LANÇADO LIVRO EM FORTALEZA SOBRE EX-DIRIGENTE CORAL

11046233_959574010784438_432173910151609478_nA partir da década de 60, quando a estrutura coral foi impulsionada pelo visionário presidente Elzir Cabral, uma série de diretores tiveram atuação preponderante no soerguimento do clube, entre eles, três irmãos que passaram a ser conhecidos na verve popular como ´Pamplona Brothers`, trio composto por Cândido, Afrodísio e Célio, este último tornando-se posteriormente presidente do Ferrão na profícua temporada de 1978. Ontem, no auditório de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Ceará, foi lançado o livro ´Tão Cândido´, de autoria de Débora Pamplona, filha de Cândido Pamplona. Como não poderia deixar de ser, um dos capítulos da biografia do ex-dirigente coral, é dedicado ao futebol e ao Ferroviário. Vale a dica do blog.

DIA DE CELEBRAR O ANIVERSÁRIO DO CENTROAVANTE QUE VIROU LIVRO

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Cícero Ramalho virou livro no ano de 2010

Hoje é dia de lembrar o aniversário do centroavante do time campeão cearense de 1994. O folclórico Cícero Ramalho completa 51 anos de idade. Há cinco anos, sua trajetória no futebol virou livro e foi contada pelo escritor carioca Marcelo Migueres em seu ´Cícero Ramalho: o artilheiro de Mossoró`. Vale a leitura para todos aqueles que curtem boas histórias dos bastidores do futebol e que querem saber um pouco mais sobre um dos artilheiros da fase mais áurea de nossa história. Ano passado, o Almanaque do Ferrão apresentou uma matéria com o resgate em vídeo de um um dos mais belos gols de Cícero Ramalho com a camisa do Tubarão da Barra. Pouca gente sabe, mas a primeira passagem dele como jovem atacante do Ferroviário ocorreu no Torneio Otávio Pinto Guimarães, em 1986, recém chegado de Mossoró. Depois de passar por Ceará e Quixadá, onde foi artilheiro, voltou ao time coral no final de 1988 e depois foi jogar na Espanha. Em 1994, já experiente, retornou e foi um dos principais nomes na conquista do campeonato estadual, selando definitivamente seu nome na gloriosa história coral. Para sempre lembrado.

ALMANAQUE DO FERRÃO COMEMORA HOJE SEU SEGUNDO ANIVERSÁRIO

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Lançamento do Almanaque do Ferrão há dois anos foi precedido de debate sobre a história coral

O Ferroviário Atlético Clube passou a ser o primeiro e único time do futebol cearense a possuir oficialmente uma publicação trazendo toda a compilação de sua história com o Almanaque do Ferrão, lançado exatamente há dois anos, no dia 25 de junho de 2013, livro que traz a ficha técnica dos 3.449 jogos oficiais e amistosos disputados até então, além de informações dos 1.956 jogadores que vestiram a camisa coral, dezenas de fotos históricas, médias anuais de público, resumo das campanhas vitoriosas, dentre outras curiosidades relativas aos treinadores e presidentes, distribuídas no total de 596 páginas.

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Mazinho Loyola e seu exemplar

O evento de lançamento do Almanaque do Ferrão foi prestigiado por ex-presidentes, cronistas esportivos, torcedores, desportistas locais, pesquisadores e atletas lendários do próprio Ferroviário, como Pacoti, Facó, Mazinho Loyola, dentre outros, que marcaram presença no salão nobre do Náutico Atlético Cearense. Antes da sessão de autógrafos, o público presente acompanhou um belo debate no palco sobre a história coral por cerca de uma hora. Coube ao famoso jornalista paulista Celso Unzelte, da ESPN Brasil, escrever o prefácio da obra. Precursor desse modelo de publicação no país, tendo editado anteriormente o “Almanaque do Corinthians” e o “Almanaque do Palmeiras”, Celso preparou um belo texto para introduzir a definitiva obra coral, que é motivo de orgulho para todos os desportistas do estado do Ceará e despertou o interesse dos torcedores do Ferroviário espalhados pelo Brasil afora.

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Pai e filho no evento de lançamento

Depois de uma tiragem impressa de 2.000 exemplares, o Almanaque do Ferrão aderiu a modernidade das mídias digitais em outubro do ano passado e ganhou uma versão eletrônica em formato de blog para postagens dinâmicas, que desde então têm destacado fatos, efemérides, estatísticas, ex-jogadores, fotos, vídeos raros e belas histórias que o tempo jamais será capaz de apagar, além de disponibilizar também para venda a versão física da publicação em suas últimas unidades, que não se encontra mais à venda nas livrarias e assim fica acessível também para os torcedores corais e amantes do futebol que têm o privilégio de acompanhar esse trabalho através da Internet.

ARTILHEIRO IMPLACÁVEL DO FERRÃO VAI VIRAR TEMA DE LIVRO EM BREVE

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Pacoti em 1958

Pacoti, o artilheiro implacável do Ferroviário na década de 1950, vai virar tema de livro em breve. A iniciativa é do escritor cearense Saraiva Júnior, que há alguns anos vem trabalhando arduamente nas pesquisas e entrevistas para a obra. Francisco Nunes Rodrigues é o nome de batismo de Pacoti, que nasceu na cidade de Quixadá e se consagrou no futebol cearense vestindo a camisa do Ferrão, depois ganhou o mundo e brilhou no Sport/PE, Vasco/RJ e até no exterior, no Sporting de Lisboa, quando teve a honra de ser o primeiro cearense a disputar a famosa Liga dos Campeões da Europa, a Champions League, na temporada 1961/62, quando seu clube foi eliminado em 2 jogos contra o Partizan, da Iugoslávia, na fase pré-eliminatória da competição. Atualmente, Pacoti tem 82 anos de idade e reside no bucólico bairro da Praia de Iracema, em Fortaleza.

FORTALEZA, CE, 16-12-2014: Lançamento da Calçada da Fama, no espaço cultural da Arena Castelão. (Foto: Edimar Soares/O POVO)

Pacoti na Calçada da Fama da Arena Castelão

Pacoti teve duas passagens no Ferroviário, a primeira de 1955 a 1958 e a outra no final de sua carreira, entre 1966-1967, totalizando 78 jogos e 51 gols marcados com a camisa coral. Em 2013, seu nome foi escolhido na campanha ´Time dos Sonhos` e entrou definitivamente para a galeria dos maiores jogadores da história coral. No final do ano passado, Pacoti foi homenageado na Arena Castelão com seus pés eternizados na ´Calçada da Fama` daquela praça esportiva. A obra sobre o velho ´Pacote`, como é carinhosamente chamado pelos amigos mais próximos, será a segunda incursão literária do escritor Saraiva Júnior no futebol cearense, a primeira foi o livro sobre a carreira do craque Mozart, que foi companheiro de do próprio Pacoti no Ferroviário no ano de 1966.

ALMANAQUE DO FERRÃO PRESENTE NO CENTRO DE REFERÊNCIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

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Almanaque do Ferrão presente nas prateleiras do Centro de Referência do Futebol Brasileiro

Primeiro espaço de referência pública sobre futebol no país, inaugurado no final de 2013, o Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) funciona nas dependências do Museu do Futebol, em São Paulo, e contempla uma biblioteca, midiateca e um banco de dados virtual com vídeos, fotos e histórias do futebol profissional e de personagens do esporte. Como não poderia deixar de ser, entre os quase 3 mil itens que compõem o acervo, dois exemplares do Almanaque do Ferrão repousam nas prateleiras do local para consulta, em meio a publicações diversas sobre os principais times e atletas do Brasil.

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Versão impressa do Almanaque do Ferrão

O CRFB é passagem obrigatória para os visitantes do Museu do Futebol, que contam com a gentileza de Ademir Takara e Dóris Régis, responsáveis pelo gerenciamento do espaço e profundos conhecedores das peças de todo acervo. Publicado em junho de 2013, a versão impressa do Almanaque do Ferrão colocou o time coral como o primeiro e único time do futebol cearense a possuir uma publicação trazendo a ficha técnica dos mais de 3 mil jogos oficiais e amistosos de toda a história coral, além dos dados de 1.956 jogadores que envergaram a camisa coral, dezenas de fotos históricas, médias de público, resumo das campanhas vitoriosas, dentre outras curiosidades relativas a treinadores, presidentes, recordes, etc.

O CARTÃO DE NATAL QUE O SUPER CAMPEÃO PREPAROU EM 1970

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O Almanaque do Ferrão entra em clima de Natal. Que tal o cartão natalino que a diretoria coral distribuiu no final de 1970? Como não poderia deixar de ser, ele faz alusão ao “super-campeonato” conquistado naquela temporada, denominação muito utilizada na época para designar um triangular final envolvendo diferentes vencedores de turno. Na oportunidade, Ceará, Ferroviário e Guarany de Sobral decidiram o Estadual e o Tubarão da Barra eternizou na história uma super conquista recheada de super jogadores.

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A modernidade do mundo e a agilidade das comunicações praticamente acabaram com o envio de cartões natalinos. Esse de 1970 ficou na memória e muitos torcedores ainda o tem guardado em suas relíquias que o tempo teima em conservar. A foto do cartão com as faixas de campeão foi tirada no dia 18 de outubro, antes de um jogo contra o Treze/PB pelo Nordestão, que reuniu 3425 corais na partida de número 1205 da trajetória coral. Desnecessário lembrar o placar quando não nos interessa. Fica combinado assim.

Não há como recordar o título daquele ano sem lembrar de Amilton Melo. Em 1987, o ex-craque coral contou suas memórias num livro de sua autoria chamado “O Craque e o Futebol Cearense“, onde o cartão de Natal acima estampava uma das páginas. Dez anos mais tarde, Amilton Melo foi jogar bola no céu e deixou saudades na lembrança de todos que acompanharam aquela super conquista, para sempre eternizada num super cartão de Natal.

LUIZINHO DAS ARÁBIAS VOLTANDO PARA SER CAMPEÃO NO FERRÃO

Luiz Alberto Duarte dos Santos faria mais um aniversário no dia 13 de novembro. Sua vida foi interrompida em maio de 89, aos 31 anos de idade, quando jogava no Remo/PA. No futebol cearense, o jogador conseguiu ser ídolo de duas torcidas. Depois de brilhar no Fortaleza em 83, foi anunciado como grande contratação do Ferrão em 85. Foi artilheiro. Depois de passagens pelo futebol paulista, paraense e carioca, retornou a Barra do Ceará em 88 para uma breve e última temporada. Em sua chegada, falou que voltava para ser campeão. E foi. O Almanaque do Ferrão recupera esse momento na história e recorda o vídeo que marcou o retorno de ´Luizinho das Arábias` pela última vez ao Ferroviário.

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Biografia de um ídolo

Em 2013, o escritor carioca Jackson Sala lançou a biografia do ex-ídolo coral. Com o título ´Sai o Rei, entra Luizinho`, o autor narra toda vitoriosa trajetória do ex-jogador por clubes como Flamengo/RJ, Botafogo/RJ, Paisandu/PA, dentre outros, reconstituindo inclusive com detalhes seus últimos momentos de vida. Foram ao todo 75 jogos e 54 gols com a camisa coral, o suficiente para garantir a condição de ídolo eterno do clube. No próximo dia 13, a homenagem será completa com a recuperação dos melhores momentos de uma partida na qual Luizinho deixou sua marca três vezes e ajudou o Ferrão a conquistar mais uma vitória. É só aguardar.