Sobre Evandro Ferreira Gomes

Evandro Ferreira Gomes é fanático por futebol e torcedor do Ferroviário Atlético Clube desde os 8 anos de idade, tendo dedicado mais de 20 anos de sua vida aos trabalhos de pesquisas e entrevistas que levaram ao lançamento da 1ª edição do Almanaque do Ferrão, publicado em junho de 2013. Economista com especialização em marketing e mestrado em administração de empresas, o autor trabalha como consultor empresarial e professor universitário nos cursos de marketing, publicidade e jornalismo, além de atuar em gestão de projetos de comunicação, marketing e relacionamento em ambientes esportivos com experiência no Brasil e na Inglaterra. Foi diretor de marketing, diretor de futebol e vice-presidente do Ferroviário Atlético Clube entre 2008 e 2014, tendo atuado diretamente na edição da revista ´Expresso Coral`, criação do programa sócio-torcedor, formação e contratação de atletas, captação de patrocínios e investidores, dentre outras atividades profissionais.

POR ONDE ANDA O ZAGUEIRO ADRIANO FORMADO NA BASE CORAL?

Ex-zagueiro Adriano, que defendeu o Ferrão entre 1991 e 1993, é técnico do Santa Cruz de Recife

Foram 28 jogos com a camisa do time profissional do Ferroviário entre 1991 e 1993. Formado nas categorias de base do próprio clube, ele era titular absoluto no jovem time coral que conquistou a maior façanha entre todas as equipes cearenses na disputa de uma competição nacional de base nos anos 1990. Chegou a ser chamado pra Seleção Brasileira principal no início de sua carreira e atuou também no futebol espanhol por várias temporadas. Estamos falando do zagueiro Adriano. Você sabe por onde ele anda? Pois saiba que ele está mais em evidência do que você imagina. Recentemente, sob o nome profissional de Adriano Teixeira, ele acabou sendo efetivado como treinador do Santa Cruz de Recife nas disputas da Série B do campeonato brasileiro de futebol.

Zagueiro Adriano, ao lado do goleiro Banana, firmou-se no Ferroviário na temporada de 1991

Adriano foi lançado no time principal do Ferrão, pela primeira vez, através do treinador Djalma Linhares. Profundo conhecedor da posição e campeão pelo Ferrão na temporada de 1988, Djalma confiou no jovem Adriano e o lançou como titular no dia 14/04/1991. O Tubarão da Barra fazia sua última partida pelo campeonato nacional daquele ano e atuava nesse dia contra o Parnaíba/PI, vencendo por 4×1, mesmo jogando nos domínios do adversário. Uma semana antes, Adriano acabara de completar 18 anos de idade. Dois meses depois, ele substituiu o zagueiro Aldo num clássico contra o Fortaleza e estreava no campeonato cearense em grande estilo com uma vitória por 3×0. Dali em diante, foram vários jogos como titular até a temporada de 1993, quando foi negociado com o Sport/PE.

Adriano no Santa Cruz de Recife

Além do Sport/PE, Adriano vestiu as camisas do Fluminense/RJ, Vasco/RJ e do próprio Santa Cruz/PE já no final de sua carreira. Na Espanha, defendeu o Celta de Vigo, o Compostela e o Leonesa. Em termos de conquista de títulos, foi  campeão pernambucano em 1994 e 1996, além da Copa do Nordeste, também em 1994, todos pelo Sport de Recife. No ano de 1995, defendendo a Seleção Brasileira Sub-20, Adriano conquistou o Torneio Internacional de Toulon. Após pendurar as chuteiras,o ex-zagueiro do Tubarão da Barra retornou ao Santa Cruz/PE, que o acolheu como auxiliar técnico e o promoveu recentemente, aos 44 anos de idade, ao posto de treinador de sua equipe profissional. Da geração de ótimos atletas formados pelo treinador Edmundo Silveira, entre eles o goleador Mário Jardel, Adriano foi mais uma cria coral que ganhou o mundo em sua carreira profissional e tem o respeito do torcedor do Ferroviário Atlético Clube.

FERROVIÁRIO SAIA COMO VICE EM TORNEIO NO CARIBE HÁ 10 ANOS

Jogadores do Ferroviário perfilados para o hino nacional antes da final contra o Utrecht

Parece que foi ontem, mas já faz 10 anos. Com um elenco formado em sua maioria por atletas oriundos da base e comandados pelo falecido treinador Artur do Carmo, ex-zagueiro histórico do futebol cearense e do próprio Ferroviário, o Tubarão da Barra viajou para o Caribe e participou da Polar UTS Cup. Os jogos foram disputados na primeira semana de junho de 2007 na cidade de Willemstad, na ilha de Curaçau, no Caribe. Na primeira rodada, o Ferrão eliminou o Barber (2×0) e o Utrecht derrotou o Dordrecht por 2×1 no confronto de holandeses. Na grande final, mesmo jogando bem, o time coral tomou um gol de Leroy George aos 30 minutos do segundo tempo e ficou com o vice-campeonato. O Utrecht, que na época disputava a Liga Europa, se aproveitou da maior compleição física de seus atletas e ficou com a taça de campeão com 1×0 no placar.

Nas águas do Caribe: zagueiros Júlio e Carlinhos, lateral Lionn, meia Valmir e volante Dedé

A competição caiu como uma luva para o jovem lateral direito Lionn, que se apresentou muito bem nos dois jogos e foi visto por empresários do mundo todo. Em seguida, teve as portas abertas para atuar na segunda divisão do futebol português e há várias temporadas atua profissionalmente na Europa, já tendo jogado inclusive a famosa Champions League. Dentre os mais conhecidos, o Ferrão tinha no elenco os gêmeos Dedé e Danúbio, o zagueiro Nemézio e o meia Diego, que estavam na boa campanha coral na Série C nacional do ano anterior. Na final contra o Utrecht, o Ferrão formou com Cássio, Lionn, Júlio (Marcelão), Nemézio e Leonardo; Dedé, Robson (Junior Mineiro), Paulo Victor (Diego) e Valmir (Jarbson); Danúbio e Eli (Amoroso). A equipe holandesa venceu com Krul, Van Buuren (Valentijn), Shew Atjon e Keller; Cornelisse, Calume (Maachi), De Jong, Leroy George e Nelisse (Rossini); Boussaboun e Van Dijk (Bolland).

Diretor de Futebol Francisco Neto entre alguns jogadores do Ferrão que atuaram no Caribe

A viagem ao Caribe foi a primeira e única experiência do Ferroviário Atlético Clube atuando em outro país. Na ocasião, o então diretor de futebol Francisco Neto, que assumiu a presidência coral logo em seguida, chefiou a delegação. Aqueles dias de junho nas belas águas das Antilhas Holandesas ficaram para sempre na memória dos jovens atletas que representaram o Tubarão da Barra em terras estrangeiras. Os DVD´s com a gravação na íntegra dos dois jogos do Ferrão na competição viraram item raro de colecionador. Qualquer dia desses, eles pintam por aqui. Quem sabe? Por enquanto, fiquem com apenas uma pequena amostra das centenas de fotos produzidas pelos jogadores do Ferrão naquela ocasião tão especial para cada um deles.

TREINADOR CORAL NO ESTADUAL DE 1970 FALECEU ONTEM EM FORTALEZA

Alexandre Nepomuceno faleceu em Fortaleza

Morreu ontem o ex-treinador coral Alexandre Nepomuceno. Natural da cidade de Aracati, ele tinha 82 anos de idade e foi enterrado em Fortaleza no dia de hoje. Profundamente identificado com o Ceará, clube em que atuou como jogador durante toda a carreira, Alexandre recebeu várias homenagens do futebol cearense como um todo. Como não poderia deixar de ser, o Almanaque do Ferrão presta uma justa lembrança aquele que foi o comandante técnico no inesquecível título estadual de 1970. Ex-técnico do Calouros do Ar, Alexandre Nepomuceno chegou para comandar o time coral em maio de 1970, durante o 2º turno do campeonato cearense. Levou o Ferrão ao título estadual em outubro daquela temporada. Permaneceu até maio do ano seguinte e retornou para a Barra do Ceará no campeonato cearense de 1972 numa passagem que durou aproximadamente dois meses. Ao todo foram 65 partidas como treinador do Ferroviário, sendo 35 vitórias, 20 empates e apenas 10 derrotas. Descanse em paz.

PRESENTE ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO: VIDA E OBRA DE VALDEMAR CARACAS

Hoje é aniversário do Ferroviário Atlético Clube. São 84 anos desde sua fundação por parte dos operários da antiga Rede de Viação Cearense, a famosa RVC. O Almanaque do Ferrão presenteia a torcida coral com um documentário inédito sobre o fundador do clube, o inesquecível Valdemar Caracas, falecido em 2013. O material de 29 minutos foi produzido um ano após a sua morte pela jornalista Dayanne Feitosa e agora chega à Internet através do nosso blog. Caracas e Ferroviário, duas lindas histórias que se confundem com a história do próprio estado do Ceará. O documentário intitulado “Nos trilhos da história: vida e obra de Valdemar Cabral Caracas” conta com o depoimento de nomes como o amigo Antônio Carlos, o ex-cronista esportivo Cid Carvalho, o ex-presidente José Rego Filho e também deste blogueiro. Assista abaixo e feliz aniversário!

QUE VENHAM A COPA DO NORDESTE, A COPA DO BRASIL E O BRASILEIRO

Garantia de competições importantes em 2018

Aparentemente a temporada de 2017 acabou em pleno mês de maio para o Ferroviário. Exatamente como no ano passado. E como em vários outros anos também. A participação coral na Taça Fares Lopes desse ano é incerta e até desnecessária sob a ótica da busca por resultados esportivos que valham realmente a pena. A diferença é que antes o torcedor olhava pro futuro e não via perspectivas de um calendário diferente no ano seguinte. Agora, sabemos que além do campeonato cearense da 1ª divisão, em 2018, teremos Copa do Brasil, Série D do campeonato brasileiro e até a Copa do Nordeste, que o Ferrão não disputa desde 1999. É bom não esquecer que o Ferrão foi um dos articulares para o surgimento desta competição nos anos 90. Depois, em meio à perda de prestígio político e enfraquecimento esportivo ano após ano, nunca mais dela participou, nem quando eram distribuídos convites para as principais equipes da região.

Jogadores atuaram de forma heroica em 2017

O que mudou? É importante saber exatamente como tudo isso foi conquistado, principalmente quando não se pode afirmar que tudo isso foi fruto de um planejamento construído em bases sólidas. Não foi. Sabe-se que o Ferroviário sequer sabia que disputaria a 1ª divisão cearense em 2017. Cerca de 3 semanas antes do início dos jogos, entre os feriados do fim de ano, surgiu a boa nova e começou a correria para colocar um time em campo. A exiguidade de tempo nos deu um time que mais empatava do que ganhava, que marcava poucos gols, que a articulação ofensiva do meio campo era quase inexistente em vários jogos, etc. Tudo compreensível. Certamente foi a garra e a disposição dos jogadores dentro de campo, unidos de forma familiar até fora dele, além de uma arregimentação heroica de dirigentes e conselheiros que também fizeram a diferença. Nada como a união nos bastidores corais. Sabemos muito bem o que pode acontecer de catastrófico quando ela não existe. O fato é que o Ferroviário agora pode ter um futuro promissor se souber realmente conceber o tão sonhado planejamento construído em bases sólidas, desde a formatação do elenco, da manutenção dos principais jogadores da atual temporada, do uso correto e honesto dos recursos financeiros garantidos para o ano que vem, entre várias outras coisas. O futuro a Deus pertence. Mas como dizia o antigo slogan do primeiro projeto Sócio Torcedor do Ferrão há quase dez anos, o futuro não é mais como costumava ser. Agora parece que sim.

TEM ÍDOLO ETERNO NA ÁREA SÓ PARA PRESTIGIAR A GRANDE FINAL

Ex-lateral esquerdo Marcelo Veiga segura a camisa coral em meio aos jogadores do Ferroviário

Marcelo Veiga já foi tema de várias postagens aqui no blog. O maior lateral esquerdo que vestiu a camisa do Ferroviário segundo a campanha ´Time dos Sonhos`, autor do gol do título na conquista do campeonato cearense de 1988, está novamente em Fortaleza e por um motivo muito especial: veio prestigiar o Tubarão da Barra na finalíssima do campeonato estadual contra o Ceará. Na noite de ontem, ele esteve na concentração do Ferroviário dando uma palavra de apoio para os jogadores corais. Depois, participou de um jantar aberto à conselheiros e torcedores. Tirou muitas fotos, conversou sobre fatos de sua época no clube e mostrou-se simpático e atencioso com todos aqueles que o tem como ídolo eterno do Ferrão. Em conversa com o blog durante a semifinal contra o Fortaleza, Marcelo Veiga pregou aviso: ´Se o Ferrão for pra final, eu pego um avião e vou pro estádio torcer´. Cumpriu o prometido. Independente do resultado, a presença especial de um ídolo do passado nesse momento reforça o elo coral com a grandeza histórica do clube no contexto do próprio futebol cearense. E, convenhamos, ter ídolos vitoriosos que continuam ligados à instituição tantos anos depois, não é pra qualquer torcida. Marcelo Veiga defendeu o Ferrão entre 1988 e 1989, atuando em 79 jogos e marcando 13 gols. Além do Estadual de 88, foi campeão do Torneio Ciro Gomes no ano seguinte. Em homenagem à chegada do eterno ídolo coral, o Almanaque do Ferrão revirou o baú e buscou uma raridade em vídeo: um gol, de falta, do ex-lateral, marcado na decisão do 2º turno contra o Tiradentes, no Castelão, em 1988. E lá se vão quase 30 anos no tempo.

UMA FOTO QUE REPRESENTA BEM A VIDA DO GOLEIRO NO FUTEBOL

Rafael Muralha, Fernando Júnior e Eduardo: goleiros do Ferroviário na temporada de 2013

Já que ontem foi o ´Dia do Goleiro` no Brasil, a seção ´Retratos` presta uma homenagem a todos os goleiros que defenderam o Ferroviário em mais de oito décadas de existência. A imagem simboliza bem a vida dos goleiros, sempre pulando e caindo no chão nos treinamentos e nas partidas. Há quem diga que em determinados jogos, o goleiro nem suja o uniforme dada a inoperância do adversário. Não é o caso dos três goleiros da foto acima, tirada no segundo semestre de 2013, durante mais um dia de treino puxado na Barra do Ceará com o preparador William Mardoch. Vejam e recordem Rafael Muralha (11 jogos pelo Ferrão), Fernando Júnior (60 jogos) e Eduardo (2 jogos). O paranaense Fernando Júnior atua hoje no futebol angolano. Rafael Muralha continua no futebol cearense e Eduardo, irmão do goleiro Cássio do Corinthians, desistiu da profissão.