VÍDEO RESGATA OS MELHORES MOMENTOS DA TEMPORADA DE 2017

A temporada futebolística para o Ferroviário em 2017 durou apenas de janeiro ao começo de maio, porém garantiu um incremento para o calendário da próxima temporada em termos de meses de atividade da equipe profissional e de diversidade de competições a serem disputadas. O vídeo acima foi produzido pela direção de marketing coral e faz um ótimo balanço da trajetória do clube no campeonato cearense, única competição disputada pelo Tubarão da Barra nesse ano prestes a terminar. Recorde 2017 e prepare-se para um 2018 recheado de competições espalhadas ao longo da temporada: Campeonato Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro Série D e Taça Fares Lopes. Feliz 2018 para todos os corais!

CANAL NO YOUTUBE PRODUZ VÍDEO SOBRE O RESSURGIMENTO DO FERRÃO

Todos na expectativa para o ano que vem? Em 2018, o Ferroviário disputa o Campeonato Cearense, a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste e a Série D do Campeonato Brasileiro! São todas competições que o Ferrão já disputou em sua trajetória de quase 85 anos, mas há muito tempo não estava inserido entre os participantes. Além disso, será a primeira vez na história que o clube tem as quatro competições disputadas concomitantemente na mesma temporada. Sem falar da Taça Fares Lopes, competição estadual a ser disputada no segundo semestre e que o clube, pela sua tradição e importância, tem obrigação de se articular para estar presente. Esse “ressurgimento” coral rendeu até um vídeo de quase 15 minutos no canal do YouTube chamado Mais Cinco Minutos. Se você ainda não viu o material acima, aproveite porque ele resgata como tudo isso aconteceu e, afinal, 2018 já está batendo na porta e todo mundo vai poder ver o Ferrão nos estádios e na TV novamente!

QUE VENHAM A COPA DO NORDESTE, A COPA DO BRASIL E O BRASILEIRO

Garantia de competições importantes em 2018

Aparentemente a temporada de 2017 acabou em pleno mês de maio para o Ferroviário. Exatamente como no ano passado. E como em vários outros anos também. A participação coral na Taça Fares Lopes desse ano é incerta e até desnecessária sob a ótica da busca por resultados esportivos que valham realmente a pena. A diferença é que antes o torcedor olhava pro futuro e não via perspectivas de um calendário diferente no ano seguinte. Agora, sabemos que além do campeonato cearense da 1ª divisão, em 2018, teremos Copa do Brasil, Série D do campeonato brasileiro e até a Copa do Nordeste, que o Ferrão não disputa desde 1999. É bom não esquecer que o Ferrão foi um dos articulares para o surgimento desta competição nos anos 90. Depois, em meio à perda de prestígio político e enfraquecimento esportivo ano após ano, nunca mais dela participou, nem quando eram distribuídos convites para as principais equipes da região.

Jogadores atuaram de forma heroica em 2017

O que mudou? É importante saber exatamente como tudo isso foi conquistado, principalmente quando não se pode afirmar que tudo isso foi fruto de um planejamento construído em bases sólidas. Não foi. Sabe-se que o Ferroviário sequer sabia que disputaria a 1ª divisão cearense em 2017. Cerca de 3 semanas antes do início dos jogos, entre os feriados do fim de ano, surgiu a boa nova e começou a correria para colocar um time em campo. A exiguidade de tempo nos deu um time que mais empatava do que ganhava, que marcava poucos gols, que a articulação ofensiva do meio campo era quase inexistente em vários jogos, etc. Tudo compreensível. Certamente foi a garra e a disposição dos jogadores dentro de campo, unidos de forma familiar até fora dele, além de uma arregimentação heroica de dirigentes e conselheiros que também fizeram a diferença. Nada como a união nos bastidores corais. Sabemos muito bem o que pode acontecer de catastrófico quando ela não existe. O fato é que o Ferroviário agora pode ter um futuro promissor se souber realmente conceber o tão sonhado planejamento construído em bases sólidas, desde a formatação do elenco, da manutenção dos principais jogadores da atual temporada, do uso correto e honesto dos recursos financeiros garantidos para o ano que vem, entre várias outras coisas. O futuro a Deus pertence. Mas como dizia o antigo slogan do primeiro projeto Sócio Torcedor do Ferrão há quase dez anos, o futuro não é mais como costumava ser. Agora parece que sim.

FERROVIÁRIO É FINALISTA DO ESTADUAL DEPOIS DE 19 ANOS

Ferrão volta a uma final depois de 19 anos

Em mais um confronto histórico contra um tradicional adversário, o Ferrão segurou o empate em 0x0 contra o Fortaleza ontem à noite e está garantido na final do campeonato cearense de 2017. Comemore, torcedor coral! Além de finalistas, estaremos no ano que vem de volta à Copa do Brasil, ao campeonato brasileiro da Série D e à Copa do Nordeste. Sem dúvida alguma, um momento mágico para o clube no ano de seu aniversário de 85 anos. O jogo novamente teve requintes de sofrimento, heroísmo e emoção. Mais uma vez, o Ferrão atuou apenas com 10 jogadores durante boa parte do jogo já que Moisés Lucas foi expulso aos 18 minutos do 2º tempo. Foi bonito e inesquecível. O clube enfrentou o Fortaleza em quatro partidas durante a competição e não perdeu nenhuma. Se alguém duvidava da grandeza do Ferroviário, agora não há mais dúvidas: o Ferroviário é gigante, pois só os gigantes se mantém vivos depois de tantas adversidades ao longo das últimas duas décadas. Confira abaixo os melhores momentos de ontem através do Esporte Interativo.

ENCONTRO DE GOLEIROS ANTES DE PARTIDA PELA COPA DO BRASIL

Goleiros para sempre e um capitão

A foto ao lado é de março de 1995 e mostra 3 ótimos goleiros que vestiram a camisa do Ferroviário. Foi tirada no Castelão, antes de uma partida do time coral contra o Remo/PA pela Copa do Brasil. De camisa listrada, o goleiro Roberval, bicampeão estadual 94-95 pelo Ferrão. De branco, seu treinador de goleiros na época, Edmundo Silveira, ex-arqueiro do próprio Ferroviário entre 1978 e 1982, que disputou 19 partidas no título cearense de 79, quando chegou a ser titular durante a competição e teve a felicidade de jogar a finalíssima contra o Fortaleza em razão do terceiro cartão amarelo do titular Cícero Capacete. A seu lado, o grande goleiro Clemer, que vestia a camisa do Remo na época e que, apenas dois anos antes, defendera o Tubarão da Barra vindo do futebol maranhense. Depois de jogar na equipe paraense, Clemer se destacou nacionalmente como goleiro do Goiás/GO, Portuguesa/SP, Flamengo/RJ e Internacional/RS, onde foi campeão mundial. Perceba a altura de Edmundo Silveira diante de Roberval e Clemer, certamente bem acima da média para os padrões dos arqueiros que atuavam na década de 70. De quebra, o capitão Paulo Adriano, o último jogador até hoje a levantar uma taça para o Ferroviário, exatamente no final daquela temporada.

MATÉRIA DA TV GOIANA SOBRE ESTREIA CORAL NA COPA DO BRASIL

O Almanaque do Ferrão conseguiu recuperar mais um material raro da história coral. Trata-se da reportagem da emissora afiliada da Rede Globo de Televisão em Goiânia, por ocasião da estreia do Ferroviário na Copa do Brasil, em julho de 1989, contra o Goiás. Confira acima, na cobertura do repórter César Resende, as entrevistas do goleiro Barbiroto e do treinador Vanderley Paiva, na véspera da partida realizada no estádio Serra Dourada, no dia 19. O Goiás venceu por 1×0 na capital goiana e por 3×1 no jogo de volta, dia 22, em Fortaleza, despachando o time coral logo na primeira fase da competição, que estava sendo disputada pela primeira vez no futebol brasileiro. Ainda no vídeo acima, você confere o gol do lateral direito Caetano no estádio Presidente Vargas.

Mardônio atuou nos 2 jogos

A estreia do Ferrão na Copa do Brasil foi transmitida ao vivo pela TV Verdes Mares na noite do dia 19. O radialista Tom Barros foi o responsável pela narração da partida, que contou com vários problemas técnicos de áudio e imagem durante a transmissão. Além disso, em alguns bairros de Fortaleza, faltou energia durante o primeiro tempo do jogo. O Ferrão jogou com Barbiroto, Silmar (Caetano), Arimateia, Juarez e Marcelo Veiga; Gerson, Lira e Jacinto; Mardônio (Zé Carlos Paranaense), Cacau e Edelvan. O Goiás, do famoso técnico Carlos Gainete venceu com Eduardo, Wallace Carioca, Gomes, Boni e Jorge Batata; Wallace Goiano, Fagundes e Péricles; Formiga, Wanderson e Josué. O centroavante Wanderson marcou o único gol do primeiro jogo. Por sua vez, no sábado à tarde, dia 22, nova vitória do time goiano por 3×1, dessa vez com gols de Wanderson, Niltinho e Wallace Carioca, o Ferrão formou com Barbiroto, Silmar, Arimateia, Djalma e Marcelo Veiga; Juarez, Alves e Jacinto; Mardônio (Caetano), Cacau e Edelvan. O Goiás formou com Eduardo, Wallace Carioca, Gomes, Boni e Jorge Batata; Fagundes, Péricles e Josué; Formiga (Richard), Wanderson (Niltinho) e Wallace Goiano. O público em Fortaleza foi de 2.202 pagantes. Até hoje, o Ferroviário realizou apenas 9 partidas no total pela Copa do Brasil.

POR ONDE ANDA O ZAGUEIRO CLÁUDIO DA COPA DO BRASIL?

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Quarto zagueiro Cláudio em ação com a camisa do Ferrão sob os olhares dos torcedores corais

Ele esteve presente na última vez que o Ferroviário participou de um jogo pela Copa do Brasil, uma das principais competições do calendário nacional. E já se vão quase 12 anos desde aquela partida contra o Corinthians/SP, no Castelão, em que o quarto zagueiro carioca Cláudio, improvisado na cabeça de área pelo técnico Roberto Palmiéri, quase marca um gol de cabeça quando o placar ainda apontava 0x0, o que poderia ter mudado o destino da partida vencida pelo alvinegro paulista por 2×0, ao apito final do árbitro baiano Lourival Dias Lima Filho, já falecido. Aquela foi uma das últimas partidas de Cláudio com a camisa coral, no total de 74 jogos e 2 gols marcados, entre algumas saídas e retornos a Barra do Ceará compreendidos entre 1999 e 2001, além de 2003 e 2004.

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Escolhido o melhor em campo em jogo de 1999

O nome completo do ex-zagueiro coral é Cláudio Alberto Oliveira da Silva. Quando chegou pela primeira vez para o Ferroviário, trazia ótimas referências do Moto Clube/MA. Fez sua estreia em janeiro de 99 quando o time coral era dirigido por Marcelo Vilar e tinha Carlos Mesquita, atual presidente do clube, também ocupando a presidência. Naquela temporada, chegou a ser escolhido como o principal destaque em alguns jogos devido a segurança que garantia à defensiva do Ferrão. A qualidade do ex-zagueiro poderia ser sido melhor aproveitada se tivesse tido a sorte de atuar em equipes mais competitivas no período que vestiu a camisa coral. Recentemente, sob o nome de Cláudio Carioca, ele iniciou a carreira de treinador de futebol comandando o Sabugy, da cidade de Santa Luzia, no interior da Paraíba, nas disputas da segunda divisão do campeonato paraibano. Que tenha uma carreira de sucesso na nova função.