EDSON CARIÚS: ENFIM UM ÍDOLO DEPOIS DE DIFÍCEIS LONGOS ANOS

Artilheiro da Série D do Brasileiro em 2018

O centroavante Edson Cariús conseguiu entrar para a história do Ferroviário no mesmo patamar de nomes como Jorge Veras, Luizinho das Arábias, Paulo César, Pacoti, Batistinha, Roberto Cearense e Robério, para não mencionar também grandes jogadores de outras posições e ressaltar apenas ex-atacantes eternos na memória do clube. A lista é seleta e eterna. Nas últimas duas décadas, parecia que nela nenhum novato fosse mais entrar. Agora, não há dúvidas entre a torcida coral que Cariús está nesse rol. Aos 30 anos de idade e há menos de um ano na Barra do Ceará, ele foi importantíssimo na inédita conquista da Série D do Brasileiro, marcou gols decisivos em jogos complicados, foi artilheiro de competição nacional, levantou três taças com o Ferrão, chamou a atenção do país deixando sua marca duas vezes contra o Corinthians/SP, além de uma série de outros aspectos que definem um ídolo na verdadeira acepção da palavra relacionados a carisma, liderança e, acima de tudo, respeito e carinho sempre que se refere publicamente ao Ferrão e sua torcida. Em tempos onde o vínculo entre atletas e clubes é quase sempre frágil e efêmero, Edson Cariús ensina a todos a real importância de se respeitar contratos e valorizar a palavra empenhada mesmo com o assédio de clubes pelo Brasil afora. Coisa que só os verdadeiros ídolos conseguem cumprir.

Edson Cariús e a medalha de campeão brasileiro

Em apenas 10 meses no clube, Edson Cariús entrou em campo 39 vezes com a camisa coral entre jogos oficiais e amistosos. Foram 36 gols nas partidas, o que dá até a data de hoje uma espetacular média de 0,92 gol por jogo, ultrapassando na história a média de nomes lendários como Luizinho das Arábias, Pepê, Mirandinha, Jombrega, Macaco, Zé de Melo, Robério, Cacau e Acássio, para citar apenas alguns de excelentes índices quando o assunto era enfiar a bola na rede adversária. Jogando contra o Ferrão, Edson Cariús marcou três gols vestindo as camisas do Uniclinic e do Floresta, mas esses a gente faz questão de não lembrar. O que pouca gente sabe é que Edson Cariús poderia ter vestido a camisa coral bem antes. Em dezembro de 2013, ao chegar para treinar o Ferroviário, o técnico cearense Washington Luiz fez a solicitação de três nomes para contratação: o zagueiro Regineldo, o atacante Leilson e o centroavante Edson Cariús, então destaque do Iguatu na segunda divisão cearense. Os dois primeiros foram contratados. Cariús, não. Na ocasião, a presidência do clube preferiu bancar na lista de reforços o nome de dois centroavantes que acabaram não deixando nenhuma memória agradável: o carioca Cláudio Maradona e o maranhense Elson Obina. Cariús perdeu a vaga. Sorte dele que pulou uma fogueira numa das temporadas mais nefastas para o clube e que culminou com um rebaixamento estadual. Anos depois, Cariús chegou na plenitude de um bom momento, mostrando a que veio e caindo nas graças da torcida que o tem como ídolo. E ídolos são eternos pelo que fazem dentro e fora do campo.

BICAMPEÕES ESTADUAIS NA FESTA DOS CAMPEÕES BRASILEIROS

Duas gerações corais na foto – Em pé: Johnny, Túlio, André Lima, Edson Cariús, Alex, Janeudo, Mazinho, Paulo Adriano, Afonso, Miguel, Gleibson e Acássio; Agachados: Marcelo Bispo, Robério, Esquerdinha, Esquerdinha, Ricardo Lima, Lucas Mendes, Reginaldo, Valdeci, Nasa e Leanderson

Ontem o Ferroviário Atlético Clube viveu um domingo mágico: duas gerações vitoriosas se encontraram no Estádio Elzir Cabral para comemorar o título de campeão brasileiro do Tubarão da Barra. A geração bicampeã cearense em 1994 e 1995 foi convidada para o jogo de entrega de faixa dos campeões nacionais. Grandes nomes como Ricardo Lima, Paulo Adriano, Nasa, Batistinha, Alex, Esquerdinha, Robério, Borges, Jorge Luiz, Miguel, Cícero Ramalho, Reginaldo e Acássio, representantes do vitorioso grupo dos anos 1990, entraram novamente em campo para atuarem contra a geração vitoriosa de Edson Cariús, Janeudo e companhia. Nos discursos dos próprios ex-atletas, a palavra ´gratidão` era a mais pronunciada. Curiosamente, inclusive lado a lado na foto, dois Esquerdinhas, o de 2018 e o de 1995. Abaixo, você confere um vídeo produzido pelo torcedor Wladimir Lenine, que desenvolve um ótimo trabalho como documentarista dos fatos corais em seu canal no YouTube. Nele, o internauta bate um papo na festa com alguns dos principais nomes da história do Ferroviário. Aproveite!

IMAGENS DO TÍTULO BRASILEIRO EM CAMPINA GRANDE E EM FORTALEZA

Vale a pena conferir no vídeo acima o ótimo trabalho da TV Artilheiro com imagens gravadas antes e depois do jogo que deu ao Ferroviário o inédito título de campeão brasileiro da Série D. O material começa com a chegada de torcedores corais ao estádio Amigão em Campina Grande. Estima-se que cerca de 1200 corais saíram de Fortaleza para conferir a final nacional na Paraíba, seja de avião, ônibus de linha interestadual, carros particulares e mais de quinze ônibus alugados por torcedores. No placar agregado, o Ferroviário bateu o Treze/PB por 3×1 nos dois jogos decisivos e conquistou um campeonato inédito para a capital cearense. Nem Fortaleza, nem Ceará, possuem um título de envergadura nacional. Na sequência, no vídeo abaixo, não deixe de conferir também a homenagem montada pela torcedora Isabel Muniz. Ela registra a carreata que levou o vitorioso elenco coral em carro do corpo de bombeiros do Castelão à Vila Olímpica Elzir Cabral no dia seguinte, num trajeto festivo que durou pouco mais de uma hora e que cativou a atenção de vários fortalezenses pelo caminho num inesquecível domingo ensolarado na capital cearense. Ai é Ferrão, meu filho!

ACABOU O JEJUM DE 23 ANOS E O FERRÃO É CAMPEÃO BRASILEIRO

O Ferroviário Atlético Clube faz história e sagra-se campeão brasileiro da Série D de 2018

Ontem vimos a história ser feita, mais uma vez. Foi o fim do maior jejum de títulos da vida do Ferroviário Atlético Clube: vinte e três longos anos encerrados em grande estilo com um título de abrangência nacional. Talvez nem o mais otimista torcedor coral pudesse imaginar a quebra do jejum com tamanha grandeza! Hoje, o dia é de comemorações na volta da comitiva coral que viajou até Campina Grande para conquistar esse feito mais que merecido e sofrido, como tudo na vida desse time  que recentemente completou 85 anos de existência. Que nunca saia da memória de nenhum fiel torcedor as imagens abaixo. Que esse título seja apenas um recomeço!

RONALDINHO JOGOU NO FERRÃO E NO TREZE/PB: E AGORA COMO FICA?

Ronaldinho em 1987

Cria das categorias de base do Ferroviário Atlético Clube, o ex-ponta esquerda Ronaldinho estava com o coração um pouco dividido para a grande final da Série D do campeonato brasileiro de 2018. Como atleta, Francisco Ronaldo Rodrigues Sales atuou tanto pelo Ferrão quanto pelo Treze/PB. Como desportista, ele é amigo pessoal de Flávio Araújo e Marcelo Vilar, os dois treinadores envolvidos na grande decisão desse ano. Entretanto, Ronaldinho não fica em cima do muro. Basta escutar o áudio dessa postagem que ele fez questão de gravar exclusivamente para o Almanaque do Ferrão e teremos a resposta sobre qual o lado que Ronaldinho está na final da Série D. Em seu tempo na Barra do Ceará, o ex-atacante da base coral foi promovido para o profissional juntamente com uma turma de bons atletas, na qual o ponta direita Mardônio acabou tendo maior destaque nas formações principais do período. Entre 1986 e 1987, Ronaldinho entrou em campo 45 vezes pelo time principal do Ferrão, marcando 5 gols. Ele era o ponta esquerda do time cheio de jovens jogadores que foi vice-campeão do Torneio Otávio Pinto Guimarães, competição organizada para dar calendário a vários times nordestinos e que reuniu o Campinense/PB, Fortaleza, América/RN, Botafogo/PB e Alecrim/RN.

Foto de 1991

No início de 1988, o Ferrão mudou de diretoria e transformou o perfil de seu elenco para tentar ser campeão depois de 9 anos, passando a contratar jogadores mais experientes. Alguns jovens egressos da base foram emprestados e Ronaldinho seguiu para o 4 de Julho/PI, treinado na época pelo eterno ídolo coral Coca Cola. O sucesso de Ronaldinho no futebol piauiense foi grande e ele seguiu carreira sem nunca mais voltar a atuar pelo time profissional do Ferroviário. Na temporada de 1991, ele foi contratado pelo Treze/PB, que tinha Erandy Pereira Montenegro como treinador, o mesmo que o lançou no time principal do Ferrão cinco anos antes. Na equipe paraibana, Ronaldinho também deixou registrada sua passagem. Certa vez, atuando contra o Ceará em jogo válido pelo campeonato brasileiro, foi o autor dos gols que sacramentaram a vitória do Treze/PB em cima do alvinegro cearense. Na verdade, ninguém melhor que o próprio Ronaldinho para recordar sua passagem pelos dois finalistas da Série D desse ano, comentando um pouco sobre sua carreira e mandando um recado para a torcida coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão em forma do áudio abaixo. Aproveite!

PRIMEIRA PARTIDA FINAL DA SÉRIE D PODE SER CONSIDERADA HISTÓRICA

Confira o vídeo acima com os melhores momentos do primeiro jogo entre Ferroviário e Treze na finalíssima da Série D do campeonato brasileiro de 2018. A partida ocorreu ontem à noite na Arena Castelão e já pode ser considerada histórica pelo caráter decisivo, além da retumbante vitória coral por 3×0 com gols de Janeudo, Edson Cariús e Róbson Simplício. Houve transmissão para todo o Brasil através do canal Esporte Interativo. Foi o jogo 3.628 da história coral, que colocou o Tubarão da Barra com grandes chances de conquistar pela primeira vez em mais de oito décadas um título de caráter nacional. Além disso, uma chance única e especial de gritar ´é campeão´ depois de 23 anos, podendo quebrar o maior jejum de títulos da trajetória do Ferrão. Treinado por Marcelo Vilar, o Ferroviário venceu com o futebol de Gleibson, Lucas Mendes, Erandir, Afonso e Sávio; Mazinho, Leanderson (Róbson Simplício), Janeudo e Esquerdinha (Jean); Luis Soares (Gleidson) e Edson Cariús. O time paraibano, do técnico Flávio Araújo, que já treinou o Ferroviário em 2002, perdeu com Mauro, Talisson, Italo, Nilson Júnior e Silva; Coppetti, Dedé, Marcelinho Paraíba (Rayllan) e Ceará; Leílson (Patrick) e Leandro Love (Zé Carlos). Dessa formação, os jogadores Mauro, Dedé e Leílson já vestiram a camisa do Ferroviário em temporadas anteriores.

RECORDE UM FERRÃO X TREZE DISPUTADO NA SÉRIE D DE 2009

Modelo do uniforme coral utilizado em 2009

Nas duas únicas vezes que se enfrentaram pela Série D do Brasileiro, Ferrão e Treze fizeram valer o mando de campo e cada um venceu seu jogo dentro de casa. Foi em 2009, quando o Galo da Borborema fez 1×0 no Estádio Amigão, gol de Gauchinho, mas perdeu o jogo da volta por 2×0, disputado no Estádio Domingão em Horizonte, com gols do lateral direito Ivan e do atacante Juninho Quixadá, o mesmo que ajudou bastante o Tubarão da Barra a conseguir o acesso em 2018 ao retornar para o clube depois de sete temporadas no futebol da Bulgária. Esse jogo foi o de número 3.288 da história coral. Ferrão e Treze estavam na mesma chave acompanhados de Alecrim/RN e Flamengo/PI. Treinado por Gilmar Santos, o Ferrão formou naquela tarde com o futebol de Jéfferson, Ivan (Stênio), Lúcio, Cícero César e Marcelo; Válter, Eliélton, Júnior Cearense (Clemílson) e Diego (Diogo Oliveira); Juninho Quixadá e Wescley.

Sabe quem era o técnico do Treze nesse jogo? Era exatamente o nosso atual comandante Marcelo Vilar, que naquela oportunidade mandou à campo Ricardo, Deleu, Júnior, André Lima e Cleidson (Camilo); Daniel, Wanderson, Da Silva e Everton (Rosembrick); Gilberto (Edson Dí) e Gauchinho. Repare o nome do zagueiro André Lima na formação paraibana, ele que disputa atualmente a Série D com a camisa do Ferrão. O atacante Wescley ainda perdeu um pênalti para o Ferroviário, que passou de fase no grupo e foi desclassificado na etapa seguinte da competição pelo Sergipe/SE. Vale a pena recordar abaixo os melhores momentos daquele jogo em 2009. A matéria da TV Jangadeiro se equivoca ao dizer que o primeiro gol do jogo foi do meia Diego, mas apresenta ainda o interessante comentário de Alan Neto, que destaca dois detalhes importantes: a grande apresentação de Juninho Quixadá e a belíssima camisa coral do Ferroviário utilizada naquele dia e aposentada na atual temporada de 2018.