RESGATE EM ÁUDIO DOS GOLS CONTRA O CEARÁ EM 27/11/1994

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Batistinha e Ricardo Lima, terceiro e quinto respectivamente agachados na formação de 1994

O golaço de Batistinha contra o Ceará na final do 3º turno do campeonato cearense de 1994 já mereceu destaque especial em nosso blog. O lance imortalizou o meio campista Lima, que produziu toda a jogada daquele episódio inesquecível ao dar um sprint de um lado ao outro do campo, deixando para trás o zagueiro alvinegro Vitor Hugo, ex-Flamengo/RJ, que o perseguia. Hoje, em mais um aniversário daquele momento que entrou para a história coral, o Almanaque do Ferrão resgata o áudio dos dois gols do jogo na narração do lendário Vilar Marques e reportagem do competente Ari Bezerra, na transmissão da Rádio O Povo 1010 AM de Fortaleza. Ouça abaixo os gols de Ricardo Lima e Batistinha, recorde os lances e projete sua memória para aquela tarde de domingo que muita gente até hoje não esqueceu. Agora, dois golaços eternizados por aqui.

ESTREIA DE JORGE HIPÓLITO MARCOU 25 DE NOVEMBRO DE 1972

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Jorge Hipólito

Esse é Jorge Hipólito, 1,90m, alto para os padrões da época, goleiro formado no Vasco/RJ e que brilhou no campeonato cearense de 1972 pelo Calouros do Ar. No final daquele ano, num 25 de novembro como hoje, ele fazia sua estreia com a camisa do Ferroviário contra o Quixadá, em amistoso no Elzir Cabral. Seria um dos reforços para a temporada seguinte, mas a negociação falhou e o arqueiro não permaneceu. Pouco menos de um ano depois, acabara de ser dispensado do Ceará e voltou a defender o Ferrão em outro amistoso, dessa vez contra um time amador chamado Coritiba. Novamente, não ficou. Vestiu ainda a camisa do Maguary, Guarany-S, Fortaleza e América/CE. Em 1986, já veterano, selou seu nome com um dos melhores do nordeste conquistando a Série B nacional com o Treze/PB. Morreu em março de 2014, aos 64 anos, vítima de câncer nos ossos. Você sabia?

FERROVIÁRIO ENCERRA O ANO COM 3.534 PARTIDAS EM SUA HISTÓRIA

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Time em um dos jogos da Taça Fares Lopes 2015. Em pé: Dionantan, Rodrigo Vitor, Giancarlo, Erandir, Airton Júnior e Marcelo Alves; Agachados: Mateus, Ivonaldo, Amaral, Maxuell e Teles

À exemplo do que ocorreu no ano passado, a desclassificação do Ferroviário na Taça Fares Lopes encerrou a temporada futebolística para o time coral. Porém, diferente da edição de 2014, quando saiu aplaudido por 1.340 pagantes no PV, mesmo eliminado pelo Icasa, a sensação desse ano foi de frustração, silêncio de alguns e vaia de outros entre os apenas 490 torcedores que pagaram ingresso no mata-mata contra o Guarani-J, na semana passada. Novamente o PV foi palco de uma lamentável debacle coral, que vencia por 3×0 até os 27 minutos do 2º tempo e, inexplicavelmente, cedeu o empate. O resultado classificou o adversário.

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Derrota inexplicável para o Pacatuba

Repetindo 2010, 2011, 2012 e 2013, o Ferroviário caiu nas quartas de final em 2015, não conseguindo repetir a campanha de 2014 – a melhor da história – quando mesmo com um time modesto chegou à semifinal da competição que vale vaga na Copa do Brasil do ano seguinte. Nesse ano, com jogadores calejados no elenco, porém de forma física duvidosa, veio a decepção, com o Ferrão não conseguindo vencer nenhum dos adversários que disputaram a Taça Fares Lopes com seus times profissionais, derrotando apenas Ceará e Fortaleza, que entraram na competição com suas equipes Sub-20. De quebra, um revés negativo de 3×0 para o modesto Pacatuba, da terceira divisão cearense. Mais um ano para ser esquecido.

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Giancarlo versão 2015

São 82 anos de existência. São 3.534 jogos alcançados nesse período. Mas também já são 20 anos sem títulos, o maior jejum do clube. Em 2015, a média de público de 559 pagantes é a segunda pior da história, à frente apenas da assustadora marca de 320 pagantes verificada no ano 2000. Repetindo estratégias de anos passados, remontando a antigas práticas dos anos 70, inclusive repetindo o velho e batido chavão ´Novo Ferrão`, implementado antigamente por tantas outras diretorias e agora retomado na era das redes sociais, nada disso parece ter tido efeito junto à torcida coral. De positivo, o retorno do atacante Giancarlo, artilheiro do campeonato cearense de 2013 e um especialista em botar a bola pra dentro, certamente candidato à ídolo caso tivesse uma sequência maior de partidas em uma onzena competitiva. O vídeo abaixo é uma matéria sobre o último jogo do Ferrão em 2015, quando Giancarlo deixou sua marca duas vezes, de cabeça, ainda no 1º tempo. Pena que veio o 2º tempo e a classificação escapou.

IRMÃO DO GOLEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO JOGOU NO FERRÃO

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Goleiro Eduardo foi titular no jogo do Ferroviário contra o ABC/RN em julho de 2013

Eduardo é irmão de Cássio, goleiro do Corinthians/SP e da Seleção Brasileira. Também é goleiro e defendeu o Ferroviário Atlético Clube em 2013, aos 19 anos de idade. Sete anos mais novo que o irmão famoso, o ex-atleta coral segue sua trajetória no futebol desde que deixou a Barra do Ceará. Defendeu posteriormente o São José/RS e o Itumbiara/GO. Mas, você recorda a passagem dele pelo Ferrão?

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Cássio e Eduardo no Ferroviário

Eduardo chegou em janeiro de 2013 para o Ferroviário e de início atraiu a atenção da imprensa em razão do irmão. Treinava com afinco e logo conquistou a titularidade da equipe Sub-20, sendo relacionado algumas vezes para compor o banco nos jogos dos profissionais na reserva de Fernando Júnior. A chance como titular veio na estreia do Ferrão na Copa Ecohouse, uma espécie de Taça Nordeste organizada pela Federação do Rio Grande do Norte. Em seu primeiro jogo no time principal, no mês de julho, Eduardo fechou o gol e o Tubarão da Barra venceu o ABC de Natal por 1×0, naquele que foi o jogo 3.451 da história coral. No mês seguinte, substituiu o goleiro Rafael Muralha num amistoso contra o time do Sindicato dos Atletas, completando assim sua segunda e última partida pelo Ferroviário. No final da temporada, Eduardo recebeu a visita do irmão nas instalações na Barra do Ceará.

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Rumo à festa corintiana no Itaquerão

A fatídica temporada de 2014 selou o destino de Eduardo no Ferroviário. Sem o mesmo ambiente de trabalho do ano anterior e não vislumbrando perspectivas de resgate do projeto que o convenceu a seguir carreira no clube, Eduardo pediu rescisão ainda no mês de fevereiro, mesmo com tempo de contrato ainda a cumprir. Preferiu ir embora pra casa a conviver num ambiente político deteriorado e tendências de dificuldades futuras como atraso de salários, entre outras questões que acabaram se confirmando posteriormente. Ontem, ele postou a foto acima em suas redes sociais, com o irmão Cássio e o amigo Kleyton, seu companheiro nos tempos de Ferroviário. Foram prestigiar o goleiro corintiano na festa de campeão brasileiro do time paulista no Itaquerão. E a vida segue para todos.

COLETÂNEA DE GOLS DO CRAQUE DE UMA GERAÇÃO INESQUECÍVEL

Faltam poucos dias para o aniversário de 20 anos do bicampeonato do Ferroviário conquistado em 1995, ano do FerroBiário, como costumava dizer o saudoso Antônio Estelita Aguirre, diretor de comunicação durante aquele auspicioso período. Sem dúvida alguma, o maior craque daquele time inesquecível foi o meia-atacante baiano Acássio, o símbolo maior da genialidade de uma geração que marcou época no futebol cearense. Foram 74 gols marcados com a camisa coral, o que o coloca como o 7º maior goleador da história do clube. Hoje é dia de prestar homenagem ao ex-jogador e conferir no vídeo acima 20 minutos de brilhantismo com os gols do eterno ídolo, figura certa na seleção coral de todos os tempos escolhida em campanha promocional há quase três anos.

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Entrevista na Expresso Coral

Acássio de Oliveira Seixas nasceu em Feira de Santana, interior baiano, em 1967. Ele jogava pelo tradicional Fluminense de sua cidade natal quando foi indicado para o Ferroviário, em 1993, pelo pai do treinador Lula Pereira, que o conhecia do futebol da boa terra. Se notabilizou no futebol cearense pela genialidade apresentada em dribles curtos, rápidos, em pequenos espaços do gramado, pelas arrancadas em direção à área adversária e pelos muitos gols decisivos que marcou em clássicos. Dentro da área, Acássio era frio e impiedoso, tornou-se rapidamente o xodó de uma torcida há tempos carente de grandes ídolos. Foram 132 jogos ao todo envergando a camisa do time que o acolheu no futebol cearense. Seu brilhantismo o levou a vestir a camisa do Vasco da Gama/RJ em temporadas seguintes. Encerrou a carreira atuando pelo Remo/PA. De todos os clubes que defendeu, o Ferrão é o que Acássio guarda as melhores recordações, muitas delas estampadas numa sensacional entrevista de duas páginas na edição de número 6, em abril de 2009, da extinta Expresso Coral, a revista oficial do Ferroviário naquele período. Aproveite bem o vídeo, pois gols assim hoje são coisa rara de se ver. E jogadores como Acássio são coisa rara de existir.

DIA DE CELEBRAR O ANIVERSÁRIO DO CENTROAVANTE QUE VIROU LIVRO

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Cícero Ramalho virou livro no ano de 2010

Hoje é dia de lembrar o aniversário do centroavante do time campeão cearense de 1994. O folclórico Cícero Ramalho completa 51 anos de idade. Há cinco anos, sua trajetória no futebol virou livro e foi contada pelo escritor carioca Marcelo Migueres em seu ´Cícero Ramalho: o artilheiro de Mossoró`. Vale a leitura para todos aqueles que curtem boas histórias dos bastidores do futebol e que querem saber um pouco mais sobre um dos artilheiros da fase mais áurea de nossa história. Ano passado, o Almanaque do Ferrão apresentou uma matéria com o resgate em vídeo de um um dos mais belos gols de Cícero Ramalho com a camisa do Tubarão da Barra. Pouca gente sabe, mas a primeira passagem dele como jovem atacante do Ferroviário ocorreu no Torneio Otávio Pinto Guimarães, em 1986, recém chegado de Mossoró. Depois de passar por Ceará e Quixadá, onde foi artilheiro, voltou ao time coral no final de 1988 e depois foi jogar na Espanha. Em 1994, já experiente, retornou e foi um dos principais nomes na conquista do campeonato estadual, selando definitivamente seu nome na gloriosa história coral. Para sempre lembrado.

POR ONDE ANDA O ZAGUEIRO CLÁUDIO DA COPA DO BRASIL?

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Quarto zagueiro Cláudio em ação com a camisa do Ferrão sob os olhares dos torcedores corais

Ele esteve presente na última vez que o Ferroviário participou de um jogo pela Copa do Brasil, uma das principais competições do calendário nacional. E já se vão quase 12 anos desde aquela partida contra o Corinthians/SP, no Castelão, em que o quarto zagueiro carioca Cláudio, improvisado na cabeça de área pelo técnico Roberto Palmiéri, quase marca um gol de cabeça quando o placar ainda apontava 0x0, o que poderia ter mudado o destino da partida vencida pelo alvinegro paulista por 2×0, ao apito final do árbitro baiano Lourival Dias Lima Filho, já falecido. Aquela foi uma das últimas partidas de Cláudio com a camisa coral, no total de 74 jogos e 2 gols marcados, entre algumas saídas e retornos a Barra do Ceará compreendidos entre 1999 e 2001, além de 2003 e 2004.

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Escolhido o melhor em campo em jogo de 1999

O nome completo do ex-zagueiro coral é Cláudio Alberto Oliveira da Silva. Quando chegou pela primeira vez para o Ferroviário, trazia ótimas referências do Moto Clube/MA. Fez sua estreia em janeiro de 99 quando o time coral era dirigido por Marcelo Vilar e tinha Carlos Mesquita, atual presidente do clube, também ocupando a presidência. Naquela temporada, chegou a ser escolhido como o principal destaque em alguns jogos devido a segurança que garantia à defensiva do Ferrão. A qualidade do ex-zagueiro poderia ser sido melhor aproveitada se tivesse tido a sorte de atuar em equipes mais competitivas no período que vestiu a camisa coral. Recentemente, sob o nome de Cláudio Carioca, ele iniciou a carreira de treinador de futebol comandando o Sabugy, da cidade de Santa Luzia, no interior da Paraíba, nas disputas da segunda divisão do campeonato paraibano. Que tenha uma carreira de sucesso na nova função.