RECORDE UM AMISTOSO HISTÓRICO CONTRA O SANTA CRUZ DE RECIFE

Luizinho marcou um gol no amistoso

Já que Ferroviário e Santa Cruz/PE se enfrentam nesse domingo, vamos brincar com a curiosidade e recordar um amistoso histórico entre as duas equipes, realizado no dia 27 de maio de 1972. Com a fama de tetracampeão pernambucano, o Santa Cruz viajou até Fortaleza para enfrentar o Tubarão da Barra. Perdeu a peleja por 3×2, no PV, com Amilton Melo, Zé Maria Paiva e Luizinho, o Peito de Aço, marcando para o Ferrão. Betinho e Luciano marcaram para a cobra coral de Recife. O potiguar Nacor Arouche apitou o jogo. Repare na sólida escala cearense do treinador Alexandre Nepomuceno: Jurandir, Daniel, Valdez, Gomes e Carlos Alberto; Simplício e Luciano Amorim; Luizinho, Amilton Melo, Jorge Mendes (Oliveira) e Zé Maria Paiva. O Santa Cruz perdeu com uma formação de grandes e famosos jogadores nordestinos: Detinho, Zinho, Sapatão, Rivaldo e Cabral; Erb e Luciano; Betinho, Bita (Zito), Ramon e Zé Maria (Beto). Dessa formação, o meia Luciano era irmão do nosso ex-goleador Paulo Velozo, conhecido à época como a maravilha negra da Barra do Ceará. Luciano chegou a ser campeão paulista pelo Corinthians cinco anos depois. Betinho e Ramon brilharam com a camisa do Ferrão na década seguinte. Os dois também atuaram na função de treinador posteriormente. Luizinho veio do Sport de Belém do Pará. Zé Maria Paiva também foi preparador físico e técnico do Ferrão em várias oportunidades nos anos 1980 e 1990. Nomes históricos do Tubarão da Barra!

FOTO DO EX-ATACANTE RAMON NA BARRA NA TEMPORADA DE 1984

Ramon Ramos em seu período de jogador do Ferroviário com o pequeno Alyson Pereira

Que belíssima foto, não? No gramado do Elzir Cabral, em algum amistoso durante a temporada de 1984, os torcedores entravam livremente para falar e bater foto com os jogadores do clube. A imagem acima foi produzida pela família do então torcedor mirim Alysson Pereira, que posou ao lado de um dos destaques daquela equipe, o renomado atacante Ramon. Já em final de carreira, o ex-goleador do Santa Cruz/PE e do Vasco/RJ teve uma boa passagem como jogador do Ferrão naquela oportunidade. Foram 27 jogos e 18 gols marcados com a camisa coral entre maio e dezembro de 1984. No ano seguinte, Ramon pendurou as chuteiras no Brasília/DF e voltou ao Tubarão da Barra como auxiliar técnico de Caiçara e, posteriormente, de Erandy Pereira Montenegro. Ainda na condição de auxiliar técnico, dirigiu interinamente o Ferrão em 13 jogos no título estadual de 1988 e não perdeu nenhum. Posteriormente, já com o nome profissional de Ramon Ramos, assumiu um elenco campeão no início de 1995 e levou o Ferroviário ao bicampeonato estadual, comandando uma equipe memorável. Ramon Ramos deixou a Barra do Ceará no início de 1996. No cômputo geral, dirigiu o time coral em 87 jogos, obtendo 46 vitórias, 30 empates e apenas 11 derrotas. Ramon vive em Recife, de onde acompanha as notícias de seu ex-clube.

RAMON É O ÚNICO TREINADOR CAMPEÃO NO FERRÃO AINDA VIVO

Ramon Ramos atuou em grandes clubes e marcou 18 gols em 27 partidas como atacante do Ferrão

O Ferroviário foi campeão estadual em nove oportunidades: 1945, 1950, 1952, 1968, 1970, 1979, 1988, 1994 e 1995. Disso, todos sabem. O que pouca gente percebeu é que seis dos sete treinadores até hoje campeões estaduais pelo Ferrão já partiram dessa vida. Com o falecimento, em maio passado, do ex-técnico Alexandre Nepomuceno, comandante no título de 1970, o pernambucano Ramon Ramos é o único sobrevivente coral entre os treinadores que venceram o campeonato cearense pelo clube. Além de Alexandre Nepomuceno, já foram pro andar de cima os seguintes nomes: Valdemar Caracas (1945), Babá (1950 e 1952), Ivonísio Mosca de Carvalho (1968), César Moraes (1979 e 1994) e Lucídio Pontes (1988). Ramon Ramos mora em Recife e já mereceu postagem especial aqui no blog. Ex-jogador em grandes clubes do futebol brasileiro e do próprio Ferroviário em 1984, Ramon começou a carreira de técnico no próprio Tubarão da Barra, comandando a equipe coral em 87 partidas no total dentro das temporadas de 1988, 1995 e 1996. Ano que vem, o Ferroviário estará na vitrine da Copa do Nordeste, uma das competições mais respeitadas do futebol brasileiro hoje em dia e ocasião melhor não há para homenagear o único treinador campeão cearense pelo Ferrão ainda vivo. Nada mais adequado e justo para um nordestino que foi artilheiro e simplesmente um vitorioso treinador no tão decantado bicampeonato do Ferrão para sempre lembrado. Fica a dica!

IMAGENS DO BICAMPEONATO CORAL DA EXTINTA TV MANCHETE

As imagens acima são raras e perfeitas. Dizem muito mais que palavras e evidenciam a total plenitude do bicampeonato do Ferroviário conquistado há exatos 20 anos. Retiradas dos arquivos da sucursal cearense da extinta TV Manchete, elas são capazes de emocionar e resgatar figuras importantíssimas da história coral. Assista e mate a saudade de jogadores como Acássio, Esquerdinha e Robério, do vitorioso técnico Ramon Ramos, do também vitorioso diretor de futebol Douglas Albuquerque – campeão pelo Ferrão em sua época de atleta e também como dirigente – de figuras carismáticas e imortais como Valdemar Caracas e Zé Limeira, e do inesquecível presidente Clóvis Dias, um paranaense que deu ao clube algo que nenhum cearense conseguiu: o título inédito de bicampeão estadual, fazendo-o grande, como sempre foi, em seus quase cinco anos de mandato, naquele que foi o período mais alvissareiro da gloriosa história coral.

TREINADOR NO BICAMPEONATO FOI TAMBÉM ARTILHEIRO NO FERRÃO

A última vez que o Ferroviário conquistou um campeonato cearense foi em 1995. Mês que vem, o maior jejum de títulos da história coral completa 20 anos. O treinador naquela inesquecível conquista era o pernambucano Ramon Ramos, um ex-atacante que vestiu a camisa de clubes importantes do futebol brasileiro. Pouca gente lembra que onze anos antes, aos 34 anos de idade, Ramon disputou o campeonato cearense de 1984 como jogador do Ferrão, onde comprovou seu faro de artilheiro marcando 18 gols em 27 partidas. O vídeo acima é um documentário sobre o ex-atleta e ex-treinador coral, no qual Ramon cita o Tubarão da Barra como o penúltimo clube em sua carreira e o primeiro trabalho como comandante técnico, iniciando a função como auxiliar de Caiçara, em 1985, no próprio Ferroviário. Se você quer saber um pouco mais sobre a trajetória no futebol daquele que entrou pra história como o treinador do bicampeonato coral, essa é uma excelente oportunidade. Vale a pena conferir porque o material é excelente.

QUANDO DOIS JOGADORES CORAIS BRILHARAM COMO LEWANDOWSKI

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Giancarlo: 5 gols em 2013

O polonês Robert Lewandowski foi o assunto da semana por ter marcado incríveis 5 gols numa mesma partida. Mais que isso, os 5 gols saíram exatamente em apenas 9 minutos do jogo em que o seu time, o Bayern de Munique, massacrou o Wolfsburg pelo campeonato alemão de futebol. O placar final apontou 5×1 e o famoso atacante saiu ovacionado pelo feito, o que convenhamos, não é uma coisa fácil de se ver atualmente. Trazendo o fato para o contexto do Ferroviário, apenas dois jogadores conseguiram algo semelhante em partidas oficiais: os atacantes Paulo César e Giancarlo, nas edições do campeonato cearense de 1978 e 2013, respectivamente. Tudo bem que Pacoti, em 1957, Lucinho, em 1968, Mirandinha, em 1977, e Ramon, em 1984, conseguiram feitos semelhantes, mas ocorreram em amistosos contra adversários menos relevantes.

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Matéria do Caderno 2 do jornal O Povo retratando os 5 gols do centroavante Paulo César

No dia 27/8/1978, o atacante Paulo César – o famoso papagaio – foi o primeiro coral a marcar 5 gols numa partida oficial. O fato aconteceu no PV num dia de domingo, contra o Calouros do Ar. Dois gols foram assinalados em cobrança de pênalti. Depois disso, precisou de quase 35 anos para o centroavante Giancarlo repetir o feito. Ele foi notícia no Brasil inteiro no dia 27/2/2013 ao marcar 5 gols na vitória coral de 7×2 em cima do São Benedito, um deles de pênalti, como você pode recordar no vídeo abaixo que eterniza os principais lances da partida. Os dois corais viveram um dia de Lewandowski, como se vê. Ou melhor, essa semana o polonês viveu um dia de Paulo César e Giancarlo, para ser mais preciso com a cronologia dos fatos. Aliás, o Ferroviário já chegou a vencer uma partida com 5 gols em apenas 9 minutos, mas isso aí é outro assunto e qualquer dia o Almanaque do Ferrão recupera essa história para o torcedor coral.

JOGARAM NOS ADVERSÁRIOS E ENCONTRARAM PORTAS ABERTAS

O vídeo acima apresenta o gol da vitória coral contra o Ceará na narração do competente Brenno Rebouças, semana passada, na estreia de ambos na Taça Fares Lopes, competição cearense que movimenta os clubes no segundo semestre. O tento foi marcado pelo atacante Rinaldo, 40 anos de idade, no melhor estilo da velocidade que o caracterizou há poucos anos como ídolo do Fortaleza em mais de 100 gols assinalados. Rinaldo é certamente o jogador de mais idade que passou por Ceará ou Fortaleza e que depois encontrou guarida no Ferroviário. Que brilhe na Barra como vários outros o fizeram. O Almanaque do Ferrão recorda os principais casos. São mais de 50 nomes. Alguns internautas sentirão saudades, outros podem até sentir dor de cabeça ao recordar certos atletas, mas vale a pena a confecção da lista abaixo.

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Artur do Carmo: zagueirão pai d´égua

Por ordem alfabética, recorde alguns jogadores que se destacaram no Ceará e que depois atuaram pelo Ferroviário em suas respectivas temporadas: Aírton (1993), Arlindo Maracanã (2011), Argeu (1993), Artur (1979), Daniel (1972), Djalma (1988), Erandy (1975), Erasmo (2000), Expedito Chibata (1965), Guilherme (1959), Ivanildo (2002), Jangada (1981), Januário (2003), Jéfferson (2006), João Carlos (1967), Jorge Costa (1974), Juju (1951), Luciano Oliveira (1974), Marcos do Boi (1967), Marquinhos Capivara (1993), Mastrillo (1998), Magela (1977), Paulo Tavares (1974), Ramon (1984), Roberval (1994), Samuel (1974), Sérgio Alves (2006), Wanks (1994), Wolney (1987), Zezinho (1970) e Zezinho Fumaça (1971).

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Laterais Paulo Maurício e Rôner

Do Fortaleza, ganharam destaque e depois passaram pelo Tubarão da Barra os seguintes nomes: Adílton (1985), Alexandre (1986), Birungueta (1971), Caetano (1989), Celso Gavião (1979), Cícero Capacete (1979), Da Silva (1988), Eliézer (1997), Facó (1967), França (1939), Geraldino Saravá (1980), Gilmar Furtado (1990), Haroldo (1981), Jombrega (1940), Jorge Pinheiro (1994), Louro (1969), Mano (1968), Maradona (2001), Mozart (1966), Lupercínio (1986), Luizinho das Arábias (1985), Nélson (1985), Paulo Maurício (1978), Rôner (1981), Sérgio Monte (1985), Solimar (1998) e Zé Félix (1939).