ESTREIA DE JORGE HIPÓLITO MARCOU 25 DE NOVEMBRO DE 1972

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Jorge Hipólito

Esse é Jorge Hipólito, 1,90m, alto para os padrões da época, goleiro formado no Vasco/RJ e que brilhou no campeonato cearense de 1972 pelo Calouros do Ar. No final daquele ano, num 25 de novembro como hoje, ele fazia sua estreia com a camisa do Ferroviário contra o Quixadá, em amistoso no Elzir Cabral. Seria um dos reforços para a temporada seguinte, mas a negociação falhou e o arqueiro não permaneceu. Pouco menos de um ano depois, acabara de ser dispensado do Ceará e voltou a defender o Ferrão em outro amistoso, dessa vez contra um time amador chamado Coritiba. Novamente, não ficou. Vestiu ainda a camisa do Maguary, Guarany-S, Fortaleza e América/CE. Em 1986, já veterano, selou seu nome com um dos melhores do nordeste conquistando a Série B nacional com o Treze/PB. Morreu em março de 2014, aos 64 anos, vítima de câncer nos ossos. Você sabia?

COLETÂNEA DE GOLS DO CRAQUE DE UMA GERAÇÃO INESQUECÍVEL

Faltam poucos dias para o aniversário de 20 anos do bicampeonato do Ferroviário conquistado em 1995, ano do FerroBiário, como costumava dizer o saudoso Antônio Estelita Aguirre, diretor de comunicação durante aquele auspicioso período. Sem dúvida alguma, o maior craque daquele time inesquecível foi o meia-atacante baiano Acássio, o símbolo maior da genialidade de uma geração que marcou época no futebol cearense. Foram 74 gols marcados com a camisa coral, o que o coloca como o 7º maior goleador da história do clube. Hoje é dia de prestar homenagem ao ex-jogador e conferir no vídeo acima 20 minutos de brilhantismo com os gols do eterno ídolo, figura certa na seleção coral de todos os tempos escolhida em campanha promocional há quase três anos.

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Entrevista na Expresso Coral

Acássio de Oliveira Seixas nasceu em Feira de Santana, interior baiano, em 1967. Ele jogava pelo tradicional Fluminense de sua cidade natal quando foi indicado para o Ferroviário, em 1993, pelo pai do treinador Lula Pereira, que o conhecia do futebol da boa terra. Se notabilizou no futebol cearense pela genialidade apresentada em dribles curtos, rápidos, em pequenos espaços do gramado, pelas arrancadas em direção à área adversária e pelos muitos gols decisivos que marcou em clássicos. Dentro da área, Acássio era frio e impiedoso, tornou-se rapidamente o xodó de uma torcida há tempos carente de grandes ídolos. Foram 132 jogos ao todo envergando a camisa do time que o acolheu no futebol cearense. Seu brilhantismo o levou a vestir a camisa do Vasco da Gama/RJ em temporadas seguintes. Encerrou a carreira atuando pelo Remo/PA. De todos os clubes que defendeu, o Ferrão é o que Acássio guarda as melhores recordações, muitas delas estampadas numa sensacional entrevista de duas páginas na edição de número 6, em abril de 2009, da extinta Expresso Coral, a revista oficial do Ferroviário naquele período. Aproveite bem o vídeo, pois gols assim hoje são coisa rara de se ver. E jogadores como Acássio são coisa rara de existir.

GOLEIRO CAMPEÃO INVICTO EM 1968 COMEMORA HOJE 70 ANOS DE IDADE

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Ex-goleiro coral Cavalheiro, o aniversariante do dia, em foto recente tirada no Rio Grande do Sul

Hoje é dia de dar os parabéns ao ex-goleiro gaúcho Cavalheiro, campeão cearense invicto pelo Ferroviário Atlético Clube no ano de 1968. Ele completa hoje 70 anos de idade e seu nome está para sempre registrado na galeria de inesquecíveis do time coral. Ele conquistou o título estadual aos 23 anos de idade, depois de atuar por Internacional/RS e Vasco/RJ. Sua passagem no futebol carioca rendeu a indicação para o Tubarão da Barra por intermédio do diretor Joseoly Moreira e o crivo do eterno ídolo Pacoti, seu companheiro na equipe carioca. Foram 35 jogos no total no arco coral. Cavalheiro largou o futebol ainda jovem e preferiu terminar a faculdade de Direito para seguir a carreira de advogado, inicialmente em Minas Gerais e depois no Rio Grande do Sul.

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Cavalheiro no Ferrão

Cavalheiro deixou o Tubarão da Barra em maio de 1969 e nunca mais dele se ouviu falar. Em 2008, nas comemorações dos 40 anos do título invicto de 68, o programa Rádio Ferrão localizou o ex-goleiro no sul do país e o colocou ao vivo no ar, resgatando memórias daquela sensacional conquista num bate-papo emocionante que envolveu também o ex-volante Edmar. Foram décadas longe de Fortaleza. Em 2014, ele voltou à capital cearense e reencontrou alguns companheiros do passado. O retorno à cidade parece ter tocado o coração do ex-arqueiro e ele organizou uma nova viagem, acontecida recentemente no mês passado, onde teve a oportunidade de se reunir novamente com seus contemporâneos de Ferroviário. Irmão de Homero Cavalheiro, ex-treinador do Sub-20 da Seleção Brasileira nos anos 80, o goleiro campeão cearense invicto de 1968 tem um filho chamado Henrique que resolveu seguir a carreira do pai e que milita atualmente em equipes do futebol gaúcho. Em síntese, não é sempre que se chega a sete décadas de vida, razão pela qual esse 14 de outubro merece ser comemorado em sua plenitude.

MÁRIO JARDEL E CELSO GAVIÃO SE REENCONTRAM EM PARTIDA FESTIVA

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Ídolos corais em Fortaleza

Responda rápido: Celso Gavião e Jardel jogaram juntos no Ferroviário? Não? A foto ao lado foi tirada ontem em Fortaleza. Foi um jogo festivo que reuniu ex-atletas do futebol cearense, aproveitando a passagem de Jardel pelo estado do Ceará, ele que atualmente é deputado estadual no Rio Grande do Sul. Celso Gavião foi campeão cearense em 1979 pelo Ferrão. Jardel tinha apenas 6 anos na ocasião. Em comum, o fato de terem defendido o Vasco/RJ e o Porto. Mas se você acha que eles nunca jogaram juntos, se enganou redondamente. Ambos fizeram parte do elenco coral no finalzinho de 1990. Jardel, em início de carreira, entrou em 2 jogos naquele período. Celso Gavião, na reta final como jogador de futebol profissional, atuou em 6 partidas. Detalhe que o tempo pode tentar apagar, mas o Almanaque do Ferrão recorda pra você.

ARTILHEIRO IMPLACÁVEL DO FERRÃO VAI VIRAR TEMA DE LIVRO EM BREVE

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Pacoti em 1958

Pacoti, o artilheiro implacável do Ferroviário na década de 1950, vai virar tema de livro em breve. A iniciativa é do escritor cearense Saraiva Júnior, que há alguns anos vem trabalhando arduamente nas pesquisas e entrevistas para a obra. Francisco Nunes Rodrigues é o nome de batismo de Pacoti, que nasceu na cidade de Quixadá e se consagrou no futebol cearense vestindo a camisa do Ferrão, depois ganhou o mundo e brilhou no Sport/PE, Vasco/RJ e até no exterior, no Sporting de Lisboa, quando teve a honra de ser o primeiro cearense a disputar a famosa Liga dos Campeões da Europa, a Champions League, na temporada 1961/62, quando seu clube foi eliminado em 2 jogos contra o Partizan, da Iugoslávia, na fase pré-eliminatória da competição. Atualmente, Pacoti tem 82 anos de idade e reside no bucólico bairro da Praia de Iracema, em Fortaleza.

FORTALEZA, CE, 16-12-2014: Lançamento da Calçada da Fama, no espaço cultural da Arena Castelão. (Foto: Edimar Soares/O POVO)

Pacoti na Calçada da Fama da Arena Castelão

Pacoti teve duas passagens no Ferroviário, a primeira de 1955 a 1958 e a outra no final de sua carreira, entre 1966-1967, totalizando 78 jogos e 51 gols marcados com a camisa coral. Em 2013, seu nome foi escolhido na campanha ´Time dos Sonhos` e entrou definitivamente para a galeria dos maiores jogadores da história coral. No final do ano passado, Pacoti foi homenageado na Arena Castelão com seus pés eternizados na ´Calçada da Fama` daquela praça esportiva. A obra sobre o velho ´Pacote`, como é carinhosamente chamado pelos amigos mais próximos, será a segunda incursão literária do escritor Saraiva Júnior no futebol cearense, a primeira foi o livro sobre a carreira do craque Mozart, que foi companheiro de do próprio Pacoti no Ferroviário no ano de 1966.

INVENCIBILIDADE DE MARCELINO CAIA NUM 10 DE JUNHO COMO HOJE

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Goleiro Marcelino: 170 jogos pelo Ferroviário e recorde de 1.295 minutos sem sofrer gols

10 de Junho. Foi nessa data, há exatos 42 anos, que um ex-juvenil do Ferroviário desferiu um chute defensável e o goleiro coral acabou enganado pela trajetória da bola. Gol do Maguary. Aquele lance de 1973 foi histórico, apesar da mídia cearense quase sempre fazer questão de não lembrar. O gol de Ibsen derrubou uma marca de 1.295 minutos sem sofrer gols do goleiro Marcelino, um carioca que marcou época na Barra do Ceará entre 1969 e 1976. Até hoje nenhum outro goleiro chegou sequer a ameaçar o posto de recordista do ex-goleiro coral. No futebol brasileiro, trata-se da 4ª melhor marca nacional. O fato mereceu destaque inclusive na revista Placar na edição de 15/6/1973. O 1º lugar pertence a Mazaroppi, do Vasco/RJ, com seus 1.816 minutos em 1977. Jorge Reis e Neneca, ambos recentemente falecidos, estão também à frente da marca histórica de Marcelino. No futebol cearense, o ex-goleiro do Ferrão merecia uma estátua pelo feito.

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Marcelino e Ibsen após o gol

Foram 170 partidas com a camisa coral. Marcelino viveu altos e baixos no clube, mas será sempre lembrado como um dos goleiros mais importantes da histórica coral, não apenas pelo recorde cearense, que dificilmente um dia será quebrado, mas também pelo bom período de tempo que atuou como titular da meta coral. Ibsen foi companheiro de Marcelino até 1971, quando deixou o Ferroviário e passou a atuar em outras equipes. O gol que quebrou a marca lendária de seu ex-companheiro pareceu doer no ex-atleta coral. Após o gol, Ibsen correu e pediu desculpas para Marcelino. O Maguary venceu o jogo por 2×1, quebrando uma invencibilidade do Ferrão, que não perdia desde outubro do ano anterior. O recorde de Marcelino já mereceu destaque em outra postagem do Almanaque do Ferrão e merece ser celebrado a cada aniversário. O ex-goleiro é vivo, reside ainda em Fortaleza, onde fixou residência. Nunca mais voltou ao Rio de Janeiro. Mora num apartamento no bairro do Papicu e certamente merece todos os elogios e parabéns possíveis.

PRIMEIRA VITÓRIA NA ELITE DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1983

Os participantes do Campeonato Brasileiro no início da década de 80 eram definidos conforme a classificação dos Estaduais. Como esteve em todas as finais cearenses entre 1979 e 1983, o Ferroviário garantiu participação na elite nacional entre 1980 e 1984, já que duas vagas eram destinadas ao estado do Ceará. Foram anos gloriosos de embates contra Flamengo/RJ, Atlético/MG, Londrina/PR, Sport/PE, Internacional/RS, Ponte Preta/SP, dentre outros grandes clubes do país.

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Em 83, o Ferrão caiu no Grupo H da chamada ´Taça de Ouro` e tinha como concorrentes de chave o Vasco/RJ, Náutico/PE, Cruzeiro/MG e o Treze/PB. Depois de derrotas para os dois primeiros e um empate com a raposa mineira em pleno Mineirão, a primeira vitória coral na competição veio em cima do Treze de Campina Grande, 2×1 há exatos 32 anos, no PV, para um público de 2.371 pagantes. O barbudo Almir, ex-atacante do CSA/AL, marcou os gols corais. Rocha, que chegou a vestir a camisa do Ferroviário em 1990, assinalou o tento do Galo da Borborema.

Acompanhe o vídeo acima com os gols do jogo na narração do indefectível Léo Batista. Era o jogo de número 1.936 da trajetória coral segundo o Almanaque do Ferrão. O Tubarão da Barra jogou com Hélio Show, Laércio, Zé Carlos, Nilo (Dedé) e Luisinho; Augusto, Edson, Ednardo (Flávio) e Betinho; Almir e Jorge Veras. O comando técnico era do preparador físico Wilson Couto, que promovia nesse jogo os jovens zagueiro Dedé e atacante Flávio no time principal. O time paraibano perdeu com Caetano, Gilmar, Jotabê, Hermes e Geraldo; Wilson, Lula e Dedé (Neto); Getúlio (Puma), Rocha e Tatá. Desses, o lateral Gilmar, o zagueiro Hermes, o volante Wilson e os atacantes Getúlio e Rocha, já mencionado, jogaram no Ferroviário em outras temporadas.