PROGRAMA OFICIAL DE RÁDIO DO FERRÃO COMPLETA 150 EDIÇÕES

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Equipe atual da Rádio Ferrão em meio aos gestores da parceira Buy Soccer e novos jogadores

O programa radiofônico de maior longevidade na história do Ferroviário chegou a 150 edições nessa semana. Denominado de Rádio Ferrão, o semanário coral atualmente vai ao ar às segundas-feiras, de 21h às 22h30, pela Ceará Rádio Clube 1200 AM de Fortaleza, e tem contado com a sempre competente apresentação do radialista Saulo Tavares, desde a primeira edição do programa em outubro de 2007. Sua fase de maior longevidade durou até fevereiro de 2010, retornando ao ar no final de 2013 e indo até meados do ano seguinte. Voltou à programação da emissora em outubro de 2015 para deleite dos torcedores corais. Na semana passada, os gestores da empresa paulista Buy Soccer participaram ao vivo e anunciaram novidades para o setor de futebol do Ferrão, uma delas o retorno do goleiro Camilo para as disputas da segunda divisão cearense.

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Ex-presidente José Rego Filho ao vivo no programa apresentado em 19 de outubro de 2008

Ao longo do tempo, várias personalidades importantes passaram pela Rádio Ferrão como dirigentes, ex-presidentes, ex-diretores, ex-atletas e novos jogadores recém contratados para o Ferroviário Atlético Clube. Nomes como José Rego Filho, Ruy do Ceará, Ribamar Soares, Carlos Mesquita, Facó, Marcelino, Gilmar Silva, Fernando Polozzi, Joel Cornelli, Marcelo Silva, Oliveira Canindé, Armando Desessards, Edmar, Robério, Mirandinha, CavalheiroWilson, Clébson, Jéfferson, Tiago Gasparetto, Aldemir, Renato Rocha, Evaldo Lima, Valdemar Caracas, entre outros, abrilhantaram o programa coral com informações e novidades importantes acerca do cotidiano do clube.

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Rádio Ferrão com o ex-jogador Mirandinha no antigo estúdio da emissora em julho de 2008

Tradicionalmente, a Rádio Ferrão tem mantido as principais seções que consolidaram a estrutura original do programa, tais como a realização de perguntas que valem prêmios para os ouvintes, sorteios, recordação de jogos antigos através da vinheta ´Túnel do Tempo´, entre outras atrações. Chegando agora ao expressivo número de 150 edições levadas ao ar, o que mais o torcedor do Ferroviário deseja é que outras 150 se sucedam no futuro sempre com a mesma qualidade e interação. Vida longa à Rádio Ferrão!

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Treinador Joel Cornelli numa das últimas edições da primeira fase em fevereiro de 2010

EM 01 DE SETEMBRO DE 1973 COMEÇAVAM OS ANOS DE CHUMBO

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Anos de chumbo também para o Ferroviário

Engana-se quem acredita que o calendário do futebol é um problema dos dias atuais. Muitos clubes amargaram situação semelhante nos tempos da ditadura. O Ferroviário, em particular, chegou à beira do precipício em termos financeiros pela falta de jogos oficiais em boa parte dos anos 70. E foi exatamente num 1º de setembro como hoje, há 42 anos atrás, que o time coral estreou na Taça Santos Dumont, uma espécie de Taça Fares Lopes da época, que reunia todos os times cearenses sem competições oficiais promovidas pela antiga CBD, com exceção de Ceará, que havia conquistado a vaga dentro de campo como campeão do ano anterior, e o Fortaleza, este indicado pelo coronelismo estadual em consonância com o regime militar dentro da vergonhosa linha de ação eternizada pelo histórico mote: “onde a Arena vai mal, mais um no Nacional“. E foi o Maguari, no jogo de número 1.367 da vida coral, que enfrentou o Ferrão num Elzir Cabral inacabado, diante de um público diminuto que pagou para ver o gol da vitória de 1×0 marcado por Simplício. Largada com o pé direito na nova competição.

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Simplício: gol solitário na estreia

Treinado por Vicente Trajano, lendário ex-jogador coral, o Ferroviário atuou naquela tarde com Marcelino, Carlito (César), Lúcio Sabiá, Luciano Amorim e Eldo; Vicente e Simplício; Brígido (Alfredo), Oliveira, Dim e Marcos. Era basicamente um time formado por jovens da base. Do outro lado, o experiente Astrogildo Nery mandou à campo o Maguari com Ademir, Berico, Paulo Afonso, Assis e Neto; Rubens e Zé Maria Oliveira (Bosco); Chico Alves, Piçarra, Ibsen e Nilsinho. Depois vieram como adversários Quixadá, América, Calouros, Guarany de Sobral, Tiradentes, Icasa e Guarani de Juazeiro, este o campeão da competição. Talvez nem eles próprios lembrem, dada a pouca cobertura da mídia cearense na época, ocupada demais com a participação da dupla Ceará-Fortaleza no Brasileiro. Eram os anos de chumbo para o país e também para a grande maioria dos times nacionais, alijados de competições oficiais graças ao calendário excludente da CBD, nada muito diferente da situação vivida no futebol nacional nos últimos 10 anos na “nova” lógica da CBF. Como se fez no passado, já passa da hora de mudar o panorama do calendário, pois não faltam times agonizando prestes a fecharem as portas.

DOIS VELHOS AMIGOS DE BREVE PASSAGEM PELA BARRA DO CEARÁ

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Janos Tratay nos anos 70

Janos Tratay nasceu na cidade de Vszprèm, na Hungria, em 1922. As sequelas físicas da II Guerra Mundial o acompanharam por toda vida. Resolveu militar no futebol quando veio para o Brasil. Em 1960, foi técnico do Ceará e passou a ser conhecido na terra de José de Alencar, mas mantinha uma enorme afeição pela Paraíba, estado onde fixara residência. Foi lá que conheceu o atacante Zé Luiz, que brilhava no Campinense/PB. Iniciaram uma amizade fraternal que perdurou até o fim da vida do húngaro. Ambos tiveram seus momentos no Ferroviário e por essa razão destacamos o vídeo acima, gravado em 2007, com o intuito de recordar o nome daqueles que são raramente lembrados, ignorados pelo tempo e pela memória curta dos torcedores. O diálogo acima entre Janos Tratay e Zé Luiz merece ser assistido. Em meio a recordações pessoais de ambos que agradam a qualquer fã de futebol, o nome do Ferroviário sequer é citado, mas há de se registrar que ambos tiveram parcela de colaboração na história coral e merecem destaque no Almanaque do Ferrão.

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Zé Luiz no Ferroviário

Zé Luiz era um atacante de 29 anos quando foi contratado pelo time coral no início de 1970. Fez sua estreia exatamente no primeiro jogo interestadual realizado no Estádio Elzir Cabral, no dia 17 de janeiro, contra o Alecrim/RN. Iniciou o campeonato cearense como titular, mas depois perdeu espaço. Seu nome está com justiça entre os grandes campeões estaduais daquele ano com a camisa coral. Chegou a jogar também na Portuguesa de Desportos/SP. Depois, longe da bola, tornou-se jornalista e político. Como jornalista, teve programas na TV Borborema de Campina Grande e na TV Correio de João Pessoa. Foi vereador de Campina Grande, Deputado Estadual e Deputado Federal pela Paraíba e, de 2005 a 2012, o vice-prefeito da cidade de Campina Grande. Pouca gente sabe que o Ferroviário teve um ex-jogador de carreira política tão ilustre. Por sua vez, Janos Tratay foi contratado na gestão do presidente José Rego Filho, em 1972, como diretor de futebol. Teve uma passagem atribulada com atritos dentro do próprio elenco coral, tendo que apaziguar ânimos de jogadores como Amilton Melo, Luizinho Peito de Aço, Simplício e Marcelino, que andaram se estranhando entre si. Não bastasse o clima hostil entre os jogadores, Tratay andou ainda em rota de colisão com o técnico paranaense Borba Filho, que deixou o clube durante o campeonato cearense. A passagem de Janos Tratay pelo Ferroviário durou somente aquela temporada e ele voltou para a Paraíba, onde continuou trabalhando com destaque até em campeonatos nacionais enquanto teve saúde. Faleceu em 2011, aos 89 anos, na cidade de João Pessoa, vítima de um aneurisma. O vídeo acima foi uma de suas últimas aparições na televisão paraibana e mostra a amizade de dois velhos amigos de breve passagem pela Barra do Ceará.

INVENCIBILIDADE DE MARCELINO CAIA NUM 10 DE JUNHO COMO HOJE

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Goleiro Marcelino: 170 jogos pelo Ferroviário e recorde de 1.295 minutos sem sofrer gols

10 de Junho. Foi nessa data, há exatos 42 anos, que um ex-juvenil do Ferroviário desferiu um chute defensável e o goleiro coral acabou enganado pela trajetória da bola. Gol do Maguary. Aquele lance de 1973 foi histórico, apesar da mídia cearense quase sempre fazer questão de não lembrar. O gol de Ibsen derrubou uma marca de 1.295 minutos sem sofrer gols do goleiro Marcelino, um carioca que marcou época na Barra do Ceará entre 1969 e 1976. Até hoje nenhum outro goleiro chegou sequer a ameaçar o posto de recordista do ex-goleiro coral. No futebol brasileiro, trata-se da 4ª melhor marca nacional. O fato mereceu destaque inclusive na revista Placar na edição de 15/6/1973. O 1º lugar pertence a Mazaroppi, do Vasco/RJ, com seus 1.816 minutos em 1977. Jorge Reis e Neneca, ambos recentemente falecidos, estão também à frente da marca histórica de Marcelino. No futebol cearense, o ex-goleiro do Ferrão merecia uma estátua pelo feito.

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Marcelino e Ibsen após o gol

Foram 170 partidas com a camisa coral. Marcelino viveu altos e baixos no clube, mas será sempre lembrado como um dos goleiros mais importantes da histórica coral, não apenas pelo recorde cearense, que dificilmente um dia será quebrado, mas também pelo bom período de tempo que atuou como titular da meta coral. Ibsen foi companheiro de Marcelino até 1971, quando deixou o Ferroviário e passou a atuar em outras equipes. O gol que quebrou a marca lendária de seu ex-companheiro pareceu doer no ex-atleta coral. Após o gol, Ibsen correu e pediu desculpas para Marcelino. O Maguary venceu o jogo por 2×1, quebrando uma invencibilidade do Ferrão, que não perdia desde outubro do ano anterior. O recorde de Marcelino já mereceu destaque em outra postagem do Almanaque do Ferrão e merece ser celebrado a cada aniversário. O ex-goleiro é vivo, reside ainda em Fortaleza, onde fixou residência. Nunca mais voltou ao Rio de Janeiro. Mora num apartamento no bairro do Papicu e certamente merece todos os elogios e parabéns possíveis.

MARCA HISTÓRICA DO GOLEIRO MARCELINO CHEGA AOS 42 ANOS

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Recordista Marcelino com sua tradicional camisa preta defendendo o arco coral em 1973

Ele chegou para o Ferroviário em dezembro de 1969 e foi campeão cearense no ano seguinte. Porém, o maior feito do carioca Marcelino, goleiro coral durante boa parte dos anos 70, não foi exatamente aquele título estadual no início da década. Ele estava reservado para a temporada de 1973 e teve grande repercussão nacional. Ao atingir o recorde de 1.295 minutos sem sofrer gols naquele ano, Marcelino é detentor até hoje da quarta melhor marca no Brasil e oitava no mundo inteiro. Já são 42 anos de hegemonia no estado do Ceará, algo que provavelmente nunca mais será alcançado por outro goleiro em terras alencarinas.

O recorde de Marcelino começou a se estabelecer em fevereiro de 73 e durou até junho daquele ano. Na longa lista de jogos sem sofrer gols, enfrentou Ceará, Fortaleza, Icasa, Quixadá, Calouros do Ar, Maguari, Guarani de Juazeiro, Guarany de Sobral, Tiradentes e América em 15 jogos oficiais que marcaram sua vida para sempre. Todo mundo queria ser o algoz do goleiro coral e coube a Ibsen, ex-companheiro de Marcelino no próprio Ferroviário, a autoria da façanha jogando com a camisa do Maguari. O recorde colocou o Tubarão da Barra no noticiário nacional dos jornais e da televisão, merecendo até destaque na revista Placar, a principal publicação sobre futebol até os dias de hoje.

O recorde de Marcelino provavelmente seria esquecido não fossem as pesquisas do Almanaque do Ferrão. Ele está registrado na página 500 e a ficha técnica dos jogos de invencibilidade estão apresentados entre as páginas 180 e 182 da publicação impressa lançada em 2013. Nesse mesmo ano, a direção de marketing do Ferroviário promoveu o reencontro virtual de Marcelino com a torcida coral ao produzir um vídeo de 18 minutos com o recordista coral, que há anos encontrava-se recluso em seu apartamento no bairro do Papicu. Reveja esse material abaixo e saiba um pouco mais sobre Marcelino.

DOIS GOLEIROS RECORDISTAS MORREM NA MESMA SEMANA

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Jorge Reis morreu ontem

O goleiro coral Marcelino perseguia o recorde de Jorge Reis em 1973. Não conseguiu, mas bem que tentou. Um ano depois, Neneca triunfou e colocou seu nome nos anais do futebol nacional. Marcelino parou nos 1.295 minutos sem sofrer gols, o que não é pouco, mantendo a terceira melhor marca até 1977, quando Mazzaropi, do Vasco/RJ, suplantou todos com 1.816 minutos. Jorge Reis jogava no Rio Branco/ES e Neneca defendia o Náutico/PE. Nesse começo de 2015, os dois partiram para o time do céu com a diferença de uma semana. Primeiro, Neneca, no final de janeiro. Ontem, Jorge Reis. Foram embora pra sempre, mas sempre também serão lembrados. Mazzaropi mora no Rio Grande do Sul e Marcelino, em Fortaleza, no bairro Papicu.

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Neneca faleceu no final de janeiro

Jorge Reis terá eternamente a marca de 1.604 minutos, o que lhe valeu na época até premiação no programa de TV do Chacrinha. Neneca levou consigo a invencibilidade de 1.636 minutos. Dois grande goleiros, dois nomes que sempre estiveram na mente de Marcelino, um dos arqueiros mais famosos da história do Ferroviário, não só pelo recorde, mas pela longevidade no arco coral durante boa parte da década de 70, o que o levou a ser escolhido no Time dos Sonhos do Ferrão. São marcas históricas no Brasil que dificilmente serão quebradas pelos goleiros da atualidade. Jorge Reis e Neneca, agora lá de cima, continuarão vigilantes como sempre fizeram em suas metas.

CAMPANHA NO ANO PASSADO ESCOLHEU O TIME DOS SONHOS

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Ao completar 80 anos de existência em 2013, o Ferroviário não ganhou como presente apenas o lançamento do Almanaque do Ferrão, que eternizou cronologicamente todos os jogos oficiais e amistosos da história coral. Ainda como parte das comemorações, o clube elegeu também seu ´Time dos Sonhos` através de uma votação na Internet a partir de uma criteriosa pré-lista que contemplava 5 indicações por posição. É sempre oportuno recordar os principais nomes da caminhada coral. Confira:

1 – Marcelino: Veio da Portuguesa/RJ. Esteve presente em 10 partidas no título estadual de 1970. Recordista com 1295 minutos sem sofrer gols no Estadual de 1973. Atuou 170 vezes entre 1969 e 1976. Obteve 30% dos votos.

2 – Nasa: Defendeu o clube em 76 partidas na fase vitoriosa entre 1993 e 1995. Atuava também como volante. Oriundo do Guarani de Juazeiro. Obteve projeção nacional jogando pelo Vasco/RJ. Ficou com 51% dos votos.

3 – Luiz Paes: Jogou 153 partidas entre 1966 e 1971. Parou Pelé no Jogo das Faixas do título coral de 1968 quando foi também o capitão do time. Oriundo do Náutico/PE. Ficou com 42% dos votos.

4 – Celso Gavião: Zagueiro goleador com gols importantes. Foram 32 gols em 122 partidas. Veio do Botafogo/SP. Conseguiu projeção mundial no Porto de Portugal. Parou de jogar no próprio Ferrão em 91. Obteve 45% dos votos.

5 – Lima: Chegou em 1993 oriundo do Sul América de Manaus. Fez 50 partidas com a camisa coral. Titular absoluto no título de 1994. Conseguiu projeção mundial jogando pela Roma, sendo titular da equipe italiana em algumas temporadas. Obteve 40% dos votos.

6 – Marcelo Veiga: Xodó da torcida coral no título de 1988, quando foi o capitão da equipe. Veio do Santo André/SP. Fez 13 gols em 79 jogos. Ficou até o ano seguinte e depois conseguiu projeção nacional no Santos/SP. Obteve 65% dos votos.

7 – Mazinho Loyola: Cria das categorias de base que brilhou no título de 1988. Foi negociado com o São Paulo logo em seguida. Jogou 55 vezes e marcou 16 gols pelo profissional. Encerrou a carreira no próprio clube em 2004. Obteve 47% dos votos.

8 – Coca Cola: Jogador lendário na fase áurea dos títulos de 1968 e 1970. Jogou em 324 partidas e fez 71 gols. Oriundo do Campinense/PB. Depois de atuar pelo Ferrão, jogou no futebol português. Obteve 51% dos votos.

9 – Pacoti: Um dos jogadores mais emblemáticos do futebol cearense. Jogou ainda no Sporting de Portugal. Jogou 78 vezes em duas passagens pelo clube. Fez 51 gols pelo Ferrão. Oriundo do Nacional/CE. Obteve 35% dos votos.

10 – Acássio: Principal jogador coral no bicampeonato no 94/95. Defendeu o clube 132 vezes e marcou 74 gols. Veio do Fluminense/BA. Sempre deixava sua marca de goleador em clássicos. Chegou depois a defender a camisa do Vasco/RJ. Obteve 53% dos votos.

11 – Jorge Veras: Goleador coral entre 1982 e 1984. Também sempre deixava sua marca nos clássicos contra Ceará e Fortaleza. Fez 65 gols em 155 jogos com a camisa coral. Conseguiu projeção nacional no Grêmio/RS. Obteve 35% dos votos.

Técnico – César Moraes: Conhecido como Guri, foi um dos nomes mais simpáticos do futebol cearense até hoje. Campeão estadual pelo Ferrão em 1979 e 1994. Passou sete vezes pelo clube e levantou 4 títulos ao todo. Obteve 52% dos votos.