GOLEIRO DO AMÉRICA/PE JOGOU MUITO NA LATERAL DO FERROVIÁRIO

América de Pernambuco na temporada de 1989 – Em pé: Roberto Potiguar, Pereira, Luciano, Gilney, Nasa e Nado; Agachados: Alfredo Santos, Helinho, Da Silva, Marcelo e Almir

A foto acima é de 1989. Ela é no mínimo curiosa. Trata-se do tradicional América de Recife, equipe que atualmente disputa a Série D do campeonato brasileiro. No último ano da década de 1980, a equipe pernambucana era patrocinada pela marca Tintas Coral, o mesmo patrocínio que o Ferrão chegou a estampar em seu uniforme no mesmo período. Porém, há uma outra coincidência um tanto quanto estranha. Repare no goleiro da foto. Trata-se de Nasa, que atuou com brilhantismo no Tubarão da Barra como volante e lateral direito. Foram 76 jogos entre 1993 e 1995 com a camisa coral, depois que chegou para o Ferrão oriundo do Guarani de Juazeiro. Dá pra ver que, como goleiro, Nasa tinha baixa estatura. Escolheu certo não arriscar mais na posição. Na memória, Nasa está no Time dos Sonhos, eternamente lembrado pela torcida coral.

ARTILHEIRO CACAU INFORMA QUE SEUS GOLS ESTÃO NO YOUTUBE

Em julho do ano passado, ele mereceu uma postagem especial no Almanaque do Ferrão quando descobrimos o paradeiro do artilheiro Cacau, goleador do Ferroviário na edição do campeonato cearense há exatos trinta anos. Agora, ele avisa que seus gols caíram no YouTube e vale a pena dar uma conferida no vídeo acima. A partir do terceiro minuto da compilação, só há gols pelo Ferroviário! São memoráveis gols nas temporadas de 1989 e 1990, inclusive os quatro que ele marcou na partida que representou a inauguração do estádio Elzir Cabral para jogos oficiais, no dia 19 de março de 1989, contra o Guarani de Juazeiro. Aquele jogo é até hoje a maior lotação do estádio coral em todos os tempos, com torcedores postados até mesmo em cima dos alojamentos da base atrás do gol. Não perca tempo! Aperte o play e deleite-se com onze minutos de muitos dos 35 gols que Cacau marcou com a camisa coral.

EX-ZAGUEIRO CORAL NOS ANOS 1970 FALECEU DURANTE A SEMANA

Mesmo aposentado dos gramados, Félix nunca deixou de ser zagueiro jogando entre os amigos

Faleceu Félix, ex-zagueiro do Ferroviário entre 1975 e 1978. Cria das categorias de base do próprio clube, Francisco de Assis Félix da Silva participou de 27 partidas pelo time profissional do Ferrão em toda a história. Sua primeira partida pelo time principal aconteceu em 31/08/1975, justamente na estreia coral no Torneio Bayma Kerth, competição idealizada pela Federação Cearense para ocupar o calendário dos times que não participavam do campeonato nacional naquela temporada. O Ferrão foi o campeão da competição e Félix participou de 3 partidas na campanha. O ex-zagueiro coral fez apenas um jogo oficial pelo campeonato cearense com a camisa coral. Foi no dia 25/09/1977, no Castelão, na derrota por 2×0 para o Guarani de Juazeiro, quando fez dupla de zaga com Júlio Araújo. Na ocasião, o Ferrão entrou com um time misto já que os titulares estavam em excursão para amistosos no Maranhão. Aquela derrota coral derrubou milhares de apostadores do teste 388 da Loteria Esportiva. Félix ainda conquistou, com a camisa coral, a Taça Waldemar Alcântara em 1978. Jogou também no Tiradentes e no Icasa, além de ser conhecido no futebol suburbano, onde atuou no Valença, Noturno e no Milan. Ultimamente, o ex-zagueiro lutava contra a depressão.

POR ONDE ANDA O XERIFÃO ARIMATÉIA CAMPEÃO EM 1988 ?

Ex-zagueiro Arimatéia esteve ontem em Fortaleza com a delegação do Guarani de Juazeiro

Foram 214 partidas com a camisa do Ferroviário. O zagueiro Arimatéia marcou época no time coral entre 1985 e 1989. Oriundo do Icasa/CE, favor não confundir com o seu homônimo, cria da base coral e já falecido, que atuou na década de 70. Estamos falando de José de Arimatéia da Silva, zagueiro titular que participou de 35 jogos no memorável título estadual de 1988. Você sabe por onde ele anda? Arimatéia mora em Juazeiro do Norte e vem atuando na função de preparador físico desde que pendurou as chuteiras. Trabalhou por um bom tempo no Icasa e depois de um 2016 parado para tratamento de saúde, ingressou no Guarani de Juazeiro, que faz boa campanha no Estadual desse ano. Há alguns anos, quando do falecimento de seu homônimo dos anos 70, Arimatéia disse que muita gente ficou assustada: “pensaram que tivesse sido eu e todo mundo me ligou preocupado, mas graças da Deus não era a minha vez“, disse em tom de brincadeira.

Uma das formações do Ferroviário no ano de 1988 – Em pé: Silmar, Serginho, Marcelo Veiga, Djalma, Alves e Arimatéia; Agachados: Arnaldo, Mazinho Loyola, Guina, Denô e Carlos Antônio

O Ferroviário está nas mais bonitas lembranças do ´xerifão` Arimatéia e de sua família. Foi certamente o time que ele mais se identificou durante sua trajetória no futebol, que envolveu ainda passagens pelo Fortaleza  e ABC de Natal. Em contato com o Almanaque do Ferrão, o ex-zagueiro coral recordou as boas campanhas principalmente das temporadas de 1985 e 1988, quando atuou ao lado de nomes como Arnaldo, Luizinho das Arábias, Vander, Denô, Vassil, Carlos Antônio, Marcelo Veiga e Cardosinho. Em mais de 200 partidas pelo Ferrão, engana-se quem pensa que Djalma e Juarez, companheiros inseparáveis no título de 88, estão na formação de zaga ideal para Arimatéia. “Foram dois excepcionais jogadores, mas o meu parceiro na zaga que me identifiquei bastante e joguei por mais tempo junto foi o paraense Léo, que veio do Remo/PA. A gente se entendia muito bem e formamos a dupla titular entre 85 e 87“, lembrou ele.

Além de ex-companheiros, Arimatéia puxou pela lembrança nomes de diretores e colaboradores do Ferroviário em seu período. Ficou surpreso quando soube do falecimento do ex-presidente Carlos Alberto Mota e falou com especial atenção sobre Caetano Bayma e Vicente Monteiro. O ex-defensor coral traz vivo na memória a lembrança de um gol muito importante que marcou em março de 89, no jogo decisivo do Torneio Ciro Gomes, contra o Ceará, exatamente no último minuto do jogo, forçando uma decisão por pênaltis que garantiu o título daquela competição para o Tubarão da Barra. De presente pra ele, o nosso blog reprisa acima aquele belo gol em mais um momento festivo para o Ferroviário vivido pelo zagueirão que marcou época no time coral.

PRIMEIRO JOGO OFICIAL CONTRA TIME DE OUTRO ESTADO NA BARRA

Pouca gente recorda o nome do primeiro adversário coral de outro estado que enfrentou oficialmente o Ferroviário na Vila Olímpica Elzir Cabral. Os mais antigos dirão que foi o Alecrim/RN. De fato, a tradicional equipe potiguar foi a primeira de outro estado a pisar o solo da Barra do Ceará, em 1970, mas tratava-se de uma partida amistosa para inauguração do estádio coral, o que evidentemente foi um fato histórico. Porém, em caráter oficial, essa equipe foi o Flamengo/PI, em 24 de setembro de 1989, em jogo válido pela 1ª fase do campeonato brasileiro daquele ano. O Almanaque do Ferrão apresenta acima as imagens dos gols daquele jogo vencido pelo Tubarão da Barra por 2×0, tentos do ponta esquerda Paulinho e do centroavante Marquinhos, ambos cearenses.

Paulinho: belo gol na Barra

Aquele domingo à tarde contou com um público de 2.837 pagantes. Pelas imagens, percebe-se o excelente número de torcedores que foi ao estádio, porém em quantidade inferior que a abertura do Elzir Cabral para jogos oficiais, seis meses antes, contra o Guarani de Juazeiro. Nesse jogo do campeonato nacional, o de número 2.304 da história coral, o Ferrão venceu com o futebol de Osvaldo, Silmar, Arimatéia, Evilásio e Marcelo Veiga; Alves, Dias Pereira (Cacau) e Jacinto; Mardônio (Marquinhos), Luizinho e Paulinho. O Flamengo do Piauí perdeu com Ronaldo, Toinho (Duílio), Carlinhos, Bilé e Neto; Zuega, Peu e Malta; Batistinha, Etevaldo e Toby (Cláudio). Repare a presença do atacante Batistinha no ataque do Flamengo, ele que se tornaria um dos ídolos da história coral na metade da década seguinte. O jogador Marquinhos, que marcou o segundo gol, era oriundo do Tiradentes/CE e havia sido um dos artilheiros do campeonato cearense de 1988. Ele disputava a posição com o centroavante Luizinho, recém trazido do Avaí/SC, que fez apenas 6 jogos com a camisa coral. Marquinhos atuou apenas em 4 partidas. Paulinho, que marcou um belíssimo gol, ficou no clube até 1991 e fez 44 jogos pelo Ferroviário.

VOCÊ SABIA QUE TÉCNICO FAHEL JÚNIOR FOI GOLEIRO DO FERRÃO?

fahel

Treinador Fahel Júnior deixou recentemente o comando técnico do Confiança de Sergipe

Você conhece esse treinador? Ele foi demitido recentemente do Confiança/SE. Trata-se de José Herbert de Jesus Fahel Júnior, que nasceu em São Paulo, no dia 25 de novembro de 1963. A trajetória do técnico começou do outro lado do mundo. No Japão, foram 12 títulos em 11 anos. No Brasil, impediu que o Santo André/SP fosse rebaixado para a série C do Brasileiro e, em seguida, conquistou o Campeonato Paulista da Série A-2, em 2008, o que deu ao time o acesso à Série A-1. No futebol sergipano, Fahel  Júnior comandou também o River Plate entre 2011 e 2012. Ele foi goleiro do Ferrão. Você sabia?

Digitalizar0050CL222

Vila Olímpica Elzir Cabral nos anos 80: palco do único jogo de Fahel Júnior no arco coral

Corria o ano de 1989 e o Ferroviário buscava um goleiro para rivalizar com o titular Albertino. A direção coral foi buscar Fahel no São Luiz/RS e ele foi apresentado à torcida coral, no PV, exatamente no dia que o Ferroviário foi campeão do Torneio Ciro Gomes, com direito a uma histórica entrevista do então prefeito de Fortaleza registrada aqui no blog há cerca dois anos. Duas semanas depois, Fahel estreou pelo time coral na primeira partida oficial do Ferrão em seu próprio estádio, no dia de São José, numa goleada de 6×0 em cima do Guarani de Juazeiro. Fahel entrou no segundo tempo quando o placar já estava definido. Foram os seus únicos momentos em campo com a camisa coral. Depois disso, nunca mais jogou. Ficou no banco em alguns jogos e depois rescindiu o contrato. Foi definitivamente uma passagem meteórica na Barra do Ceará, mas o Almanaque do Ferrão não deixa o registro passar em branco. Fique por dentro!

RECORDANDO O ARTILHEIRO CORAL NO CAMPEONATO ESTADUAL DE 1977

oliveirapiaui04blog

Valente Oliveira Piaui, em meio a vários jogadores do Fortaleza, num Clássico das Cores em 1977

Mês passado, dois veteranos da crônica esportiva cearense falavam sobre jogadores do passado. Eram  Júlio Sales e Messias Alencar, conversando ao vivo na Rádio Assunção 620 AM, por volta de meio-dia. A lembrança de ambos remeteu aos anos 70 e o nome de um ex-jogador extrovertido e bom de bola ganhou notoriedade por alguns instantes. Eles falavam de Oliveira Piauí, um atacante paulista que o Ferroviário contratou junto ao Tiradentes/PI, que naquela década realizara campanha histórica no campeonato nacional. Foi exatamente no mês de março, em 1977, que Oliveira Piauí fez seu primeiro jogo com a camisa coral, entrando no segundo tempo no posto do atacante Ivanildo, numa vitória por 2×1 em cima do América/CE, válida pelo 1º turno do campeonato cearense. No jogo seguinte, contra o Guarani de Juazeiro, no Romeirão, já era titular e marcou seu primeiro gol oficial com o manto do Ferrão no empate em 2×2. No total, foram 40 jogos e 27 tentos assinalados por João Oliveira de Carvalho, o Oliveira Piauí, que logo caiu nas graças da torcida coral, cuja média de público chegou a 2.219 pagantes naquele ano. Virou ídolo, dava entrevistas interessantes e costumava dizer que sua ´sacola´ vivia cheia de gols.

oliveirapiaui01blog2

Oliveira Piauí: simpatia

Sob a presidência de Chateaubriand Arrais e o comando técnico de Pedrinho Rodrigues, que substituiu Lucídio Pontes ainda no 1º turno, o Ferroviário fez bonito. Em várias rodadas, Oliveira Piauí chegou a liberar a tábua de artilheiros do campeonato, disputando palmo a palmo com ex-craque coral Amilton Melo, goleador maior do certame com 24 gols. Apesar de uma ótima base formada pelo goleiro Giordano, os laterais Bassi e Grilo, o meia Joel Maneca, entre outras feras, o Ferrão terminou o campeonato na 3ª colocação. Oliveira Piauí deixou o clube após a temporada e foi defender o Ceará na campanha do tetra alvinegro no ano seguinte. Em 1979, seu brilhantismo mereceu a coroação de ´Rei`em Natal, atuando pelo América/RN. Depois, voltou ao futebol paulista e, em abril de 1981, quando defendia a Catanduvense/SP, uma triste notícia abalou o futebol cearense. Dela, Júlio Sales e Messias Alencar nunca esqueceram. Oliveira Piauí morreu, jovem, aos 27 anos de idade, vitimado por problemas cardíacos. Cria do simpático Juventus/SP, o ex-atacante teve uma carreira meteórica no futebol. O tempo, implacável como sempre, leva muitas vezes ao esquecimento, afinal já se vão 35 anos de seu falecimento, porém o Almanaque do Ferrão tem como propósito eternizar nomes que não merecem ser esquecidos, razão pela qual Oliveira Piauí ganha o destaque de hoje.