FALECEU O EX-GOLEIRO WENDELL QUE JOGOU NO FERRÃO EM 1986

Matéria do Jornal O Povo anunciando a contratação do famoso goleiro Wendell na temporada de 1986

O futebol brasileiro se despediu do ex-goleiro Wendell Lucena Ramalho. Aos 74 anos de idade, ele deixou o plano terrestre no dia de ontem. Depois de excelentes passagens por equipes como Fluminense/RJ. Botafogo/RJ, Santa Cruz/PE, Guarani de Campinas e Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974, o já experiente arqueiro foi anunciado como reforço do Ferroviário para a temporada de 1986. Wendell fez sua estreia na equipe coral no dia 11 de maio daquele ano, numa vitória por 2×1 em cima do Quixadá pelo Campeonato Cearense. Em sua breve passagem pela Barra do Ceará, ele permaneceu a maior parte do tempo na reserva do ágil Serginho, que vivia grande fase. Quando o presidente Caetano Bayma resolveu demitir o treinador Moésio Gomes na reta final da competição, recorreu ao experiente Wendell para assumir interinamente a condição de técnico do Ferrão por duas partidas, o que resultou em um empate contra o Guarani de Juazeiro e uma improvável vitória contra o Ceará, que seria o campeão estadual. Descanse em paz, Wendell.

O JOGO CONTRA O LONDRINA/PR NA LEMBRANÇA DE ROBERTO FONSECA

Sábado passado, o Ferroviário enfrentou o Botafogo de Ribeirão Preto pela primeira vez na história. Após a vitória coral por 1×0, o treinador Roberto Fonseca concedeu uma entrevista coletiva e recordou um fato do passado que nunca saiu de sua lembrança. Veja no vídeo acima. No início de sua carreira como zagueiro, defendendo o Londrina/PR, ele jogou contra o Ferroviário no PV. A gente buscou essa partida nos arquivos do Almanaque do Ferrão. Ela ocorreu no dia 13 de março de 1983, portando há quase 40 anos. O jogo foi válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano e o Ferrão venceu a equipe paranaense por 1×0, gol de Paulo César Cascavel. Treinado por Wilson Couto, o Tubarão da Barra venceu com Hélio Show, Luisinho, Israel, Nilo e Ferreti; Augusto (Edson), Doca e Paulinho Lamparina; Ivan (Bosco), Paulo César Cascavel e Jorge Veras. Por sua vez, o Tubarão paranaense, comandado pelo técnico Itamar Belasalmas, perdeu com Neneca, Zé Carlos, Zequinha, Roberto Fonseca e Alcir; Richard, Osmarzinho (Jordan) e Osmar Volpato; Zé Dias, Mauro (Netinho) e Nivaldo. O jogo foi arbitrado por João Leopoldo Ayeta e teve 1.686 pagantes. No jogo seguinte da competição, o Londrina recebeu o Ferrão no Estádio do Café, e venceu por 3×1, eliminando o time coral do certame pelo saldo de gols. Agora, a lembrança do nosso atual treinador está ainda mais reforçada.

LULA PEREIRA: UM DOS NOMES MAIS IMPORTANTES DA NOSSA HISTÓRIA

Click do fotógrafo Thiago Gadelha na passagem de Lula Pereira pelo Ferroviário em 2016

Lula Pereira faleceu hoje aos 64 anos de idade. Após sofrer um AVC em agosto de 2019, o ex-técnico coral passou os últimos 18 meses de sua vida longe do futebol. Seu último trabalho no mundo da bola foi justamente no Ferroviário, como coordenador técnico, exercendo um papel preponderante para o soerguimento do clube, que encontrava-se alojado na segunda divisão do futebol cearense, na temporada de 2016. Foi a partir do trabalho da dupla Lula Pereira e Fernando Filho, treinador coral indicado pelo próprio Lula, que o Ferrão conseguiu a pontuação necessária para voltar novamente à elite cearense, mesmo encarando grave penúria estrutural. A primeira passagem de Lula Pereira pela Barra do Ceará também havia sido durante um momento de grande dificuldade. Foi em 1993, assumindo o comando técnico coral logo após uma derrota do Tubarão da Barra por 9×1 para o Ceará. Convidado pelo então presidente Clóvis Dias, Lulão abandonou a estabilidade de treinador das categorias de base do Ceará para assumir o desafio de resgatar a confiança do Ferroviário no campeonato. Em dois meses de trabalho, levou o Ferrão à final de um turno contra o próprio Ceará e formatou a base do elenco que ganharia dois estaduais seguidos em 1994 e 1995, uma das fases mais esplendorosas da nossa história. A partir daí, trilhou caminhos vitoriosos no futebol conquistando títulos pelo Brasil afora, chegando a treinar até o Flamengo/RJ. Lula Pereira esteve no Ferroviário em dois momentos muito difíceis da trajetória coral. Conseguiu êxito em ambos, tirando o clube do buraco e elevando-o a patamar comprovadamente superior, fato este, sem dúvida, que o qualifica como um dos nomes mais importantes da história do Ferrão. Descanse em paz, professor Lula Pereira. E obrigado por tudo.

VILAR PODE PASSAR IVONÍSIO MOSCA NO RANKING DE TREINADORES

Vilar pode ultrapassar a marca de Ivonísio

Marcelo Vilar segue firme na construção de um recorde pessoal como treinador do Ferroviário Atlético Clube. Em breve, ele pode ultrapassar a marca de Ivonísio Mosca de Carvalho, técnico campeão invicto pelo Ferroviário em 1968, que tem registrado em seus números o total de 112 partidas no comando coral entre 1966 e 1968. Falecido em 1975, Ivonísio é até hoje o 6º colocado no ranking coral de treinadores em relação ao número de partidas dirigidas. Vilar  atualmente é o 7º colocado e já alcançou a marca de 105 jogos como treinador do Ferrão entre amistosos e jogos oficiais. Se tudo caminhar bem no campanha coral na Série C nacional dessa temporada, a expectativa é que Marcelo Vilar assuma a sexta posição no ranking. Curioso pra saber os cinco primeiros colocados com base nos números oficiais que serão disponibilizados numa futura edição impressa do Almanaque do Ferrão? Em 1º lugar: Babá com 203 jogos entre 1947 e 1959. Na 2ª posição: Lucídio Pontes com 168 jogos entre 1971 e 1990. Em 3º lugar: Vicente Trajano com 154 jogos entre 1954 e 1973; Em 4º lugar: Erandy Pereira Montenegro com 138 partidas entre 1975 e 1989; e na 5ª colocação: Valdemar Caracas com 130 jogos entre 1933 e 1946. Em 87 anos de história, o glorioso Tubarão da Barra já teve 161 treinadores.

FOTO DO EX-ATACANTE RAMON NA BARRA NA TEMPORADA DE 1984

Ramon Ramos em seu período de jogador do Ferroviário com o pequeno Alyson Pereira

Que belíssima foto, não? No gramado do Elzir Cabral, em algum amistoso durante a temporada de 1984, os torcedores entravam livremente para falar e bater foto com os jogadores do clube. A imagem acima foi produzida pela família do então torcedor mirim Alysson Pereira, que posou ao lado de um dos destaques daquela equipe, o renomado atacante Ramon. Já em final de carreira, o ex-goleador do Santa Cruz/PE e do Vasco/RJ teve uma boa passagem como jogador do Ferrão naquela oportunidade. Foram 27 jogos e 18 gols marcados com a camisa coral entre maio e dezembro de 1984. No ano seguinte, Ramon pendurou as chuteiras no Brasília/DF e voltou ao Tubarão da Barra como auxiliar técnico de Caiçara e, posteriormente, de Erandy Pereira Montenegro. Ainda na condição de auxiliar técnico, dirigiu interinamente o Ferrão em 13 jogos no título estadual de 1988 e não perdeu nenhum. Posteriormente, já com o nome profissional de Ramon Ramos, assumiu um elenco campeão no início de 1995 e levou o Ferroviário ao bicampeonato estadual, comandando uma equipe memorável. Ramon Ramos deixou a Barra do Ceará no início de 1996. No cômputo geral, dirigiu o time coral em 87 jogos, obtendo 46 vitórias, 30 empates e apenas 11 derrotas. Ramon vive em Recife, de onde acompanha as notícias de seu ex-clube.

VÍTIMA DE CÂNCER, EX-JOGADOR DUDU FALECEU NO RIO DE JANEIRO

Matéria do jornal anunciando Dudu

Ele passou pelo Ferroviário Atlético Clube na temporada de 1992. Ex-jogador consagrado no Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, o volante Dudu chegou ao Ferroviário em julho daquele ano em meio a um pacote de reforços que apresentava nomes como o experiente centroavante Rodinaldo, o volante Wágner, o goleiro Jorge Carioca, os atacantes Haroldo e Agnaldo, além dos experientes Edson Oliveira e João Luís, zagueiro e lateral esquerdo respectivamente. Em seu período na Barra do Ceará, Dudu brigou sempre com a balança pois chegou muito acima do peso. Participou apenas de dois jogos amistosos nas cidades de Campo Sales e Barbalha, além de disputar uma única partida oficial, contra o Calouros do Ar, no PV, quando substituiu Rodinaldo no segundo tempo. Em seu período no clube, Dudu teve Celso Gavião como treinador, seu ex-companheiro no Vasco/RJ. Quando Celso deixou o cargo, a experiência de Dudu falou mais alto e ele foi treinador do Ferrão por uma semana, comandando o clube na vitória por 1×0 em cima do Quixadá, fora de casa, no dia 20 de setembro. Dudu faleceu hoje no Rio de Janeiro depois de uma dura batalha contra o câncer. Descanse em paz.

EMPATE CONTRA O ICASA NA ESTREIA DE BETINHO COMO TÉCNICO CORAL

Craque de bola nos anos 1980: Betinho

O pernambucano Betinho foi um dos maiores jogadores a vestir a camisa 10 do Ferrão. Depois de 83 jogos com a camisa coral, pouca gente lembra que ele pendurou as chuteiras e assumiu a função de treinador do Tubarão da Barra durante o campeonato cearense de 1984. Sua estreia na nova função aconteceu num sábado à tarde, mais precisamente no dia 9 de junho, contra o Icasa no Castelão. O jogou terminou empatado em 3×3. O ponta Cardosinho fez 2 gols para o Ferrão, porém o centroavante icasiano Chiquinho do Araras foi o artilheiro do jogo com 3 gols. O ex-coral Júlio se embananou todo no final da partida e teve a infelicidade de marcar contra sua própria cidadela, empatando o jogo diante de apenas 631 pagantes. O Ferrão foi à campo com Dário, Tuca, Israel, Nilo e Fraga; Doca (Ramon), Edson e Paulinho Lamparina; Cardosinho, Júnior Xavier e Foguinho (Gregório). O técnico Catolé formou o adversário com Jurandir, Nonato Ayres, Jeová, Júlio e Roner; Garrinchinha, Bodó e Amauri; Cícero (Ernilson), Chiquinho do Araras (Da Silva) e Esquerdinha. Na temporada seguinte, Chiquinho do Araras vestiu sem sucesso a camisa coral. Betinho mora em Recife e infelizmente tem enfrentado graves problemas de saúde nos últimos anos. Sua passagem pela Barra do Ceará foi simplesmente grandiosa e a torcida coral o tinha como ídolo, a prova disso é que o irmão mais novo do atual presidente do Ferroviário recebeu em homenagem o nome de batismo do craque Betinho ao nascer naquele período: Roberto Fontana Madeira. Abaixo, você confere os seis gols daquele jogou que marcou o início da curta passagem de Betinho como treinador. O arquivo em vídeo foi veiculado na época no famoso programa Gols do Fantástico da TV Globo e é um achado raro indicado pelo torcedor Charles Garrido, um dos maiores entusiastas corais e dono de uma memória prodigiosa em se tratando do passado coral.

MARCELO VEIGA E A MISSÃO DE FAZER O FUTURO REENCONTRAR O PASSADO

Além de excelente futebol, o lateral Marcelo Veiga conquistou a torcida pela sua raça e carisma

Quando o técnico Pepe deu o aval para a contratação de Marcelo Veiga para o Santos/SP no início de 1990, o Ferroviário se ressentiu de um jogador vibrante, carismático, capitão da equipe e inteiramente identificado com a torcida coral. Dono de um futebol moderno para os padrões da época no futebol cearense, foram 79 jogos e 13 gols pelo Ferrão entre janeiro de 1988 e dezembro de 1989. O gol do título estadual em sua primeira temporada veio de seu pé direito. Apesar de destro, Marcelo Veiga jogava na lateral esquerda. A vida seguiu para o Ferroviário e a década de 1990 proporcionou momentos gloriosos para o Tubarão da Barra. A mesma trajetória de sucesso ocorreu com o ex-lateral esquerdo coral, que figurou como titular do Santos/SP por quase três temporadas, vestindo depois ainda as camisas do Internacional/RS, Portuguesa/SP, Goiás/GO, Bahia/BA, Atlético/GO e até – algo que pouca gente lembra – do Fortaleza, já no ocaso de sua carreira. Mesmo longe da Barra do Ceará, Marcelo Veiga nunca esqueceu seu momento glorioso no Ferroviário e manteve contatos sempre que possível com amigos que ficaram, entre eles o saudoso supervisor Chicão. Há cerca de vinte anos quando pendurou as chuteiras, Marcelo Veiga assumiu a condição de técnico e passou a dirigir clubes no interior de São Paulo. A Matonense/SP era um dos seus trabalhos mais sólidos no início da nova carreira, quando foi lembrado, em 2004, para voltar ao Ferroviário na função de treinador.

Em 2004, como técnico, em entrevista para o atual diretor de marketing Chateaubriand Filho

No final de maio daquele ano, depois do quase rebaixamento no campeonato cearense, Marcelo Veiga chegou e começou a preparar um novo time para as disputas da Série C do campeonato brasileiro. Virou técnico de Mazinho Loyola, seu companheiro de equipe em 1988, que estava se despedindo do futebol no time que o projetou. A falta de estrutura e o pouco nível de investimento fizeram o Ferroviário patinar na competição nacional, à exemplo das temporadas seguintes, sempre flertando contra o rebaixamento estadual. Entre amistosos e jogos oficiais, Marcelo Veiga dirigiu a equipe em 15 jogos, sendo 8 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Saiu do Ferroviário em setembro daquele ano já com um novo projeto em mente. O Bragantino/SP, equipe também da Série C nacional, queria Marcelo Veiga como técnico para tentar resgatar a fase áurea do clube deixada para trás nos anos 1990. Em Bragança Paulista, Marcelo Veiga fez história. Comandou o Bragantino em mais de 500 jogos. Com um trabalho de três anos, Marcelo Veiga conseguiu seu primeiro triunfo expressivo como treinador: campeão brasileiro da Série C de 2007. Título e acesso!

Treinador Marcelo Veiga comandou o Bragantino em mais de 500 jogos nos últimos quinze anos

Os anos seguintes apresentaram um treinador maduro com bons resultados no campeonato paulista e, principalmente, na manutenção do Bragantino na Série B nacional por muitos anos. Em 2011, aproveitando um jogo do time paulista em Juazeiro do Norte, esteve rapidamente em Fortaleza para colocar seus pés na ´Calçada da Fama` do estádio Presidente Vargas. Entre idas e vindas, treinou também o Guarani/SP, Portuguesa/SP, São Caetano/SP, América/RN, Remo/PA, Mogi Mirim/SP e Botafogo/SP, onde foi novamente campeão brasileiro, dessa vez da Série D, conquistando mais um acesso no Brasileirão. Em 2018, levou o Bragantino/SP a mais um acesso nacional, saindo da Série C e resgatando a condição de time da Série B, tal qual havia feito em 2007. Agora, quinze anos depois de sua primeira passagem como técnico ainda em início de carreira e, trinta anos depois de ter deixado o clube na condição de ídolo eterno como jogador, Marcelo Veiga reencontra o Ferroviário numa boa condição de lutar por mais um acesso nacional, apesar da brutal queda de rendimento na equipe que disputa a Série C desse ano, fruto de escolhas arriscadas que já se apresentavam aparentemente perigosas logo quando tomadas.

Notícia no site oficial do Ferroviário comunicando oficialmente a contratação do novo treinador

Marcelo Veiga fechou com a diretoria coral, por telefone, exatamente às 22h51min do dia 25 de julho, pouco mais de uma hora depois do vexame coral contra o Sampaio Corrêa/MA, em casa, que selou a saída do técnico Leandro Campos após pífia passagem pela Barra do Ceará. Marcelo chegou hoje em Fortaleza e tem nove dias de trabalho até sua estreia contra o ABC/RN, no mesmo estádio Castelão que marcou o gol do título cearense em 1988. Antes de embarcar, conversou com Marcelo Vilar, mentor do excelente trabalho no Ferrão nos últimos tempos, quando colheu informações sobre o elenco coral. Que o Ferroviário possa representar a chance de mais um acesso nacional no seu currículo como treinador. E que Marcelo Veiga seja novamente uma espécie de benção para o Ferroviário, exatamente como foi no final dos anos 1980. Quando a bola rolar contra o ABC, apesar dos últimos resultados, muita gente estará no estádio só para testemunhar a volta de um ídolo eterno. Dúvidas e insatisfações com a queda de rendimento na Série C serão deixadas de lado e nascerá um novo espírito simbolizado pelo que Marcelo Veiga representa para história coral, a do passado e, agora, também a do futuro. Abaixo, o áudio de sua primeira entrevista concedida ontem à jornalista Denise Santiago. Algo para registrar e guardar.

MIRANDINHA ENFRENTA PROBLEMAS E RECEBE APOIO EM PROGRAMA DE TV

Cria do Ferroviário Atlético Clube, onde despontou nas bases do clube na temporada de 1977, o ex-atacante Mirandinha vive um momento delicado em sua vida pessoal, o que o levou a participar recentemente de um programa na Rede Bandeirantes de Televisão. No vídeo acima, extraído da programação de audiência nacional, ele expôs suas dificuldades e recebeu apoio profissional e financeiro de patrocinadores da emissora. Mirandinha defendeu a equipe principal do Ferrão na segunda metade da década de 1970 e também, em seu retorno, na temporada de 1996, quando assinalou seu último gol no futebol. Ao pendurar as chuteiras, assumiu a condição de treinador do Ferroviário naquele mesmo ano. Ao todo, foram 18 partidas e 13 gols com a camisa coral em jogos da equipe profissional. Como técnico, Mirandinha comandou o Ferrão à beira do campo em 26 partidas, sendo 8 vitórias, 9 empates e 9 derrotas. Infelizmente, trata-se de mais um grande nome do futebol brasileiro do passado que enfrenta dificuldades no presente. Que Mirandinha vença mais essa série de dificuldades.

ARGEU DOS SANTOS SE FOI MAS DEIXOU UMA MARCA HISTÓRICA

Treinador Argeu dos Santos em foto comandando o Ferroviário no campeonato cearense de 1998

Não poderíamos deixar de registrar as condolências pelo falecimento do ex-treinador Argeu dos Santos. Na imagem acima é possível ver o então técnico coral no comando da equipe vice-campeã cearense de 1998. Argeu faleceu nesse mês de outubro depois de lutar muito tempo contra um câncer de próstata. Depois de passagens gloriosas como zagueiro de Ceará e Fortaleza, Argeu chegou pela primeira vez no Ferroviário como jogador para disputar o campeonato cearense de 1993. Já veterano, fez parte de um elenco fraco e esteve na zaga coral, ao lado de Evilásio, na vexatória derrota por 9×1 para o Ceará em fevereiro daquele ano. Foram apenas 11 jogos com a camisa coral em três meses de clube. Cinco anos depois, retornou como técnico do Ferrão e levou sua equipe ao vice campeonato estadual de 1998, tendo ainda uma polêmica passagem na temporada de 2002 durante apenas dois jogos no campeonato brasileiro da Série C. Após vencer River/PI e Maranhão/MA, ambos fora de casa, foi demitido da equipe por problemas na viagem de retorno de São Luis para Fortaleza. Comandou o Ferrão em 49 partidas, sendo 31 vitórias, 9 empates e 9 derrotas, o que lhe valeu a expressiva performance histórica de 63% de resultados vitoriosos enquanto esteve à beira do gramado no comando coral. Sem dúvida, um percentual bastante positivo, poucas vezes visto no esporte, que só evidencia as qualidades que Argeu dos Santos teve enquanto treinador de futebol. Que sua alma possa descansar eternamente.