FOTO HISTÓRICA DO FERRÃO NO LINDOLFO MONTEIRO EM 1989

Ferrão em 1989 – Em pé: Giordano (Preparador de Goleiros), Silmar, Toninho Barrote, Marcelo Veiga, Osvaldo, Evilásio e Arimatéia; Agachados: Mardônio, Alves, Cacau, Jacinto e Paulinho

O retrato de hoje veio diretamente de Teresina e foi um presente para o blog de um dos maiores pesquisadores do futebol piauiense. Quem é do ramo já ouviu falar de Severino Filho, o Buim, autor de livros sobre as memórias futebolísticas daquele estado. Por quase trinta anos, ele guardou a fotografia acima, tirada no Estádio Lindolfo Monteiro, antes de uma partida tumultuada, cheia de paralisações, falta de energia e pancadaria entre o Ferroviário e o River/PI pelo campeonato brasileiro. Era 14 de outubro de 1989 e jogadores como Silmar, Marcelo Veiga, Arimatéia e Alves faziam uma de suas últimas partidas com a camisa coral, já que não permaneceram para a temporada seguinte. Silmar foi para o Tiradentes/CE, Marcelo Veiga para o Santos/SP, Arimatéia para o ABC/RN e Alves foi para o Fortaleza. Os quatro foram campeões pelo Ferrão em 1988.

TREINADOR MARCELO VEIGA É CAMPEÃO BRASILEIRO MAIS UMA VEZ

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Marcelo Veiga, que já foi lateral esquerdo e técnico do Ferrão, é campeão brasileiro novamente

Há três semanas, uma postagem aqui no Almanaque do Ferrão preconizou que a final da Série D do campeonato brasileiro poderia envolver dois treinadores que já passaram pelo Tubarão da Barra. Dito e feito. Depois de dois confrontos acirrados, Botafogo/SP e River/PI fizeram na noite de ontem, em Teresina, o último jogo da disputa. Depois de vencer em Ribeirão Preto, na semana passada, por 3×2, o time paulista segurou o empate em 0x0 e garantiu a conquista, o segundo título nacional na carreira de técnico de Marcelo Veiga, que já havia conquistado a Série C, em 2007, à frente do Bragantino/SP.

O jogo foi transmitido ao vivo pelo canal Esporte Interativo e os antigos confrontos de Marcelo Veiga e Flávio Araújo, em 1988, quando um era lateral do Ferroviário e o outro volante do Ceará, destacados em nosso blog foram citados na cobertura da televisão. Outro fato curioso que o Almanaque do Ferrão não deixa passar despercebido é que em 14/10/89, Marcelo Veiga jogou em Teresina pelo Ferroviário contra o próprio Ríver/PI e perdeu o jogo por 2×0. Ontem, 26 anos e 1 mês depois, retornou à capital piauiense e a colocou definitivamente a cidade como um lugar de boas lembranças em sua carreira. Eleito o melhor lateral esquerdo da história do Ferroviário em recente enquete promovida pelo clube, Marcelo Veiga defendeu o time coral entre 1988 e 1989, saindo para o Santos/SP ao final do contrato, onde atuou por várias temporadas. No ano passado, resgatamos uma matéria raríssima com a primeira entrevista de Marcelo Veiga logo quando chegou a Barra do Ceará. Em homenagem ao mais novo campeão brasileiro da atualidade, ela está sendo novamente reproduzida abaixo. Parabéns, campeão!

VITÓRIA DO FERRÃO EM CIMA DO RIVER/PI DENTRO DE TERESINA

O Almanaque do Ferrão resgata mais um jogo do time coral contra o River do Piauí. O vídeo acima mostra os melhores momentos da excelente vitória do Tubarão da Barra, fora de casa, em setembro de 1996, jogando no Estádio Lindolfo Monteiro em Teresina. O único gol do jogo foi marcado pelo baiano Esquerdinha, que fazia naquele ano sua última temporada na Barra do Ceará. A partida foi válida pela Série C do Campeonato Brasileiro e teve a arbitragem de Marcelo Bispo Nunes. O Ferroviário permaneceu na terceira divisão nacional até 2008, ano em que foi rebaixado para a Série D.

Treinado por Danilo Augusto, tradicional jogador do Ferrão na década de 70, o time coral venceu com Jorge Luiz, Biriba, Batista, Alencar e Garcia (Chiquinho); Paulo Adriano, Cleuber, Wálter e Basílio; Cantareli (Paulinho Paiakan) e Esquerdinha. O River perdeu com Guará, Laércio, Silva, Gladstone e Osmarildo (Preto); Pinto, Rondineli, Zezé e Bertinho; Pereira e Mairan. O técnico adversário era o conhecido Gringo. Os goleiros Jorge Luiz e Guará são irmãos e se enfrentaram diversas vezes em suas carreiras. Guará inclusive foi goleiro do próprio Ferroviário em 1991, antes da chegada de Jorge Luiz, o segundo camisa de Nº 1 que mais vezes defendeu a metal coral na história.