauí, Nilo (Darci Munique) e Roner; Augusto, Meinha e Sima; Jangada (Paulo César Cascavel), Roberto Cearense e Babá. Comandado por Alberto Damasceno, sentado no banco como treinador da equipe, o antigo Diabo Rubro da Dom Manuel perdeu com um time cheio de veteranos: Marcelino, Cafifa, Artur, Júlio e Rebelde; Chiquinho (Maurício), Pinto e Mano; Brito, Jorge Costa e Vento (Artur II). Menção honrosa para o meio campo piauiense do Ferrão: Augusto, Meinha e Sima, este último autor do outro gol coral na partida. Abaixo, aos 35 segundos do vídeo, você confere o gol do Ferrão que resultou no retrato acima.

O FERROVIÁRIO QUE ENFRENTOU O REI PELÉ PELA PRIMEIRA VEZ

Confira o retrato acima. Em pé: goleiro Pedrinho, Gomes, Luiz Paes, Veto, Carlindo, Edmar e o também goleiro Miltão. Agachados estão Marcos do Boi, Ademir, Facó, Coca Cola e Alísio. O registro aconteceu no dia 5 de novembro de 1967, quando o time coral empatou em 0x0 com um time misto que reunia atletas de Ceará e Fortaleza. O objetivo era preparar a equipe que dois dias depois enfrentaria o Santos de Pelé. Era comum as equipes cearenses se reforçarem quando encaravam times importantes do futebol brasileiro. Foi por isso que Pedrinho, Carlindo e Marcos do Boi aparecem com a camisa coral nessa fotografia de 1967. O primeiro, pernambucano nascido em Olinda, foi cedido pelo Fortaleza e os outros dois pelo Ceará. O amistoso no PV contra o time da Vila Belmiro terminou 5×0. Pelé anotou um gol. O time que começou o jogo foi exatamente a onzena da foto, com o goleiro Miltão de titular. No decorrer da partida, o técnico Ivonísio Mosca de Carvalho processou algumas alterações e a equipe coral formou com o futebol de Miltão (Pedrinho), Veto (Vadinho), Luiz Paes, Gomes e Carlindo (Barbosa); Coca Cola e Edmar; Ademir, Marcos do Boi (Peu), Facó (Paraíba) e Alísio (Piçarra). No ano seguinte, os dois times se enfrentaram novamente e, dessa vez, a zaga coral conseguiu parar o Rei Pelé num jogo histórico. Dessa equipe, Ademir e Coca Cola chegaram a jogar em Portugal. O primeiro, atacante pernambucano de Recife, construiu uma longa carreira de onze temporadas em terras lusitanas e conquistou a cidadania portuguesa. Ambos já são falecidos.