COM MANOELZINHO NO ESTÁDIO, FERRÃO CONSEGUE VITÓRIA INÉDITA

Mestre Manoelzinho autografa seus copos antes da vitória inédita em cima do Imperatriz/MA

O fim de semana passado foi mágico para a torcida do Ferroviário. Basta olhar a imagem acima e acompanhar o vídeo abaixo. O time coral bateu o Imperatriz/MA por 2×1 e manteve-se líder isolado da Série C nacional. O gol da vitória veio dos céus, ou melhor, dos pés do meia Juninho Arcanjo, ex-Fluminense/RJ, aos 47 minutos da etapa final, levando muito vibração aos presentes no estádio. Antes disso, no primeiro tempo, o ídolo e artilheiro Edson Cariús já havia marcado um golaço. Antes mesmo do jogo começar, o ex-jogador Manoelzinho, recordista em número de jogos com a camisa coral, apareceu no Presidente Vargas, depois de anos sem ir a uma partida de futebol, pegando muita gente de surpresa! Manoelzinho distribuiu simpatia no alto de seus 90 anos de idade, autografou os copos da coleção ´Legendários` para muitos torcedores e encantou o setor das cadeiras sociais do PV com sua ilustre presença, fazendo aquela tarde de sábado ainda mais especial. Foi o primeiro confronto entre o Tubarão da Barra e a equipe maranhense na história! Vitória coral, inédita e em grande estilo, abaixo registrada pela TV Artilheiro com a narração de Breno Rebouças na Rádio O Povo.

FERROVIÁRIO QUEBRA TABU DE 48 ANOS E DERROTA O ABC EM NATAL

Ferrão que quebrou o tabu em Natal – Em pé: Caxito, Da Silva, Afonso, Mazinho, Janeudo e Nicolas; Agachados: Lucas Mendes, Edson Cariús, Leanderson, Michael e Jean Henrique

O retrospecto dos jogos entre Ferroviário e ABC/RN aponta 32 jogos disputados até hoje, sendo 10 empates, 14 vitórias da equipe potiguar e, agora, 8 vitórias do Tubarão da Barra. Jogando no estádio Frasqueirão, de propriedade do alvinegro do Rio Grande do Norte, o Ferrão não tomou conhecimento e aplicou 4×2 no placar com três gols do ídolo Edson Cariús e um tento, de falta, do lateral esquerdo Michael. O time coral não vencia o ABC em Natal numa partida de campeonato brasileiro desde o dia 26/09/1971, quando um gol do meia Edilson Lopes, aos 27 minutos do segundo tempo, selou a vitória do time comandado por Lucídio Pontes, na época, por 1×0. Depois disso, as duas equipes se enfrentaram em jogos do campeonato nacional nas temporadas de 1979, 1984, 1988, 1991, 1993 e 1995, sem sucesso do Ferrão nos jogos na capital potiguar. Vale lembrar que, em 2013, o Tubarão da Barra venceu o ABC em Natal por 1×0 em jogo válido pela Copa Ecohouse, competição na qual o time potiguar utilizou nas partidas uma equipe Sub-23 mesclada com alguns atletas do elenco principal. No entanto, em jogos oficiais de campeonato brasileiro, ontem finalmente foi quebrado um tabu de 48 anos e com supremacia para orgulho da torcida do Ferroviário. Veja abaixo. O time coral é líder e sonha com o acesso à Série B.

DOIS ÍDOLOS NA INAUGURAÇÃO DA PRIMEIRA LOJA DO FERROVIÁRIO

Um ídolo do passado e um ídolo do presente na inauguração da primeira loja do Ferroviário

Na semana passada, o Ferroviário Atlético Clube inaugurou a sua primeira loja oficial. Prestes a completar 86 anos de existência, a primeira loja do Ferrão localiza-se no Shopping Riomar Kennedy, na zona oeste da cidade de Fortaleza, uma área tradicionalmente preenchida por bairros reconhecidos como de alta densidade populacional de torcedores corais. Na ocasião, vários jogadores, torcedores, curiosos e ex-atletas identificados com o Tubarão da Barra estiveram presentes. Entre eles, os artilheiros Pacoti e Edson Cariús, um grande ídolo do passado e  outro ídolo extremamente identificado com o recente e vitorioso momento coral na Série D nacional e da Taça Fares Lopes do ano passado. Ambos colocaram seus pés no cimento que futuramente comporá uma espécie de ´calçada da fama` coral.

EDSON CARIÚS: ENFIM UM ÍDOLO DEPOIS DE DIFÍCEIS LONGOS ANOS

Artilheiro da Série D do Brasileiro em 2018

O centroavante Edson Cariús conseguiu entrar para a história do Ferroviário no mesmo patamar de nomes como Jorge Veras, Luizinho das Arábias, Paulo César, Pacoti, Batistinha, Roberto Cearense e Robério, para não mencionar também grandes jogadores de outras posições e ressaltar apenas ex-atacantes eternos na memória do clube. A lista é seleta e eterna. Nas últimas duas décadas, parecia que nela nenhum novato fosse mais entrar. Agora, não há dúvidas entre a torcida coral que Cariús está nesse rol. Aos 30 anos de idade e há menos de um ano na Barra do Ceará, ele foi importantíssimo na inédita conquista da Série D do Brasileiro, marcou gols decisivos em jogos complicados, foi artilheiro de competição nacional, levantou três taças com o Ferrão, chamou a atenção do país deixando sua marca duas vezes contra o Corinthians/SP, além de uma série de outros aspectos que definem um ídolo na verdadeira acepção da palavra relacionados a carisma, liderança e, acima de tudo, respeito e carinho sempre que se refere publicamente ao Ferrão e sua torcida. Em tempos onde o vínculo entre atletas e clubes é quase sempre frágil e efêmero, Edson Cariús ensina a todos a real importância de se respeitar contratos e valorizar a palavra empenhada mesmo com o assédio de clubes pelo Brasil afora. Coisa que só os verdadeiros ídolos conseguem cumprir.

Edson Cariús e a medalha de campeão brasileiro

Em apenas 10 meses no clube, Edson Cariús entrou em campo 39 vezes com a camisa coral entre jogos oficiais e amistosos. Foram 36 gols nas partidas, o que dá até a data de hoje uma espetacular média de 0,92 gol por jogo, ultrapassando na história a média de nomes lendários como Luizinho das Arábias, Pepê, Mirandinha, Jombrega, Macaco, Zé de Melo, Robério, Cacau e Acássio, para citar apenas alguns de excelentes índices quando o assunto era enfiar a bola na rede adversária. Jogando contra o Ferrão, Edson Cariús marcou três gols vestindo as camisas do Uniclinic e do Floresta, mas esses a gente faz questão de não lembrar. O que pouca gente sabe é que Edson Cariús poderia ter vestido a camisa coral bem antes. Em dezembro de 2013, ao chegar para treinar o Ferroviário, o técnico cearense Washington Luiz fez a solicitação de três nomes para contratação: o zagueiro Regineldo, o atacante Leilson e o centroavante Edson Cariús, então destaque do Iguatu na segunda divisão cearense. Os dois primeiros foram contratados. Cariús, não. Na ocasião, a presidência do clube preferiu bancar na lista de reforços o nome de dois centroavantes que acabaram não deixando nenhuma memória agradável: o carioca Cláudio Maradona e o maranhense Elson Obina. Cariús perdeu a vaga. Sorte dele que pulou uma fogueira numa das temporadas mais nefastas para o clube e que culminou com um rebaixamento estadual. Anos depois, Cariús chegou na plenitude de um bom momento, mostrando a que veio e caindo nas graças da torcida que o tem como ídolo. E ídolos são eternos pelo que fazem dentro e fora do campo.

A NOITE QUE O FERRÃO COLOCOU O TODO PODEROSO TIMÃO NA RODA

Goleiro Cássio do Corinthians/SP amargou duas bolas na rede dos pés de Edson Cariús

Quem assistiu ontem Ferroviário x Corinthians/SP pela Copa do Brasil testemunhou uma apresentação histórica e memorável sob todos os aspectos do Tubarão da Barra. Pelo regulamento da competição, o time paulista passou para a segunda fase com o empate em 2×2 e eliminou o Ferrão, porém o que ficará na lembrança será sempre a extraordinária apresentação coral dentro de campo, sem dúvida uma das mais gigantescas da história de um time que completará 86 anos de existência no próximo mês de maio. Foi bonito ver o Ferroviário colocar um dos maiores clubes do mundo na roda em vários momentos do jogo, construir e perder oportunidades, marcar dois gols através do ídolo Edson Cariús e mostrar ao país inteiro, através da transmissão do SporTV, as credenciais de um time que levantou três taças em apenas cinco meses, entre elas a do inédito título de campeão brasileiro na temporada passada.

Volante Mazinho do Ferroviário atento à marcação do atacante Vagner Love do Estádio do Café

Envolto à polêmicas por conta da venda do mando de campo por 450 mil Reais para a cidade de Londrina, reduto corintiano no Paraná, o Ferrão recebeu muitas críticas sobretudo daqueles incapazes de compreender a situação financeira cruel pela qual passa a imensa maioria das equipes menores do futebol brasileiro. É sempre fácil criticar em nome do que parece óbvio e condenável. Difícil é compreender os custos de um time de futebol que tem a árdua missão de pelo menos se manter na Série C nacional para que não volte tão cedo a comer o pão que o diabo amassou no calendário brasileiro. Quem critica a venda do mando de campo deveria também levantar a voz para a excrecência da disparidade e do protecionismo das cotas de TV no futebol brasileiro que acarretam todo tipo de desnível esportivo e econômico entre as equipes. E o Ferroviário é vítima desse absurdo ao receber infinitamente menos que Ceará e Fortaleza, por exemplo, em se tratando apenas ao âmbito do campeonato estadual. Enfim, o fato é que os jogadores corais deixaram de lado a polêmica do local do jogo e mostraram que o time invariavelmente cresce em grandes jogos.

Edson Cariús: artilheiro e ídolo do Ferrão

Em alguns momentos da partida, os jogadores do Corinthians chegaram a fazer cera pra deixar o tempo passar. Torcedores de vários times do Brasil começaram a elogiar  e desejar vários atletas corais nas redes sociais. Edson Cariús virou trending topic no Twitter para a inveja de Messi, Cristiano Ronaldo e Mauro Shampoo. Na noite que o treinador Marcelo Vilar reencontrou seu ex-atleta e atual técnico corintiano Fábio Carille, o Ferrão foi escalado com o futebol de Gleibson, Gustavo, Luis Fernando, Da Silva e Fernandes (Jean); Mazinho, Leanderson (Emerson Catarina), Janeudo e Enercino (Isaac); Klenisson e Edson Cariús. O Corinthians empatou com Cássio, Fágner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro (Mateus Vital), Sornoza e Jadson; Vagner Love (Pedrinho) e Gustavo (Mauro Boselli). Esse empate foi apenas o segundo jogo entre Ferroviário e Corinthians na história do futebol brasileiro. Com uma diferença de quinze anos entre os dois jogos, uma coisa se pode ter total certeza: se o jogo de 2004 ficou lembrado pela fragilidade da equipe coral diante de um time muito mais qualificado, o de 2019 será sempre lembrado como o dia que o Ferrão botou o todo poderoso timão na roda . Sim, porque simplesmente há jogos que você acaba vencendo mesmo quando perde ou empata.

FERRÃO GANHA A TAÇA FARES LOPES PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA

Ferroviário Atlético Clube campeão da Taça Fares Lopes de 2018: Siloé, Valdeci, Afonso, André Lima, Jean, Mazinho, Lucas Mendes, Janeudo, Edson Cariús, Gleibson e Leanderson

Exatos três meses depois de quebrar um jejum de 23 anos sem títulos com a conquista monumental e inédita da Série D do campeonato brasileiro, o Ferrão volta a fazer história em 2018 e sagra-se novamente campeão, também de maneira inédita, da Taça Fares Lopes. Em outras palavras, no dia 4 de novembro, o torcedor coral voltou a sorrir como no dia 4 de agosto! Jogando contra o Caucaia no PV e precisando vencer por dois gols de diferença, o Ferrão fez 3×1 no jogo decisivo com gols de Siloé, Edson Cariús e Kel Baiano, este marcando o gol do título aos 41 minutos do segundo tempo. Logo ele, uma espécie de predestinado coral, já que havia jogado somente 19 minutos em toda a competição e, lançado por Marcelo Vilar na finalíssima, entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo para assinalar o gol consagrador exatamente 8 minutos depois, selando seu nome na história coral e nos anais do futebol cearense. Vale a pena conferir os lances do jogo no vídeo abaixo e conferir os golaços do jogo.

Apitado por Avelar Rodrigo e diante de um público de 2.174 pessoas, este foi o jogo de número 3.647 da história do Ferroviário, que atuou com o futebol de Gleibson, Lucas Mendes, Afonso, André Lima (Da Silva) e Jean; Mazinho, Leanderson, Janeudo e Valdeci (Róbson Simplício); Siloé (Kel Baiano) e Edson Cariús, mais uma vez artilheiro de uma competição com a camisa coral, agora com 5 gols na Taça Fares Lopes. O Caucaia, do ex-treinador coral Washington Luiz, jogou com Rafael, Talisson, Luiz Gustavo (Cléo), Olávio e Elves; Lincoln, Diego Silva, Vanderlan e Netinho (Moré); Ciel e Thiaguinho (Tininho). Desses, o meia Cléo, os volantes Lincoln e Diego Silva, além do atacante Moré, jogaram no Ferroviário em temporadas anteriores. Mas o bom da festa da conquista de mais um título coral e da vaga assegurada para a Copa do Brasil de 2019 é a vibração e a emoção dos torcedores e dos jogadores em campo, por isso vale a pena conferir abaixo mais um vídeo da TV Artilheiro com as entrevistas durante a comemoração de mais um campeonato conquistado pelo Ferroviário Atlético Clube.

BICAMPEÕES ESTADUAIS NA FESTA DOS CAMPEÕES BRASILEIROS

Duas gerações corais na foto – Em pé: Johnny, Túlio, André Lima, Edson Cariús, Alex, Janeudo, Mazinho, Paulo Adriano, Afonso, Miguel, Gleibson e Acássio; Agachados: Marcelo Bispo, Robério, Esquerdinha, Esquerdinha, Ricardo Lima, Lucas Mendes, Reginaldo, Valdeci, Nasa e Leanderson

Ontem o Ferroviário Atlético Clube viveu um domingo mágico: duas gerações vitoriosas se encontraram no Estádio Elzir Cabral para comemorar o título de campeão brasileiro do Tubarão da Barra. A geração bicampeã cearense em 1994 e 1995 foi convidada para o jogo de entrega de faixa dos campeões nacionais. Grandes nomes como Ricardo Lima, Paulo Adriano, Nasa, Batistinha, Alex, Esquerdinha, Robério, Borges, Jorge Luiz, Miguel, Cícero Ramalho, Reginaldo e Acássio, representantes do vitorioso grupo dos anos 1990, entraram novamente em campo para atuarem contra a geração vitoriosa de Edson Cariús, Janeudo e companhia. Nos discursos dos próprios ex-atletas, a palavra ´gratidão` era a mais pronunciada. Curiosamente, inclusive lado a lado na foto, dois Esquerdinhas, o de 2018 e o de 1995. Abaixo, você confere um vídeo produzido pelo torcedor Wladimir Lenine, que desenvolve um ótimo trabalho como documentarista dos fatos corais em seu canal no YouTube. Nele, o internauta bate um papo na festa com alguns dos principais nomes da história do Ferroviário. Aproveite!