JOGO EM IGUATU REMETE À CONTRATAÇÃO DE JORGE VERAS

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Jorge Veras: ídolo coral

De virada, o Ferrão venceu hoje mais um jogo válido pela segunda divisão do futebol cearense. O Tubarão da Barra segue com grandes chances de retornar à elite estadual e voltar a enfrentar seus tradicionais adversários, Ceará e Fortaleza, no ano que vem. A vitória por 2×1 aconteceu no Estádio Agenorzão, em Iguatu, contra o time de mesmo nome. Antes de ter a atual denominação, o velho estádio da municipalidade iguatuense chamava-se Morenão. Foi lá, em 6 de maio de 1982, que o Ferrão levou um time misto para enfrentar amistosamente a tradicional equipe do Coiguatu, que disputava a liga local. O time coral levou um chocolate de 3×0, mas ganhou um reforço de peso para o campeonato cearense que estava em pleno andamento: Jorge Veras. O ex-jogador da base do Ceará participou do amistoso com a camisa do Coiguatu, marcou um dos gols, e foi depois convidado para reforçar o Ferrão. Três meses depois já era titular da equipe coral fazendo gols no Presidente Vargas e no Castelão.

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Treinador Paulo Murilo Pardal em entrevista

Vale a pena lembrar da onzena do Ferrão naquele amistoso de 1982 em Iguatu: Edmundo (Bira), Nonato Ayres (Pedro), Zé Carlos (Osmar), Júlio e Arnaldo; Doca, Jorge Bonga e Ednardo; Fernando, Carlos Brasília e Alberto. O treinador era Paulo Murilo Pardal, famoso ex-jogador do Flamengo/RJ na década de 60. Repare na escalação do Coiguatu: Indio, Nilsinho, Neto, Cláudio e Birungueta; Edson, Gêra e Batista; Flávio (Ramos), Jorge Veras (Mário) e Ider (Pelé). Além de Jorge Veras, nota-se no meio campo do time iguatuense a presença do jogador Gêra, cearense que depois se consagraria como um dos melhores jogadores de Futsal do mundo. A chegada de Jorge Veras para o Ferroviário rendeu bons frutos para o time coral. Ele formou com o meia Betinho um dupla infernal de goleadores por duas temporadas e escreveu seu nome na galeria dos inesquecíveis do Tubarão da Barra, fazendo inclusive parte da campanha do Time dos Sonhos do Tubarão da Barra. Parece mesmo que jogar em Iguatu emana bons frutos para o Ferroviário. Que fiquem as boas lembranças e que venha logo o acesso para a primeira divisão do futebol alencarino.

HOMENAGEM A ROGER E AOS GOLEIROS DA HISTÓRIA CORAL

Semana passada, o goleiro Roger fez grandes defesas na vitória do Ferrão por 1×0 em cima do Crato, no PV. O jogo foi válido por mais uma rodada da segunda divisão cearense. A grande atuação de Roger mereceu um vídeo particular no canal oficial do clube no Youtube. Ele teve seu nome ovacionado pela torcida coral ao final do jogo. Formado nas categorias de base do Corinthians/SP e com boas passagens no futebol do Mato Grosso do Sul, Roger é o 195º goleiro da história de 83 anos do Ferroviário. Hoje, no dia do goleiro, o Almanaque do Ferrão homenageia o atual arqueiro coral, lembrando outros nomes que defenderam o clube, uns com muito sucesso, outros nem tanto.

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Alexandre Pavão em 2004

Que tal começar com Alexandre Pavão? O ex-goleiro do Figueirense/SC chegou em 2004 para o Tubarão da Barra. Fez apenas um jogo, tomou 4 gols, todos eles decorrentes de suas falhas em campo. Ficou tão constrangido com a atuação que pediu pra ir embora no dia seguinte. Por outro lado, como não lembrar de Marcelino, goleiro coral em 170 partidas entre 1969 e 1976, dono da maior marca de um arqueiro até hoje no futebol cearense, com seus 1.295 minutos sem sofrer gols, no ano de 1973. Dia de recordar ainda os lendários Ado e Wendell, consagrados no futebol brasileiro, assim como Clemer, que tiveram a oportunidade de vestir a gloriosa camisa do Ferroviário Atlético Clube.

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Fernando Lira: reserva em 1982

Dia do goleiro também é uma boa oportunidade para lembrar de nomes que não fizeram tanto sucesso, de passagem apagada, que faz os torcedores sequer lembrarem que jogaram no clube. Um exemplo é o Fernando Lira, ex-Sport/PE, reserva de Hélio Show no campeonato cearense de 1982. Foram apenas 3 jogos com a camisa coral. E Osvaldo, Carlinhos e Pedrinho, os três que brigaram pela titularidade no estadual de 1990? Certa vez, o Almanaque do Ferrão até resgatou um vídeo com os três. Lembra? Jorge Hipólito, nos anos 70, foi outro goleiro que também mereceu postagem especial no blog. Houve também o experiente Duílio, ex-Ríver/PI, que atuou em apenas 4 partidas em 1984.

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Walter: titular em 1987

Nesse dia do goleiro, daria até pra fazer uma crônica com todos os 195 ´guarda-valas´ corais, porém é preferível não adotar nenhum critério para mencionar os nomes dessa postagem. A intenção é citá-los apenas de forma aleatória, homenageando todos eles, os campeões, titulares ou não: Alderi, Zé Dias, Gumercindo, Juju, Cavalheiro, Douglas, Edilson José, Aloísio Linhares, Paulinho, Cícero Capacete, Giordano, Edmundo, Serginho, Robinson, Roberval, Miguel, Luís Sérgio, Dênis e Jorge Luiz; os quase nunca lembrados: Jorge Carioca, em 1992, Renato, em 1977, Zenga, em 2000, o indefectível Satanaz, em 1947, Banana, em 1991, Guanair, em 1993, Célio, em 2011, entre tantos outros. Podemos ainda citar Walter, ex-Tiradentes/CE, reserva entre 1985 e 1986, porém titular com grande atuações em 1987. No título estadual do ano seguinte, foi ele quem jogou as primeiras partidas. Enfim, o blog citou apenas alguns nomes entre os 195 goleiros que atuaram nos mais de 3.500 jogos da história coral. Sintam-se todos lembrados e homenageados. Feliz dia do goleiro!

CAMISA DA ÉPOCA DA FINTA APARECE EM VÍDEO PROMOCIONAL NA WEB

Veja o vídeo acima. É um promocional da nova fase do canal 3Loucados no YouTube, de iniciativa dos jornalistas paulistas Paulo Vinícius Coelho, Marcelo Duarte e Celso Unzelte, que durante muitos anos apresentaram o programa ´Loucos por Futebol` na ESPN Brasil. O canal na Internet segue a mesma filosofia. Repare na primeira camisa exposta nos cabides. Reparou? Agora, assista abaixo ao segundo vídeo promocional do 3Loucados.

É a camisa do Ferroviário Atlético Clube em primeiro plano nos vídeos promocionais do canal! Trata-se do modelo confeccionado pela Finta, em 2009. Sem dúvida, uma grande deferência ao time coral por parte dos 3Loucados, lembrando que coube ao próprio Celso Unzelte escrever o prefácio da versão impressa do Almanaque do Ferrão, em 2013.

O PADRE QUE TIROU A BATINA E COLOCOU A CARTOLA

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Padre Cajuaz no ano de 1973

Quem é torcedor do Ferroviário certamente já ouviu falar do Padre Cajuaz. Foi ele quem rezou a missa de inauguração no campo da Barra do Ceará, no final dos anos 60. Participou com frequência de vários eventos litúrgicos ligados ao Tubarão da Barra e ajudou bastante sempre que solicitado. Porém, pouca gente lembra de sua passagem como diretor do Ferrão, quando literalmente tirou a batina e colocou a cartola de dirigente. Corria o ano de 1974 e o presidente coral, o ex-deputado estadual Aquiles Peres Mota, precisava de alguém para atuar no setor de futebol. Um belo dia, ao chegar na secretaria para pagar sua mensalidade de sócio, encontrou o diretor Haroldo Benevides e dele recebeu o convite para dividir as atribuições. Aos 42 anos, assumiu a função. Ajudou da sua maneira, principalmente trabalhando o psicológico dos atletas, com orientações e palavras de conforto diante dos anseios individuais e de um clima de trabalho que convivia permanentemente com atraso de salários e falta de condições adequadas. Dias difíceis, sem dúvida. Dias históricos. Anos depois, José Cajuaz abandonou de vez a batina. Dedicou-se à profissão de professor. Só uma coisa não mudou, o Ferroviário nunca deixou de ser seu time de coração.

O REGISTRO DO CHUTE QUE FEZ A BOLA EXPLODIR NO TRAVESSÃO

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O goleiro atleticano Celso torceu e deu certo: o chute de Jangada explodiu no travessão

Inauguramos hoje uma nova seção no blog intitulada ´Retratos`, um espaço mais preocupado em simplesmente expor o lado visual da história coral do que propriamente explicá-la com palavras. Será uma imagem nova, sempre que possível, antiga ou não. Por hoje, essa de 1981, do jogo Ferroviário 1×1 Atlético/MG, no Castelão. A vitória coral viria não fosse o pênalti chutado por Jangada no travessão do goleiro mineiro. O técnico Lucídio Pontes ficou uma arara, pois o volante Baltazar era o cobrador oficial. Eis a foto!

MEIO CAMPISTA DO FERRÃO MARCA O GOL 6.430 DA HISTÓRIA CORAL

Você viu o gol do meio campista Raphael? Que golaço! Ele foi marcado no último domingo, dia 10 de abril, em Juazeiro do Norte. Confira no vídeo acima com o comentário do próprio jogador. Foi o quarto gol da goleada de 5×1 contra o Campo Grande, no estádio Romeirão, em mais uma batalha da árdua missão coral de voltar à primeira divisão do campeonato cearense. Dessa vez, nada de camisa laranja. O Ferroviário atuou com seu belo e tradicional uniforme branco com duas faixas, vermelha e preta, na horizontal, confeccionados pela empresa cearense de material esportivo Nalubi. Até o momento, o time vai bem na competição, lutando sempre pelas primeiras colocações. O  gol de Raphael foi uma verdadeira pintura. Anote aí o detalhe: foi o gol de número 6.430 em toda a história coral. Além de belo, redondo, sob todos os aspectos. Digno de aplausos.

ABRIL, ÁGUAS MIL: CHUVA, GOLS E ESCURIDÃO NO CASTELÃO EM 1989

Diz a velha crença popular que o mês de abril é pródigo em chuvas. Nada melhor para o nordeste, tradicionalmente tão castigado pela estiagem. Ao longo dos anos, vários foram os jogos do Ferroviário disputados nesse mês debaixo de chuva torrencial. O Almanaque do Ferrão volta hoje no tempo até abril de 1989 para recordar justamente uma vitória do Tubarão da Barra sob as intempéries do tempo. Assista o vídeo acima e compreenda a dureza que era disputar uma partida de futebol, mesmo no gramado do Castelão, diante de circunstâncias nada favoráveis. Teve até gol olímpico de Jacinto em cima de Ênio, ex-goleiro da Portuguesa de Desportos. Teve tento do nacionalmente famoso Joãozinho Paulista, o centroavante que dizia: ´Sobrou pro João é bola no cordão`. Teve apagão depois dos 30 minutos do 2º tempo e Dacildo Mourão deu o jogo por encerrado. Confira.

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Joãozinho Paulista: bola no cordão

Foi o jogo 2.277 da história coral. A vitória na chuva em cima do bom time do Tiradentes valeu o passaporte para a final do 1º turno do estadual de 89 contra o Ceará. O Tigre da PM tinha o experiente Caiçara como técnico e atuou com Ênio, Alexandre, Batista, William e Osmanir; Jarbas, Carlinhos Marechal e Adilton (Aloísio); Valdir, Marquinhos e Dias Pereira. Já o Ferrão, do treinador Erandy Pereira Montenegro, venceu com Albertino, Silmar, Arimatéia, Evilásio e Marcelo Veiga; Juarez, Alves e Jacinto; Osmarzinho, Joãozinho Paulista (Luís Carlos Gaúcho) e Cacau (Serginho). Era um time bom e experiente, mas que tinha o zagueiro Juarez improvisado na cabeça da área em razão de uma grave fratura na tíbia e no perônio, que tirou Toninho Barrote do campeonato. Mesmo com o temporal que banhou Fortaleza praticamente durante aquele domingo inteiro, um bom público de 3.974 pagantes prestigiou a partida. Tempo bom em que Ferroviário e Tiradentes jamais imaginariam flertar com a segunda divisão cearense. Abril, águas mil.