RECORDAÇÕES DE MAIS UM GRANDE CONFRONTO CONTRA O FORTALEZA

O vídeo acima é mais um resgate do Almanaque do Ferrão e corresponde ao registro de um empate em 3×3 entre Ferroviário x Fortaleza no dia 23 de outubro de 1983. Há exatos 36 anos, os dois clubes protagonizavam mais um jogo eletrizante numa tarde de domingo no antigo Castelão, algo comum em se tratando do chamado ´Clássico das Cores` naquele período. O Ferrão sofreu um gol logo no início do jogo, mas chegou a fazer 3×1 no placar ainda no primeiro tempo, porém sofreu o empate nos cinco minutos finais em dois lances infelizes do goleiro Dário. Naquela temporada, o Fortaleza contratou um grupo de jogadores que é apontado pela sua própria torcida como o maior time da história do clube até hoje. O Ferrão tinha a dupla infernal Betinho e Jorge Veras, além de uma série de jogadores eficientes que rendiam bem em suas posições. Treinado por Newton Albuquerque, que era o irmão mais velho do próprio goleiro Dário e do então iniciante árbitro Dacildo Mourão, o Ferrão empatou com o futebol de Dário, Laércio, Israel, Nilo e Fraga; Doca, Edson e Betinho (Barga); Foguinho, Jorge Veras e Paulinho Lamparina (Zé Luís). O Fortaleza, do técnico Paulo Emílio, formou com Salvino, Caetano, Pedro Basílio, Gilmar Furtado (Tadeu) e Clésio; Serginho, Wescley e Marquinho; Edson (Geraldinho), Luizinho das Arábias e Edmar. Jorge Veras marcou dois gols para o Ferrão, com Foguinho completando o placar. Pelo Fortaleza, Marquinho fez também dois gols e o outro foi do meia Wescley. Leandro Serpa foi o árbitro do jogo, que teve um público de 9.562 pagantes. Jogo que o tempo não apaga!

A VITÓRIA DO FERROVIÁRIO NO DIA QUE O HOMEM CHEGOU À LUA

O sendo de humor da Ferroada Coral recordou os cinquenta anos da chegada do homem à lua

Hoje é dia de aproveitar a arte acima da Ferroada Coral para recordar um jogo oficial do Ferroviário Atlético Clube disputado exatamente no mesmo dia em que o homem chegou à lua através da famosa missão americana Apollo 11. Naquele domingo, o compromisso coral foi contra o Guarany de Sobral e, dentre os presentes ao estádio do Junco, a imensa maioria só falava da grande novidade para a história da humanidade. A partida, que terminou ficando em segundo plano, valeu pelo 3º turno do campeonato cearense de 1969 e está completando exatamente 50 anos na presente data. Com gols de Edmar e Fernando Cônsul, o Tubarão da Barra fez 2×0 no Cacique do Vale sob o apito do árbitro Leandro Serpa. Treinado por Luis Veras, o Ferrão venceu com George, Ribeiro, Luiz Paes, Gomes e Roberto Barra-Limpa; Coca Cola (Mano), Simão e Edmar; Paraíba, Alcy e Fernando Cônsul (Léo). Já o time sobralense, treinado por Raimundo França, perdeu com o futebol de Pinto, Rodrigues, Pelado, Zé Quinto e Cabo Dulce; Dajuana, Loril e Moisés; Nagibe, Cabeção (Gilberto) e Garrinchinha (Ércio). Muita gente da torcida coral foi até a cidade de Sobral prestigiar a partida. Levaram até a bateria da escola de samba ´Ispaia a Brasa` para animar a viagem de trem até Sobral. Como bem disse a Ferroada Coral em sua arte do humor, tratou-se de uma pequena vitória para o time e uma conquista gigante para o clube. Por que não?

FERROVIÁRIO NUNCA PERDEU PARA O SANTA CRUZ DENTRO DO ARRUDA

Foto publicada pelo Diário de Pernambuco exaltando a vitória do Ferroviário dentro do Arruda

A sexta-feira passada foi gloriosa para o Ferroviário. O time coral bateu o Santa Cruz/PE por 2×0 dentro do Estádio do Arruda e começou a reforçar um belo retrospecto a seu favor: o de nunca perder para o tricolor pernambucano em seu próprio estádio. É bem verdade que este foi apenas o segundo jogo entre ambos no Arruda, que valeu pela Série C do campeonato brasileiro. O primeiro aconteceu no já distante ano de 1986, quando ambos se enfrentaram em partida amistosa, realizada para a entrega de faixas ao campeão pernambucano daquela temporada. Na ocasião, treinado por William Pontes, o Ferrão empatou em 1×1 com o futebol de Serginho, Neto, Arimatéia, Léo e Luis Carlos; Nilo, Edson e Carlos Antônio; Cardosinho, Flávio e Edinho. O Santa Cruz, do técnico Moisés Matias, jogou com Birigui, Zito (Orlando), Lula, Jorge e Lotti; Zé do Carmo, Clóvis (Zé Alberto) e Evaristo (Indio); Marlon, Washington (Zé Henrique) e Jacozinho. Os gols foram de Flávio para o Ferrão e Zé do Carmo para o time pernambucano. No tento do Tubarão da Barra, o estreante Flávio, ex- Tiradentes/CE, driblou o goleiro Birigui e fez um belo gol diante de um ótimo público. Sexta passada, perante mais de 25 mil pessoas, foi a vez de Isaac e Mazinho calarem o Arruda em nome da torcida do Ferrão. Sem dúvida, uma vitória que será lembrada por muito tempo e que já entrou para a história. Vale registrar o vídeo abaixo.

COM MANOELZINHO NO ESTÁDIO, FERRÃO CONSEGUE VITÓRIA INÉDITA

Mestre Manoelzinho autografa seus copos antes da vitória inédita em cima do Imperatriz/MA

O fim de semana passado foi mágico para a torcida do Ferroviário. Basta olhar a imagem acima e acompanhar o vídeo abaixo. O time coral bateu o Imperatriz/MA por 2×1 e manteve-se líder isolado da Série C nacional. O gol da vitória veio dos céus, ou melhor, dos pés do meia Juninho Arcanjo, ex-Fluminense/RJ, aos 47 minutos da etapa final, levando muito vibração aos presentes no estádio. Antes disso, no primeiro tempo, o ídolo e artilheiro Edson Cariús já havia marcado um golaço. Antes mesmo do jogo começar, o ex-jogador Manoelzinho, recordista em número de jogos com a camisa coral, apareceu no Presidente Vargas, depois de anos sem ir a uma partida de futebol, pegando muita gente de surpresa! Manoelzinho distribuiu simpatia no alto de seus 90 anos de idade, autografou os copos da coleção ´Legendários` para muitos torcedores e encantou o setor das cadeiras sociais do PV com sua ilustre presença, fazendo aquela tarde de sábado ainda mais especial. Foi o primeiro confronto entre o Tubarão da Barra e a equipe maranhense na história! Vitória coral, inédita e em grande estilo, abaixo registrada pela TV Artilheiro com a narração de Breno Rebouças na Rádio O Povo.

NO RETORNO DA CAMISA PRETA, FERRÃO REEDITA VITÓRIA DE 1982

Paulo Velozo e Marcelo Vilar em Recife

Sem vestir em campo o uniforme preto desde a temporada de 2013, o Ferroviário adotou novamente a referida cor em sua terceira camisa ontem contra o Náutico de Recife. Nos últimos seis anos, o clube chegou a adotar o dourado e um estranhíssimo laranja em seu terceiro uniforme, que acabou indiretamente homenageando o gênio do futebol Johan Cruijff no dia do seu falecimento. Entretanto, nenhuma das experiências anteriores conseguiram ser mais elegantes e vistosas que a bela criação preta da fornecedora BM9 para a atual temporada. E a nova camisa deu sorte! Jogando no estádio dos Aflitos novamente, algo que não acontecida na vida coral desde 1983, o time coral reeditou o feito da equipe de 1982 e bateu o Naútico/PE dentro de seus domínios em uma competição nacional. Se naquela oportunidade foi a vez de nomes como Barbiroto, Jorge Henrique, Meinha, Paulo César Cascavel e Roberto Cearense, agora foi a vez de Nicolas, Michael, Janeudo, Caxito e Léo Jaime. Em 2019, o Tubarão da Barra derrotou o Náutico/PE exatamente como o time de 1982. Foi 3×2 no passado e 1×0 no presente! O dia foi genuinamente coral em Recife. Teve até visita do ex-atacante Paulo Velozo, super campeão estadual em 1970 com a camisa coral, que visitou o clube no hotel, almoçou com os dirigentes corais, posou para fotos, inclusive uma específica com o competente treinador Marcelo Vilar, e foi ao estádio ver o time que defendeu ao vivo depois de longos anos. Esse é pé quente! E assim segue a vida coral, reverenciando o seu passado e construindo sempre um presente sólido de olho num futuro melhor. Abaixo, uma belíssima foto do Ferroviário de 2019 no estádio dos Aflitos na volta triunfal da camisa preta.

Ferroviário contra o Náutico em 2019 com camisa preta – Atletas em pé: Nicolas, Osvaldir, Afonso, Da Silva e Gleidson; Agachados: Caxito, Michael, Janeudo, Leanderson, Mazinho e Léo Jaime

O JOGO DO FERROVIÁRIO NAQUELE DOMINGO DE TRISTEZA NO BRASIL

Ayrton Senna faleceu exatamente no dia em que Ferroviário e Fortaleza empataram em 2×2

Hoje faz 25 anos do falecimento trágico de um dos maiores ídolos nacionais. Por volta de meio-dia daquele domingo estranho, dia 1º de maio de 1994, já havia se espalhado a notícia da morte de Ayrton Senna. No fim da tarde, vários jogos importantes pelos campeonatos estaduais estavam sendo aguardados. No futebol cearense, o Ferrão enfrentaria o Fortaleza em mais um Clássico das Cores, válido ainda pelo 1º turno do certame cearense que iniciara em fevereiro. Talvez tenha sido um dos jogos mais melancólicos em todos os tempos, com os torcedores presentes nitidamente abatidos e incapazes de entoar os gritos normais num domingo de futebol. No momento do ´minuto de silêncio` promovido pelo árbitro Dacildo Mourão, o público de 19.515 pessoas gritou o nome de Senna dezenas de vezes. Muitos torcedores, ainda anestesiados com a notícia, derramaram lágrimas no Castelão. Tarde estranha e só.

Jogadores naquela tarde

Justo foi o placar de 2×2 entre os preliantes. O Fortaleza marcou logo no início do jogo através de Hélio Carioca, mas o Ferrão tinha um excelente time já no início da competição que o teve, somente em dezembro daquele ano, como grande campeão. O Tubarão da Barra virou o jogo, mas sofreu o empate aos 39 minutos do segundo tempo numa bola defensável que o goleiro Dênis falhou. Cosme empatou para o Fortaleza. Treinado por José Dultra, o Ferroviário empatou com o futebol de Dênis, Caetano (Wanks), Batista, Aldo (Edgar) e Branco; Lima, Nasa, Acássio e Basílio; Cícero Ramalho e Batistinha. Já o Fortaleza, do então iniciante treinador Arnaldo Lira, jogou com Índio, Vanderlei (Adriano), Carlinhos, Hélio Carioca e Reginaldo; Adenilton, Eliézer (Osmar) e Bonato; Luis Carlos, Cláudio José e Cosme. Os gols do Ferroviário foram marcados por Cícero Ramalho e Acássio, exatamente os dois que, ao lado de Batistinha, formaram o famoso “ABC Coral” que liderou isoladamente a tábua de artilheiros do campeonato, inclusive tendo marcado, somente o trio, mais gols que o elenco do Ceará inteiro, que terminou como segundo colocado na competição. Na foto, o goleiro Dênis e o craque Acássio, em registro histórico naquele domingo estranho que o Brasil perdeu Ayrton Senna da Silva e, fatidicamente, perdeu também o gosto pela Fórmula Um.

GOLS DA FINAL DE 1979 FINALMENTE APARECEM NO YOUTUBE

Onzena que entrou em campo contra o Fortaleza

Faz apenas três dias que os gols do jogo final do campeonato cearense de 1979 caíram no YouTube! As imagens que antes estavam apenas na retina dos torcedores que foram ao Castelão ou que assistiram aos melhores momentos na televisão no dia seguinte, agora estão ao alcance de todos exatamente quarenta anos depois! Na ocasião, o Ferrão fez 3×0 no Fortaleza e comemorou o título estadual. As imagens abaixo, extraídas do programa “Gols do Fantástico“, apresentado por Léo Batista naquele domingo, 16 de setembro de 1979, trazem ainda a volta olímpica dos jogadores corais, além do hino oficial do Ferroviário em sua versão original, um verdadeiro deleite para a memória coral. Treinado por César Moraes, o Ferrão venceu com o futebol de Edmundo, Jorge Luis, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Jorge Henrique; Celso Gavião, Jeová (Jacinto) e Terto; Raulino, Paulo César e Babá (Dedé). Treinado por Martins Monteiro, o Fortaleza jogou com Sérgio Monte, Pepeta, Totô, Levy (Renato) e Geraldo; Batista, Joel Maneca e Da Costa; Osvaldino, Geraldão e Dudé (Paulinho). Foi o jogo 1.710 da história coral, acontecido diante de um público de 11.312 pagantes. Paulo César, artilheiro do campeonato daquele ano, marcou duas vezes e Babá complementou o placar! Assista a raridade abaixo e prepare seu coração para forte emoção!