GOLEIRO BICAMPEÃO CEARENSE PARTICIPOU DE PODCAST

O goleiro do Ferroviário no histórico bicampeonato estadual 1994-1995 falou ontem sobre sua passagem no futebol cearense. O alagoano Roberval foi o convidado do podcast “Mano a Mano”, dos irmãos Daniel Silvio e David Barbosa, que vai ao ar no YouTube às sextas-feiras no horário noturno. Durante mais de uma hora, o ex-arqueiro do Ferrão recordou sua passagem pelo futebol cearense desde que foi contratado pelo Ceará em 1989. Chegando para o Tubarão da Barra cinco anos depois, ele vivenciou um momento ímpar na história coral até o fim da temporada seguinte, sagrando-se bicampeão estadual. Somado aos poucos jogos que fez no final de 1998, quando voltou a Barra do Ceará com o propósito de encerrar a carreira, Roberval defendeu o arco do Ferrão em 59 partidas. Vale a pena recordar as memórias de Roberval e conferir o bate-papo de ontem à noite, que contou ainda com a participação do Almanaque do Ferrão, entre outros convidados e participantes que enviaram perguntas, mensagens e comentários durante a gravação.

LATERAL DIREITO LIONN PARTICIPA DE BATE-PAPO NO YOUTUBE

De volta ao futebol cearense depois de 15 anos atuando na Europa, o lateral direito Lionn participou ontem de um programa de bate-papo no Canal “Torcida Amiga” no YouTube. Durante pouco mais de uma hora, o jogador coral recordou boas passagens de sua carreira e, principalmente, compartilhou algumas de suas recordações do período em que surgiu na base do Ferrão na metade dos anos 2000. Entre vários assuntos, Lionn lembrou a breve passagem que teve no Benfica de Portugal e no São Paulo/SP, antes de vestir a camisa profissional do Tubarão da Barra pela primeira vez, no Campeonato Cearense de 2007. Logo em sua estreia no time de cima, Lionn marcou um gol contra o Ceará. Curiosamente no final da conversa, Lionn esqueceu do gol que marcou na Polar UTS Cup, em junho daquele ano, logo após o Estadual. Suas duas participações nessa competição no exterior serviram de passaporte para a ida de Lionn para o Torreense, que na época disputava a terceira divisão portuguesa, ao lado do meia Paulo Victor e do atacante Eli. Um outro ponto interessante da conversa foi a comparação que o lateral direito fez do Ferroviário de 2022 com o Ferroviário de 2007, em termos de estrutura e potencial esportivo como equipe de futebol no cenário nacional. Vale a pena conferir o papo com Lionn.

REPÓRTER TROCANDO IDEIAS COM O BICAMPEÃO CEARENSE NASA

O vídeo acima é de uma grande importância histórica. Diretamente de Juazeiro do Norte, o repórter Tony Sousa entrevista, em seu canal no YouTube, o ex-jogador coral Nasa. Vale a pena conferir as recordações do bicampeão cearense pelo Ferrão na década de 1990. Durante pouco mais de meia hora, o ex-jogador relembra a origem de seu apelido e histórias de quando chegou a ser goleiro no início de sua carreira em Pernambuco, além da chegada ao futebol cearense e sua transferência para o Ferroviário. Nasa fala ainda de sua trajetória no Vasco/RJ e no futebol japonês. Na Barra do Ceará, Nasa chegou como volante, mas fixou-se na lateral direita na temporada de 1994. No bicampeonato no ano seguinte, alternou partidas como volante e lateral. Em 2013, na eleição do Time dos Sonhos do Ferroviário, a torcida coral o apontou como o melhor lateral direito entre todos os que vestiram a camisa do Tubarão da Barra. Em três temporadas, Gesiel José de Lima entrou em campo 76 vezes e marcou 7 gols com a camisa coral. Não deixe de conferir esse belo registro histórico.

VÍDEO RARO DE 1978 ENTROU NA INTERNET E REVIVE JOGO HISTÓRICO

O vídeo acima merece ser assistido várias vezes. É mais uma raridade do campeonato cearense de 1978, uma das maiores edições da centenária competição em todos os tempos, que apareceu recentemente na Internet. O aviso veio do pesquisador potiguar Zidney Marinho, que publicou a raridade em seu canal no YouTube. As imagens mostram os gols de um clássico contra o Ceará, válido pela triangular decisivo do certame. O jogo foi realizado no dia 10 de dezembro daquele ano, um domingo, e foi considerado a melhor partida do campeonato até então. O Ferrão merecia melhor sorte e no final, o 2×2 acabou sendo considerado injusto. O famoso árbitro Arnaldo César Coelho deixou de marcar um pênalti claro de Darci em cima de Luizinho. Os gols foram de Marcos e Jorge Bonga para o Tubarão da Barra, e Tiquinho, duas vezes, marcou para o Ceará. Abaixo, uma bela foto, colorida artificialmente, mostra a base coral naquele ano, praticamente a mesma onzena que atuou no jogo do vídeo em destaque.

Time base do Ferroviário em 1978 – Em pé: Gilberto, Lúcio Sabiá, Arimatéia, Jodecir, Paulo Maurício e Ricardo Fogueira; Agachados: Marcos, Jacinto, Paulo César, Doca e Babá

Treinado pelo estrategista Lucídio Pontes, o Ferrão empatou com Gilberto, Jorge Henrique, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Paulo Maurício, Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos (Luizinho), Paulo César e Babá. O Ceará de Moésio Gomes jogou com Sérgio Gomes, Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Amilton Melo e Danilo Baratinha (Serginho); Jangada, Ivanir e Tiquinho. Repare na escala alvinegra, um meio campo de extrema qualidade, com os três atletas formados no próprio Ferroviário e,  eternamente, considerados como ídolos corais. O público no Castelão foi de 19.359 pagantes. Como já foi dito no blog anteriormente, a temporada de 1978 representa até hoje a melhor média de público da história do Ferroviário. Da equipe coral, o experiente Gilberto foi treinador de goleiros de Rogério Ceni no São Paulo/SP, a dupla de zaga Lúcio Sabiá e Arimatéia já é falecida e Paulo César mora no Equador há décadas.

O INESQUECÍVEL FERROVIÁRIO QUE DESBANCOU CEARÁ E FORTALEZA

A ´Máquina Coral` dos anos 1990 já foi motivo de algumas postagens aqui no blog. Como dizia o saudoso Antônio Estelita Aguirre, diretor de comunicação do Ferroviário naquele período: “Antes quando o jogo era contra o Ceará ou Fortaleza, a gente ia pro estádio com medo, hoje a gente vai com pena“. A frase emblemática reproduz bem a supremacia coral absoluta no futebol cearense entre 1994 e 1995. O vídeo acima é do canal Última Divisão e faz um ótimo apanhado estatístico daquela época. Aplausos para a pesquisa, riqueza de detalhes e de informações passadas por profissionais que observam um feito ocorrido já há quase um quarto de século e, mesmo à distância, são capazes de valorizar com detalhes algo que, na maioria das vezes, passa  diariamente despercebido para a própria imprensa cearense, tão afeita apenas aos “feitos” de Ceará e Fortaleza. O bicampeonato coral representou a última vez que um “intruso” resolveu quebrar a hegemonia da dupla local na galeria dos campeões estaduais. Vale, portanto, eternizar ainda mais aquele feito em cada um dos 13 minutos do vídeo acima.