GOLEIRO AUGUSTO FAZIA SUA ESTREIA NO FERRÃO HÁ 60 ANOS

Estreia de Augusto em 1960

Ele veio do Náutico/PE para o Ferroviário, trazido de Recife pelo treinador Manuel dos Prazeres para a disputas do 3º turno do campeonato cearense de 1960. Estamos falando de Augusto. Há exatos 60 anos, no dia 29 de outubro, o novo arqueiro coral fazia sua estreia num amistoso contra o Ceará. O Ferrão venceu o jogo por 1×0, gol de Macaúba II. Durante o período de um ano que ficou no time da Estrada de Ferro, Augusto disputou posição com os conhecidos Dadá e Zé Alberto, chegando a ser titular durante um bom período, notadamente na temporada de 1961. Aos 30 anos de idade, Augusto Cabral de Carvalho defendeu o arco coral em 37 partidas. De olhos verdes e cabelo castanho, o arqueiro era paraibano, filho de José Justiniano Cabral de Carvalho e Eleonora Cabral de Carvalho. Tinha 1,78m de altura. Inicialmente, Augusto assinou um contrato em branco com o Ferroviário Atlético Clube, sem especificar sua remuneração mensal. Só depois que os dirigentes corais o viram em campo é que o valor acabou sendo definido a partir da qualidade demonstrada pelo goleiro no decorrer dos jogos. Em seu período no time coral, Augusto teve como companheiros nomes consagrados como Aldo, Garrincha, Damasceno e Edilson Araújo. 

JOGADORES LENDÁRIOS EM RESGATE DE FOTO TIRADA HÁ 54 ANOS

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Formação do Ferroviário que derrotou o Usina Ceará por 4×2 no dia 28 de maio de 1961

Resgatamos hoje uma foto histórica com mais de 50 anos de existência, de 28 de maio de 1961, no PV, tirada antes de uma partida do Ferroviário Atlético Clube contra o Usina Ceará. Nela, vê-se jogadores lendários do clube como Aldo, Damasceno, Garrincha, Edilson Araújo e Wellington, além do atacante Kitt, que se formou em odontologia depois que pendurou as chuteiras. Naquela temporada, o clube já amargava um jejum de 9 anos sem conquistar o título de campeão cearense e tinha Isidoro Pessoa na presidência coral. Detalhe para o padrão diferente do uniforme do Ferrão, com as tradicionais listras colocadas apenas na manga das camisas, a presença do goleiro paraibano Augusto, ex-Náutico/PE, que defendeu o clube em apenas 37 partidas, e o anúncio da loja de material esportivo `O Crack` com a escalação do time. Diretamente dos alfarrábios do Almanaque do Ferrão.

UM TÍTULO IMPROVÁVEL ORIUNDO DA FORÇA PROLETÁRIA

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O antigo PV foi palco de um título improvável do Ferrão quando o Ceará era o franco favorito

A imagem que ilustra a postagem de hoje tem 62 anos e mostra a comemoração dos jogadores que conquistaram o título estadual de 1952, após uma emocionante sequência de 4 jogos contra o Ceará. É um momento na história do Ferroviário que jamais pode ser esquecido. Juju, Manoelzinho e Coimbra; Nozinho, Macaúba e Vicente Trajano; Nirtô, Augusto, Zé Maria, Fernando e Pipi foram os grandes heróis daquela primeira tarde de fevereiro de 53, um domingo memorável que jamais saiu da mente dos corais após a vitória na quarta partida consecutiva contra o alvinegro.

No dia 11/1/53, até os 41 minutos do segundo tempo, o Ceará comemorava o título cearense em cima do Ferroviário. Foi quando Macaúba marcou um gol e deu a vitória coral pelo placar de 2×1, forçando a realização de uma melhor de três com o alvinegro. Nos dois jogos seguintes, entre 18 e 25 de janeiro, uma vitória coral por 1×0, gol de Augusto, e um empate em 1×1, gol de Nirtô. Por ironia do destino, Nirtô e Augusto foram os goleadores no quarto jogo decisivo, vitória coral na semana seguinte, de virada, 2×1 e o terceiro titulo do Ferrão em sua história. Carnaval no PV, uma conquista quase que improvável para um time proletário e tecnicamente inferior ao adversário, uma vitória eterna como a foto acima.

Além dos jogadores que participaram da finalíssima em 01/2/53, não se pode deixar de lembrar nomes que participaram daquele feito durante toda a campanha, como Macaco, Três Orelhas, Zé da Marizinha, Zé Dias, Índio, Dudu, Edmir, Serejo e Vareta, os treinadores Popó e Babá, o presidente Porfírio Sampaio e seus diretores, entre eles o nome mais emblemático da história coral, Valdemar Caracas, presente em todos os momentos da agremiação que criou ao lado dos operários da antiga Rede de Viação Cearense, instituição que garantia o sustento formal de quase todos os jogadores do elenco nas mais diversas atividades profissionais, desde eletricistas a bombeiros.