Sobre Evandro Ferreira Gomes

Evandro Ferreira Gomes é fanático por futebol e torcedor do Ferroviário Atlético Clube desde os 8 anos de idade, tendo dedicado mais de 20 anos de sua vida aos trabalhos de pesquisas e entrevistas que levaram ao lançamento da 1ª edição do Almanaque do Ferrão, publicado em junho de 2013. Economista com especialização em marketing e mestrado em administração de empresas, o autor trabalha como consultor empresarial e professor universitário nos cursos de marketing, publicidade e jornalismo, além de atuar em gestão de projetos de comunicação, marketing e relacionamento em ambientes esportivos com experiência no Brasil e na Inglaterra. Foi diretor de marketing, diretor de futebol e vice-presidente do Ferroviário Atlético Clube entre 2008 e 2014, tendo atuado diretamente na edição da revista ´Expresso Coral`, criação do programa sócio-torcedor, formação e contratação de atletas, captação de patrocínios e investidores, dentre outras atividades profissionais.

DANIEL MARCOU O GOL MAIS RÁPIDO DA HISTÓRIA CORAL

Atacante cearense Daniel ao lado do Tutuba: ele marcou o gol mais rápido da história do Ferroviário

Alguma vez você já se perguntou quem marcou o gol mais rápido da história coral? A resposta está na foto acima. Foi o atacante Daniel, um jogador formado nas categorias de base do Ceará e que defendeu o Tubarão da Barra na temporada de 2016, quando o Ferrão amargava a segunda divisão cearense. Ele marcou aos 8 segundos de jogo contra o Maracanã/CE no Estádio Antônio Cruz, localizado no bairro da Lagoa Redonda, em Fortaleza. Antes dele, as melhores marcas apontavam os gols de Ednardo (56 segundos em 1981), Jacinto (50 segundos em 1979), Macaco (40 segundos em 1954) e Paulista (14 segundos em 2016), este último marcado exatamente cinco rodadas antes do feito de Daniel. O autor do gol mais rápido da história coral permaneceu apenas uma temporada na Barra do Ceará, totalizando 20 jogos e 7 gols marcados. No ano seguinte, ele atuou no Tiradentes/CE e encerrou precocemente a carreira de jogador profissional. Abaixo, você confere o vídeo com os dois gols do jogo em que aconteceu o recorde histórico do gol mais rápido na trajetória de quase 90 anos do Ferrão. Curiosamente, o gol histórico de Daniel foi marcado com a indefectível camisa laranja, utilizada somente naquela temporada. Por quanto tempo esse recorde durará? Quem se habilita a quebrar o recorde de Daniel?

PUBLICAÇÃO RARA DE 1962 HOMENAGEANDO O ÍDOLO PACOTI

A raridade acima foi enviada pelo internauta Leandro Paulo, diretamente de Pernambuco. Leandro é um dos maiores entusiastas do Almanaque do Ferrão e contribuiu com uma peça de grande valia histórica. Trata-se de uma página retirada de alguma revista esportiva, destacando o atacante Pacoti em 1962, quando ele defendia o Sporting de Lisboa. Na semana que o ídolo coral Pacoti nos deixou e foi morar no céu, a publicação dessa raridade vem em boa hora. Nela, mesmo atuando em terras lusitanas e vivendo o auge de sua carreira, Pacoti destacava toda a sua simpatia e gratidão ao Ferroviário Atlético Clube, sentimentos que ele levou até o fim da vida.

PACOTI SAI DA VIDA TERRENA E ENTRA NA ATMOSFERA DOS DEUSES

Eterno ídolo coral Pacoti deixa a vida terrena e agora faz parte da atmosfera dos deuses da bola

Francisco Nunes Rodrigues nasceu em Quixadá no ano que o Ferroviário foi fundado. Ganhou o apelido de Pacoti numa brincadeira entre amigos da infância e dele nunca mais se separou. Atravessou toda uma carreira vitoriosa ostentando o nome de uma cidade do Ceará em sua alcunha futebolística, seja no Brasil ou em Portugal. Ontem, pouco antes da meia-noite, o coração de Pacoti parou e o ex-jogador do Ferrão deixou definitivamente a vida terrena para ocupar espiritualmente um espaço do qual sempre pertenceu mesmo em vida: a atmosfera dos deuses da bola. Oriundo do extinto Nacional, Pacoti chegou para o Ferroviário em 1955 e escreveu seu nome entre os gigantes da história coral, mesmo sem ter conquistado títulos. Três anos depois, foi negociado ao Sport/PE e, de lá, seguiu para o Vasco/RJ, negociado por 1 milhão de Cruzeiros, apesar do assédio de Palmeiras/SP e Fluminense/RJ interessados em seu concurso. No Rio de Janeiro, foi chamado de “Pelé Branco” do futebol, fama que lhe valeu uma transferência para o Sporting de Lisboa, onde conquistou a Taça de Portugal e o título de campeão português na temporada de 1962.

Publicidade do Governo com Pacoti divulgada nos outdoors de Fortaleza no início dos anos 2000

Pacoti jogou ainda no Olaria/RJ e no Valência de Caracas, onde foi campeão venezuelano. Na temporada de 1966, já em final de carreira, Pacoti estava de volta ao futebol cearense e apesar do assédio de Ceará e Fortaleza, quis retomar sua carreira no Ferrão, que estava de mudança para o bairro da Barra do Ceará. Teve o privilégio de jogar algumas partidas ao lado de Mozart, um dos maiores craques da história do futebol alencarino. Em abril de 1967, sofreu talvez a sua maior decepção no futebol. Pacoti teve seu nome vetado pelo treinador Ivonísio Mosca de Carvalho para permanecer no elenco coral que disputaria o Campeonato Cearense daquele ano. Decepcionado, pendurou as chuteiras. Em todos os anos de vitoriosa carreira, Pacoti gabava-se de nunca ter sido expulso de campo pelos árbitros e dos inúmeros amigos que fez no futebol. Mesmo distante dos gramados, ele nunca se afastou do futebol, seja dirigindo um bar dentro do Estádio Presidente Vargas, participando de programas de televisão, visitando instalações corais ou sendo convidado para inúmeros encontros e homenagens, como a que estampou uma campanha publicitária do Governo do Estado do Ceará em meio à cearenses ilustres no início dos anos 2000.

Pacoti foi homenageado na campanha Legendários do Ferroviário durante a temporada de 2019

Pacoti era figura sempre presente nos jogos do Ferroviário. Em vida, foi homenageado diversas vezes pelas várias diretorias que passaram pelo clube. Sentia-se querido, disso ele nunca teve dúvidas. Em 2019, a imagem do jovem Pacoti com a camisa coral estampou o segundo exemplar de uma coleção de nove copos homenageando alguns jogadores legendários da história coral. Apaixonado pela esposa e pela vida entre amigos, Pacoti sentiu bastante os efeitos da reclusão que a pandemia de coronavírus causou a partir de março de 2020. Sua saúde foi ficando debilitada durante o período pandêmico, até que seu coração parou na noite de ontem. Pacoti vai fazer falta nos jogos do Ferrão e nos inúmeros eventos e homenagens que o futebol ainda vai proporcionar. Ficará uma grande lacuna, sem sombra de dúvidas. Porém, a certeza da gratidão eterna da torcida coral é algo que Pacoti certamente levou para a atmosfera dos deuses da bola. Zé de Melo, Mozart, Valdemar Caracas e Zé Limeira, entre vários outros amigos da vida terrena, estão em festa no céu porque Pacoti finalmente chegou para continuar a velha resenha. Descanse em paz.

ROBERTO CEARENSE MARCAVA EM CIMA DE MARCELINO HÁ 40 ANOS

Atacante Roberto Cearense cabeceia e marca mais um gol do Ferroviário em jogo do Estadual de 1981

O registro fotográfico acima completou quarenta anos. Foi o primeiro gol do centroavante Roberto Cearense contra o América/CE, no PV, num domingo de manhã. O tento foi assinalado em cima do histórico goleiro Marcelino, que estava em final de carreira. O Ferrão venceu o jogo por 3×1 e Roberto Cearense teve a oportunidade ainda de marcar o gol mais bonito do “Fantástico”, fato este já destacado aqui no blog em 2016. Treinado por Moésio Gomes, o Tubarão da Barra jogou com o futebol de Salvino, Paulo Maurício, Paulo César Piauí, Nilo (Darci Munique) e Roner; Augusto, Meinha e Sima; Jangada (Paulo César Cascavel), Roberto Cearense e Babá. Comandado por Alberto Damasceno, sentado no banco como treinador da equipe, o antigo Diabo Rubro da Dom Manuel perdeu com um time cheio de veteranos: Marcelino, Cafifa, Artur, Júlio e Rebelde; Chiquinho (Maurício), Pinto e Mano; Brito, Jorge Costa e Vento (Artur II). Menção honrosa para o meio campo piauiense do Ferrão: Augusto, Meinha e Sima, este último autor do outro gol coral na partida. Abaixo, aos 35 segundos do vídeo, você confere o gol do Ferrão que resultou no retrato acima.

LUIZINHO DAS ARÁBIAS VOLTA A TER A MELHOR MÉDIA DE GOLS

O ídolo coral Luizinho das Arábias continua brilhando na trajetória do Ferrão. Dois anos atrás, a sua marca de melhor média de gols na história coral havia sido derrubada pelo artilheiro Edson Cariús, destaque nas temporadas de 2018 e 2019. De regresso ao clube em meados de 2021, o artilheiro no título brasileiro de 2018 marcou menos gols que o esperado e sua média acabou diminuindo no parâmetro histórico, apontando atualmente um total de 78 jogos com a camisa coral e 51 gols, o que define uma média de 0,65 gols por jogo, inferior ao patamar de 0,75 alcançado em 2019. Falecido em 1989, Luizinho das Arábias fez 75 jogos e assinalou 54 gols, o que garantiu ao artilheiro carioca a marca de 0,72 gols por partida. Sim, a melhor da história. De volta ao topo. O futuro é incerto e obviamente Edson Cariús tem condições de reverter novamente o quadro caso continue no clube ou retorne em algum outro período. Até lá Luizinho das Arábias continuará reinando na história.

RECORDANDO UM GOL DE IDEVALDO CONTRA O FORTALEZA NO CASTELÃO

Dia de recordar um gol do centroavante Idevaldo, experiente jogador que defendeu o Ferroviário no Campeonato Cearense de 1992. Com ótima passagem pelo América/MG, ele chegou na Barra do Ceará como grande esperança de gols. No vídeo acima, Idevaldo marcou o gol da vitória do Ferrão em cima do Fortaleza, no Castelão. O jogo foi realizado no dia 23 de agosto daquele ano e foi válido pelo 2º turno da competição. O placar poderia ter sido mais dilatado, mas o ídolo Jorge Veras perdeu um pênalti na partida. Treinado por Celso Gavião, o Tubarão da Barra jogou com Jorge Carioca, Jaime, Aldo, Edson Oliveira e João Luís; Wágner, Erivando e Gilson (Adriano); Cantareli (Edu), Idevaldo e Jorge Veras. O adversário perdeu com Claudecir, Adriano, Argeu, Eduardo e Vágner; Alberto, China (Fernando) e Maradona (Mendonça); Eliézer, Nando e Osmar. Joaquim Gregório foi o árbitro do jogo, que teve um público de apenas 4.829 pagantes. Idevaldo defendeu o Ferrão em 21 jogos e marcou 11 gols. Na formação coral, destaque para a presença do jovem zagueiro Adriano, que chegou à Seleção Brasileira e defendeu grandes clubes do Brasil. Aquela temporada terminou de forma melancólica para o futebol cearense com quatro equipes sendo declaradas campeãs. Felizmente, dentro desse prisma, o Ferroviário fez uma campanha verdadeiramente medíocre naquele ano, que o impediu de participar desse desfecho vergonhoso com a divisão de título do campeonato estadual.

SEGUNDA EDIÇÃO DO ALMANAQUE COMEÇA A GANHAR FORMA

Relação de atletas trará informações extras como nacionalidade, data de nascimento e cidade natal

A primeira edição do Almanaque do Ferrão foi lançada em 2013. A segunda edição, totalmente revisada e atualizada, já tem previsão de lançamento para maio de 2023, justamente no aniversário de 90 anos do Tubarão da Barra. Ampliando mais ainda o nível de conteúdo sobre todos os jogadores que vestiram a camisa coral em nove décadas de história, a próxima edição trará dados inéditos como o local e a data de nascimento de cada atleta, somados ao apelido, nome completo, origem, anos de permanência no clube, quantidade de jogos, gols, títulos, média de gols e posição. Até a presente data, 2.383 jogadores já tiveram seus dados computados, o que equivale a 427 nomes a mais em relação à publicação original de 2013. Outra novidade é a descoberta de 32 “novos” jogos oficiais e amistosos realizados entre 1933 e 1950, inclusive de confrontos válidos pela Liga Suburbana, fase anterior à chegada do Ferrão na divisão de elite estadual em 1938, o que altera em definitivo a contagem de todos os jogos e impacta a revelação de tentos emblemáticos como o gol 1000, gol 2000, gol 3000, etc. Como se vê, você não perde por esperar! Em janeiro de 2022, mais de um ano antes do lançamento da edição impressa em sua segunda edição, este blog receberá nova roupagem e lançará uma campanha de financiamento coletivo que durará 12 meses, aberta à torcedores e aficionados, com o propósito de levantar recursos para a publicação do novo Almanaque do Ferrão. Ao aderir a campanha, o usuário garantirá antecipadamente o seu exemplar com dedicatória exclusiva e a um custo menor em relação à época programada para o lançamento.

JUAZEIRENSE FOI O NONO ADVERSÁRIO DO FUTEBOL BAIANO

No click acima do fotógrafo Lenilson Santos, o atacante Gabriel Silva passa entre os jogadores do time da Juazeirense/BA. O jogo foi válido pela fase preliminar da Copa do Nordeste de 2022 e o Ferroviário venceu por 4×0, ontem na Arena das Dunas. Graças à incompreensão dos gestores públicos do Estado do Ceará, a Arena Castelão foi vergonhosamente vetada para o importante jogo coral e ele teve que ser realizado em Natal. A Juazeirense enfrentou o Ferroviário pela primeira vez na história, sendo o nono representante do futebol baiano a jogar contra o Tubarão da Barra. Antes, o Ferroviário teve treze jogos contra o Bahia, oito contra o Vitória, quatro contra a Jacuipense, três contra o Ipiranga, dois contra o Serrano, duas partidas contra o Fluminense e uma partida contra Galícia e Leônico, respectivamente. Até o momento, foram realizados 35 jogos contra equipes baianas, sendo 11 vitórias, 10 empates e 14 derrotas para os representantes da terra do acarajé. O piauiense Pepê, famoso atacante entre as temporadas de 1939 e 1942, é o maior goleador entre os corais contra equipes baianas. Ele marcou 5 gols em jogos contra Bahia e Ipiranga no período.

O FERROVIÁRIO QUE ENFRENTOU O REI PELÉ PELA PRIMEIRA VEZ

Confira o retrato acima. Em pé: goleiro Pedrinho, Gomes, Luiz Paes, Veto, Carlindo, Edmar e o também goleiro Miltão. Agachados estão Marcos do Boi, Ademir, Facó, Coca Cola e Alísio. O registro aconteceu no dia 5 de novembro de 1967, quando o time coral empatou em 0x0 com um time misto que reunia atletas de Ceará e Fortaleza. O objetivo era preparar a equipe que dois dias depois enfrentaria o Santos de Pelé. Era comum as equipes cearenses se reforçarem quando encaravam times importantes do futebol brasileiro. Foi por isso que Pedrinho, Carlindo e Marcos do Boi aparecem com a camisa coral nessa fotografia de 1967. O primeiro, pernambucano nascido em Olinda, foi cedido pelo Fortaleza e os outros dois pelo Ceará. O amistoso no PV contra o time da Vila Belmiro terminou 5×0. Pelé anotou um gol. O time que começou o jogo foi exatamente a onzena da foto, com o goleiro Miltão de titular. No decorrer da partida, o técnico Ivonísio Mosca de Carvalho processou algumas alterações e a equipe coral formou com o futebol de Miltão (Pedrinho), Veto (Vadinho), Luiz Paes, Gomes e Carlindo (Barbosa); Coca Cola e Edmar; Ademir, Marcos do Boi (Peu), Facó (Paraíba) e Alísio (Piçarra). No ano seguinte, os dois times se enfrentaram novamente e, dessa vez, a zaga coral conseguiu parar o Rei Pelé num jogo histórico. Dessa equipe, Ademir e Coca Cola chegaram a jogar em Portugal. O primeiro, atacante pernambucano de Recife, construiu uma longa carreira de onze temporadas em terras lusitanas e conquistou a cidadania portuguesa. Ambos já são falecidos.

EX-MEIA ARNALDO VISITA A BARRA DO CEARÁ TRINTA ANOS DEPOIS

Campeão Cearense em 1988, o ex-meio campista Arnaldo visitou o memorial do clube na Barra

Arnaldo foi um dos principais nomes do Ferroviário Atlético Clube na brilhante conquista do título estadual de 1988. Era a sua segunda passagem pela Barra do Ceará. Na primeira, em 1985, compôs um time extraordinário que acabou não sendo campeão. Na terceira e última, em 1991, estava já quase no fim de sua carreira. Ano passado, o jogador relembrou suas histórias no time coral numa Live em plena pandemia de Coronavírus. Agora, em 2021, visitando novamente a cidade de Fortaleza para jogar uma competição entre veteranos, Arnaldo fez questão de passar nas dependências da Barra do Ceará, relembrar os velhos espaços e conhecer o memorial do clube entre troféus e imagens históricas. Nos trinta anos desde que vestiu a camisa coral pela última vez, Arnaldo trabalhou com futebol durante 14 anos no Japão, atuou nas categorias de base do Santo André/SP, clube onde é ídolo da torcida e um dos principais nomes da história, e mais recentemente tem trabalhado na gestão de espaços esportivos na prefeitura da cidade. Ontem, na Barra do Ceará, o ex-meia coral reencontrou por acaso o também ex-atleta Danilo Augusto, conhecido como Danilo Baratinha no futebol cearense da década de 1970. Ambos atuaram juntos no Fortaleza em 1980 e recordaram velhas e engraçadas histórias do folclórico treinador João Avelino, entre outras lembranças. Arnaldo também foi reconhecido pelo ex-goleiro Birigui, que apesar de mais jovem, recordou sua passagem: “eu era da base, mas sempre via ele jogando demais na turma do Toninho Barrote e do Evilásio“. Ao lado do gramado, Arnaldo assistiu a vitória de 3×1 do Ferrão em cima do União/CE em partida amistosa. Depois do jogo, quando o sol se pôs na Barra do Ceará, o ex-meia coral foi embora com a certeza de que teve uma tarde de muitas emoções, reconhecimento e mais recordações na memória.