APRESENTAÇÃO HISTÓRICA DE UM TÉCNICO MUNDIALMENTE FAMOSO

1976_0522

Registro dos torcedores na arquibancada do SESI e Vavá cumprimentando o goleiro Marcelino

Você lembra do Edvaldo Izídio Neto? Infelizmente seu nome é poucas vezes reverenciado no futebol cearense. Ele foi treinador do Ferroviário no campeonato estadual de 1976. Estamos falando exatamente de Vavá, bicampeão mundial pela seleção brasileira nas copas de 1958 e 1962. Há exatos 40 anos, era ele o técnico coral a comandar jogadores como o goleiro Marcelino, o zagueiro Pogito, o meia Danilo Baratinha e o atacante Lula, entre outros. Talvez seja o treinador mais famoso que já passou pela Barra do Ceará em todos os tempos. Sua apresentação ocorreu debaixo de foguetório diante de centenas de pessoas no campo do SESI, instalação que fica até hoje ao lado do estádio Elzir Cabral. Foram apenas 13 partidas no comando técnico coral, mas o suficiente para entrar na história. Em 21 de março daquele ano, Vavá dirigiu o Ferrão na vitória por 1×0 contra o Calouros do Ar, pela 2ª fase do 1ª turno do estadual, gol de Oliveira. Pouco mais de um mês depois, após sofrer uma goleada por 6×0 para o Ceará, perdeu o emprego. O famoso ´Leão da Copa` seguiu sua carreira e fez parte da comissão técnica de Telê Santana na lendária participação do Brasil na Copa de 1982, na Espanha. Vavá morreu em 19/01/2002, vítima de infarto e foi sepultado no Rio de Janeiro.

O TUBARÃO QUE CONTOU COM UM CANGURU NA LINHA DE FRENTE

fernando canguru

Atacante paraibano Fernando Canguru vestiu a camisa coral em 1976

Repercutiu a postagem sobre os jogadores do Ferroviário que utilizaram futebolisticamente o apelido de aves e bichos. Da Paraíba, o internauta Sidney Marconi questionou a participação do ex-atacante Fernando Canguru no Tubarão da Barra, indagando se foi o mesmo atleta que defendeu com destaque o Treze da Paraíba. Sim, trata-se do próprio. Foram apenas 11 jogos pelo Ferrão, mas o suficiente para compor a galeria de bons jogadores que passaram pela Barra.

Em declaração ao site Agora Esportes, da Paraíba, Fernando Canguru recordou a sua passagem pelo futebol cearense em 1976: “foi um coisa até estranha eu ter ido jogar no Ferroviário, na época eu vinha me recuperando de uma contusão no Treze e estava um pouco afastado, então um grande amigo meu, Simplício que foi ídolo no Ferroviário, pediu por tudo para eu ir pra lá (…) treinei com o falecido Vavá, Peito de aço, da seleção brasileira, e ele me mostrou vários posicionamentos que até então eu não sabia…“, disse o ex-jogador paraibano.

Fernando Canguru só marcou 1 gol pelo Ferrão, foi no confronto contra o Tiradentes em 20/6/76, no Castelão, que valeu a vitória coral por 1×0, numa partida que o Tubarão já era treinado por César Moraes, substituindo a Vavá. A passagem de Canguru foi bastante curta e discreta na Barra, mas não há como negar que foi um dos grandes nomes do futebol nordestino a vestir a gloriosa camisa coral. O apelido animal veio em razão da ótima impulsão do ex-atacante, que fez vários gols de cabeça em sua breve carreira no futebol, quando então decidiu pendurar as chuteiras e se tornar advogado. Não fosse o trabalho de resgate do Almanaque do Ferrão, certamente Fernando Canguru seria um nome a passar batido na história do Tubarão da Barra.