UMA VITÓRIA APERTADA DO FERRÃO NO ANO DO BICAMPEONATO

O vídeo acima é uma raridade da extinta TV Manchete de Fortaleza e estaria fadado ao desaparecimento não fosse o resgate das imagens por parte do Almanaque do Ferrão. Trata-se de uma vitória coral em cima do Tiradentes no ano do bicampeonato estadual, mais precisamente no dia 1º de abril, em jogo realizado no Estádio Elzir Cabral. Diante de um público de apenas 880 pagantes, o Tubarão da Barra venceu por 3×2, gols de Piti, Acássio e João Marcelo. Jacinto e Assis marcaram para o Tigre, que ainda chutou um pênalti na trave quando o jogo estava 0x0. A partida fez parte do 1º turno do Estadual, que seria brilhantemente conquistado pelo Ferrão oito meses depois. Treinado por Ramon Ramos, a máquina coral formou com Roberval, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo; Alencar, Ricardo Lima, Paulo Adriano e Acássio; Hilton (Esquerdinha) e Piti. Por sua vez, o Tiradentes perdeu com Fábio, Valderi, Abílio, Toni e Helinho (César Loiola); Assis, Alex e Marcelo (Wanks); Alonso, Jacinto e Gilson. Mesmo com uma boa campanha, o Ferroviário não conquistou aquele turno, que ficou na mão do Icasa, justamente o grande adversário coral na finalíssima do Campeonato Cearense, que aconteceu em dezembro de 1995. Ao todo, o Tubarão da Barra realizou 47 jogos para conquistar o inédito bicampeonato, bem diferente dos Estaduais atualmente quando, por exemplo, o Fortaleza realizou menos de 10 jogos para conquistar o título cearense. Outra época, outros tempos do futebol.

FOTOGRAFIA COM DUPLA DE ZAGA QUE POUCAS VEZES JOGOU JUNTA

Ferrão em 21/06/1992 contra o Tiradentes no PV – Em pé: Caetano, Paulo Adriano, Fernando Silva, Hermes, Joel e Jaime; Agachados: Cantareli, Idevaldo, Junior Piripiri, Marquinhos e Jorge Veras

Na imagem acima, pelo menos três jogadores são raramente encontrados em fotografias antigas do Ferroviário: o meia Marquinhos e a dupla de zaga Fernando Silva e Hermes. Eles fizeram parte do elenco coral no Campeonato Cearense de 1992. O primeiro chegou contratado junto ao Taubaté/SP e fez apenas 6 jogos pelo Ferrão. Por sua vez, o zagueiro Fernando Silva era um promissor atleta do Santa Cruz/PE, que o emprestou para o Tubarão da Barra. Ele fez 20 jogos e marcou 1 gol pelo Ferroviário. Na foto em questão, um jogo contra o Tiradentes pelo Estadual, vencido pelo Tigre por 2×0, o baiano da cidade de Tucano formou dupla de zaga com o experiente zagueiro Hermes. Aos 33 anos de idade, Hermes chegou depois de acumular belas passagens por clubes nordestinos, entre eles o Treze/PB. Essa dupla só esteve junta em 5 partidas do Ferrão. Uma semana depois da foto em destaque, os dois formaram a zaga coral pela última vez, numa derrota vexatória para Ceará, por 6×1, no PV. Hermes rescindiu e foi embora, deixando 11 jogos nas estatísticas corais. Fernando Silva continuou no elenco. Depois, ele teve relativo sucesso em sua trajetória, pois posteriormente permaneceu quase 10 anos atuando no futebol português. Ainda na fotografia, cabe destacar a presença do experiente atacante Idevaldo, que teve boa passagem no América/MG nos anos 1980. Destaque também para os conhecidos laterais Jaime e Caetano, improvisado na esquerda, e ainda o meia Júnior Piripiri e o ídolo Jorge Veras, além da dupla Cantareli e Paulo Adriano, que conseguiram títulos com a camisa coral pouco tempo depois. Por sua vez, o goleiro Joel, ex-Icasa, foi outro que deixou o clube após a debacle para o alvinegro na rodada seguinte do Estadual de 1992.

FALECEU O GOLEIRO DO PRIMEIRO JOGO OFICIAL À NOITE NA BARRA

Registro do Globo Esporte no período em que Carlinhos era treinador de goleiros do Sergipe

Carlinhos faleceu no final do mês passado e foi mais uma vítima de Covid no Brasil. Ele aumentou a absurda marca de mais de 500 mil mortos verificados em território nacional e figura na lista de nomes como Marcelo Veiga e Dário, entre outros ex-jogadores corais vitimados pela doença. Foram apenas 4 jogos com a camisa do Ferrão no início dos anos 1990, quando chegou precedido de grande cartaz pelo fato de ser um arqueiro histórico do Central de Caruaru e por ter participado do elenco do Guarani de Campinas durante um período auspicioso da equipe paulista. Na Barra do Ceará, Carlinhos foi o titular da meta coral no primeiro jogo oficial realizado à noite no Estádio Elzir Cabral, contra o Tiradentes, na estreia do Campeonato Cearense de 1990. Depois, ele acabou amargando a reserva do paraibano Pedrinho na competição e deixou a equipe. Nascido em Caruaru, Antônio Carlos de Oliveira trabalhou em várias comissões técnicas como preparador de equipes nordestinas quando pendurou as luvas. Abaixo, cabe recordar uma matéria da TV Verdes Mares onde Carlinhos aparece como uma das opções para a meta coral. Descanse em paz.

AUXILIAR TÉCNICO DE FRANCISCO DIÁ JOGOU NO FERROVIÁRIO EM 1990

Ferroviário no dia 28/07/1990 na Barra – Em pé: Romildo, Eleusis, Osvaldo, Naldo, Gilmar Furtado e Toninho Barrote; Agachados: Magno, Junior Piripiri, Rogério Martins, Mazinho Loyola e Evilásio

Lembra do zagueiro Romildo? Ele é atualmente o auxiliar técnico do treinador Francisco Diá, que realiza bom trabalho no comando coral. Na temporada de 1990, Romildo foi zagueiro do Ferroviário e formou dupla de zaga em muitos jogos com Gilmar Furtado. Os jovens Eraldo, Eudes e Ernani, além dos experientes Luís Oliveira e Valdecy, foram também seus companheiros de posição naquele período. Oriundo do Náutico/PE, de onde chegou com o retrospecto de um bicampeonato pernambucano em 1988 e 1989, o potiguar Romildo Freire de Lima atuou em 22 jogos pelo Ferroviário entre março e novembro daquele ano, que acabou abrangendo o Campeonato Cearense de 1990 e, também, a disputa do 1º turno do Estadual de 1991, iniciado a partir de agosto de 1990 em razão de uma atrapalhada adaptação do calendário promovido pela Federação Cearense de Futebol. Na imagem acima, Romildo aparece ao lado do treinador de goleiros Giordano e do lateral direito Eleusis. O registro foi feito antes de um amistoso preparatório para o Campeonato Cearense de 1991, no dia 28 de julho de 1990, contra o Tiradentes. O Tubarão da Barra venceu o Tigre por 1×0, gol de Magno, em partida que ficou marcada pela participação recreativa do ídolo Mazinho Loyola, jogador pertencente ao São Paulo/SP, mas que, emprestado, acabara de sagrar-se campeão pernambucano pelo Santa Cruz/PE. De folga em Fortaleza, Mazinho jogou um tempo daquele amistoso e depois foi substituído por Ademir Patrício. O zagueiro Romildo era titular da equipe coral naquele momento e o registro fotográfico não deixa mentir. Depois que deixou o Ferrão, Romildo foi campeão potiguar no ano seguinte pelo América/RN. Jogou ainda no ABC/RN, onde foi pentacampeão estadual. Que a experiência de ganhar títulos dentro de campo possam fazê-lo também vitorioso em sua passagem pelo Ferrão ao lado de Diá.

VITÓRIA DA MÁQUINA CORAL EM CIMA DO TIRADENTES NO PV

Que tal recordar nesse fim de ano mais um jogo da Máquina Coral? Há um quarto de século, o Ferroviário dominava o futebol cearense com um time azeitado e repleto de grandes jogadores, embora pouco conhecidos quando contratados. O jogo acima aconteceu no dia do aniversário do Ferrão, em 1995. O Tubarão da Barra fez 2×0 em cima do Tiradentes, no PV. O volante Ricardo Lima marcou um golaço de falta e o artilheiro Robério decretou a vitória coral, marcando de cabeça. Aquele jogo recebeu 2.844 pagantes e teve a arbitragem de César Augusto. Treinado por Ramon Ramos, o Ferrão formou com Roberval, Alex, Batista, Santos e Paulo Adriano; Ricardo Lima, Hilton e Borges; Piti, Robério (Márcio Sales) e Reginaldo. O time coral estava desfalcado do lateral João Marcelo e do craque Acássio. O Tiradentes perdeu com Fábio, Valderi, Ernane, Toni e Helinho; Alex (Ivan), Assis e Marcelo; Alonso, Jacinto (Nonato) e Gilson. O treinador era Humberto Maia. Recentemente, no livro “Crônicas Corais“, o time bicampeão estadual de 1994 e 1995 foi eternizado através de um texto especial intitulado ´Máquina Coral de Futebol`. Vale a pena a leitura.

FOTO RARA DO CAMPEÃO DA TAÇA EVANDRO AYRES DE MOURA EM 1976

Ferrão campeão do Torneio Evandro Ayres de Moura – Em pé: Giordano, Arimatéia, Jocecir, Marcus, Júlio e Hélio; Agachados: Vanderley, Cláudio Silva, Alzir, Carlos Alberto e Babá

Evandro Ayres de Moura foi prefeito de Fortaleza em meados dos anos 1970. Em sua homenagem, foi organizada uma competição de segundo semestre, na temporada de 1976, que contava com a participação das equipes cearenses, com exceção de Ceará e Fortaleza, que estavam no campeonato brasileiro. O retrato acima é o time coral exatamente na final dessa competição, mais precisamente no dia 10 de novembro, antes de bater o Tiradentes por 4×2 e conquistar o título sob o comando de Lucídio Pontes, seu primeiro título pelo Tubarão da Barra. Foram 11 jogos no total. O Ferrão caiu na chave A com Calouros do Ar e Guarany de Sobral em jogos de ida e volta. O Tiradentes, campeão da Chave B, venceu o 1º turno nos pênaltis contra o Ferroviário, vencedor da Chave A. Os dois times também fizeram a final do 2º turno, vencida pelo time coral por 3×2. Na grande decisão, dia do registro da foto em questão, o Ferroviário aplicou 4×2 em cima do Tigre e levou a taça para sua galeria de troféus na Barra do Ceará. Na onzena que entrou em campo no dia da final, no PV, o lateral direito Marcus era irmão do conhecido narrador de futebol Carlos Fred, falecido em 2016.

ÁUDIO RARO DE UM DOMINGO DE FUTEBOL COM VITÓRIA CORAL EM 1978

Babá puxado pela camisa pelo defensor do Tigre

Saudade dos domingos de futebol? Em tempos de pandemia mundial, o negócio é reprisar antigos momentos e aguardar dias melhores com a volta da bola aos gramados. Hoje é dia de viajar no tempo e lembrar em áudio de um domingo de 1978. O Ferrão pegava o Tiradentes pelo 2º turno do campeonato cearense e o endiabrado ponta esquerda Babá era um dos destaques da competição. Ele jogou muito bem na vitória coral por 3×1 naquela tarde. Foram dois tentos do artilheiro Paulo César e outro do lateral direito Paulo Maurício. Dedé descontou para o Tigre. Na ocasião, Ceará e Fortaleza prometeram bicho extra para os atletas do Tiradentes pelo menos empatarem o jogo, já que o Tubarão da Barra marchava célere para a conquista do turno, o que acabou não acontecendo após uma decisão emocionante contra o Tricolor do Pici dias depois. O técnico Lucídio Pontes utilizou naquela vitória a seguinte formação: Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira (Jorge Henrique); Doca, Jacinto e Jorge Bonga (Luizinho); Marcos, Paulo César e Babá. O treinador Tenente Castro lançou o Tiradentes com Tarcísio Abelha, Carlito, Nilo, Luís Augusto (Adão) e Cafifa; Citó, Nilsinho e Oliveira (Marcos); Dedé, Alves e William. Atenção no ótimo público no PV: 7.189 pagantes. Não à toa, já foi abordado aqui ser justamente a temporada de 1978 aquela como maior média de público do Ferrão em toda a história. Abaixo, você recorda a narração dos gols daquele jogo nas vozes de Gomes Farias, Edvaldo Pereira e do saudoso comentarista Paulino Rocha na Rádio Verdes Mares.

FOTO RARA COM MIRANDINHA NO TIME PROFISSIONAL DO FERRÃO

Ferroviário Atlético Clube em fevereiro de 1979 – Em pé: Paulo Maurício, Edmundo, Jeová, Júlio, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Agachados: Dedé, Jacinto, Mirandinha, Nilsinho e Babá

Nesse período de isolamento social, o ex-goleiro Edmundo abriu o seu arquivo de fotos nas redes sociais. Veja a raridade acima que ele postou. Trata-se de uma foto especial no estádio Elzir Cabral. Foi tirada antes do início de um amistoso preparatório contra o Tiradentes/CE. Era o dia 17 de fevereiro de 1979 e o Tubarão da Barra venceu o jogo por 1×0, gol do ponta esquerda Babá. A foto não é nada convencional já que apresenta o famoso atacante Mirandinha, ainda garoto, atuando pela equipe profissional do Ferroviário, depois de retornar de uma transferência polêmica para a Ponte Preta/SP. Ele participou de  apenas quatro amistosos na pré-temporada para o Estadual daquele ano, porém acabou não ficando no grupo, pois retornou para o futebol paulista após acertos diretivos. A foto acima é justamente o último registro de Mirandinha no Ferroviário naquela temporada. Depois disso, ele só voltou em 1996 para encerrar a carreira de jogador e iniciar a de treinador. Treinado por Pedrinho Rodrigues, o Ferrão venceu com Edmundo, Paulo Maurício, Júlio, Celso Gavião e Ricardo Fogueira; Jeová, Jacinto e Nilsinho; Dedé, Mirandinha e Babá. O Tiradentes perdeu com uma formação conhecida do futebol cearense: Tarcísio Abelha, Carlito, Nilo, Cândido e Luís Augusto (Califa); Aucélio (Da Silva), Dudé e Zezinho (Marcos Décio); Vanderley, Luizinho e Lula (Messias). Oito desses nomes jogaram ou jogariam depois no time coral. Ao final do campeonato cearense, essa mesma base conquistou o título máximo de 1979.

EX-GOLEIRO SALVINO FALECEU NESSE FIM DE SEMANA EM FORTALEZA

Goleiro Salvino no Castelão em 1980

O ex-goleiro Salvino, um dos nomes mais conhecidos do futebol cearense, faleceu na noite do último sábado em Fortaleza. Há alguns anos, ele lutava contra problemas de saúde e sua situação complicou após uma parada cardíaca no início da semana. Depois de atuar por Sport/PE e Botafogo/PB, o Ferrão foi sua porta de entrada no futebol cearense. Contratado para a Série A do campeonato brasileiro de 1980, o goleiro coral manteve-se como titular praticamente durante toda a temporada, perdendo apenas a titularidade na reta final do Estadual de 1980 para o famoso tricampeão mundial Ado. No ano seguinte, reassumiu a condição de titular em outra edição da Série A nacional e no campeonato cearense. Em dois anos de clube, Salvino Damião Neto foi duas vezes vice-campeão estadual com a camisa do Ferrão, atuando 111 vezes pelo Tubarão da Barra. Sua primeira partida ocorreu no dia 26/01/1980 num amistoso contra a equipe suburbana do Santa Cruz de Fortaleza. Seu último jogo ocorreu exatamente na finalíssima do campeonato cearense de 1981, em 26 de novembro daquele ano, quando o Ceará marcou 1×0 na prorrogação e ficou com a taça de campeão. Depois, Salvino foi negociado com o Fortaleza, onde entrou para a história com títulos, à exemplo de sua vitoriosa passagem pelo Ceará em 1986. Em 1988, foi campeão do 2º turno do Estadual com a camisa do Tiradentes em cima do próprio Ferroviário. Na Barra do Ceará, Salvino será sempre lembrado como o goleiro que defendeu o clube nos confrontos mais memoráveis do Ferrão pela Série A nacional entre 1980 e 1981,  titular da meta coral contra times como Santos/SP, Ponte Preta/SP, Internacional/RS, Flamengo/RJ, Atlético/MG, Fluminense/RJ, São Paulo/SP, Cruzeiro/MG, entre outros. Que Deus acolha Salvino agora no reino dos céus porque na terra definitivamente ele  escreveu seu nome na história.

FERRÃO ENFRENTOU ATÉ HOJE APENAS QUATRO TIMES GAÚCHOS

Matéria do Jornal O Povo destacando o importante amistoso do Ferroviário contra o Renner/RS

O São José/RS é o novo adversário do Ferroviário na semifinal do campeonato brasileiro da Série D de 2018. Você sabia que a centenária equipe de Porto Alegre é apenas o quinto adversário oriundo do Rio Grande do Sul a cruzar a vida do Tubarão da Barra? Antes dele, o Ferrão apenas enfrentou o Renner/RS, o Internacional/RS, o São Paulo/RS e o Brasil de Pelotas. O confronto com o já extinto Renner, um dos times mais poderosos da história do futebol gaúcho, se deu num amistoso em 27/11/1953 e teve a vitória da equipe do então atacante Ênio Andrade, que depois se consagrou como um grande treinador do futebol brasileiro. O placar foi de 2×1 e Nirtô marcou o único gol do Ferrão, que ainda colocou várias bolas na trave e merecia melhor sorte no jogo realizado no Presidente Vargas, em Fortaleza. Depois disso, o time coral levou décadas para viajar pela primeira vez até os Pampas e enfrentar mais uma equipe gaúcha, dessa vez no dia 05/03/1980, contra o forte Internacional de Porto Alegre, que era justamente o campeão brasileiro da temporada anterior. Na ocasião, o Ferroviário vendeu caro a derrota por 3×2 em pleno estádio Beira Rio, em jogo válido pela Série A do campeonato brasileiro de 1980.

Matéria do O Povo criticando o ataque coral na partida contra o São Paulo do Rio Grande do Sul

Na semana seguinte, em 16/03/1980, o Ferrão recebeu no PV a equipe do São Paulo da cidade de Rio Grande. Foi a primeira vitória coral diante de um adversário gaúcho. O placar apontou 1×0 com gol do meio campista Nilsinho, jogador oriundo do Tiradentes/CE e justamente o mesmo que havia marcado os dois gols corais na semana anterior contra o Internacional/RS, em Porto Alegre. Depois dessa partida, um novo embate com uma equipe gaúcha só veio a acontecer na Série C de 2006 em dois confrontos contra o Brasil de Pelotas, sendo uma vitória para cada time: 3×0 para os gaúchos no estádio Bento Freitas e o troco, também por 3×0, no PV, nos dias 28/10/2006 e 08/11/2006 respectivamente. Cristiano, Glaydstone e Everton marcaram os gols do Ferrão no jogo disputado em Fortaleza. Doze anos depois, que venha então o São José/RS, que tem por coincidência exatamente o nome do padroeiro do Ferroviário e que entra para a história como o quinto adversário gaúcho na vida coral.