ANIVERSÁRIO DO FERRÃO MERECE MATÉRIA DA RÁDIO BANDEIRANTES

Rádio Bandeirantes de São Paulo abriu espaço em 2008 para uma conversa sobre a história coral

Hoje, o Ferroviário Atlético Clube completa 85 anos de existência e o aniversário coral já rendeu algumas homenagens aqui no blog em anos anteriores, entre eles um documentário sobre o nosso fundador Valdemar Caracas. Agora, o Almanaque do Ferrão resgata uma entrevista em áudio, de dez anos atrás, envolvendo a história do Ferrão. Ela aconteceu em 2008 e manteve-se desconhecida da imensa maioria dos torcedores corais por ter sido veiculada apenas na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Na época, a tradicional emissora paulista mantinha um programa diário noturno, denominado “Fanáticos por Futebol“, no qual o apresentador Marcelo Duarte conversava com pessoas relacionadas ao futebol espalhadas por todo o território brasileiro. Há dez anos, foi a vez na programação do autor do Almanaque do Ferrão, que estava ainda em fase de pesquisa. Somente cinco anos depois da matéria na rádio é que a mais importante publicação da história coral foi lançada em evento realizado em Fortaleza. Escute a entrevista abaixo e deleite-se com a narrativa de alguns momentos importantes da gloriosa história do Ferroviário. Feliz aniversário, Ferrão!

FOTO RARA DO FERROVIÁRIO EM 1982 DURANTE AMISTOSO EM ITAPIPOCA

Ferroviário em 10/01/1982 – Em pé: Paulo Maurício, Giordano, Darci Munique, Nilo, Jorge Henrique e Augusto; Agachados: Doca, Ednardo, Paulo César Cascavel, Roberto Cearense e Babá

Confira o retrato acima. Ela pertence ao acervo particular do ex-volante Doca e terminou desgastada com o tempo. Se algum nobre torcedor gostar de Photoshop, está aí um prato cheio para restauração! A imagem foi produzida por ocasião de um amistoso de pré-temporada do Ferroviário no estádio municipal de Itapipoca, muito antes do time da casa disputar alguma divisão profissional do futebol cearense. Trata-se de uma fotografia de 1982, mais precisamente do dia 10 de janeiro, quando o Tubarão da Barra bateu a Seleção de Itapipoca por 3×1, gols de Paulo César Cascavel, Ednardo e um gol contra de Dedé. Treinado por Assis Furtado, que anos depois militou na crônica esportiva de Fortaleza, o Ferrão formou Giordano (Edmundo), Paulo Maurício, Darci Munique, Nilo e Jorge Henrique (Laércio); Augusto, Doca (Carlos Brasília) e Ednardo; Paulo César Cascavel, Roberto Cearense e Babá. A escalação do adversário você pode conferir na ficha do jogo 1.869 disponível na versão impressa do Almanaque do Ferrão. Na época, o time coral faturou 200 mil cruzeiros de cota. A vitória foi de virada já que o selecionado de Itapipoca venceu o 1º tempo por 1×0. Meses depois, o atacante Roberto Cearense seria negociado com o Sport/PE.

A LEMBRANÇA DE GIORDANO DO GOLEIRO DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Goleiro Valdir Peres, do São Paulo, foi titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982

No final do mês passado, o Brasil perdeu o ex-goleiro Valdir Peres, titular do São Paulo/SP e da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982. Como arqueiro do tricolor paulista naquela temporada, Valdir Peres enfrentou o Ferroviário em duas oportunidades no intervalo de dez dias. A primeira em 28/01/1982, no Morumbi, e a segunda em 07/02/1982, no Castelão. Quatro meses depois, o falecido goleiro estreava na Copa da Espanha com a camisa da Canarinho contra a União Soviética. Por outro lado, os confrontos contra o São Paulo parecem ainda vivos na memória do goleiro reserva do Ferrão na ocasião. O cearense Giordano, que chegou ao clube em 1976, amargava a reserva do titular Barbiroto, emprestado pelo próprio São Paulo ao Ferroviário para as disputas daquele campeonato brasileiro. Em meio aos jogos contra o tricolor paulista, Giordano conheceu Valdir Peres e um fato o marcou por toda vida.

Giordano no Ferrão

Semana passada, Giordano encontrou ocasionalmente Charles Garrido, um dos torcedores corais que mais prestigia este blog com mensagens e comentários na página do Almanaque do Ferrão no Facebook. Conversando sobre o falecimento do ex-goleiro do São Paulo, Giordano confidenciou no referido encontro: “até hoje tenho guardado um uniforme completo de goleiro que o Valdir Peres gentilmente me presenteou naquela oportunidade“. Ao enfrentar um time financeiramente inferior, onde naturalmente as condições de trabalho são muito mais difíceis, Valdir Peres teve a delicadeza de ajudar um companheiro de profissão e, mais que isso, de posição. O fato nunca saiu da cabeça de Giordano, que permaneceu no clube até a temporada seguinte. Ao todo, foram 135 partidas com a camisa do Ferrão. Em 1984, sagrou-se campeão maranhense pelo Sampaio Corrêa/MA. Em 1988, já aposentado dos gramados, foi o treinador de goleiros do próprio Tubarão da Barra no título cearense daquele ano. Tantos anos depois, o Ferrão continua nas melhores lembranças de Giordano em conversa com amigos corais.

TREINADOR CORAL NO ESTADUAL DE 1970 FALECEU ONTEM EM FORTALEZA

Alexandre Nepomuceno faleceu em Fortaleza

Morreu ontem o ex-treinador coral Alexandre Nepomuceno. Natural da cidade de Aracati, ele tinha 82 anos de idade e foi enterrado em Fortaleza no dia de hoje. Profundamente identificado com o Ceará, clube em que atuou como jogador durante toda a carreira, Alexandre recebeu várias homenagens do futebol cearense como um todo. Como não poderia deixar de ser, o Almanaque do Ferrão presta uma justa lembrança aquele que foi o comandante técnico no inesquecível título estadual de 1970. Ex-técnico do Calouros do Ar, Alexandre Nepomuceno chegou para comandar o time coral em maio de 1970, durante o 2º turno do campeonato cearense. Levou o Ferrão ao título estadual em outubro daquela temporada. Permaneceu até maio do ano seguinte e retornou para a Barra do Ceará no campeonato cearense de 1972 numa passagem que durou aproximadamente dois meses. Ao todo foram 65 partidas como treinador do Ferroviário, sendo 35 vitórias, 20 empates e apenas 10 derrotas. Descanse em paz.

VOCÊ SABE POR ONDE ANDA O ATACANTE FELIPE KLEIN?

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Felipe Klein, em 2010, durante sessão de fotos para a revista oficial do Ferroviário Atlético Clube

Lembra do Felipe Klein? Ele foi um dos destaques do Ferroviário no campeonato cearense de 2010. Foram 26 jogos e 11 gols marcados com a camisa coral naquela temporada. Oriundo do Internacional de Santa Maria/RS, o gaúcho garantiu a posição de titular no Tubarão da Barra e sua boa fase rendeu para ele a capa histórica da última edição da Expresso Coral, a revista oficial do clube publicada entre 2008 e 2010. Quem acompanhou recentemente os jogos eliminatórios da Taça Libertadores das Américas viu Felipe Klein em ação com a camisa do Atlético Cerro, tradicional equipe do futebol uruguaio com sede em Montevidéu. A equipe uruguaia foi despachada da competição pelo  Unión Espãnola, do Chile. Esta já é a sexta temporada temporada de Felipe Klein no futebol do Uruguai. Sempre que perguntado sobre sua passagem pelo Ferrão, o ex-atacante coral é breve na resposta: “Participei de um time muito bom, que montou um ótimo grupo de jogadores e ficou a frustração de não termos ido mais longe no campeonato. Guardo com muito carinho as lembranças de como fui tratado pela torcida coral e desejo sempre o sucesso do clube mesmo à distância“. Depois da eliminação na Libertadores, o time de Felipe Klein segue sua boa campanha no campeonato uruguaio. O Almanaque do Ferrão recorda abaixo um dos gols do jogador gaúcho com a camisa coral, marcado no estádio Moraisão, em Maranguape, contra o time da casa.

EMPATE NA ESTREIA E RETORNO BOMBÁSTICO DE UMA CRIA CORAL

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Ferroviário Atlético Clube na estreia em 2017 contra o Fortaleza – Em pé: Raul Muller, Túlio, Erandir, Mimi, Gustavo e Mauro; Agachados: Valdeci, Vitinho, Jeanderson, Maxuell e Jonathas.

Eis o Ferroviário que entrou em campo acima pela vez de número 3.562 em sua história. O retorno coral à Série A do campeonato cearense não poderia ser melhor: um bom número de torcedores no Castelão, uma apresentação de igual pra igual contra o Fortaleza e uma série de boas expectativas a partir de então. O placar de 2×2 foi injusto para o Tubarão da Barra, que poderia ter marcado o terceiro gol em, pelo menos, três chances claras de gol antes do final do jogo. Sob o comando do técnico Marcelo Vilar, confira a escalação do Ferrão contra o Leão: Mauro, Gustavo, Erandir, Túlio e Jeanderson; Jonathas, Mimi (Glauber), Valdeci (Adilton) e Raul Muller (Carlos Alberto); Vitinho e Maxuell. Dos que atuaram, a dupla Erandir e Túlio, o volante Jonathas, além de Valdeci e do artilheiro Maxuell, que marcou dois gols no ´Clássico das Cores`, são remanescentes da equipe que disputou a segunda divisão local na temporada passada.

Atacante Mota está de volta ao Ferrão

Porém, outra boa nova foi anunciada pela direção coral no dia seguinte ao empate contra o Fortaleza: o retorno, depois de 20 anos, do atacante Mota. Foi exatamente na temporada de 1997, ainda prestes a completar 17 anos de idade, que ele atuava nas equipes de base do Ferroviário. Naquela mesma temporada, participou de uma única partida pelo time profissional em toda a história, lançado pelo treinador Luiz Carlos Cruz na vitória por 2×0 em cima do Potiguar de Mossoró, no Estádio Nogueirão, no Rio Grande do Norte, pelo campeonato brasileiro. Depois de brilhar no futebol brasileiro, onde foi campeão nacional pelo Cruzeiro/MG em 2003, Mota está de volta para encerrar a carreira onde tudo começou. O jogador espera estar apto fisicamente para atuar ainda na segunda quinzena desse mês. Seu último clube foi o Bragantino/SP, na já distante temporada de 2014, quando atuou 17 vezes e marcou 2 gols. Mota está atualmente com 36 anos de idade, exatamente a idade que o artilheiro Sérgio Alves tinha quando chegou para defender o Ferroviário na temporada de 2006. Esperamos que Mota possa reeditar os gols marcados por Sérgio Alves e aumentar seu número de jogos nas estatísticas corais.

RECORDE UM GRANDE CLÁSSICO DA CORES DISPUTADO EM 1990

Já que hoje tem mais uma edição do famoso ´Clássico das Cores`, que tal recordar um jogão entre Ferroviário e Fortaleza que ficou no passado? Voltamos para um domingo, como hoje, só que no dia 2 de dezembro de 1990. Confira no vídeo acima os melhores momentos e entrevista de uma vitória sensacional em cima do Leão. O jogo foi duro, o Fortaleza dominava, mas nos quinze minutos finais o Ferrão botou as unhas de fora e marcou dois gols por intermédio de Ademir Patrício e Magno. Era a partida 2.356 da história do Ferroviário, válida pelo hexagonal decisivo do 1º turno do Estadual de 1991, que começou antecipadamente no segundo semestre de 1990. Treinado por Humberto Maia, o experiente time do Tubarão da Barra venceu com Robinson, Jaime, Valdecy, Celso Gavião e Nílton; Toninho Barrote, Basílio (Júnior Piripiri), Jacinto (Ademir Patrício) e Cantareli; Magno e Jorge Veras. Já o Fortaleza, do técnico Pedro Basílio, perdeu com Salvino, Expedito, Paulo Marcelo, Ronildo e Osmanir; Alberto, Alves, Eliézer e Aurélio (Marquinhos Paulista); Sílvio (Auro) e Julinho. Nunes Sales foi o árbitro do jogo, que teve um público de 6.000 pagantes. Dos jogadores que defenderam o Ferrão em 1990, o ex-atacante Jorge Veras, ídolo eterno do time coral, está novamente na Barra do Ceará depois de quase 11 anos. Ele é o auxiliar técnico do treinador Marcelo Vilar, outro que retorna ao Ferrão, onde foi treinador na temporada de 1999. Boa sorte para todos!