IMAGENS DOS GOLS DE CACAU NO PRIMEIRO JOGO NO ELZIR CABRAL

Caiu na rede um vídeo com os quatro gols que o ex-atacante Cacau marcou há exatos 32 anos, no dia 19 de março de 1989, naquele que foi o primeiro jogo oficial realizado no Estádio Elzir Cabral. Na ocasião, o Ferrão bateu o Guarani de Juazeiro por 6×0 em jogo válido pelo Campeonato Cearense. O meia Jacinto assinalou os outros dois gols na excelente performance coral. A vitória poderia ser ainda maior já que o lateral esquerdo Marcelo Veiga desperdiçou um pênalti no segundo tempo. Na verdade, ele até converteu a primeira cobrança, mas o árbitro Joaquim Gregório mandou bater novamente alegando invasão de área. Na repetição da batida, Marcelo Veiga chutou pra fora, com a bola passando do lado esquerdo da trave defendida pelo goleiro Marcos. Treinado por Erandy Montenegro, o time coral formou naquele domingo com Albertino (Fahel), Caetano, Arimateia, Juarez e Marcelo Veiga; Toninho Barrote, Alves e Jacinto; Mardônio, Cacau e Zé Carlos Paranaense (Olavo). O adversário jogou com Marcos, Silvio César, Hélio, Novinho e Zim; Muller (Cláudio), Otávio e Mário; Cata, Zelito e Beto (Orlando). Acima, o registro histórico editado com os gols de Cacau.

HOMENAGEM DO GLOBO ESPORTE AO ÍDOLO MARCELO VEIGA

Registro histórico do fotógrafo Stênio Saraiva após Marcelo Veiga marcar o gol do título em 1988

Na última postagem de 2020, vale a pena eternizar o vídeo abaixo com o encerramento do Globo Esporte no último dia 15 de dezembro. Com muita sensibilidade, o programa homenageou o ex-lateral esquerdo Marcelo Veiga, falecido no dia anterior, depois de um mês internado, lutando pela vida contra a Covid-19. A matéria trouxe imagens de arquivo da TV Verdes Mares de Fortaleza, apresentando breves resgates memoráveis de 1988, 1989, 2004, 2009 e 2019. No primeiro ano de Marcelo Veiga como jogador do Ferrão, o programa resgatou um momento lúdico do ex-lateral brincando como goleiro num treino na Vila Olímpica Elzir Cabral. Na mesma temporada, as imagens registram aquele que Marcelo Veiga considerava o gol mais bonito de sua carreira, marcado em Sobral, contra o Guarany, aos 44 minutos do segundo tempo, numa cobrança magistral de falta. Aquele gol rendeu uma grande confusão no Estádio do Junco, até hoje comentada nas arquibancadas cearenses. Essa preciosidade aparece aos 42 segundos do vídeo e é reapresentado no final da matéria. Em um ano complexo como 2020, Marcelo Veiga se foi para o plano superior, porém recebeu sempre em vida todas as homenagens e carinho da torcida do Ferroviário, além do respeito dos desportistas cearenses. O registro abaixo é uma prova disso porque ídolos seguem sempre eternos.

ENTREVISTA DE VICENTE MONTEIRO NA TVE EM NOVEMBRO DE 1989

Mais uma raridade para você abrindo o nosso baú de fim de ano! O vídeo acima é uma entrevista raríssima do dirigente Vicente Monteiro, concedida no dia 9 de novembro de 1989, nos estúdios da TV Educativa de Fortaleza. Prestes a assumir a presidência coral, ele conversou com o apresentador Sebastião Belmino sobre seus planos para o Ferroviário. O material tem quase 9 minutos de duração. Nele, o mandatário coral comenta sobre a formação da nova diretoria, a chegada do novo reforço Júnior Piripiri, a negociação do artilheiro Cacau para a Ferroviária de Araraquara, entre outros assuntos. Ao final da entrevista, Vicente Monteiro convoca o eterno baluarte Valdemar Caracas para acompanhar um amistoso do Ferrão, no dia seguinte, na cidade de Santa Quitéria, contra o selecionado local. Naquela sexta-feira, no calor do sertão, o Ferrão ganhou o jogo por 4×0. Na sequência do mês, a direção coral inaugurou os refletores do estádio Elzir Cabral com a presença de Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Trinta dias depois, Vicente Augusto Monteiro, que ficou consagrado como um dos maiores dirigentes da nossa história, foi empossado como presidente, cargo que ocupou somente durante seis meses, se licenciando e sendo substituído por Múcio Roberto.

INAUGURAÇÃO DA PRAÇA EM FRENTE AO ELZIR CABRAL EM 1991

As imagens acima recuperadas em vídeo são de grande raridade. Elas mostram a noite de inauguração da praça pública localizada em frente ao Estádio Elzir Cabral, no bairro da Barra do Ceará. O novo espaço foi uma obra da gestão do então prefeito Juraci Magalhães e a cerimônia teve a cobertura da TV Verdes Mares de Fortaleza. O evento aconteceu no final do mês de outubro de 1991, antes de um jogo do Ferroviário contra o Quixadá pelo campeonato cearense. O novo logradouro foi batizado de Praça Marcelo Queiroz, em homenagem ao filho do ex-presidente José Lima de Queiroz, que aparece concedendo entrevista na matéria acima. Marcelo Queiroz foi um árduo torcedor coral. Ele teve destaque como integrante da diretoria mirim campeã estadual em 1979, que correspondia a um projeto de formação e renovação de futuros dirigentes, organizado e levado à prática na gestão do ex-presidente José Rego Filho. Infelizmente, Marcelo Queiroz faleceu muito jovem e não conseguiu realizar o sonho de ser presidente do Ferroviário. Entretanto, sua presença no cotidiano coral foi eternizada com a existência de uma estátua na praça em frente ao Estádio Elzir Cabral.

ELZIR CABRAL E OS PRIMEIROS TRABALHOS NO ESTÁDIO DO FERRÃO

Elzir Cabral, à esquerda na foto, com sua diretoria a realizar os primeiros trabalhos no terreno

Essa raridade é um registro fotográfico de meados da década de 1960. Adquirido junto à família Recamonde, o terreno no bairro da Barra do Ceará onde seria erguido o futuro estádio coral recebias seus primeiros trabalhos. Capitaneados pelo visionário presidente Elzir Cabral, a diretoria do Ferroviário e os engenheiros envolvidos nos projeto trabalhavam nas atividades de terraplanagem e orientação do futuro gramado. No dia 9 de setembro de 1967, o campo coral foi utilizado pela primeira vez numa vitória do time profissional por 4×2, em cima da equipe da FUGAP. Depois, em outubro, o Calouros do Ar foi o primeiro time profissional a disputar um amistoso na Barra. Somente em 17 de janeiro de 1970, o anfitrião Ferrão recebeu uma equipe de outro Estado. Foi o Alecrim/RN, que venceu o amistoso interestadual por 2×0. Somente 19 anos depois, em 19 de março de 1989, o estádio pôde ser utilizado para uma competição oficial. Enfrentando o Guarani de Juazeiro pelo campeonato cearense, o time coral aplicou 6×0 na festa de inauguração. Em setembro do mesmo ano, o Flamengo/PI foi o primeiro adversário de fora em uma disputa oficial de campeonato brasileiro. Apesar de bela e repaginada, além de muito bem cuidada pela atual direção do clube, a velha estrutura do Estádio Elzir Cabral precisa ser repensada para um moderno conceito de Centro de Treinamentos ou, possivelmente, uma reorientação dos espaços e arquibancadas antigas para uma visão multiuso de estádio e CT.

FOTO DO EX-ATACANTE RAMON NA BARRA NA TEMPORADA DE 1984

Ramon Ramos em seu período de jogador do Ferroviário com o pequeno Alyson Pereira

Que belíssima foto, não? No gramado do Elzir Cabral, em algum amistoso durante a temporada de 1984, os torcedores entravam livremente para falar e bater foto com os jogadores do clube. A imagem acima foi produzida pela família do então torcedor mirim Alysson Pereira, que posou ao lado de um dos destaques daquela equipe, o renomado atacante Ramon. Já em final de carreira, o ex-goleador do Santa Cruz/PE e do Vasco/RJ teve uma boa passagem como jogador do Ferrão naquela oportunidade. Foram 27 jogos e 18 gols marcados com a camisa coral entre maio e dezembro de 1984. No ano seguinte, Ramon pendurou as chuteiras no Brasília/DF e voltou ao Tubarão da Barra como auxiliar técnico de Caiçara e, posteriormente, de Erandy Pereira Montenegro. Ainda na condição de auxiliar técnico, dirigiu interinamente o Ferrão em 13 jogos no título estadual de 1988 e não perdeu nenhum. Posteriormente, já com o nome profissional de Ramon Ramos, assumiu um elenco campeão no início de 1995 e levou o Ferroviário ao bicampeonato estadual, comandando uma equipe memorável. Ramon Ramos deixou a Barra do Ceará no início de 1996. No cômputo geral, dirigiu o time coral em 87 jogos, obtendo 46 vitórias, 30 empates e apenas 11 derrotas. Ramon vive em Recife, de onde acompanha as notícias de seu ex-clube.

LÚCIO SABIÁ COMEÇAVA SUA DINASTIA NA ZAGA CORAL EM 1973

Lúcio Sabiá

Sim, o termo correto talvez seja dinastia! Assim podemos nos referir à predominância de Lúcio Sabiá na zaga coral a partir de um 11 de agosto como hoje! Foram 302 jogos com a camisa do Tubarão da Barra entre 1973 e 1981, além de um brevíssimo retorno, em 1985, para um único amistoso contra o Fortaleza, números que colocam nosso ex-zagueiro como o sexto jogador que mais vezes vestiu a camisa coral na história. Tudo começou quando o Ferroviário anunciou o empréstimo do titular Cândido para o Fortaleza. No dia 11 de agosto de 1973, o treinador Vicente Trajano lançava Lúcio Sabiá, entrando justamente no lugar de Cândido, num amistoso contra o Calouros do Ar, no Elzir Cabral, que terminou empatado em 2×2. Ali, a cria coral iniciava uma longa trajetória como titular do clube. Antes do anúncio da ida de Cândido para os lados do Pici, Lúcio Sabiá só havia disputado um único amistoso, em janeiro do mesmo ano, contra o Novo Baturité, quando entrou no lugar do quarto zagueiro Luciano Amorim, justamente seu companheiro de retaguarda durante todo o restante da temporada. Lúcio Sabiá reinou na zaga coral na década de 1970. Na conquista do  título cearense de 1979, foi um gigante na defesa ao lado do lendário Celso Gavião. Nos anos 1980, atuou com destaque nos três principais times do Rio Grande do Norte, sendo campeão estadual nos três. Atuou ainda no Sampaio Corrêa/MA e no Fortaleza. Faleceu no dia 4 de junho de 2009, aos 54 anos de idade. Seu filho Marcelo Sabiá, lateral esquerdo, também defendeu o Ferrão nos anos 2000. Um nome eterno na história: Lúcio Lones Alves de Souza, o nosso Lúcio Sabiá.

VÍDEO DOS GOLS DE UMA TARDE ARRASADORA DO FERRÃO EM 1989

Mardônio: golaço

Cinco anos atrás, publicamos sobre o jogo em 1989 que o ataque coral conseguiu ser mais arrasador que a performance da Alemanha contra o Brasil, na Copa de 2014. Lembra? Na ocasião, destacamos o resgate do áudio dos cinco gols do Ferrão na cobertura da Rádio Assunção de Fortaleza, durante aquela tarde de sábado na Barra do Ceará. Hoje, 8 de julho, temos mais um aniversário daquele momento arrasador do ataque coral e do massacre alemão, coincidentemente ambos na mesma data, com a diferença de 25 anos entre os fatos. Foram quatro gols  em apenas cinco minutos contra o Quixadá. Depois de um primeiro tempo em branco, o Ferrão voltou para o segundo tempo em ritmo impulsivo e conseguiu o feito de já vencer por 4×0 aos cinco minutos da etapa final. Aos 9 minutos, mais um gol, o último da goleada de 5×1. Abaixo, resgatamos o vídeo com os gols do Ferroviário naquele jogo. A narração é de Ivan Bezerra da TV Verdes Mares. O destaque principal ficou para o centroavante Cacau, artilheiro maior do campeonato cearense daquele ano. Porém, a beleza plástica do golaço do ponta direita Mardônio também merece o devido reconhecimento no último gol coral. Deleite-se com as imagens daquela partida realizada no próprio estádio do Ferroviário Atlético Clube há mais de trinta anos.

ENTREVISTAS EM AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO PARA O CERTAME DE 1988

O vídeo acima é mais uma raridade resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Ele mostra a cobertura da TV Verdes Mares em torno de dois amistosos preparatórios do Ferroviário para o campeonato cearense de 1988. O primeiro foi contra o Barcelona do Quintino Cunha e o segundo contra o Leão das Tintas, ambos realizados no Elzir Cabral. Além de lances dos jogos, a gravação traz uma série de nomes recém contratados para o Tubarão da Barra e que foram importantes durante aquela temporada vitoriosa, ficando para sempre na história do clube. Aproveite e mate a saudade do treinador José Oliveira e do dirigente Vicente Monteiro, que anuncia no vídeo, em primeira mão, a contratação do excelente volante Toninho Barrote, além de entrevistas em campo com os jogadores Djalma, Arnaldo, Marcelo Veiga, Da Silva, Carlos Antônio, Alves e até do centroavante Roberto Granada, que acabou não ficando no elenco coral. A gravação desse material ocorreu nos dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro, respectivamente. A ficha técnica desses amistosos, você encontra na publicação impressa do Almanaque do Ferrão. Destaque também no vídeo para a opinião dos torcedores ouvidos!

GOLEADA CONTRA O ITAPIPOCA E VAGA NA FINAL DE TURNO EM 2003

O início do século XXI foi bem complicado para o Ferroviário. Atraso de salários, rotatividade no elenco, greve de jogadores, luta contra o rebaixamento, entre outras mazelas. Porém, a temporada de 2003 em nível estadual foi um ponto fora da curva. Impulsionados pela dinâmica do treinador Roberto Palmiéri, ex-goleiro do Bangu/RJ e do Botafogo/RJ, o time coral chegou a uma decisão de turno contra o Fortaleza. Porém, para carimbar o passaporte para essa final, precisou correr atrás do resultado na semifinal contra o Itapipoca diante de 2.416 pagantes no Elzir Cabral. O vídeo acima mostra bem o ritmo de jogo. Depois de abrir 2×0 no início da etapa final com gols de Danilo e Guedinho, o Tubarão da Barra relaxou e sofreu o empate. Porém, conseguiu a vitória com mais dois gols. Adriano Silva e Renatinho marcaram. Esse último era cria da base coral e fez um golaço que já garantia, pelo menos, o vice-campeonato estadual para o Ferrão. Naquele feriado de 19 de março, padroeiro do próprio Ferroviário, o time formou com Zezinho, Arildo, Marcos Aurélio, Aldemir e Adriano Silva (Pastor); Cícero César, Édio, Júnior Cearense e Adriano Cearense; Danilo (Renatinho) e Guedinho (Júnior Juazeiro). Treinado por Danilo Augusto, o Itapipoca foi eliminado do campeonato com Eufrásio, George (Luizão), Lopes, Júnior Umirim (Juvemar) e Célio; Ivair, Renato Frota, Júnior Moura e Zé Carlos; Ednardo (Dida) e Stênio. Na final contra o Fortaleza, o Leão levou a melhor. O Ferrão garantiu uma vaga na Copa do Brasil de 2004, quando enfrentou o Corinthians/SP, porém voltou a lutar contra o rebaixamento em nível estadual. Naquele início dos anos 2000, a temporada de 2003, mesmo com um time modesto, foi definitivamente uma exceção.