FERROVIÁRIO FEZ HOJE O JOGO DE NÚMERO 3.500 EM SUA HISTÓRIA

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Quando entrou em campo nesse domingo na cidade de Nova Russas, interior do Ceará, o Ferroviário fez o jogo de número 3.500 em sua história. O jogo valeu pela quinta rodada do campeonato cearense da segunda divisão e foi realizado no estádio Mouraozão. Foi a segunda partida coral naquela localidade contra o time do Nova Russas. A primeira foi numa partida amistosa em janeiro de 2012. O Almanaque do Ferrão recorda abaixo uma relação de jogos emblemáticos intercalados por 5 centenas de adversários ao longo da história coral:

Jogo 0001: 13/05/1934 – Ferroviário x Vai ou Racha – Amistoso – Passeio Público
Jogo 0500: 03/12/1955 – Ferroviário 0x6 Usina Ceará – Cearense – PV
Jogo 1000: 02/02/1967 – Ferroviário 1×0 Calouros – Taça Fortaleza – PV
Jogo 1500: 06/06/1976 – Ferroviário 0x1 Icasa – Cearense – Romeirão
Jogo 2000: 12/02/1984 – Ferroviário 0x3 ABC/RN – Brasileiro – Castelão
Jogo 2500: 31/10/1993 – Ferroviário 2×3 América/RN – Brasileiro – PV
Jogo 3000: 27/08/2002 – Ferroviário 2×0 Sel. Caucaia – Amistoso – Raimundo Rôla
Jogo 3500: 22/03/2015 – Ferroviário 4×2 Nova Russas – Cearense – Mouraozão

WIKIPÉDIA CREDITA TÍTULO QUE SIMPLESMENTE NUNCA OCORREU

1971

Print da tela do Wikipedia que erroneamente fala de uma pseudo Taça Nordeste em 1971

A inteligência coletiva tem seus riscos. É só procurar dados sobre os mais diversos temas na Wikipédia e encontraremos algumas inconsistências que acabam passando como verdade. É o caso do pseudo vice-campeonato do Nordeste, em 1971, creditado ao Ferrão. Na realidade, essa competição sequer existiu. Curioso é que o “campeão” Itabaiana/SE pleiteia junto à CBF a oficialização do título. Coisa pra inglês ver.

1971 foi o ano do primeiro campeonato nacional integrado organizado pela antiga CBD, que tinha em suas hostes gente ligada a Arena, partido político que dava sustentação à ditadura militar. Dono da maior torcida, o Ceará foi o indicado pela Federação como o único representante cearense na nova competição. Uma espécie de segunda divisão regionalizada, a Série B, foi criada com times separados basicamente em três grandes regiões: nordeste, norte e sul/sudeste, obedecendo o contexto de nacionalização que o governo militar exigia do futebol.

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Lucídio Pontes e Borba Filho recebem o grupo de jogadores corais em 1971

Após enfrentar Calouros, Fortaleza e Guarany de Sobral numa seletiva, o Ferrão ganhou o direito de disputar a Série B do campeonato nacional. Pelo regulamento da competição, somente o primeiro lugar pegaria o representante da região norte num mata-mata. O Itabaiana/SE conseguiu esse direito. O Ferrão ficou em 2° lugar. Por muito pouco o time coral não passou para o confronto eliminatório com o Remo/PA, classificado na região norte. Num jogo em Aracaju que o Ferrão teve um gol lícito anulado e Coca-Cola ainda perdeu um pênalti, o Itabaiana segurou o empate em 1×1 e seguiu adiante.
Depois de passar pelo Itabaiana/SE, o Remo/PA enfrentou o vencedor da chave do sul/sudeste, o Villa Nova/MG, sendo o clube mineiro o primeiro campeão da Série B do campeonato brasileiro. Sob o comando do treinador Borba Filho e do então fisicultor Lucídio Pontes (ambos em pé na foto acima), o Ferrão terminou em 6° lugar no cômputo geral, em meio a 23 equipes, o que não deixa de ser uma boa colocação em se tratando da estreia coral na competição que até hoje é a mais importante do calendário brasileiro.