RECORDISTA EM NÚMERO DE PARTIDAS ESTAMPA NOVO COPO

Zagueiro Manoelzinho estampa o copo da série Legendários do jogo contra o Imperatriz/MA

O zagueiro Manoelzinho é apontado como um dos maiores nomes da história do Ferroviário Atlético Clube. Desde que chegou ao Ferrão na temporada de 1946, acompanhado de seu irmão Raimundinho, ambos oriundos do Flamengo da cidade de Parnaíba, interior do Piauí, Manoel David Machado teve uma carreira longeva e vitoriosa no Ferroviário. Na ocasião, a indicação dos irmãos Manoelzinho e Raimundinho partiu do próprio presidente do Flamengo de Parnaíba, Antônio João de Araújo, que residia em Fortaleza e comentou sobre o potencial dos dois jovens para Valdemar Caracas. As portas da pensão de Dona Filó, no centro de Fortaleza, foram abertas para os dois jovens e eles puderam iniciar no Ferrão. Manoelzinho passou 16 anos. Foram 403 jogos com a camisa coral, o que o coloca na história como o recordista em número de partidas, fato este agora eternizado na coleção ´Legendários` do setor de marketing do Tubarão da Barra a partir da produção de uma série de copos colecionáveis, comercializados durante as partidas do time coral em Fortaleza, por ocasião das disputas da Série C do campeonato brasileiro de 2019. O copo de Manoelzinho estará abrilhantando o jogo do Ferrão contra o Imperatriz/MA que, por sua vez, se enfrentam pela primeira vez na história, no Estádio Presidente Vargas.

VINTE ANOS DO FALECIMENTO DE UM DOS MAIORES ÍDOLOS DO FERRÃO

Eterno Coca Cola: ídolo e craque do Ferroviário

Semana passada completou vinte anos do falecimento de um dos maiores ídolos da história do Ferroviário Atlético Clube. No dia 7 de junho de 1999, partia para o plano celestial o senhor Abelardo Cesário da Silva, que tinha um apelido um tanto quanto curioso na década de 1960: Coca Cola. Obviamente, o apelido era decorrente do famoso refrigerante. Coca Cola era baixinho, robusto e negro, lembrando à distância a tradicional garrafa do refrigerante. Podemos dizer jocosamente que foi o primeiro caso de naming rights do futebol cearense, por que não? O pequeno Coca Cola tinha um futebol grande demais e encantou os estádios alencarinos. Foram 324 jogos com a camisa coral e 71 gols marcados entre 1965 e 1973. Foi campeão cearense em 1968 e 1970. Na entrega de faixas do seu primeiro campeonato estadual pelo Ferrão, o Santos/SP foi o convidado e Coca Cola meteu um chapéu no Rei Pelé, fato até hoje lembrado nos estádios pelos torcedores mais antigos. No vídeo abaixo, gravado dois dias após a morte de Coca Cola, Ferroviário e Fortaleza se enfrentaram pelo campeonato cearense daquele ano e os atletas corais entraram em campo segurando uma faixa homenageando o eterno ídolo coral. O jogo foi 3×2 para o adversário, que carimbou a estreia do vitorioso César Moraes como técnico do Ferroviário Atlético Clube no certame de 1999.

HOMENAGEM CORAL AO MAIOR CRAQUE DO FERRÃO NOS ANOS 1990

Terceiro copo da coleção Legendários será vendido no jogo contra o Treze/PB na Arena Castelão

Que o ex-jogador Acássio teve uma passagem magistral pelo Ferroviário Atlético Clube na década de 1990, todo o futebol cearense sabe. O que ninguém sabia é motivo, agora, de reconhecimento por parte do clube e coloca o ex-craque na condição de ´Legendário` na série de copos colecionáveis lançados pela direção de marketing durante a atual temporada. O baiano bom de bola é simplesmente o ex-atleta coral que mais gols marcou na dupla Ceará e Fortaleza, contabilizados todos os clássicos estaduais da história. Foram 26 gols anotados na rede dos dois tradicionais rivais, superando a marca de grandes artilheiros e nomes históricos do Ferrão como Amilton Melo (7 gols), Pacoti (9 gols), Luizinho das Arábias (10 gols), Batistinha (9 gols), Macaco (21 gols), Fernando (22 gols), Zé de Melo (19 gols), Paulo César (12 gols), Jorge Veras (14 gols), Betinho (14 gols), Pipi (20 gols), entre outros. Ninguém fez mais gols que Acássio em clássicos estaduais vestindo a camisa coral, numa passagem que durou de 1993 a 1998, sendo 132 jogos e 74 gols marcados no total. Estamos falando simplesmente do maior craque do futebol cearense na década de 1990.

Imagem de divulgação do novo copo do Ferrão

Para fins de comparação, peguemos os dois maiores jogadores dos rivais, mais ou menos, no mesmo período: Sérgio Alves e Clodoaldo. Sérgio Alves foi cantado em prosa e verso como o “carrasco” do Fortaleza vestindo a camisa do Ceará. Ele marcou 30 gols em clássicos estaduais, sendo 22 contra o Leão e 8 contra o Ferrão. Já Clodoaldo, ídolo do Fortaleza, marcou 32 gols em clássicos, sendo 14 contra o Ferrão e 18 contra o Ceará. Dos 26 gols de Acássio em clássicos, 6 foram contra o Ceará e, simplesmente, 20 foram contra o Fortaleza. Acássio é igualmente carrasco do Fortaleza, segundo os números. Leve-se ainda em consideração que Acássio, entre os três, é o que tem menos jogos pelo seu clube, pois no período de cinco anos que esteve no Ferrão, sempre despertou o interesse de equipes de outros estados, acumulando saídas por empréstimo para o Sport de Recife, Vasco da Gama e até para o futebol da Tunísia. Sérgio Alves também teve destaque em outros times do futebol brasileiro onde foi ídolo, jogou na Europa e também no Ferrão, numa memorável equipe na temporada de 2006. Já o Fortaleza foi o único time brasileiro onde Clodoaldo obteve destaque, onde será tratado eternamente como ídolo. Vale lembrar que ele jogou no Ferrão no final da carreira.

Acássio dando entrevista no PV

Por fim, os números descobertos sobre a excelente performance do craque Acássio contra Ceará e Fortaleza o qualificam para a coleção ´Legendários` da primeira edição de copos colecionáveis do Ferrão na história. Todo mundo sabia que o meia atacante baiano teve uma passagem simplesmente genial, ele já até mereceu postagem aqui no blog, só não se sabia o peso dos números incontestáveis que o qualificam para estampar o terceiro número dos copos do Ferrão à venda, no próximo dia 10, contra o Treze/PB, em jogo válido pela Série C do campeonato brasileiro desse ano. Quer matar a saudade de Acássio e seus gols? Vale a pena reprisar o vídeo abaixo. É cada golaço que raramente se vê hoje no futebol brasileiro. Acássio foi craque e é legendário! Quem duvidar disso não entende nada de futebol.

ATACANTE LENDÁRIO RECEBE HOMENAGEM EM COLEÇÃO DE COPOS

Ex-atacante Pacoti estampa o segundo número da série de copos colecionáveis ´Legendários`

Depois de homenagear o ex-goleiro Marcelino no lançamento da primeira edição de copos colecionáveis de sua história, a coleção chega nessa semana ao exemplar de número dois e o ex-atacante Pacoti estampa o inédito mimo coral. Intitulada de ´Legendários`, a série de copos presta homenagem a ex-jogadores que tenham alcançado feitos inéditos ou pioneiros em suas carreiras. No caso do novo homenageado, Pacoti foi o primeiro jogador coral a atuar profissionalmente no futebol europeu, onde defendeu a camisa do Sporting de Lisboa no início da década de 1960, chegando inclusive a defender o clube português em uma edição da hoje famosa Champions League, constituindo-se como uma verdadeiro pioneiro nesse aspecto e abrindo o caminho para outros atletas que trilharam o mesmo caminho nas décadas seguintes como Mirandinha e Jardel. Simpático e carismático, Pacoti é muito querido pela torcida do Ferroviário e já serviu até de garoto propaganda em campanha do Governo do Estado do Ceará, conforme anúncio abaixo veiculado em outdoors na cidade de Fortaleza e em outras mídias publicitárias no início dos anos 2000. Homenagem mais do que merecida ao grande Pacoti, agora como Legendário em copos comercializados exclusivamente no estádio durante as partidas do Ferrão pela Série C do Brasileirão desse ano. Esse é contra o Globo/RN amanhã no Castelão.

Pacoti em campanha promocional do Governo do Estado do Ceará no início dos anos 2000

ARTILHEIRO CACAU INFORMA QUE SEUS GOLS ESTÃO NO YOUTUBE

Em julho do ano passado, ele mereceu uma postagem especial no Almanaque do Ferrão quando descobrimos o paradeiro do artilheiro Cacau, goleador do Ferroviário na edição do campeonato cearense há exatos trinta anos. Agora, ele avisa que seus gols caíram no YouTube e vale a pena dar uma conferida no vídeo acima. A partir do terceiro minuto da compilação, só há gols pelo Ferroviário! São memoráveis gols nas temporadas de 1989 e 1990, inclusive os quatro que ele marcou na partida que representou a inauguração do estádio Elzir Cabral para jogos oficiais, no dia 19 de março de 1989, contra o Guarani de Juazeiro. Aquele jogo é até hoje a maior lotação do estádio coral em todos os tempos, com torcedores postados até mesmo em cima dos alojamentos da base atrás do gol. Não perca tempo! Aperte o play e deleite-se com onze minutos de muitos dos 35 gols que Cacau marcou com a camisa coral.

EX-GOLEIRO É HOMENAGEADO EM LANÇAMENTO DE PRODUTO OFICIAL

Ex-goleiro Marcelino é o número 1 na linha de copos colecionáveis lançada pelo marketing coral

Aos poucos, a nova direção de marketing do Ferroviário vai marcando seus gols. Depois do lançamento de um novo programa de sócios e de uma ação em rede social que captou recursos para a contratação do atacante Léo Jaime, chegou a vez do lançamento de copos colecionáveis homenageando grandes expoentes que fizeram parte do passado do clube. E o primeiro homenageado é o ex-goleiro Marcelino, que já  foi merecedor de algumas postagens aqui no blog alusivas a seu recorde particular de 1.295 minutos sem sofrer gols no arco coral na temporada de 1973. O objetivo da série  de copos “Legendários” é rememorar feitos únicos e exclusivos de cada atleta homenageado, que não tenha acontecido com nenhum outro dos mais de 2.000 jogadores que passaram pelo clube em 86 anos de glórias. Os copos serão comercializados em quantidade limitada exclusivamente na entrada dos torcedores  no estádio durante os jogos do Ferrão na Série C do campeonato brasileiro. A venda do primeiro copo ocorre no próximo domingo no jogo Ferroviário x Santa Cruz/PE. Algo  definitivamente inédito na vida do clube, que recentemente abriu sua primeira loja.

Registro do goleiro Marcelino voando para fotografia no campo do Ferroviário na década de 1970

O site oficial do Ferroviário apresentou uma matéria sobre o feito do ex-goleiro Marcelino, justificando a sua condição de Legendário. A série sem sofrer gols do arqueiro coral em 1973 começou em 18 de fevereiro daquele ano, quando o Ferrão venceu o Quixadá por 4×0 no PV e Marcelino passou seus primeiros 90 minutos sem sofrer gols. Com a promessa da direção coral em dar-lhe de presente um carro zero quilômetro em caso de quebra do recorde nacional, Marcelino viu seu sonho frustrado no dia 10 de junho daquele ano quando o atacante Ibsen marcou um gol com a camisa do Maguari e, em seguida, pediu-lhe desculpas por estragar o sonho do goleiro coral. No futebol brasileiro, trata-se da quarta melhor marca até hoje. O fato mereceu destaque inclusive na revista Placar na edição de 15/6/1973. O primeiro lugar pertence a Mazaroppi, do Vasco/RJ, com seus 1.816 minutos em 1977. Jorge Reis e Neneca, ambos já falecidos, estão também à frente da marca histórica de Marcelino. No futebol cearense, o ex-goleiro do Ferrão merecia uma estátua pelo feito. Abaixo, o Almanaque do Ferrão recorda todos os jogos que marcaram a incrível sequência de minutos do ex-goleiro Marcelino sem sofrer gols, algo nunca mais visto no futebol cearense e raramente visto no futebol mundial hoje em dia, o que torna ainda mais o recorde de Marcelinho simplesmente legendário sob todos os aspectos. Merecida homenagem!

Jogo 01 – 18/02/1973 – Ferroviário 4×0 Quixadá – PV – Campeonato Cearense
Jogo 02 – 25/02/1973 – Ferroviário 2×0 Calouros – PV – Campeonato Cearense
Jogo 03 – 11/03/1973 – Guarany 0x2 Ferroviário – Junco – Campeonato Cearense
Jogo 04 – 25/03/1973 – Ferroviário 1×0 Fortaleza – PV – Campeonato Cearense
Jogo 05 – 28/03/1973 – Ferroviário 0x0 Icasa – PV – Campeonato Cearense
Jogo 06 – 04/04/1973 – Ferroviário 4×0 Tiradentes – PV – Campeonato Cearense
Jogo 07 – 08/04/1973 – Ferroviário 0x0 Ceará – PV – Campeonato Cearense
Jogo 08 – 15/04/1973 – Ferroviário 1×0 América – PV – Campeonato Cearense
Jogo 09 – 25/04/1973 – Ferroviário 0x0 Maguari – PV – Campeonato Cearense
Jogo 10 – 06/05/1973 – Ferroviário 2×0 Ceará – PV – Campeonato Cearense
Jogo 11 – 13/05/1973 – Ferroviário 0x0 Fortaleza – PV – Campeonato Cearense
Jogo 12 – 20/05/1973 – Icasa 0x1 Ferroviário – Romeirão – Campeonato Cearense
Jogo 13 – 27/05/1973 – Ferroviário 1×0 Guarani – PV – Campeonato Cearense
Jogo 14 – 02/06/1973 – Ferroviário 2×0 Quixadá – PV – Campeonato Cearense

Aos 35 minutos do segundo tempo, no dia 10 de Junho de 1973, Marcelino sofreu o gol de Ibsen do Maguari naquele que já era o 15º jogo da série sem sofrer gols, totalizando os históricos 1.295 minutos que foram eternizados na história do lendário Marcelino. Por fim, vale sempre a pena recordar um vídeo produzido pela então direção de comunicação do clube há seis anos passados, quando uma equipe de jovens jornalistas entrevistou e produziu uma matéria com o próprio ex-goleiro coral. Assista!

POR ONDE ANDA A MARAVILHA NEGRA DO TÍTULO CEARENSE DE 1970?

Ex-atacante do Ferroviário no título cearense de 1970 em foto recente no portão de sua casa

Ele compôs ao lado do craque Amilton Melo uma das duplas mais famosas da história do futebol cearense. Juntos, ladeados por um time cheio de excelentes jogadores, fizeram lances e jogadas que infernizaram as defesas adversárias, marcando para sempre as páginas da história coral na notadamente na brilhante conquista do campeonato cearense de 1970. Estamos falando do ex-atacante Paulo Velozo, a maravilha negra da Barra do Ceará, como muitos o chamavam. O Almanaque do Ferrão localizou o ex-jogador em Recife, onde voltou a residir há cerca de cinco anos, depois de décadas morando em Portugal e em São Paulo. Paulo Velozo mandou três áudios para o blog. Vamos deixar que inicialmente ele mesmo exponha suas memórias do tempo que passou pela Barra do Ceará, citando nomes de ex-companheiros e falando sobre o início de sua carreira no futebol. Escute o primeiro trecho abaixo.

Paulo Velozo nasceu em 30 de Julho de 1947, na cidade de Pesqueira, no interior de Pernambuco. Cria do Santa Cruz/PE, um dos adversários do Ferroviário na Série C nacional na atual temporada, certamente seu coração ficará dividido já a partir do próximo domingo, quando as duas equipes se enfrentam, em Fortaleza, pela primeira vez na competição. Quando o Ferrão for jogar em Recife, contra o Náutico/PE ou contra o próprio Santa Cruz/PE, o ex-centroavante coral espera estar presente para matar as saudades do time que soube honrar a camisa no futebol cearense. Abaixo, Paulo Velozo recorda uma passagem com o ex-companheiro Amilton Melo, a quem ele particularmente considerava ´fora de série`. Desde que deixou o clube na temporada de 1971 rumo a Portugal, Paulo Velozo nunca mais retornou à cidade de Fortaleza e nem viu pessoalmente o Ferroviário em campo. Confira seu depoimento na segunda parte do áudio que ele gravou especialmente para o Almanaque do Ferrão.

Hoje em dia, Paulo Velozo é aposentado por tempo de contribuição. Ele trabalhou durante 23 anos no Esporte Clube Pinheiros, na capital paulista, depois que parou de jogar futebol em meados dos anos 1980. No Pinheiros, apesar do seu interesse inicial de trabalhar com o futebol, foi alocado no departamento de serviços gerais, onde chegou a posição de chefe do setor com o passar dos anos. Em termos particulares, o ex-atacante coral tem uma prole invejável. São três filhos legítimos e cinco adotivos em sua família. Atualmente divorciado, ele mora com um filho de 11 anos de idade na casa que pertenceu a seus pais. Evangélico, Paulo Velozo frequenta a Igreja Verbo no bairro do Ipsep em Recife. No último trecho do áudio gravado por ele, Paulo recorda nomes importantes da famosa onzena do Ferroviário que fez fama em sua época.

Após gravar suas três mensagens em áudio, a eterna maravilha negra Paulo Velozo ainda enviou uma outra mensagem de texto, pedindo para a matéria não deixar de enaltecer dois nomes inesquecíveis para ele: José Rego Filho e Ruy do Ceará, dois dos principais dirigentes do período em que vestiu o manto coral. Pedido feito, pedido atendido. Abaixo, pra finalizar, uma fotografia tirada na época com um quarteto coral que deixou lembranças eternas na história do Ferroviário Atlético Clube.

Diretamente do álbum de fotografias e memória de Paulo Velozo: Amilton Melo, ele, Mano e Alisio