FERRÃO GANHA A TAÇA FARES LOPES PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA

Ferroviário Atlético Clube campeão da Taça Fares Lopes de 2018: Siloé, Valdeci, Afonso, André Lima, Jean, Mazinho, Lucas Mendes, Janeudo, Edson Cariús, Gleibson e Leanderson

Exatos três meses depois de quebrar um jejum de 23 anos sem títulos com a conquista monumental e inédita da Série D do campeonato brasileiro, o Ferrão volta a fazer história em 2018 e sagra-se novamente campeão, também de maneira inédita, da Taça Fares Lopes. Em outras palavras, no dia 4 de novembro, o torcedor coral voltou a sorrir como no dia 4 de agosto! Jogando contra o Caucaia no PV e precisando vencer por dois gols de diferença, o Ferrão fez 3×1 no jogo decisivo com gols de Siloé, Edson Cariús e Kel Baiano, este marcando o gol do título aos 41 minutos do segundo tempo. Logo ele, uma espécie de predestinado coral, já que havia jogado somente 19 minutos em toda a competição e, lançado por Marcelo Vilar na finalíssima, entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo para assinalar o gol consagrador exatamente 8 minutos depois, selando seu nome na história coral e nos anais do futebol cearense. Vale a pena conferir os lances do jogo no vídeo abaixo e conferir os golaços do jogo.

Apitado por Avelar Rodrigo e diante de um público de 2.174 pessoas, este foi o jogo de número 3.647 da história do Ferroviário, que atuou com o futebol de Gleibson, Lucas Mendes, Afonso, André Lima (Da Silva) e Jean; Mazinho, Leanderson, Janeudo e Valdeci (Róbson Simplício); Siloé (Kel Baiano) e Edson Cariús, mais uma vez artilheiro de uma competição com a camisa coral, agora com 5 gols na Taça Fares Lopes. O Caucaia, do ex-treinador coral Washington Luiz, jogou com Rafael, Talisson, Luiz Gustavo (Cléo), Olávio e Elves; Lincoln, Diego Silva, Vanderlan e Netinho (Moré); Ciel e Thiaguinho (Tininho). Desses, o meia Cléo, os volantes Lincoln e Diego Silva, além do atacante Moré, jogaram no Ferroviário em temporadas anteriores. Mas o bom da festa da conquista de mais um título coral e da vaga assegurada para a Copa do Brasil de 2019 é a vibração e a emoção dos torcedores e dos jogadores em campo, por isso vale a pena conferir abaixo mais um vídeo da TV Artilheiro com as entrevistas durante a comemoração de mais um campeonato conquistado pelo Ferroviário Atlético Clube.

BICAMPEÕES ESTADUAIS NA FESTA DOS CAMPEÕES BRASILEIROS

Duas gerações corais na foto – Em pé: Johnny, Túlio, André Lima, Edson Cariús, Alex, Janeudo, Mazinho, Paulo Adriano, Afonso, Miguel, Gleibson e Acássio; Agachados: Marcelo Bispo, Robério, Esquerdinha, Esquerdinha, Ricardo Lima, Lucas Mendes, Reginaldo, Valdeci, Nasa e Leanderson

Ontem o Ferroviário Atlético Clube viveu um domingo mágico: duas gerações vitoriosas se encontraram no Estádio Elzir Cabral para comemorar o título de campeão brasileiro do Tubarão da Barra. A geração bicampeã cearense em 1994 e 1995 foi convidada para o jogo de entrega de faixa dos campeões nacionais. Grandes nomes como Ricardo Lima, Paulo Adriano, Nasa, Batistinha, Alex, Esquerdinha, Robério, Borges, Jorge Luiz, Miguel, Cícero Ramalho, Reginaldo e Acássio, representantes do vitorioso grupo dos anos 1990, entraram novamente em campo para atuarem contra a geração vitoriosa de Edson Cariús, Janeudo e companhia. Nos discursos dos próprios ex-atletas, a palavra ´gratidão` era a mais pronunciada. Curiosamente, inclusive lado a lado na foto, dois Esquerdinhas, o de 2018 e o de 1995. Abaixo, você confere um vídeo produzido pelo torcedor Wladimir Lenine, que desenvolve um ótimo trabalho como documentarista dos fatos corais em seu canal no YouTube. Nele, o internauta bate um papo na festa com alguns dos principais nomes da história do Ferroviário. Aproveite!

FERROVIÁRIO E CAMPINENSE: UMA RIVALIDADE HISTÓRICA PELO ACESSO

O Ferroviário partiu ontem na frente no mata-mata contra o Campinense/PB pela Série D do Campeonato Brasileiro de 2018. O vídeo acima com os melhores momentos do jogo reflete bem o clima vivido pelos torcedores corais que foram ao Castelão numa noite atípica de domingo, com direito a gol do artilheiro Edson Cariús e a dois golaços de Juninho Quixadá e Janeudo. A vitória apertada por 3×2 reflete fielmente o equilíbrio histórico entre dois velhos e tradicionais rivais do futebol nordestino, dois gigantes da região pra quem sabe reconhecer que torcida, títulos e tradição é algo para poucos no atual futebol brasileiro como um todo. Uma pena só um dos dois poder passar para a Série C do ano que vem. Ferrão e Campinense fizeram mais uma vez um grande jogo.

Coca Cola

O jogo de ontem foi o de número 3.624 da história coral, sendo o 15º confronto contra a tradicional equipe paraibana, que na década de 1960 mandou para o Ferrão simplesmente um dos nomes mais importantes do Tubarão da Barra em todos os tempos, o ídolo eterno Coca Cola, falecido em 1999. Ao todo, foram 7 vitórias corais, 2 empates e 6 derrotas para o Campinense. O primeiro confronto ocorreu em 1952, vitória coral por 5×0 num amistoso em Campina Grande. Depois, partidas importantes pelo Nordestão e pelo Campeonato Brasileiro nas décadas de 70 e 80, inclusive pela primeira divisão nacional, em 1981, numa partida que mostrou para a torcida coral a genialidade de um jovem chamado Roberto Cearense. Aliás, esta aí um confronto que já aconteceu pelas quatro divisões do campeonato brasileiro e isso é simplesmente emblemático. Como também não lembrar das duas vitórias do Ferrão por 2×0 em cima do Campinense pelo torneio regional Otávio Pinto Guimarães em 1986? Anos depois, a história coloca os dois gigantes nordestinos em combate novamente, agora pela primeira vez na Série D nacional. Só um pode e vai subir para a Série C. Que a felicidade sorria para o Ferrão porque os Deuses do futebol não podem falhar.