RECORDANDO UM GOL DE IDEVALDO CONTRA O FORTALEZA NO CASTELÃO

Dia de recordar um gol do centroavante Idevaldo, experiente jogador que defendeu o Ferroviário no Campeonato Cearense de 1992. Com ótima passagem pelo América/MG, ele chegou na Barra do Ceará como grande esperança de gols. No vídeo acima, Idevaldo marcou o gol da vitória do Ferrão em cima do Fortaleza, no Castelão. O jogo foi realizado no dia 23 de agosto daquele ano e foi válido pelo 2º turno da competição. O placar poderia ter sido mais dilatado, mas o ídolo Jorge Veras perdeu um pênalti na partida. Treinado por Celso Gavião, o Tubarão da Barra jogou com Jorge Carioca, Jaime, Aldo, Edson Oliveira e João Luís; Wágner, Erivando e Gilson (Adriano); Cantareli (Edu), Idevaldo e Jorge Veras. O adversário perdeu com Claudecir, Adriano, Argeu, Eduardo e Vágner; Alberto, China (Fernando) e Maradona (Mendonça); Eliézer, Nando e Osmar. Joaquim Gregório foi o árbitro do jogo, que teve um público de apenas 4.829 pagantes. Idevaldo defendeu o Ferrão em 21 jogos e marcou 11 gols. Na formação coral, destaque para a presença do jovem zagueiro Adriano, que chegou à Seleção Brasileira e defendeu grandes clubes do Brasil. Aquela temporada terminou de forma melancólica para o futebol cearense com quatro equipes sendo declaradas campeãs. Felizmente, dentro desse prisma, o Ferroviário fez uma campanha verdadeiramente medíocre naquele ano, que o impediu de participar desse desfecho vergonhoso com a divisão de título do campeonato estadual.

SEGUNDA EDIÇÃO DO ALMANAQUE COMEÇA A GANHAR FORMA

Relação de atletas trará informações extras como nacionalidade, data de nascimento e cidade natal

A primeira edição do Almanaque do Ferrão foi lançada em 2013. A segunda edição, totalmente revisada e atualizada, já tem previsão de lançamento para maio de 2023, justamente no aniversário de 90 anos do Tubarão da Barra. Ampliando mais ainda o nível de conteúdo sobre todos os jogadores que vestiram a camisa coral em nove décadas de história, a próxima edição trará dados inéditos como o local e a data de nascimento de cada atleta, somados ao apelido, nome completo, origem, anos de permanência no clube, quantidade de jogos, gols, títulos, média de gols e posição. Até a presente data, 2.383 jogadores já tiveram seus dados computados, o que equivale a 427 nomes a mais em relação à publicação original de 2013. Outra novidade é a descoberta de 32 “novos” jogos oficiais e amistosos realizados entre 1933 e 1950, inclusive de confrontos válidos pela Liga Suburbana, fase anterior à chegada do Ferrão na divisão de elite estadual em 1938, o que altera em definitivo a contagem de todos os jogos e impacta a revelação de tentos emblemáticos como o gol 1000, gol 2000, gol 3000, etc. Como se vê, você não perde por esperar! Em janeiro de 2022, mais de um ano antes do lançamento da edição impressa em sua segunda edição, este blog receberá nova roupagem e lançará uma campanha de financiamento coletivo que durará 12 meses, aberta à torcedores e aficionados, com o propósito de levantar recursos para a publicação do novo Almanaque do Ferrão. Ao aderir a campanha, o usuário garantirá antecipadamente o seu exemplar com dedicatória exclusiva e a um custo menor em relação à época programada para o lançamento.

JUAZEIRENSE FOI O NONO ADVERSÁRIO DO FUTEBOL BAIANO

No click acima do fotógrafo Lenilson Santos, o atacante Gabriel Silva passa entre os jogadores do time da Juazeirense/BA. O jogo foi válido pela fase preliminar da Copa do Nordeste de 2022 e o Ferroviário venceu por 4×0, ontem na Arena das Dunas. Graças à incompreensão dos gestores públicos do Estado do Ceará, a Arena Castelão foi vergonhosamente vetada para o importante jogo coral e ele teve que ser realizado em Natal. A Juazeirense enfrentou o Ferroviário pela primeira vez na história, sendo o nono representante do futebol baiano a jogar contra o Tubarão da Barra. Antes, o Ferroviário teve treze jogos contra o Bahia, oito contra o Vitória, quatro contra a Jacuipense, três contra o Ipiranga, dois contra o Serrano, duas partidas contra o Fluminense e uma partida contra Galícia e Leônico, respectivamente. Até o momento, foram realizados 35 jogos contra equipes baianas, sendo 11 vitórias, 10 empates e 14 derrotas para os representantes da terra do acarajé. O piauiense Pepê, famoso atacante entre as temporadas de 1939 e 1942, é o maior goleador entre os corais contra equipes baianas. Ele marcou 5 gols em jogos contra Bahia e Ipiranga no período.

O FERROVIÁRIO QUE ENFRENTOU O REI PELÉ PELA PRIMEIRA VEZ

Confira o retrato acima. Em pé: goleiro Pedrinho, Gomes, Luiz Paes, Veto, Carlindo, Edmar e o também goleiro Miltão. Agachados estão Marcos do Boi, Ademir, Facó, Coca Cola e Alísio. O registro aconteceu no dia 5 de novembro de 1967, quando o time coral empatou em 0x0 com um time misto que reunia atletas de Ceará e Fortaleza. O objetivo era preparar a equipe que dois dias depois enfrentaria o Santos de Pelé. Era comum as equipes cearenses se reforçarem quando encaravam times importantes do futebol brasileiro. Foi por isso que Pedrinho, Carlindo e Marcos do Boi aparecem com a camisa coral nessa fotografia de 1967. O primeiro, pernambucano nascido em Olinda, foi cedido pelo Fortaleza e os outros dois pelo Ceará. O amistoso no PV contra o time da Vila Belmiro terminou 5×0. Pelé anotou um gol. O time que começou o jogo foi exatamente a onzena da foto, com o goleiro Miltão de titular. No decorrer da partida, o técnico Ivonísio Mosca de Carvalho processou algumas alterações e a equipe coral formou com o futebol de Miltão (Pedrinho), Veto (Vadinho), Luiz Paes, Gomes e Carlindo (Barbosa); Coca Cola e Edmar; Ademir, Marcos do Boi (Peu), Facó (Paraíba) e Alísio (Piçarra). No ano seguinte, os dois times se enfrentaram novamente e, dessa vez, a zaga coral conseguiu parar o Rei Pelé num jogo histórico. Dessa equipe, Ademir e Coca Cola chegaram a jogar em Portugal. O primeiro, atacante pernambucano de Recife, construiu uma longa carreira de onze temporadas em terras lusitanas e conquistou a cidadania portuguesa. Ambos já são falecidos.

EX-MEIA ARNALDO VISITA A BARRA DO CEARÁ TRINTA ANOS DEPOIS

Campeão Cearense em 1988, o ex-meio campista Arnaldo visitou o memorial do clube na Barra

Arnaldo foi um dos principais nomes do Ferroviário Atlético Clube na brilhante conquista do título estadual de 1988. Era a sua segunda passagem pela Barra do Ceará. Na primeira, em 1985, compôs um time extraordinário que acabou não sendo campeão. Na terceira e última, em 1991, estava já quase no fim de sua carreira. Ano passado, o jogador relembrou suas histórias no time coral numa Live em plena pandemia de Coronavírus. Agora, em 2021, visitando novamente a cidade de Fortaleza para jogar uma competição entre veteranos, Arnaldo fez questão de passar nas dependências da Barra do Ceará, relembrar os velhos espaços e conhecer o memorial do clube entre troféus e imagens históricas. Nos trinta anos desde que vestiu a camisa coral pela última vez, Arnaldo trabalhou com futebol durante 14 anos no Japão, atuou nas categorias de base do Santo André/SP, clube onde é ídolo da torcida e um dos principais nomes da história, e mais recentemente tem trabalhado na gestão de espaços esportivos na prefeitura da cidade. Ontem, na Barra do Ceará, o ex-meia coral reencontrou por acaso o também ex-atleta Danilo Augusto, conhecido como Danilo Baratinha no futebol cearense da década de 1970. Ambos atuaram juntos no Fortaleza em 1980 e recordaram velhas e engraçadas histórias do folclórico treinador João Avelino, entre outras lembranças. Arnaldo também foi reconhecido pelo ex-goleiro Birigui, que apesar de mais jovem, recordou sua passagem: “eu era da base, mas sempre via ele jogando demais na turma do Toninho Barrote e do Evilásio“. Ao lado do gramado, Arnaldo assistiu a vitória de 3×1 do Ferrão em cima do União/CE em partida amistosa. Depois do jogo, quando o sol se pôs na Barra do Ceará, o ex-meia coral foi embora com a certeza de que teve uma tarde de muitas emoções, reconhecimento e mais recordações na memória.

A PASSAGEM DO EXPERIENTE GOLEIRO GILBERTO PELO FERRÃO

Favor não confundir com o goleiro homônimo que jogou no Ferrão em 1978. A foto acima é do pernambucano Gilberto, também goleiro, que disputou 10 partidas com a camisa coral na temporada do ano 2000. Gilberto viveu sua grande fase no futebol no início dos anos 1990 com a camisa do Sport/PE, o que lhe valeu uma rentável negociação para defender as cores do São Paulo/SP. Defendeu ainda o Santos/SP e o América/MG, entre outras equipes, antes de desembarcar no Ceará no final da mesma década. No início da temporada 2000 foi anunciado pelo Fortaleza como novo reforço e chegou a vestir o uniforme do clube durante um dia de treino no Pici. Acabou não assinando contrato, pois cogitou receber uma melhor proposta vinda do Paysandu/PA, que acabou não se concretizando. O Fortaleza não gostou do comportamento do atleta e desistiu do acerto. Gilberto foi oferecido ao Ferroviário pelo ex-arqueiro Banana, que atuava na ocasião como seu representante. Insatisfeito com a performance dos jovens Zenga e Wágner nos primeiros jogos do Campeonato Cearense, o experiente Gilberto foi contratado e fez sua estreia pelo Tubarão da Barra, no dia 9 de fevereiro de 2000, contra o Crato, no Elzir Cabral. Foram apenas dois meses no clube, durante um período bastante conturbado da história coral, que acabou combinando com uma série de outros problemas de relacionamento vividos pelo arqueiro na Barra do Ceará. Na sequência de sua carreira, conseguiu viver novamente um bom momento no Náutico/PE. Pendurou as luvas e virou treinador de goleiros com atuação recorrente em times do próprio futebol pernambucano.

O FERROVIÁRIO DAS VACAS MAGRAS NA REINAUGURAÇÃO DO JUNCO

Ferroviário em setembro de 1999 na reinauguração do estádio em Sobral – Em pé: Luiz Carlos, Daniel, Tico, Júnior, Carlos Antônio e Miguel. Agachados: Miro, Guedinho, Paulo Rubens, Assis e Luciano

Talvez os jogadores acima sejam desconhecidos da grande maioria da torcida coral. É o time do Ferroviário Atlético Clube em setembro de 1999, formado basicamente por jogadores cearenses egressos de equipes menores, reforçado por algumas crias da base. Essa formação atuou na reinauguração do Estádio do Junco, em Sobral, num amistoso contra o Ceará, vencido pela equipe alvinegra por 2×0. Era uma época de vacas magras marcada pela renúncia do presidente Carlos Mesquita e a chegada de um novo grupo de dirigentes, capitaneados por Carlos Alberto Mota, que terminou eleito presidente três meses depois. Essa equipe disputou o Torneio da Movimentação e perdeu a final para o Tiradentes/CE. No ano seguinte, a vida coral se complicou ainda mais com vários meses de salários atrasados, entra e sai de atletas, ameaça de rebaixamento e até um lamentável episódio de suicídio do diretor de futebol do clube. Na imagem acima, o goleiro Miguel esteve presente no elenco da equipe bicampeã estadual em 1994 e 1995. Talvez ele seja o nome mais conhecido da torcida coral na imagem, ao lado de Guedinho, que virou uma espécie de xodó dos torcedores até a temporada de 2003 e, ironicamente, numas das fases mais tenebrosas da nossa história, conseguiu o feito de assinalar 68 gols e marcar seu nome como o nono maior artilheiro da trajetória do clube. Repare também na camisa dos jogadores. O velho retrato mostra a gloriosa camisa do Ferroviário estampando dois números de telefones. Era o Tele-Ferrão, uma campanha em parceria com a Teleceará, antiga companhia telefônica do estado, que disponibilizava números para o torcedor colaborar com doações voluntárias a partir de módicos 3 Reais por cada ligação.

VÍDEO COM OS GOLS DE UM EMPATE COM O CEARÁ NO ESTADUAL DE 1980

Eis mais um vídeo de um jogo do passado eternizado aqui no Almanaque do Ferrão. Trata-se de um empate do Ferroviário contra o Ceará, justamente num dia 21 de setembro como hoje, em partida válida pelo 2º turno do Campeonato Cearense de 1980. O alvinegro já havia conquistado o turno e o jogo foi mero cumprimento de tabela, levando ao Castelão um público diminuto de apenas 6.040 pagantes. Perceba as redes amarelas utilizadas nas traves do Castelão no início dos anos 1980. Os gols do Ferrão foram marcados por Serginho e Osni, ambos oriundos do futebol carioca, mais precisamente do Flamengo e do Fluminense, respectivamente. O Ceará marcou com Ademir e Bezerra, de pênalti, assinalado nos acréscimos da partida após uma lambança da defensiva coral quando o Ferroviário tinha apenas nove jogadores em campo, já que Osni e Clodivaldo foram expulsos pelos árbitro Luís Vieira Vila Nova. Treinado pelo experiente Lanzoninho, o Tubarão da Barra empatou com o futebol de Salvino, Nonato Ayres, Jorge Luís, Celso Gavião e Luís Augusto; Zé Maria, Nilsinho (Jeová) e Jacinto (Clodivaldo); Osni, Serginho e Babá. Por sua vez, o Ceará jogou com Luís Antônio, João Carlos (Valdemir), Lula, Antônio Carlos e Bezerra; Nicássio, Ademir e Zé Eduardo; Ivanir, Gilson (Nei) e Jorge Luís Cocota. Ceará e Ferroviário se enfrentaram outras vezes naquela edição do Estadual com jogos memoráveis, como o famoso Jogo do Terremoto e a própria final do campeonato, que acabou ficando nas mãos do alvinegro com um gol na prorrogação.

FERRÃO VOLTA AO VELHO ESTÁDIO DA COLINA 50 ANOS DEPOIS

Ferrão jogou no velho Estádio da Colina em seis oportunidades entre os anos de 1967 e 1971

Quando o Ferroviário entrar em campo no Estádio da Colina no próximo domingo, em Manaus, voltará a pisar no velho palco do futebol amazonense depois de 50 anos! Entre 1967 e 1971, o time coral realizou seis jogos contra equipes como o Rio Negro/AM, São Raimundo/AM, Nacional/AM e a extinta Rodoviária/AM exatamente naquela praça esportiva. Antes desse período, os ocasionais jogos do Ferrão em Manaus aconteceram no bucólico Parque Amazonense e, a partir de 1979, passaram a ocorrer no demolido Vivaldo Lima, que deu lugar à moderna Arena da Amazônia para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Quando o Tubarão da Barra atuou no Estádio da Colina pela última vez, em janeiro de 1971, contra o tradicional Naça Machão, em partida válida pelo Torneio Amazonense, a denominação oficial do estádio chamava-se Gilberto Mestrinho, passando a ser conhecido com seu nome atual, Estádio Ismael Benigno, somente a partir de 1977, em homenagem ao ex-presidente do São Raimundo/AM, falecido três anos antes. No gramado do velho Estádio da Colina já pisaram nomes como Garricha e Pelé. Os corais Coca Cola, Simplício, Facó, Zé Maria Paiva, entre outros, também desfilaram sua categoria por lá. Agora, cinco décadas depois, chegou a vez de Edson Cariús, Vitão, Wesley Dias, Diego Viana e companhia mostrarem serviço num dos estádios mais tradicionais do futebol brasileiro, dessa vez contra o Manaus/AM em mais um jogo da Série C nacional.

SHOW DE BOLA E VITÓRIA MAIÚSCULA NA TEMPORADA DE 1957

Foto colorizada do time base do Ferroviário Atlético Clube no Campeonato Cearense de 1957

Foi num dia 15 de setembro como hoje, só que na temporada de 1957. Corria o 2º turno do Campeonato Cearense e o Ferroviário, comandado pelo treinador Durval Cunha, bateu o Fortaleza por 4×2 no PV. O time coral chegou a fazer 4×0 no placar com gols de Pacoti, Zé de Melo, Macaco e Fernando. Os quatro aparecem na foto acima, que ilustra bem a formação básica da equipe na competição. Zé de Melo, Macaco e Pacoti são os três primeiros agachados, enquanto Fernando é o quinto, todos da esquerda para a direita. A formação que derrotou o Fortaleza foi exatamente a da fotografia acima, com exceção do goleiro Gilvan e do jogador Kitt. Quem atuou na goleada de 4×2 foi o experiente Juju e o craque Aldo. A escala da equipe formou com Juju, Ferreira e Nozinho; Manoelzinho, Macaúba e Eudócio; Zé de Melo, Pacoti, Aldo, Macaco e Fernando. Treinado por Mozart Gomes, pai dos futebolistas Mozart e Moésio Gomes, o Fortaleza perdeu com Aluísio, Gera e Zé Mário; Charuto, Sapenha e Aluisio III; Moésio, Nagibe, Ferreira, Zé Raimundo e Lucas. Ferreira e Lucas marcaram para o Tricolor do Pici. O jogo teve Pierre Neto na arbitragem e os jogadores Nozinho e Manoelzinho foram considerados os melhores em campo, juntamente com os autores dos gols. Bastante conhecido no futebol nordestino, o técnico Durval Cunha também aparece na imagem acima, no canto inferior direito. Três anos antes de chegar para o Ferroviário, mais precisamente em 1954, ele entrou para a história como o primeiro treinador a comandar do Fluminense de Feira de Santana numa partida profissional.