VOLTE NO TEMPO E CONFIRA A REAPRESENTAÇÃO CORAL EM 1989

Janeiro sempre foi tradicionalmente um mês de início de preparativos para uma nova temporada. Hora de reapresentação do elenco, da chegada de novos reforços e de renovação das expectativas em busca de vitórias em campo e conquistas importantes. Nesse retorno de ano novo, o Almanaque do Ferrão convida você a viajar no tempo até janeiro de 1989 e recordar a volta às atividades profissionais do então campeão cearense de futebol, que trazia Erandy Pereira Montenegro como treinador e o atacante Cacau, ex-Guarany de Sobral e Ceará, se apresentando pela primeira vez no Elzir Cabral, ele que mais tarde escreveria seu nome na história como artilheiro máximo do Estadual daquele ano. Uma boa oportunidade também para ver, de forma pioneira nesse espaço, um descontraído Vicente Monteiro, que ocupava a direção de futebol. Além da divulgação da contratação de Cacau, o lateral esquerdo Marcelino, ex-Fortaleza e Guarany de Sobral, também é anunciado, porém dias depois a negociação foi cancelada. Curta por enquanto essa raridade e aguarde muitas novidades na temporada 2016 do nosso blog.

JOGARAM NOS ADVERSÁRIOS E ENCONTRARAM PORTAS ABERTAS

O vídeo acima apresenta o gol da vitória coral contra o Ceará na narração do competente Brenno Rebouças, semana passada, na estreia de ambos na Taça Fares Lopes, competição cearense que movimenta os clubes no segundo semestre. O tento foi marcado pelo atacante Rinaldo, 40 anos de idade, no melhor estilo da velocidade que o caracterizou há poucos anos como ídolo do Fortaleza em mais de 100 gols assinalados. Rinaldo é certamente o jogador de mais idade que passou por Ceará ou Fortaleza e que depois encontrou guarida no Ferroviário. Que brilhe na Barra como vários outros o fizeram. O Almanaque do Ferrão recorda os principais casos. São mais de 50 nomes. Alguns internautas sentirão saudades, outros podem até sentir dor de cabeça ao recordar certos atletas, mas vale a pena a confecção da lista abaixo.

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Artur do Carmo: zagueirão pai d´égua

Por ordem alfabética, recorde alguns jogadores que se destacaram no Ceará e que depois atuaram pelo Ferroviário em suas respectivas temporadas: Aírton (1993), Arlindo Maracanã (2011), Argeu (1993), Artur (1979), Daniel (1972), Djalma (1988), Erandy (1975), Erasmo (2000), Expedito Chibata (1965), Guilherme (1959), Ivanildo (2002), Jangada (1981), Januário (2003), Jéfferson (2006), João Carlos (1967), Jorge Costa (1974), Juju (1951), Luciano Oliveira (1974), Marcos do Boi (1967), Marquinhos Capivara (1993), Mastrillo (1998), Magela (1977), Paulo Tavares (1974), Ramon (1984), Roberval (1994), Samuel (1974), Sérgio Alves (2006), Wanks (1994), Wolney (1987), Zezinho (1970) e Zezinho Fumaça (1971).

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Laterais Paulo Maurício e Rôner

Do Fortaleza, ganharam destaque e depois passaram pelo Tubarão da Barra os seguintes nomes: Adílton (1985), Alexandre (1986), Birungueta (1971), Caetano (1989), Celso Gavião (1979), Cícero Capacete (1979), Da Silva (1988), Eliézer (1997), Facó (1967), França (1939), Geraldino Saravá (1980), Gilmar Furtado (1990), Haroldo (1981), Jombrega (1940), Jorge Pinheiro (1994), Louro (1969), Mano (1968), Maradona (2001), Mozart (1966), Lupercínio (1986), Luizinho das Arábias (1985), Nélson (1985), Paulo Maurício (1978), Rôner (1981), Sérgio Monte (1985), Solimar (1998) e Zé Félix (1939).

RESGATAMOS EM VÍDEO OS GOLS DE UMA VITÓRIA NO BRASILEIRO DE 1987

O Almanaque do Ferrão faz uma viagem histórica até o dia 21 de outubro de 1987 e recorda uma vitória coral em cima do Sampaio Corrêa/MA, uma das equipes mais tradicionais do futebol nordestino. O jogo valeu pelo campeonato brasileiro e foi realizado no PV. Sob o comando de Erandy Pereira Montenegro, o Tubarão da Barra conseguia sua segunda vitória na competição com gols do ponta Mardônio, do meia Mardoni e do atacante Marcos Duque. O time maranhense descontou com Dias Pereira, que vestiria a camisa coral dois anos depois. Reveja os gols do Ferrão no vídeo acima em imagens especialmente resgatadas para o blog.

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Mardônio: destaque em 1987

O Ferroviário formou naquela noite com Wálter, Laércio, Arimatéia, Kléber e Edson; Zé Alberto, Narcélio (Osmar), Mardoni e Wiltinho (Adalberto); Mardônio e Marcos Duque. Destaque para a grande fase vivida pelo ponta direita Mardônio, cria das categorias de base, que fazia ótimas apresentações naquela temporada. Dirigido por Milton Buzetto, o Sampaio Corrêa perdeu com Jorge, Luís Carlos, Maurício, Ademilton e Beato (Serginho); Zé Carlos, Meinha (Reginaldo) e Dias Pereira; China, César e Marco Antônio. Além da famosa ´Bolívia Querida´, estavam ainda na chave coral o Maranhão/MA e o Serrano/BA. Depois de conseguir sua classificação no grupo, o time coral caiu na segunda fase da competição no mata-mata com o América/RN.

TORNEIO CIRO GOMES: EMPATE HISTÓRICO E CONQUISTA NOS PÊNALTIS

Ferroviário e Ceará fizeram há exatos 26 anos um dos jogos mais emocionantes entre todos os seus confrontos. Era a final do Torneio Ciro Gomes, competição organizada pelos clubes que se encontravam em litígio político com o comando da Federação Cearense de Futebol. O alvinegro vencia por 1×0 até os 43 minutos do 2° tempo e sua torcida já comemorava o título. O Ferrão empatou com o zagueiro Arimateia, após um passe do meia Zé Carlos Paranaense e um toquinho de cabeça do atacante Mardônio, levando a decisão para os pênaltis. Uma bola na trave e uma defesa do goleiro Albertino, recentemente falecido, selaram a conquista coral por 4×2. Vitória dos comandados de Erandy Pereira Montenegro. O Almanaque do Ferrão resgata agora as imagens daquele domingo, dia 5 de março de 89. Confira o gol de empate, a decisão nos penais, a invasão e violência provocada pela torcida derrotada, a opinião do então prefeito Ciro Gomes, uma entrevista com o ponta esquerda Paulinho, eleito o melhor em campo, e os comentários de Sérgio Pinheiro da TV Verdes Mares.

FOTOS ANTIGAS DO FERRÃO EM EXPOSIÇÃO NO SHOPPING RIOMAR

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Ex-corais ontem no RioMar: Geraldino Saravá, Cícero Capacete, Celso Gavião, Erandy e Pacoti

Foi inaugurada na noite de ontem a exposição “A História do Futebol Cearense” no belíssimo Shopping RioMar de Fortaleza. O coquetel de inauguração contou com a presença de personalidades do futebol cearense e o pentacampeão mundial Cafu. Nomes como Pacoti (1955-58, 1966-67), Erandy (1975-76), Geraldino Saravá (1980), Celso Gavião (1979-1980,1990-1991), Marquinhos Capivara (1993) e Cícero Capacete (1979), todos ex-atletas do Ferroviário Atlético Clube nos períodos acima discriminados, prestigiaram o espaço, que fica aberto a visitantes de forma gratuita até o dia 2 de março. Tai uma boa dica para os torcedores corais e apreciadores do futebol cearense.

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Ferrão em fotografias

O Ferrão está contemplado na exposição com seu próprio stand de fotos antigas, com destaque principalmente para algumas imagens das décadas de 60 a 90. Os ex-atletas Pacoti e Mirandinha mereceram seus próprios stands com imagens e jornais de acervo particular. É no stand de Pacoti que se encontra uma foto rara do Ferroviário, publicada na Revista Placar no ano de 1975, com boa parte do elenco coral da época com nomes como o lateral Paulo Tavares, os goleiros Zé Antônio e Pedrinho, o meia Danilo Baratinha, o atacante Lula, artilheiro do campeonato cearense daquele ano, dentre outros jogadores que defenderam o Tubarão da Barra no período. Além disso, um manequim veste o uniforme coral utilizado na temporada de 2012. É só ir no Shopping RioMar e conferir!

REENCONTRO DE AMIGOS QUE CONQUISTARAM UM TÍTULO

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Apresentador Sebastião Belmino acompanhou o reencontro da dupla Erandy e Wilkson

Wilkson e Erandy foram dois soldados do Ferroviário em 1975. Eram velhos companheiros desde os tempos de Fortaleza e, na Barra, o primeiro foi zagueiro da melhor qualidade e o segundo foi atacante dos bons. Não satisfeitos com suas posições dentro de campo, fora dele Wilkson era o preparador físico e Erandy era o treinador do time. O acúmulo de funções se tratava de um esforço para resgatar a credibilidade do time coral, um tanto quanto desmoralizada com sucessivos vexames na primeira metade da década de 70. Juntos, dentro e fora de campo, conquistaram no final daquela temporada um campeonato para o Ferrão: a Taça Bayma Kerth, uma espécie de Taça Fares Lopes da época, que foi bastante festejada pela torcida coral, afinal título é título.

Nos 10 jogos da competição disputada há quase 40 anos, Erandy atuou em todos e marcou 7 gols. Wilkson fez 1 gol nas 8 partidas que esteve em campo. Pois é, o treinador foi o artilheiro da equipe! Semana passada, Erandy esteve em Fortaleza. Deixou a bela cidade de Natal, onde reside, para ser homenageado na Arena Castelão ao lado de outros ícones do futebol cearense. Em sua passagem pela cidade, mais um reencontro com seu companheiro Wilkson para relembrar os velhos tempos. Dois nomes que deram importante contribuição ao Ferrão no momento que o clube mais precisava. Eram anos de vacas magras, porém um tempo de muito esforço, acúmulo de funções e um título que, por dever de justiça, terá sempre uma grande parcela de colaboração da dupla.

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Os campeões pelo Ferroviário em 1975

A foto histórica de 1975 registra Wilkson e Erandy no time coral ladeados em sua maioria por jogadores jovens egressos das categorias de base. Em pé: Carlito, Vicente, César, Wilkson, Pedrinho e Arimatéia. Agachados: Vanderley, Brígido, Erandy, Danilo Baratinha e Almir. Jogadores que entraram para história do Ferrão por terem conseguido dar a alegria de um título à torcida coral.

EX-ATLETAS COM DNA CORAL SÃO HOMENAGEADOS NO CASTELÃO

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A figura simpática de Pacoti já foi até explorada em campanhas publicitárias do governo

A partir desta terça-feira, dia 16, os amantes do futebol terão mais um motivo para visitar a maior arena esportiva do Norte/Nordeste do Brasil. Para comemorar o segundo aniversário da Arena Castelão, o estádio recebe o projeto ´Pé da Fama`. A solenidade de abertura do projeto será realizada para convidados às 09 horas, no Espaço Cultural dentro do estádio que leva o nome do ex-presidente coral Etevaldo Nogueira, com a presença de grandes nomes do futebol cearense entre os homenageados, entre eles dois ex-jogadores profundamente identificados com o Ferroviário, que eternizarão seus pés na calçada da fama: Pacoti e Erandy.

Pacoti é um dos maiores atacantes da história coral em duas passagens pelo Ferrão, entre 1955-1958 e 1966-1967, com uma ótima média de 0,65 gols por jogo. Devido ao carisma do ex-jogador, o Governo do Estado do Ceará chegou a utilizar sua imagem em campanhas publicitárias na década passada. Pacoti é até hoje bastante conhecido no futebol brasileiro em razão de brilhar com a camisa do Vasco/RJ e do Sporting de Portugal. Em 1966, chegou a dirigir o comando técnico coral em apenas uma partida. Pelo artilheiro que foi e pela grande figura humana que o notabilizou, seu nome será eternamente associado ao Tubarão da Barra.

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Erandy no Ferrão em 1975

Por sua vez, Erandy será homenageado na Arena Castelão por ter sido o autor do primeiro gol do estádio, em 1973, quando defendia o Ceará. Dois anos depois, foi contratado pelo Ferroviário, onde atuou 59 vezes e marcou 30 gols. Na Barra, Erandy iniciou sua carreira como treinador naquele mesmo ano, dirigindo o clube em 138 partidas em quatro temporadas distintas, entre 1976 e 1989, consagrando-se como o quarto treinador que mais vezes dirigiu o clube. Como jogador, Erandy marcou pela primeira vez no Castelão vestindo a camisa coral contra o Guarany no Estadual de 1975.

O projeto na Arena Castelão prevê ainda outros nomes de jogadores e técnicos da história do futebol no mundo todo, além de personalidades da imprensa, que ajudaram a escrever a vitoriosa história do esporte no Brasil. Ao todos, serão 100 pegadas de personalidade do futebol, de diferentes nacionalidades e gerações. Craques que levaram o nome do Brasil ao mundo na conquista dos 5 títulos mundiais da Seleção Brasileira e de momentos inesquecíveis do futebol cearense, onde certamente figurarão outros nomes ligados ao Ferrão.