LUIZINHO DAS ARÁBIAS E UM GOL DA VITÓRIA CONTRA O FORTALEZA

A temporada de 1985 foi de ouro para o centroavante Luizinho das Arábias. Ele foi o artilheiro do campeonato cearense com 24 gols e um dos maiores goleadores dos Estaduais pelo Brasil, empatado com o atacante Bill, do Atlético/GO, que marcou o mesmo número de tentos. Em julho daquele ano, o nosso ídolo enfrentou seu ex-clube, o Fortaleza, e decidiu a parada em favor do Tubarão da Barra por 1×0. Acima, você confere esse gol em vídeo resgatado pelo pesquisador Zidney Marinho. Foi o primeiro gol de Luizinho em cima do tradicional adversário, fato este que se repetiu outras quatro vezes naquele certame. Treinado por Caiçara, o Ferrão bateu o Leão com o futebol de Wálter, Laércio, Arimatéia, Léo e Clésio; Nélson, Alex e Adilton; Cardosinho (Foguinho), Luizinho das Arábias e Carlos Antônio. Já o Fortaleza, comandado pelo ex-lateral direito Louro, jogou com Salvino, João Carlos, Pedro Basílio, Perivaldo e Marcelo; Wilson, Jacinto e Buíque; Amilton Rocha (Ernílson), Celso e Ribamar (Batista). Naquele domingo de vitória coral, o jogo foi arbitrado por Leandro Serpa e marcou a estreia do zagueiro Léo, contratado pelo Ferrão junto ao Remo/PA. Sob a presidência do empresário Caetano Bayma, aquela formação coral foi um dos maiores elencos já montados em toda história do Ferroviário Atlético Clube, só não sendo campeã ao final da temporada em razão de uma sequência de erros de arbitragem.

VITÓRIA DE 4X0 EM CIMA DO CEARÁ NO CAMPEONATO CEARENSE DE 1953

Goleiro Juju, em dia de grande performance, intercepta mais um ataque alvinegro no jogo

Essa semana completou mais um aniversário de uma goleada histórica do Ferroviário em cima do Ceará. Depois de viver o esplendor da glória após uma melhor de três inesquecível contra o próprio alvinegro na decisão do Estadual de 1952, o time coral voltou a bater, de forma auspiciosa, o tradicional adversário no dia 19 de julho de 1953. Dessa vez, uma goleada de 4×0 pra ninguém botar defeito. Antoni fez dois gols, Nirtô também fez o seu e o zagueiro Paulo marcou contra suas própria redes naquela partida memorável. Apesar do placar elástico, o goleiro Juju viveu também uma tarde magistral, fazendo excelentes defesas nos momentos de pressão do Ceará. O jogo foi apitado por José Nogueira Filho e valia pelo 1º turno do campeonato cearense de 1953. Comandado por Babá, a onzena do Ferrão formou com Juju, Manoelzinho e Coimbra; Nozinho, Zé Maria e Jaime; Nirtô, Vicente Trajano, Macaco, Fernando e Antoni. O adversário perdeu com o futebol de Ivan, Paulo e Newton; Didi, Damasceno e Ramos; Pacatuba, Pipiu, Augusto, Ursulino e Liminha. Conhecido na época como ´Clássico das Multidões`, o jogo levou um excelente número de pessoas ao estádio Presidente Vargas. Apesar da expressiva vitória após os noventa minutos, a partida foi dura e os dois últimos gols do Ferroviário saíram após os 42 minutos da etapa final.

VÍDEO RARO DE 1978 ENTROU NA INTERNET E REVIVE JOGO HISTÓRICO

O vídeo acima merece ser assistido várias vezes. É mais uma raridade do campeonato cearense de 1978, uma das maiores edições da centenária competição em todos os tempos, que apareceu recentemente na Internet. O aviso veio do pesquisador potiguar Zidney Marinho, que publicou a raridade em seu canal no YouTube. As imagens mostram os gols de um clássico contra o Ceará, válido pela triangular decisivo do certame. O jogo foi realizado no dia 10 de dezembro daquele ano, um domingo, e foi considerado a melhor partida do campeonato até então. O Ferrão merecia melhor sorte e no final, o 2×2 acabou sendo considerado injusto. O famoso árbitro Arnaldo César Coelho deixou de marcar um pênalti claro de Darci em cima de Luizinho. Os gols foram de Marcos e Jorge Bonga para o Tubarão da Barra, e Tiquinho, duas vezes, marcou para o Ceará. Abaixo, uma bela foto, colorida artificialmente, mostra a base coral naquele ano, praticamente a mesma onzena que atuou no jogo do vídeo em destaque.

Time base do Ferroviário em 1978 – Em pé: Gilberto, Lúcio Sabiá, Arimatéia, Jodecir, Paulo Maurício e Ricardo Fogueira; Agachados: Marcos, Jacinto, Paulo César, Doca e Babá

Treinado pelo estrategista Lucídio Pontes, o Ferrão empatou com Gilberto, Jorge Henrique, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Paulo Maurício, Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos (Luizinho), Paulo César e Babá. O Ceará de Moésio Gomes jogou com Sérgio Gomes, Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Amilton Melo e Danilo Baratinha (Serginho); Jangada, Ivanir e Tiquinho. Repare na escala alvinegra, um meio campo de extrema qualidade, com os três atletas formados no próprio Ferroviário e,  eternamente, considerados como ídolos corais. O público no Castelão foi de 19.359 pagantes. Como já foi dito no blog anteriormente, a temporada de 1978 representa até hoje a melhor média de público da história do Ferroviário. Da equipe coral, o experiente Gilberto foi treinador de goleiros de Rogério Ceni no São Paulo/SP, a dupla de zaga Lúcio Sabiá e Arimatéia já é falecida e Paulo César mora no Equador há décadas.

WALTER DEFENDE PÊNALTI E FERRÃO VENCE COM GOL CONTRA EM 1987

As imagens acima completam aniversário no dia de hoje. Foi no dia 12 de julho de 1987, quando Ferroviário e Ceará fizeram mais um clássico pelo campeonato daquele ano. A narração é de Ivan Bezerra na cobertura da TV Verdes Mares. O Tubarão da Barra escapou de tomar um gol no primeiro tempo, quando o centroavante Mauro Portaluppi cobrou e o goleiro Walter defendeu um pênalti. O atacante alvinegro vinha a ser o irmão mais novo do consagrado atacante, e hoje treinador, Renato Gaúcho. O Ferrão tinha uma equipe mesclada com jogadores experientes e outros egressos da base. Treinado por Erandy Montenegro, o time coral ganhou com Walter, Laércio, Arimatéia, Léo e Ramos; Zé Alberto, Edson e Mardoni (Renato); Mardônio, Narcélio (Cardosinho) e Carlos Antônio. Treinado pelo ex-zagueiro Moisés Matias, o Ceará perdeu com Washington, Reidene, Djalma, Argeu e Bezerra; Oliveira, Flávio (Douglas Neves) e Erasmo; Hílton (Victor), Mauro Portaluppi e Wanks. O gol da vitória saiu aos 30 segundos da etapa final. O Ferroviário bateu o centro e a jogada começou com o paraibano Ramos, que tocou para a progressão rápida entre o experiente Carlos Antônio e o jovem Mardônio. A bola bateu na trave e Bezerra, na ânsia de evitar a jogada, acabou marcando contra, perante um público pagante de 8.860 pessoas. Do time alvinegro, três jogadores passariam depois em campanhas de título do Ferroviário: o zagueiro Djalma, o meia Hílton e o ponta esquerda Wanks. Além deles, o zagueiro Argeu integrou o elenco coral no início do campeonato cearense de 1993.

VÍDEO DOS GOLS DE UMA TARDE ARRASADORA DO FERRÃO EM 1989

Mardônio: golaço

Cinco anos atrás, publicamos sobre o jogo em 1989 que o ataque coral conseguiu ser mais arrasador que a performance da Alemanha contra o Brasil, na Copa de 2014. Lembra? Na ocasião, destacamos o resgate do áudio dos cinco gols do Ferrão na cobertura da Rádio Assunção de Fortaleza, durante aquela tarde de sábado na Barra do Ceará. Hoje, 8 de julho, temos mais um aniversário daquele momento arrasador do ataque coral e do massacre alemão, coincidentemente ambos na mesma data, com a diferença de 25 anos entre os fatos. Foram quatro gols  em apenas cinco minutos contra o Quixadá. Depois de um primeiro tempo em branco, o Ferrão voltou para o segundo tempo em ritmo impulsivo e conseguiu o feito de já vencer por 4×0 aos cinco minutos da etapa final. Aos 9 minutos, mais um gol, o último da goleada de 5×1. Abaixo, resgatamos o vídeo com os gols do Ferroviário naquele jogo. A narração é de Ivan Bezerra da TV Verdes Mares. O destaque principal ficou para o centroavante Cacau, artilheiro maior do campeonato cearense daquele ano. Porém, a beleza plástica do golaço do ponta direita Mardônio também merece o devido reconhecimento no último gol coral. Deleite-se com as imagens daquela partida realizada no próprio estádio do Ferroviário Atlético Clube há mais de trinta anos.

LEMBRANÇA DA PRIMEIRA VITÓRIA CONTRA O FORTALEZA NO CASTELÃO

Goleador Lula

Hoje são 2 de julho. Nesse mesmo dia, na temporada de 1975, o Ferroviário batia o Fortaleza pela primeira vez atuando no Castelão, com um gol solitário do atacante Lula. O jogo foi válido pelo 2º turno do campeonato cearense e teve o pernambucano Sebastião Rufino como árbitro, perante um público de 11.337 pagantes. O time tricolor era o bicampeão cearense daquele momento, mas não foi páreo para o Tubarão da Barra, treinado por William Pontes. A derrota alijou o Fortaleza de qualquer pretensão de conquistar aquele turno. A vitória coral foi construída com a seguinte formação: Pedrinho, Paulo Tavares, Lúcio Sabiá, Cândido e César; Aucélio e Oliveira; Vanderley, Erandy, Lula e Jeová (Vicente). O adversário, treinado por Moésio Gomes, jogou com Lulinha, Alexandre, Ozires, Nena e Roner; Jeová (Zé Raimundo), Lucinho e Zé Carlos; Luizinho, Amilton Melo e Geraldino Saravá (Dario). O goleador Lula entrou pra história naquele jogo com o gol da vitória. Contratado junto ao Potiguar/RN, ele vestiu a camisa coral em 89 jogos entre 1974 e 1977. Marcou 44 gols no total pelo Ferrão. Naquele mesmo ano de 1975, o jovem Lula terminou o ano como o principal artilheiro do campeonato estadual com 8 gols assinalados.

VITÓRIA CONTRA O CAMPINENSE COM GOL LINDO DE JANEUDO

Há exatos dois anos, o Ferroviário ganhava do Campinense/PB por 3×2 e se credenciava para seu primeiro acesso em nível nacional, fato este concretizado, nos pênaltis, no jogo de volta em Campina Grande. Os tentos do Ferrão foram do artilheiro Edson Cariús, do craque Juninho Quixadá e um verdadeiro golaço do meia Janeudo, que fazia aniversário justamente naquele domingo. Você recorda a escalação coral naquele jogo? O treinador Marcelo Vilar escalou o time coral com o futebol de Gleibson, Lucas Mendes, Luis Fernando, André Lima e Sávio; Mazinho, Leanderson, Janeudo e Esquerdinha (Valdeci); Edson Cariús (Vitinho) e Juninho Quixadá (Dudu). Treinado por Ruy Scarpino, ex-goleiro da Portuguesa/SP, o time paraibano jogou com Jeferson, Douglas (Marcelinho), William Goiano, Rafael Jensen e Zeca; Jorginho, Felipe Macena (Beto), Gustavo Henrique e Thiago Potiguar (Marcinho); Denilson e Danilo Bala. Os gols da raposa campineira foram dos dois atacantes, Denilson e Danilo Bala. Dessa equipe, os volantes Jorginho e Felipe Macena se encontra hoje no elenco do Ferroviário. Vale a pena recordar abaixo o vídeo com os cinco gols da partida, na narração sensacional de Dênis Medeiros, da Rádio Verdes Mares de Fortaleza, além das imagens da TV Artilheiro. Reviva o domingo à noite de uma vitória histórica.

ANIVERSÁRIO DE UMA VIRADA SENSACIONAL E HISTÓRICA EM 1946

Charutinho: 2 gols no jogo

Um resultado histórico na trajetória do Ferroviário completa hoje aniversário. No dia 30 de junho de 1946, em jogo válido pelo 2º turno do campeonato cearense daquele ano, o time coral perdia para o Luso por 1×0, gol de Dudu, até os 32 minutos do segundo tempo. Nos treze minutos finais, o Ferrão marcou simplesmente cinco gols, selando uma virada e uma goleada sensacional, que rendeu muitos abraços entre os torcedores e comemorações no estádio Presidente Vargas. Foram dois gols do centroavante Charutinho, que trabalhava paralelamente como alfaiate, além de tentos de Benedito, Toinho I e Almeida. O árbitro daquele jogo foi Rolinha, pai do futuro jogador coral Kitt e avô do médico Sérgio Rôla, que atualmente ocupa cargo importante no Conselho Deliberativo do Ferroviário. Treinado pelo lendário Valdemar Caracas, o time erreveceano formou com Zé Dias, Caranguejo e Manoelzinho; Benedito, Dandoca e Babá; Toinho I, Chinês, Charutinho, Almeida e Pipi. Como se vê, nota-se a presença nessa formação de muitos nomes lendários em nossa história. O Luso, equipe já extinta do futebol cearense, jogou com Rai, Zé Milton e Motor; Rolinha, Enéas e Azevedo; Gerson, Dudu, Zecapinto, Purunga e Zuzinha. Naquela temporada, o Ferroviário Atlético Clube defendia o título, pois era o campeão cearense de 1945, primeira conquista relevante na gloriosa trajetória coral no futebol cearense. 

VITÓRIA CORAL NA ESTREIA DE DÓIA, CARLOS ROBERTO E ROBINSON

Que o Ferrão foi campeão cearense em 1988, todo mundo sabe. Mas você recorda do jogo acima? Resgatamos o vídeo dele pra você. Foi uma vitória magra, exatamente num 26 de junho como hoje, quando o time coral estreou no 3º turno do Estadual, apenas uma semana depois de perder a decisão do turno anterior para o Tiradentes/CE. De ressaca com a derrota oito dias antes, o Tubarão da Barra voltou a campo com três caras novas, o goleiro Robinson, o experiente meia Carlos Roberto e o atacante Dóia, vindos do Novo Horizontino/SP, Santa Cruz/PE e CSA/AL, respectivamente. Coube justamente a Carlos Roberto marcar o gol da vitória. O técnico interino Zé Maria Paiva, utilizou a seguinte formação: Robinson, Laércio, Arimatéia, Juarez e Marcelo Veiga; Alves, Carlos Roberto (Edson) e Carlos Antônio; Mazinho Loyola, Guina e Beto Andrade (Dóia). Já o treinador Zé Preguinho lançou o América com Dênis ,César (Junior), Nonato Ayres, Martônio e Leonardo; Totonho, Marquinhos e Larry; Humberto, Robério e Zezé. Do time adversário, o goleiro Dênis e o atacante Robério viriam a fazer parte do grupo bicampeão cearense em 1994 e 1995. Hilton Alcântara foi o árbitro do jogo perante 1.501 pagantes. Dos estreantes, o goleiro Robinson teve participação decisiva na conquista do título cearense ao final da competição, sendo eleito, em 2013, o maior goleiro da história do Ferroviário.

VITÓRIA DE VIRADA EM CIMA DO TREZE/PB NO BRASILEIRÃO DE 2006

Doze anos antes de decidirem um título nacional, Ferroviário e Treze/PB fizeram um jogo tenso pelo campeonato brasileiro de 2006. O vídeo acima recorda a vitória coral por 2×1, de virada, conquistada no Presidente Vargas, em Fortaleza. Os gols foram de Everton e Stênio para o Ferrão, enquanto Alisson marcou para o time paraibano. Apesar de não ter conquistado o acesso, aquela formação coral é considerada uma das melhores em todos os tempos. A vitória, conquistada na base da garra, selou a classificação coral para a segunda fase da competição. O jogo teve confusões dentro de campo. Os jogadores Nemézio, Fernandinho e Cristiano sofreram sangramentos durante os noventa minutos. Treinado por Arnaldo Lira, o Tubarão da Barra venceu com Jéfferson, Marcos Pimentel, Nemézio, Tiago Gasparetto e Guarilha; Horácio (Marcelo Mendes), Glaydstone, Claudeci (Róbson) e Everton; Stênio (Fernandinho) e Cristiano. O Treze jogou com Érico, Leandro Carlos, Alisson, Kiko e Marcos Paulo; Raminho, Viola (Calmon), Rogério Costa (Renatinho) e Leandro Diniz; Moisés e Paulinho Macaíba (Lenílson). O treinador era Celso Teixeira. O jogo foi disputado numa quarta-feira à noite, dia 2 de agosto de 2006, com um público de 1.344 pagantes. O árbitro foi Suélson Medeiros da Federação do Rio Grande do Norte. Com a vitória, o time coral passou para a segunda fase e pegaria Confiança/SE, Porto/PE e Vitória/BA, passando depois para a terceira fase e indo até o octagonal final da competição.