REVISTA PLACAR ESQUECE O RECORDE HISTÓRICO DE MARCELINO

Suplemento Especial da Revista Placar encartado na edição de número 170 de 15 de Junho de 1973

Semana passada, a revista Placar atualizou a planilha com os maiores recordes dos goleiros com mais minutos em campo sem sofrer gols em toda a história do futebol brasileiro. De imediato, a publicação pegou o blog de surpresa com a exclusão do recorde do ex-goleiro Marcelino, que detém até hoje a maior marca da história do futebol cearense, com 1.295 minutos alcançados no Campeonato Cearense de 1973. Na ocasião, Marcelino tentava quebrar o feito do goleiro Jorge Reis, que curiosamente foi mantido no ranking atualizado da Placar. A façanha do ex-goleiro do Ferroviário foi amplamente divulgada nos periódicos da época, inclusive na própria revista Placar, no encarte intitulado “Suplemento Especial“, em sua edição de número 170, de 15/06/1973, com texto do jornalista Marcos Nunes, que trabalhava como correspondente da revista em Fortaleza. A matéria, inclusive, afirma a minutagem de forma equivocada, citando 1.395 minutos, quando na verdade foram cem minutos a menos. O feito de Marcelino completará meio século de existência em 2023.

Matéria da revista Placar, com texto de Marcos Nunes, falando sobre a longa minutagem de Marcelino

Acima, a matéria sobre a derrota do Ferroviário no jogo contra o Maguari que eternizou a marca de 1.295 minutos de Marcelino. Caso o goleiro coral quebrasse a marca de Jorge Reis, ele receberia um carro Fusca como premiação da diretoria do Tubarão da Barra. Faltaram 309 minutos para tal. Esperamos que a revista Placar corrija seu lamentável equívoco e atualize seu ranking histórico com a inclusão do feito do ex-goleiro do Ferroviário. Por dever de justiça e exatidão histórica, a incrível façanha de Marcelino é até hoje a quarta maior marca da história do futebol brasileiro e não pode ser negligenciada por equívocos jornalísticos de qualquer espécie. Assim, as referidas marcas emblemáticas obedecem corretamente a sequência abaixo.

1º Lugar – Mazaropi – 1.816 minutos – Vasco da Gama/RJ – 1978
2º Lugar – Neneca – 1.636 minutos – Náutico/PE – 1974
3º Lugar – Jorge Reis – 1.604 minutos – Rio Branco/ES – 1971
4º Lugar – Marcelino – 1.295 minutos – Ferroviário/CE – 1973
5º Lugar – Zetti – 1.238 minutos – Palmeiras/SP – 1987
6º Lugar – Jairo – 1.132 minutos – Corinthians/SP – 1978
7º Lugar – Emerson – 1.108 minutos – Paysandu/PA – 2016
8° Lugar – Alex Alves – 1.079 minutos – São Bernardo/SP – 2022 (*)
9º Lugar – Altevir – 1.066 minutos – Athletico/PR – 1977
10º Lugar – Eli – 1.060 minutos – São Bernardo/SP – 1982

(*) Alex Alves continua jogando pelo São Bernardo/SP na Série D de 2022 e pode aumentar sua marca em busca das cinco melhores colocações. Eis um fato a ser amplamente observado. Esperamos que após a performance de Alex Alves, a revista Placar atualize novamente seu ranking e não esqueça de incluir a performance do ex-goleiro Marcelino.

PUBLICAÇÃO RARA DE 1962 HOMENAGEANDO O ÍDOLO PACOTI

A raridade acima foi enviada pelo internauta Leandro Paulo, diretamente de Pernambuco. Leandro é um dos maiores entusiastas do Almanaque do Ferrão e contribuiu com uma peça de grande valia histórica. Trata-se de uma página retirada de alguma revista esportiva, destacando o atacante Pacoti em 1962, quando ele defendia o Sporting de Lisboa. Na semana que o ídolo coral Pacoti nos deixou e foi morar no céu, a publicação dessa raridade vem em boa hora. Nela, mesmo atuando em terras lusitanas e vivendo o auge de sua carreira, Pacoti destacava toda a sua simpatia e gratidão ao Ferroviário Atlético Clube, sentimentos que ele levou até o fim da vida.

DIVULGADA A CAPA DO NOVO LIVRO INTITULADO “CRÔNICAS CORAIS”

Divulgada a capa do novo livro sobre o Ferrão

Crônicas Corais” é o nome do novo livro envolvendo o universo do Ferroviário Atlético Clube, a ser lançado em dezembro de 2020. No início dessa semana, a Editora Primeiro Lugar divulgou a capa da nova obra literária, que trará importantes fatos e feitos históricos do time coral, narrados em forma de textos de fácil e agradável leitura. Do mesmo autor do Almanaque do Ferrão, a nova publicação reunirá uma compilação de 20 crônicas, sendo onze delas totalmente inéditas e outras nove anteriormente publicadas na seção ´Crônica Coral` dentro da extinta Expresso Coral, revista que circulou como instrumento oficial do clube entre 2008 e 2010. Referido material do passado sofreu uma atualização e foi reescrito para os tempos atuais, formando com os textos inéditos uma obra que, segundo o parecer do editor Rafael Morais, vai reunir crônicas bem escritas, carregadas de emoção e de resgate histórico. A tiragem do novo livro será limitada e a Editora Primeiro Lugar se encarregará da pré-venda em seu próprio site, prevista para o final de outubro e com distribuição garantida para torcedores e leitores de todo o país. O evento de lançamento oficial acontecerá no mês de dezembro na cidade de Fortaleza.

REVISTA DE MAIOR LONGEVIDADE NA VIDA CORAL COMPLETA 10 ANOS

Capas das dez edições da Expresso Coral lançadas entre janeiro de 2008 e abril de 2010

Há dez anos, o Ferroviário lançava oficialmente a sua revista oficial de maior longevidade. De periodicidade trimestral e intitulada de Expresso Coral, a publicação era enviada pelo correio para os sócios do clube e também distribuída para venda nas bancas de Fortaleza. Além disso, os principais clubes e entidades do futebol brasileiro, como a CBF, também recebiam seus exemplares numa política de relacionamento instituída pelo marketing coral. A revista durou de janeiro de 2008 a abril de 2010. Na imagem acima, o Almanaque do Ferrão resgata na sequência todas as dez capas da Expresso Coral, que trazia notícias do cotidiano da nossa agremiação, crônicas, matérias especiais comemorativas e entrevistas com craques do passado como Acássio, Marcelo Veiga, Paulo Veloso, Pacoti, Celso Gavião, Luiz Paes, entre outros. Além de revistas, o Ferroviário publicou ao longo de sua história alguns jornais e boletins impressos. Na categoria de revistas, a Expresso Coral foi a que durou mais e alcançou a duração de 27 meses. Hoje, quem tem as dez edições lançadas da publicação não vende, não troca e não dá. Virou item raro de colecionador!

NEM PELÉ FUROU A DEFENSIVA CORAL CAMPEÃ INVICTA DE 1968

Pelé tenta furar a defensiva coral no amistoso de entrega de faixas em 1968 no Presidente Vargas

Quando o Ferroviário foi campeão cearense invicto em 1968, a direção coral convidou o Santos de Pelé para o jogo comemorativo de entrega de faixas. A partida aconteceu no dia 4 de agosto daquele ano e terminou no 0x0. Pepe perdeu um pênalti no primeiro tempo do jogo. Pelé bem que tentou, mas não conseguiu furar a defensiva coral formada pela dupla Luiz Paes e Gomes. A famosa revista O Cruzeiro, de circulação nacional, publicou em suas páginas a foto acima, que merece o destaque de hoje na seção ´Retratos` do Almanaque do Ferrão. No ano que vem, o título invicto do Ferrão completa 50 anos e certamente a lembrança não deve passar em branco pela direção do clube. Muitos campeões de 1968 ainda estão vivos para serem homenageados, inclusive pela Federação Cearense de Futebol já que desde então, nenhuma outra equipe local conquistou o título estadual sem perder nenhuma partida na competição.

PRISÃO PITORESCA DO FERRÃO É PAUTA DA AVENTURAS NA HISTÓRIA

Prisão do Ferrão na final de 1947 é pauta da edição desse mês da revista ´Aventuras na História`

Lembra de uma postagem de junho de 2015, na qual divulgamos, em primeira mão, que a prisão de todo o time do Ferroviário numa final de campeonato seria pauta de uma importante revista de circulação nacional? Pois bem, quinze meses depois, a matéria foi finalmente concretizada e a publicação já está nas bancas de todo país. Esse fato pitoresco nos anais do futebol brasileiro está nas páginas da edição de novembro da conhecida ´Aventuras na História`, revista que hoje faz parte da Editora Caras, cujo texto foi escrito pelo jornalista José Renato Santiago. Os colecionadores das coisas corais já podem correr para  as bancas, então. A fotos do Ferroviário na matéria foram cedidas pelo Almanaque do Ferrão. Devido a baixa qualidade da única imagem existente da prisão dos jogadores no gramado, está não pôde ser veiculada na versão impressa da revista.