PRIMEIRA PARTIDA FINAL DA SÉRIE D PODE SER CONSIDERADA HISTÓRICA

Confira o vídeo acima com os melhores momentos do primeiro jogo entre Ferroviário e Treze na finalíssima da Série D do campeonato brasileiro de 2018. A partida ocorreu ontem à noite na Arena Castelão e já pode ser considerada histórica pelo caráter decisivo, além da retumbante vitória coral por 3×0 com gols de Janeudo, Edson Cariús e Róbson Simplício. Houve transmissão para todo o Brasil através do canal Esporte Interativo. Foi o jogo 3.628 da história coral, que colocou o Tubarão da Barra com grandes chances de conquistar pela primeira vez em mais de oito décadas um título de caráter nacional. Além disso, uma chance única e especial de gritar ´é campeão´ depois de 23 anos, podendo quebrar o maior jejum de títulos da trajetória do Ferrão. Treinado por Marcelo Vilar, o Ferroviário venceu com o futebol de Gleibson, Lucas Mendes, Erandir, Afonso e Sávio; Mazinho, Leanderson (Róbson Simplício), Janeudo e Esquerdinha (Jean); Luis Soares (Gleidson) e Edson Cariús. O time paraibano, do técnico Flávio Araújo, que já treinou o Ferroviário em 2002, perdeu com Mauro, Talisson, Italo, Nilson Júnior e Silva; Coppetti, Dedé, Marcelinho Paraíba (Rayllan) e Ceará; Leílson (Patrick) e Leandro Love (Zé Carlos). Dessa formação, os jogadores Mauro, Dedé e Leílson já vestiram a camisa do Ferroviário em temporadas anteriores.

DOIS JOGOS ELETRIZANTES COM 8 GOLS ENTRE FERRÃO E TREZE/PB

Base coral que jogou contra o Treze/PB em 1956

Ferroviário e Treze/PB sempre fizeram jogos duros entre si. Na imensa maioria das vezes, um vencia o outro pela diferença de um ou dois gols e placares como 1×0, 2×0 e 2×1 se tornaram comum entre ambos. Entretanto, duas únicas vezes o Tubarão da Barra e o Galo da Borborema fizeram jogos com oito gols na partida, o número máximo já atingido em campo pelos dois adversários. A primeira vez ocorreu em 25/03/1956 em Fortaleza. O jogo foi válido pela Taça Paulo Sarasate, um quadrangular que reunia ainda Fortaleza e Ceará, que ficou com o título. A partida entre Ferroviário e Treze foi disputada debaixo de forte chuva, o que afastou bastante o público daquele que foi apenas o jogo de número 513 da história coral. Com 3 gols de Fernando e um de Zé de Melo para o Ferroviário, e Marinho, Josias e dois gols de Mário II marcando para o time paraibano, o placar de 4×4 evidenciou dois times com muita vontade de ganhar. Treinado por Babá, o Ferrão alinhou com Zé Dias (Adir), Lolô e Antônio Limeiro; Manoelzinho (Rui Leite), Macaúba e Eudócio; Kitt, Zé de Melo, Pacoti (Macaco) e Fernando. Já o Treze jogou com Harry Carrey (Cícero), Geliz e Urai; Marinho, Filgueiras e Milton (Lamparina); Mário II, Mário I, Josias, Ruivo e Renê (Pitota). Depois desse jogo de oito gols, somente 36 anos depois tivemos um Ferroviário x Treze repetindo o número de tentos nos 90 minutos.

Júnior Piripiri: 1 gol

Em 01/04/1992, Ferrão e Treze estavam na Série C do campeonato brasileiro na mesma chave de CRB/AL, Auto Esporte/PB e Vitória de Santo Antão/PE. Naquela noite contra o time paraibano, novamente no PV, o time coral aplicou 5×3 no Galo da Borborema com 4 tentos de Jorge Veras e um de Júnior Piripiri. John, Dário e Tobi marcaram para o Treze. A partida foi a de número 2.423 da nossa história e contou com um público diminuto de apenas 483 pagantes. O jogo foi duro e o placar chegou a ficar 2×1, 3×2 e 4×3 para o time coral, que só marcou seu quinto gol no apagar das luzes. Treinado por Djalma Linhares, ex-zagueiro coral no título cearense de 1988, o Ferrão venceu com Joel, Caetano, Aldo, Evilásio e Paulo Adriano; Fernando, Gilson (Jó) e Júnior Piripiri; Cantareli, Aloísio e Jorge Veras. O Treze, do técnico Zé Lima, perdeu com Ednaldo, Porto, Lima (Aírton), Railson e Lelo; Dário, Warison e John; Betinho, Tobi e Beto (Humberto). Vasculhamos os arquivos do Almanaque do Ferrão e achamos o vídeo com os cinco gols do time coral naquele 5×3 de 1992. Vale a pena você se deliciar com os gols e principalmente com a agilidade do ídolo eterno Jorge Veras na hora de mandar a bola para o fundo do gol adversário. É só conferir abaixo.

RECORDE UM FERRÃO X TREZE DISPUTADO NA SÉRIE D DE 2009

Modelo do uniforme coral utilizado em 2009

Nas duas únicas vezes que se enfrentaram pela Série D do Brasileiro, Ferrão e Treze fizeram valer o mando de campo e cada um venceu seu jogo dentro de casa. Foi em 2009, quando o Galo da Borborema fez 1×0 no Estádio Amigão, gol de Gauchinho, mas perdeu o jogo da volta por 2×0, disputado no Estádio Domingão em Horizonte, com gols do lateral direito Ivan e do atacante Juninho Quixadá, o mesmo que ajudou bastante o Tubarão da Barra a conseguir o acesso em 2018 ao retornar para o clube depois de sete temporadas no futebol da Bulgária. Esse jogo foi o de número 3.288 da história coral. Ferrão e Treze estavam na mesma chave acompanhados de Alecrim/RN e Flamengo/PI. Treinado por Gilmar Santos, o Ferrão formou naquela tarde com o futebol de Jéfferson, Ivan (Stênio), Lúcio, Cícero César e Marcelo; Válter, Eliélton, Júnior Cearense (Clemílson) e Diego (Diogo Oliveira); Juninho Quixadá e Wescley.

Sabe quem era o técnico do Treze nesse jogo? Era exatamente o nosso atual comandante Marcelo Vilar, que naquela oportunidade mandou à campo Ricardo, Deleu, Júnior, André Lima e Cleidson (Camilo); Daniel, Wanderson, Da Silva e Everton (Rosembrick); Gilberto (Edson Dí) e Gauchinho. Repare o nome do zagueiro André Lima na formação paraibana, ele que disputa atualmente a Série D com a camisa do Ferrão. O atacante Wescley ainda perdeu um pênalti para o Ferroviário, que passou de fase no grupo e foi desclassificado na etapa seguinte da competição pelo Sergipe/SE. Vale a pena recordar abaixo os melhores momentos daquele jogo em 2009. A matéria da TV Jangadeiro se equivoca ao dizer que o primeiro gol do jogo foi do meia Diego, mas apresenta ainda o interessante comentário de Alan Neto, que destaca dois detalhes importantes: a grande apresentação de Juninho Quixadá e a belíssima camisa coral do Ferroviário utilizada naquele dia e aposentada na atual temporada de 2018.

TUBARÃO DA BARRA VOLTA A JOGAR EM PORTO ALEGRE DEPOIS DE 38 ANOS

Estádio Beira Rio do Inter/RS em foto de 1980

Depois de vencer brilhantemente o São José/RS em Fortaleza pelo placar de 3×1, o Ferroviário volta a enfrentar o time gaúcho no próximo domingo, dessa vez no estádio Passo d´Areia, de propriedade do adversário, que fica na cidade de Porto Alegre. O jogo pode carimbar o passaporte coral para algo inédito em sua caminhada: uma final de campeonato brasileiro. Depois de quase quatro décadas, o Tubarão da Barra volta a atuar na capital do Rio Grande do Sul, o que ocorreu apenas uma única vez na história. Foi no dia 5/03/1980, no estádio Beira Rio, contra o Internacional/RS. O jogo foi válido pela Série A do campeonato nacional e terminou com a vitória apertada do time colorado pelo placar de 3×2, gols de Bira (2x) e Pompéia para o Inter, enquanto Nilsinho anotou os dois gols para o Ferroviário Atlético Clube.

Ronald Golias viu o jogo do Ferrão

Treinado por Aristóbulo Mesquita, o time coral perdeu com o futebol de Salvino, Jorge Henrique, Nilo, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Artur (Doca), Nilsinho e Bibi; Haroldo, Almir e Hélio Sururu. O Inter, do vitorioso técnico Ênio Andrade, formou com Gasperim, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Toninho, Jair e Tonho; Pompéia, Bira e Silvinho. O detalhe principal desse jogo histórico é que o Ferrão chegou a estabelecer 2×1 no placar no primeiro tempo e tomou a virada na etapa final graças à colaboração desastrosa do árbitro Renato Oliveira Braga, diante de um público de 11.077 pagantes naquele que foi o jogo de número 1.741 da trajetória coral. Vários jogadores foram às lágrimas diante da forma como o resultado aconteceu com os erros da arbitragem, que teve como testemunha ocular no Beira Rio o famoso artista brasileiro Ronald Golias, que resolveu prestigiar a partida em sua passagem pela capital gaúcha. Pra quem será que ele torceu naquela noite que marcou a primeira passagem do Ferrão em Porto Alegre?

FERRÃO ENFRENTOU ATÉ HOJE APENAS QUATRO TIMES GAÚCHOS

Matéria do Jornal O Povo destacando o importante amistoso do Ferroviário contra o Renner/RS

O São José/RS é o novo adversário do Ferroviário na semifinal do campeonato brasileiro da Série D de 2018. Você sabia que a centenária equipe de Porto Alegre é apenas o quinto adversário oriundo do Rio Grande do Sul a cruzar a vida do Tubarão da Barra? Antes dele, o Ferrão apenas enfrentou o Renner/RS, o Internacional/RS, o São Paulo/RS e o Brasil de Pelotas. O confronto com o já extinto Renner, um dos times mais poderosos da história do futebol gaúcho, se deu num amistoso em 27/11/1953 e teve a vitória da equipe do então atacante Ênio Andrade, que depois se consagrou como um grande treinador do futebol brasileiro. O placar foi de 2×1 e Nirtô marcou o único gol do Ferrão, que ainda colocou várias bolas na trave e merecia melhor sorte no jogo realizado no Presidente Vargas, em Fortaleza. Depois disso, o time coral levou décadas para viajar pela primeira vez até os Pampas e enfrentar mais uma equipe gaúcha, dessa vez no dia 05/03/1980, contra o forte Internacional de Porto Alegre, que era justamente o campeão brasileiro da temporada anterior. Na ocasião, o Ferroviário vendeu caro a derrota por 3×2 em pleno estádio Beira Rio, em jogo válido pela Série A do campeonato brasileiro de 1980.

Matéria do O Povo criticando o ataque coral na partida contra o São Paulo do Rio Grande do Sul

Na semana seguinte, em 16/03/1980, o Ferrão recebeu no PV a equipe do São Paulo da cidade de Rio Grande. Foi a primeira vitória coral diante de um adversário gaúcho. O placar apontou 1×0 com gol do meio campista Nilsinho, jogador oriundo do Tiradentes/CE e justamente o mesmo que havia marcado os dois gols corais na semana anterior contra o Internacional/RS, em Porto Alegre. Depois dessa partida, um novo embate com uma equipe gaúcha só veio a acontecer na Série C de 2006 em dois confrontos contra o Brasil de Pelotas, sendo uma vitória para cada time: 3×0 para os gaúchos no estádio Bento Freitas e o troco, também por 3×0, no PV, nos dias 28/10/2006 e 08/11/2006 respectivamente. Cristiano, Glaydstone e Everton marcaram os gols do Ferrão no jogo disputado em Fortaleza. Doze anos depois, que venha então o São José/RS, que tem por coincidência exatamente o nome do padroeiro do Ferroviário e que entra para a história como o quinto adversário gaúcho na vida coral.

UM ACESSO QUE EQUIVALE A UM TÍTULO DEPOIS DE 23 ANOS

Paixão de pai pra filho

Quando a Máquina Coral conquistou com sobras o bicampeonato cearense naquele domingo, 10 de Dezembro de 1995, ninguém em meio aquele período auspicioso poderia imaginar que o Ferroviário levasse tantos anos para voltar a comemorar um título. Na segunda-feira, 09 de Julho de 2018, o clube voltou a sorrir como naquele domingo de 1995. Não que o Ferrão tenha vencido outro campeonato, longe disso, porém, ao mesmo tempo, mais que isso. Vinte e três anos depois, o acesso coral para a Série C do Campeonato Brasileiro equivale exatamente à alegria de um título estadual, até então a maior façanha do Tubarão da Barra, repetida nove vezes em 85 anos de história. Pouco? Talvez. Entretanto, tanto para um clube humilde de origens operárias, que nunca foi o queridinho do mainstream esportivo, que nunca gozou de regalias e cuja paixão, apesar de todas as dificuldades,  se perpetua de pai pra filho como um bem de família que vale mais que qualquer patrimônio físico, pois se alicerça em memórias afetivas e lembranças de amor em nome de muita gente que já não se encontra mais no plano físico para acompanhar o curso da história. Qual o torcedor coral que nunca ouviu carinhosamente de um ente querido que o Ferroviário é a sua cara? É por essas e outras que esse time é eterno. Funciona exatamente assim.

Decisão por pênaltis em Campina Grande

Não, o Ferroviário não foi campeão novamente. Ainda não. Ou talvez nem precise ser em 2018. Não é de títulos que se alimenta um clube como o Ferrão. É de memórias afetivas, lembra? Ontem, veio o acesso, o primeiro da história de um time que já perambulou pelas quatro divisões do futebol brasileiro em meio a sucessos e insucessos naturais a qualquer time de futebol. A sorte e a competência sorriram para o Ferroviário numa noite inesquecível em Campina Grande, assistida em todo país por curiosos, torcedores, ex-jogadores, ex-treinadores e aficionados em geral que insistem em não desistir e manter esse time dentro do coração. Ontem, não foi um campeonato conquistado, foi um acesso que vale mais que um troféu de campeão, um acesso que equivale praticamente a um título depois de 23 anos, principalmente em se tratando do contexto injusto do futebol brasileiro que sufoca centenas de times tradicionais e afeta milhares de atletas e profissionais, os quais a imensa maioria sequer tem de onde tirar o sustento durante oito ou nove meses por ano. O acesso do Ferroviário para a Série C em 2019 é a conquista de um calendário mais duradouro dentro do contexto cruel e perigoso definido pela CBF. Vale por um título. Vale por dezenas de troféus. Ontem foi como se o Ferroviário fosse campeão de novo. E foi, pois no panorama atual, acesso é praticamente título.

Um grupo de atletas que já entrou na história

O sucesso premia um grupo de jogadores que já marcaram época na história do Ferroviário, notadamente pela brilhante campanha na Copa do Brasil em 2018 e agora por colocarem o Ferrão na Série C de 2019. Reforçado por bons jogadores, esse grupo cresceu e foi em busca de um sonho quase impossível, principalmente se levarmos em consideração que, até dezembro de 2016, o clube amargava a humilhante realidade da segunda divisão cearense. Que 2017 não seja nunca esquecido, afinal foi a participação coral no vice-campeonato estadual que nos garantiu a Série D desse ano, conquistada numa emocionante disputa de pênaltis contra o Horizonte. Que aquele gol do Mimi contra o Fortaleza, aos 48 minutos do segundo tempo, também nunca saia de nossas memórias. A Série C de 2018 também veio, por coincidência, numa disputa de pênaltis sofrida e é melhor não discutir com o destino. É assim o nosso livro dos tempos, marcado por contos de dor, angústia e sofrimento, que no final fazem valer a pena torcer por um time totalmente diferente dos que têm a preferência dos noticiários esportivos. É de pai pra filho, lembra? Por fim, é hora de tirar o chapéu para uma diretoria incansável, que acertou em profissionalizar recentemente o departamento de futebol e já colheu o primeiro fruto. A semente plantada por esta diretoria, em meio às críticas pesadas e habituais do ambiente do futebol, vitalizou o clube, o livrou de todas as pendências trabalhistas e judiciais, estruturou fisicamente seu ambiente interno e rejuvenesceu um gigante do futebol nordestino. O trabalho da direção coral lava a alma de todos os dirigentes passados que por lá estiveram nos últimos 23 anos e deram sua parcela de contribuição, um tijolo aqui, outro ali, em meio a erros e acertos, mas que sobretudo mantiveram esse time vivo para hoje poder gozar do primeiro acesso da nossa história. Que esta história eternize os grandes nomes do clube, como os da atual direção, e que o Ferrão possa aproveitar essa oportunidade única em 85 anos de existência porque não é todo time que conquista um acesso nacional. Que a decisão por pênaltis em Campina Grande seja eternamente lembrada em nossa memória afetiva e passada de pai pra filho como uma das coisas mais importantes nessa breve experiência de vida.

FERROVIÁRIO E CAMPINENSE: UMA RIVALIDADE HISTÓRICA PELO ACESSO

O Ferroviário partiu ontem na frente no mata-mata contra o Campinense/PB pela Série D do Campeonato Brasileiro de 2018. O vídeo acima com os melhores momentos do jogo reflete bem o clima vivido pelos torcedores corais que foram ao Castelão numa noite atípica de domingo, com direito a gol do artilheiro Edson Cariús e a dois golaços de Juninho Quixadá e Janeudo. A vitória apertada por 3×2 reflete fielmente o equilíbrio histórico entre dois velhos e tradicionais rivais do futebol nordestino, dois gigantes da região pra quem sabe reconhecer que torcida, títulos e tradição é algo para poucos no atual futebol brasileiro como um todo. Uma pena só um dos dois poder passar para a Série C do ano que vem. Ferrão e Campinense fizeram mais uma vez um grande jogo.

Coca Cola

O jogo de ontem foi o de número 3.624 da história coral, sendo o 15º confronto contra a tradicional equipe paraibana, que na década de 1960 mandou para o Ferrão simplesmente um dos nomes mais importantes do Tubarão da Barra em todos os tempos, o ídolo eterno Coca Cola, falecido em 1999. Ao todo, foram 7 vitórias corais, 2 empates e 6 derrotas para o Campinense. O primeiro confronto ocorreu em 1952, vitória coral por 5×0 num amistoso em Campina Grande. Depois, partidas importantes pelo Nordestão e pelo Campeonato Brasileiro nas décadas de 70 e 80, inclusive pela primeira divisão nacional, em 1981, numa partida que mostrou para a torcida coral a genialidade de um jovem chamado Roberto Cearense. Aliás, esta aí um confronto que já aconteceu pelas quatro divisões do campeonato brasileiro e isso é simplesmente emblemático. Como também não lembrar das duas vitórias do Ferrão por 2×0 em cima do Campinense pelo torneio regional Otávio Pinto Guimarães em 1986? Anos depois, a história coloca os dois gigantes nordestinos em combate novamente, agora pela primeira vez na Série D nacional. Só um pode e vai subir para a Série C. Que a felicidade sorria para o Ferrão porque os Deuses do futebol não podem falhar.