O TIME DE BASE QUE CONQUISTOU O CAMPEONATO CEARENSE DE 1979

Campeonato Cearense de Juniores de 1979 – Em pé: Laércio, Gilvan, Bira, Dedé, Samuel, Ivanildo, Ariosto e o massagista Taty. Agachados: Narcélio, Haroldo, Carlos Brasília, Eduardo e Nena

Não estranhe a camisa coral na foto acima. Apesar de bastante parecida com a do rival Fortaleza, as cores são as nossas: vermelho, preto e branco. Esse modelo foi utilizado pelo time de juniores, o equivalente a atual categoria Sub-20, na conquista do campeonato cearense de 1979. Na imagem, a presença de alguns jogadores que chegaram a atuar pelo time profissional nas temporadas seguintes, como o histórico lateral direito Laércio (244 jogos), o goleiro Bira (2 jogos), o zagueiro Dedé (18 jogos), o ponta direita Haroldo (22 jogos) e o atacante Carlos Brasília (30 jogos), todos de importante contribuição à história coral. Vale o destaque para deixar registrado o modelo pouco comum no nosso uniforme e os atletas campeões pela nossa base, consagrada no futebol brasileiro como a que mais revela valores no futebol cearense.

FERROVIÁRIO PODE VOLTAR A TER FORNECEDORA DE RESPEITO EM 2016

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Ferroviário em 1984: último ano da francesa Le Coq Sportif no vistoso material esportivo do clube

O Almanaque do Ferrão apurou que o Ferroviário pode fechar a qualquer momento com uma fornecedora de material esportivo de grande respeitabilidade no mercado. As negociações estão adiantadas e o clube pode voltar a ter uma parceira de alto nível, à exemplo do que ocorreu no passado quando chegou a ter a francesa Le Coq Sportif, entre 1982 e 1984, e as brasileiras Penalty, em 1997 e 1998, e Finta, de 2009 a 2010. Parece realmente que o clube abandonará as soluções caseiras e partirá para algo mais empolgante. A mudança de rumo se justifica na contratação de uma empresa paulista de marketing esportivo, a MP Sport, que chega ao clube com uma visão mais profissional em relação à práticas recentes, como em 2015, quando o Ferrão apresentou um dos uniformes mais extravagantes – para não usar o adjetivo ridículo – de sua história.

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Ferroviário em 1997: primeiro ano da conhecida Penalty no belo material esportivo do clube

Respeitando a famosa estratégia do sigilo nas negociações empresariais, o blog opta por não anunciar a marca que negocia atualmente com o Ferroviário, muito embora o nome já tenha vazado em algumas redes sociais. Marca em camisa não ganha jogo, mas não deixa de ser um bom começo para o início de uma nova gestão. O torcedor gosta de bons produtos e, nesse aspecto, a torcida coral tem se mostrado carente de opções interessantes ao longo dos anos. De repente, em termos de material esportivo, o clube pode retornar ao patamar de uma Le Coq Sportif, que enquanto vestiu o Ferrão, fornecia também material para o São Paulo/SP e para as seleções da França e da Argentina, ou a tradicional Penalty, parceira histórica de praticamente todos os times importantes do Brasil, além da própria Finta, que vestiu clubes de respeito no futebol brasileiro, entre eles o Botafogo/RJ no inesquecível título nacional no ano de 1995. Marca é marca, e algumas delas não se compra em bodega. Quem sabe, mais uma em breve na Barra do Ceará.

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Ferroviário em 2009: primeiro ano da simpática Finta no material esportivo do clube

FERRÃO USOU CAMISA DOURADA PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA

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Ferroviário utilizou pela primeira vez na história uma camisa diferente das cores tradicionais

Depois de sete anos, o Ferroviário inovou no padrão de seu uniforme de jogo. Ontem, por ocasião da estreia coral na Série B do campeonato cearense, o Tubarão da Barra entrou em campo com uma camisa dourada. A última vez que algo semelhante ocorreu foi em janeiro de 2008, quando o comando da época lançou o terceiro uniforme na cor preta, padrão utilizado até o ano de 2010 e, posteriormente, resgatado na temporada de 2013.

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Ontem no Instagram

O novo modelo coral causou opiniões controversas logo que foi anunciado momentos antes do jogo através de uma rede social. É certo que boa parte das críticas vieram apenas após a derrota na estreia para o Tiradentes, fruto da paixão que invariavelmente cerca a opinião dos torcedores. Curiosamente, antes do resultado negativo, as opiniões nas redes sociais mostravam ampla supremacia em favor da aceitação do novo modelo. Houve quem reclamasse dos cinco patrocinadores estampados na nova camisa, como se fosse possível algum time no mundo sobreviver sem esse tipo de captação de investimento publicitário. Diz o ditado que quem muito ouve no futebol, nada faz. Filtrar as críticas construtivas é sempre a melhor alternativa.

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Camisa preta era a grande novidade de 2008

Assim como o padrão dourado, o modelo preto em 2008 também gerou críticas, posteriormente suplantadas com a beleza estética do time em campo, principalmente nos jogos noturnos. No futebol moderno, o terceiro padrão de camisas permite a busca pela inovação e, quase sempre, haverá barreiras de aceitação. Foi assim em todas as equipes que adotaram essa estratégia. No caso específico do Ferrão, a polêmica da ´nova camisa` é apenas mais uma prova que o clube possui dificuldades históricas em conciliar o velho e o novo, o tradicional e o moderno, e por consequência o certo e o errado, uma questão de maturidade que o futebol exige como prerrogativa para o progresso. Aprovadas ou reprovadas, as camisas douradas entraram ontem para a história. E como bem disse João Ubaldo Ribeiro, o segredo da verdade é o seguinte: não existem fatos, só existem histórias.