TRÊS LATERAIS ESQUERDOS PARTIRAM DURANTE A PANDEMIA

Três jogadores que vestiram o Nº 6 partiram

Nos últimos três meses, três ex-laterais esquerdos do Ferroviário Atlético Clube foram vítimas da Covid-19 e faleceram. Em dezembro último, o ídolo Marcelo Veiga partiu para o plano superior, deixando o legado de uma brilhante performance no título estadual de 1988 e 79 jogos com a camisa coral. Na semana passada, foi a vez de Ayala, um dos laterais esquerdos do Ferroviário na inesquecível campanha do título estadual de 1979. Cria da base coral, ele deixou a marca de 42 jogos pela equipe profissional. Nessa semana, o ex-lateral esquerdo Naldo aumentou a lista dos mais de 300 mil brasileiros vitimados pela pandemia. Ele disputou 46 jogos pelo Ferrão no início dos anos 1990. Três jogadores que deram sua contribuição para o soerguimento do Tubarão da Barra nos gramados em três décadas diferentes. Três vítimas de uma pandemia descontrolada no Brasil. Muito a lembrar, porém muito mais a lamentar. Nossos sentimentos às famílias enlutadas.

IMAGENS DOS GOLS DE CACAU NO PRIMEIRO JOGO NO ELZIR CABRAL

Caiu na rede um vídeo com os quatro gols que o ex-atacante Cacau marcou há exatos 32 anos, no dia 19 de março de 1989, naquele que foi o primeiro jogo oficial realizado no Estádio Elzir Cabral. Na ocasião, o Ferrão bateu o Guarani de Juazeiro por 6×0 em jogo válido pelo Campeonato Cearense. O meia Jacinto assinalou os outros dois gols na excelente performance coral. A vitória poderia ser ainda maior já que o lateral esquerdo Marcelo Veiga desperdiçou um pênalti no segundo tempo. Na verdade, ele até converteu a primeira cobrança, mas o árbitro Joaquim Gregório mandou bater novamente alegando invasão de área. Na repetição da batida, Marcelo Veiga chutou pra fora, com a bola passando do lado esquerdo da trave defendida pelo goleiro Marcos. Treinado por Erandy Montenegro, o time coral formou naquele domingo com Albertino (Fahel), Caetano, Arimateia, Juarez e Marcelo Veiga; Toninho Barrote, Alves e Jacinto; Mardônio, Cacau e Zé Carlos Paranaense (Olavo). O adversário jogou com Marcos, Silvio César, Hélio, Novinho e Zim; Muller (Cláudio), Otávio e Mário; Cata, Zelito e Beto (Orlando). Acima, o registro histórico editado com os gols de Cacau.

HOMENAGEM DO GLOBO ESPORTE AO ÍDOLO MARCELO VEIGA

Registro histórico do fotógrafo Stênio Saraiva após Marcelo Veiga marcar o gol do título em 1988

Na última postagem de 2020, vale a pena eternizar o vídeo abaixo com o encerramento do Globo Esporte no último dia 15 de dezembro. Com muita sensibilidade, o programa homenageou o ex-lateral esquerdo Marcelo Veiga, falecido no dia anterior, depois de um mês internado, lutando pela vida contra a Covid-19. A matéria trouxe imagens de arquivo da TV Verdes Mares de Fortaleza, apresentando breves resgates memoráveis de 1988, 1989, 2004, 2009 e 2019. No primeiro ano de Marcelo Veiga como jogador do Ferrão, o programa resgatou um momento lúdico do ex-lateral brincando como goleiro num treino na Vila Olímpica Elzir Cabral. Na mesma temporada, as imagens registram aquele que Marcelo Veiga considerava o gol mais bonito de sua carreira, marcado em Sobral, contra o Guarany, aos 44 minutos do segundo tempo, numa cobrança magistral de falta. Aquele gol rendeu uma grande confusão no Estádio do Junco, até hoje comentada nas arquibancadas cearenses. Essa preciosidade aparece aos 42 segundos do vídeo e é reapresentado no final da matéria. Em um ano complexo como 2020, Marcelo Veiga se foi para o plano superior, porém recebeu sempre em vida todas as homenagens e carinho da torcida do Ferroviário, além do respeito dos desportistas cearenses. O registro abaixo é uma prova disso porque ídolos seguem sempre eternos.

FERROVIÁRIO SE DESPEDE DO ÍDOLO ETERNO MARCELO VEIGA

Existem dias que a gente espera que nunca cheguem. Hoje foi apenas mais um deles. O Ferroviário recebeu a notícia do falecimento de seu ex-lateral esquerdo Marcelo Veiga. Depois de quase um mês lutando contra a Covid-19, o eterno ídolo coral faleceu na tarde de hoje na Santa Casa de Bragança Paulista, cidade onde fixou residência há vários anos. O vídeo acima é simbólico e registra um breve momento de sua passagem no ano passado, como treinador, durante a Série C do campeonato brasileiro. Nessa função, com trabalhos em 2004 e 2019, foram 24 partidas à frente do Ferrão. Como jogador, em 1988 e 1989, Marcelo Veiga disputou 79 partidas e marcou 13 gols, entre eles o gol do título, em cima do Fortaleza, na grande final do campeonato de 1988. Consolidou-se naquele ano como um jogador de muita raça, espírito de luta e chute certeiro, rapidamente se tornando capitão da equipe e xodó da torcida coral, principalmente entre as crianças. Em janeiro de 1990, teve seu passe negociado com o Santos/SP, equipe tradicional do futebol brasileiro, onde também viveu grande fase. Em 1996, Marcelo quase retornou ao Ferrão, mas o clube estava bem servido de lateral esquerdo e a oportunidade acabou não vingando. Ao longo dos seis anos desse blog, muito conteúdo já foi postado e recordado em termos de áudios raros, entrevista exclusiva, vídeos e fotografias do maior lateral esquerdo da história do Ferroviário Atlético Clube. Basca clicar na marcação com o nome “Marcelo Veiga” abaixo e reviver alguns de seus grandes momentos no Tubarão da Barra. Vai com Deus, capitão.

IMAGENS RARÍSSIMAS DA FESTA CORAL NO TÍTULO ESTADUAL DE 1988

No dia de hoje, comemora-se mais um aniversário da brilhante conquista do campeonato cearense de 1988 por parte do Ferroviário Atlético Clube. Naquele dia 7 de setembro, uma quarta-feira, o time coral bateu o Fortaleza por 1×0, gol de Marcelo Veiga, e conquistou a taça de campeão estadual depois de 9 anos. As imagens acima são raríssimas e, apesar das inconsistências no áudio e na qualidade do vídeo, conseguiram ser resgatadas pelo Almanaque do Ferrão, especialmente para ilustrar a data comemorativa de hoje. Referidas imagens mostram a festa coral ainda dentro do gramado do Castelão, a volta olímpica, entrevistas com os dirigentes Domar Pessoa e Vicente Monteiro, além de depoimentos dos jogadores Arnaldo, Alves, Arimatéia, Edson, Jacinto e Marcelo Veiga. Mostram também a festa da torcida coral na Barra do Ceará após o jogo e apresentam os comentários do saudoso Sérgio Pinheiro, falando sobre a grande conquista coral. Vale a pena ter acesso a esse material extraído de programas da TV Verdes Mares de Fortaleza, veiculados no dia seguinte à conquista do Ferrão, com a participação dos apresentadores Tony Moraes, Tony Nunes e João Inácio Júnior. Mais de três décadas depois, esse material de 12 minutos de duração consegue ainda demonstrar toda a emoção que representou aquele título para a torcida do Ferroviário naquela temporada. Aproveite e curta essa verdadeira raridade!

ENTREVISTAS EM AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO PARA O CERTAME DE 1988

O vídeo acima é mais uma raridade resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Ele mostra a cobertura da TV Verdes Mares em torno de dois amistosos preparatórios do Ferroviário para o campeonato cearense de 1988. O primeiro foi contra o Barcelona do Quintino Cunha e o segundo contra o Leão das Tintas, ambos realizados no Elzir Cabral. Além de lances dos jogos, a gravação traz uma série de nomes recém contratados para o Tubarão da Barra e que foram importantes durante aquela temporada vitoriosa, ficando para sempre na história do clube. Aproveite e mate a saudade do treinador José Oliveira e do dirigente Vicente Monteiro, que anuncia no vídeo, em primeira mão, a contratação do excelente volante Toninho Barrote, além de entrevistas em campo com os jogadores Djalma, Arnaldo, Marcelo Veiga, Da Silva, Carlos Antônio, Alves e até do centroavante Roberto Granada, que acabou não ficando no elenco coral. A gravação desse material ocorreu nos dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro, respectivamente. A ficha técnica desses amistosos, você encontra na publicação impressa do Almanaque do Ferrão. Destaque também no vídeo para a opinião dos torcedores ouvidos!

PRIMEIRA FOTO DE MARCELO VEIGA LOGO QUE CHEGOU NO AEROPORTO

Marcelo Veiga no Pinto Martins

A foto ao lado permaneceu guardada nos arquivos do Almanaque do Ferrão por mais de trinta anos. Chegou a hora de divulgá-la! Trata-se do primeiro registro fotográfico do nosso atual treinador, logo que ele chegou para defender o Ferroviário como jogador no início da temporada de 1988. Estamos falando da segunda quinzena de janeiro daquele ano, quando Marcelo Veiga e o meia Arnaldo desembarcaram no antigo aeroporto Pinto Martins, provenientes de São Paulo. Ambos vinham da equipe do Santo André/SP e o lateral esquerdo, que teve sua rota desviada do Avaí/SC, acabou chegando por empréstimo em substituição a Agnaldo, também lateral da equipe paulista e ex-jogador do Fortaleza, que havia sido anunciado previamente pelo diretor de futebol Vicente Monteiro, mas que não pôde vir em razão de um acidente de motocicleta. O destino mudou a rota de Marcelo Veiga e ele fez história no Ferrão. Na ocasião, o jornal O Povo mandou uma equipe ao aeroporto para cobrir a chegada dos novos reforços do time coral. Essa é justamente a foto registrada no desembarque de Marcelo Veiga, que tinha 23 anos, e chegava em Fortaleza pela segunda vez na vida. Na primeira, em 1986, ele era o lateral direito do Comercial/MS que bateu o Fortaleza por 1×0, no Castelão, pelo Brasileirão. Ironicamente foi no Fortaleza que Marcelo Veiga marcou o gol do título.

MARCELO VEIGA E A MISSÃO DE FAZER O FUTURO REENCONTRAR O PASSADO

Além de excelente futebol, o lateral Marcelo Veiga conquistou a torcida pela sua raça e carisma

Quando o técnico Pepe deu o aval para a contratação de Marcelo Veiga para o Santos/SP no início de 1990, o Ferroviário se ressentiu de um jogador vibrante, carismático, capitão da equipe e inteiramente identificado com a torcida coral. Dono de um futebol moderno para os padrões da época no futebol cearense, foram 79 jogos e 13 gols pelo Ferrão entre janeiro de 1988 e dezembro de 1989. O gol do título estadual em sua primeira temporada veio de seu pé direito. Apesar de destro, Marcelo Veiga jogava na lateral esquerda. A vida seguiu para o Ferroviário e a década de 1990 proporcionou momentos gloriosos para o Tubarão da Barra. A mesma trajetória de sucesso ocorreu com o ex-lateral esquerdo coral, que figurou como titular do Santos/SP por quase três temporadas, vestindo depois ainda as camisas do Internacional/RS, Portuguesa/SP, Goiás/GO, Bahia/BA, Atlético/GO e até – algo que pouca gente lembra – do Fortaleza, já no ocaso de sua carreira. Mesmo longe da Barra do Ceará, Marcelo Veiga nunca esqueceu seu momento glorioso no Ferroviário e manteve contatos sempre que possível com amigos que ficaram, entre eles o saudoso supervisor Chicão. Há cerca de vinte anos quando pendurou as chuteiras, Marcelo Veiga assumiu a condição de técnico e passou a dirigir clubes no interior de São Paulo. A Matonense/SP era um dos seus trabalhos mais sólidos no início da nova carreira, quando foi lembrado, em 2004, para voltar ao Ferroviário na função de treinador.

Em 2004, como técnico, em entrevista para o atual diretor de marketing Chateaubriand Filho

No final de maio daquele ano, depois do quase rebaixamento no campeonato cearense, Marcelo Veiga chegou e começou a preparar um novo time para as disputas da Série C do campeonato brasileiro. Virou técnico de Mazinho Loyola, seu companheiro de equipe em 1988, que estava se despedindo do futebol no time que o projetou. A falta de estrutura e o pouco nível de investimento fizeram o Ferroviário patinar na competição nacional, à exemplo das temporadas seguintes, sempre flertando contra o rebaixamento estadual. Entre amistosos e jogos oficiais, Marcelo Veiga dirigiu a equipe em 15 jogos, sendo 8 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Saiu do Ferroviário em setembro daquele ano já com um novo projeto em mente. O Bragantino/SP, equipe também da Série C nacional, queria Marcelo Veiga como técnico para tentar resgatar a fase áurea do clube deixada para trás nos anos 1990. Em Bragança Paulista, Marcelo Veiga fez história. Comandou o Bragantino em mais de 500 jogos. Com um trabalho de três anos, Marcelo Veiga conseguiu seu primeiro triunfo expressivo como treinador: campeão brasileiro da Série C de 2007. Título e acesso!

Treinador Marcelo Veiga comandou o Bragantino em mais de 500 jogos nos últimos quinze anos

Os anos seguintes apresentaram um treinador maduro com bons resultados no campeonato paulista e, principalmente, na manutenção do Bragantino na Série B nacional por muitos anos. Em 2011, aproveitando um jogo do time paulista em Juazeiro do Norte, esteve rapidamente em Fortaleza para colocar seus pés na ´Calçada da Fama` do estádio Presidente Vargas. Entre idas e vindas, treinou também o Guarani/SP, Portuguesa/SP, São Caetano/SP, América/RN, Remo/PA, Mogi Mirim/SP e Botafogo/SP, onde foi novamente campeão brasileiro, dessa vez da Série D, conquistando mais um acesso no Brasileirão. Em 2018, levou o Bragantino/SP a mais um acesso nacional, saindo da Série C e resgatando a condição de time da Série B, tal qual havia feito em 2007. Agora, quinze anos depois de sua primeira passagem como técnico ainda em início de carreira e, trinta anos depois de ter deixado o clube na condição de ídolo eterno como jogador, Marcelo Veiga reencontra o Ferroviário numa boa condição de lutar por mais um acesso nacional, apesar da brutal queda de rendimento na equipe que disputa a Série C desse ano, fruto de escolhas arriscadas que já se apresentavam aparentemente perigosas logo quando tomadas.

Notícia no site oficial do Ferroviário comunicando oficialmente a contratação do novo treinador

Marcelo Veiga fechou com a diretoria coral, por telefone, exatamente às 22h51min do dia 25 de julho, pouco mais de uma hora depois do vexame coral contra o Sampaio Corrêa/MA, em casa, que selou a saída do técnico Leandro Campos após pífia passagem pela Barra do Ceará. Marcelo chegou hoje em Fortaleza e tem nove dias de trabalho até sua estreia contra o ABC/RN, no mesmo estádio Castelão que marcou o gol do título cearense em 1988. Antes de embarcar, conversou com Marcelo Vilar, mentor do excelente trabalho no Ferrão nos últimos tempos, quando colheu informações sobre o elenco coral. Que o Ferroviário possa representar a chance de mais um acesso nacional no seu currículo como treinador. E que Marcelo Veiga seja novamente uma espécie de benção para o Ferroviário, exatamente como foi no final dos anos 1980. Quando a bola rolar contra o ABC, apesar dos últimos resultados, muita gente estará no estádio só para testemunhar a volta de um ídolo eterno. Dúvidas e insatisfações com a queda de rendimento na Série C serão deixadas de lado e nascerá um novo espírito simbolizado pelo que Marcelo Veiga representa para história coral, a do passado e, agora, também a do futuro. Abaixo, o áudio de sua primeira entrevista concedida ontem à jornalista Denise Santiago. Algo para registrar e guardar.

UM LATERAL E UM ATACANTE EM FOTO QUE A HISTÓRIA NÃO APAGA

Atacante Mazinho Loyola e lateral esquerdo Marcelo Veiga: juntos no Ferrão em 1988 e 2004

Os dois foram campeões pelo Ferroviário em 1988. O da esquerda fez 11 gols e o da direita balançou a rede adversária 7 vezes no campeonato cearense daquele ano, sendo o último simplesmente o gol do título. Mazinho Loyola e Marcelo Veiga em retrato na época da pochete, como se vê. O primeiro saiu do Ferrão para o São Paulo/SP. O segundo foi para o Santos/SP. Mazinho jogou 55 partidas pelo time coral. Marcelo Veiga atuou em 79 jogos. Em 2004, estiveram novamente juntos na Barra do Ceará. Marcelo Veiga foi técnico de Mazinho Loyola que logo depois pendurou as chuteiras. Aquela Série C do Brasileiro de 2004 reuniu os dois novamente no Ferrão depois de longos 16 anos. Além da imagem acima, vale a pena ver as entrevistas no final do vídeo abaixo. Mazinho e Marcelo, então jovens. Hoje com histórias pra contar.

ENTREVISTA HISTÓRICA COM O CAPITÃO CORAL NO TÍTULO DE 1988

Final de 1988 com Silmar, Robinson, Barrote, Alves, Arimatéia, Marcelo Veiga e Juarez na foto

A torcida coral comemora hoje os 30 anos do inesquecível título estadual de 1988. As disputas daquela edição do campeonato cearense foram uma das mais acirradas em todos os tempos já que Ceará, Fortaleza, Tiradentes e Guarany de Sobral montaram grandes times. A competição durou pouco mais de seis meses e, ao final, premiou a equipe mais regular e vibrante desde o início com um título mais que merecido, conquistado exatamente no feriado de 7 de setembro quando o Ferrão jogava pelo empate, mas mesmo assim bateu o Fortaleza por 1×0 com um gol histórico do lateral esquerdo Marcelo Veiga em cobrança de pênalti. Na ocasião, Marcelo Veiga era um jovem de muita personalidade, de apenas 23 anos de idade, que assumiu a braçadeira de capitão quando o técnico Lucídio Pontes assumiu a equipe já no 3º turno da competição num time que tinha nomes experientes como Juarez, Silmar e Djalma.

Marcelo Veiga fuzila o gol defendido pelo arqueiro Cláudio e marca o gol do título de 1988

Quando voltou a Vila Olímpica Elzir Cabral para treinar o Ferroviário na temporada de 2004, Marcelo Veiga gravou uma entrevista em áudio relatando detalhes daquela memorável conquista. Esse material ficou guardando por quase quinze anos e agora, em publicação extraordinária e histórica no aniversário de 30 anos do título de 1988, o Almanaque do Ferrão divulga na íntegra a conversa com o eterno ídolo coral. Nela, Marcelo Veiga recorda momentos importantes nos bastidores daquela temporada, faz um balanço de sua vitoriosa passagem pelo Tubarão da Barra, afirma ter marcado o gol mais bonito de sua carreira justamente com a camisa coral, comenta sobre a alegria de ser considerado um dos maiores nomes da nossa história, exalta a participação decisiva para aquela conquista de nomes como Chicão, Martins Monteiro e Vicente Monteiro, compara Lucídio Pontes ao famoso treinador Pepe, além de revelar um drama familiar que viveu poucas horas depois de ter marcado o gol do título. A gravação tem uma hora de duração e vale a pena ouvir com atenção. Trata-se de um testemunho sobre um dos momentos mais gloriosos da história do Ferroviário Atlético Clube, agora eternizado aqui no blog, na própria voz de um ex-jogador que é simplesmente a cara daquela conquista para sempre marcada no coração da torcida.