FALECEU O EX-PONTA DIREITA JANGADA DA TEMPORADA DE 1981

Jangada no Ferroviário em 1981

Luis Carlos Alves Oliveira faleceu essa semana. Aos 69 anos de idade, vítima de uma AVC, o ex-ponta direita, conhecido como Jangada, partiu do plano terrestre. Gáucho, nascido na cidade de Canoas, ele saiu da base do Internacional/RS e jogou no Pelotas, América de Natal, Sport de Recife e nos três principais times da Paraíba. Atuou também com destaque no Ceará, de onde chegou para o Ferroviário no início da temporada de 1981. Na Barra do Ceará, foram 57 jogos e 17 gols marcados entre partidas oficiais e amistosas. Atuou numa equipe forte que tinha nomes como Sima, maior craque da história do futebol piauiense, Roberto Cearense, Meinha, Salvino, Ramirez, entre outros. Certa vez, aqui no blog, registramos uma fotografia de um pênalti perdido por Jangada contra o Atlético Mineiro no Brasileiro de 1981. No dia 28 de janeiro daquele ano, marcou dois gols contra o Fluminense/RJ numa vitória histórica por 4×1 diante do campeão carioca. Na ocasião, o recém saído das bases corais, Roberto Cearense anotou os outros dois tentos. É com as imagens desses dois gols de Jangada no Castelão, o segundo e o terceiro contra o tricolor carioca, que o Almanaque do Ferrão homenageia o ex-ponta direita do Ferroviário. Que sua alma possa descansar em paz.

FOTO DA BASE CORAL EM 1977 COM DOIS GRANDES NOMES DA HISTÓRIA

Ferroviário campeão juvenil em 1977 – Em pé: Raimundinho, Samuel, Eriverton, Wellington, Pinto, Ayala, Assis e Nojosa. Agachados: Haroldo, Jacinto, Mirandinha, Garrincha e Carlos

O feito do time juvenil do Ferroviário em 1977 já mereceu postagem especial aqui no blog. Eis mais um registro de uma fotografia histórica de uma das formações daquela equipe que sagrou-se campeã cearense. Dos nomes acima, entre os jogadores em pé, o volante Pinto e o lateral Ayala foram os que mais atuaram pelo time profissional do Tubarão da Barra. Ayala atuou em 42 jogos entre 1977 e 1979. Pinto jogou 14 vezes entre 1976 e 1977, depois seguiu carreira por vários anos atuando pelo América/CE. O lateral Raimundinho, o goleiro Eriverton e o zagueiro Wellington foram também utilizados em alguns amistosos corais. Dos agachados, o ponta direita Haroldo, uma grande promessa da época, jogou 22 partidas entre 1977 e 1980. Os meio campistas Carlos e Garrincha também foram aproveitados no time principal na segunda metade da década de 1970, porém Mirandinha e Jacinto foram os dois principais nomes dessa equipe. Mirandinha ganhou o mundo e já mereceu algumas postagens por aqui. Fez apenas 18 jogos, mas obteve a boa marca de 13 gols com a camisa coral. Por sua vez, Jacinto atuou em 283 jogos e marcou 57 tentos pelo time principal do Ferrão. O meio campista Jacinto, de habilidade técnica refinada, conquistou cinco títulos na Barra do Ceará, entre eles os Estaduais de 1979 e 1988. Nomes lendários da nossa história.

CONTEXTO DO ÚLTIMO JOGO CORAL NO ELZIR CABRAL PELO ESTADUAL

Confira o vídeo acima da TV Jangadeiro. Ele mostra o contexto da última vez que o Ferroviário Atlético Clube havia atuado em seu próprio estádio em jogo oficial válido pelo Campeonato Cearense. Foi no dia 16 de abril de 2011, contra o Limoeiro. Ontem, quase nove anos depois, o Tubarão da Barra voltou a utilizar sua praça esportiva forçado pelas indisponibilidades do Presidente Vargas e do Castelão para o início do certame estadual. Naquela partida de 2011, o Ferrão vencia por 1×0, com um gol estranhíssimo do atacante França, e se livrava matematicamente do rebaixamento apesar de ainda ter que cumprir dois jogos fora pelo certame contra Guarani de Juazeiro e Horizonte. Na ocasião, o jogo foi de portões fechados por conta de uma exigência do Ministério Público que não havia sido providenciada pela direção coral. O jogo foi transmitido pela TV Diário. Além do técnico gaúcho Joel Cornelli, que fazia a sua estreia no comando coral e que aparece na reportagem acima, o Ferroviário teve em sua onzena nomes como o goleiro Ari, o meia Piva, os volantes Glaydstone e Marcelo Mendes, o atacante Juranílson e o consagrado zagueiro Ediglê, que poucos anos antes, tinha sido campeão mundial com o Internacional de Porto Alegre.