A NOITE QUE O FERRÃO FECHOU O CAIXÃO DO PRESIDENTE ADVERSÁRIO

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Justino Oliveira Filho teve que entrar no caixão

O futebol e seus casos pitorescos, aquele tipo de assunto que você conta e ninguém acredita. Pois saibam que o Ferroviário já fechou o caixão do Sr. Justino Oliveira Filho na noite de 4 de outubro de 2002, portanto há exatos 13 anos. Ele era o presidente do Tocantins Esporte Clube, time do interior maranhense que cruzou com o Ferrão na 2ª fase do campeonato brasileiro da Série C daquela temporada. No jogo de ida realizado no Estádio Bine Sabbag, na cidade de Santa Inês, o confiante dirigente apostou que entraria dentro de um caixão caso seu time perdesse dentro de casa. O atacante Guedinho fez 2 gols e o time coral venceu por 2×1. Como promessa é dívida, não se sabe de onde surgiu um caixão no estádio e Justino Filho cumpriu o prometido para delírio de apenas 80 pessoas que pagaram para ver o jogo. Dizem as más línguas que Justino era proprietário de uma funerária e usou o fato para promover sua marca. Sabe-se lá.

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Guedinho e Danilo

Estamos falando do jogo 3.007 da história do Ferroviário. Após o confronto e a vergonha gerada para o presidente, o técnico Estevão Leão foi dispensado e o próprio Justino Oliveira Filho dirigiu a equipe maranhense no jogo de volta, ocasião em que o Tocantins/MA tomou de 7×0 no PV. Sob o comando de Danilo Augusto, o Ferrão atuou no confronto macabro de Santa Inês com Ivanoé, Aírton, Marcos Aurélio, Puma e Helinho; Édio, Ricardo Baiano, Adriano Cearense (Ivanildo) e Danilo (Reginaldo França); Serrinha (Nissinho) e Guedinho. Por sua vez, o adversário formou com Leandro, Orlando, Ricardo, Carlinhos e Nogueira; Washington, André, Wágner e Marquinhos; Alan e Cléber. Depois dos maranhenses, o Ferroviário ainda passou pelo Ríver/PI na terceira fase da competição, mas caiu nas quartas de final para o Nacional/AM. Aquela Série C rendeu um sabor amargo de desclassificação quando tudo levava a crer que o time coral tinha potencial para conseguir o acesso. Rendeu também várias histórias, entre elas a da hilária noite que o Tubarão da Barra fechou o caixão do presidente adversário.

VÍDEO RARO DE VITÓRIA CORAL NO CAMPEONATO CEARENSE DE 1978

O vídeo mais antigo do Ferroviário no YouTube mereceu destaque do blog em postagem no mês de outubro do ano passado. Tratava-se do confronto contra o Ceará no dia 26 de novembro de 1978, vitória alvinegra pelo placar de 1×0. Para a surpresa de todos, no mês passado, caiu na rede outro vídeo exatamente do mesmo ano, novamente contra o Ceará, só que de uma partida realizada em 8 de outubro. Dessa vez, vitória coral por 2×1 e um show de imagens que mostram jogadores emblemáticos como Ricardo Fogueira, Jorge Bonga, Paulo César e Babá em ação com a camisa coral. A dica partiu do internauta Charles Garrido, um dos maiores entusiastas das atualizações do Almanaque do Ferrão, que entrou em contato por mensagem para avisar a boa nova.

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Presidente do Ferrão: Célio Pamplona

As imagens do vídeo não mostram a expulsão do zagueiro Lúcio Sabiá, que deixou o time coral com um homem a menos durante a maior parte do jogo. Também não mostram o pênalti claro do goleiro Procópio cometido em cima de Paulo César. Porém, mostram a reclamação contra a arbitragem e o destempero do dirigente alvinegro Antônio Góes, que na intempestividade de sua juventude, deu um soco no árbitro Leandro Serpa ao reclamar de uma expulsão claramente acertada após falta violenta em cima do ponta esquerda Babá. A agressão valeu a punição de um ano ao dirigente. Era o jogo 1.633 da história coral, assistido por 19.687 pagantes. O Ferrão, que já havia vencido o 1º turno, marchava célere para a conquista do returno, porém caiu na disputa de pênaltis na final contra o Fortaleza realizada três semanas depois, uma grande injustiça para o ótimo time montado pelo presidente Célio Pamplona, que tinha em sua diretoria nomes inesquecíveis como Ruy do Ceará, Elzir Cabral, José Rego Filho, Chateaubriand Arrais, Telmo Bessa e Mário Picanço.

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Experiente Gilberto: goleiro coral em 1978

Repare na excelente formação do Ferroviário, treinado pelo competente Lucídio Pontes: Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Jodecir, Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos (Luizinho), Paulo César e Babá. O Ceará, do técnico Sebastião Leônidas, lendário ex-zagueiro do Botafogo/RJ, jogou com Procópio, Tércio, Pedro Basílio, Artur e Dodô; Edmar, Danilo (Júlio) e Erasmo; Jangada, Ivanir (Mickey) e Tiquinho. Na formação alvinegra, dois grandes atletas formados no próprio Ferroviário: Edmar e Danilo Baratinha. E ainda três nomes que vestiriam depois a camisa coral: Procópio, Artur e Jangada. Os gols do Ferrão foram do meia Jorge Bonga, ex-Sport/PE, e do ponta direita Marcos, ex-São Paulo/SP. Na meta coral, a tranquilidade do experiente Gilberto, que marcou época em Pernambuco como goleiro pentacampeão pelo Santa Cruz/PE e posteriormente como descobridor de Rogério Ceni enquanto treinador de goleiros do São Paulo/SP. Nomes de um grande time, que fez um grande campeonato, o que apenas confirma o dado de maior média de público da história do Ferroviário pertencer justamente ao grupo de dirigentes e jogadores que disputaram o campeonato cearense de 1978. Para sempre lembrados.

EM 01 DE JUNHO DE 1977, DANILO BARATINHA MARCAVA O GOL 3.000

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Danilo: gol 3.000

Há exatamente 38 anos, o Ferroviário alcançava a marca de 3.000 gols em sua existência. Ela aconteceu no estádio Presidente Vargas, em partida válida pelo 2º turno do campeonato cearense de 1977. O adversário foi o Quixadá e um bom público prestigiou a vitória coral por 3×1, gols de Danilo Baratinha, duas vezes, e Oliveira Piauí. Mesmo sem divulgação em razão do pleno desconhecimento do fato na ocasião, um dos gols de Danilo atingiu a marca histórica somente revelada com o lançamento do Almanaque do Ferrão em 2013. Sob o comando de Pedrinho Rodrigues, o time coral venceu o jogo com Giordano, Ivan Lopes (Bassi), Lúcio Sabiá, Arimatéia e Grilo; Joel Maneca, Danilo e Oliveira; Vanderley, Oliveira Piauí e Babá (Alzir). Era a sexta vitória seguida do time coral na competição, o que garantia a privilegiada posição de líder do returno. No total, Danilo fez 124 partidas pelo time profissional e assinalou 16 gols.

VITÓRIA DO FERRÃO EM CIMA DO RIVER/PI DENTRO DE TERESINA

O Almanaque do Ferrão resgata mais um jogo do time coral contra o River do Piauí. O vídeo acima mostra os melhores momentos da excelente vitória do Tubarão da Barra, fora de casa, em setembro de 1996, jogando no Estádio Lindolfo Monteiro em Teresina. O único gol do jogo foi marcado pelo baiano Esquerdinha, que fazia naquele ano sua última temporada na Barra do Ceará. A partida foi válida pela Série C do Campeonato Brasileiro e teve a arbitragem de Marcelo Bispo Nunes. O Ferroviário permaneceu na terceira divisão nacional até 2008, ano em que foi rebaixado para a Série D.

Treinado por Danilo Augusto, tradicional jogador do Ferrão na década de 70, o time coral venceu com Jorge Luiz, Biriba, Batista, Alencar e Garcia (Chiquinho); Paulo Adriano, Cleuber, Wálter e Basílio; Cantareli (Paulinho Paiakan) e Esquerdinha. O River perdeu com Guará, Laércio, Silva, Gladstone e Osmarildo (Preto); Pinto, Rondineli, Zezé e Bertinho; Pereira e Mairan. O técnico adversário era o conhecido Gringo. Os goleiros Jorge Luiz e Guará são irmãos e se enfrentaram diversas vezes em suas carreiras. Guará inclusive foi goleiro do próprio Ferroviário em 1991, antes da chegada de Jorge Luiz, o segundo camisa de Nº 1 que mais vezes defendeu a metal coral na história.

VIAGEM NO TEMPO REVISITANDO DOIS UNIFORMES DO FERROVIÁRIO

Repare na foto abaixo tirada no dia 07 de setembro de 1977. Sob a gestão do presidente Chateaubriand Arrais, o Ferroviário inovava em seu padrão de uniforme e jogava com camisas com três listras verticais, sendo duas pretas e uma vermelha. Foi num empate que marcou a estreia do ex-craque coral Amilton Melo com a camisa do Ceará e era a primeira vez que o Castelão recebia uma partida de portões abertos. Talvez seja esteticamente uma das mais belas fotografias do clube com os jogadores perfilados. Analise depois outra foto com a reprodução do mesmo padrão de camisas.

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Ferrão entrou em campo naquela tarde de 1977 para um jogo contra o Ceará com Vander, Bassi, Júlio, Joel Maneca, Arimatéia e Grilo; Vanderley, Kalu, Oliveira Piauí, Danilo e Paulo César Feio

Quatorze anos depois, em 20 de outubro de 1991, o presidente Múcio Roberto repetiu o modelo da camisa coral invertendo apenas as cores das listras, sendo duas vermelhas e uma preta. Mais uma vez o Ceará foi o adversário coral e o jogo também foi empate, graças ao goleiro Banana que defendeu um pênalti de Cláudio Adão. Esse padrão de camisa foi utilizado pouquíssimas vezes durante o campeonato cearense daquele ano.

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De novo contra o Ceará no Castelão, o Ferrão posou em 1991 com Aldo, Elmo Casquinha, Toninho Barrote, Valdemir, Adriano e Banana; Paulo Adriano, Arnaldo, Tinda, Paulinho e Cantareli

FOTOS ANTIGAS DO FERRÃO EM EXPOSIÇÃO NO SHOPPING RIOMAR

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Ex-corais ontem no RioMar: Geraldino Saravá, Cícero Capacete, Celso Gavião, Erandy e Pacoti

Foi inaugurada na noite de ontem a exposição “A História do Futebol Cearense” no belíssimo Shopping RioMar de Fortaleza. O coquetel de inauguração contou com a presença de personalidades do futebol cearense e o pentacampeão mundial Cafu. Nomes como Pacoti (1955-58, 1966-67), Erandy (1975-76), Geraldino Saravá (1980), Celso Gavião (1979-1980,1990-1991), Marquinhos Capivara (1993) e Cícero Capacete (1979), todos ex-atletas do Ferroviário Atlético Clube nos períodos acima discriminados, prestigiaram o espaço, que fica aberto a visitantes de forma gratuita até o dia 2 de março. Tai uma boa dica para os torcedores corais e apreciadores do futebol cearense.

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Ferrão em fotografias

O Ferrão está contemplado na exposição com seu próprio stand de fotos antigas, com destaque principalmente para algumas imagens das décadas de 60 a 90. Os ex-atletas Pacoti e Mirandinha mereceram seus próprios stands com imagens e jornais de acervo particular. É no stand de Pacoti que se encontra uma foto rara do Ferroviário, publicada na Revista Placar no ano de 1975, com boa parte do elenco coral da época com nomes como o lateral Paulo Tavares, os goleiros Zé Antônio e Pedrinho, o meia Danilo Baratinha, o atacante Lula, artilheiro do campeonato cearense daquele ano, dentre outros jogadores que defenderam o Tubarão da Barra no período. Além disso, um manequim veste o uniforme coral utilizado na temporada de 2012. É só ir no Shopping RioMar e conferir!