29 DE FEVEREIRO: APENAS TRÊS JOGOS EM TODA A HISTÓRIA CORAL

29fevereiro29 de fevereiro é um dia atípico. Só acontece de quatro em quatro anos, todo mundo sabe disso. Mas você sabe dizer quantas vezes o Ferroviário jogou nessa data? O Almanaque do Ferrão responde: apenas 3 vezes! A primeira foi em 1940, em amistoso contra o Ceará, no Campo do Prado, e vitória alvinegra por 2×1. O lendário atacante piauiense Pepê marcou para o Ferrão. O segundo jogo num 29 de fevereiro só aconteceu em 1984, válido pela elite do campeonato brasileiro, contra o Fluminense/RJ, no Estádio São Januário, derrota para o tricolor carioca em plena cidade maravilhosa pelo placar de 2×0. A última vez foi exatamente no mais recente ano bissexto do calendário gregoriano, há 4 anos, pelo campeonato cearense de 2012. Diante de apenas 37 testemunhas no estádio Domingão em Horizonte, o Guarany de Sobral foi batido por 3×2, com gols do meia atacante Rafinha (duas vezes) e do atacante Jânio Daniel, eles que fizeram parte de um dos piores elencos já montados na longa caminhada coral. O próximo 29 de fevereiro será em 2020 e cairá exatamente num fim de semana. Quem sabe não podemos ter o quarto jogo do Ferrão nessa data? É esperar pra ver a história ser feita.

LANÇADO DOCUMENTÁRIO SOBRE ASCENSÃO E QUEDA DO FERROVIÁRIO

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Gustavo Linhares (de azul) e a banca que atribuiu nota máxima ao documentário sobre o Ferrão

O rol de produções audiovisuais sobre o futebol cearense está definitivamente mais rico. Depois de bons vídeos destacando os rivais Ceará e Fortaleza, agora é o Ferroviário que acaba de ganhar um belo e interessante documentário. A produção partiu do jovem Gustavo Linhares, que utilizou sua obra como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo na Universidade Federal do Ceará, sob a orientação do Prof. Dr. Ricardo Jorge. Aprovado com nota máxima, o material intitulado “Descarrilhou… Ferroviário Atlético Clube: da Locomotiva de Glórias à 2ª Divisão do Campeonato Cearense” aborda os principais fatos da história coral desde sua fundação, focando principalmente os acontecimentos que levaram à perda de prestígio coral desde o bicampeonato 94/95 e a saída do presidente Clóvis Dias, culminando com a realização de campanhas pífias, crises políticas, seguidas lutas contra o descenso nos últimos 20 anos e o inevitável rebaixamento estadual em 2014. Em meio a uma elogiável narrativa, o documentário cobre in loco as partidas do Ferrão na segunda divisão estadual de 2015 com imagens dos vestiários, cobertura da campanha e da paixão dos torcedores que não abandonaram o time durante a competição, não obstante uma das mais vexatórias campanhas do clube em todos os tempos, quando terminou de forma vergonhosa na 6ª colocação.

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Documentário ficou pronto na semana passada

A obra de Gustavo Linhares tem o mérito de abordar e ouvir nomes importantes na caminhada do Ferroviário durante os 63 minutos do documentário. Através de imagens de arquivo, personalidades como o já falecido Valdemar CaracasIarley, Zé Limeira e Clóvis Dias, dentre outros, interagem de forma majestosa com a narrativa da história coral, dialogando ainda com depoimentos gravados junto ao eterno ídolo Pacoti, o historiador Airton de Farias, o ex-governador Lúcio Alcântara, dirigentes, ex-jogadores, torcedores e atletas do elenco de 2015, além de membros da crônica esportiva cearense, que expõem suas idéias sobre o declínio do Ferroviário nas últimas décadas, intercalando com memoráveis imagens de craques do passado e vídeos de jogos históricos do clube, entre eles o golaço do lateral direito Paulo Maurício, de falta, contra o Flamengo/RJ de Zico, em 1982, no Castelão. Apesar do tema doloroso, a abordagem sobre o rebaixamento coral teve o mérito de levantar com isenção as várias nuances técnicas e políticas que cercaram aquele episódio, além de evidenciar as agruras, dificuldades de gestão, limitações financeiras, bem como a persistente falta de estrutura identificada durante a tentativa de retorno à 1ª divisão no ano passado. A versão em DVD do documentário traz ainda um material extra que destaca histórias curiosas, a origem do termo Tubarão da Barra e uma bela lembrança e homenagem à torcedora Dona Filó, falecida em 1963, que dá nome à rua onde foi erguido o estádio do Ferroviário.

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Imagem de Clóvis Dias no documentário

A primeira exibição de “Descarrilhou… Ferroviário Atlético Clube: da Locomotiva de Glórias à 2ª Divisão do Campeonato Cearense” ocorreu na semana passada, na própria Universidade Federal do Ceará. Em março, o produtor espera organizar uma nova exibição do vídeo para os curiosos em algum dos auditórios do curso de Jornalismo na UFC. Por enquanto, não existe previsão da chegada do material no YouTube, já que Gustavo Linhares pretende inscrever sua preciosa obra em festivais audiovisuais pelo Brasil afora e estes exigem o ineditismo da película em mídias de exibição pública. Fica a sugestão do Almanaque do Ferrão.

FERRÃO É NOTA 10 PELA SEGUNDA VEZ EM SUA GLORIOSA HISTÓRIA

Não poderia ter sido mais empolgante a estreia do Ferroviário na segunda divisão do campeonato cearense no último domingo. O time coral massacrou o Campo Grande, de Juazeiro do Norte, pelo placar de 10×0. Foi apenas a segunda vez na história que o Ferrão marcou exatamente 10 gols numa partida oficial. A primeira aconteceu no longínquo ano de 1942, contra o extinto Penarol/CE, em jogo válido pelo 1º turno do campeonato cearense daquele ano, que terminou com um 10×1 no placar. Agora, 74 anos depois, foi a vez de Paulista, Rodrigo Pio, Valdeci e companhia entrarem pra história. Vale a pena conferir o vídeo acima com os gols da avalanche coral, devidamente eternizados para a posteridade como mais um resultado expressivo ao longo da trajetória do clube.

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Benedito em 1943

Vale lembrar que outro placar avassalador verificado numa partida oficial aconteceu em 1943 e coincidentemente contou com 10 gols de diferença, contra o também extinto Fluminense/CE, na goleada coral por 11×1, válida pelo campeonato cearense. Eram os tempos de um Ferrão que tinha Mário Negrin, Marinho, Benedito, Caranguejo, Chiquinho, Chinês, etc. O ala esquerdo Benedito, no alto de seus 203 jogos com a camisa coral, participou tanto da goleada de 1942, quanto da histórica vitória anotada no ano seguinte. Além dele, o ala direito Marinho e os meias Chinês e Chiquinho também estavam presentes nos dois jogos. Cabe ainda destacar que placares como 10×0, 11×0, 12×0, 13×3 e até 14×0 já foram mais de uma dezena de vezes verificados em amistosos realizados pelo Ferroviário.

GOLS DO ARTILHEIRO PAULO CÉSAR PELO CAMPEONATO CEARENSE DE 78

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Paulo César com a camisa de 1978

Muitos torcedores enviam mensagens para o Almanaque do Ferrão pedindo informações sobre um dos maiores artilheiros da história coral. Estamos falando de Paulo César, adquirido junto ao Moto Clube/MA em junho de 1978. Foram 137 partidas e 88 gols marcados com o uniforme do Ferroviário, o que o coloca como o 4º maior goleador do clube, atrás apenas de Macaco, Fernando e Zé de Melo. Sua passagem pela Barra durou até 1981 e o titulo estadual, conquistado dois anos anos, o elevou a condição de ídolo diante de sua marca de artilheiro do campeonato com 29 gols assinalados. Paulo César – o papagaio – de há muito merecia uma homenagem em nosso blog. Foi por isso que reviramos o baú e buscamos imagens do grande goleador com a camisa coral. A foto acima foi tirada em 1978, logo quando chegou ao clube. Mais que isso, resgatamos abaixo um vídeo daquele ano com dois gols de Paulo César, o que é, sem dúvida alguma, uma preciosa raridade. Serve para a velha guarda matar as saudades e apresentá-lo aos mais jovens, que certamente dele muito ouviram falar.

O jogo foi contra o América, no PV, diante de um bom público de 3.993 pagantes. Já dissemos aqui que 1978 é até hoje o ano da maior média de público na história do Ferrão, fruto da montagem de um grande time, que acabou não sendo campeão. Assista os dois gols de Paulo César e outro tento do meia Jorge Bonga, na vitória por 3×1 em cima do ´mequinha`. Foi a partida de número 1.629 da caminhada coral, no dia 17/9/78. Isaac descontou para o time da Dom Manuel, avenida na qual ficava a bela sede rubra que já não existe mais. Treinado pelo competente Lucídio Pontes, o Tubarão da Barra jogou com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá (Júlio), Arimatéia e Ricardo Fogueira; Jodecir, Jorge Bonga e Jacinto; Marcos, Paulo César (Chico Alves) e Babá. Já o América, do técnico Alísio Matos, atuou com Idalécio, Haroldo (Vicente), Marcelo, Eldo e Claudemir; Chiquinho, Zezinho e Dedé; Manuelzinho, Brígido e Isaac (Messias). O árbitro do jogo foi o finado Cid Júnior, assassinado em 2008 quando era delegado da Polícia Civil. Curta a raridade em vídeo e se delicie com uma pequena amostra dos belos gols do exímio artilheiro Paulo César, agora devidamente eternizados no Almanaque do Ferrão.

POR ONDE ANDA ATUALMENTE O GOLEIRO CÉLIO DE 2011?

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Goleiro Célio é atualmente o titular da camisa de número 1 do Bangu no campeonato carioca

Lembra do Célio? Ele chegou na Barra do Ceará para disputar a temporada de 2011 pelo Ferroviário depois de compor elencos de times importantes no futebol brasileiro como Palmeiras/SP e Corinthians/SP. Passou ainda por Red Bull/SP e Serra/ES, onde foi escolhido o melhor goleiro do campeonato capixaba de 2010. Apesar de ter atuado antes em dois amistosos contra times de subúrbio, Célio foi apresentado oficialmente à torcida coral na noite de 30 de dezembro de 2010, no Elzir Cabral, num amistoso contra o Baraúnas/RN que terminou empatado em 1×1. O arqueiro chamou atenção pelos seus 1,95m de altura e encheu de esperança os torcedores que o viram em ação na partida. Hoje, ele é um dos destaques do Bangu/RJ no campeonato estadual do Rio de Janeiro.

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Célio foi titular no arco do Ferroviário nos primeiros jogos do campeonato cearense de 2011

A passagem do ex-goleiro coral no futebol cearense não foi nada boa. Célio é até hoje lembrado nos estádios pelas falhas e más atuações que decretaram uma sequência de péssimos resultados no início do campeonato estadual de 2011. Foram apenas 9 jogos ao todo com a camisa do Ferroviário, que tratou rapidamente de contratar outro goleiro para assumir a titularidade coral, fazendo com que Célio assinasse sua rescisão de contrato e deixasse o clube após dois meses na cidade. Atuou contra o Crato, Fortaleza, Tiradentes, Quixadá e Itapipoca, totalizando apenas 5 partidas oficiais pelo Ferrão. Ao deixar o Tubarão da Barra, Célio vestiu a camisa do Batatais/SP, Linense/SP e Rio Branco/ES. Ele chegou em setembro do ano passado para o Bangu/RJ, onde é titular desde então, atuando sempre com boa performance. Coisas do futebol, dirão os sábios.

PRIMEIRO TÍTULO ESTADUAL DO FERRÃO COMPLETA 70 ANOS

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Uma das formações do Ferroviário no início de 1946: Valdemar Caracas, Caranguejo, Babá, Alderi, Benedito, Chinês e Dandoca. Agachados: Olívio, Aracati, Charutinho, Almeida e Pipi.

O título foi o de campeão cearense de 1945, mas a conquista veio em 1946, exatamente num 17 de fevereiro como hoje. Há 70 anos, o Ferroviário Atlético Clube conquistava seu primeiro campeonato estadual e grafava seu nome na galeria dos grandes times do futebol alencarino. Sob o comando do próprio fundador Valdemar Caracas, que exercia na ocasião a função de treinador da equipe, o legítimo representante da classe ferroviária do estado do Ceará batia, de virada, o poderoso Maguari por 3×1, com gols de Pipi, Toinho II e Charutinho, conquistando um resultado histórico e enchendo de alegria uma grande legião de torcedores que acompanhava a agremiação coral. O jogo foi disputado num acanhado estádio Presidente Vargas e teve o lendário árbitro Rolinha no apito.

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Os jornais da cidade de Fortaleza estampavam: Ferroviário campeão cearense de 1945

A competição teve apenas 9 jogos para o Ferroviário, um deles vencido por WO contra o Fortaleza. Nas outras 8 partidas disputadas em campo, o Almanaque do Ferrão registrou a seguinte participação de cada atleta: Zé Dias (7 jogos), Gumercindo (1), Caranguejo (8), Benedito (8), João Bombeiro (5), Chinês (8), Dandoca (8), Toinho II (8), Aracati (8), Charutinho (8), Duó (4), Almeida (4), Pipi (8) e Osvaldo (3). Na foto mais famosa do título, nota-se a ausência do goleiro titular Zé Dias e também de seu reserva imediado Gumercindo. Quem aparece é o jovem Alderi, que apesar de não ter participado de nenhuma partida oficial no certame, fixou-se como titular por um período logo após a conquista. O defensor Babá e o atacante Olívio também saíram na foto com o troféu, mesmo sem terem disputado jogos oficiais no campeonato. Na final contra o Maguari, no jogo de número 194 de toda a trajetória coral, o Ferrão formou com Zé Dias, Caranguejo e Benedito; Dandoca, Chinês e Osvaldo; Toinho II, Aracati, Charutinho, Almeida e Pipi. O Maguari jogou com Rai, Valdemar e Popó; Roberto, Otávio e Stênio; Gerson, Dudu, Jombrega, Henrique e Deefeito. Partida histórica para sempre ser lembrada!

LULA PEREIRA ESTÁ DE VOLTA AO FERROVIÁRIO 23 ANOS DEPOIS

Antes tarde do que nunca! Depois de 23 longos anos, Lula Pereira está de volta ao Ferroviário. Recorde no vídeo acima duas matérias com o então treinador do clube durante o campeonato cearense de 1993, ele que foi um dos principais responsáveis pelo processo de reestruturação do Tubarão da Barra naquela ocasião, culminando com o bicampeonato coral nos dois anos seguintes. O Ferrão deu a Lula a primeira grande oportunidade como técnico de futebol e foi o pontapé inicial de uma vitoriosa carreira que envolveu times como Figueirense/SC, Bahia/BA, Flamengo/RJ, América/MG, etc. Na semana passada, ele acertou seu retorno, dessa vez na função de coordenador técnico, e tem tudo para emprestar novamente sua competência na missão de reestruturar o clube e colocar seu nome novamente na história coral, ajudando-o a retornar para a primeira divisão do futebol cearense. Mas, você recorda a passagem de Lula Pereira em 1993?

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Lula Pereira apostou na própria carreira ao deixar o Ceará e treinar o Ferroviário em 1993

Em março de 1993, ele tinha apenas 36 anos de idade quando aceitou o desafio de abandonar as categorias de base do Ceará e assumir um abalado e desmoralizado Ferroviário, que vinha de um revés histórico de 9×1 sofrido contra o próprio time alvinegro. Lula indicou novos reforços e reformatou o elenco coral dentro da competição. Nomes desconhecidos como Acássio, Clemer, Itamar, Narcízio, Branco, Zedivan, Lima, Márcio, entre outros, passaram a ser contratados e, em três meses, o Ferrão já chegava na final do segundo turno do campeonato cearense. Até agosto daquele ano, foram 28 jogos comandando o Tubarão da Barra, sendo 12 vitórias, 7 empates e 9 derrotas. Lula Pereira não deu títulos ao clube, mas devolveu-lhe a competitividade e – o mais importante – a honra de time grande que disputava pau a pau com seus principais rivais. Deixou o clube após o Estadual e construiu uma carreira vitoriosa. Que o ano de 2016 possa contar com tudo de positivo que aconteceu em 1993, pois será importante para o Ferroviário e para o futebol cearense em geral. O elo de ligação entre esses dois longos períodos na história responde certamente pelo nome de Lula Pereira.

ÚLTIMO GOL DE MIRANDINHA NA ESTREIA CORAL DE 20 ANOS ATRÁS

O Ferroviário estreou no campeonato cearense de 1996 acalentando a conquista do tricampeonato. Era só o que se falava no futebol alencarino. O Almanaque do Ferrão resgata no vídeo acima a estreia coral na competição, no dia 11 de fevereiro daquele ano, jogando contra o Uruburetama no Estádio Antônio de Paula Santos. Foi a partida 2.621 da história coral e marcou o último gol do atacante Mirandinha com a camisa do Tubarão da Barra, ele que havia regressado ao clube para encerrar sua carreira naquela temporada. Não fosse a falha clamorosa do goleiro Birigui no final do jogo, o Ferrão teria conquistado uma vitória de virada atuando fora de casa contra a chamada ´Banana Mecânica`.

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Mirandinha: de jogador à técnico

Treinado pelo bicampeão Ramon Ramos, o Ferroviário estreou em busca do Tri com o futebol de Birigui, Biriba, Batista, Santos e João Marcelo; Sílvio César, Odair, Clayton (Marquinhos) e Gibi (Esquerdinha); Dias (Mirandinha) e Reginaldo. Já o Uruburetama, treinado pelo ex-lateral coral Paulo Maurício, jogou com Potiguara, Paulo Santos, Robinho, Valdercisio (Novinho) e Canhão; Chicão, Cilande, Marquinhos e Ednardo; Moisés e Itamar (Chiquinho). Dacildo Mourão apitou a partida diante de um público de 951 felizardos, que testemunharam o último gol de Mirandinha pelo time que o lançou no futebol cearense, pela primeira vez, na segunda metade dos anos 70. O volante Sílvio César, outro que já havia passado pelo Ferrão em anos anteriores, estava de volta e marcou o outro gol coral na partida. Menos de um mês depois, Mirandinha pendurou as chuteiras e passou a ser o treinador do Ferroviário dentro do campeonato cearense, iniciando assim um novo ciclo no futebol, função que voltou a exercer no próprio clube na temporada de 2011.

O DIA QUE O FERRÃO CALOU A TORCIDA DO CRUZEIRO NO MINEIRÃO

Uma das partidas mais emblemáticas da história do Ferroviário completou recentemente aniversário. Há 33 anos, o Tubarão da Barra enfrentou o Cruzeiro/MG dentro do Estádio Mineirão e por muito pouco não saiu com a vitória. Aconteceu no dia 30 de janeiro de 1983, naquela que foi a partida de número 1.935 da caminhada coral. O jogo foi válido pelo campeonato brasileiro e coube ao centroavante Almir a honra de marcar um belo gol em cima de Vitor, um dos goleiros mais importantes da história cruzeirense, exatamente aos 34 minutos do primeiro tempo. O adversário conseguiu o empate através do atacante Edmar, que também marcou época no futebol nacional defendendo a camisa de vários times importantes. As duas equipes estavam no grupo H da competição, que tinha ainda Treze/PB, Vasco/RJ e Náutico/PE. Confira os gols no vídeo recuperado pelo nosso blog.

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Foto do Ferroviário em 1983. Em pé: Giordano, Doca, Israel, Zé Carlos, Maurício e Luisinho; Agachados: Paulo César Cascavel, Paulinho Lamparina, Almir, Betinho e Jorge Veras.

Veja também a foto acima. Apesar de não ter sido tirada no Mineirão, é um registro do time base que jogou contra o Cruzeiro/MG, no qual 8 jogadores entraram em campo naquele histórico domingo, além do goleiro Giordano que estava no banco. O Ferrão formou com Hélio Show, Laércio, Zé Carlos, Nilo e Luisinho; Doca (Paulinho Lamparina), Edson e Betinho; Ednardo (Paulo César Cascavel), Almir e Jorge Veras, time comandado pelo professor Wilson Couto. Já o adversário, treinado por Orlando Fantoni, jogou com Vitor, Eugênio, Ozires, Ailton e Luís Cosme; Orlando (Eduardo), Douglas e Tostão; Paulo Borges, Edmar e Joãozinho (Edu). Naquela tarde, o Mineirão recebeu um público de 40.356 pagantes, que viram uma modesta equipe cearense complicar a vida de um dos gigantes do futebol brasileiro, o que definitivamente entrou pra história do Ferroviário.

AOS 72 ANOS DE IDADE, EX-LATERAL ZÉ DO MÁRIO MORA EM FORTALEZA

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Foto recente do ex-lateral Zé do Mário, em sua residência no bairro João XIII em Fortaleza

A foto acima foi divulgada recentemente pelo torcedor Martins Andrade em suas redes sociais. Trata-se de uma imagem atual do ex-lateral Zé do Mário, que defendeu o Ferroviário entre 1964 e 1966, no total de 53 jogos com a camisa coral. Ele atuava no futebol suburbano, mais precisamente no Usina Parangaba, quando enfrentou e venceu o Ferrão por 2×0, no dia 21/4/1964, em amistoso realizado naquele feriado nacional. Zé do Mário se destacou na partida e posteriormente foi chamado para compor o elenco do time coral no campeonato cearense daquele ano, ao lado de nomes como Nélson, Zé de Melo e Milton Bailarino. Começou na lateral esquerda, mas rapidamente passou a ter utilizado na maioria das vezes como lateral direito com a mesma desenvoltura. Apesar de não ter vencido nenhum campeonato estadual, conquistou dois títulos pelo Ferroviário, a Taça Forças Armadas, em 1964, e o Torneio Início de 1966. Aos 72 anos de idade, o ex-jogador Zé do Mário reside atualmente no bairro João XXIII, na zona oeste de Fortaleza.