EX-ATACANTE MANO VOLTA AO FERRÃO EM DIA DE MUITA EMOÇÃO

O ex-atacante coral Mano, campeão pelo Ferrão nas temporadas de 1968 e 1970, além de filho do ex-craque Vicente Trajano, que foi um dos maiores atletas que vestiram a camisa do Tubarão da Barra em todos os tempos, esteve na semana passada na Barra do Ceará. A visita foi um pedido do próprio Mano, que vem lutando bravamente contra problemas de saúde. Coube à repórter Cristiane Araújo, uma das colaboradoras aqui do blog, realizar o desejo do ex-ponta direita coral e organizar uma matéria de vinte minutos em seu canal no YouTube. Vale a pena conferir o emocionante material acima, que contou com a participação de ilustres torcedores corais que se deslocaram até a Barra do Ceará especialmente para a homenagem.

Mano entre as feras corais do vitorioso elenco de 1970: Amilton Melo, Paulo Velozo e Alísio

Ao todo, Mano entrou em campo 99 vezes com a camisa do Ferrão e marcou 19 gols. Foram 13 participações do ponta direita em jogos do título invicto de 1968, que completou aniversário de 50 anos em 2018. Na temporada de 1970, Mano participou de 7 jogos na vitoriosa campanha coral ao lado de nomes consagrados como o craque Amilton Melo, o goleador Paulo Velozo e o ponta esquerda Alísio. Além de dois títulos estaduais, o ex-ponta também conquistou uma terceira competição com a camisa do Ferrão, a Taça Estado do Ceará disputada em 1969, quando entrou em 8 jogos e marcou 2 gols. Foram, portanto, três títulos na memorável passagem de Dionísio Muniz Trajano pelo Ferroviário Atlético Clube. Na visita da última semana, ele fez duas doações importantíssimas para o clube: as faixas de campeão estadual de 1968 e de 1970, a primeira inclusive assinada por Pelé, que o enfrentou quando o Santos/SP foi convidado para o jogo comemorativo de entrega de faixas no estádio Presidente Vargas naquele ano. Por ocasião da doação feita diretamente ao presidente Walmir Araújo, Mano teve o privilégio de visitar em primeira mão as obras do futuro memorial de conquistas do Ferrão que está sendo brilhantemente construído pelo departamento de patrimônio do clube e que será inaugurado no começo de 2019. Foram momentos muito marcantes para o ex-atacante coral na visita ao Elzir Cabral. E que sejam eternos na lembrança de Mano, assim como ele é na história do Ferroviário.

NUNCA É TARDE PARA REVERENCIAR SIMPLÍCIO, O CANHÃO DA BARRA

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Foto recente do ex-jogador Simplício em sua residência na cidade de João Pessoa/PB

Ele foi um dos jogadores mais cultuados na história do Ferroviário. Até hoje seu nome é citado nas arquibancadas, não apenas por torcedores corais, mas também por desportistas de outras equipes que o viram em ação entre 1969 e 1974, período em que entrou em campo 181 vezes com a camisa do Ferrão. Foram 60 gols no total, o que o credencia como o 12º maior artilheiro do clube. Estamos falando de Simplício, o inesquecível ´Canhão da Barra´, graças a seus chutes fortes que chegavam a alcançar 170 km/h. Ao lado de Amilton Melo, Edmar, Paulo Velozo e Coca Cola, ele foi um dos bons nomes no título estadual de 1970, ano em que o Ferroviário montou um dos melhores times em todos os tempos do futebol alencarino.

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No Ferrão em 1970

Simplício começou a se destacar no Campinense/PB, onde foi hexacampeão paraibano nos anos 60. Tinha como principal característica o posicionamento, o bom passe e a garra, condições essenciais para um grande volante. Começou a ser comparado com o craque brasileiro Rivelino – pelo bigode e em razão do chute forte – ainda na Paraíba, antes mesmo de se transferir para o Botafogo/PB, onde foi bicampeão estadual. Se transferiu para o Ferroviário aos 22 anos de idade, fazendo seu primeiro jogo pelo time coral no dia 15/11/69 num amistoso contra o América/CE, no Elzir Cabral, e já conquistando mais um título estadual pra coleção na temporada seguinte. Suas cobranças de pênaltis eram temidas pelos goleiros adversários e tinha o respeito de vários treinadores que passaram pelo Ferrão, entre eles Fernando Cônsul, Gradim e Alexandre Nepomuceno.

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Simplício: o terceiro agachado em 1972

No campeonato cearense de 1974, Simplício mudou de time e chegou a enfrentar o Ferroviário, defendendo a camisa do Maguary. Aos 27 anos, aquela foi sua última temporada como jogador de futebol, pois retornou para Campina Grande onde anos depois concluiu o curso de Processamento de Dados na Universidade Federal. Em 2013, vibrou bastante com o título de campeão do nordeste conquistado pelo Campinense. Hoje com 67 anos de idade, reside em João Pessoa e é aposentado pela própria universidade. Mais de 40 anos depois de deixar o Ferroviário Atlético Clube, Simplício continua na memória de quem o viu em ação e estará sempre nas páginas principais da história coral, merecendo hoje o destaque do Almanaque do Ferrão.