BODAS DE OURO DA CONQUISTA DO CAMPEONATO CEARENSE DE 1970

Uma das formações na reta final de 1970 – Em pé: Louro, Hamilton Ayres, Gomes, Aloísio Linhares, Eldo e Coca Cola; Agachados: Mano, Paulo Velozo, Amilton Melo, Edmar e Alísio

O ano de 1970 começou cheio de expectativas para o Ferrão. Pela primeira vez, logo em janeiro, o time coral recebia um time de outro estado para uma partida no Elzir Cabral, ainda em fase de construção. O amistoso contra o Alecrim/RN terminou em grande confusão, com brigas dentro de campo, assim que uma legião de torcedores corais invadiram o campo para agredir o árbitro Roberto Kaúla. Antes do fim do mês, o Ferroviário conquistou o título da II Copa Estado do Ceará, iniciada ainda em 1969, numa disputa de pênaltis contra o Ceará que envolveu o duelo Simplício x Gojoba nas cobranças. Além desse amistoso histórico e do primeiro troféu no ano, a direção coral não abria mão do título estadual e realizou contrações importantes para reforçar o time, como o lateral Esteves, os atacantes Zé Luís e Paulo Velozo, além da chegada do craque Amilton Melo, seguramente o maior jogador do futebol cearense da história, que se consagrou a partir daquele momento e durante toda a década de 1970. 

Jornal O Povo há exatos 50 anos

O campeonato cearense começou para o time coral no dia 8 de março e terminou num 7 de outubro como hoje. Foram sete meses de disputas. O Guarany de Sobral talvez tenha montado o seu melhor time em todos os tempos e venceu o 1º turno. No returno, o Ferrão bateu o Fortaleza por 1×0, golaço de peixinho de Paulo Velozo, e ficou com o título. O Ceará levou o 3º turno, ganhando por 3×1 do próprio Ferroviário, e os três vencedores foram realizar o chamado “Super Turno” em três jogos no PV. Na primeira partida do triangular simples, o Tubarão da Barra envolveu o Ceará por completo, com grande atuação do volante Edmar, mas o placar ficou no 0x0. Três dias depois, o próprio Ceará empatou com o Guarany, também em 0x0, o que facilitou a vida dos adversários, já que a decisão do título ficou justamente para o jogo do Ferroviário contra o excelente time sobralense. Com uma foto dos principais jogadores de cada time, o Jornal O Povo amanhecia nas bancas com os dizeres: “Pode surgir hoje o Super-Campeão” e “O grande duelo da peleja decisiva”.

Carnaval da torcida coral no PV

Diante de 13.028 pagantes, os dois times fizeram um jogo polêmico e difícil, em que o primeiro tempo terminou 2×1 para o time coral, gols de Amilton Melo, aproveitando uma rebatida do goleiro Ademir, e Alísio, numa virada com a perna esquerda. Edmilson diminuiu o placar com um gol para o Guarany antes do fim da etapa inicial. No intervalo, a primeira confusão: o reserva Jaldemir foi expulso do banco sobralense ao tentar subornar, com 1000 Cruzeiros, o árbitro Lourálber Monteiro, para que ele marcasse um pênalti para o Guarany. Na etapa final, o juiz ainda expulsou o atacante Wilson do Ferroviário, além de Teco Teco e Valdir pelo lado do adversário. O terceiro gol coral, marcado por Alísio novamente, já saiu no apagar das luzes e causou a invasão dos jogadores reservas na comemoração e, posteriormente, a invasão da torcida coral para comemorar junto com os atletas, num autêntico carnaval em pleno mês de outubro, a partir das 22h30 daquela quarta-feira.

Paulo Velozo: artilheiro

Treinado por Alexandre Nepomuceno, o Ferroviário jogou a finalíssima e foi campeão com Aloísio Linhares, Esteves, Hamilton Ayres, Gomes e Louro (Eldo); Edmar, Simplício e Coca Cola; Amilton Melo (Wilson), Paulo Velozo e Alísio. O Guarany de Sobral, treinado pelo experiente Ivonísio Mosca de Carvalho, perdeu com Ademir, Wellington, Ivan Limeira, Valdir e Barbosa; Teco Teco e Marivaldo; Dedeu (Gilvan)(Zezinho), Carrete, Edmilson e Paraíba. Além do técnico, o Guarany reunia três jogadores campeões invictos pelo próprio Ferroviário apenas dois anos antes: Wellington, Barbosa e Paraíba. O Ferrão, chamado na ocasião pela crônica esportiva e desportistas em geral como “Timão”, teve a defesa menos vazada e o ataque mais positivo do campeonato, consolidando o pernambucano Paulo Velozo como o artilheiro da equipe com 12 gols, seguido de Amilton Melo com 10 tentos. O artilheiro maior do certame foi justamente o ex-coral Paraíba, do Guarany, com 15 gols assinalados. Nas bodas de ouro daquela brilhante conquista, a nossa homenagem aos heróis de 1970!

LIVE NA ÍNTEGRA DIRETAMENTE DO INSTAGRAM COM SIMPLÍCIO

O vídeo acima é de uma preciosidade histórica difícil de mensurar. Em mais uma Live do Almanaque do Ferrão no Instagram, o nono episódio dessa primeira temporada de resenhas com nomes do passado, recebemos ontem o ex-meio-campista Simplício, um dos jogadores mais icônicos do futebol cearense na década de 1970. Foram 181 jogos e 60 gols marcados com a camisa coral entre 1969 e 1974, ano em que decidiu pendurar as chuteiras, ainda jovem, com o propósito de se dedicar a uma profissão mais segura. Com a presença e o apoio tecnológico de seu filho Fred Clemente, um admirador e colecionador dos arquivos do pai, Simplício, aos 74 anos de idade, recordou um festival de memórias envolvendo ex-companheiros, ex-dirigentes, lances, feitos e fatos pitorescos de sua passagem vitoriosa pela Barra do Ceará, quando foi campeão da Taça Estado do Ceará e do campeonato cearense, ambos em 1970. São memórias de quase cinco décadas, agora eternizadas e compartilhadas em nosso blog. Aproveite e assista as memórias do ´Canhão da Barra` agora mesmo!

SIMPLÍCIO, O CANHÃO DA BARRA NA LIVE DO ALMANAQUE DO FERRÃO

Ele foi um dos principais nomes do Ferroviário na primeira metade dos anos 1970. O meio campista Simplício ficou conhecido pela sua constância e excelente performance em campo, mas sobretudo pela potência de seu chute desferido em cobranças de falta, pênaltis ou arremates de fora da área, por essa razão recebeu a alcunha de ´Canhão da Barra“. No próximo domingo, dia 2 de agosto, no horário especial das 19 horas, a Live do Almanaque do Ferrão no Instagram chega à sua edição de número nove batendo um papo  exatamente com Simplício, diretamente da Paraíba. As recordações de mais de cinquenta anos prometem ser a tônica da entrevista com nosso ex-jogador, onde ele terá a oportunidade de falar sobre seu período no Ferroviário, notadamente na brilhante conquista do campeonato cearense de 1970, além de falar sobre sua carreira nas equipes paraibanas e também no rumo que sua vida tomou depois que pendurou as chuteiras, ficando tantos anos distante dos holofotes do futebol cearense. O ex-craque coral vai se incorporar à galeria dos já entrevistados Tiago Gasparetto, Arnaldo, Giancarlo, Ramirez, Acássio, Mazinho Loyola, Ricardo Lima e Leanderson, totalizando nove gravações até o momento, que ficarão para a posteridade coral e memorabilia histórica do futebol cearense. Todos convidados para conhecer a história do nosso eterno craque Simplício, dono de um dos chutes mais fortes do futebol nordestino.

A ÚLTIMA VEZ QUE FERROVIÁRIO E MAGUARI LOTARAM O ESTÁDIO

fac x maguari

Ferroviário x Maguari: clássico nos anos 70

Hoje é o Dia do Trabalho e o Almanaque do Ferrão faz uma viagem no tempo até o dia 1º de maio de 1972. Há 44 anos, no PV, Ferroviário e Maguari, tradicionais adversários no futebol cearense, levaram pela última vez na história um grande público ao estádio. A disputa pela Taça 1º de Maio foi uma promoção gratuita para o trabalhador e 35.000 pessoas prestigiaram a vitória coral por 2×0 naquele feriado, gols de Zé Maria Paiva e Simplício. Nas cadeiras do estádio, a presença do Governador César Cals e do Prefeito Vicente Fialho. Foi o jogo 1.298 da trajetória coral, que teve Aldo Batista como árbitro. Treinado por Lucídio Pontes, o Ferrão atuou com Jurandir (Marcelino), Daniel, Hamilton Ayres, Gomes (Assis) e Vila Nova; Coca Cola e Zé Maria Paiva (Lucélio); Ilídio, Simplício (Luciano Amorim), Luizinho (Edilson Lopes) e Oliveira. O Maguari perdeu com Holanda, Wellington, Ivan Limeira, Gilson e Alexandre; Iris (Nilsinho) e Rubens Salim (Didi); Tony (Nei), Lucinho, Carlinhos (Chicletes) e Lalá (Miruca). Será que um dia voltaremos a ter esse antigo clássico revivido na primeira divisão? Atualmente, o Maguary encontra-se na terceira divisão cearense e o Ferroviário segue com boas chances de retornar à primeira divisão em 2017. Façam suas apostas.

EM 01 DE SETEMBRO DE 1973 COMEÇAVAM OS ANOS DE CHUMBO

ditadura-3

Anos de chumbo também para o Ferroviário

Engana-se quem acredita que o calendário do futebol é um problema dos dias atuais. Muitos clubes amargaram situação semelhante nos tempos da ditadura. O Ferroviário, em particular, chegou à beira do precipício em termos financeiros pela falta de jogos oficiais em boa parte dos anos 70. E foi exatamente num 1º de setembro como hoje, há 42 anos atrás, que o time coral estreou na Taça Santos Dumont, uma espécie de Taça Fares Lopes da época, que reunia todos os times cearenses sem competições oficiais promovidas pela antiga CBD, com exceção de Ceará, que havia conquistado a vaga dentro de campo como campeão do ano anterior, e o Fortaleza, este indicado pelo coronelismo estadual em consonância com o regime militar dentro da vergonhosa linha de ação eternizada pelo histórico mote: “onde a Arena vai mal, mais um no Nacional“. E foi o Maguari, no jogo de número 1.367 da vida coral, que enfrentou o Ferrão num Elzir Cabral inacabado, diante de um público diminuto que pagou para ver o gol da vitória de 1×0 marcado por Simplício. Largada com o pé direito na nova competição.

simplicio

Simplício: gol solitário na estreia

Treinado por Vicente Trajano, lendário ex-jogador coral, o Ferroviário atuou naquela tarde com Marcelino, Carlito (César), Lúcio Sabiá, Luciano Amorim e Eldo; Vicente e Simplício; Brígido (Alfredo), Oliveira, Dim e Marcos. Era basicamente um time formado por jovens da base. Do outro lado, o experiente Astrogildo Nery mandou à campo o Maguari com Ademir, Berico, Paulo Afonso, Assis e Neto; Rubens e Zé Maria Oliveira (Bosco); Chico Alves, Piçarra, Ibsen e Nilsinho. Depois vieram como adversários Quixadá, América, Calouros, Guarany de Sobral, Tiradentes, Icasa e Guarani de Juazeiro, este o campeão da competição. Talvez nem eles próprios lembrem, dada a pouca cobertura da mídia cearense na época, ocupada demais com a participação da dupla Ceará-Fortaleza no Brasileiro. Eram os anos de chumbo para o país e também para a grande maioria dos times nacionais, alijados de competições oficiais graças ao calendário excludente da CBD, nada muito diferente da situação vivida no futebol nacional nos últimos 10 anos na “nova” lógica da CBF. Como se fez no passado, já passa da hora de mudar o panorama do calendário, pois não faltam times agonizando prestes a fecharem as portas.

DOIS VELHOS AMIGOS DE BREVE PASSAGEM PELA BARRA DO CEARÁ

tatray

Janos Tratay nos anos 70

Janos Tratay nasceu na cidade de Vszprèm, na Hungria, em 1922. As sequelas físicas da II Guerra Mundial o acompanharam por toda vida. Resolveu militar no futebol quando veio para o Brasil. Em 1960, foi técnico do Ceará e passou a ser conhecido na terra de José de Alencar, mas mantinha uma enorme afeição pela Paraíba, estado onde fixara residência. Foi lá que conheceu o atacante Zé Luiz, que brilhava no Campinense/PB. Iniciaram uma amizade fraternal que perdurou até o fim da vida do húngaro. Ambos tiveram seus momentos no Ferroviário e por essa razão destacamos o vídeo acima, gravado em 2007, com o intuito de recordar o nome daqueles que são raramente lembrados, ignorados pelo tempo e pela memória curta dos torcedores. O diálogo acima entre Janos Tratay e Zé Luiz merece ser assistido. Em meio a recordações pessoais de ambos que agradam a qualquer fã de futebol, o nome do Ferroviário sequer é citado, mas há de se registrar que ambos tiveram parcela de colaboração na história coral e merecem destaque no Almanaque do Ferrão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Zé Luiz no Ferroviário

Zé Luiz era um atacante de 29 anos quando foi contratado pelo time coral no início de 1970. Fez sua estreia exatamente no primeiro jogo interestadual realizado no Estádio Elzir Cabral, no dia 17 de janeiro, contra o Alecrim/RN. Iniciou o campeonato cearense como titular, mas depois perdeu espaço. Seu nome está com justiça entre os grandes campeões estaduais daquele ano com a camisa coral. Chegou a jogar também na Portuguesa de Desportos/SP. Depois, longe da bola, tornou-se jornalista e político. Como jornalista, teve programas na TV Borborema de Campina Grande e na TV Correio de João Pessoa. Foi vereador de Campina Grande, Deputado Estadual e Deputado Federal pela Paraíba e, de 2005 a 2012, o vice-prefeito da cidade de Campina Grande. Pouca gente sabe que o Ferroviário teve um ex-jogador de carreira política tão ilustre. Por sua vez, Janos Tratay foi contratado na gestão do presidente José Rego Filho, em 1972, como diretor de futebol. Teve uma passagem atribulada com atritos dentro do próprio elenco coral, tendo que apaziguar ânimos de jogadores como Amilton Melo, Luizinho Peito de Aço, Simplício e Marcelino, que andaram se estranhando entre si. Não bastasse o clima hostil entre os jogadores, Tratay andou ainda em rota de colisão com o técnico paranaense Borba Filho, que deixou o clube durante o campeonato cearense. A passagem de Janos Tratay pelo Ferroviário durou somente aquela temporada e ele voltou para a Paraíba, onde continuou trabalhando com destaque até em campeonatos nacionais enquanto teve saúde. Faleceu em 2011, aos 89 anos, na cidade de João Pessoa, vítima de um aneurisma. O vídeo acima foi uma de suas últimas aparições na televisão paraibana e mostra a amizade de dois velhos amigos de breve passagem pela Barra do Ceará.

NUNCA É TARDE PARA REVERENCIAR SIMPLÍCIO, O CANHÃO DA BARRA

simplicio2

Foto recente do ex-jogador Simplício em sua residência na cidade de João Pessoa/PB

Ele foi um dos jogadores mais cultuados na história do Ferroviário. Até hoje seu nome é citado nas arquibancadas, não apenas por torcedores corais, mas também por desportistas de outras equipes que o viram em ação entre 1969 e 1974, período em que entrou em campo 181 vezes com a camisa do Ferrão. Foram 60 gols no total, o que o credencia como o 12º maior artilheiro do clube. Estamos falando de Simplício, o inesquecível ´Canhão da Barra´, graças a seus chutes fortes que chegavam a alcançar 170 km/h. Ao lado de Amilton Melo, Edmar, Paulo Velozo e Coca Cola, ele foi um dos bons nomes no título estadual de 1970, ano em que o Ferroviário montou um dos melhores times em todos os tempos do futebol alencarino.

simplício

No Ferrão em 1970

Simplício começou a se destacar no Campinense/PB, onde foi hexacampeão paraibano nos anos 60. Tinha como principal característica o posicionamento, o bom passe e a garra, condições essenciais para um grande volante. Começou a ser comparado com o craque brasileiro Rivelino – pelo bigode e em razão do chute forte – ainda na Paraíba, antes mesmo de se transferir para o Botafogo/PB, onde foi bicampeão estadual. Se transferiu para o Ferroviário aos 22 anos de idade, fazendo seu primeiro jogo pelo time coral no dia 15/11/69 num amistoso contra o América/CE, no Elzir Cabral, e já conquistando mais um título estadual pra coleção na temporada seguinte. Suas cobranças de pênaltis eram temidas pelos goleiros adversários e tinha o respeito de vários treinadores que passaram pelo Ferrão, entre eles Fernando Cônsul, Gradim e Alexandre Nepomuceno.

Ferrão 72_222

Simplício: o terceiro agachado em 1972

No campeonato cearense de 1974, Simplício mudou de time e chegou a enfrentar o Ferroviário, defendendo a camisa do Maguary. Aos 27 anos, aquela foi sua última temporada como jogador de futebol, pois retornou para Campina Grande onde anos depois concluiu o curso de Processamento de Dados na Universidade Federal. Em 2013, vibrou bastante com o título de campeão do nordeste conquistado pelo Campinense. Hoje com 67 anos de idade, reside em João Pessoa e é aposentado pela própria universidade. Mais de 40 anos depois de deixar o Ferroviário Atlético Clube, Simplício continua na memória de quem o viu em ação e estará sempre nas páginas principais da história coral, merecendo hoje o destaque do Almanaque do Ferrão.

O TUBARÃO QUE CONTOU COM UM CANGURU NA LINHA DE FRENTE

fernando canguru

Atacante paraibano Fernando Canguru vestiu a camisa coral em 1976

Repercutiu a postagem sobre os jogadores do Ferroviário que utilizaram futebolisticamente o apelido de aves e bichos. Da Paraíba, o internauta Sidney Marconi questionou a participação do ex-atacante Fernando Canguru no Tubarão da Barra, indagando se foi o mesmo atleta que defendeu com destaque o Treze da Paraíba. Sim, trata-se do próprio. Foram apenas 11 jogos pelo Ferrão, mas o suficiente para compor a galeria de bons jogadores que passaram pela Barra.

Em declaração ao site Agora Esportes, da Paraíba, Fernando Canguru recordou a sua passagem pelo futebol cearense em 1976: “foi um coisa até estranha eu ter ido jogar no Ferroviário, na época eu vinha me recuperando de uma contusão no Treze e estava um pouco afastado, então um grande amigo meu, Simplício que foi ídolo no Ferroviário, pediu por tudo para eu ir pra lá (…) treinei com o falecido Vavá, Peito de aço, da seleção brasileira, e ele me mostrou vários posicionamentos que até então eu não sabia…“, disse o ex-jogador paraibano.

Fernando Canguru só marcou 1 gol pelo Ferrão, foi no confronto contra o Tiradentes em 20/6/76, no Castelão, que valeu a vitória coral por 1×0, numa partida que o Tubarão já era treinado por César Moraes, substituindo a Vavá. A passagem de Canguru foi bastante curta e discreta na Barra, mas não há como negar que foi um dos grandes nomes do futebol nordestino a vestir a gloriosa camisa coral. O apelido animal veio em razão da ótima impulsão do ex-atacante, que fez vários gols de cabeça em sua breve carreira no futebol, quando então decidiu pendurar as chuteiras e se tornar advogado. Não fosse o trabalho de resgate do Almanaque do Ferrão, certamente Fernando Canguru seria um nome a passar batido na história do Tubarão da Barra.