VÍDEO COM OS GOLS DE UM EMPATE COM O CEARÁ NO ESTADUAL DE 1980

Eis mais um vídeo de um jogo do passado eternizado aqui no Almanaque do Ferrão. Trata-se de um empate do Ferroviário contra o Ceará, justamente num dia 21 de setembro como hoje, em partida válida pelo 2º turno do Campeonato Cearense de 1980. O alvinegro já havia conquistado o turno e o jogo foi mero cumprimento de tabela, levando ao Castelão um público diminuto de apenas 6.040 pagantes. Perceba as redes amarelas utilizadas nas traves do Castelão no início dos anos 1980. Os gols do Ferrão foram marcados por Serginho e Osni, ambos oriundos do futebol carioca, mais precisamente do Flamengo e do Fluminense, respectivamente. O Ceará marcou com Ademir e Bezerra, de pênalti, assinalado nos acréscimos da partida após uma lambança da defensiva coral quando o Ferroviário tinha apenas nove jogadores em campo, já que Osni e Clodivaldo foram expulsos pelos árbitro Luís Vieira Vila Nova. Treinado pelo experiente Lanzoninho, o Tubarão da Barra empatou com o futebol de Salvino, Nonato Ayres, Jorge Luís, Celso Gavião e Luís Augusto; Zé Maria, Nilsinho (Jeová) e Jacinto (Clodivaldo); Osni, Serginho e Babá. Por sua vez, o Ceará jogou com Luís Antônio, João Carlos (Valdemir), Lula, Antônio Carlos e Bezerra; Nicássio, Ademir e Zé Eduardo; Ivanir, Gilson (Nei) e Jorge Luís Cocota. Ceará e Ferroviário se enfrentaram outras vezes naquela edição do Estadual com jogos memoráveis, como o famoso Jogo do Terremoto e a própria final do campeonato, que acabou ficando nas mãos do alvinegro com um gol na prorrogação.

SHOW DE BOLA E VITÓRIA MAIÚSCULA NA TEMPORADA DE 1957

Foto colorizada do time base do Ferroviário Atlético Clube no Campeonato Cearense de 1957

Foi num dia 15 de setembro como hoje, só que na temporada de 1957. Corria o 2º turno do Campeonato Cearense e o Ferroviário, comandado pelo treinador Durval Cunha, bateu o Fortaleza por 4×2 no PV. O time coral chegou a fazer 4×0 no placar com gols de Pacoti, Zé de Melo, Macaco e Fernando. Os quatro aparecem na foto acima, que ilustra bem a formação básica da equipe na competição. Zé de Melo, Macaco e Pacoti são os três primeiros agachados, enquanto Fernando é o quinto, todos da esquerda para a direita. A formação que derrotou o Fortaleza foi exatamente a da fotografia acima, com exceção do goleiro Gilvan e do jogador Kitt. Quem atuou na goleada de 4×2 foi o experiente Juju e o craque Aldo. A escala da equipe formou com Juju, Ferreira e Nozinho; Manoelzinho, Macaúba e Eudócio; Zé de Melo, Pacoti, Aldo, Macaco e Fernando. Treinado por Mozart Gomes, pai dos futebolistas Mozart e Moésio Gomes, o Fortaleza perdeu com Aluísio, Gera e Zé Mário; Charuto, Sapenha e Aluisio III; Moésio, Nagibe, Ferreira, Zé Raimundo e Lucas. Ferreira e Lucas marcaram para o Tricolor do Pici. O jogo teve Pierre Neto na arbitragem e os jogadores Nozinho e Manoelzinho foram considerados os melhores em campo, juntamente com os autores dos gols. Bastante conhecido no futebol nordestino, o técnico Durval Cunha também aparece na imagem acima, no canto inferior direito. Três anos antes de chegar para o Ferroviário, mais precisamente em 1954, ele entrou para a história como o primeiro treinador a comandar do Fluminense de Feira de Santana numa partida profissional.

UMA VITÓRIA APERTADA DO FERRÃO NO ANO DO BICAMPEONATO

O vídeo acima é uma raridade da extinta TV Manchete de Fortaleza e estaria fadado ao desaparecimento não fosse o resgate das imagens por parte do Almanaque do Ferrão. Trata-se de uma vitória coral em cima do Tiradentes no ano do bicampeonato estadual, mais precisamente no dia 1º de abril, em jogo realizado no Estádio Elzir Cabral. Diante de um público de apenas 880 pagantes, o Tubarão da Barra venceu por 3×2, gols de Piti, Acássio e João Marcelo. Jacinto e Assis marcaram para o Tigre, que ainda chutou um pênalti na trave quando o jogo estava 0x0. A partida fez parte do 1º turno do Estadual, que seria brilhantemente conquistado pelo Ferrão oito meses depois. Treinado por Ramon Ramos, a máquina coral formou com Roberval, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo; Alencar, Ricardo Lima, Paulo Adriano e Acássio; Hilton (Esquerdinha) e Piti. Por sua vez, o Tiradentes perdeu com Fábio, Valderi, Abílio, Toni e Helinho (César Loiola); Assis, Alex e Marcelo (Wanks); Alonso, Jacinto e Gilson. Mesmo com uma boa campanha, o Ferroviário não conquistou aquele turno, que ficou na mão do Icasa, justamente o grande adversário coral na finalíssima do Campeonato Cearense, que aconteceu em dezembro de 1995. Ao todo, o Tubarão da Barra realizou 47 jogos para conquistar o inédito bicampeonato, bem diferente dos Estaduais atualmente quando, por exemplo, o Fortaleza realizou menos de 10 jogos para conquistar o título cearense. Outra época, outros tempos do futebol.

O DOMINGO QUE LUIZINHO E FOGUINHO ACABARAM COM O ICASA

O vídeo raro acima e a foto abaixo registram um momento glorioso do Ferroviário no Campeonato Cearense de 1985. Devidamente resgatados pelo Almanaque do Ferrão, ambos eternizam um grande momento coral naquele ano. Foi num 25 de agosto como hoje, um domingo à tarde, quando o time coral enfrentou o Icasa, no PV, em jogo válido pelo 2º turno do Estadual. Sob o comando do treinador Caiçara, o Tubarão da Barra massacrou o adversário com três gols do atacante Foguinho e dois gols do artilheiro Luizinho das Arábias. A onzena coral formou com Wálter, Laércio, Arimatéia, Léo (Joãozinho) e Edson; Doca, Alex e Arnaldo; Carlos Antônio (Cardosinho), Luizinho das Arábias e Foguinho. Treinado por Catolé, a equipe de Juazeiro do Norte perdeu com Jurandir, Brás, Gena, Zé Carlos e Evandro; Garrinchinha, Bodó e Nicássio; Haroldo (Amilton), Geraldino Saravá e Reginaldo Barbalha. O jogo teve Hílton Alcântara na arbitragem e contou com um público de 1.962 pagantes. A maior curiosidade do jogo aconteceu logo quando o Ferrão entrou em campo. O volante alagoano Alex e o ídolo Luizinho das Arábias rasparam totalmente o cabelo e atuaram com um novo visual, fato este destacado nos noticiários esportivos da época. Posteriormente, Alex foi jogar em Portugal e fixou residência por lá. Aos 63 anos de idade hoje em dia, ele é pai de dois filhos que também jogam futebol no país lusitano já que ambos têm dupla nacionalidade. Luizinho das Arábias faleceu em maio de 1989. Outro destaque da partida, o ponta Foguinho parece ter se desligado completamente do futebol. É provável que tenha se mudado para Luz, sua cidade natal em Minas Gerais. O blog agradece qualquer contribuição sobre o paradeiro do ex-craque coral.

Alex, Luizinho das Arábias, Cardosinho e Doca comemoram mais um gol do Ferrão contra o Icasa

EMPATE COM O GUARANY EM SOBRAL NA TEMPORADA DE 1996

O vídeo acima é o resgate dos melhores momentos de um jogo do Ferroviário pelo Campeonato Cearense de 1996. Corria o 3º Turno da competição, no dia 9 de Junho, e o Guarany, jogando em seus domínios, abriu o placar com o centroavante Mano. O artilheiro Robério empatou para o Tubarão da Barra no segundo tempo. No final do vídeo, podemos conferir entrevistas com o volante Rutênio, cria do próprio Ferroviário, porém emprestado ao Cacique do Vale, e de Luiz Torquato, presidente do Guarany, que declarou ter sido o Ferrão muito superior dentro de campo. A partida teve César Augusto na arbitragem e o Ferroviário formou com Jorge Luiz, Biriba (Borges), Batista, Santos e João Marcelo; Paulo Adriano (Gibi), Silvio César, Marquinhos e Clayton; Robério e Esquerdinha. Danilo Augusto era o técnico coral. Por sua vez, treinado por Teco Teco, o Guarany jogou com Batista, Jadilson (Eraldo), Joãozinho, César e Erandy; Toninho Barrote, Rutênio e Márcio Silva; Lalá, Mano e Léo (Cristiano). Na sequência do campeonato, o Ferroviário Atlético Clube sagrou-se campeão do 3º turno, fazendo a final em dois jogos contra o Quixadá. A conquista qualificou o time coral para a final da competição contra o Ceará.

VITÓRIA EM CIMA DO CEARÁ NUM DOMINGO DE PÁSCOA

Era um domingo de páscoa como hoje, só que em 1987. Ferroviário e Ceará jogavam no Castelão em jogo válido pelo pentagonal decisivo do 1º turno do Campeonato Cearense. Treinado por Erandy Montenegro, o Tubarão da Barra venceu a partida por 2×1, que significava mero cumprimento de tabela na competição já que o Fortaleza havia faturado o turno. O vídeo acima foi recuperado a partir do baú do Almanaque do Ferrão e mostra os gols do time coral marcados por Mardônio e Carioca, os dois de bela feitura. Wanks marcou para o alvinegro. Naquela tarde de domingo, dia 19 de abril, o Ferrão formou com Walter, Laércio (Carlos Alberto) (Renato), Arimatéia, Léo e Edson; Zé Alberto, Adalberto e Carioca; Mardônio, Cardosinho e Carlos Antônio. O Ceará, comandado pelo carioca Moisés Matias, perdeu com Washington, Reidene, Gilmar Furtado, Argeu e Luís Fernando; Oliveira, Flávio (Douglas Neves) e Victor; Hilton, Mauro Portaluppi (Roberto Cearense) e Wanks. Apenas 2.346 pessoas pagaram para ver o clássico, que teve o comando de Nunes Sales na arbitragem. Apesar da vitória apertada, todos os jornais no dia seguinte foram unânimes em dizer que o volume de jogo do Ferroviário foi muito superior e que o Tubarão merecia ter enfiado uma goleada no adversário. Feliz domingo de páscoa.

A PRIMEIRA VEZ DO FERROVIÁRIO JOGANDO EM SÃO JANUÁRIO

Finalmente o jogo do Ferroviário contra o Porto Velho/RO pela Copa do Brasil 2021 foi remarcado para um campo neutro. Ele acontecerá no Estádio São Januário, de propriedade do Vasco da Gama. Será a terceira partida do time coral na famosa praça esportiva do futebol carioca. O vídeo acima resgata os gols da primeira atuação do Ferrão em São Januário, justamente contra o Vasco/RJ, em partida vencida pelos cariocas pelo placar de 3×0 no dia 27/02/1983. Válido pelo Brasileiro daquele ano, o Tubarão da Barra, sob o comando de Wilson Couto, formou com Hélio Show, Laércio, Nilo, Zé Carlos e Luisinho; Doca, Edson e Betinho; Flávio (Ivan), Almir e Jorge Veras. Treinado por Antônio Lopes, o Vasco venceu com Acácio, Galvão, Chagas, Celso Gavião e Pedrinho; Serginho, Dudu (Paulo César) e Elói; Jussiê, Roberto Dinamite e Almir (Marquinho). O craque Elói marcou dois gols e Pedrinho assinalou o terceiro tento do time cruzmaltino. Esse jogo marcou a reabertura do Estádio São Januário, que vinha de reforma. No ano seguinte, em 29/02/1984, também pelo Brasileirão, o Ferrão voltou ao velho estádio carioca, dessa vez para enfrentar o Fluminense/RJ, que derrotou o time coral por 2×0. Aquela foi a última vez que o Ferroviário atuou no Rio de Janeiro. Agora, de forma inédita devido à pandemia de Covid-19, contra o Porto Velho de Rondônia, o time coral volta à cidade maravilhosa depois de 37 anos. 

Atualização: Poucas horas depois de marcar o jogo para São Januário, a CBF transferiu a realização da partida para o município de Duque de Caxias/RJ. 

IMAGENS DOS GOLS DE CACAU NO PRIMEIRO JOGO NO ELZIR CABRAL

Caiu na rede um vídeo com os quatro gols que o ex-atacante Cacau marcou há exatos 32 anos, no dia 19 de março de 1989, naquele que foi o primeiro jogo oficial realizado no Estádio Elzir Cabral. Na ocasião, o Ferrão bateu o Guarani de Juazeiro por 6×0 em jogo válido pelo Campeonato Cearense. O meia Jacinto assinalou os outros dois gols na excelente performance coral. A vitória poderia ser ainda maior já que o lateral esquerdo Marcelo Veiga desperdiçou um pênalti no segundo tempo. Na verdade, ele até converteu a primeira cobrança, mas o árbitro Joaquim Gregório mandou bater novamente alegando invasão de área. Na repetição da batida, Marcelo Veiga chutou pra fora, com a bola passando do lado esquerdo da trave defendida pelo goleiro Marcos. Treinado por Erandy Montenegro, o time coral formou naquele domingo com Albertino (Fahel), Caetano, Arimateia, Juarez e Marcelo Veiga; Toninho Barrote, Alves e Jacinto; Mardônio, Cacau e Zé Carlos Paranaense (Olavo). O adversário jogou com Marcos, Silvio César, Hélio, Novinho e Zim; Muller (Cláudio), Otávio e Mário; Cata, Zelito e Beto (Orlando). Acima, o registro histórico editado com os gols de Cacau.

NARRAÇÃO DE UMA VIRADA DO FERRÃO EM CIMA DO FORTALEZA

Jangada empata para o Ferrão logo após a marcação do primeiro gol coral no Clássico das Cores

Esse jogo já mereceu destaque aqui no blog com o resgate do vídeo da época. Estamos falando de uma virada histórica do Ferroviário, em 1981, em cima do Fortaleza. O jogo foi válido pelo Hexagonal decisivo do 2º turno do Estadual daquele ano. O Tricolor do Pici abriu 2×0 no placar, logo aos 16 minutos de jogo, mas o Tubarão da Barra se impôs na partida e conquistou a vitória de forma sensacional. Abaixo, você confere o áudio com a narração histórica e vibrante de Gomes Farias, pela Rádio Verdes Mares de Fortaleza, com a participação dos repórteres de campo Bezerra de Menezes e Cleiton Monte. Os atacantes Mazolinha e Evilásio marcaram para o Leão, enquanto Meinha, Jangada e o craque Sima assinalaram para o time coral. O jogo aconteceu no Castelão e teve um público de 10.101 pagantes. A partida foi dirigida por Luis Vieira Vila Nova. Aperte o Play e volte quarenta anos no tempo.

FERRÃO CONQUISTA A TAÇA FARES LOPES DE FORMA INVICTA

Registro de Lenílson Santos com os atletas corais, legítimos campeões da Taça Fares Lopes 2020

Vinte e cinco anos depois de protagonizarem a final do Campeonato Cearense de 1995, Ferroviário e Icasa voltaram a fazer um jogo decisivo numa competição estadual. Ontem, as duas equipes fizeram a final da Taça Fares Lopes 2020. O Tubarão da Barra levou a melhor e venceu por 1×0, gol de Berguinho. Este foi o segundo título do Ferrão na Fares Lopes, dessa vez conquistado de forma invicta. Em 2018, o time coral venceu o Caucaia no jogo final. Esta foi a quarta taça conquistada pelo time profissional do Ferroviário Atlético Clube desde a quebra de um longo jejum de títulos, que começou com a brilhante conquista, em 2018, da Série D do campeonato brasileiro. Curiosamente, cada uma das quatro conquistas se deu em quatro estádios diferentes. Ontem, o Ferrão utilizou o padrão de camisas lançado no ano passado em homenagem ao famoso uniforme utilizado na década de 1960. Uma outra curiosidade cercou o confronto contra o Icasa. Em 1995, o árbitro da final, no PV, foi Luís Vieira Vila Nova. Ontem, no Domingão, a partida foi arbitrada por César Magalhães. Ex-jogador do próprio Ferroviário no início dos anos 1970, Vila Nova é padrasto de César Magalhães. Treinado por Francisco Diá, o Ferrão campeão formou ontem com Jonathan, Roni, Vitão, Richardson (Yuri) e Emerson; Wesley Dias, Diego Viana, André Mensalão (Caxito) e Berguinho (Madson); Cesinha (Luiz Henrique) e Adilson Bahia (Sousa Tibiri). Já o Icasa jogou com Mauro, Wesley (Zoppi), Regineldo, Max Oliveira (Assisinho) e Mattheus Silva (Talisson); Carlão (Alemão), Lincoln, Esquerdinha e Thiaguinho; Nael e Junior Juazeiro (Romário). Agora, o belíssimo memorial de conquistas do Ferroviário na Barra do Ceará ganhou mais um belo troféu!