FOTO DO GOL DE JORGE VERAS CONTRA O FORTALEZA EM 1982

ídolo Jorge Veras chuta e vence o goleiro Salvino em jogo decisivo do Campeonato Cearense de 1982

O gol do registro fotográfico acima já mereceu postagem aqui no blog com a recuperação histórica da imagem em vídeo do referido lance. Corria o dia 5 de dezembro de 1982 e o Fortaleza precisava só de um empate para ser campeão estadual naquele domingo. Na etapa final, o atacante Jorge Veras aproveitou um vacilo do atacante Edmar e roubou-lhe a bola, avançando para marcar o gol da grande vitória coral no Castelão. O adversário ainda perdeu um pênalti na partida. O resultado forçou a realização de uma “melhor de quatro pontos” para apontar o grande campeão da temporada. A bela imagem acima foi devidamente publicada no dia seguinte nos jornais da capital cearense que estamparam o triunfo coral.

EMPATE NA ESTREIA DO TÉCNICO CAIÇARA NO ESTADUAL DE 1985

O vídeo acima resgata os gols de um grande clássico do Campeonato Cearense de 1985. Ferroviário e Ceará se enfrentaram num sábado, dia 22 de junho. O jogo marcou a estreia do experiente treinador Caiçara no comando técnico coral. O presidente Caetano Bayma investiu pesado e montou uma das melhores equipes do Ferrão na história. Naquela fase inicial da competição, as apostas recaíam em cima do talento do craque Adílton, que marcou o gol do Tubarão da Barra, de cabeça, após cruzamento de Carlos Antônio. O zagueiro Argeu marcou primeiro para o alvinegro. Os goleiros Wálter e Osvaldo foram considerados os melhores em campo com grandes defesas. O Ferrão formou com Wálter, Laércio, Arimatéia, Zé Luís e Joãozinho; Nélson (Marquinhos), Alex e Adílton; Cardosinho, Luizinho das Arábias e Carlos Antônio (Foguinho). Treinado por Zé Mário, o Ceará jogou com Osvaldo, Antunes, Djalma, Argeu e Bezerra; Alves, Lira e Assis Paraíba (Josué); Katinha, Neném (Flávio) e Amauri. Dessa equipe, Osvaldo, Djalma, Argeu, Alves e Lira jogariam no Ferrão em temporadas posteriores. Por sua vez, o volante Flávio Araújo foi técnico do Ferroviário em 2002. Nessa partida em junho de 1985, apenas 3.543 pessoas pagaram ingresso para assistir ao clássico, que foi arbitrado por Joaquim Gregório. No decorrer da competição, o Tubarão da Barra se reforçou ainda mais com contratações como o zagueiro Léo, o lateral Vassil, os meias Arnaldo, Denô e Wander, além do centroavante Nildo, que depois se destacou no cenário nacional jogando pelo Grêmio/RS. O treinador Caiçara comandou o Ferrão em 26 partidas e terminou a competição dirigindo o Ceará.

Treinador Francisco Barbosa Gomes, conhecido como Caiçara, foi treinador do Ferroviário em 1985

JOGO DA QUEBRA DO TABU CONTRA O FORTALEZA NO ESTADUAL DE 2007

Depois da última postagem sobre o lateral direito Lionn, chegaram alguns pedidos para destacar a quebra do tabu contra o Fortaleza, ocorrida no Campeonato Cearense de 2007. O Tubarão da Barra não vencia o Tricolor do Pici desde o dia 27 de Junho de 1999 e ainda não havia derrotado o velho rival no Século XXI. Com um time cheio de garotos da base, formados na geração de atletas preparada pelo treinador Jorge Veras, o Ferrão quebrou o tabu no dia 1º de abril de 2007, jogando no Castelão. Naquele domingo, o Ferroviário venceu a partida com o futebol de Cássio, Lionn, Jaílson, Nemézio e Leonardo; Dedé, Guto, Róbson e Everton (Jarbson); Danúbio (Carlinhos) e Valmir (Léo Jaime). O técnico era Daniel Frasson. Treinado por Paulo Bonamigo, o Fortaleza perdeu o jogo com Tiago Cardoso, Bileu (Léo Gago), César, Santiago e Guto; Válter, Cocito (Cleverson), Jean (Igor) e Rogerinho; Rinaldo e Adriano Chuva. Confira os gols acima, principalmente o golaço do jovem Leonardo, que era originariamente meia esquerda, mas atuou improvisado na lateral. Danúbio e Valmir marcaram os outros gols, enquanto Cleverson descontou para o Fortaleza. A gurizada coral só entrou em campo contra o Fortaleza porque, na véspera, a diretoria dispensou 13 jogadores do elenco profissional. Foram quase 8 anos sem derrotar o Fortaleza, mais precisamente 2.830 dias, mas a vitória veio nos pés de um time que era praticamente todo Sub-20 e em cima da equipe que, pouco tempo depois, sagrou-se campeã cearense de 2007. Daquela formação que quebrou o tabu, os jogadores que tiveram maior destaque no futebol foram Lionn, Léo Jaime e Everton, que posteriormente foi campeão brasileiro vestindo as camisas do Fluminense/RJ e do Cruzeiro/MG.

REGISTRO DE UM FERRÃO QUE FAZIA A ESTREIA DO GOLEIRO UBIRAJARA

Ferroviário em jogo contra o Ceará no dia 16 de Maio de 1976 – Em pé: Pogito, Ubirajara, Arimatéia, Lúcio Sabiá, Pinto e Grilo; Agachados: Santos, Fernando Canguru, Lula, Danilo e Oliveira

A fotografia acima foi tirada no Castelão, antes de um clássico contra o Ceará pelo Campeonato Cearense de 1976. Era a estreia do goleiro Ubirajara, falecido no ano passado de Covid. Com a bagagem de uma boa passagem pelo América de Natal, o novo goleiro coral ficou menos tempo que o esperado em campo, pois se contundiu e teve que ser substituído pelo reserva Beto. O lateral esquerdo Grilo também saiu contundido e Ivanildo entrou em seu lugar. O treinador dessa equipe era o consagrado Vavá, que brilhou com a camisa da Seleção Brasileira enquanto jogador. O Ceará venceu o jogo por 1×0, gol de Marcos. Na equipe coral, nomes que passaram pouco tempo no elenco como o atacante Santos, ex-São Cristovão/RJ, e o também atacante Fernando Canguru, paraibano indicado pelo eterno ídolo Simplício, que o conhecia do Treze/PB. O zagueiro Pogito, que também atuava como lateral direito, chegou naquela temporada emprestado pelo Fluminense/RJ. O centroavante Lula era um dos destaques da equipe e terminara o Estadual do ano anterior como artilheiro da competição com 8 gols. Ex-atleta do Calouros do Ar, Lula chegou para o Ferrão em janeiro de 1974, quando o diretor Dirceu Pupe foi contratá-lo na cidade de Mossoró.

DERROTA PARA O SÃO PAULO/SP NO ÚLTIMO MINUTO HÁ 40 ANOS

O vídeo acima é uma raridade de 40 anos atrás. O Ferrão recebia a forte equipe do São Paulo/SP em mais um jogo do Campeonato Brasileiro de 1982. O jogo entre as duas equipes levou 18.126 pagantes ao Castelão. Essa partida foi justamente a última vez que os dois se enfrentaram na história. O Tubarão da Barra fez 1×0 com o meia Vicente Cruz, no apagar das luzes do 1º tempo. Na etapa final, o Tricolor do Morumbi impôs seu ritmo com vários jogadores da Seleção Brasileira e conseguiu a virada com o centroavante Serginho, de pênalti, e um gol de falta no último minuto da partida, cobrada pelo lateral direito Getúlio. Treinado por José Oliveira, o Ferroviário atuou com Barbiroto, Paulo Maurício, Góes, Zé Carlos e Jorge Henrique; Augusto, Meinha e Vicente Cruz; Paulo César Cascavel (Carlos Brasília), Roberto Cearense e Almir (Doca). O São Paulo, do treinador Formiga, venceu com Valdir Peres, Getúlio, Oscar, Dario Pereira e Marinho Chagas; Almir, Everton e Renato; Paulo César (Heriberto), Serginho e Mário Sérgio. Após o jogo, muitas reclamações por parte da torcida coral contra o árbitro baiano Anivaldo Seixas Magalhães, pela marcação do pênalti que resultou no primeiro gol da equipe paulista. A narração de Léo Batista no programa ´Gols do Fantástico` aponta erroneamente o gol para Meinha, mas ele foi marcado por Vicente Cruz, um experiente meia oriundo do Aliança/SP. No time coral, o goleiro Barbiroto pertencia ao próprio São Paulo/SP e estava emprestado.

RECORDANDO UM GOL DE IDEVALDO CONTRA O FORTALEZA NO CASTELÃO

Dia de recordar um gol do centroavante Idevaldo, experiente jogador que defendeu o Ferroviário no Campeonato Cearense de 1992. Com ótima passagem pelo América/MG, ele chegou na Barra do Ceará como grande esperança de gols. No vídeo acima, Idevaldo marcou o gol da vitória do Ferrão em cima do Fortaleza, no Castelão. O jogo foi realizado no dia 23 de agosto daquele ano e foi válido pelo 2º turno da competição. O placar poderia ter sido mais dilatado, mas o ídolo Jorge Veras perdeu um pênalti na partida. Treinado por Celso Gavião, o Tubarão da Barra jogou com Jorge Carioca, Jaime, Aldo, Edson Oliveira e João Luís; Wágner, Erivando e Gilson (Adriano); Cantareli (Edu), Idevaldo e Jorge Veras. O adversário perdeu com Claudecir, Adriano, Argeu, Eduardo e Vágner; Alberto, China (Fernando) e Maradona (Mendonça); Eliézer, Nando e Osmar. Joaquim Gregório foi o árbitro do jogo, que teve um público de apenas 4.829 pagantes. Idevaldo defendeu o Ferrão em 21 jogos e marcou 11 gols. Na formação coral, destaque para a presença do jovem zagueiro Adriano, que chegou à Seleção Brasileira e defendeu grandes clubes do Brasil. Aquela temporada terminou de forma melancólica para o futebol cearense com quatro equipes sendo declaradas campeãs. Felizmente, dentro desse prisma, o Ferroviário fez uma campanha verdadeiramente medíocre naquele ano, que o impediu de participar desse desfecho vergonhoso com a divisão de título do campeonato estadual.

VÍDEO COM OS GOLS DE UM EMPATE COM O CEARÁ NO ESTADUAL DE 1980

Eis mais um vídeo de um jogo do passado eternizado aqui no Almanaque do Ferrão. Trata-se de um empate do Ferroviário contra o Ceará, justamente num dia 21 de setembro como hoje, em partida válida pelo 2º turno do Campeonato Cearense de 1980. O alvinegro já havia conquistado o turno e o jogo foi mero cumprimento de tabela, levando ao Castelão um público diminuto de apenas 6.040 pagantes. Perceba as redes amarelas utilizadas nas traves do Castelão no início dos anos 1980. Os gols do Ferrão foram marcados por Serginho e Osni, ambos oriundos do futebol carioca, mais precisamente do Flamengo e do Fluminense, respectivamente. O Ceará marcou com Ademir e Bezerra, de pênalti, assinalado nos acréscimos da partida após uma lambança da defensiva coral quando o Ferroviário tinha apenas nove jogadores em campo, já que Osni e Clodivaldo foram expulsos pelos árbitro Luís Vieira Vila Nova. Treinado pelo experiente Lanzoninho, o Tubarão da Barra empatou com o futebol de Salvino, Nonato Ayres, Jorge Luís, Celso Gavião e Luís Augusto; Zé Maria, Nilsinho (Jeová) e Jacinto (Clodivaldo); Osni, Serginho e Babá. Por sua vez, o Ceará jogou com Luís Antônio, João Carlos (Valdemir), Lula, Antônio Carlos e Bezerra; Nicássio, Ademir e Zé Eduardo; Ivanir, Gilson (Nei) e Jorge Luís Cocota. Ceará e Ferroviário se enfrentaram outras vezes naquela edição do Estadual com jogos memoráveis, como o famoso Jogo do Terremoto e a própria final do campeonato, que acabou ficando nas mãos do alvinegro com um gol na prorrogação.

TIME JÚNIOR DO FERROVIÁRIO NO CAMPEONATO CEARENSE DE 1986

Base do Ferroviário Atlético Clube em 1986 – Em pé: Nilton, Edilson, Roberto Santos, Kico, Eudes, Fernandes e Nani; Agachados: Mudo (massagista), Nilsinho, Lane, Cícero Junior e Antônio Marcos

Eis mais uma bela foto de jogadores que tomaram parte das categorias de base do Ferrão. O registro fotográfico acima é de 1986 e apresenta alguns nomes que chegaram a atuar na equipe profissional nas temporadas seguintes. Vestindo um uniforme confeccionado pela Craque Sports, essa onzena coral tem no arco o goleiro Edilson, titular do time principal em boa parte dos jogos do Torneio Otávio Pinto Guimarães, que foi realizado naquele ano e teve a participação de equipes como Fortaleza, Botafogo/PB e América/RN. Tecnicamente falando, os dois principais destaques dessa equipe eram o meia Lane e o atacante Cícero Junior. Embora considerado craque na verdadeira acepção da palavra, o primeiro teve apenas 8 oportunidades no time profissional. Por sua vez, o jovem Cícero Júnior esteve em campo em 12 partidas e mostrava muita qualidade com a perna canhota. Ele era filho do ex-zagueiro Cícero, famoso jogador do futebol cearense, que defendeu o próprio Ferroviário no início dos anos 1960. Na imagem, nota-se também o lateral esquerdo Nílton, que chegou a figurar em escalações do time profissional em 27 oportunidades entre 1986 e 1991. Além dos três jogadores citados, nomes como Roberto Santos, Kico e Eudes figuraram entre os campeões juniores no ano seguinte, numa formação emblemática que tinha o futuro ídolo Mazinho Loyola apenas em início de carreira. Destaque também para o local do jogo: o velho Castelão, simplesmente a melhor praça esportiva do Estado, numa época onde as categorias de base jogavam o ano inteiro e se apresentavam nas preliminares das equipes profissionais, algo absurdamente e lamentavelmente impensável para os padrões modernos do futebol de hoje em dia.

AQUILO QUE VOCÊ NÃO SABIA SOBRE O EX-GOLEIRO MARQUINHOS

Bela homenagem recente do Rio Branco de Americana ao ídolo e ex-goleiro Marquinhos Sartori

O goleiro Marquinhos fez apenas um jogo com a camisa do Ferroviário. Chegou ao clube num momento financeiro muito difícil e tinha o Ceará como adversário em sua estreia. O ano era 1993 e a direção do Ferroviário havia montado um elenco com jogadores de qualidade duvidosa, alguns até experientes, mas em péssimo momento técnico. Marquinhos chegou com a fama de arqueiro rodado, que havia feito história no Rio Branco de Americana e recordista na posição em número de jogos. Em duas passagens, entre 1983 e 1985, e de 1990 a 1992, foram 127 jogos com a camisa do Rio Branco/SP. Na Barra do Ceará, Marquinhos deu azar. Sua única partida se deu exatamente no dia que o Ferroviário foi humilhado por 9×1 pelo Ceará, resultado desastroso que gerou a renúncia do presidente Edilson Sampaio, do diretor de futebol Walmir Araújo e do restante da diretoria ainda nos vestiários do Castelão. Marquinhos acabou não permanecendo no Tubarão da Barra em razão daquela debacle histórica, aliado ao fato de não ter feito uma atuação convincente que determinasse sua manutenção no elenco. Além dele, vários atletas foram dispensados pelo novo comando coral, capitaneado por Clóvis Dias. Marquinhos voltou para Americana e decidiu encerrar sua carreira. Posteriormente, virou treinador de goleiros do Rio Branco/SP e chegou a ser técnico da tradicional equipe paulista.

Familiares do ex-goleiro Marquinhos na cerimônia de inauguração do campo que leva seu nome

No dia 29 de novembro de 2012, aos 48 anos de idade, Marquinhos dirigia seu carro, à noite, pelo quilômetro 129 da Rodovia SP-304, em Americana, quando perdeu o controle do veículo e capotou. Foi socorrido ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, mas não resistiu aos ferimentos. Querido na cidade e bastante representativo na história do Rio Branco de Americana, o ex-goleiro Marcos Augusto Sartori foi homenageado, em julho de 2018, pela Secretaria de Esportes da cidade. O campo de futebol do Centro Cívico passou a levar o nome do goleiro que sempre honrou as cores do Rio Branco/SP. A viúva do ex-goleiro, sua mãe e uma irmã prestigiaram o evento. Há cerca de sete anos, o vídeo abaixo foi postado aqui no blog e recorda exatamente a véspera do jogo contra o Ceará em 1993. É possível ver o goleiro Marquinhos nas imagens do apronto para o Clássico. Após a derrota humilhante para o alvinegro, o Ferrão se recompôs, chegando a disputar uma final de turno ainda naquela competição. A base daquele trabalho de recomposição serviu para montar justamente a equipe que sagrou-se bicampeã estadual nos dois anos seguintes.

VITÓRIA EM CIMA DO CEARÁ NUM DOMINGO DE PÁSCOA

Era um domingo de páscoa como hoje, só que em 1987. Ferroviário e Ceará jogavam no Castelão em jogo válido pelo pentagonal decisivo do 1º turno do Campeonato Cearense. Treinado por Erandy Montenegro, o Tubarão da Barra venceu a partida por 2×1, que significava mero cumprimento de tabela na competição já que o Fortaleza havia faturado o turno. O vídeo acima foi recuperado a partir do baú do Almanaque do Ferrão e mostra os gols do time coral marcados por Mardônio e Carioca, os dois de bela feitura. Wanks marcou para o alvinegro. Naquela tarde de domingo, dia 19 de abril, o Ferrão formou com Walter, Laércio (Carlos Alberto) (Renato), Arimatéia, Léo e Edson; Zé Alberto, Adalberto e Carioca; Mardônio, Cardosinho e Carlos Antônio. O Ceará, comandado pelo carioca Moisés Matias, perdeu com Washington, Reidene, Gilmar Furtado, Argeu e Luís Fernando; Oliveira, Flávio (Douglas Neves) e Victor; Hilton, Mauro Portaluppi (Roberto Cearense) e Wanks. Apenas 2.346 pessoas pagaram para ver o clássico, que teve o comando de Nunes Sales na arbitragem. Apesar da vitória apertada, todos os jornais no dia seguinte foram unânimes em dizer que o volume de jogo do Ferroviário foi muito superior e que o Tubarão merecia ter enfiado uma goleada no adversário. Feliz domingo de páscoa.