IMAGENS RARÍSSIMAS DA FESTA CORAL NO TÍTULO ESTADUAL DE 1988

No dia de hoje, comemora-se mais um aniversário da brilhante conquista do campeonato cearense de 1988 por parte do Ferroviário Atlético Clube. Naquele dia 7 de setembro, uma quarta-feira, o time coral bateu o Fortaleza por 1×0, gol de Marcelo Veiga, e conquistou a taça de campeão estadual depois de 9 anos. As imagens acima são raríssimas e, apesar das inconsistências no áudio e na qualidade do vídeo, conseguiram ser resgatadas pelo Almanaque do Ferrão, especialmente para ilustrar a data comemorativa de hoje. Referidas imagens mostram a festa coral ainda dentro do gramado do Castelão, a volta olímpica, entrevistas com os dirigentes Domar Pessoa e Vicente Monteiro, além de depoimentos dos jogadores Arnaldo, Alves, Arimatéia, Edson, Jacinto e Marcelo Veiga. Mostram também a festa da torcida coral na Barra do Ceará após o jogo e apresentam os comentários do saudoso Sérgio Pinheiro, falando sobre a grande conquista coral. Vale a pena ter acesso a esse material extraído de programas da TV Verdes Mares de Fortaleza, veiculados no dia seguinte à conquista do Ferrão, com a participação dos apresentadores Tony Moraes, Tony Nunes e João Inácio Júnior. Mais de três décadas depois, esse material de 12 minutos de duração consegue ainda demonstrar toda a emoção que representou aquele título para a torcida do Ferroviário naquela temporada. Aproveite e curta essa verdadeira raridade!

FERRÃO JÁ GANHOU TORNEIO EM HOMENAGEM AO CANDIDATO CIRO

As eleições presidenciais desse ano têm novamente um velho conhecido do cidadão cearense. Depois de concorrer à presidência do Brasil em duas oportunidades no passado, o candidato Ciro Gomes é um dos três principais nomes na corrida eleitoral de 2018. Você sabia que o Ferroviário já foi campeão de uma competição organizada para homenageá-lo? Foi em janeiro de 1989 e Ciro Gomes havia assumido recentemente a prefeitura de Fortaleza. Posteriormente, o atual candidato seguiu sua carreira política, vindo a ser ainda Governador do Ceará, Ministro da Fazenda e Ministro da Integração Nacional, dentre outras contribuições ao estado e ao país. No vídeo acima, você vê ele comentando a impressionante reviravolta coral quando o título estava praticamente perdido na finalíssima entre Ferroviário e Ceará. O alvinegro vencia por 1×0 até os 43 minutos do segundo tempo e sua torcida já comemorava a conquista. O Ferrão empatou num golaço do zagueiro Arimateia, após um passe do meia Zé Carlos Paranaense e um toquinho de cabeça do atacante Mardônio, levando a decisão para os pênaltis. Uma bola na trave e uma defesa do goleiro Albertino selaram a conquista coral por 4×2.  No vídeo abaixo, confira o gol de empate, a decisão nos penais, a lamentável invasão e a violência provocada pela torcida derrotada.

POR ONDE ANDA O XERIFÃO ARIMATÉIA CAMPEÃO EM 1988 ?

Ex-zagueiro Arimatéia esteve ontem em Fortaleza com a delegação do Guarani de Juazeiro

Foram 214 partidas com a camisa do Ferroviário. O zagueiro Arimatéia marcou época no time coral entre 1985 e 1989. Oriundo do Icasa/CE, favor não confundir com o seu homônimo, cria da base coral e já falecido, que atuou na década de 70. Estamos falando de José de Arimatéia da Silva, zagueiro titular que participou de 35 jogos no memorável título estadual de 1988. Você sabe por onde ele anda? Arimatéia mora em Juazeiro do Norte e vem atuando na função de preparador físico desde que pendurou as chuteiras. Trabalhou por um bom tempo no Icasa e depois de um 2016 parado para tratamento de saúde, ingressou no Guarani de Juazeiro, que faz boa campanha no Estadual desse ano. Há alguns anos, quando do falecimento de seu homônimo dos anos 70, Arimatéia disse que muita gente ficou assustada: “pensaram que tivesse sido eu e todo mundo me ligou preocupado, mas graças da Deus não era a minha vez“, disse em tom de brincadeira.

Uma das formações do Ferroviário no ano de 1988 – Em pé: Silmar, Serginho, Marcelo Veiga, Djalma, Alves e Arimatéia; Agachados: Arnaldo, Mazinho Loyola, Guina, Denô e Carlos Antônio

O Ferroviário está nas mais bonitas lembranças do ´xerifão` Arimatéia e de sua família. Foi certamente o time que ele mais se identificou durante sua trajetória no futebol, que envolveu ainda passagens pelo Fortaleza  e ABC de Natal. Em contato com o Almanaque do Ferrão, o ex-zagueiro coral recordou as boas campanhas principalmente das temporadas de 1985 e 1988, quando atuou ao lado de nomes como Arnaldo, Luizinho das Arábias, Vander, Denô, Vassil, Carlos Antônio, Marcelo Veiga e Cardosinho. Em mais de 200 partidas pelo Ferrão, engana-se quem pensa que Djalma e Juarez, companheiros inseparáveis no título de 88, estão na formação de zaga ideal para Arimatéia. “Foram dois excepcionais jogadores, mas o meu parceiro na zaga que me identifiquei bastante e joguei por mais tempo junto foi o paraense Léo, que veio do Remo/PA. A gente se entendia muito bem e formamos a dupla titular entre 85 e 87“, lembrou ele.

Além de ex-companheiros, Arimatéia puxou pela lembrança nomes de diretores e colaboradores do Ferroviário em seu período. Ficou surpreso quando soube do falecimento do ex-presidente Carlos Alberto Mota e falou com especial atenção sobre Caetano Bayma e Vicente Monteiro. O ex-defensor coral traz vivo na memória a lembrança de um gol muito importante que marcou em março de 89, no jogo decisivo do Torneio Ciro Gomes, contra o Ceará, exatamente no último minuto do jogo, forçando uma decisão por pênaltis que garantiu o título daquela competição para o Tubarão da Barra. De presente pra ele, o nosso blog reprisa acima aquele belo gol em mais um momento festivo para o Ferroviário vivido pelo zagueirão que marcou época no time coral.

FOTO HISTÓRICA DO FERRÃO NO LINDOLFO MONTEIRO EM 1989

Ferrão em 1989 – Em pé: Giordano (Preparador de Goleiros), Silmar, Toninho Barrote, Marcelo Veiga, Osvaldo, Evilásio e Arimatéia; Agachados: Mardônio, Alves, Cacau, Jacinto e Paulinho

O retrato de hoje veio diretamente de Teresina e foi um presente para o blog de um dos maiores pesquisadores do futebol piauiense. Quem é do ramo já ouviu falar de Severino Filho, o Buim, autor de livros sobre as memórias futebolísticas daquele estado. Por quase trinta anos, ele guardou a fotografia acima, tirada no Estádio Lindolfo Monteiro, antes de uma partida tumultuada, cheia de paralisações, falta de energia e pancadaria entre o Ferroviário e o River/PI pelo campeonato brasileiro. Era 14 de outubro de 1989 e jogadores como Silmar, Marcelo Veiga, Arimatéia e Alves faziam uma de suas últimas partidas com a camisa coral, já que não permaneceram para a temporada seguinte. Silmar foi para o Tiradentes/CE, Marcelo Veiga para o Santos/SP, Arimatéia para o ABC/RN e Alves foi para o Fortaleza. Os quatro foram campeões pelo Ferrão em 1988.

BOLA NA ÁREA E CLICK HISTÓRICO DE QUATRO JOGADORES NO CASTELÃO

Ferrão em ação contra o Ceará pelo campeonato cearense no Castelão em agosto de 1977

O retrato acima mostra quatro jogadores do Ferroviário em ação no campeonato cearense de 1977. Você é capaz de reconhece-los? Certamente o mais famoso é o zagueiro Arimatéia, camisa 4, já falecido, que atuou em 230 partidas entre 1971 e 1979. O o goleiro é Vander, ex-Ceará e Flamengo/PI, que atuou apenas em 13 jogos naquela temporada. O camisa 3 é o experiente Ivan Lopes, uma das principais contratações para o Estadual daquele ano. Ivan era um jogador rodado no futebol nordestino, teve boas passagens na Paraíba e foi titular do Tiradentes/PI em momentos históricos da equipe piauense no campeonato brasileiro daquela década. No Ferrão, foram 17 partidas em 1977. O camisa 2 é Valdir Bassi, cria das categorias de base do São Paulo/SP, que atuou em 30 jogos pelo time coral. Apesar da numeração, Ivan Lopes era lateral direito e Bassi, que também jogava na lateral, atuou nessa partida no Castelão como zagueiro. Depois, ele marcou época atuando muito tempo pelo Moto Clube/MA. Hoje, tem 61 anos de idade.

O PÊNALTI COBRADO POR MARCELO VEIGA QUE CALOU O CEARÁ

Sabe aquele jogo que a torcida adversária estava certa da vitória? O Almanaque do Ferrão volta até maio de 1988 e recorda uma situação dessa natureza. Ceará e Ferroviário se enfrentavam pelo 2º turno do campeonato cearense. Foi um domingo chuvoso em Fortaleza e o gramado do Castelão estava em péssimas condições. Duas semanas antes, o Tubarão da Barra havia massacrado o Fortaleza, mas o Ceará sempre endurecia as partidas. Foi mais uma vez um adversário complicado. O ponta direita Katinha marcou aos 38 minutos do 2º tempo para o alvinegro. Os sete minutos seguintes foram de uma certeza apenas: o Ferroviário não teria forças para reagir. Até que houve um escanteio, aos 45 minutos finais, e o zagueiro Arimatéia cabeceou no travessão. A bola voltou e o centroavante Jones, que estava na área para ajudar, tocou a bola com o braço. O árbitro Joacy Melo, incontinenti, marcou pênalti. Coube ao jovem Marcelo Veiga fazer a cobrança, o primeiro pênalti por ele batido naquele campeonato, que terminou justamente com um gol dele, também de pênalti, no jogo final contra o Fortaleza. Repare na alegria dos jogadores corais. Arimatéia se joga no chão após a confirmação da penalidade máxima. Marcelo Veiga comemora de forma inusitada. E o Ceará ficou só na vontade de vencer aquele time maravilhoso do Ferrão, um dos melhores da história.

SOBRE PRATAS DA CASA, TORRE DE BABEL E LIÇÃO DE SOBREVIVÊNCIA

Ferrão 1975_4

Em pé: Paulo Tavares,  Nonato Ayres,  Zé Antônio,  Vicente,  César,  Lúcio Sabiá,  Pedrinho, Arimatéia e Eldo; Agachados: Danilo, Oliveira, Chicó, Vanderley, Almir, Lula, Aucélio e Jeová

O Almanaque do Ferrão resgata hoje uma foto de 1975, ano que o Ferroviário viveu grave crise financeira e teve seu nome envolto a situações vexatórias como jogadores passando necessidades, crise política alarmante, oficiais de justiça recolhendo objetos na sede do clube para saldar dívidas trabalhistas, entre outras mazelas. Foi um período complicado que findou com a renúncia coletiva da diretoria presidida pelo então deputado estadual Aquiles Peres Mota. No segundo semestre da temporada, o elenco era formado basicamente por pratas da casa. Nomes como César, Almir, Lúcio Sabiá, a revelação da temporada Aucélio e Danilo Baratinha, mesclados com a experiência de Paulo Tavares, ex-Ceará, do goleiro Pedrinho e Eldo, remanescente do título de 1970.

1975_1333

Manchete do jornal O Povo sobre a grave situação do Ferroviário Atlético Clube em 1975

Profundamente enraizada na cultura coral, a crise política parecia não ter fim. Torcida revoltada pela venda do zagueiro Cândido ao Fortaleza e Conselho Deliberativo a exigir prestação financeira de contas após renúncia coletiva: o Ferroviário e sua eterna vocação para Torre de Babel. A foto rara de hoje recorda um grupo de jogadores bravos que souberam ultrapassar os momentos de dificuldade e levaram o clube adiante. A chegada de uma nova diretoria para a temporada seguinte marcou o renascimento do Ferrão. Do click acima, Lúcio Sabiá e Arimatéia estavam no título estadual três anos depois. Trilharam o caminho da paciência e entraram para os anais da história em forma de redenção. Mesma história que guarda uma página para o grupo de 1975 acima, hoje homenageado, por trilhar firmemente o caminho da sobrevivência.

TORNEIO CIRO GOMES: EMPATE HISTÓRICO E CONQUISTA NOS PÊNALTIS

Ferroviário e Ceará fizeram há exatos 26 anos um dos jogos mais emocionantes entre todos os seus confrontos. Era a final do Torneio Ciro Gomes, competição organizada pelos clubes que se encontravam em litígio político com o comando da Federação Cearense de Futebol. O alvinegro vencia por 1×0 até os 43 minutos do 2° tempo e sua torcida já comemorava o título. O Ferrão empatou com o zagueiro Arimateia, após um passe do meia Zé Carlos Paranaense e um toquinho de cabeça do atacante Mardônio, levando a decisão para os pênaltis. Uma bola na trave e uma defesa do goleiro Albertino, recentemente falecido, selaram a conquista coral por 4×2. Vitória dos comandados de Erandy Pereira Montenegro. O Almanaque do Ferrão resgata agora as imagens daquele domingo, dia 5 de março de 89. Confira o gol de empate, a decisão nos penais, a invasão e violência provocada pela torcida derrotada, a opinião do então prefeito Ciro Gomes, uma entrevista com o ponta esquerda Paulinho, eleito o melhor em campo, e os comentários de Sérgio Pinheiro da TV Verdes Mares.

CLICK HISTÓRICO PARA LEMBRAR OS CLÁSSICOS DE 1977 CONTRA O CEARÁ

20140603_204133

Amigos e rivais ao mesmo tempo 

Muita gente sente falta do clássico Ceará x Ferroviário sendo disputado em sua plenitude. Os dois protagonizaram jogos memoráveis desde o final dos anos 1930. Os torcedores mais veteranos apontam a segunda metade da década de 1970 como a fase áurea dos clássicos locais após o advento do Castelão. O Almanaque do Ferrão resgata hoje uma foto histórica para ilustrar os confrontos do ano de 1977. Foram 6 jogos entre ambos pelo campeonato estadual, sendo 1 empate (0x0), 2 vitórias corais (3×1 e 3×2) e 3 vitórias alvinegras (0x1, 1×4 e 0x1). Oliveira Piauí (3x), Vanderley (2x), Dodô (contra) e Alzir fizeram os gols do Ferrão. Serginho Amizade (2x), Ferreti (4x), Da Costa (2x) e Felipe assinalaram os tentos pelo lado do Ceará. Na foto, o atacante Paulo César Feio e o zagueiro Arimatéia com a bela camisa coral daquela temporada e Serginho Amizade pelo Ceará. A última vez que os dois times se enfrentaram pelo estadual foi em abril de 2013.

CIRO GOMES COMENTA CONQUISTA CORAL EM 1989

O Torneio Ciro Gomes foi uma competição organizada por 4 dissidentes da Federação Cearense de Futebol, que vivia situação política complicada em 1989. Ceará, Fortaleza, Ferroviário e Tiradentes decidiram realizar um quadrangular entre o final de janeiro e início de março. O curioso é que mesmo apenas empatando as três partidas, o Ferrão ficou com o título, pois cada jogo empatado era decidido nos pênaltis e o time coral levou a melhor nas três decisões.

No dia 5 de março, quando o Ceará já comemorava o título vencendo o Ferroviário por 1×0, o zagueiro Arimatéia igualou o placar aos 43 minutos finais, forçando a decisão por pênaltis. Evilásio, Barrote, Mardônio e Zé Carlos Paranaense converteram suas cobranças garantindo o 4×2. Não precisou nem da quinta batida, que estava reservada para Marcelo Veiga.

Vale a pena recordar abaixo o vídeo com o comentário esportivo de Ciro Gomes, então prefeito de Fortaleza, que entregou pessoalmente a taça ao Ferrão em meio a muita confusão no PV já que a torcida do Ceará, inconformada com a derrota, promoveu uma perigosa invasão de gramado que por muito pouco não provocou vítimas. Houve até desmaios no centro do campo.

Comandados por Erandy Pereira Montenegro, o time campeão formou na tarde/noite daquele domingo com o futebol de Albertino, Caetano (Silmar), Arimatéia, Juarez e Marcelo Veiga; Barrote, Evilásio e Zé Carlos Paranaense; Mardônio, Roberto Cearense e Olavo (Paulinho). Vale a pena também lembrar o excelente time que o Ceará tinha na época: Washington, Mário, Belterra, Edson Barros e Paulo César; Beto Cruz, Carlos Alberto Borges e Gerson Sodré; Márcio (Basílio), Celso Mendes e Santos (Oliveira Canindé). O técnico era Lula Pereira, que depois brilhou no Ferroviário e alavancou uma carreira de sucesso. Paulo César e Basílio também passaram depois pela Barra do Ceará. Brevemente o Almanaque do Ferrão trará o vídeo daquela emocionante conquista para a torcida coral recordar o gol de Arimatéia, os penais e a festa coral em meio à invasão alvinegra.