RECORDE UM FERRÃO X TREZE DISPUTADO NA SÉRIE D DE 2009

Modelo do uniforme coral utilizado em 2009

Nas duas únicas vezes que se enfrentaram pela Série D do Brasileiro, Ferrão e Treze fizeram valer o mando de campo e cada um venceu seu jogo dentro de casa. Foi em 2009, quando o Galo da Borborema fez 1×0 no Estádio Amigão, gol de Gauchinho, mas perdeu o jogo da volta por 2×0, disputado no Estádio Domingão em Horizonte, com gols do lateral direito Ivan e do atacante Juninho Quixadá, o mesmo que ajudou bastante o Tubarão da Barra a conseguir o acesso em 2018 ao retornar para o clube depois de sete temporadas no futebol da Bulgária. Esse jogo foi o de número 3.288 da história coral. Ferrão e Treze estavam na mesma chave acompanhados de Alecrim/RN e Flamengo/PI. Treinado por Gilmar Santos, o Ferrão formou naquela tarde com o futebol de Jéfferson, Ivan (Stênio), Lúcio, Cícero César e Marcelo; Válter, Eliélton, Júnior Cearense (Clemílson) e Diego (Diogo Oliveira); Juninho Quixadá e Wescley.

Sabe quem era o técnico do Treze nesse jogo? Era exatamente o nosso atual comandante Marcelo Vilar, que naquela oportunidade mandou à campo Ricardo, Deleu, Júnior, André Lima e Cleidson (Camilo); Daniel, Wanderson, Da Silva e Everton (Rosembrick); Gilberto (Edson Dí) e Gauchinho. Repare o nome do zagueiro André Lima na formação paraibana, ele que disputa atualmente a Série D com a camisa do Ferrão. O atacante Wescley ainda perdeu um pênalti para o Ferroviário, que passou de fase no grupo e foi desclassificado na etapa seguinte da competição pelo Sergipe/SE. Vale a pena recordar abaixo os melhores momentos daquele jogo em 2009. A matéria da TV Jangadeiro se equivoca ao dizer que o primeiro gol do jogo foi do meia Diego, mas apresenta ainda o interessante comentário de Alan Neto, que destaca dois detalhes importantes: a grande apresentação de Juninho Quixadá e a belíssima camisa coral do Ferroviário utilizada naquele dia e aposentada na atual temporada de 2018.

FERROVIÁRIO E CAMPINENSE: UMA RIVALIDADE HISTÓRICA PELO ACESSO

O Ferroviário partiu ontem na frente no mata-mata contra o Campinense/PB pela Série D do Campeonato Brasileiro de 2018. O vídeo acima com os melhores momentos do jogo reflete bem o clima vivido pelos torcedores corais que foram ao Castelão numa noite atípica de domingo, com direito a gol do artilheiro Edson Cariús e a dois golaços de Juninho Quixadá e Janeudo. A vitória apertada por 3×2 reflete fielmente o equilíbrio histórico entre dois velhos e tradicionais rivais do futebol nordestino, dois gigantes da região pra quem sabe reconhecer que torcida, títulos e tradição é algo para poucos no atual futebol brasileiro como um todo. Uma pena só um dos dois poder passar para a Série C do ano que vem. Ferrão e Campinense fizeram mais uma vez um grande jogo.

Coca Cola

O jogo de ontem foi o de número 3.624 da história coral, sendo o 15º confronto contra a tradicional equipe paraibana, que na década de 1960 mandou para o Ferrão simplesmente um dos nomes mais importantes do Tubarão da Barra em todos os tempos, o ídolo eterno Coca Cola, falecido em 1999. Ao todo, foram 7 vitórias corais, 2 empates e 6 derrotas para o Campinense. O primeiro confronto ocorreu em 1952, vitória coral por 5×0 num amistoso em Campina Grande. Depois, partidas importantes pelo Nordestão e pelo Campeonato Brasileiro nas décadas de 70 e 80, inclusive pela primeira divisão nacional, em 1981, numa partida que mostrou para a torcida coral a genialidade de um jovem chamado Roberto Cearense. Aliás, esta aí um confronto que já aconteceu pelas quatro divisões do campeonato brasileiro e isso é simplesmente emblemático. Como também não lembrar das duas vitórias do Ferrão por 2×0 em cima do Campinense pelo torneio regional Otávio Pinto Guimarães em 1986? Anos depois, a história coloca os dois gigantes nordestinos em combate novamente, agora pela primeira vez na Série D nacional. Só um pode e vai subir para a Série C. Que a felicidade sorria para o Ferrão porque os Deuses do futebol não podem falhar.

CINCO PARTIDAS PELO FERRÃO E A SORTE DE IR BATER NA BULGÁRIA

Ferrão_2009_AmistosoemHorizonte

Na foto: Dionantan, Cícero César, Clemílson, Felipe Espada, Diogo e Rafael; Eliélton, Victor Cearense, Cristiano, Júnior Cearense e Alberto.

Quando Dionantan, Alberto, Cícero César, Rafael e Victor Cearense; Clemílson, Eliélton, Júnior Cearense e Diogo Oliveira; Cristiano e Felipe Espada entraram em campo no primeiro amistoso preparatório para a Série D de 2009, o atacante Juninho Quixadá estava no banco. O jogo foi contra o time B do Fortaleza e o time coral perdeu por 3×2. Foi no dia 24/6/2009 na cidade de Horizonte. Juninho só entrou no segundo tempo no posto de Cristiano. Daquele grupo, ele foi o que chegou mais longe no futebol até o momento. Recentemente, o atleta disputou partidas pela Champions League, a competição mais importante do cenário futebolístico mundial e, na semana passada, marcou o gol da classificação do Ludogorets Razgrad contra o Beroe pela Copa da Bulgária.

Apesar da campanha irregular do Ferrão no Brasileiro de 2009, Juninho Quixadá se destacou. Foi apenas um gol em 5 partidas pelo time coral, mas o suficiente para valer uma negociação com o Bragantino/SP, onde ganhou a chance de seguir para a Europa oriental dois anos depois de uma forma no mínimo inusitada. O jogador envolvido na negociação do time paulista era o também ex-coral Léo Jaime, que acertara tudo para jogar na Bulgária. Quando perceberam o biotipo franzino do atacante, os empresários búlgaros desistiram de Léo Jaime e pediram outro jogador em seu lugar. Os empresários brasileiros ligados ao Bragantino sugeriram Juninho Quixadá e, desde então, ele lá está. Tirou a sorte grande. São coisas do futebol. Abaixo, um vídeo do jogador na época que ele atazanava a defesa coral jogando pelo Quixadá e depois, alguns momentos dele com a camisa coral contra o Treze/PB e Sergipe/SE pela Série C daquela temporada.