EX-GOLEIRO MARCELINO CONTA SUAS LEMBRANÇAS NO RÁDIO

Vale a pena conferir o material acima. Ele foi gravado originalmente durante uma entrevista no programa “Futebolistas“, que vai ao ar pela Rádio Assunção AM 620, aos domingos, de 10h às 12h. O registro traz depoimentos importantes do ex-goleiro Marcelino, intercalados por fotos e imagens do acervo do ex-atleta coral. Durante 27 minutos, o detentor de um recorde histórico no futebol cearense – 1.295 minutos sem sofrer gols no Estadual de 1973 – recorda nomes e momentos importantes de sua carreira, relatando com riqueza de detalhes fatos importantes sobre sua proeza alcançada há quase cinco décadas. Marcelino abre a conversa falando com carinho do ex-dirigente Ruy do Ceará e, em seguida, discorre sobre detalhes que vão desde sua vinda para o Ferroviário, no final da temporada de 1969, o título cearense no ano seguinte, passando por momentos auspiciosos em sua carreira como o dia em que enfrentou o Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu, além de sua vitoriosa passagem pelo futebol maranhense no final da década de 1970. Quase dez anos depois de figurar no Time dos Sonhos do Ferrão e gravar um vídeo produzido pelo próprio clube, Marcelino abre suas memórias nessa conversa de rádio e, como não poderia deixar de ser, o Almanaque do Ferrão agora eterniza esse momento. Aproveite!

VÍDEO COM LENDAS DA HISTÓRIA CORAL: ZÉ DIAS E MACAÚBA

O vídeo acima é de um valor histórico inestimável. Ele foi gravado décadas atrás e pertence ao acervo do pesquisador Aderbal Nogueira, que encontrou e filmou depoimentos de ex-jogadores do Ferroviário ligados à história do desenvolvimento da ´Estrada de Ferro` no estado do Ceará. Depois de editar um conteúdo especial sobre o ex-defensor Manoelzinho, recordista coral em número de jogos, o pesquisador divulgou no YouTube um novo material em vídeo, trazendo o depoimento do ex-goleiro Zé Dias e do ex-defensor Macaúba, dois grandiosos nomes da história coral que atuaram entre as décadas de 1940 e 1960, ambos já falecidos. Zé Dias é até hoje o goleiro que mais vezes defendeu o Ferroviário. Foram 197 partidas e 9 títulos conquistados entre 1944 e 1957. Por sua vez, Macaúba participou de 275 jogos entre 1950 e 1961, marcando 3 gols e conquistando 10 títulos pelo Ferrão. Vale a pena conferir o vídeo e recordar as lembranças futebolísticas desses antigos atletas, que além de defenderem as cores corais nos gramados cearenses, ainda dividiam o tempo com suas atividades profissionais rotineiras na Rede de Viação Cearense, a saudosa RVC. 

ADEUS AO RECORDISTA QUE MAIS VEZES ENTROU NOS GRAMADOS

Manoelzinho: grande recordista

Manoelzinho se foi. O jogador que mais vezes entrou em campo com a camisa do Ferroviário Atlético Clube faleceu ontem, em Fortaleza, aos 92 anos de idade. O piauiense Manoel David Machado teve uma vida longeva e foi homenageado algumas vezes, tanto em sua carreira profissional exercida na ´Estrada de Ferro`, como também como jogador de defesa histórico do Tubarão da Barra, entre os anos de 1946 e 1962. Foram 407 jogos com a camisa coral, 10 gols marcados e, nada mais nada menos, que 12 títulos conquistados pelo Ferrão, a saber: campeão do Torneio Início de 1949, campeão da Taça Heitor Ribeiro em 1949, campeão cearense de 1950, campeão do Quadrangular Interestadual em 1951, campeão do Quadrangular Estadual em 1952, campeão do Torneio Municipal em 1952, campeão da Taça Castelo Branco em 1952, campeão cearense de 1952, campeão do Pentagonal de Fortaleza em 1955, campeão do Pentagonal Estadual de 1955, campeão da Copa Fortaleza-Maranguape em 1958 e campeão do Torneio Moisés Pimentel em 1960. Em 2019, Manoelzinho foi homenageado na coleção de copos ´Legendários` e compareceu a um jogo do Ferroviário contra o Imperatriz/MA, no PV, palco de suas atuações no passado. Recentemente, o livro ´Crônicas Corais` foi lançado, trazendo uma crônica intitulada “Ao mestre, com carinho“, escrita em homenagem ao recordista coral. Abaixo, um registro histórico: uma compilação do documentarista Aderbal Nogueira, gravado na primeira década dos anos 2000, quando o ex-jogador recordou momentos de sua vida. Descanse em paz, Manoelzinho.

EDSON CARIÚS ULTRAPASSOU MARCA DE LUIZINHO DAS ARÁBIAS

Edson Cariús comemorando um de seus 47 gols pelo Ferrão no click do fotógrafo Pedro Chaves

Depois de 63 jogos com a camisa do Ferroviário, o atacante Edson Cariús deixou o clube e foi jogar pelo CRB de Alagoas na Série B do campeonato brasileiro. No entanto, antes de arrumar as malas, pouca gente percebeu que o goleador coral havia conquistado mais uma marca histórica em sua passagem pela Barra do Ceará. Não bastasse ter sido campeão brasileiro e, ao mesmo tempo, artilheiro de uma divisão nacional com a camisa coral, algo absolutamente inédito na história do clube, Edson Cariús ultrapassou a histórica média de gols do também ídolo Luizinho das Arábias, alcançada nas três passagens do grande artilheiro do passado nas temporadas de 1985, 1986 e 1988, até então a maior da história coral com 0,72 gols por jogo. Cariús assinalou 47 gols em  uma única passagem que durou pouco mais de um ano, o que lhe garante uma média de 0,75 gols por partida. Sem dúvida, trata-se da quebra de um recorde histórico que durava mais de trinta anos e que consolida definitivamente Edson Cariús no rol dos maiores goleadores que já vestiram a camisa do Ferrão.

RECORDISTA EM NÚMERO DE PARTIDAS ESTAMPA NOVO COPO

Zagueiro Manoelzinho estampa o copo da série Legendários do jogo contra o Imperatriz/MA

O zagueiro Manoelzinho é apontado como um dos maiores nomes da história do Ferroviário Atlético Clube. Desde que chegou ao Ferrão na temporada de 1946, acompanhado de seu irmão Raimundinho, ambos oriundos do Flamengo da cidade de Parnaíba, interior do Piauí, Manoel David Machado teve uma carreira longeva e vitoriosa no Ferroviário. Na ocasião, a indicação dos irmãos Manoelzinho e Raimundinho partiu do próprio presidente do Flamengo de Parnaíba, Antônio João de Araújo, que residia em Fortaleza e comentou sobre o potencial dos dois jovens para Valdemar Caracas. As portas da pensão de Dona Filó, no centro de Fortaleza, foram abertas para os dois jovens e eles puderam iniciar no Ferrão. Manoelzinho passou 16 anos. Foram 403 jogos com a camisa coral, o que o coloca na história como o recordista em número de partidas, fato este agora eternizado na coleção ´Legendários` do setor de marketing do Tubarão da Barra a partir da produção de uma série de copos colecionáveis, comercializados durante as partidas do time coral em Fortaleza, por ocasião das disputas da Série C do campeonato brasileiro de 2019. O copo de Manoelzinho estará abrilhantando o jogo do Ferrão contra o Imperatriz/MA que, por sua vez, se enfrentam pela primeira vez na história, no Estádio Presidente Vargas.

RECORDE DO GOLEIRO MARCELINO COMPLETA 45 ANOS NO DIA DE HOJE

Um dos arqueiros mais conhecidos da história do Ferroviário comemora 45 anos de seu recorde

10 de Junho de 1973. Foi nessa data, há exatos 45 anos, que um ex-juvenil do Ferroviário desferiu um chute defensável e o goleiro coral naquele domingo acabou traído pela trajetória da bola. O lance foi histórico, apesar de estranhamente a mídia cearense quase sempre fazer questão de não lembrar. O gol de Ibsen, pelo Maguary, derrubou uma marca de 1.295 minutos sem sofrer gols do goleiro Marcelino, um carioca que marcou época na Barra do Ceará entre 1969 e 1976. Até hoje nenhum outro goleiro chegou sequer a ameaçar o posto de recordista do ex-arqueiro coral, que merecia uma estátua pelo feito. Foram 170 partidas com a camisa do Ferrão, o terceiro arqueiro em número de jogos nas estatísticas corais, atrás apenas de Zé Dias e Jorge Luiz, os dois recordistas na posição. Marcelino viveu altos e baixos no clube, mas será sempre lembrado como um dos goleiros mais importantes da história coral, não apenas pelo recorde cearense, que dificilmente um dia será quebrado, mas também pelo longo período de tempo que atuou como titular do arco do Ferrão. Naquele dia, o Maguary venceu o jogo por 2×1, quebrando uma invencibilidade do Ferrão, que não perdia desde outubro do ano anterior, além de quebrar a hegemonia particular de Marcelino. Nascia ali um recorde histórico. Hoje, aos 71 anos de idade, Marcelino continua vivendo em sua residência na cidade de Fortaleza. Há cinco anos, a direção de marketing do Ferroviário promoveu um vídeo com o ex-goleiro coral e nós aproveitamos para resgatá-lo abaixo em homenagem ao aniversário do grande feito.

EX-GOLEIRO MARCELINO EM IMAGEM HISTÓRICA COM O PV LOTADO

Goleiro Marcelino em ação em mais um jogo do Ferrão pelo campeonato cearense de 1973

O retrato em destaque de hoje é do goleiro Marcelino, que já foi merecedor de várias outras postagens aqui no blog em razão de seu recorde praticamente imbatível de 1.295 minutos sem sofrer gols. Referida marca perdura no futebol cearense desde a temporada de 1973, ano da imagem acima. Perceba a antiga arquibancada do estádio Presidente Vargas completamente lotada, mesmo sob o sol causticante de uma tradicional tarde de domingo em Fortaleza. Marcelino defendeu o Ferrão em 170 partidas entre o final de 1969 e meados de 1976. Ele completará 70 anos de idade em janeiro do próximo ano.

AO MESTRE MANOELZINHO, O RECORDISTA EM NÚMERO DE JOGOS

manoelzinho

Manoelzinho: 403 jogos pelo Ferrão

Mestre é aquele que é versado na ciência ou na arte. Não são todos que alcançam tal condição na peculiar arte de jogar bola. Manoelzinho chegou para o Ferroviário ainda menino. Pequenino na estatura, agigantava-se em campo diante dos atacantes adversários. Defendeu as cores corais no auge do futebol cearense, durante dezesseis anos, sempre encantando os torcedores. O pequeno Manoel David Machado era respeitado até pelos rivais. Dono de um futebol eficiente, tinha sempre seu nome lembrado nas convocações da Seleção Cearense. O lendário Elba de Pádua Lima, o Tim, sabia bem disso. No último mês de agosto, Manoelzinho comemorou ao lado da família seus 88 anos de idade. São muitas histórias para contar. Certa vez, ao encontrar com o ex-presidente coral Chateaubriand Arrais, o pequeno-grande piauiense lamentou a falta de memória que assola os mais velhos e a falta de conhecimento que ataca os mais novos. A torcida do Ferroviário jamais poderá esquecer os grandes préstimos do querido Manoelzinho. Pouquíssimos jogadores no futebol mundial tiveram a sorte e a honra de vestir a mesma camisa por tanto tempo. Dezesseis anos não passam definitivamente em dezesseis dias.

Foto de 1949 no Ferroviário

Ao conquistar os títulos de 1950 e 1952, Manoelzinho escreveu para sempre seu nome na galeria dos inesquecíveis do Tubarão da Barra. Mais que isso, seu nome será sempre lembrado como exemplo de cidadão e profissional. Homem íntegro, Manoelzinho conciliou as atividades de soldador na antiga RVC com os treinos e embates históricos do futebol daquela época. Venceu nos dois campos, pois de simples soldador transformou-se em mestre da metalurgia e de jogador transformou-se em mestre da bola. Sim senhor, mestre da bola. Homenagens por suas vitórias não faltaram na longa vida de Manoelzinho e estas se confundem com as vitórias do próprio Ferroviário Atlético Clube. Os mais velhos guardam na memória seus grandes momentos nos gramados. Os mais jovens, só por ouvir dizer, sentem saudade daquilo que não viram, mas sabem. Manoelzinho é eterno na história do Ferrão, pois além de vitorioso e longevo, é simplesmente o jogador que mais vezes vestiu a camisa coral em todos os tempos. Foram 403 jogos e 10 gols marcados no total. Manoelzinho é mestre. Mestres são ídolos e ídolos são eternos. Sempre.

GOLEADA HISTÓRICA EM CIMA DO CEARÁ NA TEMPORADA DE 1953

Ferroviário Atlético Clube em 19 de Julho de 1953: massacre em cima do Ceará no PV

No dia 19 de Julho de 1953, há 63 anos portanto, o Ferroviário goleava o Ceará por 4×0 em partida válida pelo 1º turno do campeonato cearense daquele ano. Com a arbitragem de José Nogueira Filho, a partida recebeu um público excelente nas dependências do antigo Presidente Vargas, ainda de arquibancadas baixas. A vitória foi algo bastante comemorado entre os jogadores e torcedores corais porque o placar de 4×0, a favor do Ferrão, só havia se repetido até então duas únicas vezes, em 1947, numa partida oficial, e em 1950, em amistoso. Só a vitória interessava para as duas equipes e o Ferroviário levou a melhor de lavada. Vencia por 2×0 até os 41 minutos finais e conseguiu ampliar o marcador no restante da partida. Uma tarde mágica, sem dúvida, na história coral.

Treinador lendário: Babá

O Ferroviário massacrou o Ceará com o futebol de Juju, Manoelzinho e Coimbra; Nozinho, Zé Maria e Jaime; Nirtô, Vicente Trajano, Macaco, Fernando e Antoni. O alvinegro passou vergonha com Ivan, Paulo e Newton; Didi, Damasceno e Ramos; Pacatuba, Pipiu, Augusto, Ursulino e Liminha. Os gols foram marcados por Antoni, duas vezes, Nirtô e um gol contra do zagueiro Paulo. Foi apenas a partida 416 de toda a história coral. O treinador era Sebastião Medeiros de Brito, o conhecido Babá, ex-defensor vitorioso do próprio Ferroviário na década de 1940 e, até hoje, o técnico recordista em número de jogos pelo time coral. Foram simplesmente 203 jogos comandando o Tubarão da Barra à beira do campo. Lendário sob todos os aspectos.

RECORDISTA NO FUTEBOL CEARENSE VIVE AFASTADO DO MUNDO DA BOLA

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Ex-goleiro coral Marcelino escreveu seu nome na história do futebol cearense em 1973

Esse senhor estava semana passada numa oficina mecânica na Av. Rogaciano Leite, em Fortaleza. Papo animado, sempre simpático, porém completamente afastado do futebol. Sequer sabia que havia sido escolhido, há três anos, o goleiro da seleção coral de todos os tempos. Esse é Marcelino, que completou 69 anos de idade em janeiro passado. Continua sendo até hoje o goleiro do futebol cearense com maior número de minutos sem sofrer gols. No campeonato estadual de 1973, foram 1.295 minutos sem a bola entrar na meta do Ferroviário, a quarta melhor marca do Brasil em todos os tempos e entre as dez melhores do mundo. Ele já mereceu algumas citações aqui no blog, inclusive com a postagem de uma entrevista sua gravada pela direção de marketing coral em 2013. Marcelino não é muito afeito à Internet, mas ao ser avisado que existia conteúdo sobre ele no Almanaque do Ferrão, ele não titubeou: “Minha filha olha pra mim“, disse. Esse escreveu seu nome na história coral, não apenas pelo recorde que parece ser eterno, mas também pelas 170 partidas que entrou em campo com a camisa do Ferroviário, atrás apenas de Zé Dias e Jorge Luiz, os dois recordistas na posição em número de jogos.